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Malária: Clínica, Prevenção e Notificação

A malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, com destaque para P. vivax e P. falciparum, sendo a notificação obrigatória no Brasil. Os sintomas incluem febre intermitente, calafrios e sudorese, com a gravidade variando conforme a espécie do parasita. O tratamento envolve o uso de cloroquina e, em casos de P. vivax, a tafenoquina para erradicar formas latentes.

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Malária: Clínica, Prevenção e Notificação

A malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, com destaque para P. vivax e P. falciparum, sendo a notificação obrigatória no Brasil. Os sintomas incluem febre intermitente, calafrios e sudorese, com a gravidade variando conforme a espécie do parasita. O tratamento envolve o uso de cloroquina e, em casos de P. vivax, a tafenoquina para erradicar formas latentes.

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Dra.

Grasielle Melissa

MALÁRIA:

CLÍNICA - PREVENTIVA.
Estação 1 de 2025-08-23:
P. vivax e P. ovale podem formar
hipnozoítos (formas latentes hepáticas →
recaídas).

P. falciparum → maior risco de formas


graves: anemia intensa, insuficiência renal,
encefalopatia.

FATORES DE RISCO:

O QUE É: • Viver ou viajar para áreas endêmicas da


Amazônia Legal.
Doença infecciosa febril aguda causada por
protozoários do gênero Plasmodium, • Ausência de uso de medidas preventivas
transmitida pela picada da fêmea do (mosquiteiro, repelente).
mosquito Anopheles. No Brasil
predominam P. vivax (cerca de 85% dos • Gestantes, crianças <5 anos,
casos) e P. falciparum. imunodeprimidos.

Fisiopatologia: • Infecções por P. falciparum têm risco


aumentado de gravidade.
O mosquito inocula esporozoítos →
atingem fígado (fase hepática). NOTIFICAÇÃO:
Multiplicação hepática → liberação de
merozoítos → invadem hemácias (fase
eritrocítica).

Ciclos de lise eritrocitária → calafrios,


febre periódica, sudorese.
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A Notificação Da Malária no Brasil é
obrigatória e deve ser feita pelo Sistema de Em ambos os casos, a notificação completa
Informação de Agravos de Notificação e correta é fundamental para controle da
(SINAN), mas a forma e os prazos variam doença, planejamento de ações de saúde
conforme a região: pública e acompanhamento do paciente,
especialmente para prevenção de recaídas
Dentro da Amazônia Legal: e tratamento adequado.

• A malária é considerada endêmica.


QUADRO CLÍNICO:
• A notificação deve ser feita
imediatamente (Max 24 horas), CLÁSSICO: febre intermitente c/ calafrios e
mesmo que o caso seja suspeito, sudorese (padrão terçã ou quartã em P.
porque o acompanhamento rápido é vivax, irregular em P. falciparum).
essencial para controle da
transmissão. A FEBRE TERÇÃ é um tipo de febre
característica da malária, principalmente
• Profissionais de saúde preenchem o causada pelo Plasmodium vivax e pelo
formulário do SINAN informando Plasmodium ovale. Ela recebe esse nome
tipo de Plasmodium, dados clínicos, porque ocorre em intervalos de dois dias,
resultado laboratorial, local ou seja, o paciente apresenta febre em um
provável de infecção e conduta dia, passa dois dias seguintes sem febre e
terapêutica. no outro dia a febre retorna (uma dias sim
dois dias não) febre a cada ciclo de
• Casos confirmados são monitorados 48horas. Esse padrão acontece porque os
para vigilância ativa, tratamento e parasitas dentro das hemácias se
prevenção de novos casos na multiplicam e rompem as células quase ao
comunidade. mesmo tempo, liberando toxinas no
sangue. Essa liberação provoca
FORA DA AMAZÔNIA LEGAL: INICIALMENTE CRISES DE CALAFRIOS,
depois febre alta e sudorese intensa, que se
• A malária é considerada pouco repetem de forma periódica. Em termos
frequente ou importada. práticos, é como se a febre “pulasse” um
dia, aparecendo em dias alternados, o que
• A notificação deve ser feita em até 7 ajuda o médico a suspeitar do tipo de
dias após confirmação laboratorial. malária envolvida.

• Também é registrada no SINAN com A FEBRE QUARTÃ é um tipo de febre que


os mesmos dados, mas a urgência aparece em intervalos regulares de três
imediata não é tão crítica quanto em dias, ou seja, a cada 72 horas o paciente
áreas endêmicas, embora seja apresenta calafrios, seguida de febre alta
importante para investigação e depois sudorese intensa, com melhora
epidemiológica e rastreamento de até o próximo episódio. Esse padrão é
possíveis focos de transmissão.
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típico da malária causada pelo Plasmodium EXAME FÍSICO:
malariae o que é raro no Brasil, e acontece
porque o ciclo de multiplicação do parasita SINAIS VITAIS: febre, taquicardia,
dentro das hemácias dura exatamente 72 hipotensão em casos graves.
horas. Quando essas hemácias se rompem,
liberam o parasita e substâncias que EXAME GERAL: palidez, icterícia,
desencadeiam a resposta inflamatória desidratação.
responsável pela febre, repetindo o mesmo
processo de forma rítmica. ABDOMINAL: hepatomegalia,
esplenomegalia, dor difusa.
TEMPO TOTAL de duração da febre na
malária não tratada varia conforme a A hepatoesplenomegalia no adulto é
espécie do Plasmodium: caracterizada pelo aumento simultâneo do
fígado e do baço. No exame físico, o fígado
Plasmodium vivax e P. ovale: a febre é considerado aumentado quando sua
costuma durar 2 a 6 semanas, podendo se borda inferior é palpável mais de 2 cm
estender por meses em casos de múltiplas abaixo do rebordo costal direito na linha
recaídas, devido aos hipnozoítos hepáticos. hemiclavicular, com consistência firme ou
macia. O baço é considerado aumentado
Plasmodium falciparum: a febre quando sua borda inferior é palpável mais
geralmente dura 1 a 3 semanas sem de 2 cm abaixo do rebordo costal
tratamento, podendo se prolongar em esquerdo, geralmente com superfície lisa e
casos graves ou com alta parasitemia. consistência firme. Essa condição indica
sobrecarga do sistema reticuloendotelial,
Após tratamento adequado, a febre comum em infecções como malária,
geralmente cessa em 24 a 48 horas, leishmaniose e hepatites, ou em doenças
independentemente da espécie. hematológicas e congestivas, e a avaliação
detalhada do tamanho e consistência
SINTOMAS GERAIS: cefaleia, mal-estar, auxilia na diferenciação etiológica.
mialgia, artralgia, anorexia, náuseas, dor
abdominal.

CASOS GRAVES/COMPLICADOS: dor


abdominal intensa, diarreia, vômitos,
alteração da consciência, convulsões,
insuficiência renal (oligúria), icterícia,
hemorragias, dispneia, choque.

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Avaliar rigorosamente estado neurológico,
respiração, débito urinário. TRD – (TESTE RÁPIDO):

EXAMES COMPLEMENTARES: O TDR para malária é o Teste Rápido


Diagnóstico, um exame
imunocromatográfico que detecta
GOTA ESPESSA - PADRÃO OURO: antígenos específicos do Plasmodium no
sangue do paciente, a partir de uma gota
O exame de gota espessa é considerado o coletada por punção digital ou venosa.
padrão-ouro para o diagnóstico da malária
porque permite detectar mesmo Ele funciona de maneira semelhante a um
quantidades muito pequenas de parasitas teste rápido de gravidez ou de covid: a
no sangue, aumentando significativamente amostra de sangue é colocada no
a sensibilidade em comparação com outros dispositivo, junto com um reagente, e em
métodos. Ele concentra o sangue, poucos minutos aparecem linhas que
facilitando a visualização dos parasitas sob indicam se há infecção.
o microscópio, o que é especialmente útil
em casos de infecção inicial ou baixa No Brasil, o TDR usado pelo Ministério da
parasitemia. Além disso, o exame é Saúde é capaz de diferenciar infecção por
relativamente simples, barato e pode ser Plasmodium falciparum das demais
repetido para monitorar a resposta ao espécies, mas não consegue distinguir P.
tratamento, permitindo não apenas vivax de outras não-falciparum. A grande
confirmar a presença do Plasmodium, mas vantagem é a rapidez e a possibilidade de
também identificar a espécie e estimar a uso em locais sem microscopia. No
carga parasitária. Deve ser feito mesmo entanto, ele tem menor sensibilidade que
que com teste rápido positivo. a gota espessa, especialmente em casos de
parasitemia baixa, por isso não substitui o
exame microscópico, sendo considerado
complementar.

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HEMOGRAMA: além de congestão hepática pelo aumento
do baço e acúmulo de células do sistema
Anemia normocítica, leucopenia, reticuloendotelial.
trombocitopenia.
Geralmente os aumentos não ultrapassam
Na malária, a anemia normocítica ocorre 2 a 3 vezes o limite superior da
devido à destruição das hemácias normalidade, e valores muito elevados
infectadas e não infectadas pelo parasita, sugerem co-infecção ou outra causa
associada à supressão medular. hepática associada.

A leucopenia decorre da marginação e UREIA/CREATININA: função renal


consumo de leucócitos pelo sistema (CRITÉRIO DE GRAVIDADE).
imunológico na resposta à infecção.
Na malária, a ureia e a creatinina podem
A trombocitopenia acontece por estar elevados em casos complicados,
destruição periférica de plaquetas e indicando disfunção renal aguda. Isso
consumo no baço aumentado acontece devido à hipoperfusão renal
(hiperesplenismo), provocada por desidratação, hemólise
intensa, sequestração de hemácias
PCR: parasitadas nos capilares renais e, em
alguns casos, necrose tubular aguda.
Na malária, a PCR (proteína C reativa)
funciona como marcador de inflamação Valores discretamente alterados podem
sistêmica, refletindo a intensidade da ocorrer mesmo em casos não graves, mas
resposta imunológica à infecção. Embora elevações significativas sinalizam risco de
não seja específica para o diagnóstico da insuficiência renal, exigindo internação e
doença, valores elevados indicam processo suporte clínico adequado.
inflamatório ativo, ajudam a monitorar a
gravidade do quadro e podem ser úteis no SÓDIO E POTÁSSIO:
acompanhamento da resposta ao
tratamento, especialmente em casos Na malária, os níveis de sódio e potássio
complicados ou quando há suspeita de podem se alterar devido a desidratação,
coinfecção bacteriana. vômitos, sudorese intensa e distúrbios
renais associados à infecção. O sódio pode
AST – TGO / ALT- TGP: apresentar hiponatremia por perda de
fluidos ou diluição relativa, enquanto o
Na malária, os níveis de AST e ALT podem potássio pode variar: hipocalemia ocorre
estar moderadamente elevados, refletindo por vômitos e perdas urinárias, e
lesão hepática leve a moderada. Isso hipercalemia pode surgir em casos graves
ocorre porque o fígado é afetado de forma com insuficiência renal ou hemólise
indireta pela infecção, há invasão de intensa.
hepatócitos pelos parasitas na fase
hepática, liberação de toxinas durante a
lise de hemácias e inflamação sistêmica,
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TESTE DE G6PD: DIAGNÓSTICOS DIFERÊNCIAIS:

É importante antes de prescrever DENGUE – febre alta, mialgia, cefaleia


Primaquina ou Tafenoquina no tratamento retro-orbitária,
da malária por Plasmodium vivax ou P. leucopenia/trombocitopenia semelhantes.
ovale, porque esses medicamentos podem
causar hemólise grave em indivíduos com FEBRE AMARELA – febre + icterícia +
deficiência de glicose-6-fosfato insuficiência hepática.
desidrogenase.
HEPATITE VIRAL AGUDA – icterícia, dor
O exame identifica pacientes com risco de abdominal, transaminases muito elevadas.
reação hemolítica, permitindo que o
tratamento seja ajustado ou monitorado FEBRE TIFÓIDE – febre arrastada, dor
com segurança. Em gestantes, o teste não abdominal, hepatoesplenomegalia.
é realizado, já que a Primaquina é adiada
para o pós-parto devido ao risco fetal. LEPTOSPIROSE – febre + mialgia
(panturrilhas), icterícia, insuficiência renal.
CRITÉRIOS DE GRAVIDADE:
LEISHMANIOSE VISCERAL – febre
Convulsão, Dispneia, Vômitos prolongada, hepatoesplenomegalia,
Persistentes, Oligúria, Dor Abdominal pancitopenia.
Intensa e Sangramentos.

São todos marcadores de alarme para


CONDUTA TERAPÊUTICA:
malária complicada/grave.

Eles representam falência ou risco de


falência de órgãos vitais: a convulsão indica FORMA NÃO GRAVE:
comprometimento neurológico, a dispneia
pode estar ligada a edema pulmonar ou CLOROQUINA (esquizonticida): 3 dias para
acidose metabólica, os vômitos ERRADICAR fase de duplicação.
persistentes comprometem hidratação e
absorção de medicamentos, a oligúria 600 mg – dose de ataque (dia 1) + 450 mg
aponta para insuficiência renal aguda, a dor (dia 2) + 450 mg (dia 3)
abdominal intensa pode refletir isquemia
visceral ou esplenomegalia complicada, e
os sangramentos revelam distúrbio de +
coagulação ou plaquetopenia grave.
TAFENOQUINA: 300 mg dose única (2
comprimidos 150 mg) → ERRADICA os
hipnozoítos (forma latente), junto com a
cloroquina.

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USO DE MEDICAMENTOS NA MALARIA
Desde 2019, a ANVISA autorizou a NÃO GRAVE DE ACORDO COM O TESTE
TAFENOQUINA (nome de marca Kozenis) DA G6PD:
para o tratamento radical em pacientes
com P. vivax com idade ≥ 16 anos, em O teste de G6PD verifica se a pessoa tem
complemento à cloroquina. Essa deficiência da enzima glicose-6-fosfato
regulamentação foi parcialmente baseada desidrogenase. Essa deficiência aumenta o
na melhora da adesão ao tratamento risco de hemólise grave ao usar drogas
enquanto a primaquina exige 7 ou até14 como primaquina ou tafenoquina na
dias de administração, a tafenoquina se malária.
resume a uma única dose, facilitando o
esquema terapêutico. TESTE G6PD → DEFICIÊNCIA:

Contraindicações da TAFENOQUINA: Se ATIVIDADE NO TESTE RÁPIDO > 70%


pode usar TAFENOQUINA.
• Deficiência de G6PD – risco de
hemólise grave. No teste laboratorial da GP6PD:

• Gestantes – atravessa a placenta, ATIVIDADE NORMAL (≥ 6,1 U/G HB): pode


risco de hemólise fetal. usar tafenoquina em dose única de 300 mg
para adultos (ou conforme peso em
• Lactantes – especialmente se o bebê adolescentes).
tiver <6 meses ou não tiver testagem
de G6PD. ATIVIDADE INTERMEDIÁRIA (4,1 A 6,0 U/G
HB): pode usar primaquina no esquema
• Menores de 16 anos ou peso <35 kg padrão, que é 0,25 a 0,5 mg/kg/dia por 7 a
– segurança e eficácia não 14 dias dependendo do protocolo,
estabelecidos. administrada uma vez ao dia.

• História de psicose ou distúrbios DEFICIÊNCIA SIGNIFICATIVA (≤ 4,0 U/G


psiquiátricos graves – risco de HB): primaquina ainda pode ser usada, mas
efeitos adversos. de forma segura em doses semanais de
0,75 mg/kg, durante 8 semanas, reduzindo
• Insuficiência hepática ou renal grave o risco de hemólise grave, já que a
– uso não recomendado por falta de exposição diária poderia ser perigosa.
dados.

MALÁRIA NA GESTANTE → somente


cloroquina:

600 mg dose de ataque (dia 1) + 450 mg


(dia 2) + 450 mg (dia 3)

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Dose semanal 5 mg/ kg até complementar possibilidade de recaídas causadas pelos
1 mês de iniciada alactação → depois pode hipnozoítos hepáticos, e também em P.
iniciar com a primaquina. falciparum, para garantir que não haja
persistência de parasitas resistentes.
Na gestante com malária por Plasmodium
vivax, o tratamento com Cloroquina é Assim, a LVC funciona como um controle
suficiente para eliminar os parasitas pós-tratamento, assegurando a eficácia da
presentes no sangue (fase eritrocítica), mas terapia e contribuindo para a vigilância
não elimina os hipnozoítos hepáticos, que epidemiológica da malária.
são formas latentes no fígado responsáveis
pelas recaídas. A Primaquina é o MALARIA GRAVE OU COMPLICADA:
medicamento que atua especificamente
contra esses hipnozoítos, prevenindo novas ARTESUNATO 2,4 mg/kg – 1ª dose ataque
crises de malária. NO MOMENTO DO DIAGNÓSTICO.

No entanto, a Primaquina é contraindicada 2ª dose após 12h da 1ª DOSE→


durante a gestação porque pode atravessar
a placenta e causar hemólise no feto, 3ª dose após 24h da 1ª → depois a cada
especialmente se ele for deficiente em 24h até término do diagnóstico.
G6PD. Por isso, em gestantes, a Primaquina
é adiada para o período pós-parto, quando
é seguro administrá-la para prevenir COMPLICAÇÕES:
recaídas. Durante a gestação, a conduta é
tratar a fase sanguínea com Cloroquina e ANEMIA GRAVE – hemólise maciça e
monitorar a paciente, garantindo que a supressão medular.
profilaxia da recaída seja feita após o parto.
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA – hemólise
+ hipoperfusão.
CURA RADICAL:
EDEMA PULMONAR/SDRA – aumento da
A lâmina de verificação de cura (LVC) é um permeabilidade capilar.
exame de gota espessa realizado em
momentos pré-determinados após o início ENCEFALOPATIA/CONVULSÕES –
do tratamento da malária, com o objetivo sequestro eritrocitário em P. falciparum.
de confirmar a eliminação completa do
parasita do sangue e detectar CHOQUE CIRCULATÓRIO – hipovolemia ou
precocemente possíveis recaídas ou sepse associada.
recrudescências.
ROMPIMENTO ESPLÊNICO - na malária é
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a uma complicação rara, mas grave, e ocorre
LVC deve ser feita nos dias 3, 7, 14, 21, 28, principalmente em infecções por
42 e 63 após o início do tratamento. Essa Plasmodium vivax. Ele acontece devido ao
rotina é especialmente importante nos aumento do baço (esplenomegalia)
casos de Plasmodium vivax, devido à
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provocado pela intensa atividade
imunológica e destruição de hemácias
parasitadas. Durante a infecção, o baço
trabalha excessivamente para remover os
glóbulos vermelhos infectados e parasitas,
o que leva à hiperplasia de células
sanguíneas e congestionamento vascular
dentro do órgão, tornando sua cápsula
mais fina e vulnerável. Um trauma mínimo
ou até mesmo o estresse do aumento
rápido do volume esplênico pode resultar
na ruptura do baço, causando dor
abdominal súbita, hipotensão e risco de
hemorragia interna, sendo uma
emergência médica.

PROGNÓSTICO:

Com diagnóstico e tratamento precoce →


excelente para P. vivax.

P. falciparum pode ser fatal em 24–48h se


não tratado.

Recaídas possíveis em P. vivax/ovale


(hipnozoítos hepáticos).

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