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Infecções Viróticas em Crianças: Resfriado e Gripe

As infecções viróticas de vias aéreas superiores (IVAS) são comuns em pediatria, geralmente autolimitadas e com cura em uma semana. Os sintomas variam de resfriados comuns a gripes, com a gripe apresentando febre alta e maior prostração. A diferenciação entre resfriado e gripe é crucial para o tratamento adequado, que inclui medidas como lavagem nasal e antitérmicos quando necessário.

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Aryana Anayra
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Infecções Viróticas em Crianças: Resfriado e Gripe

As infecções viróticas de vias aéreas superiores (IVAS) são comuns em pediatria, geralmente autolimitadas e com cura em uma semana. Os sintomas variam de resfriados comuns a gripes, com a gripe apresentando febre alta e maior prostração. A diferenciação entre resfriado e gripe é crucial para o tratamento adequado, que inclui medidas como lavagem nasal e antitérmicos quando necessário.

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As infecções viróticas de vias aéreas superiores (IVAS) são motivo de mais da metade das consultas em pediatria.

São
autolimitadas, com cura espontânea em aproximadamente uma semana, independente do tratamento.

Fatores de risco para viroses respiratórias e suas complicações:

• Aglomeração;
• Família numerosa;
• Baixo nível socioeconômico;
• Frequência em creches e escolas;
• Fumaça de cigarro;
• Poluição ambiental;
• Estresse psicológico;
• Desnutrição;
• Prematuridade e BPN;
• Comorbidades significativas;
• Imunodepressão.

A queixa é que a criança está “gripada” ou “resfriada”, com coriza, rinorreia, “fungueira”, espirros, congestão e obstrução
nasal.

Pode ter tosse, irritação ou dor na garganta, congestão ocular, lacrimejamento. O quadro depende da idade, do vírus, da
cepa, da imunidade prévia específica e da imunocompetência. Bebês e lactentes podem ficar irritados, inquietos, com
choro fácil, dificuldade de dormir, pouco apetite e diarreia. A maior parte são resfriados comuns (rinofaringites ou
rinossinusites viróticas), geralmente pouco sintomáticas, com predomínio de sintomas como congestão nasal, rinorreia,
tosse e pouca repercussão sistêmica.

São relevantes no exame físico do paciente com gripe ou resfriado:

• Estado geral;
• Presença de febre;
• Exame da orofaringe;
• Rinoscopia e otoscopia;
• Linfonodos de cabeça e pescoço;
• Taquipneia, dispneia;
• Ausculta pulmonar: broncoespasmo, crepitações ou estridor;
• Dor À palpação da mastoide;
• Aspecto da secreção nasal;
• Secreção purulenta na faringe.

Resfriado comum

Infecção viral benigna caracterizada por sintomas nasais proeminentes (congestão, obstrução nasal, rinorreia) com
pouca ou nenhuma repercussão sistêmica. Há coriza, dor de garganta, obstrução nasal e tosse seca que se intensificam
após o terceiro dia e em geral persistem por 3-4 dias após o desaparecimento da febre. Se há febre, é mais baixa e com
pouca repercussão sobre o estado geral. Não ocorre prostração significativa ou ela fica restrita aos períodos febris. O
diagnóstico do resfriado comum é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico.

Conduta no resfriado comum:

• Lavagem nasal com SF;


• Antitérmico SOS;
• Hidratação VO.

Gripe ou influenza
Virose respiratória mais grave, com maior repercussão sobre estado geral e maior risco de comprometimento de vias
aéreas baixas e de complicações (otite média aguda, sinusite, pneumonia). Nas gripes, os sintomas respiratórios se
associam a febre e a prostração. A febre é alta, de início súbito, acompanhada de calafrios, maior prostração e mal-estar,
hiporexia, dores musculares, cefaleia. Os sintomas são mais intensos nos primeiros dias da doença. Coriza e tosse seca
residual podem persistir por mais tempo que no resfriado, até 2-4 semanas. A febre alta é o sintoma diferencial mais
importante entre a gripe e o resfriado e geralmente dura em torno de 2-4 dias. A ausência de vacinação contra gripe no
último ano aumenta significativamente a chance de ser influenza.

Aryana Anayra Muniz Carvalho de Oliveira


10º Período – Medicina/UNISL
Conduta na síndrome gripal:

• Lavagem nasal com SF;


• Antitérmico SOS;
• Hidratação VO;
• Se > 5 anos e até 48 horas de abertura do quadro: Oseltamivir por 5 dias.
DIFERENCIAÇÃO CLÍNICA ENTRE RESFRIADO COMUM E GRIPE
RESFRIADO GRIPE
• Início lento dos sintomas; • Início abrupto;
• Febre rara ou mais baixa; • Febre alta (e calafrios) que dura cerca de 3 dias;
• Ausência de prostração significativa; • Coriza, dor de garganta e tosse pioram após o terceiro dia;
• Coriza e obstrução nasal presentes desde o início; • Mialgia, inapetência e cefaleia;
• Dor no corpo discreta ou ausente; • Hiperemia conjuntival, dor ocular, lacrimejamento.
• Complicações menos frequentes.

Na história clínica, pesquisar a cronologia dos sintomas, se o início foi abrupto ou insidioso, assim como a intensidade,
evolução e duração dos sintomas. Interrogar a febre e suas características (intensidade, frequência de picos, necessidade
de antitérmicos e seu efeito) e repercussões sobre o estado geral, disposição para atividades, prostração e apetite.
Pesquisar dor de cabeça, ouvido e garganta. Entender se há outros casos simultâneos na família, antecedentes de alergia
(asma e rinite), de infecções respiratórias frequentes ou recentes (otite, sinusite, amigdalite, pneumonia) e uso recente
de antibióticos.

Aryana Anayra Muniz Carvalho de Oliveira


10º Período – Medicina/UNISL

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