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Causas e Diagnóstico da Anemia Ferropriva

A anemia ferropriva é um problema de saúde pública que afeta até metade das crianças menores de 2 anos, sendo causada principalmente pela ingestão insuficiente de ferro, perda sanguínea crônica, absorção deficiente e aumento do volume sanguíneo. Os exames laboratoriais, como hemograma completo e dosagem de ferritina, são essenciais para diagnosticar a anemia e avaliar as reservas de ferro no organismo. A Organização Mundial da Saúde estabelece critérios diagnósticos baseados em níveis de hemoglobina e hematócrito para diferentes faixas etárias.

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Causas e Diagnóstico da Anemia Ferropriva

A anemia ferropriva é um problema de saúde pública que afeta até metade das crianças menores de 2 anos, sendo causada principalmente pela ingestão insuficiente de ferro, perda sanguínea crônica, absorção deficiente e aumento do volume sanguíneo. Os exames laboratoriais, como hemograma completo e dosagem de ferritina, são essenciais para diagnosticar a anemia e avaliar as reservas de ferro no organismo. A Organização Mundial da Saúde estabelece critérios diagnósticos baseados em níveis de hemoglobina e hematócrito para diferentes faixas etárias.

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Aluno: Vinícius Mangueira Andrade

Período: 7º

Quais as quatro principais causas de anemia ferropriva? Qual a mais comum?

Quais os achados laboratoriais esperados?

Primeiramente é importante entender que a anemia ferropriva na infância é


considerada um problema global de saúde pública, pois chega a atingir até metade da
população de menores de 2 anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a
anemia como uma condição cujos valores de hemoglobina e hematócrito encontram-se
reduzidos, no sangue, pelo menos dois desvios padrões abaixo dos valores esperados para
a população normal de determinada idade, sexo e altitude. Já a anemia ferropriva resulta de
um longo período de balanço negativo entre as quantidades de ferro biologicamente
disponíveis e as necessidades orgânicas desse oligoelemento (Paixão, C. K. F. et al., 2022).

A anemia ferropriva é conhecida como sendo uma das carências nutricionais mais
prevalentes no mundo, pois ocorre em consequência de perda sanguínea crônica, pouca
ingestão de ferro ou absorção deficiente, perdas urinárias e aumento do volume
sanguíneo. A anemia ferropriva decorre de uma gama de interação derivada de
diversos fatores etiológicos, uma das causas mais importantes é a ingestão insuficiente de
ferro, especialmente na forma heme, devido ao baixo consumo de alimentos de origem
animal. Outros fatores, como o baixo nível socioeconômico, precárias condições de
saneamento e a alta prevalência de doenças infecto parasitárias, principalmente as que
provocam perdas sanguíneas crônicas, também se constituem determinantes desta
anemia (Brito, M. E. de S. M. et al., 2021).

Os exames laboratoriais específicos possibilitam a identificação dos estágios de depleção


de ferro. Diante da suspeita de anemia ferropriva, recomenda-se a solicitação de um
hemograma completo, incluindo índices hematimétricos e avaliação do esfregaço periférico,
além da dosagem de ferritina. Outros parâmetros, como ferro sérico, transferrina e saturação
da transferrina, não são necessários inicialmente, sendo indicados apenas em casos de
dúvidas diagnósticas ou para confirmação dos achados (OMS, 2017).
A depleção de ferro inicia-se no primeiro estágio e caracteriza-se pela redução dos
estoques de ferro no fígado, baço e medula óssea. O exame laboratorial de ferritina sérica é
um dos principais indicadores das reservas de ferro, pois apresenta forte correlação com os
estoques de ferro nos tecidos. Entretanto, a concentração de ferritina pode ser influenciada
por doenças hepáticas, processos infecciosos e inflamatórios, o que pode comprometer a
precisão diagnóstica, exigindo uma interpretação cuidadosa dos resultados (Camaschella,
2015).

A dosagem da ferritina sérica é o marcador mais confiável para a avaliação das reservas
corporais de ferro, substituindo a análise anteriormente realizada por meio da medula óssea.
Os valores normais situam-se entre 40 e 200 ng/mL (mcg/L), sendo que níveis reduzidos
sempre indicam deficiência de ferro. Valores inferiores a 10-15 ng/mL confirmam a
deficiência de ferro e, geralmente, estão associados à anemia ferropriva (Greig et al., 2013).

Em crianças menores de cinco anos, concentrações inferiores a 12 µg/L são fortes


indicativos de depleção das reservas de ferro, enquanto, para aquelas entre cinco e doze anos,
esse limite é de 15 µg/L. No segundo estágio da deficiência de ferro, o diagnóstico baseia-se
na redução do ferro sérico, no aumento da capacidade total de ligação da transferrina
(>250-390 µg/dL) e na diminuição da saturação da transferrina (<16%) (Amarante, 2015).

Outros exames laboratoriais podem ser necessários, tais como transferrina,


zincoprotoporfirina eritrocitária e capacidade total de ligação do ferro. O ferro sérico é um
parâmetro relevante quando seus valores estão abaixo de 30 mg/dL. A anemia ferropriva
representa o estágio final da deficiência de ferro. A Organização Mundial da Saúde
estabelece como critério diagnóstico a hemoglobina inferior a 11 g/dL em crianças de seis a
sessenta meses e inferior a 11,5 g/dL em crianças de cinco a onze anos. Para o hematócrito,
considera-se inadequado um valor abaixo de 33% e 34% para essas faixas etárias,
respectivamente. Atualmente, a avaliação da hemoglobina é realizada considerando variações
conforme a idade, respeitando-se os intervalos de normalidade (Gonçalves, 2016).

Referências Bibliográficas:
AMARANTE, M.K. et al., Anemia Ferropriva: uma visão atualizada. Biosaúde. v. 17, n. 1,
2015.

BRITO, M. E. de S. M. et al. Fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da anemia ferropriva:


Uma revisão de literatura. Revista de Casos e Consultoria, [s. l.], v. 12, n. 1, p.
e23523–e23523, 2021. Disponível em:
[Link]

CAMASCHELLA, C. Iron-Defi ciency Anemia. New England of Journal Medical.


v.372, 19, 2015.

GONÇALVES, I. C. M. et al. Avaliação nutricional de crianças de 2 a 5 anos no norte de


minas. Revista Brasileira de Pesquisa em Ciências da Saúde, v.2, n.2, p.30-34, 2016.

GREIG, A.J et al., Iron deficiency, cognition, mental health and fatigue in women of
childbearing age: a systematic review. Journal of Nutritional Science. v.2, n.14, p.1-14,
2013.

Organização Mundial de Saúde (OMS). Consulta Técnica sobre a Avaliação do Status


do Ferro na População Organização Mundial da Saúde. Anemias nutricionais:
ferramentas para prevenção e controle eficazes. Geneva: World Health Organization; 2017.

PAIXÃO, C. K. F. et al. Prevalência e fatores associados à anemia ferropriva entre crianças


no Brasil: revisão sistemática e metanálise. Revista Baiana de Saúde Pública, [s. l.], v. 45,
n. 3, p. 212–235, 2022b. Disponível em:
[Link]

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