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Resumo
Anna Julia Brollo Nunes, ATM 2024/2
otorrino
Otorrinolaringologia
respons·vel pelo equilÌbrio) + saÌda da tuba
auditiva e nervo auditivo (ramo do NC VIII -
PROFESSORA OLÕVIA vestÌbulo-coclear).
o Investigar sinais e sintomas relacionados
ANAMNESE
aos ouvidos, nariz e trato aerodigestivo superior;
o Anamnese (adultos): identificaÁ„o, queixa
principal, HDA, histÛria mÈdica pregressa AudiÁ„o EquilÌbrio
(questionar histÛrico de asma, DRGE, internaÁ„o
em UTI (IOT e uso de antibiÛticos), quimioterapia, o Sinais e Sintomas: hipoacusia, otalgia,
cirurgias prÈvias (neurolÛgicas, nariz, garganta, prurido, otorreia, otorragia, zumbido, autofonia,
cabeÁa e pescoÁo), trauma, medicamentos de uso plenitude auricular, vertigem (sensaÁ„o de estar
di·rios (incluindo tÛpicos nasais e inalatÛrios); girando), tontura, paralisia facial;
O uso de aminoglicosÌdeos e de Investigar se esses sintomas s„o agudos ou
Vancomicina pode causar perda auditiva – por crÙnicos ou crises, se tem fatores de alÌvio ou
isso, sempre questionar se o paciente fez uso piora, se s„o sintomas uni ou bilaterais e se j·
enquanto estava internado em UTI. foi realizado tratamento prÈvio;
o Anamnese em CrianÁas: questionar A partir dos sintomas deve-se ter uma
consanguinidade (pode causar alteraÁıes hipÛtese diagnÛstica e partir para o exame
genÈticas que causem surdez congÍnita), fÌsico.
antecedente perinatais (internaÁıes em UTI, IOT,
meningites, icterÌcia, uso de antibiÛticos), triagem Orelha Otalgia
Externa Otorreia
auditiva neonatal, crescimento e
desenvolvimento, internaÁıes na inf‚ncia, idade Hipoacusia Condutiva
em que comeÁou a frequentar escola (aumenta o Prurido
risco de infecÁıes, principalmente de via aÈrea Orelha Otalgia
superior), frequÍncia e tipo de infecÁıes MÈdia Otorreia
(possibilidade de imunodeficiÍncias se quadros Hipoacusia Condutiva
graves e frequentes); Autofonia
o Exame FÌsico: otoscopia, oroscopia, Orelha Anterior: hipoacusia sensÛrio-neural, zumbidos,
rinoscopia anterior e palpaÁ„o de cervical e ATM. Interna diplacusia, algiacusia, press„o
… necess·rio boa iluminaÁ„o e instrumentos
Posterior: vertingem, tontura, desequilÌbrio
adequados, tendo-se em vista que ser„o
examinadas cavidades.
Nervo Paralisia Facial
Facial
ANATOMIA *Orelha Interna – Labirinto >> Anterior e Posterior
o Orelha Externa: pavilh„o auditivo + (canais semicirculares).
conduto auditivo externo; EXAME FÕSICO
o Orelha MÈdia: membrana timp‚nica +
o InspeÁ„o: avaliar alteraÁıes em pavilh„o
martelo, bigorna e estribo;
auditivo, processo mastoide e movimentaÁ„o
o Orelha Interna: cÛclea (respons·vel pela
facial (paralisia facial);
audiÁ„o) + canais semicirculares (labirinto -
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o PalpaÁ„o: palpar ATM (sua disfunÁ„o È - Se lateraliza para o lado contra-lateral ‡
grande causa de otalgia referida), linfonodos prÈ e queixa >> perda neurossensorial.
retroauriculares, conduto auditivo externo; o Exames Complementares: audiometria
o Otoscopia: deve ser feita com o paciente tonal e vocal, imitanciometria, TC de mastoides,
sentado (de preferÍncia na maca), retificando RM de cr‚nio/ouvidos com gadolÌnio,
levemente o pavilh„o auditivo (puxa um pouco vectonistagmografia, posturografia.
para cima a para tr·s) e posicionando o otoscÛpio
levemente no conduto auditivo, movimentando
para avaliar todos os aspectos do conduto e ANATOMIA
membrana timp‚nica. Os pontos a serem o SecreÁ„o do ducto nasolacrimal >> drena
avaliados s„o: no meato inferior;
Conduto Auditivo Externo: caracterÌsticas o SecreÁ„o das cÈlulas etmoidais anteriores,
da pele, presenÁa de cerume, otorreia, corpo seio frontal e seio maxilar >> drenam no meato
estranho; mÈdio;
Membrana Timp‚nica: avaliar se tem as 5 o SecreÁıes das cÈlulas etmoidais
caracterÌsticas da membrana timp‚nica posteriores e seio esfenoidal >> drenam no meato
normal: integridade, transparÍncia, coloraÁ„o superior ou recesso esfeno-etmoidal.
(neutra), posiÁ„o (levemente cÙncava com ANAMNESE
depress„o no umbigo do martelo), mobilidade.
Nariz Seios da Face
o Sinais e Sintomas: obstruÁ„o nasal
(unilateral indica desvio de septo, tumores. Se
bilateral, pensar em hipertrofia de cornetos),
rinorreia ou coriza (anterior – sai pelo nariz, ou
o Acumetria: feita no consultÛrio com o posterior – paciente engole), crostas, epistaxe, dor
Diapas„o de 512Hz ou 256Hz, sendo feitos 3 facial, parestesias, espirros, prurido, ressecamento
testes: nasal;
ComparaÁ„o das vias aÈreas; Investigar se esses sintomas s„o agudos ou
TESTE DE RINNE = posicionar o diapas„o crÙnicos ou crises, se tem fatores de alÌvio ou
vibrando na mastoide do paciente, ele deve piora, se s„o sintomas uni ou bilaterais e se j·
referir que ouve o som atravÈs da via Ûssea. foi realizado tratamento prÈvio;
Quando ele alegar que parou de ouvir o som, A partir dos sintomas deve-se ter uma
posiciona-se o diapas„o ‡ frente do pavilh„o hipÛtese diagnÛstica e partir para o exame
auditivo externo, em que o paciente dever· fÌsico.
continuar a ouvir o som atravÈs da via aÈrea; EXAME FÕSICO
- Positivo: via aÈrea = via Ûssea (normal);
o InspeÁ„o e PalpaÁ„o: pir‚mide nasal
- Se o paciente referir que n„o ouve o som
avaliar traumas (desvios, crepitaÁ„o, escoriaÁıes),
atravÈs da via aÈrea >> Rinne Negativo: via
abscessos (abaulamentos, flutuaÁıes) e alteraÁıes
Ûssea > via ·rea (perda condutiva).
em v·lvula nasal (estenose);
TESTE DE WEBER = posicionar o diapas„o o Quanto a face, analisar f·cies de
vibrando no centro da face ou na arcada respiraÁ„o oral (face alongada, boca entreaberta,
dent·ria (maior sensibilidade); nariz afinado, olheiras).
- Se o som È ouvido com a mesma intensidade
dos dois lados >> indiferente (normal ou
hipoacusia bilateral);
- Se lateraliza para o lado da queixa >> perda
condutiva;
o Linhas de Dennie Morgan >> atopia;
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o Linhas transversais >> saudaÁ„o alÈrgica – A partir dos sintomas deve-se ter uma
linha em cima do nariz de tanto coÁar; hipÛtese diagnÛstica e partir para o exame
o Rinoscopia: pode ser feita por meio dos fÌsico.
espÈculos nasais ou otoscÛpio. TambÈm pode EXAME FISICO
fazer a rinoscopia com Ûtica rÌgida ou flexÌvel, que
o InspeÁ„o: lesıes em l·bio e cavidade oral,
permite visualizar toda a nasofaringe posterior.
mordida (aberta ou fechada), micrognatia, massas
Deve-se avaliar toda a mucosa nasal e os cornetos
ou abaulamentos cervicais;
(na maioria das vezes somente se consegue
o PalpaÁ„o: linfonodos cervicais
visualizar o corneto inferior):
(submandibulares, cadeia posterior, cadeia
ColoraÁ„o da Mucosa: p·lida (alergia),
anterior, jugocarotideos) e gl‚ndulas salivares
cianÛtica, hiperemiada (infecÁ„o);
(inspecionar a palpar gl‚ndulas parÛtidas,
PresenÁa de SecreÁ„o: hialina, mucoide, submandibulares, sublinguais).
purulenta;
Desvios Septais;
Corpo Estranho;
Massas.
o Exames Complementares: raio-x de seios
da face (praticamente n„o È usado pois tem muito
falso positivo e falso negativo), TC de seios da face
(solicitado em complicaÁıes ou doenÁas crÙnicas), o Oroscopia: utilizar os abaixadores de
RM È utilizada em casos de suspeita de tumores. lÌngua (posicionar na regi„o anterior da lÌngua para
evitar reflexo do vÙmito) e fotÛforo ou lanterna,
devendo avaliar:
Tonsilas palatinas (amigdalas) e pilares
ANATOMIA farÌngeos;
o Nasofaringe: cavidade acima do nÌvel do Cavidade oral (lesıes).
palato mole, contÈm o Ûstio da tuba auditiva; o CLASSIFICA«O DE BRODSKY = serve para
o Orofaringe: do palato mole ao hioide, determinar o tamanho da amigdala em relaÁ„o ‡
contÈm a cavidade oral, pilares e tonsilas orofaringe.
palatinas;
o Hipofaringe: do hioide ‡ cartilagem
cricoide.
Boca Faringe
Gl‚ndulas Salivares Regi„o Cervical
o Sinais e Sintomas: odinofagia, ardÍncia,
les„o de cavidade oral (principalmente em regiıes
laterais da lÌngua – c‚ncer epidermÛide), halitose,
disfagia, engasgos, disfonia, sensaÁ„o de corpo
estranho, massa cervical, pigarro, tosse, dispneia,
estridor, roncos/apneia; o CLASSFICIA«O DE MALAMPATTI
Investigar se esses sintomas s„o agudos ou (modificada) = avalia a proporÁ„o lÌngua/cavidade
crÙnicos ou crises, se tem fatores de alÌvio ou oral, usada principalmente em pacientes que
piora, se s„o sintomas uni ou bilaterais e se j· roncam (obstruÁ„o) e para avaliar se È favor·vel
foi realizado tratamento prÈvio; para a retirada das amigdalas ou n„o.
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o Diadocinesia: posicionamento de uma
m„o invertida e outra espalmada sobre a coxa,
com alteraÁ„o repetitiva dessas.
o Faringo Laringoscopia com ”ptica: pode
ser rÌgida ou flexÌvel, È uma c‚nula que entra pela
narina, avalia toda a cavidade nasal, nasofaringe,
orofaringe e chega atÈ a hipofaringe;
AlteraÁıes de movimento das pregas
vocais;
UlceraÁıes e edema do forro mucoso da
laringe.
o Exames Complementares: US cervical, UC
com doppler de tireoide, TC cervical com
contraste, RM.
o Estudo dos dist˙rbios do equilÌbrio.
o DIX HALLPIKE = VPPB de Canal Posterior e
Anterior. RotaÁ„o externa a 45 da cabeÁa e
elevaÁ„o do mento a 30, seguida de r·pido
dec˙bito com hiperextens„o da cervical e pede- se
para que o paciente fixe o olhar. Desencadeia
nistagmo direcional e rotatÛrio e o paciente ir·
queixar-se de tontura;
o ROLL TEST = VPPB de Canal Lateral.
Paciente com inclinaÁ„o da cabeceira e flex„o do
pescoÁo. Faz-se rotaÁ„o externa da cabeÁa para a
esquerda e para a direita.
DIAGN”STICO DIFERENCIAL DE CAUSA CENTRAL
o Romberg: posiÁ„o de sentido com olhos
fechados com inclinaÁ„o para o lado;
o Untemberg: caminhar no mesmo lugar;
o Prova dos braÁos estendidos;
o Teste de forÁa;
o Prova Ìndex dedo-nariz (prova cerebelar);
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adolescentes e desvio de septo, recÈm-nascido e
atresia de coanas;
PROFESSORA BIBIANA o Lado predominantes – Ex. nas obstruÁıes
o As fossas nasais e os seios paranasais s„o causadas por desvio de septo pode obstruir
respons·veis pela purificaÁ„o, aquecimento e somente 1 lado;
umidificaÁ„o do ar inspirado, deixando-o em o ObstruÁ„o contÌnua ou intermitente;
condiÁıes favor·veis para a troca gasosa nos o InÌcio dos sintomas, frequÍncia
alvÈolos pulmonares; (sazonalidade) e intensidade;
o Nariz OlfatÛrio: centro do nariz, massas o Sintomas Associados: prurido nasal,
laterais do osso etmoide e fendas olfatÛrias (verde); ocular, farÌngeo ou otolÛgico, rinorreia (e suas
o Nariz RespiratÛrio: septo e conchas caracterÌsticas), epistaxe, dor facial, etc.
inferiores >> Acondicionamento do ar inspirado o Uso de medicamentos nasais – Ex.
(rosa); vasoconstritores nasais (podem causar uma rinite
o Seios Paranasais: seios maxilares, frontais, medicamentosa);
etmoidais e esfenoidal. Produzem Ûxido nÌtrico e o Cirurgias ou traumas prÈvios – Ex.
participam da regulaÁ„o das trocas gasosas nos rinoplastia prÈvia pode alterar o ‚ngulo da v·lvula
alvÈolos. Lembrar que os seios etmoidais se nasal, na regi„o anterior do nariz, causando
formam no perÌodo intrauterino, os outros se obstruÁ„o;
formam depois (azul). o DoenÁas sistÍmicas – Ex. HIV, linfomas,
etc.
o Lembrar tambÈm que algumas doenÁas
podem “consumir” a cartilagem nasal, como sífilis,
leishmaniose, uso de cocaÌna, etc.
EXAME FÕSICO
o InspeÁ„o nasofacial externa;
o Rinoscopia anterior >> avaliar septo,
corneto inferior (concha inferior), ·rea de
o ObstruÁ„o nasal È uma queixa comum em
Kiesselbach (na regi„o anterior do septo),
consultÛrios. Impede a ocorrÍncia da fisiologia
presenÁa e aspecto de secreÁ„o, etc.
adequada do sistema respiratÛrio (n„o È um
diagnÛstico).
ObstruÁ„o Nasal È um SINTOMA!
ANAMNESE
Exames
Anamnese Exame FÌsico
Complementares
o Nasofibroendoscopia;
o PalpaÁ„o cervical – Ex. tumor de
o Durante a entrevista, j· se deve ir tentando
rinofaringe costuma causar met·stases cervicais;
formular alguma hipÛtese diagnÛstica;
o Oroscopia;
o Idade do Paciente: muito importantes pois
o Otoscopia.
conforme a idade, pode-se pensar em etiologias –
Ex. crianÁas e hipertrofia de adenoide,
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EXAMES COMPLEMENTARES estar cansando. O pediatra j· pingou
descongestionante e n„o houve melhora;
o Laboratoriais: se houver suspeita de
alguma doenÁa sistÍmica, por exemplo; Exame fÌsico: inspeÁ„o externa normal;
o Raio-x: cada vez mais em desuso, No teste de fluxo nasal n„o se consegue
geralmente mais usado para avaliaÁ„o de fraturas observar fluxo em nenhuma narina;
nasais; Na rinoscopia anterior n„o se observam
o Tomografia e resson‚ncia magnÈtica. alteraÁıes, exceto bastante secreÁ„o;
Tenta-se progredir uma sonda 6 e n„o se
consegue.
o Uma boa anamnese e um bom exame o A atresia de coana ocorre quando h愃Ā falha
fÌsico permitem diagnosticar a maioria das na comunicaÁ„o entre a porÁ„o posterior da
etiologias, mas em alguns casos exames cavidade nasal e a rinofaringe. O exato
complementares s„o obrigatÛrios. Lembrar que mecanismo embriog攃Ȁnico que leva a essa
diagnÛstico correto = tratamento correto; alteraÁ„o n„o est· elucida, mas acredita-se que
o Hipertrofia de cornetos – Ex. pode ser seja por falha da ruptura da membrana oronasal
causada por rinites (alÈrgica, infecciosa, hormonal ou por persistÍncia da membrana bucofarÌngea;
- gestaÁ„o, TSH, etc.); o A atresia de coana pode ser unilateral
o Desvio de septo - muito comum desvio de (65%) ou bilateral. Nos casos bilaterais, o
septo estar associado ‡ hipertrofia de cornetos; diagnÛstico costuma ser firmado no perÌodo
o Concha mÈdia bolhosa (variaÁ„o neonatal, uma vez que os sintomas obstrutivos s愃̀o
anatÙmica); intensos. Nos casos unilaterais o diagnÛstico
o Atresia coanal; costuma ser mais tardio, havendo um trabalho que
o InsuficiÍncia de v·lvula nasal; descreve a idade mÈdia ao diagnÛstico de 33
o Hipertrofia adenoideana/hiperplasia de meses. Nesses casos, o paciente apresenta
tecido linfoide da rinofaringe (AIDS); obstruÁ„o nasal unilateral geralmente
o Nasoangiofibroma; acompanhada de secreÁ„o ipsilateral constante ou
o Tumores nasais benignos ou malignos; frequente;
o Papiloma invertido; o As sÈries descritas demonstram
o Corpo estranho; associaÁ„o com outras malformaÁıes entre 50 e
o Atresia coanal; 75% dos casos, j· tendo a atresia de coana sido
o InsuficiÍncia de v·lvula nasal; associada a mais de 20 sÌndromes;
o Hematoma/abscesso septal; o A investigaÁ„o 攃Ā feita por exame fÌsico com
o SÌndrome do nariz vazio (causada pela endoscopia nasal, que define o diagnÛstico. Em
retirada total ou exagerada de cornetos em locais onde n愃̀o h愃Ā endoscopia nasal e TC, È
cirurgia); possÌvel fechar o diagnÛstico de atresia de coana
o DoenÁas granulomatosas; pela realizaÁ„o de uma radiografia lateral de
o Medicamentos... Entre outras causas. cr‚nio apÛs a instilaÁ„o de contraste nas fossas
ATRESIA COANAL nasais. Se NO houver progress„o do contraste
o Caso ClÌnico: recÈm-nascido, sexo para a rinofaringe, confirma o diagnÛstico.
masculino, com 1 dia de vida; Sequencialmente, È fundamental realizar uma TC
Queixa Principal: obstruÁ„o nasal; para definir o padr„o da placa atrÈsica e auxiliar na
HDA: paciente com 12 horas de vida e preparaÁ„o e execuÁ„o da cirurgia corretiva;
obstruÁ„o nasal desde o nascimento, est· o O tratamento da atresia de coana 攃Ā
apresentando crises de cianose. O pediatra cir˙rgico. O momento da realizaÁ„o da cirurgia
descreve crises de obstruÁ„o nasal desde o varia largamente de acordo com a clÌnica. A
momento do nascimento, seguidas de abordagem cir˙rgica pode ser via endoscÛpica ou
dessaturaÁ„o e cianose que aliviam apÛs via transpalatina. Tem que colocar uma fonte de
choro. O nenÈm vem se mantendo bem, sem oxigÍnio – Ex. c‚nula de Guedel, nesse paciente
necessidade de intubaÁ„o ou oxigÍnio, mas o para que ele n„o entre em depress„o/falÍncia
pediatra est· preocupado porque ele parece respiratÛria enquanto espera a cirurgia.
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*Sabe-se hoje que o recÈm-nascido deve ser
predominantemente respirador nasal.
CORPO ESTRANHO
o Caso ClÌnico: paciente de 5 anos com
obstruÁ„o nasal associada a rinorreia unilateral
fÈtida h· 2 dias;
o Geralmente o acesso para retirada È f·cil.
Imobiliza a crianÁa com ajuda dos pais + lenÁol
enrolado (charuto), e faz a retirada. Pode usar
pinÁa ou aspirador para retirar;
o Quando n愃̀o 攃Ā retirado e “segue” o
caminho, o seio piriforme e valÈcula s„o dois locais
de alojamento desse corpo estranho.
HEMATOMA/ABSCESSO SEPTAL
o Caso ClÌnico: paciente masculino, 25 anos,
queixa-se de obstruÁ„o nasal bilateral com piora
progressiva apÛs trauma nasal;
Exame FÌsico: rinoscopia anterior
evidenciando abaulamento septal bilateral
com mucosa arroxeada.
o Causa reabsorÁ„o de cartilagem (r·pida
evoluÁ„o) e pode evoluir com formaÁ„o de
abscesso (pode causar celulite facial);
o O tratamento deve ser feito atravÈs de
drenagem (ambulatorial ou cir˙rgica) do
hematoma.
DESVIO SEPTAL
o Nem todos os casos precisam ser
corrigidos cirurgicamente, somente quando
atrapalha a respiraÁ„o.
*Quando se faz cirurgia para reduÁ„o dos
cornetos ela deve ser sempre parcial, e nunca
total, para n愃̀o causar “síndrome do nariz vazio”.
OUTRAS ETIOLOGIAS
o Hipertrofia de Adenoides: explicada na
prÛxima aula;
o PÛlipo Antrocoanal: tumor benigno que
pode causar sinusites de repetiÁ„o. Seu
tratamento È cir˙rgico;
o Polipose Nasossinusal: doenÁa
inflamatÛria crÙnica da mucosa respiratÛria nasal
e dos seios paranasais que se manifesta
clinicamente pelo aparecimento de formaÁıes
polipÛides, geralmente bilaterais e que levam ‡
obstruÁ„o nasal, rinorreia, hiposmia ou anosmia e
rinossinusites de repetiÁ„o. Geralmente necessita
de tratamento cir˙rgico.
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o Polissonografia do Sono: n„o È f·cil de
fazer em crianÁas, mas È importante em casos de
PROFESSORA BIBIANA crianÁas com suspeita de apneia central – Ex.
o Respirador Oral/Bucal: indivÌduo que dist˙rbio neurolÛgico.
substitui o padr„o nasal durante um perÌodo maior
que 6 meses. Geralmente acomete a populaÁ„o
o Pediatra: muitas vezes È o primeiro
pedi·trica, e as repercussıes do tratamento
contato. Estimular o aleitamento materno,
inadequado s„o mais importantes e evidentes
corrigindo inclusive tÈcnicas inadequadas;
nessa classe. Essas crianÁas geralmente roncam
o Otorrino: fazer o diagnÛstico de doenÁas
muito e apresentam episÛdios de apneia do sono
obstrutivas, e seu tratamento clÌnico e/ou
(o sono È altamente afetado, e isso acaba
cir˙rgico;
prejudicando todas as funÁıes cognitivas);
o Fonoaudiologia: reestabelecer a postura
o AlteraÁıes no Crescimento Orofacial:
dos l·bios, da lÌngua e da mandÌbula, melhorar o
anteriorizaÁ„o da cabeÁa, face estreita e alongada,
tÙnus da musculatura orofacial, ou seja, re-ensinar
l·bios entreabertos e ressecados, l·bio superior
o paciente a respirar pelo nariz;
curto e hipofuncionante, l·bio inferior com
o Odontologia: tratamento de c·ries. Tratar
evers„o e volumoso, lÌngua hipotÙnica e
a respiraÁ„o oral antes do tratamento ortodÙntico,
rebaixada, palato em ogiva, mordida aberta e
quando necess·rio.
cruzada, musculatura facial hipotÙnica, protus„o
de dentes superiores;
o AlteraÁıes das FunÁıes Cognitivas: CLÕNICA
hiperatividade (sono), comportamento agressivo, o Na maioria dos casos de obstruÁ„o
dÈficit de memÛria e de aprendizagem, dÈficit de respiratÛria, o tecido linfoide das adenoides ocupa
atenÁ„o e concentraÁ„o, impulsividade; quantidade desproporcional de espaÁo na
o AlteraÁıes Posturais: diminuiÁ„o da nasofaringe. Essa condiÁ„o tamb攃Ām pode ser
lordose cervical, aumento da cifose tor·cica e da exacerbada pelo estreitamento anatÙmico das
lordose lombar, antevers„o da pelve; fossas nasais e da faringe, tal como observado em
o AlteraÁıes do Sistema Estomatogn·tico: algumas sÌndromes craniofaciais – Ex. sequÍncia
xerostomia, dores de garganta, dificuldade de de Robin, sÌndrome de Down e sÌndrome de
mastigaÁ„o e deglutiÁ„o, maior incidÍncia de Treacher Collins;
c·ries e gengivites/halitose. o Esse processo de obstruÁ„o tamb攃Ām tem
um componente din‚mico, com exacerbaÁ„o dos
sintomas quando a crianÁa est· deitada ou na
posiÁ„o inclinada para tr·s, nas malformaÁıes
mandibulares, nas macroglossias (sÌndrome de
Down e de Beckwith-Wiedemann) e sob condiÁıes
de tÙnus neuromuscular diminuÌdo durante o
sono, na paralisia cerebral e quando em uso de
medicamentos que afetam o ciclo sono-vigÌlia;
o CrianÁas obesas apresentam maior risco
de obstruÁ„o respiratÛria durante o sono devido
ao colapso do tecido mole, mais volumoso,
o HistÛria clÌnica; presente nas vias aÈreas. CrianÁas com adenoides
o Raio-x de cavum (avaliaÁ„o da rinofaringe) volumosas tambÈm podem apresentar quadros
>> bom para avaliar hipertrofia de adenoides; obstrutivos mais graves quando em associaÁ„o
o Nasofibroscopia;
o Testes alÈrgicos;
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com hiperplasia amigdaliana e/ou hipertrofia das Dist˙rbios neuromusculares;
conchas nasais; H·bito pÛs-tratamento de obstruÁ„o de
o CrianÁas com hiperplasia das adenoides vias aÈreas;
apresentam manifestaÁıes clÌnicas associadas ‡s AusÍncia de aleitamento materno;
alteraÁıes do padr„o respiratÛrio e da funÁ„o dos Uso de chupetas.
OFAs. Outros problemas nasais, como rinite o Pacientes com postura de boca aberta e
alÈrgica, tambÈm podem mimetizar e intensificar l·bios entreabertos aparentam baixa
essas manifestaÁıes, que se tornam mais intelectualidade, e, com a reabilitaÁ„o, sua
marcantes no perÌodo de crescimento facial. A aparÍncia melhora drasticamente;
presenÁa de outros pontos de obstruÁ„o no nariz e o A postura de boca aberta por si sÛ pode
na faringe pode acentuar o quadro clÌnico, e o gerar dist˙rbios orofuncionais, que podem
perfil dolicofacial est愃Ā relacionado a envolver posturas ou comportamentos que
manifestaÁıes clÌnicas mais significativas; tamb攃Ām influenciam o crescimento e o
o A obstruÁ„o nasal crÙnica est· associada 愃 desenvolvimento dentofacial. A postura de boca
diminuiÁ„o do olfato e, consequentemente, do aberta pode gerar uma sÈrie de consequÍncias
paladar, levando 愃 diminuiÁ„o do apetite em morfofuncionais:
crianÁas. Nessa situaÁ„o, tambÈm se observa Protrus„o da lÌngua, relacionada com
desconforto para mastigar o alimento e, disfunÁıes da deglutiÁ„o e fala;
simultaneamente, respirar pela boca. IncompetÍncia labial;
AlteraÁıes oclusais e alteraÁıes do
crescimento craniofacial.
CONDUTA
o O respirador oral sem obst·culo das vias
aÈreas superiores, ou seja, o paciente que
apresenta apenas a postura de boca aberta,
necessita de tratamento multidisciplinar para
reabilitaÁ„o das funÁıes orofarÌngeas por meio de
avaliaÁ„o e tratamento ortodÙntico. Faz-se
necess·rio o diagnÛstico do padr„o facial e
oclus„o dent·ria, uma vez que a forma 攃Ā
fundamental para o melhor desempenho
CONDUTA funcional;
o Primeiramente È feito o tratamento com o A reabilitaÁ„o das funÁıes orofarÌngeas,
30 dias de corticoide, se o paciente apresentou realizada por meio do trabalho miofuncional com
melhora, deve-se continuar o tratamento clÌnico. o fonoaudiÛlogo, È mandatÛria para a melhora da
Entretanto, caso n„o tenha melhora, deve-se ir propriocepÁ„o, do velamento labial e do tÙnus
para o tratamento cir˙rgico. muscular, assim como da mastigaÁ„o e deglutiÁ„o
e reposicionamento da lÌngua, para o
redirecionamento do crescimento dento-cr‚nio-
o N„o È adequado rotular crianÁas com boca
facial.
aberta como respiradores orais, na ausÍncia de
documentaÁ„o objetiva da respiraÁ„o ou do
diagnÛstico de doenÁa obstrutiva. … necess·ria a
investigaÁ„o com o otorrino, acompanhada de
exames complementares;
o CrianÁas podem ter a boca mais aberta, na
ausÍncia de obstruÁ„o nasal ou farÌngea,
geralmente acompanhada de sialorreia, por
outros motivos, como:
SÌndromes genÈticas;
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o Principais Agentes Causadores:
Streptococcus beta hemolÌtico grupo A (20-30%) – È
PROFESSORA THAÕS a principal etiologia bacteriana, hemÛfilo,
o As tonsilas s„o respons·veis pela defesa moraxela, estafilococo dourado, penumococo,
contra doenÁas infecciosas na regi„o, j· que outros – Ex. clamÌdia, Micoplasma, anaerÛbios.
produzem imunoglobulinas;
o Faringotonsilites s„o IVAS de ocorrÍncia
o O diagnÛstico das Faringotonsilites,
frequente e autolimitadas, sendo que na maioria
principalmente a estreptocÛcica, deve ser
das vezes adultos e crianÁas se recuperam
suspeitado pela histÛria clÌnica e exame fÌsico e
rapidamente (3-4 dias) de uma infecÁ„o, mas
confirmado pelo exame cultural ou teste r·pido
algumas vezes pode ocorrer complicaÁıes;
para detecÁ„o do antÌgeno estreptocÛcico. A
o Normalmente s„o de etiologia viral, mas
confirmaÁ„o somente pelos sinais clÌnicos n„o È
podem ter origem bacteriana, principalmente pelo
recomendada porque h· muita sobreposiÁ„o de
estreptococo beta hemolÌtico do grupo A (EBHGA)
sinais e sintomas entre as causas virais e
ou S. pyogenes (˙nica indicaÁ„o de uso de
bacterianas;
antibiÛticos).
o Na pr·tica, o diagnÛstico È clÌnico, a partir
EPIDEMIOLOGIA da histÛria clÌnica, exame fÌsico e dados
o Faringotonsilites podem ser causas por epidemiolÛgicos do paciente;
vÌrus, bactÈrias e fungos, sendo a etiologia viral a o Exame de cultura da amigdala
mais comum; (considerado o padr„o ouro) tem alta sensibilidade
o 75% das crianÁas menores de 3 anos s„o e especificidade, mas ainda È caro e demora muito
acometidas pela etiologia viral, sendo muito difÌcil tempo para ter o resultado. O teste r·pido para
ter Faringotonsilites bacteriana abaixo dessa detecÁ„o do antÌgeno estreptocÛcico ainda È
idade; indisponÌvel no Brasil.
o 24% dos casos entre 2-12 anos s„o
acometidas pela etiologia bacteriana (EBHA).
ETIOLOGIA BACTERIANA X ETIOLOGIA VIRAL
CAUSAS VIRAIS Bacteriana
o … a etiologia mais comum, sendo a • Idade entre 5 – 15 anos;
principal causa em crianÁas com menos de 3 anos • Dor de garganta de inÌcio s˙bito;
de idade; • Febre > 38C, Cefaleia, N·useas e VÙmitos;
o Principais Agentes Causadores: • Dor abdominal;
adenovÌrus, influenza, parainfluenza, Coxsackie, • Hiperemia faringotonsilar; Pode ter exsudato;
vÌrus sincicial respiratÛrio (VSR), herpes, Episten Pode ter petÈquias no palato;
Barr. • Linfadenopatia cervical anterior dolorosa
CAUSAS BACTERIANAS
o Antes dos 3 anos de idade a prevalÍncia de VÌrus
infecÁıes bacterianas È muito baixa devido ‡ • CrianÁas < 3 anos ou menos;
proteÁ„o dos IgG maternos, sendo mais comuns • Tosse, Coriza, Rouquid„o, febre Baixa;
em crianÁas entre 3-15 anos de idade; • Conjuntivite;
o A preocupaÁ„o com as infecÁıes • Estomatite Ulcerativa;
bacterianas È devido ao seu potencial de causar • Exantema;
infecÁıes purulentas e invasivas, escarlatina, • Diarreia
glomerulonefrite e febre reum·tica, sendo
altamente transmissÌvel;
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COMPLICA«’ES DAS INFEC«’ES BACTERIANAS POR o Pesquisa de linfÛcitos atÌpicos;
EBHGA o Testes sorolÛgicos (detectam o Episten
Barr);
o ComplicaÁıes Supurativas: abscesso
o HistÛria clÌnica e exame fÌsico.
peritonsilar atualmente È comum devido ao uso
indiscriminado de antibiÛticos (Azitromicina). O
tratamento È feito com antibiÛtico de amplo FARINGOTONSILITES VIRAIS
espectro e drenagem (se tiver ponto de flutuaÁ„o); o Deve ser feito apenas tratamento
Abscesso retrofaringeo; sintom·tico, NO se usa antibiÛticos!
Abscesso cervical. o Utilizar: analgÈsicos, antitÈrmicos,
o ComplicaÁıes N„o Supurativas: febre hidrataÁ„o;
reum·tica, glomerulonefrite aguda. Normalmente o Realizar reavaliaÁ„o em 48-72 horas nos
surgem entre 1-3 semanas apÛs a infecÁ„o. casos em que n„o houver remiss„o da febre,
devendo-se pensar em etiologia bacteriana ou
o Causa importante e especifica de mononucleose.
amigdalite de etiologia viral (causada pelo Episten FARINGOTONSILITES BACTERIANAS (EBHGA)
Barr), devendo sempre ser suspeitada em quadros o 1™ OpÁ„o de Tratamento: penicilinas orais
mais arrastados, que j· fizeram uso de antibiÛticos ou injet·veis.
e n„o apresentaram sinais de melhora;
o Lembrar que o quadro inicial de
mononucleose È muito semelhante a uma
amigdalite bacteriana!
o Sempre pensar em mononucleose em
paciente que tem quadro insidioso, apresenta dor o Em casos de tonsilites recorrentes ou
de garganta e febre por dias, sem melhora com crÙnicas, deve-se pensar em resistÍncia
uso de antibiÛticos e que pode apresentar bacteriana, devendo utilizar Amoxicilina +
hepatoesplenomegalia no exame fÌsico e clavulanato, cefalosporina de 2™ geraÁ„o ou
exantema difuso pelo corpo logo apÛs uso dos Clindamicina.
antibiÛticos.
QUADRO CLÕNICO AL…RGICOS ¿ PENICILINA
o Odinofagia intensa;
o Febre (pode apresentar temperatura
normal);
o ProstraÁ„o e comprometimento do estado
geral;
o Linfonodomegalia cervical, axilar e TRATAMENTO CIR⁄RGICO
inguinal; o A tonsilectomia È recomendada para
o Edema de tonsilas palatinas e farÌngeas; crianÁas que atendam os CritÈrios de Paradise:
o Exsudato;
o Pode apresentar hepatomegalia, InfecÁıes recorrentes que se repitam mais de 7x/ano,
esplenomegalia ou ambos; 5x/ano nos ˙ltimos dois anos ou 3x/ano nos ˙ltimos
o Pode apresentar exantema difuso pelo trÍs anos
corpo. +
DIAGN”STICO Que apresentam uma ou mais das seguintes
o Cultura das tonsilas (se tiver infecÁ„o manifestaÁıes: febre > 38C, adenopatia cervical
bacteriana coexistente); dolorosa, exsudato tonsilar ou teste positivo para EBHGA
o Hemograma completo (leucocitose, (teste r·pido ou cultura)
linfocitose) >> leucocitose pode ocorrer quando h·
o Tonsilectomia tambÈm È indicada para
infecÁ„o bacteriana associada;
crianÁas com Faringotonsilites recorrentes que
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n„o preencham os critÈrios de Paradise, mas que
apresentem algumas condiÁıes, como:
Febre periÛdica;
Estomatite aftosa;
Intoler‚ncia ou hipersensibilidade a v·rios
antibiÛticos;
HistÛria de abscesso peritonsilar.
CONSIDERA«’ES
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dias), e uma minoria È bacteriana, mas 50% dos
casos o agente etiolÛgico n„o È identificado;
PROFESSORA THAÕS o Quadro ClÌnico: rouquid„o, odinofagia,
o A laringe tem como funÁıes proteÁ„o da tosse. A videolaringoscopia mostra hiperemia e
via aÈrea, respiraÁ„o e fonaÁ„o. … formada por edema de laringe, podendo mostrar secreÁ„o
cartilagens e membranas, alÈm da musculatura da purulenta se for de origem bacteriana;
laringe que auxilia nas suas funÁıes; o Tratamento: se viral, utilizar apenas
o A fonaÁ„o È a energia aerodin‚mica sintom·ticos, com hidrataÁ„o, analgÈsicos,
gerada pelo fluxo respiratÛrio convertido em repouso vocal. Se etiologia bacteriana, utilizar
energia ac˙stica atravÈs da vibraÁ„o das pregas antibiÛticos.
vocais.
LARINGITE CR‘NICA
o Disfonia associada a outros sintomas como
dispneia, dor, eventual perda de peso, histÛria de
tabagismo e alcoolismo;
o Edema larÌngeo difuso e eritema podem
ser os ˙nicos achados;
o Excluir neoplasias (biÛpsia) e doenÁas
o A disfonia È definida como uma dificuldade
granulomatosas.
na emiss„o da voz que se manifesta por rouquid„o
ou outras alteraÁıes na fonaÁ„o. Pode ser aguda
NEOPLASIA DE LARINGE
ou crÙnica e pode ter causas org‚nicas, funcionais
o PAPILOMATOSE LARÕNGEA = È a neoplasia
ou psÌquicas;
benigna mais comum da laringe, sendo lesıes
o Fisiopatologia: estrutura histolÛgica das
exofÌticas e fri·veis, pediculadas ou sÈsseis. S„o
pregas vocais (epitÈlio escamoso estratificado,
causadas pela infecÁ„o pelo HPV (normalmente
mucosa, l‚mina prÛpria - camada superficial
por transmiss„o vertical), sendo os subtipos 6 e 11
(espaÁo de Reike), intermedi·ria e profunda,
os mais encontrados na laringe;
m˙sculo vocal). As lesıes causam disfonia por
Quadro ClÌnico: o sintoma mais comum È a
interferirem na vibraÁ„o e no fechamento glÛtico.
disfonia progressiva, mas o crescimento da
les„o pode causar obstruÁ„o de VA, que se
CAUSAS ORG¬NICAS manifesta por meio de estridor e insuficiÍncia
o S„o causadas por lesıes ou alteraÁıes respiratÛria;
anatÙmicas da laringe, n„o dependendo do uso Tratamento: cir˙rgico, com ressecÁ„o
inadequado da voz – Ex. laringites, neoplasias, completa das lesıes.
alteraÁıes congÍnitas;
o O diagnÛstico das diferentes causas
org‚nicas È baseado na histÛria clÌnica e exame
fÌsico. A laringoscopia È utilizada em pacientes
com disfonia persistente (mais de 15 dias) ou
quando h· suspeita clÌnica de les„o org‚nica na
laringe.
LARINGITE AGUDA
o A grande maioria dos casos È de etiologia o CARCINOMA ESPINOCELULAR (CEC) =
viral – Ex. rinovÌrus (mais frequente), adenovÌrus, neoplasia maligna respons·vel por mais de 95%
pocornavirus, sendo autolimitada (duraÁ„o de 7 dos tumores malignos prim·rios da laringe. S„o
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lesıes vegetantes, infiltrativas ou ulceradas na Tratamento: fonoterapia e cirurgia para
laringoscopia; casos persistentes que n„o resolvem com
Fatores de Risco: etilismo, tabagismo, fono.
refluxo laringofaringeo, genÈtica, infecÁ„o por
HPV;
Quadro ClÌnico: disfonia e rouquid„o
persistente;
DiagnÛstico: sempre suspeitar em
pacientes com rouquid„o persistente e que
tenham fatores de risco; o P”LIPOS = lesıes benignas das pregas
Tratamento: sempre fazer biopsia de vocais, geralmente unilaterais, podendo ser
les„o suspeita. Se confirmar diagnÛstico de pediculadas ou sÈsseis e apresentar os mais
doenÁa maligna, o tratamento È definido diferentes formatos, tambÈm causados pelo
conforme o estadiamento. fonotrauma, sendo muito comum em homens
apÛs fonotrauma intenso. Existem alguns fatores
de risco que predispıe o surgimento de pÛlipos,
como tabagismo, alergias e refluxo
faringolaringeo (RFL);
Fisiopatologia: ruptura de capilares da
camada superficial da l‚mina prÛpria,
hemorragia local e edema, resultando em
CAUSAS ORGANOFUNCIONAIS proliferaÁ„o de fibroblastos e hialinizaÁ„o do
estroma;
o Causadas por comportamento vocal
Quadro ClÌnico: disfonia permanente de
inadequado – Ex. nÛdulos, pÛlipos, edema de
graus vari·veis;
Reinke...
Videolaringoscopia: les„o em prega vocal
o N”DULOS VOCAIS = ·reas de espessamento
unilateral, geralmente com aspecto
epitelial, localizados simetricamente entre o terÁo
vascularizado (avermelhada), sÈssil ou
anterior e o mÈdio das pregas vocais,
pedunculado. Assimetria dos movimentos
bilateralmente, causados por fonotrauma e abuso
fonatÛrios e fechamento glÛtico incompleto;
vocal, sendo comum em profissıes que utilizam
muito a voz (cantores, professores, palestrantes). Tratamento: remoÁ„o cir˙rgica do pÛlipo,
Na inf‚ncia s„o mais comuns nos meninos e na seguida de fonoterapia.
vida adulta acometem mais as mulheres;
Fisiopatologia: a proporÁ„o glÛtica menor
propicia um maior contato das pregas vocais
em seu terÁo mÈdio ‡ fonaÁ„o. Isso gera uma
fenda glÛtica posterior que, associada ao
fonotrauma, atua como fator predisponente
importante na formaÁ„o de nÛdulos, causando
edema e fibrose localizados;
Quadro ClÌnico: disfonia intermitente ou o EDEMA DE REINKE = È uma irritaÁ„o crÙnica
causada pelo tabagismo, refluxo ou fonotrauma,
persistente. Rouquid„o e voz grave e soprosa;
sendo muito comum nas mulheres que fumam e
Videolaringoscopia: nÛdulos simÈtricos
apresentam a voz mais grossa. Prega vocal
entre o terÁo anterior e o mÈdio de ambas as
“gelatinosa” devido 愃 edema que pode ser
pregas vocais. Fechamento glÛtico
simÈtrico ou assimÈtrico;
incompleto, com formaÁ„o de fenda glÛtica
Quadro ClÌnico: disfonia persistente, voz
posterior ‡ fonaÁ„o;
grave >> mulheres que fumam!
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Videolaringoscopia: edema das pregas
vocais que pode ser simÈtrico ou assimÈtrico;
Tratamento: cessar o tabagismo (para
todos), fonoterapia em casos leves e cirurgia +
fonoterapia em casos mais graves.
o GRANULOMA DE CONTATO = pode ser
causado por fatores traum·ticos (fonotrauma,
IOT) e tem associaÁ„o com refluxo faringolaringeo
(RFL);
Quadro ClÌnico: disfagia, odinofagia,
hemoptise;
Tratamento: fonoterapia e nos casos
persistentes pode ser feita cirurgia.
CAUSAS PSIQUICAS
o Rouquid„o sem alteraÁıes anatÙmicas na
prega vocal, associada ‡ ansiedade ou ao estresse
- Ex. histeria de convers„o.
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Pacientes usu·rios de aparelhos auditivos,
idosos, crianÁas ou pessoas com dÈficit
PROFESSORA OLÕVIA cognitivo.
o A orelha externa È composta pelo pavilh„o o SINTOMAS = perda auditiva condutiva
auricular e pelo conduto auditivo externo. (15dB), zumbido, prurido, otalgia, sensaÁ„o de
Importante lembrar que o pavilh„o auricular È plenitude, tontura e tosse (pela inervaÁ„o do nervo
fibrocartilaginoso, comporto por cartilagem + vago);
tecido fibroso + pele. Nele existem dobras e o CAUSAS = atrapalham a autolimpeza,
reentr‚ncias; como: uso de cotonete, uso de fones de ouvido ou
o O conduto auditivo externo tem cerca de protetores auriculares intracanal, uso de aparelho
2,5 centÌmetros de extens„o. Na sua parte lateral auditivo. Ou, causas que n„o permitem a
(1/3) È formado por cartilagem, pele, folÌculos autolimpeza, como alteraÁıes anatÙmicas ou
pilosos, gl‚ndulas seb·ceas e ceruminosas. Na sua dermatolÛgicas.
porÁ„o medial (2/3) È constituÌdo por uma pele
delgada, sem anexos (n„o tem gl‚ndula TRATAMENTO
ceruminosa, por exemplo, n„o produz cera), o RemoÁ„o mec‚nica com curetas,
altamente sensÌvel; aspiraÁ„o (isso deve ser feito pelo otorrino);
o A flora da orelha externa È semelhante ‡ da o Uso de gotas otolÛgicas cerumenolÌticas –
pele >> Staphylococcus, Streptococcus, Ex. Cerumin, Oticerin – 5 gotas, 3 vezes ao dia, por
Enterococcus, Corynebacterium, etc. … pouco 5 a 7 dias;
comum a presenÁa de gram negativos e de o Lavagem OtolÛgica/IrrigaÁ„o: orientar o
c‚ndida; paciente antes de fazer a lavagem e esclarecer que
o InervaÁ„o da Orelha Externa: È ricamente n„o causa dor. Sempre antes de fazer uma
inervada. Nervos trigÍmeo, facial, glossofarÌngeo, lavagem otolÛgica (tem que tomar cuidado)
vago e plexo cervical, ou seja, NC V + VII + IX + X; questionar o paciente sobre: histÛrico de
Por sua rica inervaÁ„o, algumas patologias perfuraÁ„o da membrana timp‚nica, cirurgia
podem causar otalgia reflexa. otolÛgica prÈvia, tubo de ventilaÁ„o,
o A orelha externa È considerada uma malformaÁıes de CAE, diabetes e
cavidade de resson‚ncia do som, que funciona imunossupress„o (aumentam chance de infecÁ„o,
como um funil, capta e amplifica em 15dB os sons fazer a lavagem com SF), uso de anticoagulantes
do ambiente (orelha mÈdia amplifica mais); (aumentam o risco de sangramento).
o A proteÁ„o da orelha externa se d· pelas
suas curvaturas e pelo cerume produzido no terÁo
lateral do CAE (funÁ„o antimicrobiana – pH ·cido,
lisozimas, ·cidos graxos);
o DescamaÁ„o e migraÁ„o epitelial È *Cone hindu/cone chinÍs: n„o h· comprovaÁ„o de
excÍntrica (empurra cera para fora), autolimpante. que remova cerume, possuindo risco de
complicaÁıes, como queimaduras, oclus„o do
o … considerado impactado e deve ser CAE com cera do cone, perfuraÁ„o de membrana
tratado quando: timp‚nica. Ou seja, essa pr·tica deve ser
PresenÁa de sintomas – Ex. hipoacusia, contraindicada.
obstruÁ„o, zumbido, tonturas; *Conduto auditivo externo = CAE.
Quando prejudica a visualizaÁ„o do CAE ou
da membrana timp‚nica;
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Foliculite do CAE
ORELHA DO NADADOR o A otite externa localizada ou circunscrita È
uma inflamaÁ„o da unidade pilosseb·cea presente
Celulite do Revestimento Cut‚neo do CAE no CAE, geralmente causada pelo Staphylococcus
aureus;
o Acomete 4% dos indivÌduos por ano, e È o SINTOMAS = nÛdulo hiperÍmico, doloroso,
mais comum no ver„o (umidade do ouvido circunscrito no CAE, que pode evoluir para
desequilibra a flora normal); abscesso (abscesso causa MUITA dor – “espinha”
o Geralmente associada a nataÁ„o, uso de no ouvido).
cotonete, manipulaÁ„o dos ouvidos, aparelho
auditivo, uso de gotas otolÛgicas em excesso,
doenÁas dermatolÛgicas ou alteraÁıes
anatÙmicas do CAE.
o TRATAMENTO = depende da clÌnica, se:
Localizada: Mupirocina tÛpica + anti-
o inflamatÛrio;
Germes Associados: Pseudomonas
aeruginosa (mais comum), Staphylococcus aureus e Se houve formaÁ„o de Abscesso:
S. epidermidis; drenagem;
o SINTOMAS = prurido, otalgia, otorreia, Se houve Celulite associada: associar
hipoacusia, febre (febre ocorre mais em crianÁas); Cefalexina ou Clindamicina.
o EXAME FÕSICO = dor ‡ palpaÁ„o do tragus,
adenopatia periauricular, edema de CAE, otorreia, o Geralmente causada pelos fungos
membrana timp‚nica Ìntegra. No inÌcio do quadro Aspergillus ou Candida albicans;
pode ter sÛ dor e hiperemia, sem secreÁ„o; o SINTOMAS = muito prurido, otorreia,
o Quando envolve o revestimento cut‚neo hipoacusia, sensaÁ„o de plenitude, otalgia;
do pavilh„o auricular o quadro È mais avanÁado, o FATORES DE RISCO = diabetes, uso de
precisa utilizar antibiÛtico sistÍmico. Quando n„o aparelhos auditivos, nataÁ„o;
envolve geralmente resolve com medicaÁıes o EXAME FÕSICO = presenÁa de debris,
tÛpicas; micÈlios f˙ngicos de diferentes coloraÁıes
o Pode ser classificada em grau 1, 2 ou 3 >> (examinador pode conseguir enxergar os
conforme a gravidade; aglomerados f˙ngicos), otorreia, edema de CAE.
o TRATAMENTO = limpeza meticulosa dos
debris presentes no CAE, uso de gotas otolÛgicas -
Ex. Otosporin ou Otociriax – 3 gotas, 3 vezes ao dia,
por 7 a 14 dias;
AnalgÈsicos e anti-inflamatÛrios para
tratamento sintom·tico;
AntibiÛtico sistÍmico – Ex. Ciprofloxacino
ou Ceftriaxona em casos de extens„o ao
pavilh„o auricular e tecidos periauriculares. o TRATAMENTO = limpeza do conduto
auditivo externo e uso antif˙ngicos tÛpicos – Ex.
Otobetenovate, Fungirox, Cetoconazol;
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Se houve PerfuraÁ„o da Membrana timp‚nico, acometimento da mastoide,
Timp‚nica: Miconazol, Clotrimazol, Nistatina; acometimento de tecidos parafarÌngeos;
Em casos extremos, imunossupressos, usar Cintilografia com TenÈcio-99 >>
antif˙ngico sistÍmico. diagnÛstico precoce;
*Pacientes refrat·rios ao tratamento de uma otite Cintilografia com G·lio-67 >> para
externa, sem um quadro muito exuberante e com acompanhamento de tratamento.
prurido importante >> sempre pensar em fungo. o TRATAMENTO = em casos iniciais o
tratamento pode ser feito com Ciprofloxacino VO
por 6 semanas;
Osteomielite do osso Temporal e Base do Cr‚nio Hospitalar: controle da DM (se houver) +
Cefepime EV por 4-8 semanas;
o Processo consequente a um quadro de Pode ser necess·ria a realizaÁ„o de cirurgia
otite externa (infecÁ„o de pele + infecÁ„o Ûssea); para eventual desbridamento ou para fazer
o PredisposiÁ„o: diabÈticos (pH do cerume È biÛpsia para afastar neoplasia.
mais b·sico), idosos, imunossupressos >>
Importante fazer seguimento ambulatorial de 48
horas em caso de otites externas nesses pacientes;
o Principal Agente: Pseudomonas aeruginosa;
o SINTOMAS = otalgia (dor no CAE) que pode o Prurido e descamaÁ„o crÙnica da pele
ser irradiada para regi„o parietal (dor em todo o CAE, predisposiÁ„o a otites infecciosas
lado afetado da cabeÁa), que È pior ‡ noite e evolui (geralmente causam muito prurido, podem
para forte intensidade. Otorreia fÈtida, purulenta. favorecer o desenvolvimento de infecÁıes de
Pode ocorrer Hipoacusia; repetiÁ„o). Lembrar sempre de questionar na
Pode ocorrer tambÈm paralisia facial anamnese histÛria familiar ou pessoal de atopias;
perifÈrica; o AtÛpica: relacionada a rinite alÈrgica;
Geralmente È um quadro mais arrastado, o Seborreica: descamaÁ„o dentro da orelha
durando cerca de 30 dias para se estabelecer e tambÈm em couro cabeludo e barba;
completamente; o SINTOMAS = crises de prurido, otorreia,
Pode causar formaÁ„o de abscesso hipoacusia ou quadro crÙnico;
intracraniano >> È grave; o EXAME FÕSICO = lesıes hiperÍmicas,
A evoluÁ„o se d· por: descamativas, exsudaÁ„o. Membrana timp‚nica
Osso sem alteraÁıes;
CAE Mastoide o TRATAMENTO = uso de corticoides tÛpicos
Temporal
– Ex. Betametasona, Dexametasona, Diprosalic;
AcidificaÁ„o do CAE;
Nervos Tecido Evitar manipulaÁ„o;
Cartilagem
Cranianos Conjuntivo Anti-histamÌnicos para prurido intenso.
Base do o Geralmente causadas pelo contato com
”bito
Cr‚nio brincos ou piercings;
*NC VII acometido em 75% dos casos e NC X o SINTOMAS = prurido, hiperemia,
acometido em 70%. liquenificaÁ„o;
o EXAME FÕSICO = presenÁa de pÛlipo o TRATAMENTO = corticoide tÛpico,
inflamatÛrio, com tecido de granulaÁ„o em regi„o antibiÛtico tÛpico se sinais de infecÁ„o secund·ria.
pÛstero-inferior do CAE;
o EXAMES DE IMAGEM = TC de osso temporal
com contraste >> aparece eros„o Ûssea do osso
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usado cefalosporinas de terceira geraÁ„o >>
Ceftriaxona;
>> o Se quadro recorrente associado a LES, AR,
pensar em Pericondrite Recidivante. Neste caso, o
o InflamaÁ„o da face mais externa do tratamento È feito com corticoides e anti-
tÌmpano, relacionada ‡ infecÁ„o de vias aÈreas; inflamatÛrios.
o Principais Agentes: Mycoplasma
pneumoniae, Pneumococo, Haemophilus, influenza,
para-influenza, adenovÌrus, vÌrus sincicial o Geralmente causados por traumas,
respiratÛrio; comuns em lutadores de artes marciais. Sempre
o SINTOMAS = otalgia intensa, s˙bita, se deve avaliar a presenÁa de outras lesıes
seguida de otorreia sanguinolenta; associadas como perfuraÁ„o de membrana
o EXAME FÕSICO = presenÁa de bolhas timp‚nica, fratura de osso temporal, etc.
hemorr·gicas na membrana timp‚nica e no CAE o TRATAMENTO = drenagem + antibiÛtico
medial; profil·tico (Cefalexina) + acompanhamento;
o TRATAMENTO = analgÈsicos, antibiÛticos Em casos mais agudos a drenagem È feita
tÛpicos e/ou sistÍmicos (uso depende do quadro com agulha (por aspiraÁ„o), mas quando o
clÌnico, lembrar sempre das etiologias virais e n„o quadro j· se instalou h· 1 ou 2 dias melhor fazer
receitar antibiÛtico para todos os casos), drenagem com incis„o.
corticoides. o N„o pode deixar por muito tempo pois
pode causar reabsorÁ„o da cartilagem gerando
deformidades no pavilh„o auditivo.
o Causa otalgia intensa, hiperemia,
formaÁ„o de vesÌculas e pode cursar com
alteraÁıes auditivas e paralisia facial;
o TRATAMENTO = analgÈsicos potentes
(causa muita dor), antivirais e corticoides.
o InflamaÁ„o do PERIC‘NDRIO que reveste a
cartilagem do pavilh„o auricular;
o Causas: piercing, acupuntura, esportes de
contato, secund·rio a doenÁas de pele, trauma,
o Tumor Ûsseo ˙nico, unilateral, exofÌtico,
cirurgia – Ex. otoplastia;
pedunculado e com base estreita;
o Principais Agentes: P. aeruginosa e S.
o Pode causar perda auditiva;
aureus sensÌvel a meticilina;
o O tratamento È cir˙rgico!
o SINTOMAS = dor no pavilh„o auricular,
exsudaÁ„o, crostas, febre;
o EXAME FÕSICO = edema e hiperemia o Lesıes Ûsseas mais comuns do CAE, com
importantes de pavilh„o auricular, com crescimento do periÛsteo, com base larga,
preservaÁ„o do lÛbulo. bilaterais e m˙ltiplos, adjacentes ‡ membrana
timp‚nica.
o Comum em pessoas que se expıem muito
o TRATAMENTO = quinolonas >> ao nado em ·gua fria;
Ciprofloxacino por 10 a 14 dias. TambÈm pode ser o Perda auditiva, plenitude aural e otorreia;
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o O tratamento È cir˙rgico!
COMO USAR
o Deitar de lado;
o Orientar traÁ„o do pavilh„o auricular;
o Aplicar gotas;
o Permanecer deitado por 3 a 5 minutos;
o Na suspeita de perfuraÁ„o de membrana
timp‚nica, optar pelo uso de gotas a base de
quinolonas – Ex. Ciloxan gotas, Otociriax gotas;
o Evitar gotas a base de aminoglicosÌdeos
(s„o ototÛxicos);
o Orientar o paciente para que durante o
tratamento das otites externas ele evite de molhar
os ouvidos – Ex. piscina, mar, e evite manipulaÁ„o
com cotonetes, por exemplo.
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quÌmicos, cirurgias, tumor intranasal, spray nasal,
uso prolongado de oxigÍnio;
PROFESSORA BIBIANA o SistÍmicas: vascular, discrasias
o As urgÍncias e emergÍncias mais comuns sanguÌneas, drogas, agentes tÛxicos (metais
em otorrinolaringologia s„o: pesados), infecÁıes, alteraÁıes cardiovasculares,
alergias, ·lcool, neoplasias hematolÛgicas;
Epistaxe Surdez S˙bita Corpo Estranho o As causas mais comuns de epistaxe s„o:
IatrogÍnicas
o AlteraÁ„o da hemostasia dentro da Uso de Descongestionantes TÛpico
cavidade nasal, causada por comprometimento da
integridade da mucosa, sendo comum na pr·tica CondiÁıes Ambientais
mÈdica, de ocorrÍncia estimada em 60% dos
casos das pessoas durante seu tempo de vida; *CondiÁıes ambientais que propiciem
o Apenas 6% dos sangramentos merecem ressecamento do ar.
tratamento mÈdico; ¡REA DE KIESSELBACH/LITTLE
o DistribuiÁ„o bimodal, maioria dos casos o Sangramento anterior!
antes dos 10 anos ou entre 45 e 65 anos. o Ramos da ACE + ramos da ACI,
Geralmente na inf‚ncia ocorre por trauma digital anastomose na regi„o anterior do septo;
(crianÁa mexe no nariz ou coÁa muito e atinge a ArtÈria etmoidal anterior;
·rea de Kiesselbach), geralmente s„o ArtÈria etmoidal posterior;
autolimitadas. J· nos adultos podem ser epistaxes
Ramos da artÈria esfenopalatina;
mais “graves”;
ArtÈria palatina maior;
o Dependendo da quantidade de sangue
ArtÈria labial superior.
pode causar choque hipovolÍmico. Maioria dos
casos de epistaxe È resolvido com uso de tamp„o
nasal bem feito e bem adaptado;
o A maior parte dos pacientes que
apresentam sangramentos mais graves
apresentam comorbidades: HAS, hemofilias,
c‚nceres de origem hematogÍnica, doenÁa
hep·tica e renal, tabagismo, uso de drogas como
anticoagulantes e AAS, etilismo, etc.
o Sempre medir a PA do paciente (pode
estar fazendo um pico hipertensivo, por exemplo);
o Sempre questionar medicamentos em o ART…RIA ESFENOPALATINA (ramo terminal
uso. da artÈria maxilar) = geralmente È a que causa
CAUSAS sangramento de maior volume >> sangramento
o Trauma digital, corpo estranho, POSTERIOR;
medicamentos tÛpicos – Ex. corticoides nasais, o Plexo de Woodruff: anastomoses das veias
drogas ilÌcitas, trauma nasal, perfuraÁ„o septal, da regi„o pÛstero-lateral do nariz. (Algumas
rinossinusites e neoplasias, etc. literaturas citam como anastomoses arteriais).
o Locais: trauma, processo inflamatÛrio,
alteraÁıes anatÙmicas, corpo estranho, irritantes O local mais comum de sangramento nasal È
ANTERIOR
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o S-POINT = parece ser um local frequente e Introduzir na cavidade nasal sangrante. Vai
est·vel de epistaxe grave atualmente. Devido ‡ olhando pela boca do paciente, quando a ponta da
sua natureza arterial, o sangramento do S-point sonda aparecer do lado da ˙vula, puxa ela de volta
pode ser intenso o suficiente para atingir a parede um pouco, e infla, o bal„o vai ficar na regi„o da
lateral do nariz e drenar posteriormente, podendo artÈria esfenopalatina. Insufla o balonete atÈ parar
ser confundido com uma epistaxe posterior, o sangramento, paciente vai sentir um
simula um sangramento da artÈria esfenopalatina. desconforto;
o ComplicaÁıes: epÌfora, dor, otite mÈdia,
sinusopatia, hipÛxia.
CIRURGIA
o Ligadura (cauterizaÁ„o) da ArtÈria
ABORDAGEM DO PACIENTE COM EPISTAXE Esfenopalatina: possui taxas de 90% de sucesso.
Tratamento de primeira linha para alguns autores,
o Proteger a Via AÈrea: seguir
comparando com tamponamento ‚ntero-
recomendaÁıes do ATLS. IOT se necess·rio (em
posterior e embolizaÁ„o da artÈria esfenopalatina;
sangramentos de grande volume);
TambÈm pode fazer ligadura das artÈrias
o Laboratoriais: hemograma, tipagem
etmoidais;
sanguÌnea, coagulograma (identificar
Se a cirurgia n„o resolver >> necessidade
coagulopatias, avaliar INR em usu·rios de
de embolizaÁ„o (procedimento da
anticoagulantes, etc.);
hemodin‚mica)!
o CauterizaÁ„o QuÌmica: para sangramentos
o Transamin: usar sempre se paciente n„o
do plexo de Kiesselbach, em pontos especÌficos (na
tiver contraindicaÁ„o, ajuda muito a parar os
periferia do vaso, nunca bem em cima do vaso
sangramentos.
direto). Com uso de ATA 50% (·cido
tricloroacÈtico). Evitar cauterizaÁ„o bilateral, para
n„o causar perfuraÁ„o do septo; o Perda auditiva NEUROSSENSORIAL ,
o CauterizaÁ„o ElÈtrica: em casos de geralmente unilateral, de pelo menos 30dB em 3
sangramentos de maior volume. frequÍncias consecutivas no exame audiomÈtrico,
instalada dentro de um perÌodo n„o superior a 72
TAMPONAMENTO horas;
o Pode ser anterior ou posterior; o A surdez s˙bita neurossensorial pode ser o
o V·rios modelos: dedo de luva + gaze (mais sintoma de uma etiologia definida subjacente,
usado e disponÌvel), Merocel (esponja como tumores do ‚ngulo pontocerebelar, doenÁas
inabsorvÌvel), Gelfoam (esponja absorvÌvel), Rapid neuro vasculares, infecciosas, traumas, e atÈ de
Rhino, Sonda de Folley; patologias otolÛgicas, como doenÁa de MÈni攃 re,
o Manter tamponamento por atÈ 48 horas, otosclerose e sÌndrome do aqueduto vestibular
com uso de analgÈsicos e antibiÛtico; alargado. Algumas dessas causas tÍm histÛria e
o TAMPONAMENTO DEDO DE LUVA + GAZE = quadro clÌnico evidentes, mas outras requerem
cortar 2 dedos de uma luva (estÈril de preferÍncia), suspeiÁ„o o e investigaÁ„o diagnÛstica cautelosa.
encher um dedo com um rolinho de gaze, passar Contudo, em 90% dos casos de surdez s˙bita, n„o
xilocaÌna na narina do paciente e introduzir o È possÌvel determinar uma etiologia,
tamp„o. O outro dedo de luva fixa no rosto do caracterizando a forma idiop·tica da doenÁa;
paciente com micropore. Pode colocar o … justamente sobre a sÌndrome idiop·tica
vasoconstritor (adrenalina diluÌda em soro). que repousam as principais controvÈrsias e
ComeÁa sempre por tamponamento anterior, faz desafios terapÍuticos, pois, apesar dos esforÁos
primeiro um lado, depois o outro. Se n„o parar o para elucidar a fisiopatologia da doenÁa, nenhum
sangramento daÌ tem que fazer tamponamento estudo at攃Ā o momento conseguiu demonstrar um
posterior com sonda de Folley; mecanismo etiopatogÍnico capaz de explicar
o SONDA DE FOLLEY = sonda com anestÈsico completamente o seu espectro, sugerindo
na ponta. Testar o balonete antes, e desinflar.
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inclusive que existam doenÁas distintas se especialmente quando esse tempo ultrapassa
expressando com uma perda brusca da audiÁ„o; uma semana e nos casos de perda
o IncidÍncia: 5 a 20 casos em 100.000 severa/profunda;
habitantes, geralmente ocorrendo entre a 5™ e a 6™ o Corticoide Oral: em alta dose, 1mg/kg/dia
dÈcadas de vida; por 7 a 14 dias com reduÁ„o progressiva;
o PreocupaÁ„o: potencial de o Corticoide intratimp‚nico;
irreversibilidade (quanto mais demora para iniciar o OxigÍnio hiperb·rico >> estudos sugerem
o tratamento mais difÌcil fica de reverter). Maioria que auxilia na recuperaÁ„o;
dos pacientes apresentam recuperaÁ„o o Antiviral: NO utilizar, a n„o ser que seja
espont‚nea (60% em duas semanas); um caso de herpes vÌrus.
o Fatores PrognÛsticos: atraso diagnÛstico,
severidade da perda, curva audiomÈtrica e o Pode ser em nariz, ouvido, laringe;
presenÁa de vertigem; o NARIZ = mais comum em crianÁas de 2 a 8
o ETIOLOGIA = causas infecciosas – Ex. herpes anos ou em pacientes institucionalizados;
simples, vÌrus da caxumba, rubÈola), otolÛgicas, ComplicaÁıes: epistaxe, broncoaspiraÁ„o,
traum·ticas, vasculares, hematolÛgicas, infecÁ„o;
neopl·sicas;
Locais mais Comuns de ImpactaÁ„o:
o CLÕNICA = hipoacusia, zumbido, plenitude inferior ao corneto inferior e anterior ‡ cabeÁa
aural, sintomas vestibulares. do corneto mÈdio;
DIAGN”STICO Causa rinorreia unilateral fÈtida;
o Anamnese, exame fÌsico RemoÁ„o com pinÁas ou aspiradores.
(otoscopia/acumetria); o OUVIDO = pode se dar por corpos estranhos
Exame FÌsico: otoscopia normal // Rinne animados, baterias elÈtricas e miÌase, sendo:
positivo // Weber lateralizado para o lado bom Corpos Estranhos Animados: imobilizaÁ„o
(contralateral da queixa). por afogamento com Ûleo mineral (vaselina) e
o Audiometria: ferramenta diagnÛstica e depois retirar com lavagem ou instrumentos;
prognÛstica. Serve para confirmar a perda auditiva Baterias ElÈtricas: evitar lavagem pelo
e depois para acompanhar melhora; risco de oxidaÁ„o >> remover o mais r·pido
o Outros exames podem ser solicitados para possÌvel;
buscar etiologia – Ex. RM em suspeita de MiÌase: fazer a remoÁ„o das larvas, uso de
neurinoma do ac˙stico (geralmente causa perda Ivermectina (VO) e uso de iodofÛrmio em pÛ
auditiva s˙bita unilateral). Apenas 10 a 15% dos (no ouvido).
casos apresentar„o uma etiologia definida; o LARINGE = os locais mais comuns de
o Laboratoriais: glicemia, perfil lipÌdico, TSH, impactaÁ„o s„o a valÈcula e o recesso piriforme.
T4 livre, VDRL, FTA-ABS, sorologia para doenÁa Pode-se e retirar com nasovideolaringoscopia,
de Lyme, etc. Na pr·tica geralmente NO se pede, tendo risco de broncoaspiraÁ„o.
a n„o ser que tenha uma histÛria sugestiva, para
alguma investigaÁ„o especÌfica.
TRATAMENTO
o ApÛs confirmaÁ„o da perda
neurossensorial, o tratamento deve ser
prontamente iniciado, em geral com
corticosteroide sistÍmico, com ou sem antivirais
associados, pois, a despeito da recuperaÁ„o
espont‚nea exibida por quase 60% dos pacientes,
o atraso entre o Ìnicio dos sintomas e a instituiÁ„o
terapÍutica È fator de pior prognÛstico,
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PROFESSORA OLÕVIA o Na anamnese j· se consegue ir
direcionando para uma ou outra hipÛtese. A idade
o 15% de todos os americanos apresentam
do paciente È muito importante na suspeita
perda auditiva. Importante lembrar que perda
etiolÛgica. Exemplos de causas de hipoacusia:
auditiva È subdiagnosticada e subtratada;
o 1/3 das pessoas com perda auditiva fizeram CrianÁa: otite serosa, otite mÈdia crÙnica,
avaliaÁ„o auditiva, 15% das pessoas com indicaÁ„o perda auditiva genÈtica, perda auditiva
de ASSI utilizam de fato; infecciosa (CMV), prematuridade,
o A perda auditiva gera um impacto social e ototoxicidade;
psicolÛgico no paciente. Associado a risco de Adulto: otite mÈdia crÙnica, otosclerose,
isolamento, depress„o e demÍncia em idosos; perda auditiva infecciosa, ototoxicidade, PAIR,
o Afeta 1 em cada 5 crianÁas nos EUA. No tumores, perda auditiva genÈtica;
Brasil 3 a cada 1000 nascidos vivos de baixo risco Idoso: presbiacusia, tumores, otite serosa,
tem Perda auditiva; cerume impactado, surdez s˙bita,
RecÈm-nascido com internaÁ„o em UTI ototoxicidade.
neonatal: 2 a 4% apresentam perda auditiva. ANAMNESE
Essas crianÁas apresentam atraso na aquisiÁ„o o Descobrir se a hipoacusia È unilateral ou
de linguagem, dificuldade de aprendizado e bilateral, s˙bita ou progressiva, contÌnua ou
prejuÌzo na cogniÁ„o. Isso acaba gerando flutuante;
reduÁ„o na qualidade de vida, dificuldade na o Pesquisar Sintomas Associados: zumbido,
interaÁ„o social e associaÁ„o com dist˙rbio de hiperacusia, tontura, otorreia, prurido,
comportamento. descamaÁ„o, etc.
FISIOLOGIA DA AUDI«O o Antecedentes: histÛrico de infecÁıes na
o Orelha Externa: captaÁ„o das ondas inf‚ncia, histÛria familiar de surdez, histÛria de
sonoras e pequena amplificaÁ„o; TCE ou acidentes automobilÌsticos, exposiÁ„o a
o Orelha MÈdia: amplifica o som e transmite ruÌdos (lazer x ocupacional), histÛrico de c‚ncer ou
o estÌmulo mec‚nico para orelha interna; internaÁıes em UTI, histÛrico de cirurgias.
o Orelha Interna: a cÛclea transforma o EXAME FÕSICO
estÌmulo mec‚nico em bioelÈtrico; o Deve ser completo, com atenÁ„o especial
o Nervo Coclear: transmite o estÌmulo para otoscopia;
elÈtrico ao tronco cerebral e cÛrtex; o Acumetria;
o CÛrtex Auditivo: interpreta o som e o Oroscopia e rinoscopia;
transforma em informaÁıes auditivas. o PalpaÁ„o cervical;
o Teste de pares cranianos.
EXAMES COMPLEMENTARES
o Audiometria tonal e vocal*;
o Imitanciometria*;
o Tomografia computadorizada de ouvidos
(conforme suspeita);
o Resson‚ncia MagnÈtica de ouvidos com
gadolÌneo (conforme suspeita).
*Anamnese + Exame FÌsico + Exames
Complementares >> diagnÛstico da causa e
o O ouvido humano escuta frequÍncias de quantificaÁ„o do grau de perda auditiva. TambÈm
20Hz (grave) a 20.000Hz (agudo).
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guiam o tipo de tratamento, seja expectante, o Via AÈrea: estÌmulo da orelha externa,
clÌnico, cir˙rgico ou reabilitaÁ„o auditiva mÈdia e interna, sendo representada por “X” ou
“o”.
o Feito por fonoaudiÛlogo. Paciente fica
dentro de uma cabine isolada acusticamente.
Testa se o paciente ouve TONS PUROS, de
diferentes frequÍncias (graves e agudas) e
intensidades. Objetiva conhecer o limiar auditivo
do paciente;
o Avalia as orelhas separadamente em um
ambiente com isolamento ac˙stico, avalia o limiar PERDA CONDUTIVA
de escuta em cada frequÍncia; o Causada por les„o em orelha externa ou
o Ouvido Direito (OD) >> vermelho; mÈdia;
o Ouvido Esquerdo (OE) >> azul; o Quando h· um gap aÈreo-Ûsseo maior ou
o Gr·fico com os Resultados do Exame: igual a 15dB, em pelo menos duas frequÍncias
audiograma. Avalia intensidade (volume) e consecutivas, sendo que os valores dos limiares
frequÍncias (do grave pro agudo) que o paciente auditivos da VA devem ser maiores que 25dBNA.
ouve;
o Avalia as duas vias, a Ûssea (mastoide) e a
aÈrea (condutivo auditivo);
Via ”ssea >> VO;
Via AÈrea >> VA.
o O normal È que via aÈrea e via Ûssea
Limiar de via Ûssea preservado
apareÁam juntas no gr·fico;
Normal atÈ 25dB no adulto;
Normal atÈ 15dB em crianÁas atÈ 7 anos.
Perda Condutiva
• VO e VA se separam
• VO fica preservada Gap aÈreo-Ûsseo
• VA È reduzida! PERDA NEUROSSENSORIAL
o Causada por les„o na cÛclea ou vias
Perda Neurossensorial
centrais (nervo auditivo, tronco ou cÛrtex);
• VO e VA juntas o Limiares de via Ûssea maiores do que
• Ambas Reduzidas! 15dBNA e limiares de via aÈrea maiores do que
25dBNA, com gap aÈreo-Ûsseo de atÈ 10dB;
Perda Mista o Quando o local da les„o se encontra na
cÛclea e/ou VIII par, os limiares da VA e da VO
• VO e VA reduzidas
est„o rebaixados (pior que 20dB), ou seja, n„o
• VO e VA separadas - pelo menos 3 frequÍncias existe GAP.
de dist‚nica
*Cada frequÍncia s„o 5Hz, ent„o È preciso que a
diferenÁa entre VO e VA seja maior que 15Hz.
AUDIOMETRIA NORMAL
o Via ”ssea: estÌmulo diretamente na cÛclea,
sendo representado pelo sinal de: “<” ou “>”; “[“ou
“ ]”; Queda
do limiar da via Ûssea e aÈreo. Estando ambas
“acopladas”
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PERDA MISTA
o CombinaÁ„o das duas. o Timpanometria: avalia a mobilidade da
membrana timp‚nica em resposta a mudanÁa de
press„o no conduto auditivo externo;
Normal >> curva A.
Queda
do limiar da via Ûssea + Gap aÈreo-Ûsseo
o CURVA A = caracterizada por um pico
GRAUS DE PERDA AUDITIVA m·ximo ao redor de 0 (zero) decaPascal de
press„o e foi encontrada em indivÌduos normais ou
Leve Moderada Severa Profunda
em portadores de otosclerose e encontrado em
26-41dB 41-60dB 61-80dB > 81dB
pacientes com membranas timp‚nicas intactas,
o Leve: dificuldade de audiÁ„o com voz mÛveis com funÁ„o normal da tuba de Eust·quio.
suave, distante ou ambientes ruidosos >> 26-41dB;
o Moderada: dificuldade de audiÁ„o com
fala em nÌvel de conversaÁ„o, mesmo quando
perto >> 41-60dB;
o Severa: escuta apenas voz ou barulhos
muito altos. Conversas em intensidade habitual
n„o s„o entendidas >> 61-80dB; o Curva Ad: revela uma complacÍncia
o Profunda: apenas percebe sons muito altos extremamente grande. Esta curva n„o possui o
ou vibraÁıes – Ex. caminh„o, motocicleta, serra ponto de m·xima complacÍncia, pois seus dois
elÈtrica >> maior que 81dB; ramos ultrapassam o ponto zero do gr·fico. Foi
o MÈdia dos Limiares de 500, 1000 e 2000Hz encontrada em pacientes com interrupÁ„o da
± 4000Hz; cadeia ossicular ou com membranas timp‚nicas
o BebÍs e CrianÁas em idade prÈ-escolar: muito fl·cidas.
limiar de 15dBNA.
o Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF):
avalia o limiar em que o paciente reconhece e
repete 50% das palavras apresentadas. Avalia o
qu„o funcional È a audiÁ„o do paciente, n„o
adiantaria somente ouvir sons puros, È preciso o Curva Ar ou As: curva de rigidez, mostra-se
conseguir reconhecer as palavras; achatada, porÈm seu perfil È semelhante ao da
o Õndice Percentual de Reconhecimento de curva A. Foi encontrada em pacientes com
Fala (IPRF): estima em porcentagem o quanto o otosclerose, timpanosclerose ou com membranas
paciente escuta das 25 palavras faladas para ele. timp‚nicas espessas.
Testa-se 30 a 40dBNA acima do LRF;
Normal: 90-100%;
Grande dificuldade: < 65%.
o AUDIOMETRIA NA INF¬NCIA = a partir de 6
meses. Utilizar tÈcnicas de observaÁ„o
comportamental ou condicionamento com
reforÁo visual ou l˙dica. o CURVA B = n„o existe aquele pico de
m·xima complacÍncia e a curva se mostra
inalter·vel, mesmo que as variaÁıes de press„o no
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meato ac˙stico externo sejam grandes. Foram o Objetiva avaliar a integridade da via
encontradas em pacientes portadores de otite auditiva e limiar (frequÍncia especÌfica e estado
mÈdia secretora e encontrada em casos de est·vel);
presenÁa de lÌquido no espaÁo da orelha mÈdia. o Principal IndicaÁ„o: crianÁas menores de 6
meses, pacientes com dificuldade de resposta a
audiometria ou respostas inconsistentes.
o CURVA C = curva com pico de admit‚ncia
o PERDA NEUROSSENSORIAL , relacionada ao
(total fluxo de energia, inverso ‡ imped‚ncia)
envelhecimento;
deslocado para press„o negativa, compatÌvel com
o 1/3 das pessoas com 60-70 anos e 40-60%
disfunÁ„o da tuba auditiva.
dos com > 75 anos. ComeÁa por volta dos 55 anos
e depois dos 60-65 anos aumenta bastante a
perda;
o Entre as 4 doenÁas crÙnicas mais
prevalentes em > 65 anos;
o CaracterÌstica: paciente com mais de 60
anos, apresentando dificuldade auditiva
o Reflexo Ac˙stico: estÌmulo em 70 a 96dB,
progressiva, com dificuldade de compreens„o;
para testar reflexo estapÈdico para proteÁ„o da
o Pode estar associada a comorbidades
orelha interna. Avalia o arco reflexo VII e VIII pares
metabÛlicas, histÛria familiar, exposiÁ„o a ruÌdos e
cranianos. O m˙sculo estapÈdio atua protegendo
ototoxicidade;
a orelha interna de sons muito altos;
o Perda bilateral e simÈtrica;
Ausente: perdas auditivas moderadas a
o Lembrar que pode causar depress„o,
severas neurossensorial ou condutiva, paralisia
isolamento, demÍncia e declÌnios cognitivos. Para
facial, massa no tronco cerebral.
a demÍncia a perda auditiva consiste em um fator
de risco individual mais significativo que: DM,
o EstÌmulo sonoro com ondas sonoras tabagismo, depress„o, isolamento social e
produzidas pelas cÈlulas ciliadas externas, hipertens„o.
captadas por uma sonda no CAE e registradas em FISIOPATOLOGIA
um microcomputador. Avalia funcionalidade da
o DegeneraÁ„o da estria vascular (estrial ou
cÛclea. DoenÁas da orelha mÈdia tambÈm alteram
metabÛlica);
as EOA;
o Atrofia do Ûrg„o de Corthi (sensorial);
o Principal AplicaÁ„o: triagem auditiva
o Enrijecimento da membrana basilar
neonatal (teste da orelhinha no RN), monitoraÁ„o
(mec‚nica);
de ototoxicidade e PAIR;
o Atrofia dos neurÙnios cocleares
o Emissıes Otoac˙sticas Evocadas: desde
transmissores e sistema auditivo central (neural);
2010 Lei n.12.1303 deve ser realizada em todos
o Pode ser agravada pelo ac˙mulo de
neonatos nas maternidades nos primeiros 2 dias
cerume, que causa uma perda condutiva leve.
de vida, atÈ no m·ximo 30 dias de vida. CrianÁas
Paciente pode ter a “falsa” esperança de melhora
com fatores de risco >> triagem com BERA, a qual
com a remoÁ„o ou lavagem otolÛgica. Lembrar
avalia nervo auditivo e tronco encef·lico.
que muitos pacientes ficam frustrados quando isso
PEATE OU BERA n„o ocorre, e que muitos negam a sua perda
o Potencial evocado auditivo de tronco auditiva.
cerebral (nervo auditivo e tronco encef·lico).
AvaliaÁ„o eletrofisiolÛgica da via auditiva;
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EXAME FÕSICO E COMPLEMENTARES ciliadas externas e da estrutura neural. FormaÁ„o
de tecido cicatricial zonas mortas no Ûrg„o de
o Exame FÌsico: na otoscopia, a membrana
Corthi.
timp‚nica È Ìntegra, transl˙cida, CAE sem
alteraÁıes. Pode ter ac˙mulo de cerume;
Acumetria: VAD = VAE, Weber indiferente,
Rinne positivo em AO (geralmente).
o Exames Complementares: audiometria
mostrando:
PANS bilateral, simÈtrica, geralmente em
rampa ou plana; o Uso de EPI para ProteÁ„o: depende do tipo
Imitanciometria com curva A; de ruÌdo, da altura do ruÌdo e da quantidade di·ria
Reflexos positivos ou negativos conforme de tempo de exposiÁ„o. Uso de EPI objetiva
o grau de perda auditiva; atenuar o ruÌdo a nÌveis < 85dB;
O reconhecimento de fala em geral est· o Uso de Fones (exposiÁ„o a ruÌdo por lazer):
reduzido. causa de perda auditiva e zumbido em jovens.
TRATAMENTO Ideal seria uso de no m·ximo 2 horas por dia no
o Controle de doenÁas crÙnicas e volume mÈdio (100dB);
alimentaÁ„o adequada; o PrognÛstico: perda auditiva nos primeiros
o ReabilitaÁ„o auditiva com AASI (aparelho 3 anos de exposiÁ„o >> maior risco. RelaÁ„o entre
de amplificaÁ„o sonora individual) - existem tempo de exposiÁ„o e progress„o da doenÁa;
diversos tipos de aparelhos, pelo SUS e Se cessada exposiÁ„o: estabilizaÁ„o da
particulares; perda (mas o que foi perdido n„o recupera
Dificuldades: negaÁ„o, custo financeiro, mais).
adaptaÁ„o. EXAME FÕSICO E COMPLEMENTARES
o Import‚ncia da interaÁ„o fonoaudiologia + o Otoscopia normal. Exame de audiometria
Otorrinolaringologia; deve ser realizado 24-48 horas apÛs a saÌda do
o Uso de AASi: traz benefÌcios na fala e risco (repouso indispens·vel);
comunicaÁ„o, bem como na reduÁ„o de sintomas o Audiometria: “gota acústica” >> perda
comportamentais relacionados ‡ demÍncia; simÈtrica em uma das frequÍncias agudas (3000,
o Implante Coclear: para casos de PANS 4000 ou 6000Hz) e sendo restaurado em 8000Hz.
profundas (severas), com resposta inadequada ao
AASi.
o Perda auditiva progressiva por dano
coclear secund·rio ‡ exposiÁ„o contÌnua ou
intermitente a ruÌdos (interaÁ„o de fatores
genÈticos/predisposiÁ„o + fatores do ambiente);
o DoenÁa profissional desde 1963 e
corresponde a 16% dos casos de perda auditiva (2™
causa mais comum de PANS);
o PERDA NEUROSSENSORIAL bilateral e
simÈtrica em agudos (qualquer entalhe unilateral
na audiometria >> procurar outras causas, o Sempre desconfiar de tumor quando
assimetria deve ser investigada, devendo-se houver uma perda auditiva unilateral, assimÈtrica;
sempre desconfiar de tumor); o NEUROMA VESTIBULAR (Schwanoma) =
o RuÌdo intenso e/ou prolongado causa corresponde a 80-90% dos tumores de ‚ngulo
comprometimento metabÛlico do epitÈlio ponto cerebelar e a 5% dos tumores
sensorial da cÛclea, principalmente das cÈlulas intracranianos. IncidÍncia por ano de 10:1 milh„o
de habitantes. Causa perda neurossensorial.
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Tumor benigno das cÈlulas de Schwann do nervo o DIAGN”STICO = otalgia + ac˙fenos
vestibular. … benigno, mas o problema È a (zumbidos) + hipoacusia >> trÌade!
localizaÁ„o; o Pode ser reversÌvel ou n„o.
Podem ser unilaterais (espor·dicos) ou
bilaterais (NF2); o Perda auditiva progressiva causada pela
Nervo Vestibulococlear (NC VIII) = nervo fixaÁ„o da platina do estribo (fica mais duro, n„o
vestibular (superior e inferior) + nervo coclear; consegue movimentar para amplificar o som).
Neuroma causa perda auditiva unilateral “Uma condiç愃̀o de orelha dura”;
crÙnica em 90% dos casos. Pode causar o Perda auditiva de evoluÁ„o lenta e gradual
zumbido unilateral em 56% dos casos (pode geralmente bilateral;
preceder a PANS). Perda auditiva s˙bita em o ETIOPATOGENIA = ainda n„o È bem
26% dos casos, mesmo que reestabelecida; definida. V·rios fatores poderiam influenciar – Ex.
Tontura vaga (crÙnica, que n„o melhora) fator genÈtico autossÙmico dominante de
ou ainda quadro de MÈniËre. DÈficits penetr‚ncia vari·vel, associaÁ„o entre otosclerose
neurolÛgicos (V, VI, VII, IX, X, XI) e dÈficits e osteoporose, autoimune, pÛs infecÁ„o viral
cerebelares; (sarampo), origem metabÛlica;
Pode ter outros dÈficits neurolÛgicos Otosclerose = Osteodistrofia do osso
associados – Ex. desvio de ˙vula. temporal!
o EXAMES = resson‚ncia magnÈtica com ProliferaÁ„o Ûssea anormal, aumento da
gadolÌnio + Tomografia de ossos temporais + espessura, celularidade e vascularizaÁ„o;
BERA; Otospongiose: est·gio inicial (les„o em
o TRATAMENTO = deve ser decidido de atividade). ReabsorÁ„o/hiper vascularizaÁ„o e
maneira individualizada (dependendo do paciente diminuiÁ„o da densidade;
e do tumor); Otosclerose: est·gio final com inatividade
Wait and Scan: exames seriados e (neoformaÁ„o). Espessamento e
intervenÁ„o caso o paciente tenha sintomas ou irregularidade do contorno.
o tumor apresente crescimento (2mm/ano ou o Tipos: perda auditiva CONDUTIVA (principal),
10%); perda auditiva mista, PANS pura (rara);
Radiocirurgia esteriot·xica; o Pode ter tontura associada;
Microcirurgia: geralmente quando o FATORES DE RISCO = raÁa branca, terceira
tumores > 2 centÌmetros ou com compress„o dÈcada de vida, histÛria familiar positiva;
de tronco. o EXAME FÕSICO = otoscopia normal, teste de
rinne negativo (melhor percepÁ„o pela via Ûssea
o Perda auditiva causada por um som do que pela via aÈrea), teste de weber com
abrupto de grande intensidade, È uma perda lateralizaÁ„o do som para o lado comprometido;
neurossensorial. o Audiometria: perda condutiva. Curva A ou
AS, reflexo estapediano ausente;
o Impedanciometria: pesquisa do reflexo
estapÈdico ausente;
o Pode solicitar uma Tomografia de ouvidos
para avaliaÁ„o (anatomia dos ossÌculos, nervo
facial, janelas labirÌnticas e c·psula Ûtica);
o TRATAMENTO = AASi, cirurgia (audiometria
È par‚metro), Alendronato (pode ajudar);
o Pode ocorrer comprometimento fÌsico da
Cirurgia: colocaÁ„o de uma prÛtese de
membrana timp‚nica, cadeia ossicular,
estribo. Causa a diminuiÁ„o da progress„o da
membranas da orelha interna e do Ûrg„o de Corti;
doenÁa, mas n„o cura, pode evoluir
o Mais frequente em jovens;
novamente com perda auditiva progressiva
depois.
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o PrÛteses Implant·veis (BAHA): para
o DoenÁa congÍnita mais comum; perdas auditivas condutivas por malformaÁıes;
o Lembrar que em crianÁas a perda auditiva o Implante Coclear: para perdas auditivas
causa: risco para atraso no desenvolvimento da severas a profundas sem resposta adequada ao
fala e linguagem, pior desempenho acadÍmico e AASi.
dificuldades na atuaÁ„o no mercado de trabalho; *Outras causas de perdas auditivas: ser„o
o TANU (triagem auditiva neonatal abordadas em outras aulas – Ex. surdez s˙bita,
universal) no primeiro mÍs de vida. Teste da doenÁa de MeniÈre, otites crÙnicas.
orelhinha sozinho n„o significa que est· tudo bem;
o DiagnÛstico e intervenÁ„o devem ser feitos
ORIENTA«’ES
o Triagem auditiva neonatal adequada;
nos primeiros 6 meses de vida;
o Acompanhar marcos de desenvolvimento
o ReabilitaÁ„o nos primeiros 2 anos de vida È
de linguagem.
essencial para bom desenvolvimento de fala e
linguagem.
CAUSAS
o CongÍnitas: infecciosas (CMV, sÌfilis,
rubÈola, toxoplasmose), genÈtica (gene GJB2,
SÌndrome de Alport, Waadenburg e Usher),
malformaÁıes, prematuridade e ototoxicidade;
o InÌcio Tardio: CMV (43% dos casos),
genÈtica (pode ser associada a alguma sÌndrome
ou n„o);
o Adquiridas: relacionadas a trauma,
infecÁ„o, ototÛxicos, doenÁas autoimunes. o Sempre questionar o ponto de vista dos
pais;
FATORES DE RISCO o CrianÁas de risco mesmo as que passaram
o HistÛria familiar de perda auditiva; na TANU >> nova avaliaÁ„o audiolÛgica com 7 e 12
o InternaÁ„o em UTI neonatal por 5 dias ou meses;
mais ou ECMO, ventilaÁ„o mec‚nica, medicaÁıes o Sempre tratar.
ototÛxicas como aminoglicosÌdeos e vancomicina, *Otite mÈdia aguda (abaulamento da membrana)
exsanguinotransfus„o; e otite mÈdia crÙnica (perfuraÁ„o da membrana)
o InfecÁıes intrauterinas – Ex. CMV, sÌfilis, s„o causas de perda auditivas condutivas.
toxoplasmose, rubÈola;
o MalformaÁıes craniofaciais;
o InfecÁıes neonatais – Ex. meningite Neurossensorias
bacteriana, herpes, varicela;
• Prespiacusia
o DoenÁas neurodegenerativas;
• PAIR
o TCE;
o Quimioterapia. • Trauma Sonoro Agudo
DIAGN”STICO
Condutivas
o Audiometria + imitanciometria;
o BERA: estado est·vel ou BERA frequÍncia • Otoesclerose
especÌfica com pesquisa de limiar; • Otite MÈdia Aguda
o TC ou RM de ouvidos; • Otite MÈdia CrÙnica
o Testes genÈticos.
REABILITA«O
o AASi: para perdas auditivas leves a
moderadas;
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linfadenopatia inflamatÛria, met·stases
(depende do sÌtio prim·rio).
PROFESSORA THAÕS o MÛvel ou aderida;
o Massas cervicais acometem pacientes de o Dolorosa ou indolor;
todas as idades e podem ter muitas etiologias. o Tamanho;
Assim, uma histÛria clÌnica detalhada e um exame o ConsistÍncia – mole, dura, fibroel·stica;
fÌsico bem conduzido auxiliam a formular as o ⁄nica ou m˙ltipla;
principais hipÛteses diagnÛsticas, diminuindo a o Massa puls·til e/ou presenÁa de sopro.
necessidade de exames laboratoriais e de
EXAMES DE IMAGEM
imagem;
o Etiologias: inflamatÛria/infecciosa, o Devem ser solicitados de acordo com a
congÍnita, neoplasia. suspeita. Os exames de imagem tÍm o papel de
auxiliar ou confirmar a suspeita diagnÛstica, pois
ANAMNESE permitem a identificaÁ„o da estrutura acometida
o Com os dados da anamnese j· pode pensar (linfonodos, vasos, nervos, tecido muscular, etc.), a
mais em uma ou outra etiologia; mensuraÁ„o do tamanho, o estudo do conte˙do e
o Idade: a prevalÍncia das causas varia muito a an·lise da relaÁ„o da les„o com estruturas
entre as faixas et·rias, atÈ os 20 anos as causas adjacentes;
mais comuns s„o inflamatÛrias/infecciosas, j· em o US: para diferenciar lesıes cÌsticas de
pacientes com mais de 50 anos cerca de 75% das sÛlidas. Pode ser o ˙nico exame de imagem em
causas s„o neopl·sicas; casos como cisto tireoglosso e outras massas que
o Comorbidades; apresentem exame fÌsico tÌpico;
o Tabagismo e/ou etilismo; o TC: para avaliaÁ„o da extens„o e da
o Sintomas Associados – Ex. febre, dor, saÌda vascularizaÁ„o (quando realizada com contraste),
de secreÁ„o, sudorese noturna, perda de peso, e tambÈm diferencia lesıes cÌsticas de sÛlidas.
prostraÁ„o. A presenÁa de dor (relatada ou ‡ Geralmente È o exame de escolha;
palpaÁ„o) È geralmente indicativa de processos o RNM: para avaliaÁ„o da relaÁ„o com
inflamatÛrios e infecciosos. Entretanto, lesıes estruturas adjacentes, define melhor as estruturas
tumorais malignas podem cursar com dor, devido do pescoÁo.
ao processo inflamatÛrio associado, necrose
PAAF E BI”PSIA
tumoral ou mesmo invas„o de tecidos Ûsseos ou
nervos adjacentes; o Podem ser necess·rias em alguns casos.
o Tempo de aparecimento; PAAF È muito usada para o diagnÛstico de nÛdulos
o HistÛria de trauma, irradiaÁ„o ou cirurgias. tireoidianos, suspeita de met·stases e outras
massas cervicais, sendo considerada o mÈtodo
EXAME FÕSICO minimamente invasivo mais simples e seguro para
o InspeÁ„o + PalpaÁ„o; esse fim;
o LocalizaÁ„o: È um aspecto muito o As biÛpsias s„o o padr„o ouro para
importante e deve ser descrita adequadamente. diagnÛstico da maioria das doenÁas que
Muitas lesıes cervicais seguem um padr„o de acometem o pescoÁo. Entretanto, antes de
acometimento em relaÁ„o ‡ localizaÁ„o; realizar uma biÛpsia de massa cervical, deve-se
Mediais: cisto tireoglosso, cisto dermoide, investigar exaustivamente as vias aÈrea e digestiva
teratoma, r‚nula mergulhante, etc. superior do paciente, j· que biÛpsias incisionais e
Laterais: normalidades branquiais, cisto excisionais isoladamente pioram muito o
tÌmico, schwanomas, paragangliomas, prognÛstico da doenÁa de base em casos de
pseudotumor infantil/torcicolo; met·stases, ou mesmo de tumores prim·rios;
Todo o pescoÁo, sem localizaÁ„o
especÌfica: hemangioma, lipoma,
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o … preciso tomar cuidado na realizaÁ„o o Quando h· uma interrupÁ„o no seu trajeto
desses procedimentos para n„o causar de descida, ocorrem as tireoides ectÛpicas, ao
disseminaÁ„o da doenÁa. passo que a persistÍncia do ducto tireoglosso È
causa da origem do cisto tireoglosso, que
o S„o lesıes presentes desde o nascimento, representa aproximadamente 1/3 das massas
n„o necessariamente genÈticas ou heredit·rias. A cervicais congÍnitas nas crianÁas;
grande maioria das alteraÁıes classificadas como o … uma massa mÛvel ‡ protrus„o da lÌngua;
“cong攃Ȁnitas” podem aparecer em qualquer idade, o Localizado na linha mÈdia, ao nÌvel do osso
devendo ser sempre lembradas como diagnÛstico hioide;
diferencial das massas cervicais, tanto nas crianÁas o Importante avaliaÁ„o da tireoide nesses
quanto nos adultos; pacientes, pode ter alteraÁ„o. … imprescindÌvel a
o Em geral s„o causadas por alteraÁıes no realizaÁ„o de um US para avaliar a topografia da
desenvolvimento embriolÛgico, que podem ser de gl‚ndula tireoide pois, em raras ocasiıes, pode
3 tipos: haver tireoide ectÛpica. A TC pode auxiliar o
Parada no desenvolvimento normal ou diagnÛstico de cistos desviados da linha mÈdia ou
defeito de coalescÍncia (como os cistos, muito volumosos;
trajetos e fÌstulas); o Pode sofrer transformaÁ„o maligna, mas È
raro. Geralmente um carcinoma papilÌfero;
PersistÍncia de uma estrutura que deveria
o Tratamento: cir˙rgico, tem que tirar todo o
ter desaparecido durante o desenvolvimento
cisto + um pedaÁo do hioide para evitar recidiva.
(como o cisto tireoglosso);
Inclus„o normal de tecidos (como o CISTOS DERMOIDES
teratoma e o cisto dermoide).
NO MÛveis ‡
o As massas cervicais congÍnitas podem j· Na Linha MÈdia >> Tratamento
Protrus„o da
estar presentes ao nascimento. No entanto, Submentoniana Cir˙rgico
LÌngua
frequentemente essas anomalias passam
despercebidas tanto pelo paciente quanto pelo o Cistos revestidos de uma camada de
mÈdico, atÈ que uma infecÁ„o secund·ria epiderme com inclusıes de apÍndices
provoque um aumento em seu volume. Algumas epidÈrmicos, como folÌculos pilosos e gl‚ndulas
patologias cervicais congÍnitas se manifestam na seb·ceas. Formam-se em linhas de fus„o
idade adulta; embriolÛgica;
o As lesıes congÍnitas que ocorrem na o TambÈm localizados na linha mÈdia,
regi„o da cabeÁa e pescoÁo podem se manifestar frequentemente na regi„o submentoniana;
n„o apenas como massas, mas tambÈm como o S„o indolores e mÛveis em relaÁ„o ‡ pele,
fÌstulas, que s„o pequenas depressıes ou orifÌcios mas NO ‡ protrus„o da lÌngua;
assintom·ticos na pele. o Tratamento: cir˙rgico, com ressecÁ„o
completa do cisto.
CISTO TIREOGLOSSO
CISTOS BRANQUIAIS
MÛvel ‡
Protrus„o da Na Linha MÈdia Realizar US! Regi„o 2 Arco È o +
LÌngua Assintom·ticos
Anterolateral Comum
o Ocorre por persistÍncia do ducto
tireoglosso (estrutura embrion·ria). A gl‚ndula o As massas congÍnitas que ocorrem na
tireoide se origina de um divertÌculo no assoalho regi„o anterolateral em geral est„o relacionadas
da faringe. Ao longo do desenvolvimento, ela com alteraÁıes do desenvolvimento dos arcos
descende na linha mÈdia do pescoÁo. Durante sua branquiais. Embora o real mecanismo envolvido
descida, a gl‚ndula permanece conectada ao na gÍnese ainda seja considerado incerto, alguns
assoalho da faringe por um trato ou canal, o ducto autores sugerem que sejam restos epiteliais do
tireoglosso, que eventualmente involui; anel linf·tico de Waldeyer;
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o A maioria das anormalidades dos arcos o MalformaÁ„o do tecido vascular. Apenas
branquiais provÍm do segundo arco, seguidas 1/3 est· presente ao nascimento;
pelas anomalias do primeiro arco (as anomalias do o Crescimento r·pido no 1 ano, regredindo
3 e 4 arcos s„o bastante infrequentes). Essas espontaneamente normalmente entre 18 e 24
alteraÁıes podem ser manifestar como cistos, meses;
fÌstulas ou seios; o Massas dolorosas, edematosas e
o Localizados na regi„o anterolateral; localizadas;
o Assintom·ticos ou associados a infecÁıes o Os m˙sculos mais acometidos s„o o
secund·rias com sinais flogÌsticos locais, entrando, trapÈzio, escalenos e o esternocleidomastoide.
portanto, nos diagnÛsticos diferenciais das Em geral a pele n„o tem acometimento
adenopatias cervicais e dos abscessos profundos concomitante;
do pescoÁo – Ex. infecÁ„o do cisto pode ocorrer o Tratamento: observaÁ„o clÌnica
apÛs um quadro de IVAS; geralmente. Pode utilizar corticoides e agentes
o Diagnosticados geralmente em pacientes esclerosantes intra les„o. UtilizaÁ„o de
adultos; propranolol tambÈm tem mostrado bons
o Tratamento: cir˙rgico, com ressecÁ„o resultados.
completa da les„o a fim de evitar recorrÍncias.
LINFANGIOMAS o S„o as mais comuns!
o Maioria dos casos >> linfonodomegalia
Massas Macias e NO sofrem reacional a IVAS;
Regi„o Lateral
DepressÌveis malignizaÁ„o o Suspeita-se de massas de causa
inflamatÛria quando a les„o apresenta curta
o MalformaÁıes do tecido linf·tico. duraÁ„o (dias), acompanhada de dor, febre e
Localizados na regi„o lateral do pescoÁo, e prostraÁ„o. Exames laboratoriais, como
geralmente presentes ao nascimento; hemograma e sorologias especÌficas, s„o
o Manifestam-se clinicamente de forma fundamentais para a confirmaÁ„o do diagnÛstico.
significativa atÈ os 2 anos de idade, depois
LINFADENITE AGUDA
estabiliza;
o Autolimitada, geralmente regride
o Massas macias e depressÌveis;
espontaneamente. Pode acometer 1 ou v·rios
o NO sofrem transformaÁ„o maligna;
linfonodos;
o Pode causar comprometimento estÈtico
o Pode ser causada por vÌrus – Ex. CMV, HIV,
e/ou compress„o de estruturas aÈreas e digestivas,
EBV, protozo·rios – Ex. toxoplasma, ou bactÈrias –
e geralmente por esses motivos È que se faz o
linfadenite purulenta e abscessos cervicais – Ex. S.
tratamento cir˙rgico. O tratamento cir˙rgico tem
aureus, Strepto BHGA, Mycobacteria, Bartonella
objetivo de melhora da estÈtica e/ou o
henselae – doenÁa da arranhadura do gato. Na
restabelecimento da respiraÁ„o e deglutiÁ„o;
maioria dos casos o agente infeccioso È
o TC e RM s„o essenciais para definir a
indeterminado;
extens„o da massa e sua relaÁ„o com estruturas
o O quadro dura atÈ 12 semanas, de modo
vizinhas;
que, na presenÁa de lesıes mais prolongadas,
o Tratamento: È cir˙rgico geralmente.
devem-se investigar doenÁas crÙnicas
Ultimamente tem-se tentado utilizar agentes
granulomatosas ou neopl·sicas.
esclerosantes – Ex. picibanil (‡s vezes a ressecÁ„o
completa È difÌcil, s„o lesıes grandes, daÌ alguns LINFADENITE CR‘NICA
autores defendem o uso desses agentes). o Pode ser causada por linfadenite reacional,
HEMANGIOMA micobacteriose atÌpica, sÌndrome da arranhadura
do gato, tuberculose, blastomicose, etc.
Crescrimento o Raio-x de tÛrax e testes de reaÁ„o cut‚nea
Massas Tratamento
R·pido no 1 tÍm grande utilidade na investigaÁ„o,
Dolorosas ClÌnico
Ano principalmente quando se suspeita de lesıes
granulomatosas, como a tuberculose;
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o NEOPL¡SICAS = geralmente s„o quadros aumentam a recorrÍncia no pescoÁo, met·stases
mais arrastados, com massas de consistÍncia ‡ dist‚ncia e necrose de retalhos.
pÈtrea, indolores, com sintomas associados – Ex.
perda de peso). O pescoÁo pode ser acometido TUMORES PRIM¡RIOS
por lesıes tumorais benignas e malignas. As o LINFOMAS = s„o as neoplasias malignas
lesıes malignas podem ser divididas em cervicais mais comuns nas crianÁas, e as segundas
met·stases e tumores prim·rios do pescoÁo mais comuns nos idosos. Podem ser do tipo n„o
(linfomas, tumores do tecido conectivo e Hodgkin (mais comum) e Hodgkin. Apresentam-
glandulares). Apresentam-se como lesıes sÛlidas se como massa ˙nica ou m˙ltiplas, mÛveis ‡
‡ palpaÁ„o. No exame de imagem, a presenÁa de palpaÁ„o, indolores, sendo comum a associaÁ„o
necrose central È um dos indicativos de com emagrecimento. Pode haver febre de origem
malignidade, geralmente met·stase de carcinoma indeterminada e sudorese noturna.
epidermÛide.
Massa ⁄nica ou M˙ltiplas
MET¡STASES MÛveis ‡ PalpaÁ„o
o As neoplasias malignas mais comuns do
pescoÁo em adultos s„o as met·stases, oriundas, Indolores
na maioria dos casos, de tumores da via
aerodigestiva superior ou da tireoide. Muitas AssociaÁ„o com Emagrecimento
vezes, lesıes cervicais podem ser o principal sinal Febre de Origem Indeterminada
de tumor em outros locais, como rinofaringe, por
exemplo, que costuma metastizar precocemente Sudorese Noturna
para as cadeias ganglionares;
o BiÛpsia do linfonodo deve ser SEMPRE
o O linfonodo metast·tico pode ser o ˙nico
excisional, para que todas as estruturas possam ser
sinal do paciente. 70% dos tumores prim·rios
analisadas. A biÛpsia incisional n„o È
ocultos est„o localizados na orofaringe (base de
recomendada na suspeita de doenÁa
lÌngua e amÌgdalas palatinas) e hipofaringe. Dessa
linfoproliferativa.
forma, frente a uma massa cervical, alÈm de um
exame minucioso de todas as cadeias
ganglionares do pescoÁo, È obrigatÛria a
realizaÁ„o de um exame otorrinolaringolÛgico
completo, incluindo endoscopia da via aÈrea alta,
palpaÁ„o da boca e palpaÁ„o da tireoide;
o Deve-se ter atenÁ„o ‡s lesıes cÌsticas, pois
podem representar necrose central de met·stases
volumosas no pescoÁo;
o A localizaÁ„o da met·stase fornece pistas
em relaÁ„o ao tumor prim·rio, j· que segue a
drenagem linf·tica da regi„o acometida;
o Met·stases Cervicais mais Comuns:
carcinoma epidermÛide, carcinomas glandulares,
melanomas, carcinomas papilÌferos da tireoide e
carcinoma indiferenciado;
o O manejo adequado das met·stases
cervicais È de extrema import‚ncia, sendo o
principal fator prognÛstico da doenÁa. Assim, È
fundamental evitar procedimentos que possam
piorar o prognÛstico do paciente. BiÛpsias prÈvias
ao tratamento definitivo pioram a sobrevida, pois
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FISIOPATOLOGIA
PROFESSORA THAÕS o A alteraÁ„o fisiopatolÛgica que causa a
o Tontura È a nona queixa mais comum que VPPB È a presenÁa de partÌculas de otÛlitos da
leva o paciente ao mÈdico, a terceira na faixa entre m·cula utricular nos canais semicirculares. Essas
65 e 75 anos e a primeira em pacientes mais velhos; partÌculas podem estar em livre flutuaÁ„o na
o A vertigem postural paroxÌstica benigna endolinfa dos canais, ou podem estar aderidas ‡
(VPPB) È a causa mais comum de vertigem, c˙pula dos canais localizados na ampola;
caracterizada como sensaÁ„o ilusÛria de o Esses dois mecanismos transformam a
movimento rotatÛrio. … a vestibulopatia perifÈrica c˙pula dos canais semicirculares, que s„o
mais comum, acometendo cerca de 17% dos respons·veis pela detecÁ„o das aceleraÁıes
pacientes com vertigem; angulares da cabeÁa, em um detector de
o Vertigem fugaz (dura segundos a aceleraÁıes lineares, tornando-se sensÌvel ‡
minutos), secund·ria ‡ movimentaÁ„o da cabeÁa. gravidade;
Crises breves e intensas de vertigem de inÌcio o Em situaÁ„o normal, a c˙pula possui a
s˙bito e reduÁ„o r·pida, que demonstra o car·ter mesma densidade da endolinfa, o que justifica n„o
posicional. haver detecÁ„o de aceleraÁ„o angular com a
cabeÁa parada em qualquer posiÁ„o.
Vertigem = Tontura RotatÛria DIAGN”STICO
o Em geral a doenÁa tem um curso favor·vel, o … clÌnico e dever· sempre ter como base o
autolimitada. PossÌvel ocorrÍncia de n·useas e nistagmo evocado, e n„o o tipo de manobra que
vÙmitos. DesequilÌbrio e sensaÁ„o de cabeÁa oca provoca a vertigem posicional;
tambÈm podem ocorrer e persistir apÛs a crise, o A tontura referida pelo paciente È do tipo
SEM sintomas auditivos associados (como rotatÛria (vertigem), em crises, precipitada por
zumbido, hipoacusia, plenitude auricular, etc.); mudanÁas na posiÁ„o ou por movimentos da
o As crises de vertigem est„o associadas a cabeÁa com duraÁ„o de segundos e que costuma
nistagmo posicional paroxÌstico caracterÌstico! cessar espontaneamente;
*Nistagmo È horizontal. Se vertical, pensar em o Manobra de Dix-Hallpike: quando faz essa
causa cerebral. manobra, depois de alguns segundos, surge o
o Causada pelo deslocamento dos otÛlitos, nistagmo (torÁo-rotacional) elucidando o
deslocamento das otocÙnias que se prendem diagnÛstico de VPPB. O lado acometido ser· para
dentro do canal semicircular. onde o nistagmo bater. A identificaÁ„o do lado
acometido È fundamental para a realizaÁ„o da
ETIOLOGIA manobra de reposiÁ„o depois.
o Em 50 a 70% dos casos a causa È prim·ria
ou idiop·tica. A causa mais comum de VPPB
secund·ria È TCE;
o A neurite vestibular est· relacionada em
15% dos casos. A doenÁa de MeniÈre tambÈm tem
demonstrado uma relaÁ„o com VPPB;
o Outras AssociaÁıes com VPPB: migr‚nea,
disfunÁ„o hormonal ovariana, dislipidemia,
alteraÁıes do metabolismo da glicose, TRATAMENTO
insuficiÍncia vertebrobasilar, pÛs-operatÛrio de o Lembrar do car·ter autolimitado, e que
cirurgia otolÛgica, idade avanÁada, sedentarismo
muitas vezes as crises se resolvem sozinhas
e repouso prolongado no leito.
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mesmo sem nenhum tratamento. Podem ocorrer sudorese, n·useas e vÙmitos est„o quase sempre
recidivas; presentes;
o Manobra de Epley: o procedimento de o Vertigem s˙bita e intensa, com duraÁ„o de
reposiÁ„o canalÌtica de Epley ou manobra de Epley horas (muito desconfort·vel para o paciente);
È a tÈcnica terapÍutica mais usada em todo o o PresenÁa de nistagmo horizontal;
mundo. Diante dessa manobra, a avaliaÁ„o do o Sintomas auditivos s„o raros. Pode ter
nistagmo È importante para se observar a n·useas e vÙmitos associados.;
progress„o ampulÌfuga das partÌculas em direÁ„o o Autolimitada, resoluÁ„o em 2-3 semanas.
ao utrÌculo. Nos primeiros dois passos da manobra *VPPB pode ocorrer apÛs um quadro de neurite
o nistagmo deve manter-se torcional para cima, vestibular.
enquanto nos passos 3 e 4 da manobra È ETIOLOGIA
observado o nistagmo para baixo, pois, nessas
o A etiologia precisa da neurite vestibular
posiÁıes, as partÌculas j· est„o no ramo comum
(NV) ainda permanece indefinida;
dos canais verticais, estimulando os dois canais
o IVAS prÈvia, geralmente de origem viral,
simultaneamente;
causa inflamaÁ„o do nervo vestibular. Estudos
O nistagmo nervoso durante os dois recentes sugerem que agentes virais podem ser a
primeiros passos denota mau prognÛstico, causa subjacente, resultando em uma inflamaÁ„o
pois significa que as partÌculas est„o voltando seletiva do nervo vestibular por um vÌrus
para o canal. A ausÍncia de nistagmo ou o neurotrÛpico, como o herpes vÌrus. No entanto, a
nistagmo para baixo no final da manobra histÛria clÌnica de doenÁa viral precedendo a NV È
(tambÈm chamado de nistagmo de liberaÁ„o) evidenciada em menos de 50% dos casos;
s„o sinais de bom prognÛstico. o Uma caracterÌstica comum da NV È o dano
seletivo do ramo superior do nervo vestibular, que
inerva o canal semicircular anterior e lateral, e o
utrÌculo, com preservaÁ„o da parte inferior do
nervo vestibular.
DIAGN”STICO
o … alcanÁado primariamente com uma
completa anamnese e exame fÌsico minuciosos. O
quadro clÌnico se manifesta com uma vertigem de
inÌcio s˙bito e sintomas vegetativos associados,
como mal-estar, sudorese, palidez, n·useas e
vÙmitos. Geralmente a vertigem dura dias, com
o A vertigem de inÌcio agudo e duraÁ„o gradual melhora no decorrer das semanas;
prolongada de origem perifÈrica È comumente o Queixas de desequilÌbrio, principalmente
causada por um quadro clÌnico chamado de quando o paciente mexe a cabeÁa, podem persistir
neurite vestibular (tambÈm chamada de labirintite por meses apÛs a resoluÁ„o do quadro agudo;
ou neurolabirintite); o Normalmente o paciente NO tem
o … um dist˙rbio benigno, autolimitado e queixas auditivas. Quando a vertigem prolongada
associado com recuperaÁ„o completa na maioria estiver associada a perda auditiva s˙bita
dos pacientes, apÛs 6 meses de seu inÌcio. A neurossensorial deve-se tratar como perda s˙bita
vertigem resulta de um desequilÌbrio da atividade e sempre pesquisar lesıes retrococleares, como
vestibular. O paciente tem uma intensa sensaÁ„o schwannoma vestibular;
de rotaÁ„o, que È agravada pelos movimentos da o O primeiro passo do exame fÌsico È
cabeÁa e com a mudanÁa de posiÁ„o. H· uma determinar se a vertigem È de origem central ou
dificuldade para manter-se em pÈ e caminhar, e h· perifÈrica, j· que algumas causas centrais de
uma tendÍncia ‡ queda para o lado afetado. vertigem, como a hemorragia ou o infarto
Sintomas autonÙmicos como mal-estar, palidez, cerebelar, representam risco de vida e exigem
intervenÁ„o precoce. Essa diferenciaÁ„o pode
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geralmente ser feita ‡ beira do leito, com base no o DEPRESSORES VESTIBULARES = n愃̀o s愃̀o
tipo de nistagmo espont‚neo, no resultado do medicamentos de uso contÌnuo. FunÁ„o de “sedar”
Head Impulse Test (HIT), na intensidade do o labirinto – Ex. Vertix, Cinarizina, Dramin, etc. O
desequilÌbrio e na presenÁa ou ausÍncia de sinais tratamento sintom·tico para a reduÁ„o da
neurolÛgicos associados; vertigem deve ser realizado nos primeiros dias do
HIT: pode ajudar a diferenciar causas quadro clÌnico, porÈm, apÛs o perÌodo inicial, deve-
centrais – Ex. tumores que podem causar se evit·-lo, pois a supress„o labirÌntica causada
tontura, de causas perifÈricas – Ex. labirintite pelas medicaÁıes pode retardar o mecanismo de
>> aparece “salto compensatório” no teste; compensaÁ„o central;
O nistagmo espont‚neo de origem AntiemÈticos, anti-histamÌnicos,
perifÈrica È tipicamente horizontal com anticolinÈrgicos e benzodiazepÌnicos podem
componente torcional, e n„o muda de direÁ„o ser usados.
com a mudanÁa de direÁ„o do olhar. Por outro o CORTICOIDES = pela quest„o inflamatÛria.
lado, o nistagmo de origem central muitas Estudos demonstram que o uso de corticoides
vezes È puramente horizontal, vertical ou durante o perÌodo agudo da vertigem mostrou
torcional e costuma mudar de direÁ„o com a melhora da recuperaÁ„o vestibular, mas n„o muda
mudanÁa da direÁ„o do olhar. A fase r·pida do o prognÛstico a longo prazo - Ex. Prednisona por
nistagmo da NV bate para o lado do labirinto 10 dias, com reduÁ„o de dose a partir do 6 dia;
s„o, e h· diminuiÁ„o com a fixaÁ„o ocular; o RV = reabilitaÁ„o vestibular apÛs a
O HIT pode ser feito ‡ beira do leito ou com recuperaÁ„o, para reabilitar labirinto, com
Ûculos infravermelhos. O teste ser· positivo fisioterapia e/ou fonoaudiologia. ExercÌcios de
para lado acometido, pois haver· diminuiÁ„o reabilitaÁ„o vestibular devem ser iniciados quando
do reflexo vestÌbulo-ocular por hipofunÁ„o do o est·gio agudo com n·useas e vÙmitos tiver
nervo vestibular. acabado. Muitos dos exercÌcios podem resultar em
tonturas, mas essa sensaÁ„o È um estÌmulo
necess·rio para a compensaÁ„o. Os exercÌcios
devem ser feitos por v·rios minutos, pelo menos 2
vezes ao dia, podendo ser realizados quantas
vezes o paciente tolerar.
o … uma alteraÁ„o da orelha interna
caracterizada por dois grupos de sintomas: os
VESTIBULARES e os AUDITIVOS;
o Vertigem recorrente (duraÁ„o de horas a
dias);
o Pacientes com les„o vestibular perifÈrica o Sintomas Auditivos Associados: zumbido,
aguda em geral podem ficar em pÈ, embora haja sensaç愃̀o de “press愃̀o” nos ouvidos, plenitude
desequilÌbrio para o lado da les„o. Por outro lado, auricular, hipoacusia flutuante do tipo
pacientes com vertigem de origem central s愃̀o neurossensorial (mas vai progredindo, progress„o
frequentemente incapazes de permanecer em pÈ vai diminuindo a acuidade auditiva);
sem apoio. Sinais neurolÛgicos associados, como o Ocorre por uma hidropisia endolinf·tica no
disartria, incoordenaÁ„o, torpor ou fraqueza, labirinto membranoso, fica dilatado. Hidropisia
sugerem origem central. rompe membrana vestibular. … uma doenÁa
TRATAMENTO crÙnica, com longos perÌodos de remiss„o.
o O tratamento se baseia no manejo EPIDEMIOLOGIA
especÌfico da doenÁa aguda, no tratamento o DoenÁa que predomina em indivÌduos de
sintom·tico e na reabilitaÁ„o vestibular. Com uso raÁa branca, mais comum entre os 20-60 anos
de depressores vestibulares, corticoides, (geralmente na 4™ dÈcada), rara em crianÁas;
antiemÈticos, benzodiazepÌnicos, RV;
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o … bilateral em 30-40% dos casos, e comum vertigem severa incapacitante e refrat·ria ao
em ambos os sexos. tratamento clÌnico);
FISIOPATOLOGIA Beta histina comeÁa a fazer efeito apÛs 15
o Hipertens„o endolinf·tica por causa da dias de uso, n„o È bom para tratamento de
hidropisia endolinf·tica >> Microrupturas na crise, mas È bom para tratamento crÙnico.
membrana vestibular (de Reissner) >> Crises de Lembrar de orientar o paciente quanto a isso.
vertigem, hipoacusia e zumbido >> Depois da
cicatrizaÁ„o = hipoacusia flutuante (melhora
audiÁ„o);
o O que causa a hidropisia È a obstruÁ„o do
ducto ou do saco endolinf·tico ou alteraÁ„o na
absorÁ„o da endolinfa.
DIAGN”STICO
o … essencialmente clÌnico!
o MÈtodos complementares podem auxiliar,
como audiometria simples.
*A audiometria no inÌcio da doenÁa e em
momentos fora de crise pode ser normal.
ETIOLOGIA
o Multifatorial, ainda incerta, n„o È bem
definida;
o VariaÁıes anatÙmicas;
o Fatores genÈticos;
o Fatores imunolÛgicos;
o Viral;
o AlteraÁıes vasculares;
o AlteraÁıes metabÛlicas.
TRATAMENTO
o Atualmente o tratamento È empÌrico. AtÈ
o momento nenhum tratamento tem
prospectivamente alterado o curso clÌnico da
doenÁa e, assim, evitado a perda progressiva da
audiÁ„o. No entanto, existem v·rias medidas
disponÌveis que visam principalmente a aboliÁ„o
da vertigem assustadora e incapacitante que os
pacientes apresentam;
o Controle dietÈtico + terapia
medicamentosa (diurÈticos e supressores
labirÌnticos – Ex. Labirin - beta histina) +
procedimentos cir˙rgicos (apenas em casos de
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PROFESSORA OLÕVIA
o Processo inflamatÛrio da mucosa da orelha
mÈdia com presenÁa de secreÁ„o, de inÌcio agudo,
acompanhado de sinais e sintomas de inflamaÁ„o.
Pode acometer por contiguidade a tuba auditiva
(nasofaringe) e a mastoide (otomastoidite, OM
tem prolongamento pra dentro da mastoide);
o … mais comum em crianÁas entre 6 e 36
meses de idade (anatomia da tuba auditiva + IVAS
frequentes). Segundo pico geralmente entre os 4 FATORES RELACIONADOS
e 7 anos (idade de ingresso escolar). … uma das o Fatores de Risco: sexo masculino, histÛria
infecÁıes mais comuns na inf‚ncia. A maioria das familiar positiva, disfunÁ„o tub·ria crÙnica – Ex.
crianÁas ter· pelo menos 1 vez na vida, sendo que sÌndrome de Down e fissura palatina, rinite e
60-80% das crianÁas desenvolvem OMA no 1 ano refluxo (s„o discutÌveis), hipertrofia de adenoides,
de vida e 80-90% desenvolvem OMA entre 2 e 3 histÛrico de otite mÈdia serosa crÙnica, baixo
anos de vida nos EUA; status socioeconÙmico, tabagismo passivo,
o Õndice de recorrÍncia das otites parece frequentar escola, uso de chupeta, mamar
estar relacionado com a idade da primeira crise >> deitado, ter irm„os mais velhos.
quando antes dos 6 meses de vida aumenta muito
a incidÍncia de novas crises ao longo da inf‚ncia.
FISIOPATOLOGIA
o O processo inflamatÛrio da orelha mÈdia
que culmina com a OMA inicia-se, geralmente, nas
vias aÈreas superiores, mais precisamente na
rinofaringe (Ìntima relaÁ„o entre tuba auditiva e
VA superior). A inflamaÁ„o acompanhada de o DiferenÁas da Tuba Auditiva da CrianÁa X
transudaÁıes da mucosa da orelha mÈdia dar· Adulto: a tuba auditiva nas crianÁas È pouco
origem ‡ efus„o, que, ao aumentar desenvolvida, curta, larga, mais horizontalizada e
progressivamente de volume, provocar· otalgia e mais flexÌvel + sistema imunolÛgico imaturo +
abaulamento da MT; exposiÁ„o a m˙ltiplos vÌrus (escola ou creche). Essa
o Os vasos submucosos da orelha mÈdia e da anatomia da crianÁa facilita a passagem de
prÛpria MT ficam ingurgitados e tornam-se visÌveis secreÁıes da nasofaringe para a tuba auditiva e
‡ otoscopia. A press„o exercida pelas secreÁıes OM;
projeta de tal forma a MT que pode haver ruptura o Fatores de ProteÁ„o: aleitamento materno
espont‚nea dela, com drenagem para a orelha exclusivo por 6 meses, vacinaÁ„o (para
externa. Caracteristicamente a dor diminui no pneumococo, para influenza, etc.).
momento em que h· saÌda de secreÁıes pelo CAE; ETIOLOGIA
o A fase de recuperaÁ„o da OMA
caracteriza-se pela gradativa diminuiÁ„o do Streptococcus Haemophilus Moraxella
edema e ingurgitamento vascular, bem como pneumoniae influenzae catarrhallis
reabsorÁ„o e drenagem, atravÈs da tuba auditiva,
das secreÁıes acumuladas. Essa fase È chamada o S„o estes os 3 principais agentes! As
de otite com efus„o pÛs-OMA e pode durar de mesmas que s„o as mais comuns causadoras de
uma semana atÈ trÍs meses. rinossinusite aguda, bactÈrias muitas vezes
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presentes nas vias aÈreas superiores (sintom·ticos o O que EXCLUI o DiagnÛstico: ausÍncia de
ou com RSA). Esses 3 patÛgenos s„o comumente efus„o na orelha mÈdia. Nesses casos, deve-se
encontrados nas VAS, inclusive como investigar amigdalite, infecÁ„o dent·ria, DTM,
contaminantes (portadores assintom·ticos) ou faringite.
como causa de infecÁ„o bacteriana nasossinusal; TRATAMENTO
Streptococcus pneumoniae (cepas n„o o O tratamento da OMA envolve o uso de
contempladas na vacina pentavalente) – analgÈsicos, o acompanhamento da evoluÁ„o da
pneumococo (1 lugar em frequÍncia); doenÁa e, principalmente, a decis„o criteriosa do
Haemophilus influenzae (n„o tip·vel); uso ou n„o de antibiÛticos. Essa decis„o leva em
Moraxella catarrhallis. consideraÁ„o a certeza diagnÛstica de OMA, a
*PresenÁa de conjuntivite purulenta = gravidade dos sintomas e sinais e a idade do
Haemophilus (considerar esse fator na escolha do paciente;
antibiÛtico). o Sempre Tratar com AntibiÛtico Direto: em
CLÕNICA E EXAME FÕSICO menores de 6 meses, pacientes sem possibilidade
o Sintomas: otalgia s˙bita, febre pode de reavaliaÁ„o, paciente de alto risco para
ocorrer (muito caracterÌstica, mas n„o complicaÁıes (imunodeficiÍncias, malformaÁıes
obrigatÛria), otorreia de inÌcio agudo apÛs otalgia craniofaciais, sÌndrome de Down, etc.), crianÁas
intensa subida, sintomas de resfriado associados em situaÁ„o de vulnerabilidade social;
ou prÈvios, etc. o Em outros pacientes pode-se seguir a
o Sintomas em Lactentes: otalgia, tabela abaixo, lembrando que quando escolher
irritabilidade, recusa alimentar, choro, acompanhar o paciente tem que ter certeza de
manipulaÁ„o dos ouvidos (puxar, esfregar, coÁar), que este vai ter acesso ao seguimento/reavaliaÁ„o:
etc.
o Exame FÌsico: a otoscopia com adequada
visualizaÁ„o da MT È a principal ferramenta
diagnÛstica! PresenÁa de lÌquido ou efus„o na
orelha mÈdia, hiperemia de MT, aumento de
vascularizaÁ„o da MT, abaulamento da MT (pode
n„o estar abaulado no inÌcio, mas depois vai ficar).
Otorreia de inÌcio recente n„o causada por otite o SINAIS DE GRAVIDADE = toxemia, otalgia
externa; por mais de 48 horas ou temperatura > 39 graus.
Otorreia mucoide È um bom indicativo de
otite mÈdia, diferencia com boa precis„o de
ANTIBIOTICOTERAPIA
o Amoxicilina 50-90mg/kg/dia, 2x ao dia, por
uma OM externa, visto que as cÈlulas
10 dias >> Para pacientes que n„o usaram
produtoras de muco n„o est„o presentes na
antibiÛtico nos ˙ltimos 30 dias, sem conjuntivite
orelha externa;
purulenta associada, sem alergia a penicilina.
A secreÁ„o de uma OMA supurada È
CrianÁas que frequentam escolas podem ter
tipicamente mucopurulenta, eventualmente
resistÍncia;
sanguinolenta.
o Amoxicilina + Clavulanato 40-
CRIT…RIOS DIAGN”STICOS 50mg/kg/dia, 2x ao dia, por 10 dias >> Se o
o Abaulamento timp‚nico moderado a paciente usou antibiÛtico no ˙ltimo mÍs ou se tem
intenso; conjuntivite purulenta associada ou sem tem
o Otorreia de inÌcio recente (48 horas) – que histÛrico de OMA recorrente n„o responsiva ‡
se originou na orelha mÈdia (diferenciar de otite amoxicilina;
externa); o Cefuroxima 30mg/kg/dia, 2x ao dia, ou
o Abaulamento timp‚nico leve, Ceftriaxona 50mg/kg/dia, 1x ao dia, por 3 dias.
acompanhado de dor de inÌcio recente (48 horas); Reavaliar em 45-72 horas para avaliaÁ„o de
o Intensa hiperemia timp‚nica; melhora clÌnica e, se necess·rio, troca do
antibiÛtico. Na falha em 48 a 72 horas, utilizar
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Amoxicilina 90mg/kg/dia + Clavulanato ou COMPLICA«’ES DA OMA
Ceftriaxona por 3 dias ou Timpanotomia com
o Sempre tem que acompanhar o paciente
colocaÁ„o de TV.
com OMA, visto que as complicaÁıes podem
*Alergia a penicilina: Claritromicina, Azitromicina,
ocorrer independentemente do uso ou n„o de
Sulfametoxazol + Trimetoprim.
antibiÛtico adequado;
o Extracraniais (acometimento de osso
ANALGESIA
temporal ou pescoÁo): mastoidite, petrosite,
o N„o esquecer de tratar a dor, lembrar que
labirintite, abscesso cervical (abscesso de Bezold),
a dor È intensa;
perda auditiva neurossensorial permanente;
o Analgesia com Paracetamol, Dipirona,
o Intracraniais (dentro da cavidade
Ibuprofeno.
craniana): meningite, abscesso cerebral, abscesso
CONSIDERA«’ES epidural, empiema subdural, encefalite otÌtica
o O tratamento das comorbidades, tais focal, trombose de seio sigmoide ou seio lateral,
como rinites e rinossinusites alÈrgicas, hipertrofia hidrocefalia otÌtica.
de tonsila farÌngea e refluxo gastresof·gico, ainda
Sinais de OMA febril por mais de 3 meses
que n愃̀o completamente elucidados os seus
Alerta!
efeitos na incidÍncia de OMA, deve ser
preconizado como parte do manejo da crianÁa Dor severa sem resoluÁ„o
com otite;
o O acompanhamento apÛs a resoluÁ„o de Febre sem resoluÁ„o
uma crise de OMA deve considerar a possibilidade
de recorrÍncia e de cronificaÁ„o. Consultas Cefaleia severa ou persistente (com ou sem
mÈdicas para verificar a normalizaÁ„o da vÙmitos associados)
otoscopia, que pode levar de duas semanas at攃Ā
Problemas de vis„o (vis„o borrada, diplopia,
trÍs meses, devem ser programadas; hemianopsia, fotofobia)
o A presenÁa de lÌquido ou efus„o na orelha
mÈdia apÛs uma crise de OMA deve ser tratada Edema e/ou hiperemia retroauricular
como parte do perÌodo de convalescenÁa da
doenÁa, mas n„o negligenciada. Como regra, a Meningismo ou sinais focais neurolÛgicos
n„o resoluÁ„o da efus„o apÛs 3 meses caracteriza
cronificaÁ„o e merece atenÁ„o; Paralisia de nervo craniano
o Exames audiolÛgicos e timpanometrias
podem ser utilizados na complementaÁ„o do
diagnÛstico caso haja d˙vida na otoscopia em MASTOIDITE AGUDA COALESCENTE
relaÁ„o ‡ total resoluÁ„o do quadro. Nas otites o ComplicaÁ„o extracraniana mais comum
com otorreia, comumente se observa uma da OMA. Eros„o das septaÁıes da mastoide;
microperfuraÁ„o timp‚nica que tende a cicatrizar o Periostite: presenÁa de hiperemia, calor,
espontaneamente ao longo da fase de edema e dor retroauricular;
convalescenÁa. o TC com velamento de cÈlulas da mastoide
OMA DE REPETI«O n„o È necessariamente mastoidite, pode ser que
somente a secreÁ„o tenha passado pela
o Mais de 3 episÛdios em 6 meses OU mais
comunicaÁ„o. Para ser mastoidite tem que ter
de 4 episÛdios em 1 ano;
clÌnica. Na TC aparece velamento + eros„o das
o Nesses casos, deve-se realizar
cÈlulas da mastoide;
miringotomia e inserÁ„o de tubo de ventilaÁ„o
o Tratamento: antibioticoterapia e/ou
(tubo serve para ajudar a ventilar a orelha mÈdia).
colocaÁ„o de tubo de ventilaÁ„o.
Geralmente o tubo de ventilaÁ„o cai sozinho
depois de 6 meses a 2 anos e a MT se fecha
espontaneamente. Se isso n„o ocorrer pode
precisar de cirurgia.
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ABSCESSO SUBPERIOSTEAL NA REGIO DA
MASTOIDE o PresenÁa de fluido na orelha mÈdia na
o Clinicamente aparece como abaulamento ausÍncia de sinais e sintomas de infecÁ„o
retroauricular, apagamento do sulco otolÛgica aguda, È um tipo de otite mÈdia crÙnica;
retroauricular, deslocamento do pavilh„o para o PrevalÍncia de 20-40% nas crianÁas de 2 a
anterior e inferior, febre, toxemia; 4 anos. SÌndrome de Down e/ou fenda palatina –
o TC: eros„o da parede lateral da mastoide, atÈ 85% das crianÁas possuem OME. Pode ocorrer
velamento, abscesso; apÛs o tratamento de uma OMA e permanecer por
o Tratamento: antibioticoterapia – Ex. atÈ 3 meses;
Ceftriaxona, podendo associar com Clindamicina, o A OM com efus„o tem como principal
drenagem, tubo de ventilaÁ„o, mastoidectomia fator de risco a OMA prÈvia, sendo que cada
(em casos selecionados). episÛdio aumenta o risco transitoriamente por 3
meses. Outros fatores de risco encontrados s„o
ABSCESSO DE BEZOLD frequentar creches/escolas, sexo masculino e a
o Dor na regi„o da mastoide, torcicolo, dor estaÁ„o do outono;
no m˙sculo esternocleidomastoide (geralmente o A efus„o na orelha mÈdia reduz a
muita dor no pescoÁo), apagamento da depress„o mobilidade da MT, formando uma barreira na
retromandibular, febre, toxemia, mediastinite; conduÁ„o da onda sonora >> Hipoacusia condutiva
o TC: eros„o da ponta da mastoide, que deve leve a moderada >> atraso de fala, linguagem e
ser pneumatizada; habilidades cognitivas nas crianÁas acometidas
o Tratamento: antibioticoterapia EV, (pode ser necess·rio orientar pais e professores
drenagem. sobre a hipoacusia da crianÁa). Um teste auditivo È
recomendado quando a OME persistir por mais de
MENINGITE E ABSCESSOS CEREBRAIS 3 meses ou em qualquer momento em que se
o Febre, cefaleia, vÙmitos, sinais focais; suspeito de atraso de linguagem, problemas de
o ConfirmaÁ„o com PL + TC de cr‚nio ou RM aprendizado ou deficiÍncia auditiva significativa;
com contraste; o AssociaÁ„o com OMA recorrente;
o Tratamento: antibiÛtico, tubo de o NO tem indicaÁ„o de antibioticoterapia.
ventilaÁ„o, drenagem (dependendo do abscesso).
FISIOPATOLOGIA
PARALISIA FACIAL
o AntibiÛtico + corticoide. Pode ser
necess·rio uso de tubo de ventilaÁ„o.
LABIRINTITE SUPURATIVA
o DisseminaÁ„o para a orelha interna (passa TRATAMENTO
pela janela redonda atravessando a membrana), o Tratamento de patologias naso-sinusais;
causando vertigem aguda, perda auditiva o ObservaÁ„o de 3 a 6 meses (em crianÁas
profunda, zumbido, n·useas e vÙmitos. Nistagmo sem fatores de risco);
de padr„o perifÈrico – horizontal, sem mudanÁa o Tratamento medicamentoso – Ex. com
de direÁ„o, alÌvio com a fixaÁ„o do olhar; corticoides, ainda È controverso;
o Paciente com OMA geralmente unilateral o Miringotomia + inserÁ„o de tubo de
(lembrar de sempre fazer otoscopia em pacientes ventilaÁ„o.
com labirintite); *Efus„o unilateral em adultos È preciso ter
o DiagnÛstico: clÌnico + RM; atenÁ„o, pois È a 2™ forma mais comum de
o Tratamento: antibiÛtico EV que ultrapasse apresentaÁ„o de carcinoma de faringe. Pode ser
a BHE – Ex. Ceftriaxona, miringotomia + TV, apÛs infecÁ„o viral ou um sinal de CA de
sedativos labirÌnticos, antiemÈticos + reabilitaÁ„o nasofaringe, È importante fazer endoscopia nasal
vestibular e auditiva. para avaliaÁ„o.
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o DiagnÛstico È clÌnico, por meio da
anamnese e do exame otoscÛpio evidenciando
o Processo inflamatÛrio da orelha mÈdia ac˙mulo epitelial;
irreversÌvel, com duraÁ„o superior a 3 meses. o ApresentaÁ„o: otorreia crÙnica fÈtida, uni
OcorrÍncia de retraÁıes timp‚nicas, perfuraÁıes ou bilateral (que n„o melhora com tratamento) +
ou ac˙mulo de secreÁ„o na orelha mÈdia. Grande Perda auditiva progressiva condutiva e mista;
variedade de manifestaÁıes clÌnicas com o Alto Ìndice de complicaÁıes;
diferentes graus de acometimento dos pacientes; o Fatores de Risco: OMC, retraÁıes e
o ApresentaÁ„o: hipoacusia, episÛdios de perfuraÁıes da MT, anormalidades craniofaciais,
otorreia pÛs exposiÁ„o a ·gua ou IVAS. Com caracterÌsticas genÈticas, etc.
perÌodos de ouvido seco. Pode haver histÛrico de TRATAMENTO
otites de repetiÁ„o ou trauma; o Cir˙rgico - tendo como objetivo prim·rio a
o Audiometria: perda auditiva CONDUTIVA erradicaÁ„o da doenÁa;
com gap aÈreo-Ûsseo < 30Db. Curva B ou o Timpanomastoidectomia fechada ou
incapacidade de vedar, ou curva C em casos de aberta (cirurgia para retirar o tecido inflamado da
retraÁ„o; orelha mÈdia), ou mastoidectomia radical;
o TC de ouvidos (?). o ReconstruÁ„o de cadeia ossicular com
PERFURA«’ES TIMP¬NICAS prÛteses ancoradas;
o As perfuraÁıes timp‚nicas representam a o AASI pÛs-operatÛrio.
forma mais caracterÌstica de otite mÈdia crÙnica
n„o colesteatomatosa (OMCNC);
o Podem ser centrais ou marginais;
Condutiva
o Benigna: perfuraÁ„o inside out; • TÌmpano: PerfuraÁ„o/retraÁ„o ou
o Agressiva: perfuraÁ„o outside in (retraÁ„o). Timpanoesclerose
TRATAMENTO • OssÌculos: eros„o ou fixaÁ„o
o Individualizado;
o Cuidados OtolÛgicos – Ex. medicaÁ„o com Neurossensorial
gotas otolÛgicas para controle da otorreia >>
Ciprofloxacino + observaÁ„o conforme o caso; • Toxinas na Orelha Interna
o Cirurgia: timpanotomia com colocaÁ„o de o Tratamentos: Cirurgias de reconstruÁ„o,
TV, timpanoplastia ou timpanomastoidectomia aparelhos auditivos, prÛteses osteoancoradas,
(erradicar o processo inflamatÛrio da orelha mÈdia implante coclear.
e mastoide + reconstruir a anatomia da orelha
mÈdia + recuperar a funÁ„o auditiva). Pode ser
necess·rio fazer reabilitaÁ„o auditiva apÛs.
o Otite crÙnica mais agressiva, com risco de
complicaÁıes (retraÁ„o, perfuraÁ„o, metaplasia e
infecÁ„o). Paciente sempre deve ser encaminhado
ao otorrino;
o O colesteatoma È uma doenÁa crÙnica de
origem epitelial com caracterÌsticas lÌticas e de
migraÁ„o, levando ‡ eros„o Ûssea, tanto da cadeia
ossicular quanto das cÈlulas da mastoide.
Geralmente quadros de patologia otolÛgica de
longa duraÁ„o e com quadros clÌnicos recorrentes
e insidiosos;
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estapÈdio e o m˙sculo dig愃Āstrico (ventre
posterior);
PROFESSORA OLÕVIA o Do n˙cleo salivatório superior partem as
o … um nervo misto. Tem origem na ponte e fibras parassimp·ticas respons·veis pela
emerge no sulco bulbo-pontino. Tem fibras inervaÁ„o de gl‚ndulas salivares (submandibular e
motoras (nervo facial propriamente dito), sublingual) e lacrimais. Por ˙ltimo, o n˙cleo do
sensitivas e parassimp·ticas (sensitivas + trato solit·rio, que recebe informaÁıes gustativas
parassimp·ticas = nervo intermÈdio ou de dos dois terÁos anteriores da lÌngua enviadas pelas
Wrisberg); fibras aferentes sensoriais;
o PorÁıes: pontino/craniano, meatal, o Nesse contexto, destaque-se a estrutura
labirÌntico (g‚nglio geniculado), timp‚nico, do n˙cleo motor, que recebe de forma assimÈtrica
mastoideo, extratemporal; as fibras nervosas provenientes dos cÛrtices
o 3 Ramos Intratemporais: nervo estapÈdio, motores;
nervo petroso maior e nervo corda do tÌmpano; o A porÁ„o ventral desse n˙cleo 攃Ā
o Exterioriza-se pelo forame estilo- respons·vel pela inervaÁ„o dos m˙sculos do terÁo
mastoideo e d· seus ramos extratemporais: inferior da face (orbicular da boca, bucinador e
temporal, zigom·tico, bucal, marginal da platisma) e recebe fibras nervosas apenas do
mandÌbula e cervical. cÛrtex motor contralateral;
o Fibras Parassimp·ticas: inervam gl‚ndulas o A porÁ„o dorsal, diferentemente, que
salivares e lacrimais; inerva os m˙sculos dos dois terÁos superiores da
o Fibras Sensitivas: gustaÁ„o dos 2/3 face (m˙sculo frontal, corrugador do supercÌlio e
anteriores da lÌngua (nervo corda do tÌmpano) + orbicular dos olhos), recebe fibras nervosas de
sensibilidade do pavilh„o auricular; ambos os cÛrtices motores (ipsilateral e
o N˙cleo Motor: cÛrtex (supra nuclear) >> contralateral);
N˙cleo motor (nuclear) >> Nervo facial (infra o Dessa forma, compreende-se a
nuclear). Assimetria na recepÁ„o de fibras apresentaÁ„o clÌnica dessemelhante entre os
provenientes do cÛrtex cerebral, inervaÁ„o do casos de paralisia facial central e paralisia facial
facial n„o È totalmente contralateral, em alguns perifÈrica. A PARALISIA FACIAL CENTRAL 攃Ā
ramos È bilateral. decorrente de les漃̀es supranucleares e, portanto,
resulta na imobilidade apenas do terÁo inferior da
face, uma vez que a musculatura dos dois terÁos
superiores permanece recebendo inervaÁ„o do
cÛrtex ipsilateral. Na PARALISIA FACIAL PERIF䔃ĀRICA,
como as les漃̀es s愃̀o nucleares ou infranucleares, ou
seja, dos motoneurÙnios inferiores do nervo facial,
ocorre imobilidade de toda a hemiface.
o O nervo facial, devido 愃 sua pluralidade de
fibras nervosas, tem origem em trÍs n˙cleos
distintos, localizados no tronco encef·lico. As
fibras motoras originam-se do n˙cleo motor, que
recebe informaÁıes dos cÛrtices motores e
inervam os m˙sculos da mÌmica facial, o m˙sculo
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o Em casos de paralisia facial È muito Questionamentos sobre o inÌcio do quadro, tempo
importante diferenciar central x perifÈrica. Se a de evoluÁ„o da paralisia, episÛdios prÈvios e
forÁa muscular da regi„o frontal e fechamento sintomas agregados – Ex. auditivos, neurolÛgicos,
ocular est„o preservados >> pensar em causas motores, vestibulares, s„o importantes;
centrais! o Oroscopia, rinoscopia, otoscopia,
acumetria, inspeÁ„o/palpaÁ„o do pescoço e
avaliaÁ„o dos pares cranianos devem ser
realizados minuciosamente (exame fÌsico
otorrinolaringolÛgico completo + neurolÛgico);
o Em alguns casos, quando necess·rio,
pode-se aprofundar a avaliaÁ„o do paciente por
meio de exames complementares. TC dos ossos
temporais e RNM de ouvidos e fossas posteriores
est„o indicadas, por exemplo, na suspeita de causa
traum·tica e tumoral, respectivamente. Em
situaÁıes especÌficas, sorologias para vÌrus (HIV e
mononucleose) e bactÈrias (Lues, doenÁa de
PerifÈrica Lyme) podem ser solicitadas. Impıe-se a
realizaÁ„o de audiometria e Impedanciometria na
• PÛs N˙cleo do Facial
presenÁa de queixas auditivas (hipoacusia,
• Perde toda a movimentaÁ„o de 1 lado da face zumbido, plenitude aural).
• Parte superior e inferior
D…FICITS
Central o Nem sempre tem todos esses dÈficits,
depende da localizaÁ„o da les„o;
• Perde somente a parte Inferior de 1 lado da o DÈficits Motores: paralisia na face e
face pela assimetria de inervaÁ„o hiperacusia - nervo para m˙sculo estapÈdio
(desconforto com exposiÁ„o a sons muito
o O n˙cleo do nervo facial È dividido em duas
elevados);
partes, sendo:
o DÈficits Sensitivos: alteraÁıes na gustaÁ„o
Anterior: para parte inferior da face,
(nervo corda do tÌmpano – Ex. gosto met·lico),
somente fibras contralaterais;
reduÁ„o da produÁ„o de l·grima e saliva (nervo
Posterior: para parte superior da face,
petroso superficial maior), reduÁ„o da
fibras bilaterais, inervado pelos 2 lados do
sensibilidade no pavilh„o auricular e CAE.
cÛrtex.
o Imobilidade completa ou parcial da
o Deve-se, primeiramente, confirmar o
musculatura da mÌmica facial de toda a hemiface.
diagnÛstico de paralisia perifÈrica, por meio da
Comprometimento do VII par craniano desde o
observaÁ„o de imobilidade (parcial ou completa)
tronco encef·lico atÈ chegar na musculatura da
de toda a musculatura da hemiface e sua
mÌmica. Traz consequÍncias estÈticas, funcionais
lateralidade. A percepÁ„o de paralisia isolada do
– Ex. fechamentos bucal e ocular inapropriados, e
terÁo inferior da face associada a outros sinais
psÌquicas;
neurolÛgicos sugere acometimento central (les„o
o CAUSAS = idiop·tica (Paralisia de Bell),
supranuclear);
traum·tica, infecciosa, tumoral, metabÛlicas,
o A histÛria clÌnica e o exame fÌsico
congÍnitas, vasculares, tÛxicas;
meticuloso s„o fundamentais na busca de sinais e
o GRADUA«O = outra caracterÌstica
sintomas que indiquem a causa da paralisia;
importante a ser avaliada 攃Ā o grau da paralisia
o HistÛria de TCE, infecÁıes otolÛgicas ou
facial. Para tanto, utilizam-se escalas que pontuam
sistÍmicas, procedimentos cir˙rgicos ou lesıes
o grau de mobilidade da musculatura da face.
tumorais podem indicar o diagnÛstico.
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Atualmente, a ferramenta mais difundida e aceita o CLÕNICA = paralisia facial completa ou
攃Ā a escala de House-Brackmann. parcial s˙bita (desenvolve em 48 horas) + dor facial
antes ou durante a paralisia (n„o È comum).
Hipoacusia e vertigem n„o s„o comuns. Vale
lembrar que È um diagnÛstico de exclus„o, sem
etiologia definida!
… uma paralisia facial perifÈrica e mais
nada. Quando tem outras alteraÁıes junto
geralmente n„o È Bell!
Dados de Exclus„o: paralisia simult‚nea
bilateral, vesÌcula no pavilh„o auricular, sinais
de trauma, infecÁ„o otolÛgica, sinais e
sintomas de afecÁ„o do SNC, paralisia ao
nascimento, envolvimento de outros pares
cranianos, sinais de tumor intra/extracraniano,
vertigem associada, hemiparesia, ataxia.
EXAMES DE IMAGEM
o TRATAMENTO = Prednisona ou
o Trauma/otite crÙnica >> TC de ouvidos;
Prednisolona 8mg/kg/dia, m·ximo de 60mg/dia,
o Suspeita de AVEs ou neoplasia do SNC
por 5 dias e reduÁ„o gradual por 10 dias (tÍm como
(sintomas neurolÛgicos associados) >> RM;
objetivo reduzir o processo inflamatÛrio e a
o Paralisia facial do tipo central >> RM;
compress„o do nervo facial) + Vanciclovir 500mg
o Massa parotÌdea >> Ecografia;
2 vezes ao dia por 7 dias ou Aciclovir 400mg 5
o Massas cervicais >> TC cervical com
vezes ao dia por 10 dias (ainda controverso o uso
contraste;
de antiviral) + Cuidados oculares;
o Eletroneuromiografia: indicada para
Em casos de paralisia facial perifÈrica
avaliaÁ„o de pacientes com paralisia completa –
completa e acometimento maior que 90% na
para prognÛstico e para guiar tratamento. A
eletroneurografia, h愃Ā indicaÁ„o de
eletroneurografia (ENoG) e a eletromiografia
descompress„o cir˙rgica do nervo facial.
correspondem aos dois exames eletrofisiolÛgicos
Pacientes submetidos 愃 descompress„o tardia
indicados na avaliaÁ„o de pacientes que
(> 30 dias) geralmente tÍm resultado
apresentam paralisia facial perifÈrica completa.
desfavor·vel. Por攃Ām, ainda hoje, a
Ambos buscam apontar o prognÛstico da paralisia
descompress„o cir˙rgica tamb攃Ām 攃Ā motivo de
e, dessa forma, orientar a terapÍutica a ser
controvÈrsias, devendo cada caso ser avaliado
adotada.
separadamente.
PRINCIPAIS CAUSAS o PROGN”STICO = 70% dos casos recuperam
totalmente em 2 meses. ResoluÁ„o sem
PARALISIA FACIAL IDIOP¡TICA OU DE BELL
medicaÁ„o em 70% dos casos. O melhor
o 15 a 20 casos por 100.000 habitantes.
prognÛstico È aquele em que h· paralisia
Chance de recorrÍncia de 10%, com idade mÈdia
incompleta, ausÍncia de dor, pacientes mais
de ocorrÍncia aos 40 anos. Representa cerca de
jovens e lesıes mais distais;
66% de todas as paralisias faciais perifÈricas;
o Causa: edema, compress„o e isquemia da Casos com EvoluÁ„o Ruim (n„o melhoru
porÁ„o labirÌntica do nervo facial; nada em 14-21 dias): realizar
o Pode ter relaÁ„o com herpes vÌrus simples eletroneuromiografia, podendo necessitar de
tipo 1 e associaÁ„o com exposiÁ„o ao frio (devido outro tratamento – Ex. descompress„o do
ao bloqueio tÈrmico dos canais de sÛdio e nervo facial. Importante fazer seguimento,
pot·ssio); encaminhar para neuro se precisar;
o Risco maior em gestantes, diabÈticos, Pode fazer fisioterapia para ajudar a
obesos, hipertensos; recuperar, em todos os est·gios.
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PARALISIA FACIAL PERIF…RICA perifÈrica ipsilateral (geralmente nessa ordem de
TRAUM¡TICA evoluÁ„o);
o Pode ocorrer por traumatismos do osso o AVALIA«O CLÕNICA = HB I e II >> bom // HB
temporal (pedir exame de imagem sempre) ou por III e IV >> moderado // HB V e VI >> ruim. Algum
traumatismos diretos do nervo facial. De acordo grau de melhora nas primeiras 2 semanas = bom
com o tipo e o grau de dano ao nervo facial, podem prognÛstico (do contr·rio deve-se referenciar o
provocar paralisias completas ou incompletas; paciente para especialista);
o Em todos os casos, È fundamental o DIAGN”STICO = È clÌnico (lembrar de
estabelecer o tempo de Ìnicio da paralisia facial em diferenciar paralisia facial perifÈrica de central).
relaÁ„o ao trauma (imediata ou tardia) e o grau de IgG e IgM para VVZ ou PCR. Sorologia para HIV;
paralisia (completa ou incompleta); RM com GadolÌnio: realce pÛs gadolÌnio no
o As paralisias que iniciam mais tarde, VII e VIII pares – pode permitir diagnÛstico
independentemente de serem completas ou antes do desenvolvimento da trÌade cl·ssica.
incompletas, afastam a hipÛtese de secÁ„o do o TRATAMENTO = melhor prognÛstico se
nervo facial e sugerem les„o por edema e iniciado antes de 72 horas de sintomas. Melhora
compress„o nervosa; sem tratamento 20% x com tratamento 70%.
o Por outro lado, as paralisias completas e Outro objetivo da instituiÁ„o do tratamento
imediatas s愃̀o indicativas de les„o por transecÁ„o precoce 攃Ā a tentativa de reduzir o
o do nervo facial. Todos os pacientes devem ser desenvolvimento da neuralgia pÛs-herpÈtica, que
submetidos 愃 avaliaÁ„o complementar por pode acometer at攃Ā 50% dos pacientes. Aparecem
tomografia computadorizada dos ossos como fatores de risco a idade avanÁada, a
temporais; gravidade das les漃̀es cut‚neas e a intensidade da
o TRATAMENTO = lesıes incompletas ou que dor na fase aguda;
pioram progressivamente >> corticoterapia. Gabapentina È a droga de escolha para o
Lesıes agudas e completas >> eletroneurografia manejo da neuralgia pós-herp攃Ātica.
precoce e, conforme necess·rio, tratamento o PROGN”STICO = 60% de recuperaÁ„o x 84%
cir˙rgico para descompress„o do nervo facial; da paralisia de Bell. 20% de recuperaÁ„o completa
TransecÁ„o do nervo facial requer se sem tratamento. Alta incidÍncia de sequelas
tratamento cir˙rgico. motoras.
PARALISIA FACIAL PERIF…RICA INFECCIOSA
o Decorrente de uma:
OMA complicada, geralmente em crianÁas
o Segunda causa de paralisia facial perifÈrica >> AntibiÛtico + referenciar com urgÍncia ao
n„o traum·tica (5 casos a cada 100.000 ORL;
habitantes/ano) e a mais grave das paralisias OMC complicada, histÛrico de otorreia
infecciosas. Ocorre por reativaÁ„o do vÌrus da crÙnica e perda auditiva >> AntibiÛtico
varicela zoster, ou pode ser causada pelo vÌrus (ciprofloxacino) + encaminhar para o OR.
herpes simples (melhor prognÛstico). Maior o Otite Externa Maligna ou Necrotizante:
suscetibilidade em imunossuprimidos; mais comum em idosos e diabÈticos. Causada pela
o FISIOPATOLOGIA = reativaÁ„o do VVZ que Pseudomonas aeruginosa. Causa otalgia intensa,
estava latente no g‚nglio geniculado e acomete o irradiada para regi„o parietal, pior ‡ noite, com
segmento labirÌntico, levando ‡ PFP. Se ocorre otorreia persistente, fÈtida e paralisia facial. Na
disseminaÁ„o do processo inflamatÛrio, otoscopia aparece tecido de granulaÁ„o na regi„o
envolvendo o oitavo par craniano h· sintomas pÛstero-inferior;
auditivos e vestibulares (50% dos casos); Tratamento: antibiÛtico + tratamento da
o TRÕADE = otalgia de forte intensidade + doenÁa de base + referenciar com urgÍncia ao
presenÁa de vesÌculas sugestivas de HZ (orelha ORL;
externa, MT, face e cavidade oral) + Paralisia facial o Outros: sÌfilis, doenÁa de Lyme, etc.
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o Anastomose tÈrmino-terminal;
o Outros VÌrus: CMV, EBV, HIV, caxumba, o DerivaÁ„o neural;
SarsCOV2. o Transplante de enxerto neuromiovascular;
o Cirurgias oculares.
OUTRAS CAUSAS *Realizar Terapia Motora em todas as fazes da
o Causas NeurolÛgicas: Guillain-BarrÈ, doenÁa.
miastenia gravis, esclerose m˙ltipla;
o Causas Vasculares: vasculites, HAS, etc.
SÕNDROME DE MELKERSON-ROSENTHAL
o Corresponde a 4% dos casos. Raro estar
presente a trÌade completa, mas quando est·
presente È composta por: PFP recorrente (30%
dos casos) + edema orofacial recidivante + lÌngua
fissurada (plicata – variaÁ„o anatÙmica);
o Frequentemente, inicia-se na inf‚ncia ou
na adolescÍncia, com maior prevalÍncia nas
mulheres. O diagnÛstico 攃Ā basicamente clÌnico,
podendo manifestar-se com apenas um
componente da trÌade;
o O sintoma mais frequente 攃Ā o edema
orofacial, que pode ser uni ou bilateral,
apresentando-se normalmente do mesmo lado da
paralisia, sendo que esta ocorre em apenas 30%
dos casos. A tendÍncia natural 攃Ā a melhora do
quadro em trÍs semanas;
o Causa desconhecida, mas sabe-se que h·
predisposiÁ„o heredit·ria;
o TRATAMENTO = doses altas de corticoide.
O tratamento da paralisia facial segue os mesmos
par‚metros utilizados no tratamento da paralisia
de Bell. O tratamento apresenta seu maior desafio
nos casos com recidivas frequentes devido 愃
possibilidade de as sequelas serem maiores.
o Paciente pode desenvolver ˙lcera de
cÛrnea, por exemplo, por n„o conseguir fechar o
olho, por isso alguns cuidados s„o importantes;
o LubrificaÁ„o ocular de hora em hora – Ex.
Lacrifilm, Lacrimaplus, Systane UL;
o Oclus„o ocular noturna com pomada/gel
oft·lmico + micropore- Ex. Vidisic gel, Regencel,
Epitezan.
o Resultados n„o s„o muito bons, les„o
nervosa È geralmente difÌcil de recuperar.
TÈcnicas s„o controversas;
o Descompress„o do nervo facial;
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FATOR ETIOL”GICO
PROFESSORA BIBIANA o Infecciosa: viral, bacteriana, f˙ngica;
o DefiniÁ„o: rinite È a inflamaÁ„o e/ou o AlÈrgica;
disfunÁ„o da mucosa de revestimento nasal, e È o N„o AlÈrgica:
caracterizada por alguns dos sintomas nasais: Induzida por drogas: vasoconstritores
obstruÁ„o nasal (sintoma importante, tambÈm È tÛpicos (rinite medicamentosa), AINEs, anti-
critÈrio para rinossinusite), rinorreia anterior e hipertensivos, psicotrÛpicos, cocaÌna, outras;
posterior (geralmente hialina, mas pode ser Hormonal – Ex. na gestaÁ„o;
purulenta, diagnÛstico diferencial de Rinite eosinofÌlica n„o alÈrgica;
rinossinusite), espirros, prurido nasal e hiposmia; Rinites idiop·ticas;
o Geralmente ocorre durante dois ou mais Rinite neurogÍnica: gustatÛria, emocional,
dias consecutivos por mais de uma hora na maioria irritantes (ar frio), senil;
dos dias; Rinite atrÛfica;
o PrevalÍncia vari·vel (idade, estaÁ„o do Rinite associada a RGE.
ano, etc.) e subestimada – 26 a 47%. Rinite alÈrgica o Outras: rinite mista, rinite ocupacional
È a forma mais comum; (alÈrgica ou n„o), rinite alÈrgica local.
o V·rias teorias tentam explicar esse
fenÙmeno – Ex. exposiÁ„o crÙnica a poluentes o … uma doenÁa inflamatÛria imunomediada
atmosfÈricos (ozÙnio, diÛxido de enxofre, fumaÁa por IgE, caracterizada por obstruÁ„o nasal,
de tabaco), diminuiÁ„o da exposiÁ„o a antÌgenos rinorreia (drenagem nasal), espirros e prurido
na inf‚ncia (pais super protetores). nasal (sintomas cardinais, mas lembrar que
CLASSIFICA«O existem tambÈm outros sintomas);
Intermitente o O ambiente geralmente influencia a
express„o da doenÁa, mas a genÈtica determina a
• < 4 Dias gravidade e a especificidade dos sintomas;
• < 4 Semanas
o SINTOMAS = cefaleia ou otalgia, diminuiÁ„o
Persistente da acuidade auditiva ou sensaÁ„o de ouvido
• > 4 Dias tampado ou de estalidos durante a deglutiÁ„o.
• > 4 Semanas Lembrar que nariz e ouvido se comunicam pela
tuba auditiva. Muitas vezes os sintomas que
Leve predominam s„o os oculares, como prurido ocular,
• Sintomas N„o Atrapalham hiperemia conjuntival, lacrimejamento e dor local.
Pode ser necess·ria a prescriÁ„o de colÌrios
Moderada/Grave durante o tratamento >> spray de corticoide nasal
• Sintomas Atrapalham de fluticasona – Ex. Avamys, parece ter um bom
efeito em prurido ocular;
o Intermitente: sintomas por menos de 4 o Em crianÁas, podem ocorrer episÛdios
dias na semana ou por menos de 4 semanas; recorrentes de epistaxe relacionados ‡ friabilidade
o Persistente: sintomas por mais de 4 dias na da mucosa, episÛdios de espirros ou o ato de
semana ou por mais de 4 semanas; assoar o nariz vigorosamente. Epistaxe tambÈm
o Leve: sono normal, atividades normais pode ocorrer em adultos. Uso incorreto de sprays
(esporte, lazer, trabalho, escola), sintomas n„o nasais (em direÁ„o ao centro do nariz) durante o
incomodam; tratamento tambÈm pode causar epistaxe.
o Moderada/Grave (um ou mais itens): sono
comprometido, atividades comprometidas,
sintomas incomodam.
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FISIOPATOLOGIA DA RINITE AL…RGICA batimento ciliar adequado (ac˙mulo de secreÁ„o
dificulta batimento ciliar).
o ReaÁ„o de hipersensibilidade mediada por
IgE. EXAME FÕSICO
ApresentaÁ„o de alÈrgenos pelas APC o Rinoscopia + Oroscopia – Ex. procurando
gotejamento pÛs-nasal, + Otoscopia;
LinfÛcitos T o Rinoscopia: a cor da mucosa È p·lida
(geralmente) ou hiperemiada – Ex. em rinite
LinfÛcitos TH2 medicamentosa por uso de vasoconstritor.
Verificar se h· presenÁa de crostas e tamanho dos
IL4 cornetos (obstruÁ„o nasal ocorre pela hipertrofia
dos cornetos). A rinorreia geralmente È hialina,
LinfÛcitos B (plasmÛcitos) mas pode ser purulenta, serossanguinolenta, etc.
DIAGN”STICO
IgE AlÈrgeno EspecÌfica
o Inclui a histÛria clÌnica, antecedentes
AtivaÁ„o de CÈlulas de MemÛria pessoais e familiares de atopia, exame fÌsico e
exames complementares;
o Quando ocorre nova exposiÁ„o, os o O diagnÛstico È basicamente clÌnico, com
alÈrgenos ligam-se ao Ac IgE dos mastÛcitos da a presenÁa dos sintomas cardinais: espirros em
mucosa nasal, causando a liberaÁ„o de salva, prurido nasal intenso, coriza clara e
mediadores quÌmicos, como histamina, abundante e obstruÁ„o nasal, e da identificaÁ„o do
leucotrienos e prostaglandinas, gerando assim a possÌvel alÈrgeno desencadeante por teste
crise alÈrgica; cut‚neo de hipersensibilidade (prick test) ou
o Resposta pode ser imediata (90% dos dosagem de IgE especÌfica (somente com os
pacientes, resposta 30 minutos depois da testes È possÌvel ter a confirmaÁ„o inequÌvoca do
exposiÁ„o ao alÈrgeno >> maior envolvimento de diagnÛstico de RA).
mastÛcitos da mucosa nasal) ou tardia (resposta 4
a 12 horas depois >> maior envolvimento de TESTES AL…RGICOS
eosinÛfilos). o CUT¬NEO - PRICK TEST = com os principais
*Anti-histamÌnicos n„o agem muito bem na alÈrgenos desencadeantes de rinite alÈrgica (se o
resposta tardia, anti-leucotrienos agem bem nas paciente usa corticoide ou anti-histamÌnico tem
duas geralmente. que suspender o uso por alguns dias). Mais r·pido
e mais barato que o RAST, mas lembrar que deve
ser feito por especialista (geralmente alergista ou
ORL) e de que no consultÛrio deve ter material
para casos de emergÍncia – Ex. adrenalina (È raro,
mas pode desencadear uma anafilaxia);
o IN VITRO (exames de sangue) = IgE total,
eosinofilia, RAST (IgE especÌfico para determinado
alÈrgeno, custo mais alto, uso de corticoide ou
anti-histamÌnico n„o influencia. Menor risco, e
doenÁas cut‚neas n„o interferem);
o Citologia nasal com an·lise das cÈlulas
predominantes na cavidade nasal, mas est· em
desuso;
*VasodilataÁ„o = obstruÁ„o nasal (cornetos s„o o ProvocaÁ„o nasal est· em desuso!
muito vascularizados). TRATAMENTO
*O batimento ciliar È muito importante na o Evitar exposiÁ„o ao alÈrgeno
fisiologia nasal. Lavagem nasal com soro desencadeante. EducaÁ„o do paciente È muito
fisiolÛgico auxilia muito na manutenÁ„o de um importante;
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o Higiene ambiental (animais, tapetes, o Lembrar de orientar o paciente (ou os pais
poeira, bichos de pel˙cia, etc.); em casos de crianÁas) a forma correta de uso do
corticoide nasal: cabeÁa para baixo, agitar o frasco,
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO: aplicar na narina mirando o jato para lateral.
o SoluÁ„o salina para lavagem nasal È muito → Anti-histamÌnicos:
importante;
o Anti-histamÌnicos (orais ou tÛpicos): bons
nas crises, usar geralmente por 5 a 7 dias, mas
juntamente com o corticoide nasal;
o Corticoides (orais, tÛpico, de depÛsito): *Loratadina, Budesonida e Levocetirezina podem
corticoide nasal È o padr„o ouro, ajuda no ser usadas em gestantes.
tratamento da crise, mas È muito importante para *A dose de loratadina suspens„o È peso/3.
prevenÁ„o de crises. Lembrar que absorÁ„o
sistÍmica do corticoide nasal È muito pequena. IMUNOTERAPIA ESPECÕFICA
Beta30/Diprospan È um corticoide de depÛsito n„o o DessensibilizaÁ„o para alÈrgeno
deve ser usado com frequÍncia; especÌfico. Com uso de vacinas ou sublingual.
o Cromonas (nasal, ocular): geralmente Tratamento de alto custo e longo (cerca de 1 ano e
usados em crianÁas com menos de 2 anos meio). Consegue mudar um pouco a histÛria
(geralmente corticoides nasais devem ser usados natural da RA. Lembrar de sempre tentar os
somente em crianÁas maiores de 2 anos); tratamentos mais simples antes;
o Descongestionantes (orais, tÛpicos): evitar o IndicaÁıes: doenÁa mediada por IgE
usar descongestionantes tÛpicos. Pode usar (confirmada por teste alÈrgico), falha na higiene
antialÈrgico associado a descongestionante VO ambiental, falha na resposta farmacolÛgica, n„o
por 5 dias (menor tempo possÌvel); aderÍncia ao tratamento crÙnico, efeitos
o AnticolinÈrgicos (nasais); indesej·veis de tratamento.
o Antileucotrienos (orais) – Ex.
Montelucaste: bons para uso em pacientes com TRATAMENTO CIR⁄RGICO
rinite alÈrgica + asma; o Para correÁ„o de hipertrofia de cornetos
o Anti-IgE (Amalizumab). em pacientes com muita obstruÁ„o nasal
→ Corticoides TÛpicos Nasal: (geralmente faz junto com septoplastia).
ANTIGA RINITE VASOMOTORA
o Forma mais comum de rinite n„o alÈrgica;
o Fatores desencadeantes s„o
desconhecidos (mas percebe-se maior ocorrÍncia
relacionada com alteraÁıes de temperatura);
*Beclometasona tem maior absorÁ„o sistÍmica. o ObstruÁ„o nasal e rinorreia importantes.
*Budesonida tem no SUS – Ex. Busonid, Noex. Coriza e prurido n„o s„o t„o comuns;
*Mometasona – Ex. Nasonex. o Acometem mais mulheres, geralmente
*Fluticasona – Ex. Avamys. entre 40 e 60 anos;
→ AssociaÁ„o de corticoide + anti-histamÌnico no o Tratamento: corticoide nasal + lavagem
mesmo spray: nasal com SF (em alguns casos pode ser
necess·rio o uso de anti-histamÌnicos).
o 15% das rinites n„o alÈrgicas. Mais de 20%
de eosinÛfilos nasais na citologia nasal (eosinofilia
*Custo alto e gosto ruim. Geralmente n„o usar nasal elevada);
como 1™ opÁ„o, tentar primeiro corticoide nasal. o Testes alÈrgicos e IgE normais;
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o 30% dos pacientes tÍm pÛlipos nasais e
alguns tÍm intoler‚ncia ao AAS; o Relacionada com menstruaÁ„o, ACO,
TRÕADE DE SAMTER = polipose nasal + asma climatÈrio e, principalmente, gestaÁ„o. Causam
+ intoler‚ncia a AAS. vasodilataÁ„o e hipertrofia de cornetos;
o Tratamento: remoÁ„o dos agentes o Lembrar que rinite gestacional (sintomas
irritantes + corticoide nasal. DessensibilizaÁ„o apareceram nas ˙ltimas 6 semanas ou depois, sem
tambÈm funciona. Em alguns casos pode ser outros sinais de causas alÈrgicas ou infecciosas das
necess·rio tratamento cir˙rgico (principalmente VAS, desaparecendo 2 semanas apÛs o parto) È
se tiver presenÁa de pÛlipos). diferente de gestante com rinite;
o Principal sintoma: congest„o nasal;
o Maioria dos casos È de origem viral, mas o Tratamento: lavagem nasal com SF +
pode ter rinite bacteriana (pode confundir com corticoide nasal (Budesonida). Se necess·rio pode
rinossinusite). Pode ser aguda ou crÙnica; usar antialÈrgico.
o Pode ter rinorreia purulenta (lembrar que
isso n„o È patognomÙnico de etiologia bacteriana) o Raramente tem causa alÈrgica,
+ sintomas cardinais de rinite; geralmente os idosos s„o anÈrgicos apÛs os 65
o Fatores Facilitadores: anormalidades anos;
ciliares (discinesia – batimento ciliar È o Medicamentos que podem causar rinite
imprescindÌvel para boa limpeza nasal), em idosos: IECA, betabloqueadores, etc.
imunodeficiÍncias (principalmente de IgA), o Caracterizada principal por gotejamento
trauma direto, presenÁa de corpo estranho, etc. nasal do idoso (rinorreia hialina, profusa) bilateral;
o Tratamento: lavagem nasal + corticoide o Tratamento: antigamente utilizava-se
nasal. Lembrar que geralmente È viral, n„o muito brometo de ipratrÛpio (anticolinÈrgico,
receitar antibiÛtico para todos os pacientes Atrovent nasal), mas est· proibido no Brasil.
somente por causa da rinorreia purulenta. Utiliza-se atualmente corticoide nasal (mas
lembrar que È contraindicaÁ„o absoluta em
o … causada por hiperreatividade local a pacientes com glaucoma, podendo atÈ pedir
subst‚ncias irritantes/tÛxicas; liberaÁ„o e acompanhamento com
o Tratamento: orientar o paciente a fazer oftalmologista).
uso de m·scaras, EPI e fazer lavagem nasal com *Rinorreia unilateral que pinga quando o paciente
soro fisiolÛgico. abaixa a cabeÁa >> pensar em fÌstula liquÛrica,
pode ser espont‚nea ou por trauma.
o Medicamentosa, por uso de
vasoconstritores nasais;
o Quando prescrever descongestionante
deve-se prescrever por no m·ximo 5-7 dias pelo
risco de taquifilaxia (vai perdendo efeito de fazer
vasoconstriÁ„o) e efeito rebote do edema de
mucosa e consequente rinite medicamentosa;
o Tratamento: retirar aos poucos (misturar
metade do frasco do descongestionante com
metade de SF), e ir iniciando o corticoide nasal (e
pode usar antialÈrgico + descongestionante VO
por 5 dias). Usar por 7 dias, e depois manter
somente o corticoide nasal.
*Descongestionantes nasais devem ser usados
somente em pÛs-operatÛrio de cirurgias nasais. Em
crianÁas descongestionantes nasais nunca devem ser
usados, risco de repercussıes cardÌacas.
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PatÍncia dos Ûstios para drenagem de
secreÁ„o (pode precisar de cirurgia para abrir
PROFESSORA BIBIANA os Ûstios que podem estar ocluÌdos por edema
o Rinossinusite Aguda: afecÁ„o frequente em casos de rinossinusite crÙnica ou de
das VAS, caracterizada por um processo repetiÁ„o);
inflamatÛrio da mucosa de revestimento da FunÁ„o ciliar preservada;
cavidade nasal e dos seios paranasais com os Qualidade da secreÁ„o – Ex. paciente com
sintomas podendo durar atÈ 4 semanas (crÙnica È fibrose cÌstica possui secreÁ„o mais espessa.
quando dura por mais de 12 semanas);
o Lembrar que em casos de rinossinusite n„o
È mandatÛrio a realizaÁ„o de raio-x e nem o uso de o O diagnÛstico È feito com 2 critÈrios
antibiÛticos, pois uma mÌnima parcela realmente maiores ou 1 maior e 1 menor. O diagnÛstico È
precisa destas medidas. clÌnico e n„o por meio do raio-x. Lembrar de fazer
diagnÛstico diferencial com crises de rinite;
ANATOMIA
Atentar aos sintomas cardinais da rinite.
Endoscopia nasal ajuda muito a diferenciar
rinite de rinossinusite.
2 CrtÈrios Maiores 1 Maior e 1 Menor
o MAIORES = rinorreia purulenta anterior
e/ou posterior, obstruÁ„o nasal, desconforto em
face;
o MENORES = febre (mais em crianÁas.
Lembrar que sinusites virais tambÈm podem
causar febre, n„o È sinÙnimo de infecÁ„o
bacteriana, febre NO È meio de cultura),
o L‚mina Papir·cea: osso muito fino que hiposmia (edema da mucosa olfatÛria),
separa cÈlulas etmoidais (seio etmoidal) da Ûrbita. odontalgia, tosse (por hiperreatividade da VA e/ou
Rompe quando h· celulite ou abscesso periorbital porque o paciente engole secreÁ„o), press„o nos
como complicaÁ„o da RSA (ocorre mais em ouvidos;
crianÁas); o Cefaleia e dor na face nem sempre s„o
o Drenagem no Meato MÈdio: seio maxilar + decorrentes da sinusite. H· outros diagnÛsticos
c攃Ālulas etmoidais anteriores + seio frontal (“seios diferenciais – Ex. enxaqueca.
anteriores”);
o Drenagem no Meato Superior: cÈlulas EXAME FÕSICO
etmoidais posteriores + seio esfenoidal; o Exame otorrinolaringolÛgico completo;
o Seio esfenoidal possui grande relaÁ„o com o Rinoscopia: hiperemia e edema de
estruturas importantes, como ACI e nervo Ûptico. mucosa, crostas, secreÁ„o purulenta e pÛlipos;
o Oroscopia: pode observar gotejamento
PATOG NESE
pÛs-nasal;
o Multifatorial! o Endoscopia nasal: pÛlipo nasal (causa
o Mecanismos de defesa x virulÍncia dos comum de rinossinusite crÙnica que pode
patÛgenos; agudizar), secreÁ„o purulenta em meato mÈdio ou
o Fatores Fundamentais para Adequada edema de mucosa obstruindo o meato mÈdio.
Fisiologia dos Seios Paranasais:
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SecreÁ„o nasal (com predomin‚ncia
o Radiografia de seios da face NO devem unilateral) e secreÁ„o purulenta na rinofaringe;
ser solicitados para diagnÛstico de RSA, assim Dor intensa local (com predomin‚ncia
como as tomografias, exceto em casos suspeitos unilateral);
de complicaÁıes, ou refrat·rios aos tratamentos Febre > 38 graus;
com antibiÛtico – Ex. febre que n„o passa; VHS ou PCR elevados;
o Lembrar que exames de imagem tambÈm “Dupla piora” – reagudizaÁ„o ou
NO diferenciam etiologia viral de bacteriana deterioraÁ„o apÛs a fase inicial de sintomas
(etiologia viral tambÈm pode causar aparecimento leves.
de nÌveis hidroaÈreos, ac˙mulo de secreÁ„o);
o Sinusopatia no laudo da TC pode ser sÛ
QUADRO VIRAL
edema, que n„o È patognomÙnico de
rinossinusite. Pode demorar atÈ 3 meses apÛs o Lembrar que È quadro autolimitado, mas È
melhora clÌnica para normalizar uma TC apÛs importante tratar;
tratamento para rinossinusite, por isso n„o se deve o SoluÁ„o salina para lavagem nasal (A) +
solicitar TC para controle de tratamento. corticoide nasal ou sistÍmico (A) + analgÈsicos e
AlteraÁıes em exames n„o s„o sinÙnimos de antitÈrmicos (A);
patologia, a clÌnica sempre deve ser mandatÛria. o Pode-se usar antialÈrgico +
descongestionante VO.
o A maioria dos casos È viral, sendo difÌcil
QUADRO BACTERIANO
diferenciar um quadro do outro; o SoluÁ„o salina para lavagem nasal (A) +
o Virais: rinovÌrus, VSR, parainfluenza; corticoide nasal ou sistÍmico (A) + analgÈsicos e
o Bacterianas: pneumococo (S. antitÈrmicos (A);
pneumoniae), H. influenzae, M. catarrhallis. o AntibiÛtico NO È mandatÛrio o uso em
(Lembrar que s„o os mesmos principais um primeiro momento no tratamento da RSA,
causadores de OMA, e que a maior parte dos casos mesmo que bacteriana, pois n„o diminui a
de OMA È de origem bacteriana). ocorrÍncia de complicaÁıes. Quando possÌvel, a
primeira conduta deve ser acompanhamento do
RSA VIRAL OU RESFRIADO COMUM paciente (Watchful and waiting);
o CondiÁ„o usualmente autolimitada, em o Antibioticoterapia (quando necess·ria):
que a duraÁ„o dos sintomas È menor do que 10 por 5 a 10 dias (duraÁ„o mais longa em casos de
dias. recorrÍncia ou em casos mais crÙnicos);
1™ OP«O = Amoxicilina;
RSA P”S-VIRAL Outros: Amoxicilina + Clavulanato (2™
o Definida quando h· piora dos sintomas opÁ„o), Quinolonas como Levofloxacino
apÛs 5 dias do inÌcio da doenÁa ou quando os (evitar em crianÁas), Clindamicina,
sintomas persistem por mais de 10 dias. MacrolÌdeos (evitar Azitromicina, muita
resistÍncia para pneumococo, que È o principal
RSA BACTERIANA (RSAB) germe causador. TambÈm n„o deve ser
o Pequena porcentagem dos pacientes com indicada para amigdalite).
RSA pÛs-viral pode evoluir com RSAB. A
bacteriana geralmente È evoluÁ„o de uma RSA
viral, mas tambÈm pode comeÁar com bacteriana
direto;
o Independentemente do tempo de
duraÁ„o, a presenÁa de pelo menos trÍs dos
sintomas/sinais abaixo pode sugerir RSA
bacteriana:
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