LTCAT: Laudo de Condições de Trabalho
LTCAT: Laudo de Condições de Trabalho
LTCAT
Laudo Técnico das Condições
Ambientais do Trabalho
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AUTO POSTO POTIRAGUA LTDA (AUTO POSTO POTIRAGUA LTDA - POSTO POTIRAGUA) (Grau de Risco:
Empregador:
3)
Endereço: Av Joao Durval Carneiro, nº 30, Gilberto Oliveira, Potiraguá, Bahia, 45790-000
CNPJ: 06.283.707/0001-39 Telefone: Não informado
CNAE: (4731-8/00) Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores
SUMÁRIO
1 – OBJETIVO
2 – CONDIÇÕES PRELIMINARES
3- RECONHECIMENTO DO EMPREENDIMENTO
7- METODOLOGIA
7.3.3 QUÍMICOS
8 - RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS
10 - MEDIDAS METIGADORAS
13 - APONSETADORIA ESPECIAL
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14 - CONCLUSÃO
15 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
16.1 BETEX
16.2 DOSIMETRIA
17 -CERTIFICADOS DE CALIBRAÇÃO
19 - RESPONSABILIDADE TÉCNICA
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1 – OBJETIVO
Este laudo tem como objetivo avaliar as atividades exercidas pelo trabalhador no exercício de suas funções e/ou atividades,
determinando se o mesmo esteve exposto a agentes nocivos, com potencialidade de causar danos à saúde ou a sua integridade
física, os quais caracterizam o recebimento do adicional de insalubridade em conformidade com os parâmetros estabelecidos na
legislação vigente (Normas Regulamentadoras do ministério do trabalho e emprego e as Normas de higiene ocupacional).
O LTCAT é, portanto, o documento necessário para o requerimento e encaminhamento da aposentadoria especial. A elaboração do
LTCAT foi embasada nas legislações previdenciárias vigentes e nas Normas Regulamentadoras (NR) 09, 15 e 16.
2 – CONDIÇÕES PRELIMINARES
De acordo com contrato de prestação de serviços entre a empresa Soluções Rocha, representada nesse documento pela Engenheira
de Segurança do Trabalho Juliana Ricelli Loiola Leal e o CONTRANTE para elaboração do Laudo Técnico de Condições Ambientais do
Trabalho – LTCAT, que realizou a medição e avaliação dos agentes ambientais.
É importante ressaltar que a Empresa Soluções Rocha e a Engenheira não se responsabilizam em relação ao estabelecimento quanto
à eficácia das medidas de controle implantadas, e nem no uso de equipamento de proteção individual entre outros, já que a mesma
passou os treinamentos e todas as orientações devidas para os funcionários de como proceder de forma devida para neutralizar os
efeitos do agentes nocivos à saúde, ficando sob responsabilidade do empregador o fornecimento dos EPI (Equipamentos de
Proteção Individuais) e cobrar o uso dos seu funcionários, e os mesmos usarem de forma correta os meios de proteção.
3. RECONHECIMENTO DO EMPREENDIMENTO
GHE: O grupo homogêneo de Exposição corresponde a um agrupamento dos trabalhadores em uma empresa que estão sujeitos a
exposição similares a um determinado agente de risco. A homogeneidade pode ser estabelecida a partir de uma amostra aleatória
de membros do GHE, quando sujeito ao risco em proporção semelhante, ainda que em dias diferentes.
CARGO: É a posição que o empregado ocupa na empresa, que seja da sua responsabilidade e tenha o devido compromisso.
FUNÇÃO: É o trabalho ou tarefas que o empregado executa efetivamente, que têm as obrigações a cumprir e papel a desempenhar.
ATIVIDADE: São as tarefas que prevalecem a uma determinada função. São aquelas importantes sob o ponto de vista de prevenção
aos riscos á saúde ou integridade física do trabalhador.
LOCAIS DE TRABALHO: São os locais o que o trabalhador irá permanecer durante sua jornada de trabalho.
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Para classificação da ocorrência, deve ser consultada a tabela de classificação dos Agentes Nocivos (Anexo IV do regulamento da
Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3048/99). Para comprovar que o trabalhador está exposto a agentes nocivos é necessário
que a empresa mantenha o perfil profissiográfico previdenciário (PPP), conforme disposto no art. 58, da Lei 8213/91.
GFIP – Guia do Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações Previdenciárias, instituído pela Lei 9.528 de
10/12/97. Para trabalhadores com apenas um vínculo empregatício (ou uma fonte pagadora):
Código 00 - Indicativo de não ter havido em nenhum momento exposição a qualquer agente nocivo. Trabalhador nunca
esteve exposto.
Código 01 - Indicativo de ter havido em algum momento exposição a algum agente nocivo, mas posteriormente devidamente
neutralizado.
Código 02 - Indicativo de exposição dos trabalhadores a algum agente nocivo (aposentadoria especial aos 15 anos de
trabalho).
Código 03 - Indicativo de exposição dos trabalhadores a algum agente nocivo (aposentadoria especial aos 20 anos de
trabalho).
Código 04 - Indicativo de exposição dos trabalhadores a algum agente nocivo (aposentadoria especial aos 25 anos de
trabalho).
Repercussão econômica:
Para trabalhadores com mais de um vínculo empregatício (ou mais de uma fonte pagadora):
Código 05 - Indicativo de não ter havido em nenhum momento exposição a qualquer agente nocivo. Trabalhador nunca
esteve exposto.
Código 06 - Indicativo de exposição dos trabalhadores a algum agente nocivo (aposentadoria especial aos 15 anos de
trabalho).
Código 07 - Indicativo de exposição dos trabalhadores a algum agente nocivo (aposentadoria especial aos 20 anos de
trabalho).
Código 08 - Indicativo de exposição dos trabalhadores a algum agente nocivo (aposentadoria especial aos 25 anos de
trabalho). Para classificação da ocorrência, deve ser consultada a tabela de classificação dos Agentes Nocivos (Anexo IV do
regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3048/99). Para comprovar que o trabalhador está exposto a
agentes nocivos é necessário que a empresa mantenha o perfil profissiográfico previdenciário (PPP), conforme disposto no
art. 58, da Lei 8213/91.
Trabalho Permanente: É aquele em que o segurado, no exercício de suas funções, está exposto efetivamente a agentes nocivos -
físicos, químicos e biológicos ou associação destes.
Trabalho não Ocasional nem Intermitente: É aquele em que na jornada de trabalho não houve interrupção ou suspensão do
exercício de atividade com exposição aos agentes nocivos, ou seja, não foi exercida de forma alternada atividade comum com
especial.
Indissociável: aquilo que é inseparável, que não pode ser separado .
O PPP constitui-se em um documento histórico laboral do trabalhador que reúne, entre outras informações, dados administrativos,
registros ambientais e resultados de monitoramento biológico, durante todo o período em que este exerceu suas atividades.
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O PPP substitui o formulário para comprovação da efetiva exposição dos segurados aos agentes nocivos para fins de requerimento
da aposentadoria especial, a partir de 1º de janeiro de 2004, conforme determinado pelo parágrafo 2º do art. 68 do RPS, aprovado
pelo Decreto 3.048/1999 e alterado pelo Decreto 4.032, de 2001.
I. Por ocasião da rescisão do contrato de trabalho ou da desfiliação da cooperativa, sindicato ou OGMO, em duas vias, com
fornecimento de uma das vias para o trabalhador, mediante recibo;
II. Para fins de requerimento de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais;
III. Para fins de análise de benefícios por incapacidade, a partir de 1º de janeiro de 2004, quando solicitado pelo INSS;
IV. Para simples conferência por parte do trabalhador, pelo menos uma vez ao ano, quando da avaliação global anual do PGR, até
que seja implantado o PPP em meio magnético pela previdência social.
Especificações do PPP
O PPP deverá ser assinado por representante legal da empresa, com poderes específicos outorgados por procuração,
contendo a indicação dos responsáveis técnicos legalmente habilitados, por período, pelos registros ambientais e resultados
de monitoração biológica.
A comprovação da entrega do PPP, na rescisão de contrato de trabalho ou da desfiliação da cooperativa, sindicato ou OGMO,
poderá ser feito no próprio instrumento de rescisão ou de desfiliação, bem como em recibo à parte.
O PPP e a comprovação de entrega ao trabalhador, na rescisão de contrato de trabalho ou da desfiliação da cooperativa,
sindicato ou OGMO, deverão ser mantidos na empresa por vinte anos.
A prestação de informações falsas no PPP constitui crime de falsidade ideológica, nos termos do art. 297 do Código Penal.
As informações constantes no PPP são de caráter privativo do trabalhador, constituindo crime nos termos da Lei 9.029, de 13
de abril de 1995, práticas discriminatórias decorrentes de sua exigibilidade por outrem, bem como de sua divulgação para
terceiros, ressalvado quando exigida pelos órgãos públicos competentes.
O PPP substitui o formulário para comprovação da efetiva exposição dos segurados aos agentes nocivos para fins de
requerimento da aposentadoria especial, a partir de 1º de janeiro de 2004, conforme determinado pelo parágrafo 2º do art.
68 do RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/1999 e alterado pelo Decreto 4.032, de 2001.
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Abaixo estão listados todos os ambientes analisados durante a confecção deste documento onde os colaboradores desta empresa
exercerão suas atividades.
ESCRITORIO
Descrição do Ambiente: Um escritório é um local que se destina à realização de um trabalho (geralmente, intelectual ou
administrativo). Trata-se de um espaço físico podendo estar organizado de distintas formas e apresentar diversas características
consoante a sua função e a quantidade de trabalhadores.
PISTA
Abaixo estão listados todos os dados técnicos, bem como os ambientes e os riscos ocupacionais aos quais os empregados deste
cargo estão expostos.
Sem insalubridade
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Abaixo estão listados todos os dados técnicos, bem como os ambientes e os riscos ocupacionais aos quais os empregados deste
cargo estão expostos.
Sem insalubridade
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Abaixo estão listados todos os dados técnicos, bem como os ambientes e os riscos ocupacionais aos quais os empregados deste
cargo estão expostos.
Sem insalubridade
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Mediante análise minuciosa, onde acompanhamos toda jornada de trabalho de um funcionário do empreendimento, conseguimos
coletar um grande volume de dados relacionados ao ambiente de trabalho em questão e foi possível identificar os riscos químicos,
físicos e biológicos.
Atendendo ao que se pede a legislação vigente, Lei 9.732 de 11/12/1998, foram realizadas medições no ambiente de trabalho para
caracterizar a exposição dos trabalhadores e foram avaliadas de forma qualitativa e quantitativa.
A avaliação dos agentes pelo método qualitativo e a periculosidade foram realizadas da seguinte forma:
Nesse tópico, foram realizadas as medições dos riscos ambientais de acordo com as estratégias estabelecidas em normas técnicas
de higiene do trabalho, respeitando, no entanto, os limites previstos no contrato. Portanto, sugere-se que o contratante estabeleça a
partir desse trabalho, estratégias de avaliação de forma a proceder medições sistemáticas e repetitivas conforme o previsto na NR-9
e normas previdenciárias.
As medições dos níveis de ruído contínuo e/ou intermitente foram realizadas em decibéis, através de instrumento de medição do
nível de pressão sonora, Os resultados encontram-se nos quadros do item 16.2 deste documento.
Para coleta das amostras, selecionamos um frentista aleatoriamente e realizamos o monitoramento de toda jornada de trabalho do
funcionário.
A exposição à umidade foi avaliada através de inspeção qualitativa nos ambientes laborais onde as atividades são executadas com
umidade excessiva.
7.3.3 QUÍMICOS
Avaliação a exposição a gases a vapores, sendo: benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos (BTEX), realizada as medições da
concentração de gases e vapores através de bomba de amostragem.
As amostras foram coletadas em toda jornada de trabalho do funcionário, sempre na altura da zona respiratória, conforme exigido
pela NHO (Normas da Higiene Ocupacional) da FUNDACENTRO. Os resultados encontram-se nos quadros do item 16.1 deste
documento.
Para coleta das amostras foi selecionado um frentista aleatoriamente e realizado o monitoramento de toda jornada de trabalho do
funcionário
A avaliação deste agente foi caracterizada através de inspeção do ambiente de trabalho e acompanhamento das atividades dos
funcionários para melhor compreensão dos processos, produtos utilizados e medidas de proteção individuais e coletivas adotadas.
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8. RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS
1) Ter como prioridade a eliminação dos riscos. Não conseguindo deve-se neutralizar ou minimizar o risco primeiro através do uso
dos EPC - Equipamentos de Proteção Coletivos, e em segundo plano utilizando os Equipamentos de Proteção Individuais - EPI
apropriados para a o fator de risco;
2) Efetuar treinamentos de capacitação específicos para cada atividade em razão da exposição dos riscos, bem como cursos de
capacitação exigidos pelas Normas Regulamentadoras.
3) Realizar auditorias de segurança do trabalho para garantir o cumprimento o dos procedimentos atrelados a saúde e segurança do
trabalhador;
5) Ser rigoroso nos temas lidados aos EPIs, como: evidências da compra, registros de entrega, periodicidade de entrega, validades
dos equipamentos e seu CA - Certificado de Aprovação, treinamentos, armazenamento e fiscalização quanto ao seu uso.
Nível de Ruido dB (A) Máxima Exposição Diaria Permitida Nível de Ruido dB (A) Máxima Exposição Diaria Permitida
85 8 horas 98 1 hora e 15 minutos
86 7 horas 100 1 hora
87 6 horas 102 45 minutos
88 5 horas 104 35 minutos
89 4 horas e 30 minutos 105 30 minutos
90 4 horas 106 25 minutos
91 3 horas e 30 minutos 108 20 minutos
92 3 horas 110 15 minutos
93 2 horas e 40 minutos 112 10 minutos
94 2 horas e 15 minutos 114 8 minutos
95 2 horas 115 7 minutos
96 1 hora e 45 minutos
“São considerados insalubres em grau médio os trabalhos realizados com exposição a níveis de ruídos acima dos limites de
tolerância estabelecidos, sem o uso de EPI – Equipamento de Proteção adequado.”
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O limite de tolerância e graus de insalubridade dos demais agentes, são baseados conforme estabelece a NR 15 e seus anexos,
conforme a lista abaixo:
A fim de implementar medidas mitigadoras dos riscos no empreendimento, são recomendados o uso de equipamentos de proteção
individual (EPI) corretos e de acordo com as funções exercidas no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA),
equipamentos de combate a incêndio e atenção aos procedimentos de segurança na execução das atividades.
A Portaria nº 1.109, de 21 de setembro de 2016 do Ministério do Trabalho e Emprego aprovou a integração do anexo II na Norma
Regulamentadora nº 09, que estabelece os requisitos mínimos de segurança e saúde no trabalho para as atividades com exposição
ocupacional ao benzeno em Postos Revendedores de Combustíveis (PRC) contendo essa substância.
De acordo com o anexo II da NR 09, os trabalhadores que realizarem, direta ou indiretamente, as atividades listadas abaixo devem
utilizar equipamento de proteção respiratória de face inteira, com filtro para vapores orgânicos e fator de proteção não inferior a
100ppm, assim como equipamentos de proteção para a pele. Lembrando que o empregador pode optar por outro equipamento de
proteção respiratória, mais apropriado às características do processo de trabalho do PRC (Posto Revendedor de Combustível) do que
o sugerido, desde que a mudança represente uma proteção maior para o trabalhador.
Segundo o anexo II da NR 09, serão fornecidos aos trabalhadores de PRC com atividades que impliquem em exposição ocupacional
ao benzeno, gratuitamente pelo empregador, uniforme e calçados de trabalho adequados aos riscos dos funcionários, onde os
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mesmos devem ser separados das vestimentas de uso comum e deve ser mantida à disposição dos funcionários um conjunto extra
de uniforme, para pelo menos 1/3 (um terço) do efetivo dos trabalhadores em atividades expostas a combustíveis líquidos contendo
benzeno, a ser disponibilizado em situações nas quais seu uniforme venha a ser contaminado por tais produtos.
Além das informações acima, os colaboradores dos PRC devem ser submetidos aos exames admissional e periódicos no decorrer
de toda sua trajetória de trabalho para que, de forma preventiva, seja possível acompanhar o estado de saúde dos funcionários
devido a possível exposição a algum agente nocivo.
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De acordo com o anexo II da Norma Regulamentadora nº 16, as operações em postos de serviços e bombas de abastecimento de
inflamáveis líquidos são consideradas atividades ou operações perigosas, conferindo aos trabalhadores que se dedicam a essas
atividades ou operações, bem como aqueles que operam na área de risco, adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário, sem
os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. O adicional deve ser pago aos
operadores de bomba e trabalhadores que operam na área de risco.
Área de risco, de acordo com a mesma NR 16, “é toda a área de operação, abrangendo, no mínimo, círculo com raio de 7,5 metros
com centro no ponto de abastecimento e o círculo com raio de 7,5 metros com centro na bomba de abastecimento da viatura e
faixa de 7,5 metros de largura para ambos os lados da máquina”. Portanto todos os trabalhadores que estejam exercendo suas
atividades nesse perímetro estão em área de risco.
Insalubridade, de acordo com a Norma Regulamentadora nº 15, “é a exposição do trabalhador a agentes físicos, químicos e
biológicos específicos que possam existir no local de trabalho e que venha a ser prejudicial à saúde do funcionário”. A NR 15
estabelece ainda que para uma atividade ou operação ser considerada insalubre deve-se observar os limites de tolerância, nas
atividades mencionadas e comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho em anexos específicos. Em postos de
combustíveis são consideradas atividades insalubres a exposição de ruídos, contato com compostos químicos e trabalho de
higienização dos banheiros.
As análises de BTEX realizadas nas amostras coletadas in loco (vide item 13.1 deste laudo) através de equipamentos utilizados
durante todo turno laboral de um Frentista selecionado aleatoriamente, demonstram que todas substâncias não foram sequer
detectadas acima do limite de quantificação. Observamos também que os níveis de ruído, conforme item 13.2 deste laudo, estão
abaixo do limite de tolerância.
A modalidade de aposentadoria denominada especial tem características próprias, e sofreu sucessivas alterações da legislação que
compreendem análises de direitos adquiridos em vigência das leis e decretos correspondentes a cada período trabalhado,
apreciações eminentemente técnicas, de natureza médica, de Higiene do Trabalho e de Engenharia de Segurança do Trabalho. Tal
complexidade faz com que a análise da aposentadoria especial seja criteriosa, porém passível de várias interpretações da legislação
e enquadramentos diferentes para as várias categorias.
De acordo a Instrução Normativa nº 99 Instituto Nacional do Seguro Social- INSS, nocividade no ambiente de trabalho é entendida
como situação combinada ou não de substâncias, energias e demais fatores de riscos reconhecidos, capazes de trazer ou ocasionar
danos à saúde ou à integridade física do trabalhador. Sendo assim há de se considerar que agente nocivo é:
I. apenas qualitativo, sendo a nocividade presumida e independente de mensuração, constatada pela simples presença do
agente no ambiente de trabalho, conforme constante nos Anexos 6,13, 13-A e 14 da Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15)
do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE; no Anexo IV do RPS, para os agentes iodo e níquel;
II. quantitativo, sendo a nocividade considerada pela ultrapassagem dos limites de tolerância ou doses, dispostos nos Anexos
1,2, 3, 5, 8, 11 ,12 e13 da NR-15 do MTE, por meio da mensuração da intensidade ou da concentração, consideradas no
tempo efetivo da exposição no ambiente de trabalho.
“A aposentadoria especial, uma vez cumprida a carência exigida, será devida ao segurado empregado,
trabalhador avulso e contribuinte individual, este somente quando cooperado filiado a cooperativa de
trabalho ou de produção, que tenha trabalhado durante quinze, vinte ou vinte e cinco anos, conforme
o caso, sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.”
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A efetiva exposição a agente prejudicial à saúde configura-se quando, mesmo após a adoção das
medidas de controle previstas na legislação trabalhista, a nocividade não seja eliminada ou
neutralizada.
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14. CONCLUSÃO
Como demonstrado no presente Laudo, os resultados do empreendimento atenderam aos valores máximos permitidos pela
legislação para os compostos benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno. No composto benzeno houve a neutralização dos efeitos dos
agentes poluentes conforme previsto no decreto 10.410/2020. Entretanto é de suma importância ressaltar que durante as situações
adversas que podem ocorrer em um posto de combustíveis, tais como derramamento de combustível, vazamento de óleo, entre
outros, é recomendado o uso de EPI (equipamentos de proteção individuais) que são máscaras de face inteira com filtro para
vapores orgânicos, luvas de látex e o creme protetor para pele, uma vez que dessa maneira o colaborador estará de fato protegido.
Vale ressaltar que os exames admissional, periódico e demissional deverão ser realizados para acompanhar o estado de saúde dos
funcionários do decorrer da trajetória de trabalho.
Destacamos que os níveis aceitáveis pela legislação dos compostos BTEX só serão alcançados se o colaborador atender as medidas
de segurança a seguir, em consonância com a portaria 1.109 de 21 setembro 2016 do Ministério do Trabalho e Emprego:
Verificou-se também, através das medições realizadas no empreendimento, que os níveis de ruídos aos quais os trabalhadores estão
expostos atendem aos limites da legislação, não sendo necessário, portanto, a utilização de protetores auriculares nos turnos de
trabalho.
Contudo, a função do trabalhador em que nas suas atividades diárias (ou seja, habituais e permanentes) sejam realizar o
abastecimento de veículos com líquidos inflamáveis no posto de revenda de combustível, enseja o direito do adicional de
periculosidade por ter enquadramento legal na Portaria 3.214 de 08 de junho de 1978 NR 16 em seu anexo 02.
As análises de BTEX realizadas nas amostras coletadas in loco (vide item 1.1 deste laudo) através de equipamentos utilizados
durante todo turno laboral de um Frentista selecionado aleatoriamente, demonstram que todas substâncias não foram sequer
detectadas acima do limite de quantificação. Observamos também que os níveis de ruído, conforme item 16.2 deste laudo, estão
abaixo do limite de tolerância, portanto não se enquadra em atividades insalubre de acordo a NR 15.
Por fim recomendamos um constante acompanhamento das possíveis mudanças que possam ocorrer dentro da empresa, tais como:
acréscimo de setores, como por exemplo: lava jato, ilhas de abastecimento ou demais mudanças no projeto estrutural do
empreendimento que possam conferir novas fontes de ruído e gases tóxicos. Desta maneira o Laudo Técnico das Condições do
Ambiente de Trabalho permaneceria atualizado e refletindo a realidade do empreendimento.
15 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Legislação de Segurança e Medicina do Trabalho, Lei N° 6514/77 que regulamentou a Portaria N° 3.214/78, do Ministério do
Trabalho e Emprego.
Lei n° 8213/91 e alterações de seu texto pelas Leis n° 9.032/95, 9528/97 e 9732/98.
Decretos regulamentadores da Previdência Social: Dec. 53831/64, Dec. 83080/79, Dec. 2172/97, Dec. 3048/99 e Dec. 4032/01.
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O profissional abaixo assinado, é o responsável técnico pela elaboração deste laudo, cabendo à empresa a responsabilidade pela
implementação.
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Atenciosamente,
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