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Conhecimento sobre AIDS em Jovens

O estudo analisa o conhecimento e a preocupação dos jovens sobre a AIDS, destacando a diminuição da conscientização entre as novas gerações, que não vivenciaram a gravidade da doença. A pesquisa, realizada em duas escolas de Ribeirão Preto, revelou que muitos jovens têm informações sobre a AIDS, mas ainda assim apresentam comportamentos de risco, como a falta de uso de preservativos. Os resultados sugerem a necessidade de programas de educação sexual nas escolas para aumentar a conscientização e prevenir a transmissão do vírus.
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Conhecimento sobre AIDS em Jovens

O estudo analisa o conhecimento e a preocupação dos jovens sobre a AIDS, destacando a diminuição da conscientização entre as novas gerações, que não vivenciaram a gravidade da doença. A pesquisa, realizada em duas escolas de Ribeirão Preto, revelou que muitos jovens têm informações sobre a AIDS, mas ainda assim apresentam comportamentos de risco, como a falta de uso de preservativos. Os resultados sugerem a necessidade de programas de educação sexual nas escolas para aumentar a conscientização e prevenir a transmissão do vírus.
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CONHECIMENTO SOBRE AIDS ENTRE OS JOVENS

Alícia Antonini Dinardi, Enrico Chammas Schoroeder, Maria Eduarda Gomes Accioly
Lins, Sabrina Maranghetti
Orientadora: Profa. Dra. Silvia Maria Gandolfi Chiarello

Área do conhecimento: Ciências

RESUMO: A AIDS é uma doença que mata muitas pessoas, pois afeta
gravemente o sistema imunológico, e ainda é uma doença muito presente no
Brasil. O assunto é importante, pois precisamos conscientizar os jovens para
que eles se preocupem e se previnam contra o vírus. Desde a confirmação do
primeiro caso de AIDS no Brasil, em 1982, e com a criação e sucesso do
Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, o número de casos
e mortes por AIDS no Brasil vinha diminuindo. Entretanto, com essa diminuição
houve, também, uma queda na preocupação em contrair o vírus. Isso é muito
perceptível entre os jovens das novas gerações, pois eles não viram pessoas
importantes ou ídolos morrendo por culpa dessa doença (FELIX, 2022). Entre
os jovens, essa falta de preocupação se manifesta como um “desleixo” com o
uso de preservativos e, como consequência, o número de casos de Aids
detectados no Brasil em pessoas entre 15 e 30 anos vem aumentando, ao
contrário do que acontece em outras faixas etárias (BRASIL, 2020). Nesse
contexto, o objetivo desse trabalho foi o de analisar o conhecimento e
preocupação dos jovens de diferentes faixas etárias e classes sociais sobre a
AIDS. Para isso, enviamos um questionário a jovens do Ensino Médio e
cursinho de duas escolas de Ribeirão Preto, uma pública e outra particular. O
questionário foi elaborado no Google Forms e continha questões de múltipla
escolha. Com o questionário obtivemos 114 respostas de alunos da escola
pública e 54 de alunos da escola particular. A maior parte dos alunos tinha
entre 15 e 18 anos e cursava o 1º ou 2º ano do Ensino Médio. Porém, na
escola particular a maioria (85%) dos alunos tem entre 15 e 16 anos e somente
11% têm entre 17 e 18 anos. Já na pública, essa divisão foi mais equitativa,
com 49% e 51%, respectivamente. Em relação ao gênero, a quantidade de
meninas foi um pouco maior nas duas escolas: na particular 51,9% se
identificaram como gênero feminino, 40,7% como masculino e 7,4% como
“Outro”, enquanto na pública 54,4% se identificaram como gênero feminino,
43,9% como masculino e 1,8% como “Outro”. Entre os alunos da escola
particular, 94,4% afirmaram saber o que é AIDS, enquanto na escola pública
83,3% responderam que sabem o que é e 14,4% afirmaram “Não tenho
certeza”. Tanto na escola particular, quanto na pública, “Sexo sem camisinha”
foi a resposta mais marcada para a pergunta “Quais dos comportamentos
abaixo você acha que pode transmitir AIDS?” (92,6% e 95,6%,
respectivamente), seguida por “Compartilhamento de seringas e objetos
cortantes” (66,7% e 63,2%) e “Beijos” (27,8% e 25,4%). Nos dois grupos
metade dos alunos acredita que existe, entre os jovens, preocupação em
contrair AIDS (51,9% na escola particular e 49,1% na pública) e praticamente
todos acham que deveria haver mais informações sobre Aids direcionada a
jovens da sua faixa etária (98,1% e 99,1%). O número de jovens que já
iniciaram a vida sexual foi semelhante na escola particular (44,4%) e na pública
(40,4%), entretanto, enquanto 41,7% dos alunos de escola particular já
procuraram um serviço médico após iniciar a vida sexual, somente 31,4% dos
alunos de escola pública o fizeram. Quando questionados sobre onde
obtiveram informações sobre sexo seguro, tanto os alunos de escola particular
quanto da pública citaram a família como a principal fonte (70,8% e 58,7%,
respectivamente). Houve uma inversão na ordem da segunda e terceira fontes
mais citadas pelos dois grupos. Enquanto “Internet ou TV” foi mais frequente
que “Escola” entre os alunos de escola particular (54,2% e 37,5%), a resposta
“Escola” foi mais frequente que “Internet e tv” entre os alunos da escola pública
(45,7% e 41,3%). Os “Colegas" foram os menos consultados nos dois grupos
(29,2% e 17,4%). Somente 12,5% dos alunos da escola particular e 2,2% da
pública disseram não terem obtido informações sobre sexo seguro. A maior
parte dos alunos afirmou que “normalmente usa preservativos nas relações
sexuais” (66,7% na particular e 71,7% na pública), entretanto, desses, 81,2%
dos alunos da escola particular e 100% dos alunos da escola pública disserem
já terem tido relações sem preservativo. Nos dois grupos o principal motivo
para o uso de preservativos foi evitar a gravidez (75% na particular e 69,6% na
pública) e somente 50% e 45,7% (particular e pública, respectivamente)
marcaram, também, “Evitar doenças”. Nossos dados sugerem que,
considerando-se o nível de conhecimento sobre AIDS e o comportamento
sexual de jovens estudantes de Ensino Médio na faixa etária entre 15 e 18
anos, há pouca diferença entre os alunos de escola particular e pública. As
maiores diferenças apareceram em relação aos cuidados médicos e fontes de
informação sobre sexo seguro. O número de jovens que procuraram um
serviço de saúde após iniciar a vida sexual foi 10% maior entre os alunos de
escola particular. Apesar da família ser a principal fonte de informações para
os alunos das duas escolas, a preferência por essa fonte foi maior entre os
alunos da escola particular que os da pública. Esse fato pode ser consequência
das condições socioeconômicas que dificultam abertura para esse tipo de
diálogo em casa assim e, consequentemente, o acesso a serviços de saúde, já
que, nessa idade, a maioria vai ao médico levados pelos pais. NA escola
pública, os jovens recorrem à escola com maior frequência do que à internet ou
TV, enquanto o inverso acontece entre os alunos da escola particular. Esses
resultados mostram o quanto a educação sexual nas escolas é importante,
especialmente entre aqueles que não têm acesso a essas informações em
casa. Apesar da maior parte dos adolescentes entrevistados usar preservativos
nas relações sexuais e saber que a AIDS é transmitida por meio do sexo sem
preservativos, um resultado chama a atenção neste trabalho: mesmo sabendo
do perigo de transmissão de uma doença grave, como a AIDS, o número de
jovens que já teve relações sem proteção foi muito alto (81,2% e 100%). Isso
pode indicar que a preocupação com a doença não é tão grande, como
apontado pelas respostas que mostraram que apenas 50% dos alunos acham
que os jovens estão preocupados em contrair AIDS e que a maior preocupação
dos que têm vida sexual é com gravidez (75% e 69,6%). Com base nesses
resultados, concluímos que programas de educação sexual nas escolas,
direcionados aos adolescentes, são muito importantes para conscientizá-los da
importância dos cuidados em relação à AIDS, diminuindo, assim, os casos de
transmissão no país. Esperamos que a divulgação de nossos resultados nas
duas escolas analisadas chame a atenção dos jovens para esse assunto e
sirva como um alerta da importância da utilização de preservativos na
prevenção da transmissão da AIDS.

Palavras-chave: AIDS, jovens, doença, prevenção e conscientização


ABSTRACT: AIDS is a disease that leads to killing many people,
affecting seriously the immune system, and is present in Brazil yet. The matter
is important because it is necessary to be aware of teenagers to care for and
prevent the virus. Since the confirmation of the first case of AIDS in Brazil, in
1982, there were the creation of the National Program Against DST and AIDS of
the Health Ministry, since then, the number of cases and deaths by AIDS in
Brazil was decreasing, however, this decrease occurred decrease of
prevention. Thus, this is noticeable among the recent generation of teenagers,
because they did not see very important people dead as a result of this disease
(FELIX, 2022). In the middle of teenagers, the lack of concern shows itself as
the “negligence” to use the condom, and thus, the number of cases of AIDS
detected in Brazil came increasing in people between 15-30 years old, in
contrast to other age groups (BRAZIL, 2020). In this context, the aim of this
work was to analyse the knowledge and worry of students of different age
groups and different social classes about AIDS. For this, we send a quiz to
teenagers in high school and prep school of two schools in Ribeirão Preto, one
public school and one particular school. The quiz was elaborated using google
forms and multiple-choice questions. Using the quiz, we observed 114 answers
from public schools and 54 from a particular school. Most of the students
between 15-18 years old studied the 1 st or 2nd high school, however, in this
particular school most of the students (85%) are 15-16 years old and only 11%
are 17-18 years old. In the public school, this occurred more balanced, with
49% and 51% respectively. When we analyse considering gender, girls are
bigger than boys in two schools: in particular schools, 51.9% identify
themselves as female gender, 40.7% as male gender and 7.4% as “other”,
while in public schools 54,4% identify themselves with female gender, 43,9% as
male gender and 1,8% as “other”. Among students from particular schools,
94,4% affirmed knowing about AIDS, while in public schools 83,3% answered to
know and 14,4% affirmed: “I don’t have sure”. In both cases (particular and
public schools), “sex without a condom” was the answer most marked when the
ask was “which of the behaviors below do you think AIDS is transmitted?”
(92,6% and 95,6% respectively), followed by “syringe sharing and sharp
objects” (66,7% and 63,2%) and “kisses” (27,8% and 25,4%). In both cases,
half of the students believe that there are, between teenager the concern about
contracting AIDS (51,9% in particular schools and 49,1% in public schools) and
most of them believe that should have more information about AIDS focused on
teenagers (98,1% and 99,1%). The number of teenagers that begin their sexual
life was similar between student’s particular school (44,4%) and student’s public
school (40,4%), however 41,7% of students of particular schools looked for
medical services after beginning their sexual life, just 31,4% of students from
public schools did the something. When asked about where we have secure
sex information, both groups answered that the family was the main source
(70,8% and 58,7%, respectively). There was an inversion in the order of second
and third sources most cited by the two groups. While “internet and TV” were
more frequent answers than “school” between teenagers from particular schools
(54,2% and 37,5%), the answer “school” was most frequent than “internet and
TV” between students from public schools (45,7% and 41,3%). The “friends”
were the last consulted in both groups (29,2% and 17,4%). Only 12,5% of
students from particular schools and 2,2% of students from public schools said
that they don’t have information about secure sex. The most of students
affirmed that they “usually use condoms in your sexual relation” (66,7% of
students from particular schools and 71,7% of students from public schools),
however, 81,2% of students from particular schools and all of them students
from public schools said to have done sex without a condom. In both groups,
the main reason to use a condom was to avoid pregnancy (75% of students
from particular schools and 69,6% of students from public schools) and only
50% and 45,7% (particular and public schools respectively), “avoid diseases”.
Our data suggest that considering the level of knowledge about AIDS and the
sexual behavior of students’ teenagers in high school aged between 15 and 18
years old, there was little difference between particular and public schools. The
most difference is related to medical care and information sources about secure
sex. The number of teenagers that sought public services after beginning their
sexual life was 10% more in students from particular schools than students from
public schools. In spite of the family being the main reference to students from
particular and public schools, the preference for this source was biggest
between students from particular schools than students from public schools.
This fact can occur because of the socioeconomic conditions that impede to
discuss at home, thus, consequently, access to health services is difficult, since
at this age most of them are taken by parents. In public schools, teenagers seek
school more often than the internet or TV, while the inverse occurs between
students from particular schools. These results showed that sex education in
schools is important, especially for students without access to this information at
home. Despite most teenagers being asked to use a condom in their sexual
relations and knowing that AIDS is transmitted through sex without a condom,
one result draws attention to this work; even knowing the danger of
transmission of serious disease such as AIDS, the number of teenagers who
had sex without protection was too high (81,2% and 100%). These results can
indicate that this disease is neglected as showed that only 50% of students are
worried about getting AIDS and their most worry is about pregnancy (75% and
69,6%). Based on these results, we conclude that the sexual education program
in schools directed to teenagers is essential to be aware of the importance of
AIDS care, to decrease cases of transmission here. We hope that the
propagation of our results in both schools analysed draws attention to the
matter and serves as a warning about the importance of the use of condoms to
prevent AIDS transmission.

KEYWORDS: AIDS, teenagers, disease, prevention and awareness

Agradecimentos: Agradecemos aos professores Tiago e Rafael por terem nos


ajudado a realizar as pesquisas necessárias para a conclusão do nosso
trabalho.

Referências bibliográficas
Ministério da Saúde, Painel de monitoramento de dados de HIV durante a
pandemia da COVID-19. Disponível em:
[Link] acesso em 14/03/2022.

Ministério da saúde, Boletim Epidemiológico. Disponível em:


[Link] acesso em
26/06/2022.

Organização Pan-Americana da saúde, Novos casos de infecção por HIV


aumentaram mais de 20% na América Latina na última década. Disponível em:
[Link]
aumentaram-mais-20-na-america-latina-na-ultima, acesso em 14/03/2022.

FELIX, P. O impacto da descoberta de variante mais agressiva do vírus da


AIDS, mundo volta a atenção para a urgência em controlar de forma eficaz a
pandemia mais mortal da nossa era, Revista Veja, número 2776, 2022.

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