DIREITO CONSTITUCIONAL
PODER EXECUTIVO
PROF.:ROMEU FREITAS
MATERIAL DE APOIO
SEPARAÇÃO DOS PODERES
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si,
o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
ANTECEDENTES HISTÓRICOS
Aristóteles (Obra A Política) O autor reconhece o exercício de funções distintas pelo
Poder Público. Demonstra preocupação com a
concentração de poder em um só órgão. Porém, não
formulou uma teoria completa sobre o tema e sobre a
separação das funções.
Função deliberativa: corresponde ao Legislativo;
Função executiva: corresponde ao Executivo;
Função judiciária: corresponde ao Judiciário.
SEPARAÇÃO DOS PODERES
Montesquieu (O Espírito das Leis, 1748)
Montesquieu foi quem sistematizou e apresentou uma
estrutura organizada da Teoria da Separação dos
Poderes, abrangendo não apenas a separação dos
poderes, como também a ideia de independência e
harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Teoria da Separação dos Poderes;
Poderes independentes e harmônicos;
Legislativo, Executivo e Judiciário.
FINALIDADE DA SEPARAÇÃO DOS PODERES
Evitar a concentração de poder;
Evitar a tirania;
Possibilitar a existência de uma Constituição.
CHECK AND BALANCE Sistema de Freios e Contrapesos
FUNÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS
Do Executivo TÍPICAS: Governativa (Estabelecer decisões políticas);
Administrativa (Concretizar as decisões políticas);
Atos de chefia de Estado (Representante do Estado).
ATÍPICAS: Legislar (Edição de Medidas Provisórias, Leis Delegadas e
Decretos Autônomos);
Julgar (processos administrativos).
Do Legislativo Típicas : Legislar; Fiscalizar (Tribunal de Contas e Comissões);
Atípicas: Julgar (Ex: Senado julga o Presidente em crime de
responsabilidade)
Administrar (Realizar uma licitação, contratar
funcionários)
Do Judiciário Típicas : Função Jurisdicional (aplicar o Direito ao caso concreto)
Atípicas : Administrar (Realizar uma licitação, contratar
funcionários);
Legislar (Edição dos Regimentos Internos dos Tribunais)
Freios e Contrapesos “checks and balances”
Conceito: consiste na interferência constitucionalmente
permitida ou dela decorrente para alcançar o equilíbrio
por meio do controle recíproco entre os Poderes.
Executivo Veto a projeto de Lei (art. 66, §1º);
Escolha dos Ministros do STF
Legislativo Rejeição de MP elaborada pelo Executivo (art. 62);
Sabatina dos Ministros do STF.
Judiciário Controle de Constitucionalidade;
Participação do Presidente do STF no Impeachment.
CLÁUSULA PÉTREA
Não será possível emenda tendente a abolir a separação
dos poderes. O que se busca evitar são concentrações
indevidas de poder ou interferências indevidas de um
poder no outro.
Art. 60, § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de
emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
PODER EXECUTIVO
ANÁLISE NO BRASIL Presente em todas os níveis de governo (federal,
estadual e municipal).
EXERCÍCIO DO PODER EXECUTIVO Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da
República, auxiliado pelos Ministros de Estado.
Chefia Unipessoal (Presidente como chefe de Estado e de
Governo).
ELEIÇÃO
a) Brasileiro nato.
b) Idade mínima de 35 anos.
c) A eleição do presidente importará na do vice-
presidente.
d) Primeiro turno no primeiro domingo de outubro.
e) Maioria absoluta dos votos válidos. o Aplica-se aos
estados, DF e municípios com mais de 200 mil eleitores.
f) Segundo turno no último domingo de outubro.
Sistema Majoritário de dois turnos: Maioria absoluta dos votos válidos (exclui-se brancos e
nulos). o Eleições para Presidente, governador e
prefeitos (municípios com mais de 200 mil eleitores).
Sistema majoritário simples: Maioria simples. o Eleições para Senador e prefeitos
(municípios com menos de 200 mil eleitores).
Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da
República realizar-se-á, simultaneamente, no primeiro
domingo de outubro, em primeiro turno, e no último
domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do
ano anterior ao do término do mandato presidencial
vigente (EC n. 16).
§ 1º A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele
registrado.
§ 2º Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido
político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os
nulos.
§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á
nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois
candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos
votos válidos.
§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou
impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de
maior votação.
§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais
de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso
POSSE Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República
tomarão posse em sessão do Congresso Nacional,
prestando o compromisso de manter, defender e cumprir
a Constituição, observar as leis, promover o bem geral
do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a
independência do Brasil.
Hipótese de vacância. Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada
para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo
motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este
será declarado vago.
SUCESSÃO PRESIDENCIAL a) Mandato: 04 anos à permitida uma reeleição
subsequente.
b) Substituição - impedimento - temporário. Ex: férias,
doença.
Ordem:
1- Presidente
2- Vice Presidente
3- Presidente Câmara
4- Presidente do Senado
5- Presidente do STF
c) Sucessão à vacância à definitivo. Ex: cassação, morte.
Ordem: Quem sucederá será o vice presidente (Sarney,
Itamar e Temer)
Art. 82. O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em
primeiro de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição.
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de
vaga, o Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que
lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por
ele convocado para missões especiais.
Se houver vacância do cargo de presidente e de vice
(Dupla vacância):
primeiros dois anos: far-se-á eleição noventa dias depois
de aberta a última vaga (eleições diretas).
últimos dois anos: a eleição para ambos os cargos será
feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional, na forma da lei (eleições indiretas).
*Mandato tampão: apenas concluirá o mandato do
antecessor.
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do
Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos,
serão sucessivamente chamados ao exercício da
Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do
Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-
Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias
depois de aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do
período presidencial, a eleição para ambos os cargos será
feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional, na forma da lei.
§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar
o período de seus antecessores.
Importante: Os deputados e senadores podem ser
brasileiros natos ou naturalizados. Um deputado
naturalizado não pode ser presidente da câmara.
AUSÊNCIA DO PAÍS a) Período superior a 15 dias:
b) b) Período não superior a 15 dias:
Constituição Federal: Art. 83. O Presidente e o Vice-
Presidente da República não poderão, sem licença do
Congresso Nacional, ausentar-se do País por período
superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.
ATRIBUIÇÕES
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da
República:
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado.
o Requisitos:
Brasileiro nato ou naturalizado, salvo da defesa (art. 12)
Maiores de 21 anos (art. 87) § No gozo dos direitos
políticos (art. 87)
Sem desvio de finalidade (Caso lula - STF MS n. 34.070)
ATRIBUIÇÕES
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da
República: I - nomear e exonerar os Ministros de Estado.
II (...)
Requisitos: Brasileiro nato ou naturalizado, salvo da
defesa (art. 12)
Maiores de 21 anos (art. 87)
No gozo dos direitos políticos (art. 87)
Sem desvio de finalidade (Caso lula - STF MS n. 34.070)
Atribuições delegáveis:
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as
atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos
Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-
Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas
delegações.
VI - dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não
implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. XII - conceder
indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos
instituídos em lei. XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais,
na forma da lei.
RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Art. 1º c/c 85 e 86. Responsabilidade do Presidente
Imunidade Material não possui
Constituição de 1988 Processo: necessidade de autorização da
Câmara
Foro: julgamento no STF ou no Senado.
Imunidade Formal (criminal)
Prisão: apenas por meio de sentença
condenatória.
Irresponsabilidade penal relativa: não pode
ser responsabilizado por atos estranhos a
função.
Art. 86, § 1º: O Presidente ficará suspenso de suas
funções: I - nas infrações penais comuns, se recebida a
denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal
Federal.
§ 2º: Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o
julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento
do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento
do processo.
Procedimento
1- Oferecimento da denúncia ou queixa
2- Comunicação do presidente da Câmara
3- Presidente (ou o adv) se defende perante a CCJ.
4- Parecer da CCJ ao plenário da Câmara.
5- Decisão do Plenário é comunicada ao Pres. do STF
(2/3 para autorizar).
Imunidade formal em relação a prisão
Art. 86, parágrafo 3º: Enquanto não sobrevier sentença
condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da
República não estará sujeito a prisão.
Irresponsabilidade penal relativa
Art. 86, parágrafo 4º: O Presidente da República, na
vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado
por atos estranhos ao exercício de suas funções.