CENTRO UNIVERSITÁRIO FACID WYDEN
CURSO DE BIOMEDICINA E FARMÁCIA
JOÃO VICTOR MELO SILVA
ICARO LIMA MARQUES
LAVÍNNYA CÂNDIDA DE CARVALHO PEREIRA
MAÍRA BATISTA DO NASCIMENTO
MARIA EDUARDA DE CARVALHO FONTENELE
SARAH STEPHANY MOREIRA SANTOS
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO:
COLORAÇÃO DE GRAM
Teresina- PI
2025
2
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO
IDENTIFICAÇÃO
Título: Coloração de gram
Discente(s): João Victor , Jessica Jamily, Icaro Lima, Lavínnya Candida , Maíra Batista, Maria
Eduarda de Carvalho, Sarah Stephany
Docente(s): Ivisson Lucas
Unidade Curricular: Microbiologia e imunologia.
Curso: Biomedicina e Farmácia
Período: 20/10/2025
Objetivo: Diferenciação de bacterias.
3
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4
2. OBJETIVOS ......................................................................................................... 5
3. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................. ..6
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 8
5. CONCLUSÃO ......................................................................................................... 9
6. ANEXOS............................................................................................................................10
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 13
4
1. INTRODUÇÃO
A Coloração de Gram, desenvolvida em 1884 pelo médico dinamarquês Hans
Christian Joachim Gram, é a técnica de coloração mais fundamental e amplamente
utilizada em laboratórios de microbiologia e análises clínicas. Sua principal função é
a diferenciação bacteriana baseada nas características estruturais de suas paredes
celulares, sendo quase sempre o primeiro passo na caracterização de amostras
(LABORCLIN, 2020).
O método consiste no tratamento sucessivo de um esfregaço bacteriano
fixado pelo calor com quatro reagentes: violeta de genciana (corante primário), lugol
(fixador/mordente), etanol-acetona (descorante) e fucsina (corante de contraste). A
retenção ou não do corante primário é determinada pela composição da parede
celular,bactérias com paredes espessas de peptidoglicano retêm o complexo violeta-
iodo, permanecendo azul violeta, sendo classificadas como [Link]érias
com membrana externa lipídica e fina camada de peptidoglicano perdem o complexo
durante a etapa de descoloração, adquirindo a cor vermelho/rosada do corante de
contraste, sendo classificadas como Gram-negativas.
Essa distinção é de extrema importância clínica, pois permite a observação e
caracterização imediata dos patógenos em esfregaços de fluidos orgânicos. A
informação inicial sobre a Gram-positividade ou Gram-negatividade do agente
infeccioso é crucial para o clínico iniciar o tratamento empírico adequado,
monitorando a infecção até que os resultados definitivos da cultura e do
antibiograma estejam disponíveis (LABORCLIN, 2020).
5
2. OBJETIVO
Identificar e diferenciar as bactérias em dois grupos específicos .
2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
– Diferenciação de bactérias Gram-Positivas e Gram-Negativas.
– Identificação de sua estrutura (cocos, bacilos, espirilos) e seus arranjos.
6
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1. MATERIAIS UTILIZADOS
Foram utilizados os seguintes materiais para a prática realizada:
* Lugol
* Fucsina
* Violeta
* Álcool acético
* Óleo de imersão
* Água
* Microscópio
* Lâminas
* Alça inoculadora
* Fósforo
* Bico de Bunsen
* Pinça metálica
* Pissetas
* Jaleco
* Mascara
* Touca
* Luva
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3.2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Primeiramente utilizou-se a pisseta contendo álcool acético para a
esterilização do material necessário para a experiência. Logo após, foi se aceso o
bico de Bunsen utilizando o fósforo disponibilizado na aula.
Em seguida, com o uso de luvas, foi realizada a melhor esterilização da alça
inoculadora, que foi aquecida na chama até atingir incandescência necessária.
A alça foi assim introduzida no meio de cultura ágar MacConkey para a coleta
da amostra bacteriana. Logo após, a amostra foi cuidadosamente transferida para
uma lâmina de vidro limpa, realizando movimentos circulares para espalhar
uniformemente o material. Em seguida, a lâmina foi deixada secar e posteriormente,
Passada rapidamente sobre a chama do bico de bunsen com o auxílio de uma pinça
metálica, garantindo a fixação das bactérias na superfície do vidro por meio do calor.
Por conseguinte, aplicou-se o corante violeta genciana sobre toda a extensão
da lâmina infectada, deixando agir por cerca de um minuto. Após isso, o excesso foi
removido com água corrente; Então, adicionou-se a solução de lugol, que atua como
mordente, fixando o corante nas paredes celulares bacterianas.
Após novo enxágue com água, realizou-se a descoloração com álcool acético,
aplicado com cuidado por poucos segundos.
Logo depois, a lâmina foi novamente lavada com água para interromper a
ação do álcool,por fim adicionou-se a fucsina, deixando a agir por aproximadamente
um minuto, seguida da última lavagem com agua e secagem, para a observação
microscópica, aplicou-se o óleo de imersão sobre a lâmina, o que permite maior
nitidez e aumento da resolução da imagem. Assim, foi possível visualizar que as
bactérias analisadas eram gram-negativas, e mantiveram a coloração cor-de-rosa do
corante fucsina.
8
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram alcançados os seguintes resultados na aula prática de coloração de
gram:
Notou-se que o organismo avaliado apresentou diferentes características
tintoriais e estruturais.
Na lamina 1 foi se observada reações adversas a os corantes testados
(violeta genciana e fucsina) . Após a descoloração da amostra com álcool cetona as
bactérias vistas reagiram com a contra-coloração rosa (fucsina). Significando assim
que as bacterias analisadas classificam-se como gram-negativas. Possuindo parede
celular fina de peptidío glicano entre duas membranas lipídicas; Essa configuração
estrutural não oferece retenção suficiente ao corante primário (violeta genciana), que
é removido com o agente descolorante. Abrindo espaço para a absorção do
reagente fucsina, responsável pela tonalidade rosa/avermelhada na amostra final.
Também foi possível identificar seu arranjo por meio da observação via
microscópio
9
5. CONCLUSÃO
Os achados confirmam a eficiência da técnica de Gram como ferramenta
fundamental para diferenciação bacteriana inicial, auxiliando tanto na identificação
morfológica quanto na orientação de análises complementares. Dessa forma, o
procedimento contribui de maneira significativa para a compreensão do perfil
microbiológico da amostra analisada
10
6. ANEXOS
( Bico de Bunsen, alça de inoculação e placa de cultura prontos para a coloração de Gram)
(Fixação da lâmina sobre a chama do Bico de Bunsen)
11
(Lâmina sendo lavada na cuba de coloração.)
(Bactérias Gram-negativas vistas ao microscópio.)
12
(Frascos com os reagentes da coloração de Gram)
(Coleta de colônias bacterianas com a alça de inoculação)
13
REFERÊNCIAS.
DE PAULA VIEIRA NAYARA, Darlene Ana; DE ASSUNÇÃO QUEIROZ FERNANDES,
Cláudia. Microbiologia Geral . Beau Bassin, Reino Unido: Rede E-Tec Brasil, 2012
TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. 12. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2016.
RIBEIRO, M. C.; Soares, M. M. S. R.; Microbiologia prática: roteiro e manual; Atheneu; 1993.
CENTRO UNIVERSITÁRIO FACID WYDEN
CURSO DE BIOMEDICINA E FARMÁCIA
JOÃO VICTOR MELO SILVA
ICARO LIMA MARQUES
LAVÍNNYA CÂNDIDA DE CARVALHO PEREIRA
MAÍRA BATISTA DO NASCIMENTO
MARIA EDUARDA DE CARVALHO FONTENELE
SARAH STEPHANY MOREIRA SANTOS
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO:
LAVAGEM DE MÃOS
Teresina- PI
2025
2
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO
IDENTIFICAÇÃO
Título: Lavagem de mãos
Discente(s): João victor melo silva, Jessica jamily alves santos belém, Icaro lima marques
,Lavínnya cândida de carvalho pereira, Maíra batista do nascimento ,Maria eduarda de carvalho
fontenele, Sarah stephany moreira santos
Docente(s): Ivisson Lucas
Unidade Curricular: disciplina envolvidas na elaboração do relatório.
Curso: Biomedicina e Farmácia
Período: 19/11/2025
Objetivo: Detectar o tipo de bactéria que as mãos possuem antes da lavagem.
3
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4
2. OBJETIVOS ......................................................................................................... 5
3. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................. ..6
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 8
5. CONCLUSÃO ......................................................................................................... 9
6. ANEXOS...........................................................................................................................10
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 12
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1. INTRODUÇÃO
Lavar as mãos é uma prática simples e eficaz para prevenir a propagação das
doenças infecciosas. As mãos são as principais vias de transmissão de
microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio do
contato direto com o aperto de mãos ou pelo contato com objetos contaminados ,
como o celular. Na pele das nossas mãos existem os microrganismos transitórios, ou
seja, aqueles que não fazem parte da nossa microbiota, assim, a higienização das
mãos, de forma correta, tem a finalidade de remover esses microrganismos que
colonizam as camadas superficiais da pele.( INSTITUTO BUTANTAN, s.d.)
Antissépticos, frequentemente chamados de germicidas, são agentes
químicos que matam ou inibem o crescimento de microrganismos, sento atóxicos o
suficiente para serem utilizados em tecidos vivos. A maioria dos compostos que se
enquadram nessa categoria são utilizados na lavagem de mãos ou no tratamento de
ferimentos superficiais. Alguns antissépticos são também desinfetantes eficazes,. O
etanol, por exemplo, dependendo da onde tração e do tempo de exposição
empregados.( MADIGAN, 2016 )
Os halogênios, particularmente o iodo e o cloro, são agentes antimicrobianos
eficazes, tanto isoladamente quanto como constituintes de compostos orgânicos e
inorgânicos. O iodo é um dos antissépticos mais antigos e mais eficazes, sendo
eficiente contra todos os tipos de bactérias. Os álcoois matam efetivamente as
bactérias e fungos, seu mecanismo de ação é a desnaturação de proteínas, mas
também pode romper membranas e dissolver lipídeos. O sabão tem pouco valor
como antisséptico, mas tem função importante na remoção mecânica dos
microrganismos pela esfregação, junto com a água, o sabão remove o óleo
emulsificado e os resíduos fazendo com que sejam eliminados a medida que a pele
e lavada. ( TORTORA, 2012 )
5
2. OBJETIVO
Detectar o tipo de bactéria que as mãos possuem antes da lavagem
2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
– Detectar a eficácia da lavagem com sabão e água
– Detectar a eficácia da lavagem das mãos com álcool 70%
– Detectar a eficácia da lavagem das mãos com álcool iodado
6
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1. MATERIAIS UTILIZADOS
Foram utilizados os seguintes materiais para a prática realizada:
* Meio de cultura
* Água
* Álcool 70%
* Álcool iodado
* Salina
* Lâmina
* Alça de inoculação
* Sabão
* Chama
A partir das proporções configuradas pelo docente, coletou-se as
amostras para o inicio da prática.
7
3.2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
No primeiro dia de prática, foi realizado o procedimento de lavagem das mãos.
O meio de cultura foi dividido em partes numeradas de 1 a 4, onde cada uma delas
mostraria a quantidade de bactérias existentes nas mãos antes e depois da
antissepsia. No espaço 1, o aluno tocou delicadamente o meio com as mãos sem
nenhuma lavagem; no 2, a aluna tocou o meio com as mãos lavadas com água e
sabão; no 3, o meio foi tocado com as mãos lavadas apenas com álcool; e no 4, foi
tocado com as mãos lavadas com álcool iodado.
Na aula seguinte, foi utilizada a alça de inoculação, aquecida na chama, para
retirar uma quantidade de bactéria do meio de cultura. Foi colocada uma gota de
solução salina na lâmina e, logo após, a bactéria foi colocada cuidadosamente sobre
ela.
Após a bactéria ter sido devidamente espalhada sobre a lâmina, ela foi levada
para aquecer até secar a salina que havia sobre sua superfície. Depois desse passo,
a lâmina passou pelo processo de coloração e, em seguida, foi visualizada no
microscópio.
8
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram alcançados os seguintes resultados após a lavagem de mãos:
No espaço 1 onde foi colocada a mão sem lavar, foram detectadas bactérias
gram-negativas, as quais podem ser transmitidas para outras pessoas e podem
causar doenças.
No espaço 2 que foi colocado a mão lavada com água e sabão foi encontrada
uma quantidade menor de bactérias devido a ação do sabão que elimina resíduos
indesejados no momento da lavagem.
No espaço 3 e 4, os quais foram lavados respectivamente com álcool 70% e
álcool iodado, não foi encontrado nenhum tipo de bactéria devido a grande eficácia da
ação antisséptica do álcool e do iodo que eliminam todos os tipos de bactéria.
9
5. CONCLUSÃO
A partir dos resultados obtido no experimento, foi demonstrado de forma clara
que a maior eficácia foi mostrada nos espaços que foram higienizados com os
antissépticos. Ficou concluído que a lavagem fita com água e sabão teve eficácia,
mas apresentou apenas uma redução na quantidade de bactérias encontradas nas
mãos. Enquanto a maior eficácia foi observada após a lavagem com os antissépticos
álcool 70% e álcool iodado, que removeram todos e quaisquer tipos de bactérias
encontrados antes nas mãos do individuo. Reforçando assim, que o uso de
antissépticos é essencial para se obter o melhor nível de higiene e controle de
microrganismos.
10
6. ANEXOS
(Bico de Bunsen, placa de Petri e caixa de fósforos prontos para o início da prática)
(Placa de Petri quadriculada para semeadura em quatro quadrantes)
(Mãos em destaque após aplicação da tintura (iodopovidona ou corante) para simular microrganismos)
11
(Lavagem das mãos com sabonete em processo de demonstração)
(Impressão digital da mão na placa de Petri antes e depois da lavagem)
12
REFERÊNCIAS
Fonte: Instituto Butantan [Link]
MADIGAN, M. T.; MARTINKO, J. M.; BENDER, K. S. et al. Microbiologia de Brock. Porto
Alegre: Grupo A, 2016.
TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia.10. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2012.
CENTRO UNIVERSITÁRIO FACID WYDEN
CURSO DE BIOMEDICINA E FARMÁCIA
JOÃO VICTOR MELO SILVA
ICARO LIMA MARQUES
LAVÍNNYA CÂNDIDA DE CARVALHO PEREIRA
MAÍRA BATISTA DO NASCIMENTO
MARIA EDUARDA DE CARVALHO FONTENELE
SARAH STEPHANY MOREIRA SANTOS
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO:
TIPAGEM SANHUÍNEA
Terezina- PI
2025
2
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO
IDENTIFICAÇÃO
Título: Amostragem e Tipagem Sanguinea
Discente(s): João Victor , Jessica Jamily, Icaro Lima, Lavínnya Candida ,Maíra Batista, Maria
Eduarda de Carvalho, Sarah Stephany
Docente(s): Ivisson Lucas
Unidade Curricular: disciplina envolvidas na elaboração do relatório.
Curso: Biomedicina e Farmácia
Período: 10/11/2025
Objetivo: Coletar e diferenciar os tipos sanguíneos..
3
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4
2. OBJETIVOS ......................................................................................................... 5
3. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................. ..6
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 8
5. CONCLUSÃO ......................................................................................................... 9
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 10
4
1. INTRODUÇÃO
A determinação dos grupos sanguíneos em amostras humanas é um
procedimento amplamente difundido em ambientes clínicos e laboratoriais. O
sangue, enquanto tecido líquido composto por hemácias, leucócitos e plaquetas,
apresenta antígenos específicos em sua superfície, que definem sistemas como
ABO e Rh, os quais são fundamentais para a compatibilidade transfusional
(DANIELS, 2013). A presença ou ausência desses antígenos pode desencadear
reações imunológicas importantes, visto que anticorpos naturais, particularmente no
sistema ABO, podem levar a hemólise imediata e complicações graves em
receptores de transfusão (REID; LOMAS-FRANCIS; OLSSON, 2012). A
compreensão dos grupos sanguíneos e a determinação correta de sua tipagem vêm
estimulando inúmeras pesquisas, experimentos e aplicações práticas na área
biomédica.
Nesta prática experimental, decidiu-se realizar a tipagem sanguínea utilizando
amostras previamente preparadas e reagentes sorológicos comerciais específicos
para a detecção dos antígenos A, B e Rh. As amostras foram submetidas a reações
de aglutinação imediata, seguindo os princípios clássicos da hematologia sorológica.
A utilização de amostras reais e reagentes padronizados conferiu autenticidade ao
experimento, possibilitando verificar, na prática, os conceitos previamente
aprendidos na teoria.
Além disso, para orientar o procedimento, considerou-se informações
descritas por Harmening (2018), de que as reações antígeno-anticorpo dependem de
fatores como temperatura, concentração dos reagentes e integridade das hemácias;
que anticorpos naturais do sistema ABO reagem prontamente em temperatura
ambiente; que a observação da aglutinação constitui o principal método para
identificação fenotípica sanguínea; e que o uso de soro anti-A, anti-B e anti-D
representa a forma mais direta e segura de determinar o grupo sanguíneo e o fator
Rh do indivíduo.
5
2. OBJETIVO
Coletar amostras sanguíneas e realizar a tipagem .
2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
– Detectar a presença ou ausência dos antígenos eritrocitários dos sistemas ABO e Rh.
– Determinar o fenótipo sanguíneo das amostras analisadas.
– Apontar a classificação final do grupo sanguíneo e do fator Rh com base nos resultados
sorológicos observados.
6
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1. MATERIAIS UTILIZADOS
Foram utilizados os seguintes materiais para a prática realizada:
* algodão
* álcool 70%
* lâminas
* ponteiras
* reagentes anti-A, anti-
B e anti-D
* luvas descartáveis
* lancetas
* amostras de sangue
A partir das proporções configuradas pelo docente, coletou-se as
amostras para o inicio da prática.
7
3.2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Para a realização do experimento, foram definidos quais estudantes seriam
responsáveis pela coleta das amostras e quais atuariam como fonte dessas coletas.
Em seguida, os discentes, utilizando luvas, manusearam as lancetas, torcendo suas
pontas e removendo-as. Posteriormente, posicionaram o corpo do instrumento acima
dos dedos dos estudantes, paralelamente à bancada, pressionando a lanceta para
que as pequenas agulhas internas perfurassem a derme, possibilitando a obtenção
das amostras sanguíneas.
Logo após, cada amostra foi depositada nas lâminas em três pequenas gotas,
de modo que posteriormente cada um dos reagentes — ANTI-A, ANTI-B e ANTI-D
— pudesse ser aplicado individualmente em cada gota. Após a aplicação dos
reagentes, as combinações foram homogenizadas com auxílio de uma pipeta e
levemente agitadas para otimizar a atuação dos reagentes.
Quanto à ação dos reagentes, concluiu-se que foi possível observar a
classificação dos tipos sanguíneos. Os dois primeiros reagentes permitiram
diferenciar entre os tipos A e B; o terceiro (ANTI-D) indicou o fator positivo ou
negativo. Ademais, a amostra poderia apresentar reação a ambos ANTI-A e ANTI-B,
caracterizando o tipo AB; apresentar reação apenas ao ANTI-D, correspondendo ao
tipo O positivo; ou não apresentar reação alguma, configurando o tipo O negativo.
8
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram alcançados os seguintes resultados nas pesquisas com as amostras
sanguinias :
1. Morfologia de células sanguíneas
A observação microscópica de lâminas previamente preparadas revelou
diferenças morfológicas importantes entre os leucócitos. Os eosinófilos apresentaram
citoplasma preenchidos por grânulos citoplasmáticos alaranjados e núcleo bilobulado.
Os basófilos apresentaram grânulos grandes, de coloração púrpura intensa no
citoplasma, que geralmente se sobrepõem ao núcleo. Já os monócitos apresentaram
dimensões maiores em comparação aos demais com citoplasma amplo e núcleo em
formato de rim.
Por fim, os linfócitos apresentaram núcleo grande e esférico que ocupava
quase todo o espaço celular, deixando pouco citoplasma visível. A observação das
lâminas permitiu compreender a diversidade morfológica dos leucócitos e sua relação
com as funções que desempenham no sistema imune, demonstrando como a forma
celular está intimamente ligada à especialização funcional.
2. Tipagem sanguínea
Na etapa de tipagem sanguínea, foram analisadas três amostras de sangue
coletadas dos próprios alunos. A primeira demonstrou ausência de aglutinação
com os soros anti-A e anti-B, mas reação positiva com o soro anti-D, sendo
classificada como O+.
Já a segunda apresentou aglutinação com os soros anti-A, anti-B e anti-D,
caracterizando o tipo AB+. Por fim, a terceira mostrou aglutinação com anti-B e anti-
D, correspondente ao
tipo B+.Os resultados confirmaram a eficácia do método de tipagem sanguínea
e destacaram a diversidade de grupos sanguíneos entre os participantes. Também
enfatizaram a importância do reconhecimento dos fatores ABO e Rh em
procedimentos médicos e laboratoriais, especialmente em transfusões e gravidez,
onde a compatibilidade sanguínea é crucial
9
5. CONCLUSÃO
A prática permitiu realizar a tipagem sanguínea de forma simples, constatando
a importância da reação antígeno-anticorpo na determinação do grupo sanguíneo e
do fator Rh e reforçando-a como procedimento indispensável em transfusões,
doações e procedimentos cirúrgicos.
A atividade também possibilitou a identificação morfológica das células
sanguíneas e a compreensão das suas características funcionais, destacando
a importância da observação microscópica na rotina laboratorial. Dessarte, o estudo
contribuiu para o desenvolvimento de habilidades técnicas e interpretativas,
aproximando os discentes do contexto profissional da saúde e reforçando a
importância da observação e da precisão nas análises.
10
6. ANEXOS
( Tipagem sanguínea- Neutrofilos- 40x microscópio)
( Amostragem sanguínea em contato com os reagentes ANTI-A, ANTI-B, ANTI-D)
11
(Amostras de sangue dispostas em uma lâmina de vidro para realizar o teste de tipagem sanguínea
(ABO e Rh))
12
REFERÊNCIAS
VERA, Sonia Garcia. O Caminho dos Coliformes. 2. DANIELS, G. Human Blood Groups. 3.
ed. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2013.
REID, M. E.; LOMAS-FRANCIS, C.; OLSSON, M. L. The Blood Group Antigen FactsBook. 3.
ed. San Diego: Academic Press, 2012.
HARMENING, D. M. Modern Blood Banking and Transfusion Practices. 7. ed. Philadelphia:
F.A. Davis Company, 2018.
.
CENTRO UNIVERSITÁRIO FACID WYDEN
CURSO DE BIOMEDICINA E FARMÁCIA
JOÃO VICTOR MELO SILVA
ICARO LIMA MARQUES
LAVÍNNYA CÂNDIDA DE CARVALHO PEREIRA
MAÍRA BATISTA DO NASCIMENTO
MARIA EDUARDA DE CARVALHO FONTENELE
SARAH STEPHANY MOREIRA SANTOS
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO:
ANTIBIOGRAMA
Teresina- PI
2025
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RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO
IDENTIFICAÇÃO
Título: Coloração de gram
Discente(s): João Victor , Jessica Jamily, Icaro Lima, Lavínnya Candida , Maíra Batista, Maria
Eduarda de Carvalho, Sarah Stephany
Docente(s): Ivisson Lucas
Unidade Curricular: Microbiologia e imunologia.
Curso: Biomedicina e Farmácia
Período: 20/10/2025
Objetivo: Diferenciação de bacterias...
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4
2. OBJETIVOS ......................................................................................................... 5
3. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................. ..6
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 8
5. CONCLUSÃO ......................................................................................................... 9
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 10
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1. INTRODUÇÃO
O avanço da resistência bacteriana a antimicrobianos representa uma das
maiores ameaças à saúde pública global no século XXI, comprometendo a eficácia
de tratamentos essenciais e aumentando a morbidade e mortalidade por infecções.
Nesse contexto crítico, o Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA),
clinicamente conhecido como antibiograma, emerge como uma ferramenta
laboratorial indispensável (Truong et al., 2021).
O antibiograma é um procedimento padronizado de diagnóstico
microbiológico que tem por finalidade determinar in vitro se uma bactéria isolada de
uma amostra clínica (como sangue, urina ou secreções) é sensível ou resistente a
uma determinada lista de agentes antimicrobianos. A determinação da sensibilidade
é crucial, pois permite ao médico assistente tomar decisões terapêuticas informadas,
escolhendo o antibiótico mais eficaz para erradicar o patógeno, evitando assim o uso
de medicamentos inócuos e a falha no tratamento (Jorgensen et al., 2009; Luo et al.,
2022).
Existem diversas metodologias para a realização do antibiograma, sendo o
método de disco-difusão em ágar (Kirby-Bauer) e a determinação da Concentração
Inibitória Mínima (MIC) por microdiluição os mais amplamente empregados (Luo et
al., 2022). Além de guiar o tratamento individual, o antibiograma fornece dados
fundamentais para a vigilância epidemiológica. Quando compilados e analisados em
relatórios estatísticos periódicos, esses dados compõem o antibiograma cumulativo,
uma fonte essencial para o desenvolvimento de diretrizes institucionais de terapia
empírica e para a implementação de programas de Antimicrobial Stewardship
(Hindler & Stelling, 2007).
Dessa forma, a acurácia, a padronização e o uso inteligente do antibiograma
são pilares na luta contra a resistência microbiana e são vitais para a manutenção da
eficácia dos antimicrobianos na medicina moderna.
5
2. OBJETIVO
Identificar o perfil de sensibilidade de bactérias a determinados antibióticos .
.
2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
– Visualizar qual antibiótico apresenta melhor eficácia em dado meio bacteriano
– Monitorar a resistência antimicrobiana
– Determinar sensibilidade bacteriana
6
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1. MATERIAIS UTILIZADOS
Foram utilizados os seguintes materiais para a prática realizada:
*1 l Meio de cultura BHI
1 l Meio de cultura
Mueller Hinton
Agitador vórtex
Alça inoculadora
Fósforo
Bico de Bunsen
Pinça metálica
Jaleco
Mascara
Touca
Luvas
Swabs descartáveis
Solução salina
Tubo de cultura
1 l Disco de Tetraciclina
1 l Disco de
Gentamicina
1 l Disco de
Cloranfenicol
Régua
7
3.2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Durante a prática de antibiograma, procedimento feito para identificar a quais
antibióticos as bactérias sao reistentes ou sensíveis, utilizou-se um meio de cultura
contendo colônias bacterianas isoladas. Com o auxílio de uma alça de inoculação
esterilizada, os alunos manusearam cuidadosamente o meio de cultura colocando-o
atras da chama e logo após realizou-se a coleta da bactéria, que foi transferida para
um tubo de ensaio contendo solução salina. A mistura foi levada a um agitador até
que a suspensão atingisse a turbidez adequada.
Posteriormente, imergiu-se um swab estéril na suspensão bacteriana e, após
a remoção do excesso de líquido contra as paredes do tubo, foi devidamente
espalhado em todo o meio de cultura. Uma vez que a bactéria foi espalhada
uniformemente pela superfície do meio, utilizou-se uma pinça esterilizada para a
aplicação de discos de papel contendo diferentes tipos de antibióticos, foram postos
discos de Tetraciclina (30\mu g), Gentamicina (10\mu g) e Cloranfenicol (30\mu g). O
material foi incubado para a bactéria reagir para após 24h ser feito a interpretação do
resultado. O resultado é interpretado observando-se o halo de inibição que é a área
de crescimento bacteriano impedido ao redor dos discos, um halo grande indica que
o antibiótico se difundiu bem ao meio e inibiu com grande eficácia o crescimento
microbiano significando que o mocrorganisco é mais sensível a essa medicação e
que o tratamento com ela é eficaz, e um halo menor ou inexistente indica que o
antibiótico não teve eficácia e não inibiu crescimento bacteriano, indicando que
aquela bactéria é resistente a substância e que o tratamento com ela não será
recomendado. A interpretação do halo foi feita com a ajuda de régua e uma tabela
que indicava em milímetros a medida do diâmetro de uma extremidades a outra da
zona de inibição passando pelo centro do disco de antibiótico.
8
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na análise do antibiograma, três diferentes tipos de antibióticos foram
testados em culturas bacterianas semeadas no meio de cultura Mueller-Hinton,
padrão para esse tipo de análise, pois sua composição garante a difusão precisa
dos antibióticos. Os compostos avaliados foram: Tetraciclina, Gentamicina e
Cloranfenicol.
Após o período de incubação, observaram-se halos de inibição bem
delimitados ao redor de todos os discos, indicando que os fármacos foram eficazes
em inibir o crescimento bacteriano.
Depois de uma análise apenas visual, nesta prática foi possível registrar os
valores dos diâmetros dos halos, que foram:
• TET 30: 35 mm (sensível)
• CLO 30: 33 mm (sensível)
• GEN 10: 23 mm (sensível)
Esses valores estão de acordo com os critérios do CLSI de Antibiograma,
permitindo classificá-los de forma objetiva como sensíveis (S). A presença de halos
amplos reforça a eficácia das substâncias testadas e demonstra que esse isolado
específico de bactérias não apresenta mecanismos de resistência aos antibióticos
avaliados.
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5. CONCLUSÃO
Com base nos resultados da análise do antibiograma utilizando o meio de
cultura padrão Mueller-Hinton conclui-se que o isolado bacteriano testado
demonstrou ser sensível S a todos os três antibióticos avaliados Tetraciclina TET 30
Cloranfenicol CLO 30 e Gentamicina GEN 10.
Esses valores são superiores aos pontos de corte de resistência
estabelecidos pelo CLSI confirmando a classificação de sensível para todos os
fármacos A presença de halos amplos e bem definidos indica uma alta eficácia in
vitro das substâncias testadas contra esta bactéria específica.
O resultado sugere fortemente que este isolado bacteriano não possui
mecanismos de resistência significativos contra a Tetraciclina o Cloranfenicol e a
Gentamicina Portanto os três antibióticos seriam opções terapêuticas clinicamente
eficazes para o tratamento de infecções causadas por este microrganismo em
particular.
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6. ANEXOS
( Placa de Petri com teste de antibiograma (Método de Difusão em Ágar)
(Semeando a bactéria na placa para testar os antibióticos)
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REFERÊNCIAS.
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antibiogram: key considerations for its development and utilization. J Antimicrob Chemother.
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orgensen JH, Ferraro MJ. Antimicrobial susceptibility testing: a review of general principles and
contemporary practices. Clin Infect Dis. 2009 Nov 1
Luo Y, Liu Y, Jin M. Antimicrobial Susceptibility Testing: A Comprehensive Review of Currently
Used Methods. J Lab Autom. 2022 May 21
Hindler JF, Stelling J. Analysis and presentation of cumulative antibiograms: a new consensus
guideline from the Clinical and Laboratory Standards Institute. Clin Infect Dis. 2007 Mar 1