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Cultura Diversificada de Angola

Angola é um país com rica diversidade cultural, refletida em suas línguas, música, dança, artesanato e gastronomia, que são influenciadas por tradições africanas e colonização portuguesa. A literatura angolana aborda temas como a experiência colonial e a busca por identidade nacional, destacando autores como Luandino Vieira e Pepetela. Rituais e festas desempenham um papel crucial na preservação da cultura e tradições angolanas.
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Cultura Diversificada de Angola

Angola é um país com rica diversidade cultural, refletida em suas línguas, música, dança, artesanato e gastronomia, que são influenciadas por tradições africanas e colonização portuguesa. A literatura angolana aborda temas como a experiência colonial e a busca por identidade nacional, destacando autores como Luandino Vieira e Pepetela. Rituais e festas desempenham um papel crucial na preservação da cultura e tradições angolanas.
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INTRODUÇÃO

Angola é uma terra de rica diversidade cultural, onde as diferenças entre os povos
representam não apenas uma herança histórica, mas também um alicerce para a construção da
unidade nacional.
Esta diversidade, expressa em línguas, costumes, danças e crenças, constitui uma
ponte que conecta o passado, o presente e o futuro do povo angolano. As manifestações
culturais variam de região para região, elas formam um mosaico único.

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DESENVOLVIMENTO
A história e cultura de Angola são profundamente marcadas pela influência portuguesa
e pelas diversas tradições dos povos nativos, especialmente os Bantu e os Khoisan. A cultura
angolana é uma mistura complexa, que engloba elementos de tradições ancestrais, influências
europeias e, mais recentemente, a diáspora africana e a globalização.
LÍNGUAS
Em Angola, o português é a língua oficial, mas existem também várias línguas
nacionais (também chamadas de dialetos). As mais faladas incluem o Kikongo, Kimbundo,
Tchokwe, Umbundo, Mbunda, Kwanyama, Nhaneca, Fiote e Nganguela.
Além do português, Angola tem uma diversidade de línguas nacionais, que refletem a
rica herança cultural e étnica do país.
As línguas mais faladas e consideradas como línguas nacionais incluem:
Kikongo: Falada principalmente no norte de Angola.
Kimbundo: Falada principalmente no centro de Angola.
Tchokwe: Falada principalmente no leste de Angola.
Umbundo: Falada principalmente no sul de Angola.
Mbunda: Falada principalmente no sul de Angola.
Kwanyama: Falada no norte de Angola.
Nhaneca: Falada no leste de Angola.
Fiote: Falada no norte de Angola.

MÚSICA E DANÇA
A música e dança angolana são expressões culturais ricas e diversificadas, refletindo a
história e a identidade do país. A semba, o kuduro e a kizomba são alguns dos estilos mais
conhecidos, com raízes profundas nas tradições africanas e na influência da colonização
portuguesa.
Semba:
É uma dança e música tradicional angolana, com origens nas comunidades do povo
banto. A palavra “semba” significa “umbigada” em quimbundo, uma das línguas de Angola. A
semba é caracterizada por movimentos de contato entre o homem e a mulher, com foco na
região abdominal.

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Kuduro:
Um gênero musical e estilo de dança moderno, com origem em Luanda nos anos 80 e
90. É uma mistura de ritmos africanos tradicionais, influências de música eletrónica (house,
techno) e estilos locais como a música de carnaval angolana. O kuduro representa um
movimento cultural urbano que expressa a identidade jovem angolana.
Kizomba:
Uma dança de origem angolana, popularizada em Luanda e que se espalhou para
outros países africanos e além. A kizomba tem influências da semba e de outros géneros
musicais como o zouk. É caracterizada por movimentos de contato entre o casal, com uma
atmosfera romântica e sensual.
Além da semba, kuduro e kizomba, outros géneros musicais e de dança angolanos
incluem a rebita (acordeão e harmónica), a kazukuta, a quilapanga e a kabetula. A música
angolana também inclui estilos como o merengue, o zouk e o rap.
A música e a dança angolana foram influenciadas por diversos fatores, como as
tradições africanas, a colonização portuguesa e a música eletrónica. A influência da
colonização portuguesa é evidente em estilos como a semba e a rebita, que têm raízes nas
músicas e danças tradicionais angolanas. A música eletrónica influenciou o surgimento do
kuduro e a kizomba.
A música angolana utiliza diversos instrumentos musicais tradicionais, como o ungo
(berimbau), a mbira, os tambores e outros instrumentos de percussão.

ARTESANATO
O artesanato angolano é rico e diversificado, refletindo a tradição e cultura de cada
região. É comum encontrar trabalhos em madeira, cestaria, couro e cerâmica, com destaque
para esculturas, máscaras, roupas e bijuterias. Cada grupo étnico-linguístico tem seus próprios
traços artísticos, como a famosa “Pensador de Chócue”.

GASTRONOMIA
A culinária tradicional de Angola é influenciada pela Culinária de Portugal, tendo
também recebido nos últimos anos uma forte influência da culinária brasileira.
Os ingredientes mais comumente utilizados são cereais cultivados há séculos no país,
entre eles sorgo, painço e milho, além de feijão frade, lentilha, inhame, dinhungo (abóbora-
carneira) e quiabo. Entre as frutas, os destaques são para a melancia, o tamarindo e a múcua
(fruto do imbondeiro). O azeite de dendê (óleo de palma) é importante no preparo de várias
receitas.

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O prato mais popular em Angola é o funge ou funji, uma massa cozida de farinha de
milho ou de mandioca. Pode acompanhar carne ou peixe. Outra receita tradicional é a
muamba, que pode ser preparados com galinha, e peixes.

Pratos típicos
Além do funge e da muamba, fazem parte da cozinha tradicional angolana, entre
outros:
 Calulu
 Cocada
 Quissangua (bebida preparada com água, farinha de mandioca e açúcar)
 Feijão com óleo de palma
 Gonguenha (feijão, abóbora e caldo de ossos)
 Moqueca
 Mututo (planta cujas folhas são preparadas como guisado, tempearado
com tomate, cebola, alho e louro)
 Mufete
 Pirão
 Quibeba (guisado de choco, peixe, feijão ou carne seca, acompanhado
de mandioca, batata-doce ou dinhungo)
 Sumatena ou Súmate (peixe seco ou carne seca assado na brasa, com
molho de água morna dinhungo)
 Cabritê ( carne de cabrito grelhada, geralmente acompanhada com a
quiquanga)
 Magoga ( frango frito desfiado no pão com sala de cenora e repolho)

LITERATURA
A literatura angolana, com suas origens na escrita colonial e o florescimento posterior
com o movimento Novos Intelectuais de Angola, reflete a história e a cultura do país,
abordando temas como a experiência colonial, a luta pela independência e a busca por
identidade nacional. A literatura angolana desempenhou um papel crucial na superação do
estatuto colonial, ecoando o grito de liberdade e expressando a tensão entre a sociedade
colonial europeia e a africana.
Principais Autores e Obras:
Luandino Vieira:
Autor de obras como “Luuanda” e “A Vida Verdadeira de Domingos Xavier”, que
abordam a experiência colonial e a identidade angolana.
Pepetela:

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Escritor conhecido por “Vadius”, que aborda a experiência da violência e da luta na
guerra colonial.
José Eduardo Agualusa:
Autor de obras como “Nzinga Mbandi” e “Rainha Ginga”, que exploram a história e a
resistência de Angola no período colonial.
António Jacinto:
Autor de “Fábulas de Sanji”, que reflete a tradição oral angolana e a cultura africana.
RITUAIS E COSTUMES
Em Angola, rituais e festas são elementos cruciais da cultura e identidade do povo. São
expressões culturais que refletem as tradições, crenças e história angolana, com as Festas do
Mar, o Carnaval e a Festa da Nossa Senhora da Muxima sendo exemplos marcantes. Além
disso, os rituais de casamento, como o alambamento, são importantes para a formação da
família e a transmissão de valores culturais.
A realização dos rituais e das festas contribui para a preservação da cultura angolana e
a manutenção das tradições.

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CONCLUSÃO
Angola apresenta uma grande riqueza cultural derivada das diversas etnias que
compõem a sua população. Cada uma delas possui um conjunto de costumes e tradições
próprio que contribui para a formação do quadro nacional.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ABDALA JUNIOR, Benjamim. “Panorama histórico da literatura ango


Organizadoras: Rita Chaves e Tania Macedo. São Paulo: Alameda, 2006.
lana”. In: Marcas da diferença: as literaturas africanas de língua portuguesa.
pp.211216

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