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Desenho Hidráulico em Tratamento de Águas

O documento apresenta um guia para o desenho hidráulico de sistemas de tratamento preliminar de águas residuais, focando em processos de cribagem e desarenamento. Destaca a importância da triagem e remoção de sólidos e areias para evitar obstruções e danos em equipamentos de tratamento. Também inclui critérios técnicos e parâmetros de design para a implementação de grelhas manuais e mecânicas, além de desarenadores.

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Desenho Hidráulico em Tratamento de Águas

O documento apresenta um guia para o desenho hidráulico de sistemas de tratamento preliminar de águas residuais, focando em processos de cribagem e desarenamento. Destaca a importância da triagem e remoção de sólidos e areias para evitar obstruções e danos em equipamentos de tratamento. Também inclui critérios técnicos e parâmetros de design para a implementação de grelhas manuais e mecânicas, além de desarenadores.

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GUIA E FERRAMENTA COMPUTACIONAL PARA O DESENHO HIDRÁULICO DE UM

SISTEMA DE TRATAMENTO PRELIMINAR (CRIBAGEM E DESARENAÇÃO) DE


ÁGUAS RESIDUAIS.

3. SISTEMA DE TRATAMIENTO PRELIMINAR DE AGUAS RESIDUALES.

Figura 1. Diagrama de flujo sistema de tratamiento preliminar.

ÁGUA RESIDUAL EFLUENTE


CANAL DESARENADOR
CRUDA PRIMÁRIO
REJILLA GRUESA REJILLA FINA

Os tratamentos preliminares são destinados a preparar as águas residuais para que possam receber um
tratamento subsequente sem prejudicar os equipamentos mecânicos e sem obstruir tubulações e causar depósitos
permanentes em tanques. Servem também para minimizar alguns efeitos negativos ao tratamento tais como
grandes variações de fluxo e de composição e a presença de materiais flutuantes, como óleos, gorduras
e outros.

As unidades de tratamento preliminar mais importantes são: sistemas de triagem manual e mecânica,
desarenados, tanques de compensação, desengrasadores, entre outros. Desses, praticamente todos os
plantas de tratamento incluem crivels e desarenadores. As demais unidades são frequentemente mais
empregadas para resíduos industriais. Neste trabalho de graduação serão analisados os sistemas de triagem e
desarenador para sistemas de tratamento de águas residuais.

3.1. Cribado

O primeiro processo encontrado geralmente na estação de tratamento de águas residuais é a peneiração. É


um dispositivo com aberturas, geralmente de tamanho uniforme, que é utilizado para reter grandes sólidos
que se encontram na água residual. A rede de esgoto transporta diferentes materiais grossos,
como pedras, plásticos e outros resíduos sólidos de grande tamanho; os quais representam uma ameaça para
o funcionamento ideal dos trens de tratamento posteriores e são totalmente indesejáveis na
implementação de processos biológicos; por tal razão é indispensável retirar este tipo de material.

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GUIA E FERRAMENTA COMPUTACIONAL PARA O DESENHO HIDRÁULICO DE UM
SISTEMA DE TRATAMENTO PRELIMINAR (CLASSIFICAÇÃO E DESARENAÇÃO) DE
ÁGUAS RESIDUAIS.
O principal objetivo do sistema de peneiração é reter sólidos grossos que flutuem ou que estejam presentes.
suspensos na água, como papel, trapos, frascos, pedaços de madeira, cascas de frutas, latas, tampas de
botellas, produtos de higiene feminina, escovas, cadáveres de animais e outros objetos que normalmente são
transportados pela rede de esgoto, a fim de proteger o sistema contra obstruções nos
equipamentos de bombeamento, tubulações, válvulas e dispositivos de aeração.

3.2. Cribado manual

Rejillas de limpeza manual: São as utilizadas em instalações pequenas e com espaçamento


relativamente grande, são instaladas rio acima das grelhas mecanizadas, em frente a bombas de grande
capacidade. Nesses casos, não se espera grandes volumes de detritos removidos, devido a que se destinam
à retenção de objetos de grandes dimensões (baldes, pedras, animais afogados, sapatos) que poderiam
danificar esses equipamentos. Principalmente em pequenas instalações, é mais recomendável o uso de grelhas
manuales. Los sistemas de rejillas manuales se emplean en niveles de complejidad bajo, ya que los caudales
de tratamiento se encuentran en un rango de 5 a 15 l/s, por lo cual los sistemas manuales son opciones
viáveis em termos de construção, instalação, operação e manutenção, uma vez que apresentam custos
menores aos mecânicos.

3.3. Cribado mecánico

3.3.1. Rejillas mecanizadas:

São aquelas que requerem um trabalho de manutenção muito cuidadoso, motivo pelo qual, só devem ser
empregadas quando é estritamente necessário. Os designs modernos incluem a utilização de materiais
resistentes a la corrosión tales como acero inoxidable o material plástico.

Los tipos básicos de rejillas de auto-limpieza mecánica son:


Ilhas de funcionamento mediante cadeias
ilhas de movimento oscilatório

illas acionadas por cabos

Adicionalmente, são divididos pelo tipo de limpeza, que pode ser pela face anterior (águas acima) ou pela
parte posterior da mesma (águas abaixo). Apesar de que seu funcionamento é basicamente o mesmo, cada
tipo de rejilla tem suas vantagens e desvantagens.

As grelhas de limpeza frontal são mais modernas e eficientes na retenção de sólidos, mas são menos
robustas e mais suscetíveis a que o rastelo ou pente se prenda pela acumulação de sólidos na base do
grelha.

Nas grelhas de limpeza posterior, as barras protegem o rastelo de possíveis danos. No entanto, esse tipo
a grade apresenta problemas de arrasto de sólidos águas abaixo da grade, especialmente quando os
os rastreadores começam a apresentar um desgaste importante, além de que este tipo de grade é menos robusto
por que a parte superior não está suportada para permitir a passagem dos dentes do rastelo de limpeza.

Na figura seguinte, são mostrados sistemas de triagem mecânica para o sistema de tratamento de águas.
residuais.

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SISTEMA DE TRATAMIENTO PRELIMINAR (CRIBADO Y DESARENADOR) DE
ÁGUAS RESIDUAIS.
Figura 2. Cribado mecánico para sistemas de tratamiento de aguas residuales.

Fonte. Tecnologia Huber Soluções em ÁGUAS RESIDUAIS.


Disponível em:[Link] consultado: 14_01_2016.

3.4. Tamices

Segundo METCALF & EDDY, dentro desta categoria podem ser encontrados peneiras como as peneiras estáticas.
de malha em seção de cunha, os quais apresentam aberturas entre 0,2 e 1,2 mm e sua capacidade de trabalho se
encontra entre 400 e 1200 L/m2-min de superfície de tamiz, apresentando perdas de carga entre 1,2 e 2,1 m.

Entre outros tipos de peneiros encontram-se o peneiro de tambor onde as perdas de carga oscilam entre 0,8 e
1,4 m, e suas características variam de 0,9 a 1,5 m de diâmetro, e comprimentos de 1,2 a 3,7 m. outros como os
tamices de tipo mecânico, estão comercialmente projetados para vazões pequenas e médias,
com diferentes características de trabalho.

Figura 3. Esquema ROTAMAT® Micro Strainer Ro9.

Fonte: Huber tecnologia Soluções de Águas Residuais.

3.5. Desarenador

Para a remoção de areias propriamente ditas junto com cascalhos, cinzas e outros materiais com um peso
maior aos sólidos suspensos orgânicos suscetíveis à decomposição presentes na água residuais, se
requer um desarenador, cujo objetivo principal é evitar que depósitos sejam formados nas

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SISTEMA DE TRATAMIENTO PRELIMINAR (CRIBADO Y DESARENADOR) DE
ÁGUAS RESIDUAIS.
obras de condução1, e sobrecargas nos processos posteriores de tratamento. O desarenador refere-se
normalmente à remoção de partículas superiores a 0,2 mm. (CEPIS, 2005). É pertinente localizar os
desarenadores depois das unidades de remoção de grosso (peneiração) e antes dos tanques de
sedimentação primária.2Existem diferentes tipos de desarenadores para o tratamento de águas residuais,
por exemplo, o desarenador horizontal com canal de seção retangular, desarenadores de fluxo horizontal com
seção de canal trapezoidal, entre outros.

O objetivo de um elemento de desarenização é prevenir a abrasão dos equipamentos mecânicos, evitar a


sedimentación de arenas en tuberías y canales y evitar la acumulación de materiales en los tanques y
reactores localizados rio abaixo, através de estruturas destinadas a remover areias e outros fragmentos
presentes nas águas residuais (vidros, grãos de milho, grãos de café, pedaços de plástico e de cerâmica,
entre outros).

As características geométricas dependem do tipo de desarenador que se projete e estão estabelecidas no


Capítulo E4 doTitulo E del RAS.

Figura 4 Desarenador de fluxo horizontal com canal trapezoidal e com canal retangular.

Fonte: Disponível em:


[Link] consultado:
16/12/2015

4. CRITÉRIOS TÉCNICOS PARA O DESENHO DE SISTEMAS DE TRATAMENTO


PRELIMINAR DE ÁGUAS RESIDUAIS.

Segundo Metcalf & Eddy, um dos primeiros sistemas a serem implementados no tratamento de águas residuais é
la separación de los sólidos gruesos, lo cual se logra comúnmente pasando el flujo de entrada a través de
barras ou tamices. Nas águas residuais, os materiais retidos nos sistemas de triagem são geralmente
resíduos, que podem corresponder a pedras, galhos, pedaços de sucata, papel, raízes de árvores,
plásticos, e tecidos, o anterior geralmente é retido em sistemas de barras ou peneiramento grosso, em peneiras ou
cribado fino, dada sua espacamento (entre 2 e 6 mm), pode-se remover sólidos suspensos oferecendo
rendimientos de remoción entre el 10 y el 15%,

1
UN –Universidade Nacional da Colômbia sede Manizales. [online]. [Consultado 20 de setembro de 2011]. Disponível
[Link]
2
TCHOBANOGLUOS, G., Sistema de manejo de águas residuais para núcleos pequenos e descentralizados, 2000. P 292-298

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SISTEMA DE TRATAMENTO PRELIMINAR (CRIVAGEM E DESARENADOR) DE
ÁGUAS RESIDUAIS.
No design de desbaste grosso e fino, existem grelhas de barras, incluindo grelhas de limpeza manual ou
mecânico, assim como também se encontram no mercado peneiras grossas e finas, na tabela 1 se apresenta
criterios de diseño de diferentes autores o referencias bibliográficas, para el diseño de sistemas de cribado.

Tabla 1. Criterios de diseño Sistemas de Cribado

RAS 2000 Fórum Econômico Mundial


Manual Mecânico Não discrimina entre triagem grossa e fina
Águas acima das estações ou localizadas de tal forma que protejam os equipamentos de
qualquer dispositivo de tratamento tratamento posterior.
Localização subsequente que seja suscetível de Antes de estações elevadoras de caudal,
obstruir-se pelo material grosso que
traga a água residual sem tratar
Espaçamento entre
barras (mm) 15–50 3 - 77 25 - 50
Velocidade de
aproximação (m/s) 0,3–0,6 0,3–0,9 0,6–1,2
Velocidade entre
barras (m/s) 0,3–0,6 0,6–1,2 0,4 -0,9
Pérdidas (m) < 0,75 < 0,8
Equação
recomendada S
1.33
W
1.33
Ângulo da
K *sen hL * h v*sen rejilla. com respeito
b b
Onde depende da forma do ao eixo horizontal.
grade Onde:
Largura máxima
hLPerdas das barras.
β: fator de forma da barra
Fator β b: Espaciamiento
mínimo de a
Tipo de barra Β
barras.
Retangular 2,42
Semicircular 1,83
hv: Cabeça de
guas acima velocidade águas
S: largura máxima da barra Circular 1,79
b: largura mínima da barra cima.
Semi-circular 1,67
: Angulo de inclinación águas abaixo

2 2
V  v
h 1
*
2g 0,7
Onde:
h: Perda, (m)
V: Velocidade através das barras, (m/s)
v: Velocidade aguas acima, (m/s)
g: Gravedad, (m/s²)
Fonte: Regulamento Técnico do setor de água potável e saneamento básico, -RAS 2000

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GUÍA Y HERRAMIENTA COMPUTACIONAL PARA EL DISEÑO HIDRÁULICO DE UN
SISTEMA DE TRATAMENTO PRELIMINAR (CRIBADO E DESARENADOR) DE
ÁGUAS RESIDUAIS.
4.1. Outros critérios de design estão incluídos nas tabelas No.2 e No.3.

Tabla 2 Parámetros de diseño para rejilla gruesa.

Fatores de projeto de grelhas manuais e mecânicas grossas para o tratamento de águas


residuais
Factor de Diseño Unidades Manual Mecânica
Velocidad a través de la rejilla m/s 0,6-1,2 0,6-1,2
Tamaño de barras
Largura das barras mm 10-13 10-13

Profundidade de Barras mm 40-50 40-50

Separação entre barras mm 40-100 40-100

Ângulo de Inclinação Graus 45-60 60-90


Pérdida de carga permisible, rejilla obstruida mm 150 150
Máxima perda de carga, grade obstruída mm 800 800
Fonte: Mendonca, Ségio Rolim; Qasim, (1999).

Tabla 3 Parámetros de diseño para rejilla fina.

Factores de diseño de rejillas manuales y mecánicas finas para el tratamiento de aguas residuales

Factor de Diseño Unidades Manual Mecânica


Velocidade através da grade m/s 0,6-1,2 0,6-1,2
Tamaño de barras
Largura das barras mm 6-10 6-10

Profundidade de Barras mm 40 40
Separação entre barras mm 10-20 10-20

Ângulo de Inclinação Graus 45-60 60-90


Perda de carga permissível, grelha obstruída mm 150 150

Máxima perda de carga, grade obstruída mm 800 800


Fonte: Mendonca, Ségio Rolim; Qasim, (1999).

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SISTEMA DE TRATAMENTO PRELIMINAR (CRIBAGEM E DESARENAMENTO) DE
ÁGUAS RESIDUAIS.

5. CÁLCULO DO SISTEMA DE PRÉ-TRATAMENTO.

5.1. Triagem

Criterios de diseño para rejilla gruesa y fina

Os critérios de design são apresentados na Tabela 4.

Tabla 4 Criterios de Diseño para rejilla gruesa y fina.

Parâmetro Unidade Rejilla Grade


Gruesa Fina
Espaçamento entre barras mm 40 10
Velocidade através das grades em diferentes fluxos
Velocidade a fluxo máximo m/s 0,9 1,2
Velocidade a fluxo médio m/s 0,7 1,0
Velocidade a fluxo mínimo m/s 0,6 0,9
Fuente: Mendonca, Ségio Rolim; Qasim, (1999).

5.2. Caudais de projeto.

Na Tabela 5 são apresentados os fluxos de projeto do sistema de triagem.

Tabela 5 Vazões de projeto do exemplo

Variável Nomenclatura Unidad Valor para el ejemplo


Caudal máximo Horário QMH m3/s 0,015
Caudal máximo diário QMD m3/s 0,0086
Caudal medio diario Qmd m3/s 0,0043

5.1.1. Condiciones hidráulicas del conducto de entrada a la PTAR:

As águas residuais chegam por gravidade à PTAR através de um emissário final já existente. O emissário
final é um tubo de seção circular com as características indicadas na tabela 6.

Tabela 6. Condições do duto de entrada

Característica Símbolo Unidade Valor


Pendente S m/m 0,001
Material do conduto Concreto
Diâmetro do tubo D m 1,1
Rugosidade n s/m1/3 0,015
Velocidade no fluxo máximo de projeto V m/s 1,2

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PRELIMINAR (CRIBADO E DESARENADOR) DE ÁGUAS RESIDUAIS.

Figura 5. Diagrama de flujo para calcular el modelo del sistema de tratamiento preliminar.

ÁGUA RESIDUAL EFLUENTE


CANAL DESARENADOR
CRUDA PRIMÁRIO
REDE GROSSA GRADE FINA

VALORES DE ENTRADA DATOS DE SALIDA DATOS SALIDA

Caudal máximo, médio, Dimensiones del canal (ancho del canal, longitud total, profundidad) Dimensionamiento de la
mínimo, y emergencias Q, seção parabólica do
(m³/s) Dimensões das grelhas (Número de barras, número de Desarenador
espaciamientos, separación entre barras, ancho de barras, Angulo de
Velocidad V, (m/s) inclinación de la rejilla, ancho total de la rejilla, longitud total de la rejilla) Comprimento do Desarenador

Diámetro de entrada R, (m) CONDICIONES HIDRÁULICAS DEL SISTEMA Dimensionamiento de la caja


Calculo de Pérdidas y altura de lámina de agua en el conducto de de areia
Pendência do conduto de entrada
entrada (m/m) Cálculo de Perdas e Altura da lâmina de água a montante da grade Tempos de sedimentação
grossa
Material do conduto de Calculo de Pérdidas y Altura de lámina de agua debajo de la rejilla Perfil hidráulico en al canal
entrada gruesa do Desarenador para caudal
Cálculo de Perdas e Altura de lâmina de água a 50% de obstrução máximo, medio, mínimo y
Qualidade da água em da grade grossa caudal de emergência.
conduto de entrada (DBO, Calculo de Pérdidas y Altura de lámina de agua aguas debajo de la rejilla
SST) fina

Calculo de eficiencias de remoción (DBO, SST)

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