Técnicas de integração
Nesta unidade estudaremos as técnicas que nos auxiliarão a resolver as
integrais, considerando o teorema fundamental do cálculo e utilizaremos a
tabela de integrais imediatas para agilizar o processo de integração.
Objetivo
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:
• Desenvolver a habilidade de integrar funções em
situações-problema de Engenharia.
• Identificar e compreender a utilização das diversas
técnicas de integração em diferentes tipos de funções.
• Utilizar o conceito de integrais em situações-problema
de Engenharia.
Conteúdo Programático
Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes
temas:
• Tema 1 - Cálculo de integrais pelo método de substituição
simples
• Tema 2 - Cálculo de integrais pelo método de integração
por partes
• Tema 3 - Integração de funções trigonométricas
• Tema 4 - Integração de funções racionais por frações
parciais
Diversos cálculos em Engenharia Civil utilizam as integrais para obtenção de
valores para tomada de decisão, como o cálculo de resistência em estruturas.
Para assistir ao vídeo, acesse: Momento Fletor e cortante - carga
retangular.
Tema 1
Cálculo de integrais pelo método de substituição
simples
Como utilizar a integral para calcular a função do
esforço cortante?
Integração por substituição é um método para encontrar uma integral, mas
apenas quando pode ser configurada de maneira especial.
A primeira e mais importante etapa é ser capaz de escrevera a integral desta
forma:
∫ 𝒇(𝒈(𝒙)). 𝒈′(𝒙)𝒅𝒖
Vamos ver alguns exemplos?
Exemplo 1
∫ 𝒄𝒐𝒔 (𝒙𝟐 ). 𝟐𝒙 𝒅𝒙
Chamaremos 𝑥 2 de 𝑢, por isso o nome substituição simples.
Para facilitar o cálculo, substituímos parte da função por uma varável simples
(𝑢).
Como 𝒖 = 𝒙𝟐 ... derivando ... 𝒅𝒖 = 𝟐𝒙 𝒅𝒙
∫ 𝒄𝒐𝒔 (𝒖) 𝒅𝒖
Observe como, após a substituição, a integral ficou muito mais simples para a
solução.
∫ 𝒄𝒐𝒔 (𝒖) 𝒅𝒖 = 𝒔𝒆𝒏(𝒖) + 𝑪
Voltando para a variável original da função 𝒖 = 𝒙𝟐 ... 𝒅𝒖 = 𝟐𝒙 𝒅𝒙
∫ 𝒄𝒐𝒔 (𝒙𝟐 ). 𝟐𝒙 𝒅𝒙 = 𝒔𝒆𝒏(𝒙𝟐 ) + 𝑪
Exemplo 2
𝒙
∫ 𝒅𝒙
𝒙𝟐 +𝟏
Chamaremos 𝑥 2 + 1 de 𝑢.
𝒅𝒖
Como 𝒖 = 𝒙𝟐 + 𝟏 ... derivando ... 𝒅𝒖 = 𝟐𝒙 𝒅𝒙 .... = 𝒙 𝒅𝒙
𝟐
𝒙 𝟏 𝟏 𝒅𝒖 1 𝟏
∫ 𝒅𝒙 = ∫ 𝟐 𝒙 𝒅𝒙 →→→ ∫ = ∫ 𝒅𝒖
𝒙𝟐 +𝟏 𝒙 +𝟏 𝒖 𝟐 2 𝒖
Usando a tabela de integrais imediatas.
𝟏
∫ 𝒅𝒖 = 𝐥𝐧 𝒖 + 𝑪
𝒖
𝟏 𝟏 𝟏
∫ 𝒅𝒖 = 𝐥𝐧 𝒖 + 𝑪
𝟐 𝒖 𝟐
Substituindo 𝒖 = 𝒙𝟐 + 𝟏
𝒙 𝟏
∫ 𝒅𝒙 = 𝐥𝐧(𝒙𝟐 + 𝟏) + 𝑪
𝒙𝟐 + 𝟏 𝟐
Exemplo 3
∫ 𝐬𝐞𝐧(𝒙) 𝐜𝐨𝐬(𝒙) 𝒅𝒙
Chamaremos 𝑠𝑒𝑛 (𝑥) de 𝑢.
Como 𝑢 = 𝑠𝑒𝑛(𝑥) ... derivando ... 𝑑𝑢 = cos(𝑥) 𝑑𝑥
𝒖𝟐
∫ 𝒖 𝒅𝒖 = +𝑪
𝟐
Substituindo 𝑢 = 𝑠𝑒𝑛(𝑥)
𝒔𝒆𝒏𝟐 (𝒙)
∫ 𝐬𝐞𝐧(𝒙) 𝐜𝐨𝐬(𝒙) 𝒅𝒙 = +𝑪
𝟐
Tema 2
Cálculo de integrais pelo método de integração
por partes
Como utilizar a integral para calcular a função do
momento fletor?
Integração por partes é um método especial de integração que geralmente é
útil quando duas funções são multiplicadas juntas. No entanto, também pode
ser útil de outras maneiras.
Você verá muitos exemplos em breve, mas primeiro vamos ver a regra:
∫ 𝒖. 𝒅𝒗 = 𝒖. 𝒗 − ∫ 𝒗 𝒅𝒖
Vamos ver os exemplos?
Exemplo 1
∫ 𝒙. 𝒄𝒐𝒔(𝒙). 𝒅𝒙 = ?
Chamaremos de 𝑢 a função 𝑥 e de 𝑑𝑣 a função 𝑐𝑜𝑠(𝑥), multiplicado por 𝑑𝑥
𝑢=𝑥
𝑑𝑣 = cos(𝑥) 𝑑𝑥
Precisamos agora de 𝑣 de 𝑑𝑢.
Para isso, utilizaremos as relações feitas anteriormente:
𝑢 = 𝑥 ... Derivando ... 𝑑𝑢 = 𝑑𝑥
𝑑𝑣 = cos(𝑥) 𝑑𝑥 ... Integrando ... ∫ 𝑑𝑣 = ∫ cos(𝑥) 𝑑𝑥 ... 𝑣 = ∫ cos(𝑥) 𝑑𝑥 ... 𝑣 =
𝑠𝑒𝑛(𝑥)
Substituindo na regra:
𝑢=𝑥
𝑑𝑣 = 𝑐𝑜𝑠(𝑥) 𝑑𝑥
𝑑𝑢 = 𝑑𝑥
𝑣 = 𝑠𝑒𝑛(𝑥)
∫ 𝒖. 𝒅𝒗 = 𝒖. 𝒗 − ∫ 𝒗 𝒅𝒖
∫ 𝒙. 𝒄𝒐𝒔(𝒙). 𝒅𝒙 = 𝒙. 𝒔𝒆𝒏(𝒙) − ∫ 𝒔𝒆𝒏(𝒙) 𝒅𝒙
∫ 𝒙. 𝒄𝒐𝒔(𝒙). 𝒅𝒙 = 𝒙. 𝒔𝒆𝒏(𝒙) − (−𝒄𝒐𝒔(𝒙))
∫ 𝒙. 𝒄𝒐𝒔(𝒙). 𝒅𝒙 = 𝒙. 𝒔𝒆𝒏(𝒙) + 𝒄𝒐𝒔(𝒙) + 𝑪
Exemplo 2
𝒍𝒏(𝒙)
∫ 𝒅𝒙 = ?
𝒙
Chamaremos de 𝑢 a função 𝑥 de 𝑑𝑣 a função 𝑐𝑜𝑠(𝑥), multiplicado por 𝑑𝑥
𝑢 = ln(𝑥)
1
𝑑𝑣 = 𝑑𝑥
𝑥
Precisamos agora de 𝑣 de 𝑑𝑢.
Para isso, utilizaremos as relações feitas anteriormente:
1
𝑢 = ln(𝑥) ... Derivando ... 𝑑𝑢 = 𝑥 𝑑𝑥
1 1 1
𝑑𝑣 = 𝑥 𝑑𝑥 ... Integrando ... ∫ 𝑑𝑣 = ∫ 𝑥 𝑑𝑥 ... 𝑣 = ∫ 𝑥 𝑑𝑥 ... 𝑣 = ln(𝑥)
Substituindo na regra:
𝑢 = ln(𝑥)
1
𝑑𝑣 = 𝑑𝑥
𝑥
1
𝑑𝑢 = 𝑑𝑥
𝑥
𝑣 = ln(𝑥)
∫ 𝒖. 𝒅𝒗 = 𝒖. 𝒗 − ∫ 𝒗 𝒅𝒖
𝒍𝒏(𝒙) 𝟏
∫ 𝒅𝒙 = 𝒍𝒏 (𝒙) . 𝒍𝒏 (𝒙) − ∫ 𝒍𝒏(𝒙) 𝒅𝒙
𝒙 𝒙
𝒍𝒏(𝒙) 𝒍𝒏(𝒙)
∫ 𝒅𝒙 = 𝒍𝒏 (𝒙) . 𝒍𝒏 (𝒙) − ∫ 𝒅𝒙
𝒙 𝒙
Observem que a integral do lado esquerdo é igual à que está do lado direito.
Então, isolaremos do lado esquerdo a integral.
𝒍𝒏(𝒙) 𝒍𝒏(𝒙)
∫ 𝒅𝒙 + ∫ 𝒅𝒙 = 𝒍𝒏 (𝒙) . 𝒍𝒏 (𝒙)
𝒙 𝒙
𝒍𝒏(𝒙) 𝟐
𝟐∫ 𝒅𝒙 = (𝒍𝒏 (𝒙))
𝒙
Lembrando do pedido do exercício...
𝒍𝒏(𝒙)
∫ 𝒅𝒙 = ?
𝒙
Conseguimos calcular...
𝒍𝒏(𝒙) 𝟐
𝟐∫ 𝒅𝒙 = (𝒍𝒏 (𝒙))
𝒙
Dividindo os dois lados por 2...
𝒍𝒏(𝒙) 𝒍𝒏𝟐 (𝒙)
∫ 𝒅𝒙 = +𝑪
𝒙 𝟐
Tema 3
Integração de funções trigonométricas
As funções trigonométricas têm sua importância em
diversas áreas da ciência. Podemos citar as funções
seno e cosseno, que nos auxiliam quando precisamos
trabalhar com o conceito de periodicidade. Qual o valor
da integral de cosseno variando de 0 a 𝝅?
As funções que envolvem funções trigonométricas são úteis, pois são boas
para descrever o comportamento periódico. Esta seção descreve várias
técnicas para encontrar antiderivadas de certas combinações de funções
trigonométricas.
Ao aprendermos a técnica de substituição, vimos a integral
∫ 𝑠𝑒𝑛 (𝑥). cos (𝑥) 𝑑𝑥.
A integração não foi difícil, e pode-se facilmente avaliar a integral indefinida
deixando 𝑢 = 𝑠𝑒𝑛 (𝑥) ou deixando 𝑢 = cos(𝑥).
Essa integral é fácil, pois a potência do seno e do cosseno é 1.
Integrais da forma ∫ 𝒔𝒆𝒏𝒎 (𝒙)𝒄𝒐𝒔𝒏 (𝒙) 𝒅𝒙
Generalizamos essa integral e consideramos as integrais da forma:
∫ 𝒔𝒆𝒏𝒎 (𝒙)𝒄𝒐𝒔𝒏 (𝒙)𝒅𝒙,
Em que m e n são inteiros, não negativos.
Nossa estratégia para avaliar essas integrais é usar a identidade
trigonométrica:
𝐜𝐨𝐬 𝟐 (𝒙) + 𝐬𝐞𝐧𝟐 (𝒙) = 𝟏
Essa identidade trigonométrica será importante para convertermos expoentes
de altas potências nas funções trigonométricas em funções com expoentes
menores.
Outras duas identidades trigonométricas muito usadas serão:
𝟏 + 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙)
𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝒙) =
𝟐
𝟏 − 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙)
𝐬𝐞𝐧𝟐 (𝒙) =
𝟐
Vamos ver alguns exemplos?
Exemplo 1
∫ 𝒔𝒆𝒏𝟓 (𝒙)𝒄𝒐𝒔𝟖 (𝒙) 𝒅𝒙 = ?
𝒔𝒆𝒏𝟓 (𝒙) = 𝒔𝒆𝒏𝟒 (𝒙). 𝒔𝒆𝒏(𝒙)
i. Considerando a identidade trigonométrica.
𝐜𝐨𝐬 𝟐 (𝒙) + 𝐬𝐞𝐧𝟐 (𝒙) = 𝟏
ii. Isolando o 𝐬𝐞𝐧𝟐 (𝒙)
𝐬𝐞𝐧𝟐 (𝒙) = 𝟏 − 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝒙)
iii. Retornando a equação: 𝒔𝒆𝒏𝟓 (𝒙) = 𝒔𝒆𝒏𝟒 (𝒙). 𝒔𝒆𝒏(𝒙)
𝟐
𝒔𝒆𝒏𝟓 (𝒙) = 𝒔𝒆𝒏𝟒 (𝒙). 𝒔𝒆𝒏(𝒙) = (𝒔𝒆𝒏𝟐 (𝒙)) . 𝒔𝒆𝒏(𝒙) = (𝟏 − 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝒙))𝟐 . 𝒔𝒆𝒏(𝒙)
iv. Agora, retornando a integral e substituindo: 𝒔𝒆𝒏𝟓 (𝒙) = (𝟏 −
𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝒙))𝟐 . 𝒔𝒆𝒏(𝒙)
∫ 𝒔𝒆𝒏𝟓 (𝒙)𝒄𝒐𝒔𝟖 (𝒙) 𝒅𝒙
∫ 𝒔𝒆𝒏𝟓 (𝒙)𝒄𝒐𝒔𝟖 (𝒙)𝒅𝒙 = ∫(𝟏 − 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝒙))𝟐 . 𝒔𝒆𝒏(𝒙). 𝒄𝒐𝒔𝟖 (𝒙)𝒅𝒙
v. Agora, substituindo por uma variável mais simples 𝒖 = 𝐜𝐨𝐬(𝒙), logo
𝒅𝒖 = −𝒔𝒆𝒏 (𝒙)𝒅𝒙
vi. Substituindo na integral:
∫(𝟏 − 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝒙))𝟐 . 𝒔𝒆𝒏(𝒙). 𝒄𝒐𝒔𝟖 (𝒙)𝒅𝒙 = − ∫(𝟏 − 𝒖𝟐 )𝟐 . 𝒖𝟖 . 𝒅𝒖
vii. Utilizaremos o produto notável: (𝒂 − 𝒃)𝟐 = 𝒂𝟐 − 𝟐𝒂𝒃 + 𝒃𝟐
− ∫(𝟏 − 𝒖𝟐 )𝟐 . 𝒖𝟖 . 𝒅𝒖 = − ∫(𝟏𝟐 − 𝟐. 𝟏. 𝒖𝟐 + (𝒖𝟐 )𝟐 ). 𝒖𝟖 . 𝒅𝒖
viii. Aplicando a distributiva.
− ∫(𝟏 − 𝟐𝒖𝟐 + 𝒖𝟒 ). 𝒖𝟖 . 𝒅𝒖 = − ∫(𝒖𝟖 − 𝟐𝒖𝟏𝟎 + 𝒖𝟏𝟐 )𝒅𝒖
ix. Agora a integral ficou bem mais simples...
𝒖𝟗 𝟐𝒖𝟏𝟏 𝒖𝟏𝟑 𝒖𝟗 𝟐𝒖𝟏𝟏 𝒖𝟏𝟑
− ∫(𝒖𝟖 − 𝟐𝒖𝟏𝟎 + 𝒖𝟏𝟐 )𝒅𝒖 = − ( − + )=− + − +𝑪
𝟗 𝟏𝟏 𝟏𝟑 𝟗 𝟏𝟏 𝟏𝟑
x. Voltando para a variável original 𝒖 = 𝐜𝐨𝐬(𝒙)
𝟓 (𝒙)𝒄𝒐𝒔𝟖
𝒄𝒐𝒔𝟗 (𝒙) 𝟐𝒄𝒐𝒔𝟏𝟏 (𝒙) 𝒄𝒐𝒔𝟏𝟑 (𝒙)
∫ 𝒔𝒆𝒏 (𝒙) 𝒅𝒙 = − + − +𝑪
𝟗 𝟏𝟏 𝟏𝟑
Exemplo 2
∫ 𝒄𝒐𝒔𝟒 𝒙 𝒔𝒆𝒏𝟐 𝒙 𝒅𝒙 = ?
i. Utilizaremos as seguintes identidades trigonométricas:
𝟏 + 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙)
𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝒙) =
𝟐
𝟏 − 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙)
𝐬𝐞𝐧𝟐 (𝒙) =
𝟐
∫ 𝒄𝒐𝒔𝟒 𝒙 𝒔𝒆𝒏𝟐 𝒙 𝒅𝒙 = ∫(𝒄𝒐𝒔𝟐 (𝒙))𝟐 𝒔𝒆𝒏𝟐 𝒙 𝒅𝒙
𝟐
𝟐 (𝒙))𝟐 𝟐
𝟏 + 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙) 𝟏 − 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙)
∫(𝒄𝒐𝒔 𝒔𝒆𝒏 𝒙 𝒅𝒙 = ∫ ( ) ( ) 𝒅𝒙
𝟐 𝟐
ii. Aplicando o produto notável: (𝒂 + 𝒃)𝟐 = 𝒂𝟐 _𝟐𝒂𝒃 + 𝒃𝟐
𝟏 + 𝟐 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙) + 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝟐𝒙) 𝟏 − 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙)
∫( ).( ) 𝒅𝒙 =
𝟒 𝟐
𝟏
∫(𝟏 + 𝟐 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙) + 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝟐𝒙)). (𝟏 − 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙)) 𝒅𝒙
𝟖
𝟏
= ∫(𝟏 − 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙) + 𝟐 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙) − 𝟐 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝟐𝒙) + 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝟐𝒙)
𝟖
− 𝐜𝐨𝐬𝟑 (𝟐𝒙)) 𝒅𝒙
𝟏
= ∫(𝟏 + 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙) − 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝟐𝒙) − 𝐜𝐨𝐬𝟑 (𝟐𝒙)) 𝒅𝒙
𝟖
iii. Dividiremos em quatro integrais:
𝑰 = ∫(𝟏) 𝒅𝒙 = 𝒙 + 𝒄𝑰
𝑰𝑰 = ∫ 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙) 𝒅𝒙
iv. Utilizando uma substituição simples de 𝑢 = 2𝑥
𝒔𝒆𝒏(𝟐𝒙)
𝑰𝑰 = + 𝒄𝑰𝑰
𝟐
𝑰𝑰𝑰 = ∫ 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝟐𝒙) 𝒅𝒙
v. Utilizaremos a seguinte identidade trigonométrica:
𝟏 + 𝐜𝐨𝐬(𝟐𝒙)
𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝒙) =
𝟐
𝟏 + 𝐜𝐨𝐬(𝟒𝒙)
𝑰𝑰𝑰 = ∫ 𝐜𝐨𝐬𝟐 (𝟐𝒙) 𝒅𝒙 = ∫ 𝒅𝒙
𝟐
𝟏
𝑰𝑰𝑰 = (∫ 𝟏. 𝒅𝒙 + ∫ 𝐜𝐨𝐬(𝟒𝒙) 𝒅𝒙 )
𝟐
vi. Para a integral ∫ cos(4𝑥) 𝑑𝑥 , utilizaremos uma substituição simples
de 𝑢 = 4𝑥
𝟏 𝒔𝒆𝒏(𝟒𝒙)
𝑰𝑰𝑰 = (𝒙 + ) + 𝒄𝑰𝑰𝑰
𝟐 𝟒
vii. E, para finalizar...
𝑰𝑽 = ∫ 𝐜𝐨𝐬𝟑 (𝟐𝒙) 𝒅𝒙
viii. Finalmente, reescrevemos cos 3 (𝑥) como:
𝒄𝒐𝒔𝟑 (𝟐𝒙) = 𝒄𝒐𝒔𝟐 (𝟐𝒙) 𝒄𝒐𝒔(𝟐𝒙) = (𝟏 − 𝒔𝒆𝒏𝟐 (𝟐𝒙)) 𝒄𝒐𝒔(𝟐𝒙)
𝑰𝑽 = ∫ 𝒄𝒐𝒔𝟑 (𝟐𝒙) 𝒅𝒙 = ∫ (𝟏 − 𝒔𝒆𝒏𝟐 (𝟐𝒙)) 𝒄𝒐𝒔(𝟐𝒙) 𝒅𝒙
ix. Deixando 𝑢 = 𝑠𝑒𝑛 (2𝑥), temos 𝑑𝑢 = 2 cos(2𝑥) 𝑑𝑥. Portanto:
𝟏
𝑰𝑽 =∫(𝟏 − 𝒖𝟐 )𝒅𝒖
𝟐
𝟏 𝒖𝟑
𝑰𝑽 = (𝒖 − )
𝟐 𝟑
𝟏 𝒔𝒆𝒏𝟑 (𝟐𝒙)
𝑰𝑽 = (𝒔𝒆𝒏(𝟐𝒙) − ) + 𝒄𝑰𝑽
𝟐 𝟑
𝟏
∫ 𝒄𝒐𝒔𝟒 𝒙 𝒔𝒆𝒏𝟐 𝒙 𝒅𝒙 = (𝑰 + 𝑰𝑰 − 𝑰𝑰𝑰 − 𝑰𝑽)
𝟖
𝟏 𝒔𝒆𝒏(𝟐𝒙) 𝟏 𝒔𝒆𝒏(𝟒𝒙) 𝟏 𝒔𝒆𝒏𝟑 (𝟐𝒙)
∫ 𝒄𝒐𝒔𝟒 𝒙 𝒔𝒆𝒏𝟐 𝒙 𝒅𝒙 = (𝒙 + − (𝒙 + ) − (𝒔𝒆𝒏(𝟐𝒙) − ) + 𝑪)
𝟖 𝟐 𝟐 𝟒 𝟐 𝟑
Considerando as constantes de integração de cada termo 𝒄𝑰 + 𝒄𝑰𝑰 + 𝒄𝑰𝑰𝑰 + 𝒄𝑰𝑽 = 𝑪.
Tema 4
Integração de funções racionais por frações
parciais
Por que decompor uma divisão de polinômios em
frações parciais?
Vimos algumas técnicas que nos permitem integrar funções racionais
específicas.
Por exemplo, sabemos que:
𝟏
∫ 𝒅𝒙 = 𝒍𝒏|𝒙| + 𝑪
𝒙
Também podemos citar outra integral:
𝟏 𝒙
∫ 𝒅𝒙 = 𝒕𝒂𝒏−𝟏 ( ) + 𝑪
𝒙𝟐 +𝒂𝟐 𝒂
Nesta seção examinamos o método de decomposição de fração parcial, que
nos permite decompor funções racionais em somas de funções racionais mais
simples e mais facilmente integradas.
Usando esse método, podemos reescrever uma expressão como:
𝟑𝒙 𝟏 𝟏
= +
𝒙𝟐 −𝒙−𝟐 𝒙+𝟏 𝒙−𝟐
A chave para o método de decomposição de fração parcial é ser capaz de
antecipar a forma que a decomposição de uma função racional assumirá.
Como veremos, essa forma é previsível e altamente dependente da fatoração
do denominador da função racional.
Importante ter em mente que a decomposição da fração parcial pode ser
aplicada a uma função racional.
Vamos ver um exemplo?
𝑷(𝒙)
∫ 𝒅𝒙, 𝒐𝒏𝒅𝒆 𝒈𝒓𝒂𝒖 𝒅𝒆 𝑷(𝒙) ≥ 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒈𝒓𝒂𝒖 𝒅𝒆 𝑸(𝒙)
𝑸(𝒙)
i. Nesse caso:
𝑃(𝑥) 𝑅(𝑥)
= 𝐴(𝑥) +
𝑄(𝑥) 𝑄(𝑥)
Em que:
• 𝑷(𝒙) é o dividendo.
• 𝑸(𝒙) é o quociente.
• 𝑨(𝒙) é o resultado da divisão.
• 𝑹(𝒙) é o resto da divisão
𝒙𝟐 + 𝟑𝒙 + 𝟓
∫ 𝒅𝒙 =?
𝒙+𝟏
𝑃(𝑥) = 𝒙𝟐 + 𝟑𝒙 + 𝟓
𝑄(𝑥) = 𝒙 + 𝟏
𝒙𝟐 + 𝟑𝒙 + 𝟓 𝑅(𝑥)
= 𝐴(𝑥) +
𝒙+𝟏 𝒙+𝟏
𝒙𝟐 +𝟑𝒙+𝟓
ii. Fazendo a divisão de , obtemos um resultado 𝐴(𝑥) = 𝑥 + 2,
𝒙+𝟏
com resto 𝑅(𝑥) = 3
𝒙𝟐 + 𝟑𝒙 + 𝟓 3
=𝒙+𝟐+
𝒙+𝟏 𝒙+𝟏
𝒙𝟐 + 𝟑𝒙 + 𝟓 3 𝟑
∫ 𝒅𝒙 = ∫ (𝒙 + 𝟐 + ) 𝒅𝒙 = ∫ 𝒙 𝒅𝒙 + ∫ 𝟐 𝒅𝒙 + ∫ 𝒅𝒙
𝒙+𝟏 𝒙+𝟏 𝒙+𝟏
iii. Dessa forma, a integral fica muito mais simples de trabalhar.
𝟑 𝒙𝟐
∫ 𝒙 𝒅𝒙 + ∫ 𝟐 𝒅𝒙 + ∫ 𝒅𝒙 = + 𝟐𝒙 + 𝟑 𝒍𝒏|𝒙 + 𝟏| + 𝑪
𝒙+𝟏 𝟐
Para aprofundar os seus conhecimentos sobre o método, acesse a
Biblioteca Virtual e leia:
THOMAS, G. B. Cálculo, Volume 1. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2014.
ISBN: 9788581430867.
Vídeo
Para saber mais sobre integração de funções racionais por frações
parciais, assista ao vídeo Técnicas de Frações Parciais, publicado na
unidade da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Encerramento
Como utilizar a integral para calcular a função do
esforço cortante?
Calculando a integral da carga concentrada.
𝑉(𝑥) = − ∫ 𝑄(𝑥) 𝑑𝑥
Como utilizar a integral para calcular a função do
momento fletor?
Calculando a integral do esforço cortante.
𝑀(𝑥) = ∫ 𝑉(𝑥) 𝑑𝑥
As funções trigonométricas têm sua importância em
diversas áreas da ciência. Podemos citar as funções
seno e cosseno, que nos auxiliam quando precisamos
trabalhar com o conceito de periodicidade. Qual o valor
da integral de cosseno variando de 0 a π?
𝜋
∫ 𝒄𝒐𝒔(𝒙). 𝒅𝒙 = [𝒔𝒆𝒏(𝒙)]𝝅𝟎 = 𝟎 − 𝟎 = 𝟎
0
Por que decompor uma divisão de polinômios em
frações parciais?
Por ser um método que permite decompor expressões racionais, isto é,
quocientes de dois polinômios em uma soma de frações mais simples,
chamadas frações parciais.
Resumo da Unidade
Nesta unidade trabalhamos com algumas técnicas de integração, com o
objetivo de facilitar a solução das integrais em diversos problemas. Além
disso, utilizamos a tabela de integrais imediatas.