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Redes Sociais e Saúde Mental Juvenil

Proposta de redação
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Proposta

Como estudante nascido(a) concomitantemente às redes sociais e bastante crítico(a) em


relação ao uso dessas ferramentas, ficou satisfeito(a) ao saber que há um interesse cada
vez maior em limitar o uso das mídias digitais por crianças e adolescentes. Levou, então,
essa questão à direção da escola onde estuda, para que uma atividade extra fosse dada
sobre o tema, de extrema relevância. Com isso, o pediatra Daniel Becker foi convidado a
oferecer uma palestra a toda a comunidade escolar, e você ficou responsável pelo discurso
de abertura desse evento. Nesse discurso, você deve: a) apresentar a questão do uso das
redes sociais por crianças e adolescentes, assim como suas consequências negativas; b)
apresentar a importância do convidado e palestrante frente ao tema que será discutido,
assim como um resumo da visão que ele sustenta.

Excerto 1

A governadora do Estado americano de Nova York, Kathy Hochul, deixou clara sua opinião
sobre as redes sociais no início de julho, ao anunciar a assinatura de duas novas leis
estaduais destinadas a proteger menores de idade contra os riscos do mundo digital.
Hochul declarou que os aplicativos são responsáveis por transformar "crianças
despreocupadas em adolescentes deprimidos". Mas ela acredita que a legislação
sancionada por ela ajudará a combater esta situação. (...) A partir de 2025, as novas leis
podem forçar aplicativos, como o TikTok e o Instagram, a transportar as crianças de volta
aos primórdios das redes sociais, quando o conteúdo ainda não era definido pelas "curtidas"
dos usuários e as gigantes da tecnologia não coletavam dados sobre nossos interesses,
humor, hábitos e muito mais.

A Lei da Suspensão da Exploração de Feeds Viciantes para Crianças (Safe, na sigla em


inglês, ou "Seguro") exige que as plataformas de redes sociais e lojas de aplicativos
busquem o consentimento dos pais para que menores de 18 anos usem aplicativos com
"feeds viciantes". Esta é uma tentativa inovadora de regulamentar as recomendações dos
algoritmos das redes sociais. A Lei Safe irá proibir que os aplicativos enviem notificações
para crianças e adolescentes entre 0h e 6h — criando, na prática, uma hora de dormir legal
para os aparelhos. Ela também exige melhores sistemas de verificação da idade, para evitar
que a inscrição de crianças passe despercebida.

A segunda lei, chamada de Lei de Proteção de Dados das Crianças de Nova York, limita a
coleta de informações dos usuários pelos provedores de aplicativos. "Ao controlar os feeds
viciantes e proteger os dados pessoais das crianças, iremos fornecer um ambiente digital
mais seguro, com mais tranquilidade para os pais, e criar um futuro mais brilhante para os
jovens de toda Nova York", disse a [Link] duas leis fazem parte de uma
preocupação cada vez maior com os efeitos das redes sociais sobre a saúde mental dos
jovens. O cirurgião-geral dos Estados Unidos (autoridade máxima em saúde pública do
país), Vivek Murthy, chegou recentemente a defender alertas para os aplicativos de redes
sociais, similares aos avisos incluídos nas embalagens de cigarros.
Nos Estados Unidos e em várias outras partes do mundo, jovens enfrentam uma crise de
saúde mental e os próprios funcionários de grandes empresas de tecnologia reconheceram
os danos causados a algumas crianças.

Disponível em: [Link]

Excerto 2

Para os pais, a promessa de maior supervisão e controle sobre o que seus filhos
adolescentes veem e fazem no Instagram pode parecer um alívio à primeira vista. No
entanto, é importante enxergar além das aparências e reconhecer as limitações dessas
ferramentas. Por trás dessas inovações, continua existindo um sistema profundamente
prejudicial que está impactando seriamente a saúde física e mental dos jovens. O pediatra
Daniel Becker, um dos mais respeitados especialistas em saúde infantil, destaca que o uso
excessivo de redes sociais está diretamente ligado ao aumento de transtornos como
ansiedade, depressão e até suicídio entre adolescentes.

Dados recentes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS reforçam essa


preocupação, mostrando que, pela primeira vez, crianças e adolescentes estão mais
ansiosos que os adultos. A hiperconexão impulsionada pelas redes sociais — muitas vezes
sem supervisão adequada — tem transformado a infância e a adolescência em um período
de constante pressão social, comparação e busca por validação digital. O próprio pediatra
argumenta que estamos diante de uma “amputação da infância”: o tempo gasto nas redes
está privando os jovens das experiências essenciais para o desenvolvimento saudável,
como brincar, interagir presencialmente e desenvolver habilidades socioemocionais. Mesmo
com as novas configurações mais restritivas, Becker e outros especialistas apontam que as
crianças e adolescentes ainda estão vulneráveis aos perigos que o Instagram e outras
plataformas podem apresentar. Portanto, a pergunta final que os pais devem se fazer é:
“Vale a pena expor meu filho a esse ambiente?”.

A nova “conta de adolescente” do Instagram pode até prometer mais segurança, mas o fato
é que as redes sociais ainda apresentam riscos que vão muito além do que qualquer filtro
parental pode controlar. A Meta continua definindo o que é realmente “conteúdo sensível”, e
seus algoritmos, focados no engajamento e no lucro, podem continuar expondo os jovens a
conteúdos perigosos, seja psicologicamente ou socialmente. No final das contas, a melhor
escolha pode ser manter as crianças e adolescentes o mais distante possível das redes
sociais.

Pesquisadores como Jonathan Haidt, autor do best seller global A Geração Ansiosa,
argumentam que o uso precoce e excessivo das plataformas digitais está diretamente
ligado à epidemia de transtornos mentais entre os jovens. Becker reforça essa visão,
sugerindo que redes sociais só sejam permitidas após os 16 anos, quando o cérebro já
possui mais maturidade para lidar com as pressões desse ambiente virtual. É claro que a
decisão final cabe a cada família, mas as evidências são claras: o melhor caminho para
proteger o bem-estar mental e emocional dos nossos filhos pode ser desconectar, limitar ou
adiar ao máximo a entrada deles nas redes sociais.
Afinal, enquanto as plataformas como Instagram continuam a colocar o peso da segurança
nos ombros dos pais, é essencial que todos considerem se realmente vale a pena essa
exposição. O mundo real, com suas interações presenciais, brincadeiras ao ar livre e
conversas olho no olho, ainda é — e sempre será — o ambiente mais seguro para o
desenvolvimento de nossos filhos.

Disponível
em:[Link]
lescentes-no-instagram/#google_vignette

Excerto 3

Ele tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, rede social que utiliza para falar,
dentre outras coisas, que crianças não deveriam estar ali. Pediatra e ativista pela infância,
como se autodefine, Daniel Becker tem se tornado uma das principais vozes quando o
assunto é o bem-estar das crianças. Ele defende cuidados simples, como a interação com
elas, brincadeiras ao ar livre, acolhimento e criação de intimidade com os filhos.

Parece algo básico, mas a vida agitada e especialmente o uso excessivo do celular estão
distanciando os adultos das crianças, causando uma série de efeitos, alerta Becker. Para o
pediatra, o celular se interpõe entre o olhar dos cuidadores e das crianças, tornando-se uma
barreira para a criação de vínculo, afeto e intimidade.
Isso gera o que ele chama de "parentalidade distraída", o que pode ter até mesmo
consequências catastróficas.

Estamos tão apegados a esse aparelho, que, segundo o médico, que é formado pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e é mestre em saúde pública, até a
televisão é melhor que o celular. Ao menos você tem maior poder de escolha sobre o que
assistir na TV e não fica submetido aos algoritmos, diz Becker, de seu consultório no Rio de
Janeiro, nesta entrevista realizada por videochamada. Mas, embora o celular seja o meio de
propagação de conteúdos "viciantes" e comparáveis ao "lixo" que está nas redes sociais, o
pediatra diz que dá para estabelecer uma relação minimamente saudável para crianças e
adolescentes com ele.

Disponível
em:[Link]

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