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POC: Prevenção à Violência e Cidadania

A Unidade 5 apresenta o Programa de Oportunidades e Cidadania (POC), uma estratégia socioeducativa do Ceará voltada para a reinserção social de adolescentes e jovens após medidas socioeducativas, visando a prevenção da violência. O POC é estruturado em eixos de atuação e projetos como Novas Trilhas e Trilharte, que promovem cidadania, inclusão social e oportunidades de desenvolvimento. A Unidade 6 aborda a organização e rotina dos Centros Socioeducativos, detalhando as modalidades de Internação Provisória, Internação e Semiliberdade, enfatizando a importância de um atendimento humanizado e a observância dos direitos dos adolescentes.

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POC: Prevenção à Violência e Cidadania

A Unidade 5 apresenta o Programa de Oportunidades e Cidadania (POC), uma estratégia socioeducativa do Ceará voltada para a reinserção social de adolescentes e jovens após medidas socioeducativas, visando a prevenção da violência. O POC é estruturado em eixos de atuação e projetos como Novas Trilhas e Trilharte, que promovem cidadania, inclusão social e oportunidades de desenvolvimento. A Unidade 6 aborda a organização e rotina dos Centros Socioeducativos, detalhando as modalidades de Internação Provisória, Internação e Semiliberdade, enfatizando a importância de um atendimento humanizado e a observância dos direitos dos adolescentes.

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UNIDADE 5: Programa de Oportunidades e Cidadania (POC):

Estratégia de Prevenção à Violência no Pós-Medida

👋 Apresentação da Unidade 5
Esta unidade apresenta o Programa de Oportunidades e Cidadania (POC), uma iniciativa de
abordagem socioeducativa desenvolvida no estado do Ceará. A compreensão do POC é fundamental
para socioeducadores que atuam com adolescentes e jovens em pós-cumprimento de medidas
socioeducativas, pois o programa representa uma importante estratégia de prevenção à violência.

Nosso objetivo é detalhar o funcionamento do POC e sua relevância na reinserção social de


adolescentes e jovens, alinhando-se às diretrizes do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(SINASE) e às recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reforçam a importância
de ações no período posterior à medida socioeducativa.

A Unidade 5 está estruturada em três tópicos principais:


1. Definição e Abrangência do POC
2. Eixos de Atuação do Programa
3. Projetos que integram o POC: Novas Trilhas e Trilharte
📘 5.1. Definição e Abrangência do POC
O Programa de Oportunidades e Cidadania (POC) foi instituído pela Portaria SEAS nº 120/2021, por
meio da Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (SEAS) do Ceará.

🎯 Público-Alvo:

• Adolescentes cumprindo medida de semiliberdade;


• Adolescentes na Fase Conclusiva de Referência dos Centros Socioeducativos;
• Adolescentes pós-cumprimento de medidas restritivas de liberdade e do meio aberto;
• Membros do núcleo familiar de vínculo afetivo com os adolescentes atendidos.
A participação no programa é voluntária, com livre adesão, podendo ser encaminhada por
profissionais da rede de apoio ou acessada diretamente pelo site da SEAS. O POC atende adolescentes
com idade entre 12 e 21 anos, incluindo os que ainda estão em medida socioeducativa:

• Prestação de Serviços à Comunidade (PSC): adesão possível após conclusão da medida;


• Liberdade Assistida (LA) e Semiliberdade: adesão possível a partir do 4º mês da medida.
📘 5.2. Eixos de Atuação do POC
O principal objetivo do POC é promover o acompanhamento de adolescentes e jovens por até um ano
após o cumprimento de medidas socioeducativas, contribuindo para sua reinserção social, acesso a
direitos e prevenção à reincidência infracional. O programa desenvolve ações que compreendem as
fases de:

1. Atendimento direto

2. Acompanhamento e monitoramento
3. Encerramento do processo

As ações são organizadas em eixos temáticos, conforme descrito abaixo:

• Acompanhamento Multiprofissional
• Ações de Arte e Culturais
• Qualificação Profissional e Cidadania
• Oficinas e articulações com rede de apoio
O POC atua de forma integrada aos territórios, fortalecendo vínculos familiares, comunitários e
institucionais. Sua proposta é oferecer novas oportunidades para que adolescentes e jovens possam
construir uma trajetória de vida digna, segura e longe da violência.

📘 5.3. Projetos que integram o POC


O POC é composto por projetos específicos que operacionalizam suas diretrizes. Os principais são:

a) Projeto Novas Trilhas


Focado na promoção da cidadania e na inclusão social, este projeto apoia os adolescentes e seus
familiares com ações práticas como:

• Matrícula em nível de escolaridade compatível;


• Emissão de documentação civil;
• Acesso a cursos, oficinas e capacitações;
• Preparação para o mundo do trabalho;
• Integração à rede de apoio comunitária.
📍 Polos do Projeto Novas Trilhas

O Projeto Novas Trilhas está organizado em dois polos:

• Polo 1: Fortaleza (presencial), Caucaia, Maracanaú e Maranguape (atendimento virtual);


• Polo 2: Sobral (presencial), Juazeiro do Norte, Crato, Iguatu, Itapipoca e Quixadá
(atendimento virtual).
b) Projeto Trilharte
Voltado para ações culturais, artísticas e de lazer, o Trilharte estimula a expressão criativa, o senso
crítico e a autoestima dos adolescentes, promovendo sua participação ativa em práticas socioculturais
que fortalecem vínculos e pertencimento comunitário.
🧭 Conclusão
Nesta Unidade 5, foi explorado o Programa de Oportunidades e Cidadania (POC) como uma ação
estratégica e inovadora do estado do Ceará, instituída pela Portaria SEAS nº 120/2021. Voltado ao
acompanhamento de adolescentes e jovens no pós-medida socioeducativa, o POC fortalece o processo
de reintegração social, oferecendo suporte contínuo às famílias e construindo novas possibilidades de
futuro.

Organizado em eixos de ação e sustentado por projetos como Novas Trilhas e Trilharte, o POC
assegura o acesso a direitos fundamentais, atua na prevenção da reincidência e promove a cidadania
plena. Em suma, trata-se de um instrumento essencial no fortalecimento da rede de proteção
socioeducativa, contribuindo diretamente para a redução da violência e para a transformação de
trajetórias juvenis no estado do Ceará.

UNIDADE 6: Organização e rotina interna dos Centros


Socioeducativos em suas especificidades: Provisório,
Internação e Semiliberdade

👋 Olá Cursistas!
O sistema socioeducativo no Ceará, assim como em todo o Brasil, é estruturado para
atender adolescentes em conflito com a lei, oferecendo diferentes modalidades de medidas
que visam à responsabilização e a reinserção social. Cada uma dessas modalidades possui
características e rotinas específicas, adaptadas à gravidade do ato infracional e às
necessidades individuais do adolescente. É fundamental compreender as particularidades
de cada unidade para garantir um atendimento eficaz e humanizado.

Por tal motivo, esta Unidade foca na estrutura e rotina das diferentes modalidades de
medidas socioeducativas praticadas no Brasil. Inicialmente, o texto contextualiza o sistema
socioeducativo e seus objetivos, baseado na Lei nº 12.594/2012 e no Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA). A unidade então se divide em três tópicos principais, o qual cada um
detalha uma modalidade específica: a Unidade de Internação Provisória (UIP), que acolhe
adolescentes por até 45 dias enquanto aguardam decisão judicial; a Unidade de Internação
(UI), que consiste na medida mais grave e privativa de liberdade; e a Unidade de
Semiliberdade (USL), uma medida de privação parcial. A unidade também reforça a
importância do respeito aos direitos dos adolescentes para um atendimento humanizado, e
enfatiza aspectos transversais a todas as modalidades, como a atuação de equipes e a
articulação com a Rede de Garantia de Direitos.

📘 Introdução
Para falarmos de organização e rotina interna dos Centros Socioeducativos em suas
especificidades, é necessário que lembremos o que são medidas socioeducativas. De
acordo com a Lei nº 12.594/2012, as medidas socioeducativas são definidas como aquelas
previstas no Artigo 112 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do
Adolescente), e têm como objetivos:

1
Responsabilização
A responsabilização do adolescente pelas consequências lesivas do ato infracional, sempre
que possível incentivando a sua reparação.
2
Integração Social
A integração social do adolescente e a garantia de seus direitos individuais e sociais, por
meio do cumprimento de seu plano individual de atendimento.
3
Desaprovação
A desaprovação da conduta infracional, efetivando as disposições da sentença como
parâmetro máximo de privação de liberdade ou restrição de direitos, observados os limites
previstos em lei.
A Figura 13 apresenta as medidas socioeducativas regulamentadas pela Lei nº
12.594/2012:

Figura 13 - Tipos de medidas socioeducativas

Fonte: Elaboração própria a partir da Lei nº 12.594/2012

Para a aplicação dessas medidas sempre é considerada a excepcionalidade da intervenção


judicial e da imposição de medidas privativas de liberdade e a brevidade, ou seja, as
medidas devem ser cumpridas no menor tempo possível para atingir seus objetivos.
Ficando os Estados responsáveis pelas medidas de semiliberdade e internação, e os
Municípios pelas medidas em meio aberto (PSC e LA).

Estados (e o Distrito Federal): São responsáveis por criar, desenvolver e manter


programas para a execução das medidas socioeducativas de semiliberdade e internação.
Eles também devem editar normas complementares para a organização e funcionamento
de seus sistemas e dos sistemas municipais, além de cofinanciar a execução de programas
e ações para atendimento inicial de adolescentes apreendidos para apuração de ato
infracional, e aqueles destinados a adolescente a quem foi aplicada medida socioeducativa
privativa de liberdade.

Municípios: Têm a competência de criar e manter programas de atendimento para a


execução das medidas socioeducativas em meio aberto, que incluem a Prestação de
Serviços à Comunidade (PSC) e a Liberdade Assistida (LA). Além disso, os Municípios co-
financiam, juntamente com os demais entes federados, a execução de programas e ações
destinados ao atendimento inicial de adolescentes apreendidos para apuração de ato
infracional, bem como aqueles destinados a adolescentes a quem foi aplicada medida
socioeducativa em meio aberto.

Essa divisão resulta da divisão de responsabilidades entre União, Estados e Municípios no


que tange às responsabilidades dos Entes Federados, na formulação, coordenação,
execução e manutenção do Sistema de Atendimento Socioeducativo. Visa-se organizar e
otimizar a oferta dos serviços socioeducativos, considerando as particularidades de cada
tipo de medida, afinal as medidas de privação ou restrição de liberdade exigem estruturas
mais complexas, enquanto as de meio aberto podem ser mais capilarizadas nos municípios.

📗 6.1. Unidade de Internação Provisória (UIP)


A Unidade de Internação Provisória (UIP) acolhe adolescentes que aguardam decisão
judicial sobre a medida socioeducativa a ser aplicada, com duração máxima de 45 dias,
conforme o Art. 185 do Estatuto da Criança e do Adolescente. No Ceará, essas unidades
são administradas pelo governo estadual e integram o Sistema Socioeducativo local.

A rotina na UIP tem um caráter emergencial, sendo flexível devido a curta permanência. O
primeiro atendimento foca na acolhida inicial, identificação das necessidades básicas e
avaliação psicossocial preliminar. As atividades geralmente envolvem lazer e atividades
pedagógicas básicas, além de acompanhamento psicossocial e jurídico para subsidiar a
decisão judicial, em conformidade com o Art. 34 da Lei do SINASE.

Na UIP, a segurança é fundamental, mas implementada com foco na não estigmatização do


adolescente. O principal desafio é lidar com a ansiedade dos adolescentes, a alta
rotatividade e a necessidade de avaliações rápidas.

Na Internação Provisória, deve ser estabelecida uma rotina diária, abarcando o atendimento
adequado ao adolescente, que possibilite uma organização interna e o fortalecimento dos
relacionamentos interpessoais. A rotina deve constar de um cronograma diário que
assegure a convivência e o acesso ao que ele tem de direito e deveres, tais como:

• Despertar, higiene pessoal e café da manhã


• Oficina RECOMECE (projeto de vida, cidadania, autocuidado)
• Atividade educativa informal (leitura, escrita, esporte e lazer)
• Atendimento técnico individual (psicólogo, assistente social, pedagogo, enfermeiro)
• Almoço e descanso
• Oficina lúdica ou esportiva/expressão artística
• Roda de conversa e atividade socioeducativa em grupo
• Lanche
• Banho, organização dos dormitórios
• Jantar
• Ceia
• Banho e recolhimento noturno
O estabelecimento da rotina beneficia toda a comunidade socioeducativa, considerando que
reduz tensões e conflitos no centro socioeducativo; facilitada o trabalho da equipe técnica,
dos socioeducadores, professores e instrutores; ajuda os adolescentes a desenvolverem
autonomia, responsabilidade e rotina; assegura o acesso aos direitos básicos previstos em
lei – escolarização, qualificação profissional, esporte, arte e cultura, acesso a saúde.

No entanto, para que a rotina ocorra, se faz necessário a observância previa dos aspectos
que envolvem segurança preventiva, todos devem ter noção clara da importância da
disciplina e normas de convivência. No que concerne ao socioeducador, é necessário estar
atento a ocupação dos postos de serviços – não deve negligenciar; realizar revistas
constantes – programadas e incertas. A comunicação entre áreas que atuam na
comunidade socioeducativa é fundamental para assegurar um ambiente seguro e
harmonioso.

O Cronograma deve ser elaborado todos os dias, devendo contar com a participação da
Coordenadora Técnica, Coordenador de Segurança e Pedagogo, devendo ainda ser levado
a conhecimento da Direção do Centro. Deve constar no cronograma: os locais onde
acontecerão as ações; os profissionais responsáveis por cada atividade; os horários de
início e término de cada evento; e outras informações importantes para o bom andamento
do dia.

As mesmas observações devem se dá na Internação e Semiliberdade, com observância


nos critérios de saída externa; participação dos(as) adolescentes nos exames: Exame
Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA), Exame
Nacional do Ensino Médio (para pessoas privadas de liberdade) (ENEM PPL) e Avaliações
internas das redes de ensino.

A Coordenação Técnica e os pedagogos da unidade devem acompanhar todos os


cronogramas desses exames junto às secretarias de educação e garantir a inscrição e
preparação dos adolescentes. Os professores da rede pública, que atuam nas unidades,
são responsáveis por orientar os estudantes e preparar as turmas.

As unidades devem garantir:

A
Espaço Físico Adequado
As unidades devem garantir espaço físico adequado para aplicação dos exames.

B
Sigilo e Segurança
As unidades devem garantir sigilo e segurança, no caso de provas oficiais.

C
Documentação Regularizada
As unidades devem garantir a documentação regularizada dos adolescentes (nome,
CPF, identidade escolar).
📗 6.2. Unidade de Internação (UI)
A Unidade de Internação (UI) é a medida socioeducativa de privação de liberdade mais
grave, aplicada em casos de atos infracionais mais sérios, com duração máxima de três
anos, conforme o Art. 121 do Estatuto da Criança e do Adolescente e o Art. 43 da Lei
do SINASE.

A rotina na UI é de estrutura rígida, com horários definidos para todas as atividades. Os


eixos de atendimento abrangem escolarização, profissionalização, esporte, cultura, lazer,
atendimento psicossocial (individual e em grupo) e acompanhamento da saúde, seguindo
as diretrizes dos Arts. 70 a 73 da Lei do SINASE.

O Plano Individual de Atendimento (PIA) previsto nos Arts. 52 a 59 da Lei do SINASE é um


instrumento que orienta todo o processo socioeducativo do adolescente. A convivência é
pautada por regras claras, disciplina e mecanismos para resolução de conflitos internos. A
segurança é um pilar constante, mas deve ser articulada com o projeto pedagógico da
unidade, evitando uma lógica meramente punitiva e promovendo um ambiente de
desenvolvimento. Os desafios incluem manter a motivação dos adolescentes, lidar com
questões de segurança e disciplina, e garantir a efetividade das ações socioeducativ as.

📗 6.3. Unidade de Semiliberdade (USL)


A Unidade de Semiliberdade (USL) é uma medida de privação parcial de liberdade,
permitindo ao adolescente realizar atividades externas (escola, trabalho e/ou cursos) e
retornar à unidade para pernoitar, conforme o Art. 120 do ECA e o Art. 46 da Lei do
SINASE.

A rotina na USL apresenta uma flexibilidade controlada, com regras claras e supervisão. O
foco é na reinserção social do adolescente, com ênfase na construção de vínculos externos
e na busca por oportunidades de estudo e trabalho, alinhado aos princípios de convivência
familiar e comunitária do ECA. Há uma maior necessidade de acompanhamento
individualizado para auxiliar na reinserção e na resolução de problemas cotidianos, bem
como o monitoramento do cumprimento das saídas e retornos. Esta modalidade promove
um maior envolvimento familiar e comunitário, mas inclui desafios, como garantir o
cumprimento das regras, prevenir a evasão, lidar com a transição para a liberdade e
fortalecer a rede de apoio externa.

Independentemente da modalidade, alguns aspectos são transversais quanto à


organização e rotina de todas as unidades socioeducativas. Por exemplo, a atuação de
uma equipe multidisciplinar, conforme os Arts. 35 e 53 da Lei do SINASE, composta por
pedagogos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, educadores
sociais e outros profissionais, é fundamental para um atendimento integral. A segurança
e disciplina também devem ser cuidadosamente planejadas, equilibrando proteção e o
caráter socioeducativo das medidas.

É importante incentivar a participação do adolescente nas decisões que afetam suas


vidas, dentro dos limites da medida imposta, como prevê o Art. 35, inciso VIII, da Lei do
SINASE. A articulação com a Rede de Garantia de Direitos, incluindo escolas, serviços
de saúde, Conselhos Tutelares e Ministério Público, é indispensável, em consonância
com o Art. 8º da Lei do SINASE. Por fim, mesmo em privação de liberdade, os direitos
dos adolescentes (acesso à educação, saúde, alimentação, contato familiar, etc.),
garantidos pelo ECA e pela Lei do SINASE, devem ser respeitados, promovendo a
humanização do atendimento e um tratamento digno que favoreça o desenvolvimento
integral.

🧭 Conclusão
As diferentes modalidades de medidas socioeducativas – Unidade de Internação Provisória
(UIP), Unidade de Internação (UI) e Unidade de Semiliberdade (USL) – refletem a
complexidade do sistema socioeducativo brasileiro. Cada uma delas, com suas rotinas e
desafios específicos, busca atender aos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) e da Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), visando não
apenas a responsabilização do adolescente em conflito com a lei, mas, sobretudo, sua
reintegração social e pleno desenvolvimento.

A atuação de equipes multidisciplinares, a garantia dos direitos dos adolescentes e a


articulação com a rede de garantia de direitos são aspectos que devem permear todas as
modalidades, assegurando um atendimento humanizado e efetivo. O sucesso dessas
medidas depende de um esforço contínuo para equilibrar a segurança com o projeto
pedagógico, promovendo ambientes que estimulem a reflexão, a reparação e a construção
de novos projetos de vida para esses jovens. Em Fortaleza, as unidades estaduais
trabalham para concretizar essa visão, enfrentando diariamente os desafios inerentes a um
processo tão vital para a sociedade.

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