Introdução (apresentar grupo e isso)
Os halogênios correspondem ao grupo 17 (antigo 7A) da tabela periódica e são
formados pelos elementos flúor, cloro, bromo, iodo, astato e tenesso. Todos
pertencem ao grupo dos não-metais, caracterizando-se por sua alta reatividade
química. Junto aos gases nobres (grupo 18), os halogênios compõem uma das
poucas famílias formadas exclusivamente por elementos não metálicos, o que os
torna um conjunto único dentro da tabela periódica.
O termo “halogênio” tem origem no grego háls (sal) e gennáo (produzir), que
significa “formador de sais”. Além disso, o tenesso, elemento mais recente do grupo,
era anteriormente conhecido como ununséptio.
(Não metais: Os não metais são elementos que se diferenciam por não
apresentarem características típicas dos metais, como brilho, maleabilidade ou boa
condução de calor e eletricidade.)
Características (Alek e Estherzão)
Os halogênios reagem prontamente com metais alcalinos e alcalino-terrosos, que
têm tendência a doar elétrons, formando sais como o cloreto de sódio (NaCl).
Também podem reagir com outros metais e, em condições especiais, até mesmo
com gases nobres, como o xenônio, produzindo compostos raros e altamente
energéticos.
Outra característica marcante é que todos os halogênios existem naturalmente na
forma de moléculas diatômicas (X₂), como F₂, Cl₂, Br₂ e I₂, devido à forte tendência de
compartilharem elétrons entre si.
Na natureza, esses elementos estão presentes em baixas concentrações —
geralmente na faixa de partes por bilhão (ppb) — tanto na crosta terrestre quanto
nos oceanos. O flúor, por exemplo, é o mais abundante do grupo e ocorre
principalmente em minerais como fluorita (CaF₂), criolita (Na₃[AlF₆]) e fluorapatita
(Ca₅F(PO₄)₃F). Já o astato é considerado o elemento mais raro da crosta terrestre,
estando presente apenas em quantidades traço, como produto do decaimento
radioativo de outros elementos pesados.
Do ponto de vista físico, há uma variação gradual no estado físico ao longo do
grupo: o flúor e o cloro são gases, o bromo é líquido e o iodo é sólido à temperatura
ambiente — uma tendência típica dos não-metais conforme se desce no grupo.
Propriedades Únicas (Pavião e Jhob)
Os elementos químicos presentes nos halogênios (grupo 17) são encontrados na
natureza formando moléculas diatômicas.
Devido à sua elevada reatividade, os halogênios combinam-se facilmente com a
maioria dos outros elementos e, por conta disso, nunca são encontrados de forma
não combinada (pura ou isolada) na natureza.
O grupo também é marcado por elevadas energias de ionização, eletronegatividades
e afinidades eletrônicas. Isso é uma consequência de os halogênios estarem a
apenas um elétron de alcançar a mesma configuração eletrônica estável que o
grupo dos gases nobres possui.
Em relação aos seus estados de oxidação (números de oxidação), todos os
halogênios (com exceção do flúor e do astato) podem apresentar valores tanto
negativos (geralmente -1) quanto positivos (+1, +3, +5, +7).
Elementos (Nina e John)
Flúor
Símbolo: F
Número atômico: 9
Período: 2°
Massa atômica: ≈ 19 u (unidade de massa atômica)
O flúor é um gás de cor amarelo-pálida que contém um odor forte e penetrante. Uma
de suas particularidades é ser o elemento mais eletronegativo da tabela periódica,
ou seja, ele possui uma capacidade elevada de atrair elétrons. Tal característica o
torna altamente reativo e capaz de formar compostos facilmente.
O halogênio mais abundante da crosta terrestre é também um dos únicos do grupo
dos halogênios que se apresenta na forma gasosa em temperatura ambiente.
Em grandes quantidades, o flúor pode ser tóxico para os seres humanos. Entretanto,
em doses controladas, é seguro e benéfico para a saúde dental.
(Benefícios: Fortalecimento do esmalte dental, prevenção de cáries,
remineralização, ação antibacteriana e saúde óssea)
Cloro
Símbolo: Cl
Número atômico: 17
Período: 3°
Massa atômica: 35,45 u
O cloro é um gás amarelo-esverdeado e o segundo elemento mais leve entre os
halogênios. Altamente reativo, combina-se facilmente com outros elementos, sendo
encontrado na natureza principalmente sob a forma de cloreto de sódio (o sal de
cozinha).
Possui forte ação desinfetante, capaz de eliminar micro-organismos como bactérias
e fungos presentes na água, o que o torna essencial no tratamento de água potável
e em produtos de limpeza. No entanto, em altas concentrações, o cloro é tóxico e
pode causar irritação nos olhos, na pele e no sistema respiratório.
Historicamente, o elemento também teve um uso trágico: durante a Primeira Guerra
Mundial, o gás cloro foi empregado como arma química. Hoje, seu uso com esse
propósito é proibido pela Convenção sobre Armas Químicas.
(Do grego chloros (amarelo-esverdeado), devido à cor do gás.)
Bromo
Símbolo: Br
Número atômico: 35
Período: 4°
Massa atômica: ≈ 80 u
O bromo é, em temperatura ambiente, um líquido de coloração vermelha
amarronzada. Esse é o único elemento da família dos halogênios que se apresenta
na forma líquida em condições normais de temperatura e pressão.
Em sua forma pura, é considerado um útil agente oxidante. No entanto, é uma
substância tóxica que, quando em contato com o ser humano, pode provocar
reações alérgicas nos olhos, pele, membranas mucosas, tecidos e na garganta.
(Deriva do grego antigo "brômos", que significa "mau cheiro" ou "fedor".)
Iodo
Símbolo: I
Número atômico: 53
Período: 5°
Massa atômica: 126,90 u
O iodo é um sólido preto-púrpura brilhante sólido em temperatura ambiente. Seu
traço mais notável é que, quando aquecido, sublima formando um vapor púrpura.
Dentre os elementos que compõem o grupo 17, é o menos reativo, bem como o
mais eletropositivo de todos os elementos de seu grupo, o que significa que tende a
perder elétrons e formar íons positivos durante reações.
Este elemento exerce um papel fundamental na saúde humana, ao regular o
metabolismo, o crescimento físico e o desenvolvimento cerebral, e a sua falta pode
gerar uma doença chamada bócio e, por isso, muitas vezes é acrescentado no sal
de cozinha (cloreto de sódio).
Astato
Símbolo: At
Número atômico: 85
Período: 6°
Massa atômica: 210 u
O astato é um elemento que, em temperatura ambiente, é encontrado na forma
sólida. Tal é extremamente reativo e, em sua família, é considerado o mais pesado e
oxidante.
É de difícil acesso na natureza, sendo somente encontrado em quantidades mínimas
após a desintegração radioativa de minerais de urânio e tório. Por ser raro, é
produzido artificialmente em laboratório mediante o bombardeamento do bismuto ou
bismuto-209 com partículas alfa.
Todavia, ainda se sabe pouco sobre este elemento em razão da dificuldade de
estudá-lo, uma vez que todos os seus isótopos são radioativos, o que significa que
emitem radiação durante a sua desintegração nuclear.
Tenesso
Símbolo: Ts
Número atômico: 117
Período: 7°
Massa atômica: provavelmente 294 u
O tenesso foi um dos quatro últimos elementos a serem oficializados pela União
Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac) em sua Tabela Periódica, sendo
produzido pela primeira vez em 2009 e confirmado em dezembro de 2015.
A maior parte do que se sabe sobre o tenesso é mediante predições teóricas e
dados experimentais limitados. Isto ocorre pois é um elemento altamente instável,
quando é produzido em laboratório por meio de reações nucleares, sofre decaimento
radioativo em poucos segundos ou até milissegundos. Ademais, trata-se de um
elemento radioativo e de curta vida útil (cerca de 14 a 78 milissegundos).
(Decaimento radioativo: processo natural no qual um núcleo atômico instável emite
radiação (partículas ou energia) para se transformar em um núcleo mais estável.)
Aplicações no cotidiano
Flúor (John e/ou Jhob):
Cloro (Estherzão):
Bromo (Nina):
O bromo é um elemento bastante versátil, presente em várias áreas. Um dos usos
mais comuns é na formulação de retardantes de chama, incorporados a plásticos,
equipamentos eletrônicos e tecidos para diminuir a inflamabilidade e dificultar a
propagação do fogo. Devido à sua forte ação antimicrobiana, também é aplicado no
tratamento de água em piscinas, spas e sistemas de resfriamento, ajudando a
eliminar bactérias, algas, vírus e outras impurezas.
Além disso, o bromo tem espaço na indústria farmacêutica, participando da síntese
de sedativos, antiepiléticos e antissépticos. Ele ainda marca presença na produção
de corantes, em práticas agrícolas e em processos fotográficos.
Iodo (Pavião):
O iodo (número atômico 53) é bastante usado na confecção de compostos orgânicos
em sua composição final. E outros usos deste elemento envolve: Utilização do
iodeto de potássio na indústria fotográfica, apesar da prática ter diminuído com o
avanço das câmeras digitais.
Este pode ser utilizado como contraste em exames radiológicos, e também é
essencial para o nosso funcionamento, pois, graças à ordem da Organização
Mundial da Saúde (OMS), o iodo é adicionado ao sal de cozinha com o intuito de
conter o surto de bócio, que é causado pela deficiência de iodo.
Astato (Alek):
O astato praticamente não possui aplicações no dia a dia, devido à sua extrema
raridade, instabilidade e alta [Link] únicas utilizações conhecidas e
mais relevantes estão restritas principalmente à medicina nuclear, especialmente na
terapia alfa direcionada para tratamento de câncer, onde o isótopo astato-211 é
usado para destruir células cancerígenas com alta precisão, minimizando danos aos
tecidos sadios.
Referência
NOVAIS, Stéfano Araújo. "Halogênios"; Brasil Escola. Disponível em:
[Link] Acesso em 07 de novembro
de 2025.