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ATO 1
( Em uma noite, Julieta ( Sophia) estava trabalhando no bar do
seu pai, Julieta era uma moça bela, porém
interesseira, gosta de ostentar e de muito dinheiro, possuía um
pai do qual era dono do bar, o seu
nome era Antônio ( Arthur) que era um idoso de 78 anos , muito
rabugento e tinha ciúmes de Julieta, que era sua única filha. Em
uma noite, Julieta está lavando os copos do bar. Uma jovem
entra, claramente nervosa e deslocada.)
*Julieta*: Olá, boa noite, como posso ajudá-la?
*Rebeca*: Olá, estou perdida. Poderia me ajudar?
*Julieta*: Claro, onde gostaria de ir?
*Rebeca*: Fugi da cidade recentemente, estou perdida,
gostaria de saber onde estou.
*Julieta*: Qual seria o motivo da fuga?
*Rebeca*: Prefiro não informar.
*Julieta*: Ok, você está na Vila Velha, a 20 km da grande
cidade.
*Rebeca*: Obrigada, moça. Perdão pela minha falta de
educação, me chamo Rebeca.
(Antônio, ao fundo, percebe a nova pessoa e se aproxima,
intrigado.)
*Antônio*: Quem é ela, Julieta?
*Julieta*: Pai, esta é Rebeca. Ela está perdida e parece que
fugiu da cidade.
*Antônio*: (Desconfiado) Fugiu? Por quê?
*Rebeca*: (Nervosa) Prefiro não entrar em detalhes. Só preciso
de um lugar para ficar por um tempo, eu preciso descansar um
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pouco, eu posso ajuda-los se servir como forma de retribuir.
*Julieta*: Pai, podemos deixá-la ficar aqui? Ela pode nos ajudar
no bar.
*Antônio*: (Relutante) Tudo bem. Mas nada de problemas,
entendeu?
*Rebeca*: Claro, senhor. Obrigada.
*Julieta:* O nosso quarto de hóspedes fica para lá, você pode
descansar um pouco.( Julieta aponta para um local fora da
cena)
( Rebeca sai de cena indo para o local informado, Antônio
senta e começa a ver papéis de finanças do bar, revisando os
registros financeiros. Ele está concentrado, folheando os livros
contábeis e os extratos bancários, enquanto isso Rebeca volta
novamente para o bar e ver seu pai na entrada.)
(Tião, um coronel rico e autoritário, entra furioso no bar. Julieta
está trabalhando, e Antônio está na mesa lidando com as
finanças, enquanto Rebeca está voltando do quarto de
hóspedes)
*Tião*: (Gritando) Rebeca! Onde você está, menina ingrata?
*Rebeca*: (Assustada, se escondendo atrás do balcão) Pai! O
que você está fazendo aqui?
*Julieta*: (Intervindo, tentando acalmar a situação) Senhor , por
favor, podemos conversar?
*Tião*: (Furioso) Não há o que conversar, mocinha. Minha filha
fugiu e agora preciso levá-la de volta.
*Julieta*: Entendo sua preocupação, mas talvez possamos
resolver isso de uma maneira calma e racional.
*(Tião olha ao redor do bar, observando o ambiente e notando
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a presença um homem sentado sobre a mesa cuidando de
finanças)*
*Tião*: (Mais calmo, mas ainda firme) Eu só quero levar minha
filha de volta para casa. Ela não deveria ter fugido.
*Rebeca*: (Saindo de trás do balcão, com lágrimas nos olhos)
Pai, por favor, entenda. Eu precisava sair por um tempo.
*Tião*: (Suspirando, olhando para Rebeca com compaixão) Eu
sei que você teve seus motivos, minha filha. Mas precisamos
resolver isso adequadamente.
*Rebeca*: Pai, podemos conversar em particular? No quarto de
hóspedes?
*Tião*: (Refletindo por um momento) Está bem, vamos
conversar lá.
(Rebeca guia Tião até o quarto de hóspedes, enquanto Julieta
observa com apreensão. Ela nota a riqueza e a autoridade de
Tião, despertando seu interesse.)
*Julieta*: (Para si mesma, falando) Um coronel... rico assim
poderia ser útil para algumas... oportunidades.
(No quarto de hóspedes, Tião e Rebeca estão conversando em
particular. Julieta fica no bar, observando nervosamente e
pensando nas possibilidades que a conexão com Tião poderia
trazer.)
*Tião*: (Calmo, mas firme) Rebeca, por que você fugiu? Seu
comportamento tem me preocupado muito.
*Rebeca*: (Com sinceridade) Pai, eu estava sufocada na
cidade grande. Precisava de um tempo para pensar sobre o
que eu quero para minha vida.
*Tião*: (Com compaixão) Eu entendo, mas você precisa
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entender que suas ações têm consequências.
(Enquanto isso, Julieta observa de longe, notando a autoridade
e a riqueza de Tião. Ela pensa nas vantagens que uma
conexão com ele poderia trazer para seus próprios objetivos
financeiros.)
*Julieta*: (Para si mesma, pensando) Esse coronel parece ter
muito dinheiro. Seria uma boa oportunidade para garantir meu
futuro financeiro.
(Tião continua a conversa com Rebeca, oferecendo conselhos paternais e
expressando suas preocupações. Enquanto isso, Julieta reflete sobre suas próprias
ambições e os meios para alcançá-las.)
*Antônio começa a murmurar sobre as finanças que está
cuidando*
*Antônio*: (Murmurando para si mesmo) Algo não está certo...
As contas não batem, e tem muito dinheiro sumindo.
(Julieta percebe os resmungados do seu pai e senta-se
juntamente com a presença dele.)
*Julieta*: Pai, o que você está fazendo ?
*Antônio*: (Sério) Julieta, precisamos conversar. Estou
revisando as finanças do bar e encontrei algumas
discrepâncias sérias.
*Julieta*: (Fingindo surpresa) Discrepâncias? Deve ser um
engano, pai. Eu sempre cuidei das finanças com cuidado.
*Antônio*: (Mostrando os documentos) Não é possível que seja
um engano. Olhe isso. Dinheiro saindo sem explicação, contas
não pagas... O que está acontecendo, Julieta?
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*Julieta*: (Pensando rápido) Pai, eu... Eu estava apenas
ajustando algumas coisas temporariamente. Tive despesas
extras que precisavam ser cobertas.
*Antônio*: (Com voz firme) Isso não parece ajuste temporário,
Julieta. Você está escondendo algo de mim?
*Julieta*: (Cada vez mais nervosa) Não, pai, eu só queria...
(A discussão se intensifica à medida que Antônio confronta
Julieta sobre suas ações. Julieta, irritada com as acusações,
começa a se justificar, enquanto Antônio se sente traído e
desiludido.)
*Antônio*: Você quebrou minha confiança, Julieta. E mais do
que isso, você prejudicou o bar, nossa fonte de sustento.
(Antônio começa a sentir dor no peito, agarrando-se à mesa
para se apoiar. Ele luta para respirar, sua expressão revelando
o sofrimento.)
*Julieta*: (Preocupada) Pai, você está bem?
*(Antônio, com dificuldade para falar, balança a cabeça
negativamente, incapaz de responder.)*
*Julieta*: (Entrando em pânico) Rebeca, socorro!!!
*(Antônio cai no chão, inconsciente. Julieta chora enquanto
tenta reanimá-lo, mas é tarde demais.)*
*Julieta*: (Chorando) Pai... Pai, por favor, acorde...
(No bar, após a morte de Antônio. Julieta está desolada,
enquanto Rebeca e Tião correm para Julieta e entendem o que
aconteceu)
*Rebeca*: (Para Julieta) Julieta, sinto muito. Sei que você só
queria o melhor, mas precisamos aprender com nossos erros.
*Julieta*: (Chorando) Eu fui tão cega... Só pensava em mim
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mesma. Agora meu pai se foi.
*Tião*: (Aproximando-se) Julieta, eu também errei. A raiva e a
ganância podem destruir tudo que temos de mais valioso.
Precisamos mudar.
*Rebeca*: Vamos reabrir o bar em homenagem ao seu pai,
Julieta. E fazer as coisas de maneira honesta e justa.
*Julieta*: (Secando as lágrimas) Sim, vamos. E eu prometo
mudar. Por meu pai e por nós.
( Todos os atores se levantam e agradecem ao público,
recebendo uma chuva de aplausos)
FIM