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100 Portais Para a
Sua Sombra
Shadow Work Prompts - Conteúdo exclusivo
OUT25.
LUANA RICCO - ARQUIVO 5D
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INTRODUÇÃO
Outubro chegou trazendo mais do que vento frio,
céu nublado e halloween, chegou com a névoa
espessa da transformação. E eu não estou aqui pra te
confortar, tô aqui pra te cutucar onde dói, pra te tirar
do centro seguro e te jogar no espelho. Esse é o seu
chamado pra mergulhar no próprio abismo, e sim,
você vai sair diferente (se tiver coragem de continuar
até o fim).
O tema desse conteúdo é Shadow work, mas antes
de continuar, preciso deixar uma coisa clara, não
vamos explicar aqui de novo o que é shadow work,
seus benefícios ou a teoria básica por trás disso.
Dentro do Arquivo 5D já existe um PDF inteiro
dedicado só a isso, completo, direto, e totalmente
necessário pra quem tá começando. Então, se você
nunca ouviu falar sobre shadow work ou ainda não
leu o material base, pare tudo agora e vá ler
primeiro, SÉRIO. Vai fazer toda a diferença. Esse
conteúdo aqui é prática, é pra quem já entendeu o
básico e agora está pronta pra ir além.
Essas perguntas estão organizadas em categorias
que atravessam tudo — poder, prazer, dor, medo,
identidade, desejo, controle, amor, sombra e luz. Mas
já te aviso, isso aqui não é um diário de gratidão com
glitter. Isso é processo REAL, cru e caótico. Cada
página desse material foi pensada pra te colocar de
frente com o que você evita.
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O Arquivo 5D está entrando numa nova fase, uma
nova dinâmica. Drops mensais, exclusivos, afiados,
profundos. Cada mês, um conteúdo inédito,
lapidado, criado pra quem faz esse projeto
acontecer. Pra quem está aqui, bancando a própria
expansão. Mas esses drops são temporários, assim
como todo ciclo que respeita a vida. Quando o
próximo mês chegar, o que foi entregue desaparece.
E algo novo ocupa o espaço. Por isso, salva esse
material, ele não vai ficar disponível pra sempre.
Esse é o nosso pacto, manter o movimento vivo,
entregar valor real, criar espaços de transformação
que não sejam superficiais. E reconhecer, com
verdade, o quanto a sua presença aqui é essencial.
CATEGORIA 1 — A CRIANÇA INTERIOR
Na psicologia, especialmente na linha junguiana, a
criança interior é o arquétipo da totalidade viva que
existe dentro de nós, aquela parte criadora, curiosa e
autêntica que carrega o potencial de quem viemos
ser. Ela é a essência pura, a semente de tudo o que
poderíamos ter sido antes que o mundo começasse
a nos moldar. Mas, conforme crescemos, essa criança
é constantemente podada: por críticas,
comparações, rejeições, culpa e vergonha. E o
problema é que o adulto que ignora a criança
interior vive fragmentado, ele cresce fisicamente, mas
continua buscando amor, aprovação e segurança
com os mesmos mecanismos infantis de defesa.
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O shadow work entra aqui como um processo de
integração, não de nostalgia. Não se trata de voltar
ao passado com um olhar romântico, mas de olhar
para dentro e reconhecer: o que em mim parou de
brincar? Onde eu comecei a me esconder para ser
aceita? Porque tudo o que você chama de
“autossabotagem” hoje, baddie, é só a sua criança
interior tentando te proteger do mesmo tipo de dor
que sentiu antes. Ela ainda está lá, segurando as
rédeas do seu comportamento, agindo com as
ferramentas que aprendeu quando o mundo parecia
grande demais e você pequena demais.
Resgatar essa criança não é um ato simbólico fofo, é
uma reconstrução psíquica. Estudos sobre trauma e
desenvolvimento emocional, como os de Alice Miller
e Carl Jung, mostram que a autenticidade nasce na
infância, e é suprimida quando aprendemos que ser
amada é mais importante do que ser verdadeira. É aí
que surge o falso self, aquela versão adaptada,
performática, que agrada para sobreviver. Uma
máscara que você usa para navegar em um mundo
que nem sempre te acolheu como você realmente
é.
Então, quando você pergunta “como ser autêntica?”,
a resposta está bem aqui. É impossível ser autêntica
se você ainda está tentando proteger a criança que
foi punida por ser quem era. O resgate é o caminho
de volta para sua essência, porque é ela que lembra
o que te fazia vibrar antes do medo, o que te dava
prazer antes da culpa, e o que te movia antes da
necessidade de validação. 4
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Essas perguntas foram criadas para te ajudar a
reconhecer, acolher e abraçar essa parte de você.
Para libertar a energia criativa e espontânea que foi
reprimida.
Então, antes de começar, respira fundo. Não é sobre
“voltar a ser criança”, é sobre trazer a criança de volta
para dentro da mulher que você é agora, e deixá-la
guiar a autenticidade que o mundo tenta te fazer
esquecer. Porque ela ainda sabe quem você é,
mesmo quando você já não sabe mais. E ela está
pronta para te levar de volta para casa.
PROMPTS
1. O que você mais amava fazer quando era
criança? E por que parou?
Você dançava no quarto sem se importar com quem
estava vendo, inventava histórias impossíveis,
desenhava monstros coloridos com a maior
seriedade do mundo, e tudo isso era só você sendo
você, sem filtro. Mas em algum momento te disseram
que isso “não dava dinheiro”, que “não era coisa de
gente séria”, que você precisava crescer e focar no
que realmente importava. Então, você foi deixando
pra depois, foi se adaptando, foi silenciando sua
espontaneidade em troca de ser aceita. E a pergunta
que fica é, quanto do seu fogo criativo você precisou
apagar pra caber nas expectativas dos outros?
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2. Quais eram as situações em que você se sentia
mais rejeitada ou inadequada?
Essas memórias são como a raiz exposta das
inseguranças que você ainda carrega. Pode ter sido o
pátio da escola onde você nunca era escolhida, a
mesa de jantar onde sua voz era ignorada ou
ridicularizada, ou aquele olhar de desprezo quando
você não se encaixava nas expectativas dos adultos.
Tudo isso foi formando camadas, moldando sua
mente como um gesso rígido, forçando você a se
adaptar, a se podar, a tentar ser o que esperavam. E
o mais louco é que, mesmo agora, com toda sua
força e consciência, você ainda se encolhe pra caber
num molde que já deveria ter sido quebrado há
muito tempo.
3. O que você queria que seus pais tivessem dito
ou feito, mas nunca aconteceu?
Talvez você quisesse ouvir um simples “eu te vejo”, ou
que alguém dissesse “você é suficiente”, “tenho
orgulho de você”. Mas essas palavras nunca vieram. E
o vazio que elas deixaram foi tomando espaço, como
um buraco negro que hoje você tenta preencher
com conquistas, com relacionamentos rasos, com
excesso de esforço. A verdade é que você continua
tentando conseguir dos outros o que faltou lá atrás.
Mas essa cura só começa de verdade quando você
mesma olha pra dentro e diz: “eu me dou isso agora”.
É nesse gesto que começa a revolução da sua
criança interior.
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4. Quando foi a primeira vez que você se sentiu
culpada por ser quem era?
Ali, naquele momento exato, nasceu a sua máscara.
Pode ter sido quando te disseram que ser sensível
era fraqueza, que ser intensa era demais, que chorar
era drama, que ter raiva era errado. E então você
aprendeu a se vigiar, a se conter, a se transformar
numa versão editada de si mesma. O problema é
que essa culpa nunca foi sua, ela foi colocada em
você. Era o desconforto dos outros projetado na sua
espontaneidade. E hoje, já adulta, você pode
devolver esse fardo. Porque ser quem você é nunca
foi o problema. O problema foi terem feito você
acreditar que precisava se encolher pra ser amada.
5. O que te faz sentir “boba”, “dramática” ou
“infantil” hoje? E por que isso te irrita tanto?
Esse incômodo é um sinal claro de que algo dentro
de você ainda está tentando provar maturidade. Se
você se julga por rir alto, por chorar fácil, por se
empolgar demais com pequenas coisas, talvez ainda
associe espontaneidade à fraqueza. Talvez ainda
ache que crescer significa endurecer. Mas não é. A
verdade é o contrário, quem realmente amadureceu
não tem medo de ser leve, de brincar, de se
emocionar. A liberdade assusta quando você passou
tempo demais tentando ser “séria o suficiente” pra
ser levada a sério. Mas ser livre nunca foi sinônimo de
ser irresponsável, só de ser inteira.
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6. Quais memórias da infância você evita lembrar
porque ainda doem demais?
Essas lembranças não desapareceram, elas só
ficaram em silêncio, esperando o momento certo pra
serem vistas. Aquele dia em que te humilharam na
frente da turma, o instante em que você percebeu
que ninguém viria te proteger, ou quando você
confiou em alguém que te deixou no chão. Essas
cenas não são apenas passado. Elas vivem no seu
corpo, moldam suas reações, afetam seus
relacionamentos. Encará-las não é reviver a dor, é
finalmente cortar o laço que ainda te prende a elas. É
deixar de ser refém e começar a ser autora da sua
história.
7. Quando você se sente insegura hoje, que idade
você sente que tem emocionalmente?
Repara bem, quando alguém te critica, você não
reage como a mulher que você é hoje. Você reage
como a menina de sete anos, assustada, tentando
não errar de novo. Quando uma mensagem não é
respondida, quem sente não é a adulta, é a
adolescente abandonada esperando ser notada. O
corpo guarda essas idades emocionais, e até que
você identifique de onde vem essa dor, ela continua
te puxando pra trás. Mas você pode escolher
diferente. Pode dizer pra essa parte: “eu vejo você, eu
entendo seu medo, mas agora sou eu quem cuido”. E
aí começa o resgate.
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8. Se a sua criança interior pudesse te ver agora, o
que ela diria sobre a vida que você construiu?
Talvez ela chorasse de orgulho porque você
sobreviveu a coisas que ela jamais imaginaria
enfrentar. Talvez ela sorrisse vendo tudo o que você
conquistou com suas próprias mãos. Mas talvez ela
perguntasse em silêncio: “por que você ainda se
trata como eles te tratavam?” Essa pergunta dói. A
gente repete, sem querer, as mesmas dinâmicas que
nos feriram. Mas você pode mudar isso. Ainda dá
tempo de ser a pessoa que ela precisava. E você
merece esse reencontro.
9. O que você ainda faz hoje pra se sentir “boa o
suficiente”?
Você ainda corre demais? Trabalha até esgotar?
Tenta agradar todo mundo, mesmo que isso te custe
a paz? Vive se comparando, se sabotando, se
explicando? Cada comportamento desses é uma
tentativa desesperada de ser amada, de provar que
merece, de compensar o que faltou. Mas esse ciclo
cansa. Porque não importa o quanto você faça, se
dentro de você ainda mora a crença de que só será
amada se for perfeita. Mas amor de verdade não é
recompensa, é reconhecimento. E quando você
entende que o “suficiente” já mora aí dentro, tudo
muda. Você para de correr e começa a simplesmente
ser.
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10. Como você pode brincar mais com a vida, sem
medo de parecer “demais” ou “ridícula”?
A vida não é um teste de desempenho. Ela não te
cobra nota, não te reprova por rir alto, nem por
dançar errado. Ela só quer ser vivida. Brincar, se
permitir, exagerar de propósito, ser cafona com
orgulho, tudo isso é espiritual também, é cura, é
reencontro. Porque quando você se dá liberdade pra
ser você sem censura, a criança dentro de você sorri
aliviada. Ela suspira e diz: “até que enfim, você voltou
pra mim.” E aí, tudo volta a fazer sentido.
FAMÍLIA, RAÍZES & LEALDADES INVISÍVEIS
A família não é apenas um grupo de pessoas, é um
campo energético, um sistema vivo que molda cada
detalhe de quem nos tornamos desde o primeiro
suspiro. É nesse ambiente que aprendemos, na
prática, o que é amor, mas também o que é dor. O
que é pertencimento, mas também o que é sacrifício.
E, sem perceber, essas experiências se tornam
mandamentos invisíveis que nos acompanham por
toda a vida, nos guiando por caminhos que nem
sempre escolhemos conscientemente. Repetimos
padrões em nome de uma lealdade familiar
silenciosa, muitas vezes sem entender de onde ela
vem.
Você já parou pra refletir por que, mesmo depois de
tanto trabalho interno, de tanta consciência, ainda se
sente presa a certos comportamentos?
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Por que, mesmo sabendo que merece mais, ainda
escuta aquela voz interna dizendo que se você
crescer demais, se expandir demais, vai trair a sua
família? Isso são as lealdades invisíveis, pactos
silenciosos que você fez com sua linhagem sem nem
perceber. São essas promessas sutis que dizem: “eu
carrego a dor com você, eu não vou te deixar pra
trás, eu não vou ser mais feliz do que você foi”. E aí,
sem perceber, você se prende, você sabota, você
para no meio do caminho.
Talvez você tenha aprendido que a única forma de
ser amada era cuidando de todo mundo. Ou que
manter a paz significava engolir sua verdade. Ou
ainda que ser forte o tempo inteiro era a única forma
de continuar de pé. Esses papéis não são escolhas
livres, são estratégias de sobrevivência herdadas. São
formas inconscientes de manter o pertencimento.
Porque dentro da lógica do sistema familiar, ser
diferente muitas vezes é interpretado como ser
desleal. E nada assusta mais uma criança do que a
ideia de ser excluída do seu próprio clã.
Uma das armadilhas mais sutis desse sistema é a
crença de que crescer é trair. Que ter mais prazer,
mais dinheiro, mais liberdade ou mais sucesso é
abandonar quem ficou. Mas isso é uma distorção.
Você não está aqui pra repetir a dor dos seus, está
aqui pra curar, pra liberar, pra reescrever. Isso sim é
honrar. Honrar sua ancestralidade não é carregar o
peso dela nas costas.
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É olhar pra trás com respeito e dizer: “eu vejo sua
dor, mas escolho não reproduzi-la. Eu reconheço
seus traumas, mas não vou herdar seus castigos. Eu
recebo o amor que você teve, mas deixo pra trás o
sacrifício que não é meu.”
Todos nós assumimos papéis dentro do sistema
familiar. Às vezes você é a que salva, a que silencia, a
que cuida de tudo, a que conserta, a que agrada, a
que briga com o mundo. Esses papéis funcionaram.
Foram o que você encontrou pra se sentir segura,
amada, protegida. Mas agora é hora de perguntar:
ainda serve? Ainda te representa? Ou você está
vivendo uma identidade que nasceu do medo e não
da sua essência? Romper com esses papéis é um dos
atos mais corajosos que você pode fazer. Porque
significa romper com a ilusão de que só sendo útil,
forte ou perfeita você é digna de amor.
Mas entenda, se libertar das lealdades invisíveis não
é abandonar sua família, é libertar sua linhagem. É
provar que é possível viver com amor sem precisar se
sacrificar. Que é possível pertencer sem precisar
desaparecer. Que existe uma forma de amar que não
exige feridas como prova. A sua liberdade é a cura
da sua árvore genealógica, a sua coragem é a
reprogramação do sistema.
Você não veio pra carregar o que não é seu. Você
não é responsável pela dor dos seus antepassados.
Você não está aqui pra pagar pelos erros deles, nem
pra provar nada pra ninguém.
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A maior prova de amor que você pode oferecer é se
libertar e mostrar que há outro caminho. Um caminho
onde amor e autonomia coexistem.
Honrar sua família é, acima de tudo, honrar a si
mesma. E a forma mais linda de fazer isso é
escolhendo ser inteira, livre, verdadeira. Porque
quando você se cura, você cura os que vieram antes,
e abre espaço para que os que virão depois nunca
mais precisem carregar o que você teve coragem de
soltar.
PROMPTS
1. Qual papel você aprendeu a desempenhar para
ser amada?
Talvez você tenha sido a filha perfeita que nunca erra,
ou a rebelde que grita pra não desaparecer, ou ainda
aquela que cuida de todo mundo até esquecer de si.
Em algum ponto da infância, você entendeu (ou foi
condicionada a acreditar) que pra receber amor, era
preciso representar algo, cumprir um papel,
sustentar uma performance. Esse personagem foi sua
primeira máscara, e o mais assustador é perceber
que talvez ele ainda esteja aqui, colado à sua pele
como se fosse parte de quem você é, mas não é.
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2. O que você precisou esconder para ser aceita?
Sua raiva? Sua voz? Sua liberdade? Sua beleza? Sua
sensibilidade? Cada parte sua que não coube
naquele sistema foi empurrada pra sombra. E o que
vai pra sombra não desaparece, mas volta como
autossabotagem, doenças no corpo,
relacionamentos que se repetem como um disco
riscado. Negar sua totalidade foi o preço pra
pertencer. Recuperar essas partes não é só
libertador, é vital e muito necessário. É a única forma
de voltar a ser inteira, de deixar de existir em
pedaços e finalmente se habitar com verdade.
3. Onde você ainda busca aprovação dos seus
pais?
Na carreira que escolheu, mesmo sem paixão? No
silêncio que guarda pra não decepcionar? Na
tentativa de não incomodar, de agradar sempre, de
ser a adulta exemplar que nunca erra? Olha com
sinceridade, em que áreas da sua vida você ainda
espera, no fundo, ouvir “estou orgulhoso de você”? A
verdade é que você já não precisa mais da permissão
deles pra existir. E talvez nunca tenha precisado, mas
agora você pode decidir por si mesma, sem precisar
de plateia.
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4. Qual comportamento familiar você repete
mesmo tendo jurado nunca fazer?
Talvez a explosão descontrolada da sua mãe, a frieza
silenciosa do seu pai, a dependência afetiva da sua
avó. Você jurou que faria diferente, que não seria
igual, que não cairia no mesmo lugar. Mas aí, um dia,
percebeu a repetição. E sentiu culpa, vergonha,
medo. Só que negar o padrão é seguir presa a ele, e
a cura começa quando você olha de frente, sem
julgamento, e diz: “eu reconheço isso em mim”. É aí
que você deixa de ser prisioneira da repetição e
passa a ser autora da transformação.
5. Qual história familiar você sente que está
repetindo, mesmo sem querer?
A mesma luta por sobrevivência, a mesma escassez,
o mesmo sacrifício disfarçado de amor. É como se
você estivesse vivendo um roteiro escrito antes
mesmo do seu nascimento. Porque, muitas vezes,
repetir a dor é o jeito inconsciente de se manter leal.
Romper esse ciclo não é ingratidão, é dizer: “eu
honro o que veio antes, mas não preciso carregar a
dor de ninguém pra provar isso.” Até porque,
quando você se liberta de um padrão tóxico, seus
ancestrais celebram por você! Isso sim é honrar.
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6. O que você nunca pôde expressar sem ser
punida?
Talvez um “não quero”, um “não concordo”, um “não
vou”. Talvez sua verdade, seu desejo, seu limite. Essas
palavras engasgadas hoje sufocam sua voz em todos
os espaços. Você aprendeu que falar a verdade tinha
preço, como rejeição, silêncio, afastamento. Mas
cada vez que você cala quem é, um pedaço seu
morre um pouco. Resgatar essas frases é devolver a
vida à sua garganta (e até alinhar seu chackra
laríngeo haha). É parar de atrair relações que te
calem, porque você finalmente se permitiu ser
ouvida, por si mesma.
7. O que ainda te faz sentir culpa por ser
diferente?
Você se sente culpada por ganhar mais, por ser mais
feliz, por viver com mais liberdade? Ser feliz também
é um ato revolucionário. E às vezes, é o maior
presente que você pode oferecer pra quem veio
antes.
8. Quando você ainda reage como uma criança
diante dos seus pais?
Você se cala? Chora? Fica na defensiva? Se encolhe?
Esse tipo de reação mostra onde a ferida ainda pulsa,
onde a maturidade emocional ainda não chegou.
Não como defeito, mas como oportunidade. Você já
é adulta. E pode responder como tal. Se posicionar,
se proteger, se afirmar. Não como revanche, mas
como libertação.
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9. Que padrões familiares você repete nos seus
relacionamentos?
Você atrai pessoas distantes como seu pai? Se
desgasta cuidando como fazia com sua mãe? Precisa
se provar o tempo todo? Sente que só merece amor
quando está dando tudo de si? Os relacionamentos
são espelhos, não dos outros, mas de nós. Enquanto
o padrão interno não mudar, o roteiro vai seguir
exatamente igual, só trocando os rostos.
10. Qual seria o maior ato de amor que você
poderia fazer hoje pela sua família sem se anular?
Viver com plenitude, sem precisar pedir desculpas
por ser feliz. Romper com os ciclos que te oprimem,
sem culpa. Escolher ser livre, e não sobrevivente.
Porque o amor verdadeiro não te pede para se
apagar, ele torce pra que você brilhe. E às vezes, a
melhor forma de honrar sua família é provar, com sua
própria vida, que é possível amar sem carregar, que é
possível pertencer sem se perder.
AMOR, VÍNCULOS & DEPENDÊNCIAS
EMOCIONAIS
Por trás de cada escolha afetiva, existe uma
arquitetura invisível, complexa e profundamente
emocional, construída não a partir da razão, mas a
partir de feridas que nunca foram devidamente
vistas, reconhecidas ou curadas.
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É como se cada relação carregasse, sem que você
perceba, o eco de um grito antigo, aquele da criança
que só queria ser amada por existir, mas aprendeu
que só seria vista se se esforçasse, se se moldasse, se
provasse valor o tempo todo. Essa criança ainda vive
em você, e muitas vezes é ela quem escolhe com
quem você se envolve, na tentativa inconsciente de,
enfim, receber o que sempre faltou.
Tem também o trauma, aquele que age em silêncio,
distorcendo seus critérios de afeto. Ele te faz
confundir ausência com intensidade, confunde frieza
com desafio, e te empurra pra repetir relações onde
você tem que se doar demais, esperar demais,
implorar por migalhas emocionais como se fossem
banquetes. Como se, revivendo o abandono, um dia
você fosse conseguir que ele doesse menos. Como
se a repetição da dor fosse, de alguma forma, sua
redenção.
Você acredita que está escolhendo com liberdade,
que agora é diferente, que “dessa vez é amor de
verdade”. Mas, se olhar com honestidade brutal,
talvez perceba que está apenas repetindo o mesmo
roteiro com atores novos.
O que a gente chama de amor, muitas vezes, é o
inconsciente tentando desesperadamente aliviar
uma dor antiga. Buscando no outro a validação, o
colo, o pertencimento que faltou. Mas amor real não
nasce da carência, e sim da inteireza. Ele começa
quando você para de procurar fora o que só pode
ser curado dentro. 18
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PROMPTS
1. Que tipo de dor você anda chamando de amor?
E por quê?
Já percebeu como algumas relações tão dolorosas
se vestem de intensidade? Você já aceitou
sofrimento como prova de que aquilo era real, que
quanto mais doía, mais “verdadeiro” parecia. Mas é
mentira que amor precisa ferir pra existir. Amor real
acolhe, ilumina, abraça. Às vezes dói, sim, mas não te
destrói. Aprender a desfazer essa romantização do
caos é libertador. Amar não exige que você se
apague, exige que esteja inteira.
2. O que você sente que precisa fazer pra ser
escolhida?
Você já silenciou suas ideias, anulou seus desejos,
vestiu versões menos ousadas, só para agradar?
Tentou encaixar o seu ser em expectativas que não
eram suas, esperando que alguém te olhasse e
dissesse: “Sim, você serve”. Você não precisa fazer
nada, ser quem você é já é suficiente.
3. Que parte sua desaparece quando alguém te
encanta?
Quando se encanta, você começa a suavizar, a ceder,
a encolher. Aquela versão potente, intensa,
imperfeita enfraquece. Você adapta seu jeito de falar,
de rir, até de existir, pra não assustar. E aí, percebe:
está perdendo pedaços de si. Romper com isso é
ousar entrar em relações onde sua verdade inteira
cabe, e ser acolhida por ela.
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4. Quais gestos de carinho te deixam
desconfortável? E por quê?
Às vezes um abraço suave, uma promessa doce ou
um elogio sincero parece esquisito demais, porque
ativa feridas onde foi ferida por se abrir. Receber
carinho pode cutucar as memórias, mas também
abrir cicatrizes para cura.
5. Qual é o padrão emocional mais comum nas
pessoas por quem você se apaixona?
Geralmente distantes. Quase inacessíveis. Intensos
demais ou emocionalmente quebrados. Não é
coincidência, é literalmente padrão. Um padrão que
você repete sem ver, porque parece familiar.
Reconhecer esse padrão é o primeiro passo pra
parar de atrair versões novas do que já dói. Você
merece alguém que seja um porto, não tempestade.
6. O que acontece quando você percebe que a
outra pessoa realmente te ama?
Ironicamente, muitos fogem. Quando alguém de fato
decide por você, sem máscaras, sem jogos, dá medo.
Porque amar sem proteção exige expor o que mais
guardamos. O pânico que aparece é parte do
processo. Amar de verdade exige coragem, não a
coragem de sustentar uma imagem, mas a de
mostrar quem você é, inteira.
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7. Que promessas antigas de amor você ainda
carrega sem nem perceber?
Promessas que você fez no meio da dor para se
proteger “nunca mais vou me entregar”, “não vou
permitir de novo”, “amor demais só machuca”. Soltar
esses juramentos invisíveis é autorizar o novo, deixar
o roteiro antigo perder força, abrir espaço para um
amor que não esteja preso ao medo.
8. Onde você ainda confunde controle com
segurança?
Quer prever tudo, monitorar cada passo, pensar
antes de sentir? Você acredita que se controlar, não
vai se machucar de novo. Amar exige entrega, e isso
não é fraqueza, é fé em quem você é.
9. Em que momentos você usa o amor pra fugir da
solidão?
Busca conexão intensa, cheia de urgência, quando o
vazio interna bate mais forte. Abusa de romances
ardentes pra calar o silêncio. Se apega a quem nem
te vê, só pra não lidar com seu próprio centro.
Cuidado: isso é fatia do medo querendo companhia.
Voltar pra si não é luxo, é a base de tudo.
10. E se você pudesse amar sem medo de perder?
Como esse amor seria?
Se o medo fosse suspenso por um instante, você
amaria leve, espontânea, sem cobranças veladas,
sem barganhas silenciosas. Não mendigaria sinais,
nem se transformaria pra caber. Amaria como quem
sabe que já é inteiro, com autoestima blindada,
inteira. 21
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CORPO, BELEZA & IDENTIDADE
Nenhum espelho mostra só uma imagem, o que você
vê ali não é só seu rosto, é a história inteira que você
carregou. Cada olhar torto que alguém lançou, cada
comparação injusta que te fizeram, cada padrão que
tentaram inserir goela abaixo, tudo isso está
estampado nessa reflexão silenciosa. Você se
enxerga, sim, mas também se interpreta. E essa
interpretação quase sempre vem impregnada de
roteiros que nem foram você quem escreveu.
O corpo é mais do que forma, ele é memória viva.
Ele fala a língua do inconsciente. Cada dor antiga,
cada impulso de se corrigir, cada padrão estético
repetido, cada ataque silencioso contra si mesma,
nada disso está ali por acaso. São tentativas de
consertar aquela sensação interna de inadequação.
Como se, ao alterar o exterior, algo lá dentro
finalmente se ajeitasse. Mas deixa eu te contar algo
que talvez nunca tenham dito com todas as letras:
seu corpo nunca foi o problema. O que pesa, de
verdade, é a narrativa que você aprendeu a contar
toda vez que se olha. Desde cedo, te ensinaram a se
enxergar pelos olhos dos outros, olhos muitas vezes
cruéis, moldados pelo desejo masculino, pela cultura
da perfeição, pela exigência de que você tenha que
ser “bonita, mas não demais; sensual, mas
controlada; magra, mas com curvas; poderosa, mas
não ameaçadora”. Um quebra‑cabeça impossível.
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Você cresceu acreditando que o corpo era moeda de
aceitação. Que, se ele não obedecesse aos padrões,
você teria que pedir desculpas por existir. Mas aqui
vai o plot twist: seu corpo não é um projeto para
aprovação. Ele é o seu templo divino. Reconciliar-se
com ele é cura profunda, sim, mas também ato
espiritual e político. É você tomando o microfone das
vozes que te disseram que você não era o bastante.
Porque quando você se sente poderosa, ninguém
questiona. E quando você se desconecta (mesmo
que com o corpo mais desejado) se sente invisível. A
chave nunca esteve no corpo, ela sempre foi a
consciência. Então, antes de se punir, de se esconder,
de tentar “melhorar”, respira. Pergunta a si: de quem
é essa cobrança? Quem colocou esse peso aqui?
Porque seu corpo não é inimigo, ele é altar. É o palco
onde sua alma veio viver esta experiência e merece
ser celebrada, não diminuída.
Muitos acreditam que, se consertarem o exterior,
resolverão o interior. Que mudar tal coisa no corpo
vai curar a autoestima, MITO. Falo com autoridade
porque vivi. Já estive em corpos considerados
“belos”, fases em que todos elogiavam. Mas ao me
olhar no espelho, ainda doía. Ainda parecia errado,
ainda ativava aquela velha sensação de inadequação.
Porque não era sobre o corpo, NUNCA FOI.
Era sobre a lente distorcida. Mesmo mudando
externamente, tudo o que de ruim eu ouvi ainda
habitava dentro. Como gravação antiga repetida até
virar “verdade”, mesmo não sendo. . 23
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A real é que transformação externa não cura ferida
interna. Você pode transformar mil centímetros, mas
se não aprender a se olhar com amor, compaixão,
verdade, vai seguir achando que algo está errado.
Há uma frase que virou chave pra mim:
“Seus traços são mistura de todas as pessoas que já
se apaixonaram por você.”
Pensa nisso: cada detalhe seu carrega legados de
olhares apaixonados, de encontros, de encantos.
Então como ousa rejeitar o corpo que foi criado
nesse entrelaçar de histórias? Você é o reflexo de
paixões. E merece ser vista com esse mesmo olhar
apaixonado, isso muda tudo. Não é a cintura, a
simetria ou o ângulo. É como você se vê. Se sua
autopercepção está distorcida, até o “corpo ideal”
não vai te salvar. Vai haver sempre um defeito para
consertar, uma parte a esconder, uma falha a
disfarçar. A única mudança real é interna, e ela
depende só de você.
Não existe beleza mais magnética do que uma
mulher que se enxerga com amor, que não implora
validação porque já se reconheceu. Essa cura é
interna,começa quando você decide parar de se ver
com os olhos dos que te feriram, e passa a se olhar
com os olhos de quem te criou.
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PROMPTS:
1. O que o seu corpo tenta te dizer quando você
ignora ou critica ele?
O corpo não mente, ele fala em tensão, em fadiga,
em desequilíbrios. Quando você se convence de que
está tudo bem, ele grita. Ele reclama com dor, com
insônia, com ansiedade ou bloqueios.
2. Quais partes de você você aprendeu a
esconder? E de quem?
Você escondeu sua raiva, seu brilho, sua sexualidade,
sua vulnerabilidade. Porque alguém, em algum
momento, olhou para essas partes e reagiu com
reprovação ou medo. Recuperar essas partes é
devolver ao seu corpo e à sua alma o direito de
existir por inteiro, é se permitir respirar em todas as
suas facetas.
3. Quando foi que você começou a acreditar que
precisava ser diferente para ser amada?
No momento em que você foi rejeitada por ser você
mesma. A ferida que nasce aí é forte, porque
transforma seu corpo em projeto de aprovação. Você
aprende a editar sua essência para ganhar aceitação.
E isso distorce a sua relação com si mesma, você não
se vê mais, se esculpe.
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4. Qual emoção você mais reprime? E onde ela se
acumula no seu corpo?
Talvez seja raiva engolida na mandíbula. Ou medo
que aperta o peito. Culpa que pesa nos ombros.
Tristeza que afunda no ventre. A emoção que você
sufoca se aloja fisicamente.
5. O que você tenta controlar no corpo quando
sente que a vida saiu do controle?
Talvez seja a alimentação que vira vigilância
excessiva. O cabelo que precisa estar impecável. A
aparência que exige mil retoques. Num mundo
caótico, o corpo vira alvo, é o último elemento que
você acha que pode manipular. Só que esse controle
drena sua energia.
6. Qual padrão estético você ainda persegue
mesmo sabendo que ele te adoece?
Reconhecer esse padrão é nomear o veneno.
7. Quando foi a última vez que você se olhou no
espelho com ternura, não julgamento?
O espelho pode ser ferida ou espelho sagrado,
dependendo de quem olha. Existe uma prática
chamada mirror work que mudou tudo na forma
como me relacionei com meu corpo: olhar nos
próprios olhos, dizer palavras de afeto, por alguns
minutos. Parece estranho no começo, mas o poder
que isso devolve ao seu olhar, é transformador.
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8. Que versão sua você ainda tem medo de
encarnar por completo?
Essa parte ousada, que veste a sensualidade sem
culpa, que fala com firmeza, que ri alto sem pedir
desculpas. Você a admira nas outras, mas recua
quando ela chama você pelo nome. Talvez admire
porque exista em você, o medo é de aparecer. Mas é
nela que mora uma nova força.
9. O que você sente quando alguém te chama de
bonita? E quando ninguém chama?
Se elogiam, você sorri e duvida. Se não elogiam,
você silencia e se autocrítica. Autoestima de verdade
não funciona conforme o aplauso externo. Ela resiste
aos ruídos. Se hoje você acorda com o rosto inchado,
mas ainda caminha respeitosa dentro da própria
pele, essa é a raiz da autoestima.
10. Como seria habitar seu corpo como se ele
fosse um altar, não um projeto?
Imaginar isso muda tudo. Ver o corpo como templo,
não obra em construção. Honrar cada marca, cada
curva, cada dobra. Cultivar presença, gratidão,
carinho. Parar de projetar conserto externo. E
começar a celebrar: você já é.
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DINHEIRO, PODER & CONTROLE
Dinheiro não é só papel, número na conta ou
recompensa por esforço. Dinheiro é energia em
movimento. Ele carrega o traço exato da sua relação
com a vida, com o seu valor, com aquilo que você
acredita merecer ou não.
Por isso, quando você se sente culpada por ter mais,
quando associa poder a algo sujo ou injusto, o
próprio inconsciente age por trás dos panos e cria
bloqueios. Ele sabota. Ele diz “não” mesmo quando
sua boca diz “sim”. Porque ele aprendeu que ter
dinheiro demais é perigoso, que receber com
facilidade é errado, que prosperar demais afasta. E
que crescer é, de algum jeito, trair quem não pôde
crescer junto com você.
É aí que entra o auto-boicote silencioso, aquele que
você nem percebe: gastar tudo o que ganha, sentir
desconforto quando recebe, perder oportunidades
por medo de dar errado, adiar decisões importantes.
Tudo isso é defesa, é o seu sistema interno tentando
te proteger daquilo que, inconscientemente, você
ainda vê como ameaça: o dinheiro, o sucesso, a
liberdade.
E o mais cruel? Tudo isso nasce de lealdades
invisíveis. Frases que se repetem em algum lugar da
sua mente sem que você perceba: “Se eu tiver mais,
vou perder amor”, “É injusto ganhar fácil”, “Não posso
ultrapassar quem eu amo”. Essas ideias não são
racionais, mas são potentes. 28
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Elas moldam sua percepção sobre o mundo,
consequentemente o que você assume como real, e
isso se reflete na sua realidade. Elas determinam o
quanto você se permite receber.
Sob uma perspectiva espiritual, o dinheiro é parte da
criação. Ele não está separado de você. Ele é uma
extensão do seu estado, do seu senso de valor, da
sua disposição em expandir.
Essas prompts que vêm a seguir são convites pra
você mergulhar. Pra olhar de frente as histórias que
ainda ditam sua relação com o ter, o receber, o
manter. São perguntas que descascam camadas.
Que revelam o que está por trás da sua dificuldade
de lidar com o dinheiro como algo natural.
PROMPTS
1. O que o dinheiro representa pra você além de
números?
Você já parou pra pensar que, no fundo, o dinheiro
nunca é só dinheiro? Ele é símbolo, é status, é um
espelho das suas necessidades emocionais mais
profundas. Pra algumas pessoas, ele é sinônimo de
segurança. Pra outras, de liberdade. Tem quem veja
status, quem veja afeto, quem veja validação. O
ponto não é o que você quer comprar com ele, mas
o que você espera sentir quando tiver. E isso diz
muito sobre onde você ainda está entregando seu
poder. Se você só se sente segura quando tem
dinheiro sobrando, então a sua sensação de
proteção tá na conta bancária, não dentro de você. 29
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Se você só se sente suficiente quando ostenta, o seu
senso de valor tá pendurado em algo que pode
desaparecer num clique.
Quais são os símbolos por trás da quantia? Que
fantasias emocionais você projetou sobre ele?
Porque enquanto você não enxergar isso com
clareza, vai seguir correndo atrás de algo que nunca
te satisfaz de verdade. Vai seguir com a sensação de
falta, mesmo ganhando mais.
2. Que tipo de pessoa você acredita que “vira”
quando tem muito dinheiro?
Essa pergunta cutuca fundo porque toca num ponto
que quase ninguém admite, o medo de se tornar
alguém que você mesma critica. Às vezes, você nem
percebe, mas existe uma narrativa rodando no fundo
da mente que diz que gente rica é fria, egoísta,
arrogante ou desconectada. E se você cresceu
ouvindo que dinheiro muda as pessoas, que ele
corrompe ou afasta, é óbvio que o seu inconsciente
vai te proteger disso. Como? Fazendo você sabotar
qualquer movimento que te aproxime daquilo que
você julga. Fazendo você perder, adiar, esquecer,
travar. Tudo por “segurança”.
O mais irônico? Dinheiro não muda ninguém, ele só
amplia. Ele joga luz em tudo que já estava ali. Se
você é generosa, vai ter mais pra oferecer. Se você é
controladora, vai querer dominar mais.
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Quando você imagina uma versão sua com muito
dinheiro, o que você vê? Você se sente leve ou
desconfortável? Vê alguém autêntica ou forçada?
Tem orgulho ou vergonha? Porque, se ser rica te
parece errado, é natural que você mesma evite esse
caminho, mesmo dizendo que quer. E aí está a maior
cilada, dizer sim com a boca enquanto o seu corpo
grita não. Prosperar exige quebrar esse padrão, exige
limpar essa imagem distorcida e entender que você
pode ser tudo o que é, com grana, com poder, com
liberdade. Sem se perder ou se apagar.
3. Quando o dinheiro chega, o que dentro de você
sente culpa por receber?
Culpa por receber. Já sentiu isso? Aquela sensação
de que “foi fácil demais”, “não mereci tanto”, “poderia
ter sido pra outra pessoa”, “isso vai acabar logo”. É
como se algo dentro de você não estivesse
preparado pra sustentar aquele ganho. Isso tudo é
reflexo de uma programação antiga, uma mente que
ainda acredita que precisa sofrer pra merecer.
4. Que narrativa sobre dinheiro você herdou e
ainda repete sem perceber?
Tem frases que a gente escuta tanto que elas viram
verdade. “Dinheiro é sujo.” “Rico não presta.” “Quem
enriquece, perde o amor.” “Pra ter, é preciso sofrer.” E
assim, sem perceber, você vai repetindo essas
histórias. Vai carregando crenças que nem são suas.
Vai construindo sua vida em cima de fundações que
pertencem à sua família, à sua cultura, às suas
experiências de infância.
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E o mais louco? Você nem questiona. Porque quando
algo é dito muitas vezes, com emoção, com dor, com
convicção… o inconsciente guarda e acredita
cegamente.
5. Onde você confunde controle com segurança?
Essa é pra mexer com quem gosta de ter tudo
planejado até o último centavo. Porque, muitas vezes,
o que a gente chama de “organização” é só medo
com maquiagem. Guardar demais, planejar cada
passo, revisar mil vezes, evitar riscos, controlar tudo.
À primeira vista, parece responsabilidade. Mas, na
verdade, pode ser pânico disfarçado. É o medo de
perder, de faltar, de errar, de se desestabilizar. O
problema é que esse excesso de controle não
garante segurança, ele trava o seu fluxo.
Pra quem veio de uma realidade mais humilde,
começar a prosperar pode ser um campo minado
emocional. Porque, mesmo quando o dinheiro
chega, a cabeça continua lá atrás. No tempo da
escassez, no medo de não ter, na memória do que
faltou. Você tem grana na conta, mas ainda faz
escolhas como se não tivesse. Ainda pensa mil vezes
antes de se permitir algo que, hoje, você pode pagar
com tranquilidade. E, sim, isso é mais comum do que
parece.
É como se o corpo ainda não tivesse entendido que
a fase mudou. Que agora existe espaço, que você
não precisa mais viver no aperto.
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E aí, cada gasto vira culpa. Mas deixa eu te falar uma
coisa importante, você não precisa mais viver a partir
do medo. Aquela fase passou, aquela dor ficou, você
está em outro lugar.
Claro, responsabilidade sempre. Clareza financeira é
um ato muito inteligente e de amor-próprio. Mas
existe uma diferença enorme entre consciência e
paranoia. Entre cuidado e autossabotagem. Você não
precisa provar merecimento se negando as
experiências que sempre quis viver. O dinheiro
chegou, e ele chegou pra ser vivido, circulado,
experimentado. Você não está mais sobrevivendo.
Você pode viver. Você pode se permitir.
Onde você tem confundido segurança com rigidez?
Onde o controle virou prisão? Onde a tentativa de
prever tudo virou um impeditivo pra receber mais?
Prosperar exige um certo grau de entrega. Exige
confiar que você pode lidar com o que vier. Que
você é mais forte do que pensa. Que você pode
crescer sem perder o chão. Porque o verdadeiro
poder não está em controlar tudo, mas em saber
que, mesmo quando algo escapa, você permanece
segura.
6. O que te faz sentir indignada quando vê
alguém ganhando muito?
Essa pergunta incomoda porque toca num ponto
delicado: a comparação. A verdade é que quando
você sente raiva, desconforto ou julgamento vendo
alguém prosperar, o problema não está no outro,
está em você. 33
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E antes que você se defenda dizendo “não é inveja”,
deixa eu te lembrar, inveja não é sinal de fraqueza, é
sinal de informação. Ela aponta exatamente onde
ainda existe um limite interno entre o que você vê
como possível pra você, e o que ainda parece
inalcançável. Em vez de se julgar por sentir, observe
o que isso está tentando te mostrar.
Talvez o incômodo não seja sobre o dinheiro em si,
mas sobre o tipo de vida que ele representa. Talvez o
que te fere não é a conquista alheia, mas a sua
própria sensação de estagnação. Quando você vê
alguém ganhando com facilidade, vivendo com
abundância, viajando, comprando, escolhendo… e
sente algo ruim por dentro, é porque ainda tem uma
parte sua que não acredita poder viver o mesmo. E
essa parte precisa ser ouvida.
Ao invés de apontar o dedo pra fora, traga pra
dentro: “O que essa situação desperta em mim? O
que ainda me parece distante? Em que momento eu
decidi que isso não era pra mim?” Porque a real é
que a vida usa esses espelhos pra te cutucar. Pra te
lembrar que você também pode, que você também
merece. Que a abundância alheia não diminui a sua,
ela apenas te mostra o que é possível.
7. Como você reage quando o dinheiro chega com
facilidade?
Essa talvez seja a armadilha mais sutil de todas.
Porque você passa tanto tempo acreditando que
precisa lutar, correr, se matar pra conseguir algo, que
quando o dinheiro chega com leveza… você 34
desconfia.
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O corpo entra em alerta, a mente começa a
questionar: “Será que é certo? Será que posso
manter? Será que vai acabar rápido?” E é nesse
estado de tensão que a sabotagem começa. Porque
existe uma programação tão antiga, tão enraizada,
que associa facilidade à irresponsabilidade, prazer à
culpa, descanso à preguiça.
Então, ao invés de receber e celebrar, você contrai.
Ao invés de aproveitar, você se pune. Começa a
gastar sem consciência, criar novas preocupações, se
encher de atividades só pra justificar aquele ganho.
Como se o prazer, por si só, não fosse válido. Como
se a abundância só fosse legítima se vier depois do
cansaço, do esforço extremo, da dor. Isso é
programação.
Prosperidade exige reeducação sensorial. Exige
ensinar o corpo a relaxar quando o prazer chega. A
confiar quando a facilidade acontece. A manter o
que é bom sem sabotagem. Porque a verdadeira
abundância não vem do excesso de esforço, ela
nasce da sua capacidade de se permitir fluir com
leveza, sem culpa, sem medo, sem autocondenação.
8. Que parte sua ainda acredita que ser poderosa
afasta amor?
Essa pode ser profunda pra algumas pessoas, e
provavelmente toca em feridas que você carrega há
muito tempo.
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Porque em algum momento, talvez ainda na infância,
talvez por observar a sua mãe, ou por viver em um
ambiente onde mulheres que se posicionavam
demais eram rotuladas como “difíceis”, “egoístas”,
“mandonas” , você aprendeu que ter poder podia
custar carinho, e isso ficou.
Ficou no jeito que você se diminui nas conversas, no
medo de cobrar o que merece, no receio de ocupar
espaço, de se silenciar pra manter relações. Tudo isso
nasce da crença de que, se você for muito forte, vai
acabar sozinha. Que, se brilhar demais, vai ofuscar
quem ama. Que, se tiver sucesso demais, vai assustar.
Mas tudo isso é ilusão.
Então se pergunte, qual parte minha ainda acredita
que ser grande demais vai me afastar de quem eu
amo? E esteja disposta a curar essa parte. Porque
você não precisa escolher entre poder e amor,
quando a base é verdadeira, os dois andam juntos.
Sempre.
9. Que forma de abundância você ainda não se
permite viver?
Muita gente diz que quer abundância, mas limita o
significado disso a números. Como se prosperar
fosse só sobre ganhar mais. Mas abundância vai
muito além de dinheiro. Ela mora no tempo que você
se dá pra descansar, no silêncio que você permite
pra se escutar, na comida boa que você se autoriza a
saborear sem pressa e sem se cobrar, no prazer que
você sente ao fazer o que ama, na liberdade de dizer
não, de se afastar do que pesa. 36
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E talvez seja aí que a sua escassez mais grita, nessas
pequenas permissões.
Que forma de abundância eu ainda não estou
permitindo entrar? Onde estou negando leveza?
Que tipo de luxo emocional ainda não me permito
viver?
10. Como seria a sua realidade se o dinheiro fosse
uma extensão natural da sua energia, e não uma
força fora de você?
Imagina por um momento que o dinheiro não fosse
algo que você corre atrás. Mas algo que flui de você.
Que responde à sua energia, ao seu estado interno, à
forma como você se enxerga no mundo. Como seria
acordar sem sentir a pressão de ter que provar seu
valor? Como seria trabalhar com prazer, sabendo
que o dinheiro vem como consequência natural da
sua presença? Essa pergunta não é utopia, a energia
do dinheiro já funciona assim, eles só não te
contaram.
-
SEXUALIDADE, DESEJO & SOMBRA SAGRADA
A energia sexual é muito mais do que aquilo que a
cultura popular tenta resumir em libido, corpo ou
prazer [Link] energia é bruta, ancestral,
criadora. É o impulso mais primitivo e, ao mesmo
tempo, mais sagrado que existe dentro de você. É o
que move o universo, dá forma à vida, desperta a
arte, alimenta a criação. E por isso ela também
assusta. Porque onde há potência, há medo. E onde
há medo, há controle. 37
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Ao longo da história, a tentativa de domar essa força
tem sido constante. Porque uma mulher conectada
ao próprio desejo, ao próprio prazer, ao próprio
magnetismo… não cabe em lugar nenhum. Ela não
obedece, não se diminui, não se encaixa. Ela
transborda. E por isso, desde cedo, ensinaram que
sentir demais era errado, se mostrar era perigoso,
que se permitir era vergonhoso. E o desejo, que
nasceu pra ser ponte entre corpo e espírito, virou
sombra e culpa.
Mas a verdade é que negar o próprio desejo é negar
a própria vida, calar a intuição, abafar a criatividade,
bloquear a presença. Porque essa energia (que Freud
chamou de pulsão de vida e Jung de eros) não se
limita ao sexual. Ela é a própria alma em movimento,
o fogo que faz você criar, se expressar, se
transformar. Quando você reprime essa força, você
não está sendo “boazinha” ou “controlada”. Você está
se desconectando de quem você realmente é.
E essa categoria é exatamente sobre isso, sobre
trazer o desejo de volta pra um lugar de poder.
Sobre limpar a culpa, a vergonha, o medo de brilhar,
de ser vista, de atrair. Não é sobre erotismo
superficial, é sobre integração profunda do seu
sagrado. Sobre olhar pra dentro e recuperar a parte
sua que foi silenciada.
É importante entender, de forma clara e honesta, que
embora essa parte do caminho fale de sexualidade,
ela vai muito além disso.
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A gente não está falando apenas de sexo, estamos
falando de prazer, da sua capacidade de sentir, de se
entregar, de se preencher com a vida. E o prazer,
diferente do que te ensinaram, não se limita ao corpo
nu, ao toque, ao desejo do outro.
Tem prazer em deitar numa cama arrumada depois
de um banho quente. Tem prazer em dançar sozinha
no meio da sala. Em rir alto com as amigas. Em
comer algo que você ama. Em dizer o que pensa. Em
criar algo com as próprias mãos. Em olhar o céu,
ouvir uma música, respirar fundo. E tudo isso
também é espiritual, também é sagrado. Porque o
prazer é a forma mais acessível de você lembrar que
está viva.
Então, se durante esse processo você perceber que
suas respostas não estão ligadas diretamente à
sexualidade, tudo bem. Perfeito, aliás. Porque o que
está sendo curado aqui é a sua relação com a
energia do prazer como um todo. A sua permissão
interna pra viver com mais leveza, mais liberdade,
mais verdade. E se, sim, houver bloqueios ligados à
sexualidade, escreva sobre eles. Mas se o que vier
forem memórias de desejos reprimidos, de sonhos
esquecidos, de vontades silenciadas… escreva
também. Tudo isso é parte do mesmo campo, tudo
isso é energia vital pedindo passagem.
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PROMPTS
1. Em que momento você aprendeu que sentir
prazer era errado?
Você talvez nem lembre o dia exato. Mas, em algum
momento, alguém olhou, comentou, censurou ou
simplesmente te fez sentir que havia algo de “errado”
em sentir prazer. Pode ter sido uma frase solta, uma
bronca silenciosa, um olhar repressor. Pode ter vindo
da escola, da religião, da família. Às vezes, nem foi
dito com palavras, mas foi sentido.
É ali que tudo começa a ser contido. O riso alto, o
toque, o movimento, o desejo de ser vista, de ocupar
espaço. Você começa a se policiar, a se controlar, a se
moldar ao que acham aceitável. E assim, a energia
mais poderosa que existe (a energia vital) começa a
ser reprimida.
2. Que partes do seu desejo você ainda tenta
esconder pra parecer “boa”?
Essa pergunta dói porque escancara a farsa que
tantas de nós aprendemos a sustentar. A farsa da
“boazinha”, da que não sente demais, da que não
quer demais, da que se comporta, da que agrada. Só
que por trás dessa performance existe uma mulher
que sente tudo, e esconde. Que deseja com
intensidade, e reprime. Que se inspira, se excita, se
move por dentro, mas não se permite que esse lado
dela exista. Porque aprendeu que ser desejante é
perigoso, que ser intensa demais assusta, e então ela
se cala e vai sumindo.
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Mas o desejo não é pecado, desejo é força criadora,
instinto que move, é a energia que faz você se
levantar da cama, criar, amar, transbordar. E esconder
isso é sufocar sua potência magnética, é tipo
esconder sua luz. Mulher “boa” não é a que se anula,
é a que se honra, que reconhece o próprio fogo e
sabe como usar. E mais, que não tem medo de que
os outros vejam que ela arde.
Então, pergunta direta, que partes suas ainda estão
escondidas por trás do medo de não agradar? Que
desejos você esconde porque acha que são
“demais”? Porque a sua verdadeira força está
exatamente aí, no que você ainda tenta esconder. E
quando você decide parar de se disfarçar pra
parecer aceitável, você começa, de fato, a ser livre.
3. O que acontece no seu corpo quando você se
permite sentir prazer sem culpa?
O corpo fala, sempre falou, mas a gente aprendeu a
calar. Aprendeu a racionalizar tudo, a controlar o
sentir, a duvidar daquilo que o corpo comunica. Só
que basta você, por um instante, se permitir sentir
prazer de forma consciente e sem culpa… e ele
responde.
4. Que mensagens sobre sexo e corpo você
herdou da sua família ou religião?
Essa pergunta toca na raiz da maioria dos bloqueios
que a gente carrega sem perceber. Porque antes
mesmo de viver o próprio corpo, você já tinha
aprendido a julgá-lo.
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Antes mesmo de desejar, você já tinha sido avisada
que isso era pecado, que era feio, que era sujo. E aí o
que era natural virou tabu, o que era instinto virou
inaceitável. Você cresceu ouvindo que mulher direita
se comporta. Que corpo bom é o que se cobre. Que
prazer é coisa de “gente errada”. E tudo isso foi
virando lei dentro de você.
Você talvez nem concorde mais com essas ideias,
mas o seu inconsciente lembra. Ainda se contrai,
reage com medo, com vergonha, com autocensura.
Porque as crenças não ficam só na mente. Elas se
alojam nos músculos, no peito, na garganta, no
ventre. Elas se transformam em bloqueio criativo, em
insegurança, em repressão. O prazer é sagrado, e a
sua relação com ele também pode ser.
5. O que te faz sentir vergonha do próprio
magnetismo?
Essa vergonha vem da crença de que, se você for
muito, vai ser julgada, rejeitada, punida. Então você
tenta controlar o próprio brilho. Anda curvada, fala
mais baixo, se veste “com cuidado”, evita se destacar.
Mas no fundo, você sabe, não é humildade, é medo.
Medo de ocupar o espaço que é seu, de ser grande
demais.
6. Como você reage quando alguém te deseja
profundamente?
Essa pergunta parece simples, mas ela revela muito
mais do que parece. Quando alguém te deseja (de
verdade) não só pela aparência, mas pela energia,
pela presença, pela essência… o que você sente? 42
Licensed to laragomes220166@[Link]
Consegue sustentar o olhar? Fica confortável ou
desconfortável? Você aceita ou se encolhe? Porque o
modo como você recebe o desejo do outro é reflexo
direto do quanto você se permite ser admirada,
validada, escolhida.
Pra muitas, o desejo do outro vira gatilho. Traz
vergonha, medo, ansiedade. Porque em algum ponto
da caminhada, foi ensinado que ser desejada demais
era perigoso. Ser desejada é diferente de ser
objetificada. E existe um abismo entre os dois.
Quando alguém deseja sua energia, sua potência,
sua beleza real (e você não consegue receber isso) é
sinal de que tem algo aí dentro que ainda não foi
visto com amor, que ainda não foi reconhecido como
digno. Você não precisa se abrir pra todo mundo,
mas precisa entender que o desejo, por si só, não é
errado. O que você faz com ele é escolha sua.
7. Que parte sua acredita que o prazer precisa ser
“merecido”?
Se você ainda sente que precisa “fazer por merecer”
cada instante de prazer, tem algo aí que precisa ser
curado. Porque o prazer, ao contrário do que te
ensinaram, não é recompensa. Não é algo que você
ganha depois de se matar de trabalhar, agradar,
cumprir expectativas. O prazer é natural, é um direito.
É parte da sua biologia, da sua energia, da sua
espiritualidade. E condicionar isso a esforço é
transformar o prazer em moeda de troca.
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Licensed to laragomes220166@[Link]
Essa mentalidade é herança direta de uma cultura
que glorifica o sacrifício, que valoriza a dor. Que
ensina que, pra ser boa, você precisa se anular.
Então, quando o prazer chega, você desconfia. Se
pergunta se “pode mesmo”. Se não é “demais”. Se
está “permitido”. E é assim que você aprende a se
sabotar, só se permitindo viver quando já está
exausta. Só se entregando ao prazer depois de pagar
um alto preço emocional.
Mas e se o prazer não for algo a ser conquistado? E
se ele for algo que você simplesmente sente, sem
precisar se justificar? E se ele for parte do seu estado
natural de bem-estar? Quando você entende isso,
começa a viver de um jeito diferente.
Não é sobre excesso, é sobre equilíbrio. Sobre
entender que o prazer faz parte da cura. Que ele
nutre, regenera, fortalece. Que ele não é pecado, é
sinal de que você está viva. E, sim, você merece
sentir, mesmo sem ter feito nada pra merecer.
8. O que você tenta controlar no corpo quando
sente desejo?
Onde seu corpo contrai? Onde você se limita? O que
você tenta esconder? Essa observação, por si só, já é
libertadora. Porque quanto mais você conhece seus
mecanismos de controle, mais você pode dissolvê-
los. E quanto mais livre o corpo, mais viva a alma.
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9. Que desejo você reprimiu por medo de ser
julgada? e ainda sente pulsar em silêncio?
Tem desejos que a gente enterra tão fundo que nem
parecem mais existir. Mas, de vez em quando, eles
voltam. Num pensamento aleatório, num sonho. Eles
continuam pulsando.
Pode ser um desejo sexual, mas também pode ser
criativo. Pode ser a vontade de viver uma vida
diferente, de se expressar de outro jeito, de explorar
uma parte sua que sempre foi negada. Mas você não
se permite, porque tem medo do julgamento. Do
que vão pensar, do que vão dizer. Medo de parecer
“errada”, de ser rotulada, de perder aprovação.
Só que a repressão não protege, ela enfraquece, ela
te separa de quem você é. E manter esse desejo em
silêncio exige tanta energia que, no fim, você fica
exausta. E frustrada. E com raiva do mundo quando
na verdade, a raiva é por estar se traindo. Desejo
reprimido é vida não vivida.
O que você ainda quer, mas não tem coragem de
dizer em voz alta? O que ainda pulsa em você
mesmo depois de tanto tempo? Porque talvez esse
desejo não seja perigoso, talvez ele seja a chave. A
chave da sua expansão, da sua libertação, da sua
cura.
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10. Se o prazer fosse uma oração, como você o
viveria?
Essa é a integração mais linda de todas, ver o prazer
como sagrado. Não como distração ou algo sujo.
Mas como oração, como um momento de pura
presença. Porque quando você sente (de verdade)
você está no agora.
Se o prazer fosse uma oração, você não o apressaria.
Você o sentiria com reverência. Você não teria culpa,
teria gratidão. Você não sentiria vergonha, sentiria
conexão.
E essa entrega não precisa ser sexual. Pode ser na
dança, na arte, no toque, no olhar, na natureza. Em
tudo onde há presença, há possibilidade de prazer.
Porque o prazer não é só físico, é energético. É uma
frequência.
Viver o prazer como oração é devolver a ele seu
lugar original, de honra. É parar de ver o prazer como
vilão e começar a enxergá-lo como ferramenta de
cura.
-
RAIVA, INVEJA & O LADO ESCURO DO AMOR
A sombra emocional é o território mais evitado do
autoconhecimento, e justamente por isso, o mais
poderoso.
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Porque é ali, naquele canto escuro onde você
esconde a raiva, a inveja, o ciúme, o ressentimento, o
rancor, que mora a sua força bruta. O que você
chama de “exagero”, de “lado ruim”, de “sentimento
feio”… é, na verdade, energia vital mal
compreendida. E quanto mais você tenta limpar
rápido, se livrar, forçar perdão ou negar que sente,
mais essas emoções crescem por dentro, em silêncio.
Na psicologia junguiana, essa dinâmica é clara, o que
é reprimido não desaparece, se transforma. O que
você enterra na sombra volta em forma de sintoma. A
raiva que você não expressa vira apatia (e
futuramente pode se tornar por exemplo um surto
irracional e explosivo). O ciúme ignorado vira
controle disfarçado de “preocupação”. O perdão
forçado sem a dor reconhecida vira fachada de
“evoluída”.
Porque essas emoções não são o oposto da luz. Elas
são o combustível da luz. A raiva é o grito do self que
exige respeito. A inveja é o lembrete de que você
também quer, também deseja, também pode brilhar.
O rancor é o rastro de um limite violado, de uma
parte sua que foi ignorada. Essas forças não são boas
nem ruins, elas são neutras, são energia. O que muda
tudo é o nível de consciência que você aplica sobre
elas.
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PROMPTS
1. O que a sua raiva está tentando proteger em
você?
Raiva, no fundo, pode ser um amor que não foi
ouvido, um limite que foi cruzado, um valor que foi
ignorado. Ela não aparece do nada, ela vem pra
defender algo sagrado que foi violado: sua
integridade, sua dignidade, sua voz. Mas a maioria
das pessoas aprendeu a ver a raiva como algo feio,
como um sentimento “errado”.
A raiva é uma guardiã. Quando você sente raiva, seu
sistema está tentando restaurar respeito. Está
tentando avisar: “algo aqui está errado”. O que
parece fúria, muitas vezes é só o grito da sua criança
interior pedindo proteção. É o self se levantando
contra a invasão, contra a injustiça, contra a
desvalorização.
E se, ao invés de reprimir, você escutasse? Se
perguntasse pra sua raiva: “o que você está tentando
defender em mim?” Talvez ela respondesse com
clareza. Talvez ela te lembrasse da sua força, da sua
identidade, da sua verdade. Porque a raiva, quando
compreendida, não destrói, ela direciona. Ela te dá
coragem, foco, força pra agir.
2. O que você faz com a raiva quando ela
aparece?
Raiva não é um problema, o que você faz com ela,
sim. Quando ela surge, você engole? Finge que não
sente? 48
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Ou explode em quem não tem nada a ver? Cada
uma dessas reações revela o seu grau de intimidade
com o próprio fogo. Porque raiva é exatamente isso:
fogo interno. Uma energia viva que se move, que
esquenta, que pede expressão.
Raiva bem direcionada é potência, porque ela é a
energia que te tira da estagnação, que te faz colocar
limites e que te empurra pra mudança. Negar isso é
negar sua força.
3. De quem você sente inveja? e o que
exatamente essa pessoa te mostra sobre si
mesma?
Falar sobre inveja ainda é um tabu ENORME.
Ninguém gosta de admitir, ninguém quer sentir, mas
TODO MUNDO sente. E fingir que não sente não te
protege, só te afasta de uma verdade que poderia te
libertar. Porque inveja, quando observada sem
julgamento, é uma bússola. Ela aponta com precisão
cirúrgica o que sua alma deseja expressar.
Talvez você sinta inveja de alguém que tem coragem
de ser vista. Ou de alguém que vive com liberdade.
Ou de quem ganha bem fazendo o que ama. A
primeira reação é negar, criticar, julgar. Mas se você
parar de fugir e começar a escutar, a inveja vai te
mostrar o que está trancado dentro de você. Vai
revelar o seu desejo sufocado.
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“O que essa pessoa desperta em mim que eu ainda
não vivo em mim mesma?” A resposta,
provavelmente, vai te surpreender. E, se você tiver
coragem, vai te transformar.
4. Que tipo de sucesso dos outros te desperta
ressentimento?
Ressentimento é uma emoção silenciosa. Ele se
instala sem alarde, mas pesa. E o peso que você
sente ao ver o sucesso de alguém não é sobre o
outro, é sobre você (novamente kkkk). Mais
especificamente, sobre algo dentro de você que
ainda está preso, contido, negado. Quando o
sucesso do outro dói, é porque existe dentro de você
um desejo que não está sendo vivido, uma potência
não expressa, uma vontade que foi enterrada.
Você olha alguém crescendo e sente aquele
incômodo. Aquela irritação. Aquele “mas também,
né…”. E aí, pra não lidar com o que sente dentro,
você projeta fora. Julga, critica, se afasta.
Qual sucesso alheio te dói? E por quê? O que isso
revela sobre você? Talvez você deseje a liberdade, a
expressão, a leveza, a coragem que aquela pessoa
representa. E isso é lindo. Porque significa que está
em você também, só esperando pra brilhar. O
ressentimento, quando acolhido com consciência, é
só mais uma rota de volta pro seu poder.
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5. Em quais situações você sente prazer em
imaginar vingança?
Essa é uma das perguntas mais incômodas, e mais
honestas. Porque poucas coisas revelam tanta dor
quanto o prazer de imaginar vingança. A fantasia da
vingança não é maldade, ela é o corpo dizendo: “eu
fui ferida”. É a psique tentando encontrar uma forma
de ser validada, reconhecida, de ter sua dor olhada.
Quando você imagina uma cena de revanche, o que
está por trás não é ódio; é desejo de justiça
emocional.
Isso não significa que você vai se vingar. Mas significa
que tem algo aí dentro que ainda está aberto.
Você pode perguntar: “O que essa fantasia está
tentando me mostrar?” Talvez ela revele que você
ainda sente que precisa provar algo. Ou que ainda
carrega a dor de não ter sido protegida, respeitada,
amada como merecia.
E só quando essa dor é reconhecida com verdade,
ela começa a se dissolver. Não porque você se
tornou “superior”, mas porque você deixou de negar
o que sente.
6. Que sentimentos você reprime pra continuar
sendo “agradável”?
Agradar é um vício social, e também um disfarce
emocional. Desde cedo, você aprende que ser
querida é mais seguro do que ser honesta. Que é
melhor sorrir do que dizer o que realmente pensa.
Que sentir raiva, ressentimento, cansaço, frustração… 51
é “feio”, “pesado”, “inconveniente”.
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Então você empurra tudo pra dentro. Mas por
dentro, algo começa a murchar.
Ser “agradável” custa caro, custa sua verdade. Porque
pra manter a doçura forçada, você precisa apagar
tudo que não combina com essa máscara. E o
problema disso é que o emocional não desaparece
só porque você o ignorou, ele se acumula,
transborda e adoece. A raiva vira dor no corpo. A
frustração vira cansaço crônico. O ressentimento vira
distanciamento. Tudo o que você não permite sentir,
vai te corroendo.
E não se engane, ser amorosa não é o mesmo que
ser agradável. Amor de verdade também sabe dizer
“não”. Também sabe olhar de frente. Quando você
reprime a raiva pra manter harmonia, você não está
sendo sábia. Está vivendo anestesiada. E anestesia
mata o prazer, o desejo, a vitalidade. Mata a mulher
viva que você nasceu pra ser.
O que você não tem dito pra não incomodar? O que
você tem engolido pra manter a paz? Você não veio
pra ser neutra. Você veio pra ser inteira. E ser inteira
inclui sentir tudo. Não é sobre perder a doçura, é
sobre deixar que ela conviva com a sua força.
7. O que a inveja já te ensinou sobre o que você
realmente quer?
Você já reparou como a inveja sempre aponta com
exatidão aquilo que você quer, mas ainda não vive?
Ela não erra.
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A inveja é um dos sinais mais diretos do que está
reprimido. Ninguém inveja o que não ressoa. O que
você sente inveja, na verdade, é o que te chama. É o
que está em você também, só que ainda bloqueado,
silenciado ou julgado.
8. Quando foi a última vez que você se sentiu
injustiçada? e o que fez com essa energia?
Sentir-se injustiçada é uma das dores mais difíceis de
digerir. Porque é como se a vida dissesse “você não
vale tanto quanto pensa”. É como se sua entrega, seu
esforço, seu amor não tivessem sido vistos. Só que a
maioria não sabe o que fazer com essa energia,
então você engole, faz de conta que superou, tenta
seguir, mas lá dentro, a mágoa fica.
A injustiça é um sinal claro de que um limite seu foi
violado, ou ignorado. E quando você não canaliza
essa dor, ela vira ressentimento. Você começa a se
fechar. Começa a se proteger demais. Começa a
deixar de confiar. E perde contato com a sua
capacidade de amar com presença.
9. O que você tenta consertar nos outros pra não
lidar com a própria raiva?
Essa aqui é direta, às vezes, pra não sentir o que dói,
você foca no outro. Você tenta consertar, salvar,
melhorar, convencer, entender. Mas o que está por
trás disso não é compaixão, é fuga. Fuga de olhar pra
sua própria raiva. Porque sentir raiva é
desconfortável. Parece “errado”. Parece que você é
“exagerada”, “difícil”, “dura”. Então, ao invés de se
permitir sentir, você tenta moldar o mundo pra não 53
precisar sentir.
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A pergunta aqui é: o que você está evitando olhar?
Que dor está tentando tapar com “preocupação”?
Que frustração virou excesso de empatia? Cuidar dos
outros é bonito, mas quando vira compulsão, é só
mais uma forma de não cuidar de si. Você não veio
pra consertar ninguém. Você veio pra se integrar. E
isso começa por parar de fingir que está tudo bem
quando não está.
10. O que aconteceria se você deixasse a raiva se
expressar com consciência, não com culpa?
Essa é a verdadeira integração, sentir sem se perder.
Permitir que a raiva venha à tona, não como fúria
descontrolada, mas como clareza afiada. Porque a
raiva, quando é vista, reconhecida, escutada, se
transforma. Ela não destrói, ela orienta, te mostra o
que precisa mudar, aponta o que está desalinhado e
ilumina o limite.
Agora imagina se você olhasse pra sua raiva com
respeito. Se dissesse: “Eu te vejo. O que você quer
me mostrar?” Se canalizasse essa força pra criar
limites, pra falar com firmeza, pra agir com coragem,
pra mudar sua vida. O que aconteceria?
-
MÁSCARAS, PERSONAS & AUTOENGANO
Todos nós usamos máscaras. Algumas conscientes,
outras tão antigas que já parecem rosto. São
expressões sociais que vestimos pra sobreviver, pra
sermos aceitas, pra caber no que esperam de nós.
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A boa filha, a profissional impecável, a amiga
disponível, a mulher forte, a espiritualizada, a
controlada, a que dá conta. Cada uma dessas versões
foi criada como estratégia de proteção. E, por um
tempo, elas realmente protegeram. Mas em algum
ponto do caminho, elas podem ter deixado de ser
armaduras e viraram prisão.
Jung dizia que a persona é necessária. Sem ela, o
convívio social seria caótico. Mas o perigo começa
quando você esquece que está usando. Quando a
máscara gruda e o personagem vira identidade. E
você passa a viver para performar. A dizer o que
esperam ouvir. A funcionar em nome da imagem,
enquanto por dentro tudo adoece.
Autenticidade não é se expor pra todo mundo; é ter
coragem de se encarar no espelho sem performar
pra si. É reconhecer o que dói, o que falta, o que
ainda está preso. A cura começa aí, quando você
para de acreditar na sua própria máscara, e começa a
ouvir o que sua verdade tem tentado sussurrar há
tempos.
PROMPTS
1. Quem você tenta ser quando tem medo de não
ser amada?
Essa é a raiz da persona, o medo de não ser
suficiente como você é.
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Quando o amor parece condicionado, você começa
a moldar quem você é pra caber no que os outros
esperam, e nem percebe. De repente, você é a
compreensiva mesmo quando está furiosa, divertida
mesmo quando está exausta, a que acolhe todo
mundo mesmo quando ninguém te acolhe. Porque o
que está por trás disso é uma criança tentando
garantir amor a qualquer custo.
A persona nasce assim, como defesa. Mas com o
tempo, ela toma conta. Você esquece que está
atuando, acha que é isso mesmo. Só que no fundo
você sabe, e sente o desgaste. Viver pra ser amada
cansa, ser desejável o tempo todo esgota! E o mais
cruel, mesmo com todo esse esforço, o amor que
você recebe nunca parece suficiente. Porque não é
você quem está sendo amada, é a máscara.
Identificar essa persona é o primeiro passo pra
quebrar o ciclo. Pergunte-se: quem eu me torno
quando o medo de não ser amada bate? Quais
gestos, palavras, atitudes eu adoto pra ser aceita? O
que em mim muda quando estou insegura? Essas
são pistas do personagem que você criou, e que
talvez esteja na hora de deixar ir.
2. Que parte sua você performa bem, mas não
sente mais como verdadeira?
Você pode ter se acostumado tanto com um papel
que ele parece real: a forte, engraçada, sábia,
sensata, espiritual.
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Mas chega um momento em que esse personagem
começa a pesar. Não porque ele é falso, ele já fez
sentido em algum momento, mas talvez nem faça
mais sentido.
Só que largar esse personagem dá medo, ele te
trouxe até aqui, ele funcionou, ele te protegeu. Mas
agora, ele te aprisiona. Porque viver numa identidade
que já venceu é viver se traindo, silenciosamente. É
viver com a sensação de estar sempre fora de lugar,
mesmo “fazendo tudo certo”. É sentir que falta algo,
mesmo quando parece que você tem tudo.
Essa sensação de desconexão é o corpo avisando: a
sua verdade está sufocada. E você só vai encontrar
leveza quando tiver coragem de abrir mão do que te
trouxe até aqui pra acessar o que vai te levar além. A
pergunta é: qual parte minha está em cena, mas já
morreu por dentro? Qual comportamento, fala,
atitude eu repito no automático, sem verdade? Essa
percepção pode ser dolorosa, mas é também
libertadora.
Porque você não precisa continuar sendo o que
esperam. Você pode recomeçar, reescrever, pode
atualizar a sua identidade com base em quem você
realmente é agora. Mesmo que ainda não saiba
exatamente quem é, essa busca, por si só, já é
liberdade.
3. O que você mostra nas redes que não sustenta
quando está sozinha?
A rede social virou um palco emocional. 57
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Um lugar distorcido e performático e você se
compara. É fácil parecer “centrada”, “resolvida”, “feliz”,
“grata”. É fácil escrever legendas profundas, postar
momentos de luz, falar sobre cura, sobre autoestima,
sobre amor próprio. Mas o corpo não mente. E
quando você está sozinha, sem filtro, sem ninguém…
o que sobra?
Existe uma diferença gritante entre compartilhar e
encenar. Quando você compartilha algo que vem da
sua verdade, você expande e se sente viva. Mas
quando está encenando, tentando parecer o que não
sente, sustentando uma imagem que te pressiona,
repetindo discursos que não vivem mais em você,
você cansa.
Essa pergunta não é pra te envergonhar, é pra te
trazer de volta. Pra te lembrar que você não precisa
performar pra ser vista.
4. O que você mais critica nos outros, mas
secretamente teme ser?
A crítica é uma projeção. O que você julga com mais
intensidade quase sempre carrega um espelho. Um
reflexo de algo que você rejeita em si mesma, mas
ainda não teve coragem de integrar. Talvez você
critique quem se expõe demais, porque no fundo
teme ser chamada de “exibida”. Ou critique quem
erra, porque não se permite falhar. Ou critique quem
muda, porque ainda está presa em velhas versões.
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A questão é, o que você chama de “insuportável” no
outro pode ser só uma parte sua que foi trancada lá
atrás. E agora, quando vê alguém expressando isso
com liberdade, seu você reage, tenta desqualificar.
Porque sentir inveja ou admiração por algo que você
ainda não se permite ser dói.
Mas e se você usasse essa crítica como ferramenta
de autoconhecimento? E se, ao invés de se colocar
acima ou distante, você perguntasse: “o que essa
pessoa desperta em mim que ainda me assusta?”
Talvez o que você tanto critica no outro seja
exatamente o que você precisa aceitar em si.
Não pra se tornar igual. Mas pra parar de viver em
guerra com partes de si que também merecem
existir.
5. Qual história você continua contando sobre si
pra não precisar mudar?
“Eu sou assim mesmo.” “Não consigo.” “Não é pra
mim.” Quantas vezes você já disse isso sem perceber
que essas frases são muros? Essa pergunta é
desconfortável, mas necessária.
6. Quando você sente que está sendo autêntica? e
quando percebe que está atuando?
Você sente, mesmo que ainda não saiba explicar.
Reconhecer quando você está sendo você de
verdade é um treino, um exercício diário. De se
perguntar: “isso vem da minha essência ou da minha
necessidade de performar?”
59
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Então, da próxima vez que você se sentir
desconectada, confusa, cansada demais sem razão
aparente, pare e observe: será que eu estou
atuando? E, se estiver, tudo bem. Não é sobre se
julgar, só sobre se lembrar, e voltar pra casa, pra sua
essência.
7. Que tipo de imagem você tenta controlar pra se
sentir segura?
A imagem de quem nunca erra, de quem é estável,
centrada, linda, etc, etc, etc... O problema é que
quanto mais você tenta controlar a imagem, mais
você se desconecta da verdade. Você vira refém da
expectativa que criou sobre si mesma.
Controlar imagem é tentar prever o olhar do outro. É
moldar o comportamento pra garantir validação. É
evitar exposição, vulnerabilidade, intensidade… tudo
pra não “perder o personagem”.
A pergunta é: que imagem você construiu pra ser
amada e que hoje virou algema? E se você não
precisasse parecer nada? E se pudesse
simplesmente ser? A espontaneidade assusta porque
não pode ser controlada. Mas é ela que te devolve
pra você.
8. Que parte da sua verdade você ainda chama de
“fase”?
Às vezes, o ego tenta minimizar o que já é
verdadeiro, chamando de “fase”. “Ah, é só uma fase”,
“tô meio estranha esses dias”, “isso vai passar”.
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Mas e se não for uma fase? E se for você? E se esse
desconforto que insiste em aparecer for a sua alma
se espreguiçando depois de anos presa em moldes
apertados?
Você sente vontade de mudar de caminho, mas diz
que é só crise. Sente que certos lugares, pessoas,
rotinas já não fazem mais sentido, mas insiste, porque
“é só um momento”. E assim você vai anestesiando a
sua verdade, racionalizando o despertar.
9. Quando foi a última vez que você mentiu pra si
mesma e sabia?
Mentir pra si mesma é uma arte sutil. Às vezes, vem
disfarçada de “tá tudo bem”. De “não é tão
importante assim”. De “posso esperar mais um
pouco”. Mas você sabe. A pergunta aqui não é pra te
acusar, é pra te acordar.
10. Quem você seria se não precisasse provar
nada pra ninguém, nem pra si mesma?
Essa pergunta é um portal, ela dissolve o ego,
desmancha totalmente a armadura. Sem precisar
provar nada, você não precisa correr, nem se
defender, nem se justificar. Você só precisa ser. E ser,
nesse nível, é liberdade absoluta.
Imagina acordar e não precisar cumprir um roteiro.
Não se preocupar com o que vão pensar. Não se
obrigar a ser coerente com a versão de ontem. Não
tentar preencher expectativa nenhuma, nem a sua.
Quem você seria? O que você faria? O que mudaria
no seu ritmo, no seu corpo, na sua forma de existir? 61
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Então fecha os olhos e responde com honestidade:
se eu não tivesse que provar nada… quem eu seria?
-
A ALQUIMIA DO EU
Na alquimia antiga, falava-se em transformar chumbo
em ouro, mas os que realmente compreendiam o
processo sabiam que o metal era apenas metáfora,
que o verdadeiro campo de transformação nunca foi
externo, mas interno. Chumbo era o peso da mente,
a densidade emocional, os instintos inconscientes, o
trauma cru ainda não tocado pela consciência. Ouro
era a lucidez, a fusão entre o que você sentia e o que
você sabia, era o self emergindo das camadas de
negação, limitação e dor. Jung traduziu isso como
poucos: a alquimia era, na verdade, o processo
simbólico da individuação, o caminho que o ser
humano percorre quando escolhe não fugir mais de
si, quando decide encarar sua sombra e fazer dela
combustível de transformação.
É por isso que o shadow work, na sua essência mais
pura, é alquimia. É sobre mergulhar nas partes que
você mais evita (vergonha, raiva, culpa, inveja, medo,
apego) e ouvir o que elas tem a dizer,
permitir que elas se expressem. É
A alquimia do eu é o momento em que você olha pra
sua história inteira (toda ela) e entende que nada foi
em vão, que o colapso não foi punição, foi iniciação,
que o caos não veio pra te quebrar, veio pra te
revelar, e que por trás de cada ferida havia matéria-
prima sagrada, pronta pra ser moldada em força. 62
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PROMPTS
1. O que em você precisou morrer para que algo
maior nascesse?
Transformar dói porque exige que partes suas
morram, não fisicamente, mas simbolicamente. Você
teve que enterrar identidades, crenças, dinâmicas,
apegos emocionais, histórias que repetia pra se
proteger, versões de si que até funcionaram por um
tempo, mas já estavam velhas demais pra sustentar a
potência que você carrega agora. Toda
transformação começa com luto, e todo luto traz uma
libertação, porque só morre o que já cumpriu sua
função. Morrer pra si mesma, nesse nível, é o ato
mais sagrado de quem decide nascer consciente.
2. O que o caos mais te ensinou sobre quem você
é?
O caos é um mestre duro, mas necessário. Ele não
chega pra te punir, mas pra te mostrar o que sobrou
quando tudo desabou. Porque quando a estrutura
cai, a identidade treme, os planos falham e o chão
desaparece, o que permanece é o que é real. O
colapso revela o núcleo, a parte sua que não muda
com o cenário, que continua firme mesmo quando
tudo em volta virou pó.
3. Que parte sua você passou anos tentando
“curar”, mas só se libertou quando aceitou?
Tem feridas que não se curam com esforço, mas com
rendição. Você tentou consertar, tentou melhorar,
tentou ser “mais evoluída”, mais calma, mais
centrada, menos sensível, menos intensa. 63
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Mas a verdadeira virada só veio quando você parou
de tentar transformar essa parte e começou a acolhê-
la.
4. Quais partes suas agora trabalham juntas,
quando antes se destruíam?
Antes era guerra interna, você oscilava entre
extremos. Um dia era razão demais, no outro,
emoção demais. Queria controle e ao mesmo tempo
ansiava por entrega. Tentava ser forte, mas morria de
vontade de ser cuidada. Você vivia fragmentada,
como se tivesse que escolher um lado, como se
integrar fosse impossível. Mas o processo alquímico
vai além da escolha, ele funde, integra e une os
opostos. E de repente, aquela parte que julgava ser
fraqueza se tornou aliada. A intuição se juntou ao
raciocínio. O impulso se somou à clareza. Isso é ouro
psíquico, quando as partes antes incompatíveis se
tornam como uma equipe interna.
5. O que você aprendeu sobre o poder de se
responsabilizar pelas suas emoções e
sentimentos?
Assumir responsabilidade não é se culpar, é tomar
posse, parar de terceirizar o que você sente, vive. É
sair do papel de vítima e dizer: “isso é meu, eu criei,
consciente ou não, e agora escolho o que fazer com
isso.” O mundo muda quando você para de esperar
que ele te salve. A sua energia muda quando você
entende que a consciência é sua maior ferramenta
de criação.
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6. Qual dor antiga você consegue hoje agradecer
por ter te formado?
Tem dores que ainda doem quando lembradas. Mas
tem outras que, com o tempo e a consciência, viram
solo fértil. Você olha pra trás e, em vez de revolta,
sente gratidão. Não porque mereceu sofrer, mas
porque hoje entende que aquela dor te lapidou, te
moldou, te empurrou, te fez renascer como uma
fênix. Te fez mais forte, mais sensível, mais profunda.
Aquela perda te ensinou a amar melhor. Aquela
rejeição te fez voltar pra si. Aquela humilhação te
ensinou a não aceitar menos do que merece.
Transmutação é ouro.
7. O que você descobriu sobre o tempo ao longo
da sua jornada de cura?
Você achava que o tempo curava. Que bastava
esperar. Mas o tempo não cura, ele só mostra. Ele
expõe o que ficou escondido, traz à tona o que foi
empurrado pra debaixo do tapete, revela as camadas
que ainda pedem escuta. A cura real não tem a ver
com quanto tempo passou, mas com o quanto de
consciência você aplicou no que viveu. Às vezes, uma
única decisão tomada com lucidez cura o que anos
de resistência só agravaram. A jornada te ensinou
isso, que o tempo pode ser aliado, mas não é
solução. A escolha de olhar pra si, essa sim, muda
tudo.
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8. Qual traço seu, que antes te envergonhava,
hoje é uma das suas maiores forças?
Já teve uma parte sua que você tentou esconder.
Talvez sua intensidade, sua sensibilidade, ou sua
capacidade de sentir profundamente. Alguém disse
que era “exagero”, e você acreditou, até tentou ser
menos. Mas um dia, algo virou. E você percebeu que
aquilo que antes era fonte de vergonha era, na
verdade, sua singularidade mais rara. Sua maior
potência. Porque tudo que é autêntico assusta no
começo, até ser reconhecido como beleza. A
sombra, quando vista com amor, vira talento. E o que
tentaram apagar em você, hoje é exatamente o que
te torna inesquecível.
9. O que significa, pra você, ser o próprio
laboratório e a própria obra-prima?
Você parou de esperar que alguém viesse com a
fórmula. Você entendeu que ninguém fora de você
poderia te dar a resposta. Então se fez experiência.
Errou, testou, caiu, voltou, mudou de rota, ajustou. E
nesse processo, percebeu que a alquimia verdadeira
acontece dentro. Você é quem mergulha, você é
quem transforma, você é quem observa. Você é o
laboratório, mas também é o resultado. É a versão
lapidada, criada, sustentada por você mesma. O
processo e a obra-prima são a mesma coisa. Você é,
ao mesmo tempo, o caos e a criação.
10. O que dentro de você nunca mais voltará a ser
o mesmo, e ainda bem?
Alguma coisa mudou de vez. Algo virou dentro de 66
você e não tem mais volta.
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Talvez tenha sido o jeito de se posicionar. Ou o que
você aceita. Ou o que você tolera. Talvez tenha sido a
forma como se vê, como se escolhe, como se escuta.
O que importa é que essa mudança é real e
profunda. Não dá pra fingir que você não sabe o que
sabe.
— COM AMOR, DO MEU CORAÇÃO PRO SEU
Eu quero finalizar esse material agradecendo
profundamente a todo mundo que atravessou esse
processo alquímico comigo, de verdade. Eu sei,
shadow work não é leve, não é simples, não é rápido.
Ele mexe, provoca, cutuca onde a gente mais
esconde. Mas também é isso que faz dele uma das
ferramentas mais poderosas de transformação que
eu já experimentei. Nenhuma mudança acontece se
a gente ficar se agarrando ao conforto. E aliás, nem
tudo que é confortável faz bem. A zona de conforto
às vezes é só um esconderijo bonito pra não viver
tudo que a gente sabe que merece.
Confesso que estou há meses trabalhando nesse
projeto com muito carinho, muita entrega, muita
verdade. Me orgulho profundamente do que foi
criado aqui, porque senti que consegui colocar pra
fora pensamentos e processos que me atravessaram
de forma profunda. Muitas das perguntas que você
leu aqui são perguntas que me mudaram, que
viraram chaves internas.
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Eu tentei trazer tudo isso da forma mais verdadeira
possível pra que você também se beneficie, pra que
esse mergulho não seja só sobre entender, mas
sobre sentir e transformar. E quero agradecer com
todo o meu coração a cada pessoa que participa do
Arquivo 5D, esse projeto que é mais do que um
conteúdo mensal, ele é meu laboratório espiritual, é
meu campo de testes, é onde eu experiencio, crio e
compartilho com quem sente tudo com
profundidade.
Esse material é exclusivo de outubro de 2025, então
salva aí com carinho nos seus dispositivos, porque
ele não vai ficar disponível o tempo todo. E olha,
confesso mesmo, me deu até dor no coração deixar
ele só esse mês, porque senti tanta coisa nessas
páginas que chorei em vários momentos enquanto
escrevia. Sim, a baddie aqui chorou, porque o nosso
inconsciente sabe das respostas. Podemos não saber
colocar em palavras, mas o corpo sente, o
inconsciente reconhece. E cada vez que eu lia uma
pergunta em voz alta, algo dentro de mim se movia.
Foi um processo tão intenso que, se tiver bastante
feedback, eu com certeza vou trazer esse conteúdo
de volta, porque ele foi mágico.
Como sempre, tudo que chega aqui no laboratório
passou primeiro por mim. Nada vem pra cá sem ter
me atravessado antes, seja uma vivência, uma dor,
uma cura, uma epifania. Eu respondi cada uma
dessas perguntas no meu próprio processo e posso
afirmar que alquimizei muita coisa nesse caminho.
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Espero, de verdade, que tenha acontecido algo
parecido aí também. Porque você merece essa
virada. Você merece a sua liberdade emocional. Você
merece se viver inteira, sem precisar esconder
nenhuma parte sua.
Obrigada por apoiar esse projeto, por confiar no
meu trabalho, por seguir firme nesse caminho com
tanta coragem. Eu te desejo bênçãos reais, inteiras,
profundas. Que essa nova fase da sua vida seja
marcada por sucesso, por liberdade, por
autenticidade, porque agora, meu amor, você está
mais do que pronta pra viver a sua melhor vida, vai
com tudo.
Com amor, Luana Ricco.
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