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Abalroamento entre Lancha e Veleiro em Santos

O acórdão do Tribunal Marítimo trata de um abalroamento entre a lancha 'SÃO PAULO PILOTS I' e o veleiro 'SEA KISS', resultando em ferimentos a uma passageira e danos na embarcação. A investigação concluiu que a causa do acidente foi a imprudência do condutor da lancha, que navegava em alta velocidade e sem vigilância adequada. O tribunal responsabilizou o condutor pelo acidente, considerando a negligência e a violação das regras de navegação.
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Abalroamento entre Lancha e Veleiro em Santos

O acórdão do Tribunal Marítimo trata de um abalroamento entre a lancha 'SÃO PAULO PILOTS I' e o veleiro 'SEA KISS', resultando em ferimentos a uma passageira e danos na embarcação. A investigação concluiu que a causa do acidente foi a imprudência do condutor da lancha, que navegava em alta velocidade e sem vigilância adequada. O tribunal responsabilizou o condutor pelo acidente, considerando a negligência e a violação das regras de navegação.
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TRIBUNAL MARÍTIMO

ACÓRDÃOS

Segunda-feira, 27 de outubro de 2025.


ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

No inquérito foram ouvidas duas testemunhas: o ARA/MTA Roberto Feola Gomes de Almeida
relatou que suspendeu da ilhas das Palmas, verificou as luzes de navegação, içou a vela mestra, e
manteve seguimento do lado de fora a boreste do canal, sentido a marina SUPMAR, quando
avistou pela popa uma lancha em alta velocidade (acima de 6 nós) em rumo de abalroamento, e
apesar da tentativa de manobra evasiva a boreste, não foi possível evitar o abalroamento. O
depoente declarou que uma senhora de nome Rosângela machucou a cervical no momento do
impacto, sem condições de remoção, e que o acidente não teria corrido se a lancha não estivesse
com excesso de velocidade.

O MNC Nilson Oliveira de Souza relatou que estava acompanhando um navio que saía do porto de
Santos, desembarcou o pessoal na boia nº 01, quando avistou o vulto da vela do “SEA KISS” sem a
luz de tope, sendo o acidente inevitável. O depoente informou que verificou se estava tudo bem,
se alguém havia se machucado, ao que o velejador afirmou que sim, inclusive, dispensando
reboque e reportando que sua sogra havia se machucado. O Sr. Nilson afirmou que o Sr. Roberto
não conseguiu desembarcar do veleiro por estar alcoolizado, que não houve acordo porque só
ocorreu avaria aparente na embarcação, enquanto o Sr. Roberto alegava que achava que tinham
outras avarias e que o acidente ocorreu por culpa deste, que ao invés de guinar para boreste,
guinou para bordo oposto.

Foi acostada aos autos cópia do Boletim de Ocorrência expedido pela Delegacia de Polícia Civil.

Os peritos concluíram que a causa determinante do acidente da navegação foi a negligência e a


imprudência do condutor da lancha “SÃO PAULO PILOTS l”, por deixar de manter vigilância
permanente durante a navegação no canal, sem observar velocidade reduzida em período
noturno.

O Encarregado do IAFN ressaltou que a perícia atestou que a luz de alcançado estava acesa na
popa do veleiro e o comprimento de vela de 12 metros, descartando a alegação do condutor da
lancha da praticagem de que o mesmo estaria apagado e sem condições de visibilidade. O
Encarregado considerou que o Sr. Nilson não avistou o veleiro em sua proa, deixando de manter a
necessária vigilância, caracterizando negligência, assim como empregou velocidade incompatível
com a segurança em uma noite escura, sendo, portanto, imprudente. Assim, responsabilizou o Sr.
Nilson Oliveira de Souza pelo acidente da navegação, por ter violado as regras 5 e 6 do RIPEAM.

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ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

PROCESSO Nº 36.344/2022
ACÓRDÃO

Lancha de praticagem "SÃO PAULO PILOTS I" e veleiro "SEA KISS". Abalroamento. Luz de alcançado
do veleiro acesa conforme atestaram os inspetores navais que estiveram à bordo na noite do
acidente. Velocidade excessiva da lancha incompatível para uma navegação noturna segura que se
caracteriza como imprudência. Condenação.

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.

Tratam os autos de abalroamento entre uma lancha e um veleiro ocorrido no dia 14 de março de
2021, por volta das 19h25, próximo à estação da praticagem, município de Santos, SP, tendo por
consequência avarias na estrutura de alumínio e balaustrada do veleiro.

As embarcações envolvidas, inscritas na Capitania dos Portos de São Paulo, foram a lancha "SÃO
PAULO PILOTS I", medindo 14,70m de comprimento, 3,90m de boca e com 19 AB, classificada para
serviço de praticagem, de propriedade da pessoa jurídica Serviços de Prat. Porto S.E.B.S. S/C Ltda.
e o veleiro "SEA KISS", medindo 9,20m de comprimento, 3,12m de boca e com 9,50 AB, classificada
para esporte e recreio em mar aberto e de propriedade do Sr. Roberto Feola Gomes de Almeida.

Consta nos autos que o veleiro navegava pelo canal de Santos, conduzido pelo proprietário, com
três passageiros a bordo, quando nas proximidades da boia nº 05 foi abalroado por bombordo na
altura da balaustrada pela lancha da praticagem, conduzida pelo Sr. Nilson Oliveira de Souza, que
transportava um tripulante e dois passageiros. O condutor da "SEA KISS" relatou que estava com
velas de 12 metros de comprimento içadas e luzes de navegação funcionando normalmente. O
condutor da "SÃO PAULO PILOTS I" afirmou que só avistou o veleiro quando já estava a
aproximadamente 3 metros de distância, tentou guinar, mas não conseguiu evitar o abalroamento.
Após o acidente as embarcações rumaram para o cais da praticagem e a equipe de Inspeção Naval
da Capitania efetuou as verificações padrão, inclusive o teste de alcoolemia nos condutores com
resultado foi negativo para o condutor da lancha, ao passo que o velejador se recusou a realizar o
teste. Foi solicitado apoio da Polícia, que conduziu o mesmo à Delegacia, tendo sido
posteriormente encaminhado ao IML de Praia Grande para realização do exame, obtendo também
resultado negativo para embriaguez, conforme atestado por Boletim de Ocorrência.

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ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

Marítima que atendeu o navio em Santos, a Alphamar Agência Marítima Ltda. para que esta
encaminhe ao clube de P&I do navio o presente acórdão com sua tradução livre e fiel, devendo a
Agência Marítima informar ao Tribunal Marítimo o encaminhamento e, se houve, a respectiva
resposta.

Publique-se. Comunique-se. Registre-se.

Julgado em, Rio de Janeiro, RJ, 14 de outubro de 2025.

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ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

determinante falhas no controle de entrada e saída de pessoas à bordo durante a escala no porto
camaronês, devendo ser arquivados os presentes autos a pedido da PEM.

Como medida preventiva e de segurança, notifiquem e encaminhem cópia eletrônica dos autos aos
seguintes órgãos públicos e organismos privados, para que tomem ciência e as providências
cabíveis em suas respectivas esferas:

a) a Organização Marítima Internacional (OMI), via Diretoria de Portos e Costas (DPC);

b) o Ministério das Relações Exteriores (MRE), através do qual deve-se noticiar o incidente às
Autoridades Marítima, Portuária e de Imigração dos Estados:

I) do país de bandeira do navio e do armador – YS Shipholding Tiara SA, no caso a China/Hong


Kong;

II) do país de nacionalidade do clandestino e do porto de embarque, no caso Camarões;

c) a Agência Marítima que atendeu o navio em Santos, a Alphamar Agência Marítima Ltda.
(endereço à fl. 28 do IAFN) para que encaminhe ao clube de P&I do navio o presente acórdão com
sua tradução livre e fiel, devendo esta informar oportunamente ao Tribunal Marítimo o
cumprimento.

É como concluo.

Assim,

ACORDAM os Desembargadores da Primeira Turma do Tribunal Marítimo, por unanimidade: a)


quanto à natureza e extensão do fato da navegação: transporte de um clandestino à bordo do N/M
"SIDER MONTEDIPROCIDA" entre Douala e Santos, com a exposição das vidas dos tripulantes e do
próprio clandestino a risco; b) quanto à causa determinante: falhas no controle de entrada e saída
de pessoas à bordo durante a escala no porto camaronês; c) decisão: mandar arquivar os autos,
conforme pedido pela D. PEM; e d) medidas preventivas e de segurança: encaminhar cópia
eletrônica dos autos, com destaque a este Acórdão, para: 1 - a Organização Marítima Internacional
(OMI), via Diretoria de Portos e Costas (DPC); 2 - o Ministério das Relações Exteriores (MRE), para
que possa noticiar o incidente às Autoridades Marítima, Portuária e de Imigração dos Estados: do
país de bandeira do navio e do armador – YS Shipholding Tiara SA, no caso a China/Hong Kong e do
país de nacionalidade do clandestino e do porto de embarque, no caso Camarões; 3 - a Agência

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ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

A travessia do Oceano Atlântico entre o continente africano e o Brasil de forma clandestina dentro
de navios mercantes é uma realidade que se repete dezenas de vezes por ano, já tendo sido
noticiadas mortes de clandestinos e também agressões sofridas por tripulantes por parte de
clandestinos, sendo indiscutivelmente uma prática que coloca vidas embarcadas em risco,
configurando o fato da navegação constante do art. 15, alínea "e", da Lei 2.180/54. Se resolvemos
que essa prática deve ser combatida em prol de uma navegação segura, devemos envolver outros
entes, visto que o simples prosseguimento do processo no Tribunal Marítimo, na forma como vem
sendo feito nos últimos anos, não se mostrou eficiente para coibi-la.

Essa forma de "divisão de tarefas" entre órgãos do Poder Público já se mostrou eficiente, por
exemplo, no combate da pesca ilegal de lagosta com uso de equipamentos de mergulho
improvisados, que no litoral do nordeste brasileiro tem deixado sequelas físicas e neurológicas em
pescadores pobres enquanto há o enriquecimento de outros envolvidos no crime ambiental.
Assim, ao apresentar o problema aos órgãos ambientais e ao Ministério Público, não apenas os
jurisdicionados perante o Tribunal Marítimo sofrem sanções pela prática ilícita, mas outros
também respondem no limite de sua participação, quebrando a cadeia econômica que envolve
esse tipo de prática, tornando-a menos atraente.

O presente incidente envolvendo o N/M "SIDER MONTEDIPROCIDA", navio com bandeira de Hong
Kong, em que se apurou o embarque de um clandestino em sua escala no porto de Duala
(Camarões), que foi transportado até o porto de Santos, São Paulo, depois de ter sido encontrado a
bordo durante a travessia em 18 de julho de 2021 deve ser utilizado como paradigma dessa nova
postura proposta pela PEM, motivo pelo qual se defere, como medida preventiva e de segurança, o
pedido de que sejam oficiados a IMO, o MRE e os próprios países da bandeira do navio, da escala
onde o clandestino embarcou e da nacionalidade do clandestino, o armador do navio e respectivo
Clube de P&I, de modo que cada um deles também tome ciência do ilícito e possa a seu modo
evitar sua repetição.

Sendo assim, o fato da navegação que nesses autos se caracterizou pelo transporte de um
clandestino à bordo do N/M "SIDER MONTEDIPROCIDA" entre Douala e Santos, tendo por
consequência a exposição das vidas dos tripulantes e do próprio clandestino a risco, teve por causa

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ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

"a) seja a Organização Marítima Internacional (OMI) notificada, via Diretoria de Portos e Costas
(DPC), do presente incidente envolvendo embarque de clandestinos e adote as providências que
julgar necessárias;

"b) notificação para que tome conhecimento do presente incidente e adote as medidas que
julgarem necessárias, via Ministério das Relações Exteriores (MRE), dos Estados:

"I) de bandeira do navio - HONG-KONG;

"II) do armador – YS Shipholding Tiara SA;

"III)de nacionalidade do clandestino - Camarões; e

"IV)do porto de embarque - Duala.

"c) notificação, via Agência Marítima, do Armador do navio YS Shipholding Tiara SA para que tome
conhecimento do presente incidente e adote as medidas que julgar necessárias; e

"d) notificação, via Agência Marítima, do clube de P&I, se houver, para que tome conhecimento do
presente incidente e adote as medidas que julgarem necessárias.

Publicada a nota para arquivamento em 30 de maio de 2025, o prazo para manifestações de


possíveis interessados transcorreu em branco até o dia 18 de agosto de 2025, conforme se
comprova pela certidão nº 310128.

É o relatório no que pertine.

Decide-se:

Defere-se o pedido da D. PEM no sentido de que os autos sejam arquivados, ante o fato de ser a
única titular da Representação Pública e não ter havido a manifestação de nenhum interessado em
promover uma Representação Privada em razão do fato da navegação configurado nos autos.

Defere-se, ademais, o pedido suplementar da D. PEM, no sentido de que vários órgãos e entes
privados sejam notificados para que tomem ciência do presente caso e passem a adotar
providências que lhes seja cabível, a fim de que tal prática se torne cada vez mais difícil.
Fundamenta-se:

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ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

Também foi juntado o Termo de Declarações do clandestino a Polícia Federal de Santos (fl.97), no
qual o Sr. Eugene Christian informou que ingressou no navio disfarçado de estivador, se escondeu
na casa de máquinas do guindaste nº 4, no interior de um latão para guardar materiais e redes e
que foi encontrado no dia 18 de julho de 2021 por um tripulante, alegando que pretendia ficar no
Brasil e pedir refúgio.

Consoante Laudo de Exame Pericial, o Oficial de Proteção do Navio era o Imediato, Sr. Lin
Hongchuan. Segundo a perícia, houve falha na inspeção realizada, a qual foi assumida pelo próprio,
mediante o compartimento em que o clandestino se alojou e onde permaneceu de 09 a 18 de
julho de 2021.

Os peritos e o Encarregado do IAFN concluíram que a causa determinante para o fato da


navegação foi a negligência do Imediato/Oficial de Proteção, que deveria ter adotado providências
para que a inspeção fosse executada minuciosamente, sobretudo, por saber da incidência de
clandestinos em Douala.

O indiciado foi notificado por meio do representante do navio no Brasil, entretanto, não
apresentou defesa prévia.

Os autos do IAFN foram encaminhados a este Tribunal que os enviou à PEM, que requereu
diligências complementares a fim de que fosse informada a qualificação completa dos tripulantes
ouvidos no IAFN.

Com o retorno das diligências a PEM pediu o arquivamento dos autos nos seguintes termos:

"... Neste contexto, entende esta Procuradoria que os fatos sob apreciação se revelaram atípicos,
pois não encontram subsunção nos enunciados normativos que discriminam os fatos e acidentes
da navegação, razão pela qual promove pelo arquivamento do presente inquérito.

"De toda forma, tendo em vista os frequentes casos envolvendo embarque de clandestinos, e
tendo em vista as disposições do Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações
Portuárias (ISPS CODE) e da Convenção sobre Facilitação do Tráfego Marítimo Internacional (FAL),
ambos adotados pelo Brasil, são propostas as seguintes medidas preventivas de segurança:

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ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

GABINETE DESEMBARGADOR NELSON CAVALCANTE


E SILVA FILHO

ACÓRDÃOS

PROCESSO Nº 35.881/2022
ACÓRDÃO

N/M "SIDER MONTEDIPROCIDA". Clandestino à bordo, com a exposição das vidas dos tripulantes e
do próprio clandestino a risco. Falhas no controle de entrada e saída de pessoas à bordo.
Arquivamento.

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.

Tratam os autos da descoberta do ingresso de um clandestino a bordo de um navio mercante


estrangeiro, ocorrida no dia 18 de julho de 2021, por volta de 08h10, durante a travessia entre
Douala, Camarões e o porto de Santos / SP, sem danos.

A embarcação envolvida foi a "SIDER MONTEDIPROCIDA", bandeira de Hong Kong, medindo


179,97m de comprimento, 29,80m de boca e com 23309 AB, classificada para o transporte de
carga a granel em longo curso, de propriedade da YS Shipholding Tiara S.A, representada no Brasil
pela Alphamar Agência Marítima LTDA e comandada pelo Sr. Han Zhengyu.

Consta nos autos que o mercante navegava com destino ao porto de Santos quando o
Contramestre, Sr. Feng Lu, encontrou o Sr. Eugene Christian Keou Kamen na coluna do guindaste nº
4. O clandestino reportou ter embarcado com estivadores, foi acomodado em um camarote sob
vigilância da tripulação e não colocou a mesma ou o navio em risco.

Durante o inquérito não foram ouvidas testemunhas.

Foi acostada aos autos a Carta Explicativa emitida pelo Imediato do "SIDER MONTEDIPROCIDA"
(fls.53 e 54), Sr. Lin Hongchuan, na qual declarou que a inspeção de busca por clandestinos era
ordenada pelo Comandante, mas cabia a ele como Oficial de Proteção do Navio executá-la.

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ANO X - 27 de outubro de 2025 Acórdãos

Sumário
GABINETE DESEMBARGADOR NELSON CAVALCANTE E SILVA FILHO...................................................3
ACÓRDÃOS.......................................................................................................................................3
PROCESSO Nº 35.881/2022.........................................................................................................3
PROCESSO Nº 36.344/2022.........................................................................................................9
PROCESSO Nº 36.461/2023.......................................................................................................13
PROCESSO Nº 36.470/2023.......................................................................................................20
PROCESSO Nº 37.080/2023.......................................................................................................26
PROCESSO Nº 37.415/2023.......................................................................................................32
PROCESSO Nº 37.788/2024.......................................................................................................37
PROCESSO Nº 37.999/2024.......................................................................................................39
PROCESSO Nº 38.044/2024.......................................................................................................41
PROCESSO Nº 38.405/2025.......................................................................................................43
PROCESSO Nº 38.519/2025.......................................................................................................46
PROCESSO Nº 38.557/2025.......................................................................................................48
PROCESSO Nº 38.560/2025.......................................................................................................50

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