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Apostila OGSA: Organização Armada 2023

O documento aborda a Ordenança Geral para o Serviço da Armada, estabelecendo diretrizes sobre a organização, deveres do pessoal e atribuições dos oficiais e praças. Ele detalha a estrutura administrativa e operacional das forças navais, incluindo a elaboração de regulamentos e a distribuição de tarefas. Além disso, enfatiza a importância do cumprimento das normas e tradições da Marinha por todos os membros da instituição.

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Apostila OGSA: Organização Armada 2023

O documento aborda a Ordenança Geral para o Serviço da Armada, estabelecendo diretrizes sobre a organização, deveres do pessoal e atribuições dos oficiais e praças. Ele detalha a estrutura administrativa e operacional das forças navais, incluindo a elaboração de regulamentos e a distribuição de tarefas. Além disso, enfatiza a importância do cumprimento das normas e tradições da Marinha por todos os membros da instituição.

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(OGSA)

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(Decreto nº 95.480, de 13 de dezembro de 1987 – Edição Revisada 2009)
2.1.1 – ORDENANÇA GERAL

Página 7
PARA O SERVIÇO DA ARMADA
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OGSA
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ORDENANÇA GERAL PARA O SERVIÇO DA ARMADA
(Decreto nº 95.480, de 13 de dezembro de 1987 – Edição Revisada 2009)

2.1.1 – ORDENANÇA GERAL PARA O SERVIÇO DA ARMADA ((Títulos II, IV, VI, VII e IX).
a) Organização;
b) Deveres do Pessoal;
c) Deveres dos Oficiais em outros cargos e encargos colaterais;
d) Serviço de Oficiais;
e) Atributos dos Oficiais e Praças;
f) Tradições Navais; e
g) Tratamento verbal e escrito.

TÍTULO II - ORGANIZAÇÃO
CAPÍTULO 1 - Disposições Gerais

ORGANIZAÇÕES REGIDOS POR: ELABORADO DE ACORDO COMPETENCIA PARA


COM NORMAS BAIXADAS APROVAÇÃO
Navios, Unidades ORGANIZAÇÃO DE Pelo EMA CM ou RCB Delegação
Aéreas e Unidades de COMBATE e ORGANIZAÇÃO Pelo EMA CM ou RCB Delegação
FN ADMINISTRATIVA
OM de Terra Ato de Criação ­­­­­­­­ ­­­­­­­­­­­­
Regulamento Pelo EMA CM ou RCB Delegação
Regimento Interno Pelo EMA CM ou RCB Delegação

Art. 2-1-1 A preparação dos navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros navais para combate e sua
conduta durante o mesmo serão regidas por uma Organização de Combate.
Art. 2-1-2 As atividades administrativas das forças, navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros navais
serão regidas por uma Organização Administrativa.
Parágrafo único - A Organização Administrativa dos navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros
navais serão elaboradas com base nas respectivas Organizações de Combate e deverá atender, na
distribuição do pessoal, tanto quanto possível, a que trabalhem juntos, nas diferentes fainas e tarefas, os que
irão trabalhar juntos em combate.
Art. 2-1-3 A Organização Administrativa deverá abordar, entre outros, os seguintes pontos:
a) Distribuição das tarefas por setor da OM e fixação das atribuições dos respectivos encarregados;
b) Distribuição do pessoal por setor da OM;
c) Fixação das incumbências e atribuições das Praças;
d) Distribuição do material;
e) Distribuição do pessoal pelos diversos serviços e postos (Detalhes de Serviços e Tabelas Mestras);
f) Fainas comuns e de emergências, e sua execução; e
g) Rotinas das tarefas normais diárias, semanais e mensais, e sua execução.

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Art. 2-1-4 A elaboração das organizações das forças, navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros
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navais será pautada em normas baixadas pelo Estado­Maior da Armada.

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Art. 2-1-5 É da competência do Ministro da Marinha, ou das autoridades que tenham recebido expressa
delegação de competência para tal, a aprovação das Organizações de forças, navios, unidades aéreas e
unidades de fuzileiros navais.
Art. 2-1-6 As Organizações Militares (OM) de terra são estruturadas com base em três documentos
fundamentais: Ato de Criação, Regulamento e Regimento Interno.
§ 1o – Ato de Criação é o documento que especifica propósito, a subordinação, a sede, o posto do
Comandante e a constituição de um núcleo de implantação, quando necessário.
§ 2o – Regulamento é o ato administrativo que complementa o Ato de Criação permitindo que, em âmbito
geral, possam ser conhecidas a sua missão, organização, estrutura e outros dados de interesse.
§ 3o – Regimento Interno é o ato administrativo que complementa o Regulamento, ordenando seu
detalhamento e permitindo que, em âmbito interno, sejam disciplinadas todas as atividades rotineiras da OM.
Art. 2-1-7 A elaboração dos Regulamentos e Regimentos Internos das OM de terra será pautada em
normas baixadas pelo Estado­Maior da Armada.
Art. 2-1-8 É da competência do Ministro (Comandante) da Marinha ou das Autoridades que tenham
recebido expressa delegação de competência para tal a aprovação dos Regulamentos e Regimentos Internos
das OM de terra.
Art. 2-1-9 O número e a qualificação do pessoal necessário para exercer os diversos cargos nas OM serão
fixados em Tabelas de Lotação aprovadas pelo (Comandante) Ministro da Marinha, ou por autoridade que
tenha recebido expressa delegação de competência para tal.
Parágrafo único ­ Nos casos em que uma Tabela de Lotação não mais satisfizer às novas exigências do serviço,
será proposta pelo Comandante a alteração da existente.
Art. 2-1-10 As autoridades competentes proverão as OM com pessoal necessário para atender às respectivas
lotações.
Art. 2-1-11 Os Oficiais, exceto o Comandante, que servem numa OM constituem a sua Oficialidade.
Parágrafo único - Os Guardas-Marinha também farão parte da Oficialidade, porém com as restrições
inerentes à sua situação de Praças Especiais.
Art. 2-1-12 As Praças que servem numa OM constituem a sua Guarnição.
Art. 2-1-13 A Oficialidade e a Guarnição de uma OM constituem a sua Tripulação.

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CAPÍTULO 2
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ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS-MAIORES DE FORÇA

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Art 2-2-1 O Estado-Maior de uma Força tem como propósito assessorar o Comandante da Força no exercício
deste cargo.
Art 2-2-2 O Estado-Maior de Força será composto, em princípio, por um Chefe e pelos Oficiais necessários
à execução das atividades relacionadas com a Organização, Informações, Operações e Logística. Poderão
compor, também, o Estado­Maior os Oficiais designados para a coordenação de outras atividades, como
Comunicações, Mobilização, Armamento, Máquinas, Saúde, Aviação, etc.
Parágrafo único – Ao Assistente e Ajudante de Ordens poderão ser atribuídas, em caráter cumulativo,
funções no Estado­Maior, conforme suas qualificações.
Art 2-2-3 Os Oficiais do Estado-Maior, com exceção do Che­ fe, terão o título de “Oficial”, seguido da
designação da função e do nome do Comando da Força, tais como: Oficial de Operações do Comando da Força
de Fragatas.
Art 2-2-4 Quando, por qualquer circunstância, não puderem ser nomeados oficiais em número suficiente para
servirem exclusivamente no Estado­Maior de uma Força, o Comandante desta, para a execução das funções
não preenchidas, proporá a designação de – e, em caso de urgência, designará em caráter de interinidade –
Oficiais de unidades da mesma Força.
Parágrafo único – Os Oficiais designados nos ter­ mos deste artigo continuarão a desempenhar as funções
que já possuíam; caso necessário, a critério do Comandan­ te da Força, concorrerão à escala de serviço do
Estado­ Maior da Força.
Art 2-2-5 Os Oficiais que deverão compor o Estado­Maior de uma Força serão propostos pelo respectivo
Comandante, e nomeados de acordo com as normas em vigor.
Art 2-2-6 Os Oficiais do Estado-Maior deverão integrar a escala de serviço da Força a que pertencerem, de
acordo com as instruções do Comandante dessa Força.
Art 2-2-7 Os Oficiais do Estado-Maior ficarão diretamente subordinados ao Comandante da Força sob cujas
ordens servirem, devendo contudo observar as disposições da organização do navio em que se acharem
embarcados.
§ 1o – Os Oficiais do Estado-Maior não poderão intervir nas atividades inerentes ao navio em que
estiverem embarcados, inclusive naquelas relativas ao Cerimonial, a não ser por determinação do Comandante
da Força, e com o conhecimento do Comandante do navio.
§ 2o – Os Oficiais do Estado-Maior serão alojados no Capitânia, de acordo com os respectivos postos e
antiguidade, cabendo ao Comandante da Força indicar os Oficiais que, na falta de acomodações no Capitânia,
devam alojar­se em outros navios da Força.
Art 2-2-8 No caso de exoneração ou morte do Comandante da Força, os Oficiais do Estado­Maior
continuarão em suas funções até a assunção do novo Comandante da Força.
Art 2-2-9 No caso de ausência prolongada ou impedimento de algum Oficial do Estado­Maior, suas funções
serão provisoriamente atribuídas a outro Oficial do Estado­Maior ou da Força, designado por seu
Comandante.
Art 2-2-10 O Estado­Maior de uma Força disporá de Praças em quantidade e especialidade fixadas em Tabela
de Lotação.
Art 2-2-11 As Praças do Estado-Maior ficarão subordinadas, para todos os efeitos, salvo o relacionado
com a execução de suas tarefas específicas, ao Comandante do navio em que estiverem embarcadas.

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TÍTULO IV - DEVERES DO PESSOAL


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CAPÍTULO 1

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DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 4-1-1 Todos os Oficiais e Praças, quer a bordo, quer em terra, em serviço ou não, devem:
a) proceder de acordo com as normas de boa educação civil e militar e com os bons costumes, de modo
a honrar e preservar as tradições da Marinha;
b) respeitar a legislação em vigor, obedecer aos superiores e conhecer e cumprir as normas e instruções
da Marinha;
c) empenhar­se em dirigir ou executar as tarefas de que forem incumbidos com o máximo de zelo e dedicação; e
d) empregar os maiores esforços em prol da glória das armas brasileiras e sustentação da honra nacional,
mesmo nas circunstâncias mais difíceis e quaisquer que sejam os perigos a que se possam achar expostos.
Art. 4-1-2 A autoridade de cada um promana do ato de designação para o cargo que tiver que desempenhar;
ou da ordem superior que tiver recebido; começa a ser exercida com a posse nesse cargo ou com o início da
execução da ordem; a autoridade corresponde inteira responsabilidade pelo bom desempenho no cargo ou
pela perfeita execução da ordem.
Parágrafo único ­ Aplica­se, da mesma forma, o disposto nesse artigo a encargo, incumbência, comissão,
serviço ou atividade militar.
Art. 4-1-3 Todos são individualmente responsáveis, dentro de sua esfera de ação:
a) por negligência, imprevidência, fraqueza ou falta de energia no cumprimento de deveres e no
desempenho de suas atribuições;
b) por imperícia na direção ou execução de fainas, ou no desempenho de atribuições para as quais
estejam legalmente qualificados;
c) por infração à legislação em vigor, às disposições desta Ordenança e às normas e instruções da Marinha;
d) por abuso ou exercício indevido de autoridade; e
e) por prejuízos causados à Fazenda Nacional.
Parágrafo único ­ Em substituição, por deficiência de pessoal ou inexistência de pessoal legalmente habilitado,
ninguém da Marinha pode negar-se a assumir cargos, mesmo que inerentes a posto ou graduação
superior; a responsabilidade do substituto fica limitada pela habilitação que legalmente tiver.
Art. 4-1-4 Sempre que Oficiais, Praças ou quaisquer militares a serviço da Marinha, ainda que subordinados
a diferentes Comandos, concorrerem acidentalmente a uma mesma faina que exija a cooperação de todos –
quer seja por terem recebido ordem para isso, quer por se acharem reunidos por circunstâncias – o mais
antigo, respeitados os casos especiais estabelecidos nesta Ordenança, assumirá o comando ou a direção da
faina que tiverem que executar.
Art. 4-1-5 Cumpre ao superior:
a) manter, em todas as circunstâncias, na plenitude e sua autoridade a disciplina, a boa ordem nas fainas
e serviços e a estrita execução da legislação em vigor, da presente Ordenança e das normas e instruções
da Marinha;

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b) exigir o respeito e a obediência que lhe são devidos por seus subordinados; e
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c) conduzir seus subordinados, estimulando­os, reconhecendo­lhes os méritos, instruindo­os,
admoestando­os e punindo­os ou promovendo sua punição de conformidade com a lei.
Parágrafo único - O superior evitará sempre utilizar­se de palavra ou ato que possa desconceituar seus
subordinados, enfraquecer a consideração que lhes é devida e melindrar seu pundonor militar ou dignidade pessoal.
Art. 4-1-6 O superior é responsável:
a) pelo acerto, oportunidade e conseqüências das ordens que der; e
b) pelas conseqüências da omissão de ordens, nos casos em que for de seu dever providenciar.
Parágrafo único - As ordens devem ser emitidas de forma clara, concisa e precisa.
Art. 4-1-7 Cumpre ao subordinado:
a) respeitar seus superiores e ter para com eles a consideração devida, quer estejam ou não presentes; e
b) obedecer às ordens dos superiores.
Parágrafo único – As ordens verbais dadas pelo superior, ou em seu nome, obrigam tanto como se fossem
por escrito. Se tais ordens, por sua importância, puderem envolver grave responsabilidade para o executor,
este poderá pedir que lhe sejam dadas por escrito, o que não poderá ser recusado.
Art. 4-1-8 subordinado é responsável:
a) pela execução das ordens que receber; e
b) pelas conseqüências da omissão em participar ao superior, em tempo hábil, qualquer ocorrência que
reclame providência, ou que o impeça de cumprir a ordem recebida.
Parágrafo único - O subordinado deixa de ser responsável pelo não cumprimento de uma ordem
recebida de superior quando outro superior lhe der outra ordem que prejudique o cumprimento da primeira
e nela insistir, apesar de cientificado pelo subordinado da existência da ordem anterior. Deve, porém,
participar a ocorrência ao primeiro, logo que possível.
Art. 4-1-9 Os superiores e subordinados não devem limitar­se apenas ao cumprimento das tarefas que
lhes tiverem sido cometidas, procurando ajudar­se mutuamente na execução das mesmas.
Art. 4-1-10 O subordinado dará o pronto a seu superior da execução das ordens que dele tiver recebido.
Quando circunstâncias insuperáveis impossibilitarem sua execução, ou ocorrência não prevista aconselhar a
conveniência de retardar, de modificar ou de não cumprir as ordens recebidas, dará conhecimento imediato
do fato ao seu superior, ou logo que possível, para que este providencie como julgar conveniente.
Parágrafo único ­ Caso, porém, não haja tempo de fazer essa participação, nem de esperar novas ordens,
subordinado resolverá, sob sua responsabilidade, como lhe parecer mais conveniente ao serviço.
Art. 4-1-11 Qualquer subordinado que receber uma ordem e entender que de sua execução possa resultar
prejuízo ao serviço deverá ponderar respeitosamente, expondo as razões em que se fundamenta, por assim
o entender; mas, se o superior insistir na execução da referida ordem, obedecerlhe­á de pronto e lealmente,
podendo, depois de a cumprir, representar a este respeito ao Comandante ou à autoridade imediatamente
superior à que lhe tiver dado a ordem, de acordo com o prescrito no artigo 4­1­27 desta Ordenança.

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Art. 4-1-12 Todos devem respeitar a religião, as instituições, os costumes e os usos do país em que se
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acharem.

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Art. 4-1-13 Todos devem tratar­se mutuamente com respeito e polidez, e com atenção e justiça os
subordinados.
Parágrafo único - No exercício de suas atribuições, é vedado ao pessoal qualquer intimidade.
Art. 4-1-14 Todo superior deve fazer cessar prontamente as contendas que presenciar a bordo entre mais
modernos e, em caso de insulto, injúria, ameaça ou vias de fato, prender os transgressores e endereçar parte
de ocorrência aos respectivos Comandantes.
Art. 4-1-15 O militar que presenciar qualquer irregularidade em que se envolva pessoal da Marinha, ou
verificar desvio de objetos pertencentes à Fazenda Nacional e atos comprometedores da segurança das
Organizações Militares (OM) da Marinha deve, conforme as circunstâncias, reprimir de pronto esses atos, ou
dar parte deles com a maior brevidade a seu Comandante ou à autoridade competente.
Art. 4-1-16 Todo militar que tiver conhecimento de notícia, ainda que vaga, de algum fato que, direta ou
indiretamente, possa comprometer as tarefas da sua ou de outras OM, ou que tenha relação com os interesses
nacionais, tem rigorosa obrigação de o participar de pronto –verbalmente ou por escrito, com conveniente
reserva – ao seu Comandante, pelos canais competentes ou em caso de urgência, diretamente.
Art. 4-1-17 Todo Oficial ou Praça pode, sempre que for conveniente à ordem, à disciplina ou à normalidade
do serviço, prender à sua ordem ou à de autoridade competente, quem tiver antigüidade inferior à sua.
§ 1º - Pode, também, em flagrante de crime inafiançável, prender à ordem de autoridade superior
qualquer Oficial ou Praça de antigüidade superior à sua.
§ 2 ­Em qualquer caso, quem efetuar a prisão dará logo parte circunstanciada, por escrito e por intermédio
do próprio Comandante, à autoridade a que o preso estiver diretamente subordinado.
Art. 4-1-18 Os militares presos na forma prevista no “caput” do artigo anterior só poderão ser postos em liberdade
por determinação da autoridade a cuja ordem tiver sido efetuada a prisão, ou de autoridade superior.
Art. 4-1-19 Se pessoa estranha à Marinha cometer crime a bordo, será presa e autuada em flagrante
delito, em seguida, será apresentada à autoridade competente.
Art. 4-1-20 A continência individual é a saudação devida pelo militar de menor antigüidade, quando
uniformizado, a bordo ou em terra, aos mais antigos da Marinha, do Exército, da Aeronáutica e dos países
estrangeiros, ainda que em traje civil; neste último caso, desde que os conheça.
§ 1º - Em trajes civis, o mais moderno assumirá postura respeitosa, e cumprimentará formalmente o mais
antigo, utilizando­se das expressões usadas no meio civil.
§ 2º - Os mais antigos devem responder tanto à saudação quanto à continência individual dos mais
modernos.
Art. 4-1-21 Oficial ou a Praça, ao dirigir­se a superior, tomará a posição de sentido e prestar­lhe­á
continência.
Art. 4-1-22 É obrigatório possuir todos os uniformes previstos na legislação em vigor, em quantidade
suficiente. O pessoal embarcado deve manter a bordo os uniformes para serviço, licença e representação em
condições de pronto uso.
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Art. 4-1-23 O uniforme do dia é obrigatório, a bordo, para todos os Oficiais e Praças.
Art. 4-1-24 Aos Oficiais, Suboficiais e Primeiros-Sargentos é permitido entrar e sair à paisana das OM em
que servem. (TODOS PODEM)
§ 1º ­ O Ministro da Marinha e os Comandantes de Força, ou de navio escoteiro no exterior, considerando
circunstâncias especiais, poderão ampliar ou restringir estatuído neste artigo.
§ 2º - O traje civil permitido será estabelecido pelo Ministro da Marinha.
Art. 4-1-25 Nas Estações de Comando no mar, na Tolda e na Sala de Estado, ou locais equivalentes, só
deverão permanecer aqueles que estiverem em efetivo serviço.
§ 1º - É vedado ao pessoal, a não ser em ato de serviço, permanecer no passadiço no bordo em que estiver
um Almirante, o Comandante da Força ou do navio.
§ 2º ­ Salvo exigência do serviço, só transitarão pelas escotilhas e passagens da câmara e camarotes de
Almirante, Comandante e Oficiais os que neles respectivamente se alojarem, ou que a estes forem
assemelhados ou superiores.
Art. 4-1-26 Em qualquer compartimento ou local das OM, à passagem de qualquer Oficial, todos os
subordinados devem tomar a posição de sentido, desde que não resulte prejuízo para as fainas em andamento
ou interrupção de rancho.
Parágrafo único ­ Sempre que possível, nos locais e horários de recreação, o Oficial dispensará essa
formalidade.
Art. 4-1-27 O subordinado que se julgar com fundamento para ponderar sobre qualquer ato de superior
que lhe pareça ilegal ou ofensivo tem direito de dirigir­lhe, verbalmente ou por escrito, representação
respeitosa. Se o superior deixar de atendê­la, ou não a resolver do modo que lhe pareça justo, poderá
representar ao Comandante da OM em que servir o superior, pedida a devida permissão, que não lhe poderá
ser negada.
Parágrafo único ­ Se o ato tiver sido praticado pelo próprio Comandante, ou se a decisão deste não for
considerada satisfatória, o subordinado poderá, da mesma forma, representar contra este ou recorrer de sua
decisão à autoridade imediatamente superior.
Art. 4-1-28 As ponderações, representações e manifestações coletivas sobre atos dos superiores são
proibidas.
Art. 4-1-29 O subordinado, em suas relações verbais ou escritas com o superior, usará sempre de
expressões respeitosas.
Art. 4-1-30 O superior, conquanto deva dirigir­se ao subordinado em termos corteses, dará sempre suas
ordens em linguagem e tom imperativos.
Art. 4-1-31 Na correspondência, quer do subordinado para o superior, quer deste para aquele, são
proibidas expressões que envolvam, direta ou indiretamente, ofensa, insulto ou injúria a alguém.

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Art. 4-1-32 Todas as representações, partes ou requerimentos que militares da Marinha dirigirem a
autoridades superiores devem ser encaminhados por intermédio do seu respectivo Comandante, o qual os
transmitirá a quem de direito, dando sua própria informação a respeito, antes de decorrido prazo de oito dias
desde o seu recebimento.
Art. 4-1-33 Se a representação, parte ou requerimento estiver escrito de modo contrário ao que é
preceituado nos artigos anteriores, o Comandante o reterá em seu poder, fazendo ciente ao respectivo autor
para que o substitua, modificando sua linguagem. Se o autor, dentro de prazo nunca maior de oito dias, não
atender ao Comandante, este fará pelos canais competentes a remessa à autoridade a quem for dirigido o
documento, desde que o mesmo não contenha insulto, ofensa ou injúria, anexando sua informação e
justificando a demora.
Art. 4-1-34 Se a representação, parte ou requerimento, ao ser apresentado, contiver insulto, ofensa
ou injúria, o Comandante não o encaminhará e punirá seu autor; aquele documento somente servirá para o
processo que deverá ser instaurado posteriormente.
Art. 4-1-35 Só o Comandante, ou subordinado por ele autorizado, poderá fazer comunicação verbal ou
escrita para fora de sua unidade, sobre assuntos operativos ou administrativos de sua OM.
Art. 4-1-36 Nenhum militar poderá, a não ser que devidamente autorizado, discutir ou divulgar por
qualquer meio assunto de caráter oficial, exceto os de caráter técnico não sigiloso e que não se refiram à
Defesa ou à Segurança Nacional.
§ 1º – É vedado ao militar manifestar-se publicamente a respeito de assuntos políticos ou tomar parte
fardado em manifestações de caráter político partidário.
§ 2º – Em visitas a portos nacionais ou estrangeiros caberá exclusivamente ao Comandante Mais Antigo
Presente Embarcado (COMAPEM) o estabelecimento dos contatos externos para fins do disposto neste artigo.
Art. 4-1-37 Todas as pessoas, pertencentes ou não à Marinha, que se acharem, ainda que ocasionalmente, a
bordo de uma unidade, independente de seu posto, graduação ou categoria, ficarão sujeitas às normas em
vigor nessa unidade.
Art. 4-1-38 Todas as pessoas estranhas à Marinha que se acharem a bordo por qualquer motivo, por
ocasião de combate ou fainas de emergência, serão obrigadas a ocupar o posto ou local que lhes designar o
Comandante do navio, salvo se forem de antigüidade superior à do Comandante, caso em que só
voluntariamente poderão cooperar.
Art. 4-1-39 É vedado aos militares o uso de barba, cavanhaque, costeletas e do corte de cabelo que não
sejam os definidos pelas normas em vigor.
§ 1º – O uso de bigode é permitido aos Oficiais, Suboficiais e Sargentos.
§ 2º – O militar que necessitar encobrir lesão fisionômica poderá usar barba, bigode, cavanhaque ou cabelo
fora das normas em vigor, desde que esteja autorizado pelo seu respectivo Comandante.
§ 3º – O militar que tiver sua fisionomia modificada deverá ser novamente identificado.

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CAPÍTULO 2
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DEVERES E RESPONSABILIDADES DOS OFICIAIS

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Art. 4-2-1 Além do disposto no Capítulo 1, são deveres específicos de todo Oficial da Marinha:
a) Conhecer, observar e fazer observar por seus subordinados as disposições desta Ordenança e da
legislação em vigor;
b) Cumprir, com empenho, lealdade, presteza e dedicação as ordens que lhe forem dadas;
c) Empregar todos os esforços para o bom desempenho das tarefas e funções que lhe forem atribuídas,
mantendo­se atualizado quanto aos conhecimentos operativos, técnicos e administrativos para isso
necessários.
d) Exigir que seus subordinados executem, com presteza e correção, todas as tarefas que lhes forem
determinadas;
e) Ocupar, nas mostras, inspeções, exercícios e fainas, os postos designados e certificar­se de que seus
subordinados ocupem os que lhes competirem;
f) Dar conhecimento ao Imediato e ao Oficial de Serviço da execução de alguma ordem do Comandante
de interesse do serviço de sua OM, e ao Oficial de Serviço quando a ordem emanar do Imediato.
g) Apresentar-se ao Oficial de Serviço e ao Imediato, sempre que entrar ou sair de bordo e ao
Comandante, diariamente, ao entrar a bordo pela primeira vez e ao se retirar pela última vez;
h) Zelar pela boa conservação material;
i) Obter autorização do Imediato e dar ciência ao Oficial de Serviço quando tiver de reunir pessoal
para qualquer faina;
j) Supervisionar as fainas em que estiver engajado pessoal a ele diretamente subordinado;
l) Apoiar, naquilo que for cabível e apropriado, o pessoal a ele subordinado, com relação a seus
problemas particulares;
m) Esforçar-se no sentido de manter seus subordinados nas condições ideais de adestramento, moral
e higidez;
n) Acompanhar os assuntos militares da atualidade, em particular aqueles concernentes às Marinhas
estrangeiras, bem como os aspectos gerais de política internacional, nacional e marítima;
o) Exercitar os atributos de iniciativa, lealdade, sinceridade e discrição;
p) Habituar-se a analisar os problemas realisticamente e com isenção de ânimo;
q) Esforçar-se para manter e aprimorar sua higidez; e
r) Colocar os interesses da Marinha acima dos pessoais.
Art. 4-2-2 Os Oficiais, além do que estabelece o artigo anterior, são responsáveis pelas conseqüências de
má orientação ou da falta de fiscalização da execução das tarefas e dos serviços a seu cargo e pelos prejuízos
que, por omissão ou incúria, provocarem para a carreira do pessoal sob suas ordens.
Art. 4-2-3 É responsabilidade dos Oficiais, quando no exercício de Comando, impor penas disciplinares.
Páragrafo único - Nas OM comandadas por Almirantes, a delegação de competência para imposição de
penas disciplinares deverá ser explicitada no Regimento Interno ou Organização Administrativa.

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CAPÍTULO 3
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DEVERES DAS PRAÇAS ESPECIAIS QUANDO EMBARCADAS

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Art. 4-3-1 As Praças Especiais ficarão sujeitas às normas das OM e terão, sempre que possível, seus alojamentos e
ranchos à parte.
Art. 4-3-2 As Praças Especiais serão distribuídas pelas Divisões, a fim de complementarem os conhecimentos
adquiridos em seus Órgãos de Formação.
Art. 4-3-3 As Praças Especiais ficarão obrigadas aos estudos, aulas e exercícios determinados pelo Comandante,
em cumprimento aos programas expedidos pela autoridade competente.
Parágrafo único ­ Em benefício do aproveitamento nos trabalhos e estudos, as Praças Especiais poderão ser, a juízo
do Comandante, dispensadas de algumas das tarefas e serviços mencionados no presente Capítulo.
Art. 4-3-4 As Praças Especiais, no que se refere às tarefas de bordo, devem:
a)tomar parte nas fainas e exercícios da OM, e Ter máxima atenção àquelas a que assistirem;
b)auxiliar os encarregados dos setores nos quais estiverem distribuídas;
c)auxiliar o pessoal de serviço; e
d)fazer os serviços de rancho que lhes forem atribuídos.
Art. 4-3-5 Às Praças Especiais matriculadas em Órgãos de Formação de Oficias caberá, além do disposto no artigo
anterior, dirigir, sob supervisão e responsabilidade de Oficiais, fainas e exercícios compatíveis como adestramento já
recebido.
Parágrafo único ­ Os alunos do Colégio Naval deverão participar daquelas atividades, sob supervisão e
responsabilidade dos Oficiais de bordo.
Art. 4-3-6 As Praças Especiais matriculadas em Escolas de Formação de Oficias e no Colégio Naval têm a obrigação de
se impor às Praças mais modernas, evitar intimidade e exigir tratamento militar apropriado à sua posição hierárquica.
CAPÍTULO 4
DEVERES DAS PRAÇAS
Art. 4-4-1 Atribuição principal - A atribuição principal das Praças é a execução das tarefas necessárias à manutenção
e operação dos equipamentos e à conservação de compartimentos de suas OM.
Art. 4-4-2 - Deveres gerais - Além do disposto no Capítulo 1 deste Título, são deveres específicos de todas as Praças
da Marinha:
a) cumprir as instruções que tiverem para o serviço, executando­as e fazendo com que sejam bem executadas por
seus subordinados;
b) desempenhar em serviço, no porto ou em viagem, as tarefas que lhes forem determinadas;
c) tomar parte nas mostras, fainas e exercícios, ocupando para isto o posto que lhes for designado; e
d) participar dos exercícios de cultura física e desportos.
Art. 4-4-3 - Deveres de acordo com as graduações - Os deveres das Praças, conforme suas graduações, serão, de
modo geral, os seguintes:
a) os Suboficiais serão auxiliares diretos dos Oficiais em todos os atos de serviços e na execução das fainas que
aqueles dirigirem;
b) os Sargentos serão auxiliares diretos dos Suboficiais, ou dos Oficiais, conforme a OM em que servirem, em todos
os atos de serviço e na execução das fainas que aqueles auxiliarem ou dirigirem; e
c) os Cabos e Marinheiros executarão qualquer serviço que contribua para o cumprimento de tarefa atribuída à OM
a que pertencerem, com responsabilidade pela parte que lhes couber.
Art. 4-4-4 Distribuição por incumbências - As Praças serão distribuídas por incumbências, de acordo com as
habilitações correspondentes às suas graduações e às especialidades, observado o grau de competência que exijam do
executor, para que este seja responsável pela execução da tarefa de que for incumbido.
Art. 4-4-5 Os deveres das Praças relativos às suas incumbências serão fixados nos Regimentos Internos ou nas
Organizações Administrativas e de Combate.
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TÍTULO VI
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DEVERES DOS OFICIAIS EM OUTROS CARGOS E ENCARGOS COLATERAIS

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CAPÍTULO 1 - OFICIAL DE ESTADO-MAIOR
SEÇÃO I - CHEFE DO ESTADO-MAIOR
Art. 6-1-1 O Chefe do Estado-Maior de Força coordena e controla as tarefas do Estado­Maior e, por seu
intermédio ou com seu conhecimento, são normalmente transmitidas as ordens do Comandante da Força,
cuja execução é de sua competência verificar.
Art. 6-1-2 O Chefe do Estado-Maior terá o Curso de Altos Estudos Militares exigido para a função.
Art. 6-1-3 São atribuições do Chefe do Estado­Maior:
a) exercer fiscalização direta sobre as tarefas dos Oficiais do Estado­Maior, cujas funções coordenará e
controlará, de forma a que possa assessorar o Comandante da Força a tomar suas decisões;
b) analisar e apresentar ao Comandante da Força, devidamente apreciadas, as soluções dadas pelos
Comandantes aos problemas operativos, técnicos e administrativos, bem como os documentos elaborados
pelos Oficiais do Estado­Maior;
c) promover a concepção dos exercícios e manobras necessários ao adestramento da Força;
d) preparar ou fazer preparar, bem como distribuir planos, ordens, instruções e demais documentos,
assinando aqueles para os quais haja recebido delegação;
e) manter o Comandante da Força informado de todas as ocorrências que possam prejudicar ou tenham
prejudicado a execução das ordens expedidas;
f) fazer organizar e manter atualizados mapas demonstrativos sobre recursos financeiros, situação do
pessoal e do material da Força;
g) supervisionar o serviço dos Oficiais do Estado­Maior; e
h) determinar a distribuição, pelas unidades da Força, dos Oficiais que nela embarcarem sem designação
específica.
Art. 6-1-4 O Chefe do Estado-Maior poderá ser designado pelo Comandante de Força para proceder a
inspeções e mostras nas unidades que a compõem, desde que seja mais antigo que os respectivos
Comandantes.
Art. 6-1-5 Na ausência acidental do Comandante da Força, o Chefe do Estado­Maior o representa nos casos
urgentes.
Art. 6-1-6 O Chefe do Estado-Maior, em combate, conservar­se­á junto ao Comandante da Força,
competindo­ lhe providenciar o registro exato de todas as ordens, movimentos, disposições e ocorrências
importantes, designando para isso o pessoal necessário.
Art. 6-1-7 O Chefe do Estado-Maior terá em seu poder o diário histórico da Força, no qual escreverá ou
fará escrever, sob sua inspeção e responsabilidade, o histórico dos movimentos e operações da Força e de
outras ocorrências importantes que interessem a esta. Esse diário receberá o visto do Comandante da Força
e ficará sujeito às alterações que este entender introduzir.
Art. 6-1-8 Quando o Comandante da Força reunir os Comandantes das unidades subordinadas, seu
Estado­ Maior e outros Oficiais não especificados para tratar de assuntos sigilosos, o registro do que ocorrer
na reunião será feito pelo Chefe do Estado­Maior.
Parágrafo único - Conforme o grau de sigilo dos assuntos tratados, o registro do que ocorrer na reunião
poderá ser feito pelo Assistente ou outro Oficial para tal designado.
Art. 6-1-9 Em seu impedimento, o Chefe do Estado-Maior será substituído pelo Oficial mais antigo
pertencente ao Estado­Maior.
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SEÇÃO II ­ DEMAIS OFICIAIS DO ESTADO­MAIOR


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Art. 6-1-10 Oficial do Estado­Maior terá o Curso de Altos Estudos exigido para a função.
Art. 6-1-11 São atribuições do Oficial de Estado­Maior:
a) apresentar ao Chefe do Estado­Maior o exame e avaliação de todas as situações, dentro da área que lhe
competir;
b) elaborar documentos decorrentes da decisão do Comandante e submetê­los ao Chefe do Estado­
Maior;
c) manter o Chefe do Estado­Maior informado de tudo que disser respeito aos assuntos ligados ao seu
setor;
d) executar as atividades da Força naquilo que disser respeito ao seu setor;
e) contribuir para o adestramento das unidades da Força;
f) avaliar o desempenho das unidades da Força, informando ao Chefe do Estado­Maior as irregularidades
observadas;
g) reunir, com autorização do Comandante da Força, os Oficiais das unidades subordinadas para
conferências, instruções e doutrinamento nos assuntos pertinentes ao seu setor, competindo­lhe
presidir a reunião e informar, por escrito, ao Comandante da Força, sobre o que tiver sido tratado; e
h) acompanhar o Comandante da Força em suas inspeções.
Art. 6-1-12 Os oficiais do Estado-Maior poderão ser apoiados por quaisquer outros Oficiais, subordinados
à Força, para o desempenho de suas funções específicas.
Art. 6-1-13 Os Oficiais do Estado­Maior deverão estar familiarizados com as doutrinas, publicações,
procedimentos e sinais táticos correspondentes ao emprego operativo da Força.
Art. 6-1-14 Os Oficiais do Estado­Maior durante o serviço de quarto, em viagem, deverão:
a) Estar sempre a par das formaturas e dispositivos determinados para as unidades da Força, e das
programações de exercícios e fainas;
b) Registrar os eventos importantes observados;
c) Tomar conhecimento da recepção e transmissão dos sinais táticos e registrar os que forem enviados
ou recebidos pelo Comandante da Força; e
d) Manobrar com a Força, segundo as determinações do Comandante, e fiscalizar o cumprimento das
ordens dadas.
Art. 6-1-15 São qualidades desejáveis do Oficial de Estado­Maior:
a) Dominar intelectualmente sua área de atividade e sobre ela exercer domínio profissional;
b) Ter conhecimento das novidades técnicas que progresso introduz na prática, tanto nas armas
em si, como no seu emprego;
c) Ter conhecimentos estratégicos e táticos;
d) Ter conhecimentos de história militar e naval; e
e) Ter a habilidade para o trabalho em grupo, a consciência de que a assessoria se destina à decisão
do Chefe e de que uma vez esta assumida, deve empenhar-se totalmente no seu cumprimento.

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CAPÍTULO 2 - OFICIAL DE GABINETE


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SEÇÃO I - CHEFE DE GABINETE

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Art. 6-2-1 O Chefe de Gabinete coordena e controla as tarefas dos Gabinetes de Almirante­de­Esquadra.
Art. 6-2-2 O Chefe de Gabinete terá o Curso de Altos Estudos Militares exigido para a função.
Art. 6-2-3 São atribuições do Chefe de Gabinete:
a) Assessorar o Almirante nas suas funções, auxiliando a transmissão de ordens, na execução de
providências e nos entendimentos com as autoridades;
b) Preparar e processar a correspondência funcional e pessoal do Almirante;
c) Assistir o Almirante na sua representação funcional e social;
d) Organizar a documentação histórica da OM;
e) Programar e dirigir o cerimonial e as solenidades oficiais; e
f) Preparar ou fazer preparar, bem como distribuir Ordens do Dia, Ordens de Serviço, portarias e demais
documentos.
Art. 6-2-4 Em seu impedimento, o Chefe de Gabinete será substituído pelo Oficial mais antigo pertencente
ao Gabinete.
SEÇÃO II ­ ASSISTENTE E AJUDANTE­DE­ORDENS

Art. 6-2-5 O Assistente deverá ser do posto de Capitão-de-Corveta, preferencialmente do mesmo Corpo
ou Quadro a que pertencer o Almirante ou Comandante de Força no Gabinete do qual for servir, e possuir os
cursos inerentes à sua antigüidade.
Art. 6-2-6 São atribuições do Assistente:
a) Ter a seu cargo a Secretaria do Comando/Gabinete;
b) Coordenar e uniformizar os métodos, as normas e as práticas relativas ao preparo, à expedição, ao
recebimento, à distribuição e ao arquivamento da correspondência, de acordo com as instruções em
vigor;
c) Responder, perante o Chefe do Estado­Maior/Gabinete, pela escrituração dos Livros da OM;
d) Acompanhar o Almirante ou Comandante de Força em suas inspeções;
e) Fazer o detalhe de serviço das Praças do Estado­Maior/Gabinete;
f) Representar o Almirante ou Comandante de Força em solenidades e outros atos, quando ordenado; e
g) Auxiliar os Oficiais do Estado­Maior/Gabinete.
Art. 6-2-7 O Ajudante-de-Ordens deverá ser do posto de Capitão-Tenente, preferencialmente do mesmo
Corpo ou Quadro a que pertencer o Almirante no Gabinete do qual for servir, e possuir os cursos inerentes à
sua antigüidade.
Art. 6-2-8 São atribuições do Ajudantes­de­Ordens:
a) Acompanhar o Almirante ou Comandante de Força nas inspeções, visitas ou representações Oficiais, e
fazer as visitas de cortesia que lhe forem ordenadas;
b) Assistir à recepção e à despedida de todos os Comandantes de Forças, navios e outras pessoas em
visita ao Almirante ou Comandante de Força;
c) Administrar o rancho do Almirante ou Comandante de Força;
d) Organizar a agenda do Almirante ou Comandante de Força;
e) Representar o Almirante ou Comandante de Força em solenidades e outros atos, quando ordenado; e
f) Auxiliar os Oficiais do Estado­Maior/Gabinete.

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QUADRO RESUMO DAS ATRIBUIÇÕES
CHEFE DE GABINETE, ASSISTENTE E AJUDANTE DE ORDENS.
CHEFE DE GABINETE ASSISTENTE AJUDANTE DE ORDENS
1. Assessorar o Almirante nas 1. Acompanhar o Almirante ou 1. Acompanhar o Almirante ou
suas funções, auxiliando a Comandante de Força em suas Comandante de Força nas inspeções,
transmissão de ordens, na inspeções; visitas ou
execução de providências e nos representações Oficiais, e fazer as
entendimentos com as visitas de cortesia que lhe forem
autoridades; ordenadas;
2. Assistir o Almirante na sua 2. Representar o Almirante ou 2. Representar o Almirante ou
representação funcional e Comandante de Força em Comandante de Força em
social; solenidades e outros atos, solenidades e outros atos,
quando ordenado; quando ordenado;
3. Preparar ou fazer preparar, 3. Auxiliar os Oficiais do 3. Auxiliar os Oficiais do
bem como distribuir Ordens do Estado-Maior/Gabinete. Estado-Maior/Gabinete.
Dia, Ordens de Serviço,
portarias e demais documentos
4. Preparar e processar a 4. Ter a seu cargo a Secretaria do 4. Organizar a agenda do Almirante
correspondência funcional e Comando/Gabinete; ou Comandante de Força;
pessoal do Almirante;
5. Programar e dirigir o 5. Coordenar e uniformizar os 5. Assistir à recepção e à despedida
cerimonial e as solenidades métodos, as normas e as práticas de todos os Comandantes de Forças,
oficiais; e relativas ao preparo, à expedição, navios e outras pessoas em visita ao
ao recebimento, à distribuição e ao Almirante ou Comandante de Força;
arquivamento da correspondência, e
de acordo com as instruções em
vigor;
6. Organizar a documentação 6. Responder, perante o Chefe do 6. Administrar o rancho do
histórica da OM; Estado-Maior/Gabinete, pela Almirante ou Comandante de Força;
escrituração dos Livros da OM; e

7. Fazer o detalhe de serviço das


Praças do Estado-
Maior/Gabinete;

SEÇÃO III
DEMAIS OFICIAIS DE GABINETE
Art. 6-2-9 O Oficial de Gabinete terá o Curso de Altos Estudos Militares exigido para a função.
Art. 6-2-10 São atribuições dos Oficiais de Gabinete:
a) elaborar as sínteses necessárias às decisões do Almirante sobre assuntos por ele determinados ou aqueles
propostos por órgãos competentes;
b) elaborar os documentos pertinentes à sua área de atribuição e que consubstanciam as decisões tomadas
pelo Almirante;
c) propor, quando for o caso, a atualização, alteração, substituição ou a revogação dos documentos
normativos pertinentes, referentes às suas atribuição; e
d) assistir o Chefe de Gabinete e assessorá­lo nos assuntos de sua competência.

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CAPÍTULO 3 ­ IMEDIATO
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SEÇÃO I ­ DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 6-3-1 O Imediato é o Oficial cuja autoridade se segue, em qualquer caso, à do Comandante. Na ausência
deste, o representa e, nos seus impedimentos, o substitui interinamente no exercício do Comando.
Art. 6-3-2 Em caso de impedimento temporário, o Imediato será substituído interinamente pelo Oficial da
OM que se lhe seguir em antigüidade.
Parágrafo único – Nos navios será substituído pelo Oficial do Corpo da Armada, da respectiva Oficialidade,
que se lhe seguir em antigüidade.
Art. 6-3-3 O Imediato é quem recebe, oralmente, as ordens e instruções do Comandante sobre as
diferentes tarefas, e as cumpre ou transmite para serem cumpridas.
Art. 6-3-4 Ao Imediato cabe, especificamente, a direção administrativa da OM, cumprindo­lhe coordenar
e controlar todas as atividades, tendo especial atenção à manutenção e prontificação, bem como à disciplina
e higidez da tripulação, e ao trabalho dos operários empregados em reparo.
Art. 6-3-5 Ao Imediato compete:
a) zelar pela correta execução das ordens do Comandante;
b) ocupar o posto que lhe couber nas fainas gerais ou em qualquer outra tarefa onde sua presença seja
necessária ou determinada pelo Comandante.
c) distribuir o pessoal pelos postos, fainas e serviços de acordo com as Organizações Administrativa e de
Combate ou Regimento Interno, submetendo as tabelas respectivas à aprovação do Comandante;
d) supervisionar o adestramento da tripulação;
e) pernoitar a bordo, de acordo com as normas estabelecidas pelo Comandante;
f) exigir as informações sobre o andamento dos serviços e fainas;
g) apresentar ao Comandante, diariamente, os subordinados que estejam relacionados para sua
audiência;
h) acompanhar o Comandante nas inspeções e mostras;
i) proceder às inspeções de rotina e a outras que lhe parecerem necessárias; nestas inspeções se julgar
conveniente, far­se­á acompanhar pelos encarregados de setores e pelo médico;
j) distribuir, por delegação do Comandante, os camarotes e alojamento para Oficiais e Praças;
l) fazer organizar e assinar os documentos administrativos internos da OM;
m) coordenar e controlar a elaboração dos pedidos de material, mantimentos e numerário, de acordo com
a legislação em vigor;
n) controlar a administração do pagamento do pessoal;
o) estar pronto a informar ao Comandante sobre a situação dos mantimentos, aguada, sobressalentes e
combustíveis;
p) presidir o rancho dos Oficiais;
q) tomar parte no Conselho Econômico;
r) zelar pela boa apresentação marinheira da OM;
s) esforçar­se para que seja observada economia de recursos nos diversos setores da OM;
t) participar ao Comandante qualquer irregularidade que observar, ou que seja trazida ao seu
conhecimento;
u) fiscalizar o licenciamento, de forma a que o mesmo se faça dentro das normas prescritas pelo
Comandante;
v) comunicar, diariamente, ao Gestor o número de comuniciados e a natureza do municiamento;
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x) fiscalizar o serviço de intendência, de acordo com a legislação em vigor;


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z) zelar pelo conforto da tripulação; e

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aa) fiscalizar toda sorte de comércio permitido a bordo, impedindo que se pratiquem abusos.
Art. 6-3-6 Ao desarmar o navio, cumpre ao Imediato fiscalizar desembarque e entrega dos bens da
Fazenda Nacional às OM que os devam receber.
Art. 6-3-7 Aos Vice­Diretores, Subchefes e Ajudantes de OM são extensivas, no que couber, as disposições
do presente Capítulo.
SEÇÃO II
EM VIAGEM
Art. 6-3-8 O Imediato certificar­se­á de que foram cumpridas todas as disposições, ordens e instruções
relativas às condições de viagem e à missão a ser cumprida, e dará o “Pronto para Suspender” ao Comandante.
Art. 6-3-9 São atribuições do Imediato, além do disposto nos artigos anteriores:
a) observar os serviços de quarto, verificando se a distribuição do pessoal está de acordo com as tabelas
organizadas;
b) fazer observar as condições de fechamento do material e escurecimento do navio;
c) certificar­se da situação e condição das embarcações e se estão devidamente aparelhadas para serem
arriadas;
d) verificar a manutenção das condições de estabilidade e a peação do material volante; e
e) manter­se ao corrente da navegação do navio.

SEÇÃO III
EM TEMPO DE GUERRA E EM COMBATE
Art. 6-3-10 O Imediato deverá certificar­se pessoalmente, ou por intermédio dos Chefes de Departamento e
Encarregados de Divisão, de que o navio se acha pronto para o combate, participando ao Comandante
qualquer falha ou deficiência que observar ou de que tomar conhecimento.
Art. 6-3-11 O Imediato, durante o combate, deverá guarnecer a estação prevista na Organização de Combate
do navio, e estar pronto a substituir o Comandante se este ficar impossibilitado de exercer o Comando.
Art. 6-3-12 O Imediato, após o combate, certificar­se­á das condições de tudo quanto tenha ocorrido com
relação ao pessoal e ao material, participando prontamente ao Comandante.

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CAPÍTULO 4 ­ DEMAIS CARGOS E ENCARGOS COLATERAIS
SEÇÃO I ­ DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 6-4-1 Os cargos para Oficiais nas OM serão distribuídos por Departamentos, Grupos, Divisões, Seções e
Encargos Colaterais, cuja existência e número dependerão do tipo e porte da OM, bem como da natureza e
vulto dos encargos.
Art. 6-4-2 Quando houver deficiência de Oficiais, o Comandante deverá designar um mesmo Oficial para
exercer, cumulativamente, dois ou mais cargos.

SEÇÃO II ­ CHEFE DE DEPARTAMENTO


Art. 6-4-3 O Chefe de Departamento será um Oficial, preferencialmente com o correspondente Curso de
Aperfeiçoamento exigido para o exercício do cargo.
Art. 6-4-4 O Chefe de Departamento exerce o respectivo cargo sob a coordenação do Imediato, do qual recebe
as ordens e ao qual dirige todas as participações relativas ao pessoal e à conservação e utilização do material
de seu Departamento.
Parágrafo único – Qualquer Chefe de Departamento pode entender­se diretamente com o Comandante sobre
assuntos operativos e técnicos de seu Departamento, dando conhecimento ao Imediato.
Art. 6-4-5 São atribuições do Chefe de Departamento:
a) coordenar e controlar o preparo e o adestramento do pessoal subordinado;
b) supervisionar a execução das tarefas afetas ao seu Departamento;
c) supervisionar a elaboração dos pedidos de suprimentos e reparos referentes ao material do seu
Departamento, bem como seu atendimento pelos órgãos supridores e reparadores;
d) promover permanentemente a atualização do arquivo operativo e técnico do seu Departamento;
e) responder pelo estado do material de seu Departamento;
f) distribuir, com aprovação do Imediato, o pessoal do seu Departamento pelos diversos setores
específicos;
g) assessorar diretamente o Comandante quando solicitado;
h) responder pela correta escrituração dos livros, modelos e demais documentos pertinentes ao seu
Departamento;
i) cumprir e fazer cumprir as instruções técnicas em vigor, baixando, com aprovação do Comandante,
instruções complementares.
Art. 6-4-6 Além das atribuições relacionadas no artigo anterior, cabe, especificamente, ao Chefe de
Departamento de Armamento ou Convés a supervisão das fainas marinheiras.
Art. 6-4-7 Além das atribuições relacionadas na presente Seção cabe, especificamente, ao Chefe do
Departamento ou Encarregado de Navegação:
a) assessorar o Comandante na elaboração da derrota e ponderar sobre qualquer ponto de interesse à
mesma e que julgar não tenha sido por ele devidamente apreciado;
b) auxiliar o Comandante no que diz respeito à segurança da navegação, todas as vezes que o mesmo
assumir a manobra; e
c) comunicar aos órgãos competentes, por intermédio do Comandante, todos os erros ou omissões que
houver verificado em cartas e publicações, ou falhas nos sinais de auxílio à navegação.

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Art. 6-4-8 Além das atribuições relacionadas na presente Seção, cabe, especificamente, ao Chefe do
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Departamento ou Encarregado de Saúde:

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a) zelar pela manutenção da higidez e do estado sanitário da tripulação;
b) propor medidas profiláticas convenientes para prevenir ou conter surto de moléstias contagiosas ou
epidêmicas na OM;
c) providenciar a análise da água potável e o exame dos alimentos destinados à tripulação, verificando sua
qualidade e estado de conservação; e
d) examinar as Praças que devam ser sujeitas à prisão celular, para informar ao Comandante se as
condições de saúde lhes permitem suportar o cumprimento da pena.
Art. 6-4-9 Além das atribuições relacionadas na presente Seção, cabe, especificamente, ao Chefe do Departamento
de Intendência a responsabilidade, a guarda e a administração dos bens públicos da OM, pelos quais responderá de
acordo com a legislação em vigor.
Parágrafo único – Nas OM onde não houver Oficial do Corpo de Intendentes da Marinha, o Gestor será indicado pelo
Comandante, dentre os Oficiais da unidade.
Art. 6-4-10 Aos Comandantes de Companhia de fuzileiros navais são extensivas, no que couber, as disposições da
presente Seção.
SEÇÃO III
ENCARREGADO DE DIVISÃO
Art. 6-4-11 O Encarregado de Divisão será um Oficial, preferencialmente com o correspondente Curso de
Aperfeiçoamento exigido para o exercício do cargo.
Art. 6-4-12 O Encarregado de Divisão exerce o respectivo cargo sob a subordinação direta do Chefe de Departamento.
Parágrafo único – Qualquer Encarregado de Divisão pode entender­se diretamente com o Comandante ou o Imediato,
em casos excepcionais, dando conhecimento ao Chefe de Departamento logo que possível.
Art. 6-4-13 São atribuições do Encarregado de Divisão:
a) ser o responsável direto pela disciplina de seus subordinados;
b) ter perfeito conhecimento de todas as áreas do navio de responsabilidade de sua Divisão, bem assim de tudo que
a ela pertencer, mesmo que more em área de outra Divisão;
c) zelar pela manutenção de todo material de sua Divisão, pelo qual é o responsável direto;
d) fazer os pedidos de material e de reparos que julgar necessários para a sua Divisão;
e) inspecionar assiduamente a Divisão, participando ao Chefe de Departamento as ocorrências anormais;
f) acompanhar o Comandante nas mostras e inspeções passadas em sua Divisão;
g) educar, orientar e adestrar o pessoal da Divisão, para seu melhor aproveitamento no bem geral do serviço e no
interesse de suas carreiras;
h) estar sempre pronto a emitir seu conceito e demais informações sobre cada um dos homens de sua Divisão;
i) comandar a Divisão em formaturas gerais, de mostra ou de parada;
j) fazer o detalhe de serviço diário que competir ao pessoal de sua Divisão submetendo­o à aprovação do Chefe do
Departamento;
l) detalhar diariamente as fainas rotineiras e, bem assim, as demais tarefas que lhe forem determinadas;
m) cumprir as ordens sobre licenciamento normal e encaminhar, devidamente informados, ao Chefe do
Departamento, os pedidos de licenças especiais do pessoal de sua Divisão;
n) fiscalizar o regresso dos licenciados de sua Divisão, dando parte dos excessos de licença e das ausências;
o) dar conhecimento à Divisão de todas as ordens, avisos e resoluções que forem de interesse para o serviço ou para
o pessoal;
p) informar, ao setor pertinente de bordo, as alterações cadastrais relativas à remuneração do pessoal de sua
Divisão;

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q) zelar pela boa apresentação e correção dos uniformes do pessoal de sua Divisão, fiscalizando e fazendo cumprir
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as normas em vigor relativas e fardamento;

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r) cumprir todas as disposições da legislação em vigor sobre o processo de carreira das Praças de sua Divisão;
s) fazer os lançamentos nas Cadernetas das Praças de sua Divisão de acordo com a legislação em vigor;
t) cumprir as normas para encaminhamento de Praças que desejem ou tenham que se dirigir às autoridades
estranhas ao Comandante, ao Imediato ou ao Chefe do Departamento;
u) manter em dia a Tabela Mestra da Divisão e as Tabelas Mestras Individuais do seu pessoal;
v) manter acompanhamento da situação dos homens enfermos de sua Divisão, onde quer que se encontrem, seja a
bordo ou em hospital; e
x) manter os homens de sua Divisão informados acerca das atividades futuras de sua OM.
Art. 6-4-14 Nos navios onde não houver Chefe de Departamento, os Encarregados de Divisão terão, adicionalmente
e no que couber, as atribuições que competiriam aos Chefes de Departamentos respectivos.
Art. 6-4-15 Aos Comandantes de Pelotão de fuzileiros navais são extensivas, no que couber, as disposições da
presente Seção.
SEÇÃO IV
ENCARGO COLATERAL
Art. 6-4-16 É aquele exercido por Oficial cumulativamente com qualquer cargo para o qual haja sido designado e assim
especificado no documento normativo de organização da OM.
Art. 6-4-17 Nos navios, o Secretário, no que diz respeito ao exercício deste Encargo Colateral, será diretamente
subordinado ao Comandante.

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TÍTULO VII - SERVIÇOS DE OFICIAIS


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FIXADO PELO COMANDANTE
EM VIAGEM 3 a 6 DIV.

Nº DE DIVISÕES OUTRAS SITUAÇÕES


(atracado, fundiado, etc... 3 a 6 DIV. FIXADO PELO COMIMSUP
SERVIÇO
SERVIÇO DE QUARTO EM VIAGEM 2 a 6 Horas FIXADO PELO COMIMSUP
P/
(Navio) DURAÇÃO DOS QUARTOS OUTRAS SITUAÇÕES
OF/SO/SG (atracado, fundiado, 4 a 6 Horas FIXADO PELO COMIMSUP
na MB etc...).
Nº DE DIVISÕES
SERVIÇO DE ESTADO 4 a 8 DIVISÕES FIXADO PELO COMIMSUP
(OM de Terra) DURAÇÃO DO
SERVIÇO MAIS DE 6 ATÉ 24 HORAS FIXADO PELO COMIMSUP
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES RELACIONADAS À ORGANIZAÇAO DOS SERVIÇOS
1. Concorrem às Escalas de Serviço os Oficiais Intermediários e Subalternos da Unidade
2. O Comandante e Imediato, mesmo sendo Oficiais Intermediários ou Subalternos, normalmente não
concorrem às Escalas de Serviço
3. Concorrem à Escala de Serviço de Oficial de Quarto os Oficiais Intermediários e Subalternos, do
Corpo da Armada, da unidade
Em situações especiais, Oficiais de outros Corpos e Quadros poderão, a critério do Comandante e desde que
devida e formalmente qualificados, concorrer à Escala de Serviço de Oficial de Quarto.
4. Quando ocasionalmente o número de Oficiais ficar reduzido a dois, o Imediato, sendo Oficial
Intermediário ou Subalterno, entrará na Escala de Serviço de Oficial de Quarto até ser suprida a deficiência.
5. Se o navio, incluindo o Imediato, só contar com dois Oficiais, poderão concorrer à Escala de Serviço de Oficial de Quarto, em
travessias maiores de doze horas, os Guardas­Marinha e, na falta destes, o
Mestre do navio, desde que devida e formalmente qualificados.
6. Em cada comissão, o serviço será iniciado pela Primeira Divisão; dentro da mesma comissão, o serviço reiniciar­se­á com
Divisão que se seguir à que houver estado de serviço por ocasião da interrupção da
viagem.
7. O regime e o serviço de viagem serão cumpridos a partir da hora que for estabelecida ou a partir do início do quarto em qu
estiver compreendida a hora marcada para o navio suspender, ou, em caso de suspender
imprevisto, logo depois dessa faina; cessará na hora que for determinada ou no fim do quarto em que o navio fundear, amarra
ou atracar.
8. Quando o navio fundear, amarrar ou atracar, por menos de 24 horas, o regime e o serviço de viagem
poderão, a critério do Comandante, não ser interrompidos.
9. Navios no porto e Om de terra ­ A critério do Comandante, os Capitães­Tenentes com mais de seis
anos de posto poderão ser dispensados da Escala de Serviço; nesse caso, passarão a concorrer à Escala de Oficial Superior d
Pernoite, quando houver.
10. Cabe a cada Divisão serviço o período de vinte e quatro horas, iniciado às doze horas de cada dia. Nas
rotinas de domingo, o serviço da Divisão será iniciado às oito horas.
11. Nos pequenos navios ou OM cujo número de Oficiais, excluídos o Comandante e o Imediato, for
inferior a quatro, o serviço será regulado por instruções especiais do COMIMSUP.
12. Quando o número de Oficiais ficar ocasionalmente reduzido a dois, o Imediato, sendo Oficial
Intermediário ou Subalterno, entrará na Escala de Serviço até ser removida a anormalidade.
13. Na situação em que o número de Oficiais por Divisão de serviço for igual ou inferior a dois far­se­á
o serviço de estado.
14. A passagem do serviço será feita na presença do Comandante, após o que os Oficiais apresentar­ se­ão ao Imediato.

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TÍTULO VII - SERVIÇOS DE OFICIAIS

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CAPÍTULO 1 ­ DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 7-1-1 Serviço de Oficiais é toda atribuição dada pelo Comandante da Organização Militar (OM) a
determinado Oficial, para ser executada por período limitado de tempo.
Art. 7-1-2 Serviço por Quartos é o serviço executado por períodos de duração igual ou inferior a seis
horas.
§ 1o Cada período de serviço denominar­se­á quarto.
§ 2o A duração dos quartos será fixada pelo COMIMSUP, não podendo ser inferior a duas horas para navios
em viagem e a quatro horas nas demais circunstâncias.
Art. 7-1-3 Serviço de Estado é o serviço executado por período de duração superior a seis horas, não
podendo ultrapassar vinte e quatro horas.
Art. 7-1-4 Para efeito do contido neste Título, a expressão “Oficial de Serviço” aplica­se ao Oficial a quem
cabe velar, durante determinado período de tempo, pela segurança, pela manutenção da disciplina e pelo
cumprimento da rotina da OM.
Art. 7-1-5 Oficial de Serviço a bordo de navio, em regime de viagem, na estação de controle da manobra,
denomina­se Oficial de Quarto.
Art. 7-1-6 Oficial de Serviço, no exercício de suas atribuições, é o representante do Comandante e, como
tal, tem plena autoridade sobre tudo que se relacionar com o serviço.
§ 1o – Por intermédio do Oficial de Serviço são transmitidas as ordens do Comandante e do Imediato e
todas as ocorrências referentes ao serviço devem ser levadas ao seu conhecimento.
§ 2o – O Oficial de Serviço dará conhecimento ao Comandante e ao Imediato das ocorrências mais
importantes e das providências que tomar a respeito.
§ 3o – O Oficial de Serviço mandará participar ao Comandante a necessidade de sua presença no local de
serviço quando lhe parecer haver risco para a segurança da OM. Da mesma forma procederá com o Imediato,
nos casos referentes às atribuições deste.
§ 4o – Nos casos imprevistos, que exijam providências imediatas, o Oficial de Serviço as tomará, ficando
responsável por seu acerto ou pela incorreção das mesmas, e dará, logo que possível, conhecimento do
ocorrido ao Comandante ou Imediato; se em qualquer desses casos intervir o Imediato, o Oficial de Serviço
cumprirá as ordens deste, a quem caberá a responsabilidade do que determinar.
Art. 7-1-7 O Oficial de Serviço é o responsável pelo exato cumprimento da rotina de bordo, pela execução
de todas as disposições prescritas na Organização Administrativa ou Regimento Interno, pelo asseio e aspecto
marinheiro da OM e de suas embarcações, e pela correção dos uniformes do pessoal, especialmente dos
licenciados.
Art. 7-1-8 O Oficial de Serviço é responsável por todas as irregularidades que se derem, durante seu
serviço, em relação às obrigações que lhe são impostas nesta Ordenança; é igualmente responsável pelas
irregularidades que constatar provindas de serviço anterior se, logo que delas se inteirar, não tomar as
medidas corretivas necessárias, ou deixar de as participar ao Comandante ou Imediato.
Art. 7-1-9 O Oficial de Serviço, na presença do Comandante ou do Imediato, não ordenará qualquer faina
ou formatura sem lhe pedir licença; da mesma forma procederá na presença de Almirante ou Comandante de
Força, se o seu Comandante não estiver presente.
Art. 7-1-10 Ao Oficial de Serviço é expressamente proibido sentar­se, bem como ocupar­se em leituras,
conversas ou outros assuntos não ligados ao serviço.
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Art. 7-1-11 O Oficial, ao assumir o serviço, não o fará sem primeiro inteirar-se:

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a) das condições operativas e de segurança da OM;
b) das ordens do Comandante e do Imediato;
c) dos reparos ou fainas em que se achar empregada a guarnição, em andamento ou a executar;
d) das embarcações e viaturas que se acharem fora, a serviço;
e) da situação do pessoal que cumpre pena disciplinar; e
f) de tudo quanto possa interessar ao serviço.

Art. 7-1-12 O Oficial que passar o serviço deverá informar, ao que suceder, tudo que se menciona no
artigo precedente, ficando responsável pelas conseqüências resultantes de qualquer erro ou omissão. A
passagem do serviço será feita na presença do Comandante, após o que os Oficiais apresentar­se­ão ao
Imediato.
Art. 7-1-13 Em nenhuma hipótese, o Oficial deixará o serviço sem ter sido regularmente rendido por
quem o deva substituir.
Art. 7-1-14 O Oficial de Serviço, logo após havê-lo assumido, fará verificar se todo o pessoal de serviço
acha­se convenientemente rendido em seus postos.
Art. 7-1-15 O Oficial de Serviço, durante os exercícios ou fainas gerais, será rendido pelo Oficial
designado na Organização Administrativa ou Regimento Interno da OM para que possa assumir o posto que
lhe cabe.
Art. 7-1-16 O Oficial de Serviço, durante a noite, mandará avisar, com a necessária antecedência, seu
sucessor e todo o pessoal que tiver que entrar de serviço.
Art. 7-1-17 O Oficial de Serviço deve permanecer no posto determinado pela organização da OM.
Parágrafo único – O Oficial de Serviço, salvo caso de força maior, necessitando afastar­se
temporariamente do seu posto, deverá ser substituído por outro Oficial capacitado para assumir aquela
responsabilidade, com o conhecimento do Comandante ou Imediato.
Art. 7-1-18 O Oficial de Serviço determinará que todo o pessoal escalado para serviço esteja
constantemente atento e se conserve nos postos que lhe tiverem sido designados.
Parágrafo único – Em ocasião de mau tempo, poderá autorizar que esse pessoal permaneça em local
abrigado, de onde possa, no entanto, atender com presteza ao que lhe for ordenado.
Art. 7-1-19 O Oficial de Serviço tem autoridade para permitir que Oficiais e Praças de serviço se ausentem
temporariamente de seus postos, por motivo justificado.
Parágrafo único – Poderá delegar essa autoridade ao Oficial Ajudante.
Art. 7-1-20 O Oficial de Serviço tem o dever de registrar em livro apropriado, obedecendo às respectivas
instruções, as condições e ocorrências do seu serviço, assinando­o logo após a passagem do serviço.
Art. 7-1-21 O Oficial de Serviço, em caso de acidentes de que resultem lesões ou morte, fará lavrar
imediatamente o respectivo Termo, obedecidas as formalidades legais.
Art. 7-1-22 O Oficial de Serviço provará a amostra de rancho da guarnição antes de mandar distribuí­lo.
Art. 7-1-23 O Oficial de Serviço evitará, durante o tempo das refeições e repouso subseqüente, empregar a
guarnição em qualquer serviço que não seja exigido por circunstância importante e urgente.
Art. 7-1-24 O Oficial de Serviço deverá certificar-se, pelos meios disponíveis, da condição de fechamento
do material e do estado de estanqueidade do navio.

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Art. 7-1-25 O Oficial de Serviço velará que não seja distribuído ou utilizado qualquer armamento portátil,
sem sua prévia autorização.
Art. 7-1-26 O Oficial de Serviço velará para que não se abra qualquer paiol de munição sem sua ordem ou
ciência, e terá cuidado de fazer executar todas as medidas de segurança prescritas nas normas em vigor.
Art. 7-1-27 O Oficial de Serviço, com referência ao embarque e desembarque de material, cumprirá
rigorosamente as normas e instruções em vigor no que lhe disser respeito, providenciando os necessários
registros e recibos.
Art. 7-1-28 O Oficial de Serviço tem autoridade para inspecionar tudo quanto embarcar ou desembarcar
da OM pertencente ao pessoal embarcado, destacado ou de passagem.
Art. 7-1-29 O Oficial de Serviço exigirá que sejam observados os sinais feitos por quaisquer navios à vista,
e que sejam prontamente reconhecidos e interpretados os que forem dirigidos a seu navio ou Força, dando
ciência de todos estes ao Comandante, salvo os de rotina.
Art. 7-1-30 O Oficial de Serviço estará atento às fainas e aos movimentos dos navios à vista e dará
conhecimento ao Comandante de tudo o que possa interessar.
Art. 7-1-31 O Oficial de Serviço não permitirá que qualquer embarcação largue da OM sem sua licença
e, caso pertença à sua OM, sem que a inspecione ou faça inspecionar.
Art. 7-1-32 O Oficial de Serviço exigirá que o advirtam da aproximação de qualquer embarcação, a tempo
de resolver sobre sua atracação.
Parágrafo único – Quando a embarcação trouxer pessoas às quais caibam honras, providenciará para que
se cumpra o disposto no Cerimonial da Marinha.
Art. 7-1-33 O Oficial de Serviço não permitirá que permaneçam atracadas senão as embarcações que
conduzam Oficiais­Generais ou Comandantes de Força, desde que não haja inconveniente para o serviço.
Art. 7-1-34 O Oficial de Serviço não permitirá que as Praças das guarnições de embarcações estranhas
as deixem ou que as de bordo embarquem nas mesmas, senão por motivo de serviço.
Art. 7-1-35 O Oficial de Serviço fará vigiar as embarcações que, com bandeiras­insígnias, passarem nas
proximidades do navio, a fim de se prestarem as honras devidas, de acordo com o Cerimonial da Marinha.
Art. 7-1-36 O Oficial de Serviço não permitirá que haja luzes extraordinárias além das autorizadas e disso
se certificará mandando passar as necessárias revistas.
Art. 7-1-37 O Oficial de Serviço prestará e fará prestar por seus auxiliares a maior atenção a tudo o que
ocorrer no porto e, em caso de emergência ou acidente, providenciará para a imediata prestação de auxílios
ou socorros, dando pronta participação do ocorrido ao Comandante.
Art. 7-1-38 O Oficial de Serviço terá o maior cuidado com o fundeio ou a amarração do navio para mantê­
lo em perfeita segurança, tomando as necessárias providências quando essa estiver ameaçada.
Art. 7-1-39 O Oficial de Serviço, quando o tempo ou condições do fundeadouro o exigirem, tomará as
providências cabíveis no sentido de verificar se o navio não garra.

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CAPÍTULO 2 ­ ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS


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SEÇÃO I ­ SERVIÇO EM NAVIO EM VIAGEM
Art. 7-2-1 Concorrem às Escalas de Serviço em navio em viagem os Oficiais Intermediários e Subalternos da
unidade.
Parágrafo único – O Comandante e Imediato, mesmo sendo Oficiais Intermediários ou Subalternos, normalmente
não concorrem às Escalas de Serviço..
Art. 7-2-2 Concorrem à Escala de Serviço de Oficial de Quarto os Oficiais Intermediários e Subalternos, do Corpo
da Armada, da unidade.
§ 1o – Em situações especiais, Oficiais de outros Corpos e Quadros poderão, a critério do Comandante e desde que
devida e formalmente qualificados, concorrer à Escala de Serviço de Oficial de Quarto.
§ 2o – Quando ocasionalmente o número de Oficiais ficar reduzido a dois, o Imediato, sendo Oficial
Intermediário ou Subalterno, entrará na Escala de Serviço de Oficial de Quarto até ser suprida a deficiência.
§ 3o – Se o navio, incluindo o Imediato, só contar com dois Oficiais, poderão concorrer à Escala de Serviço
de Oficial de Quarto, em travessias maiores de doze horas, os Guardas­Marinha e, na falta destes, o Mestre
do navio, desde que devida e formalmente qualificados.
Art. 7-2-3 Em viagem os Oficiais serão escalados por Divisões de Serviço que se sucederão
continuadamente em Serviço de Quartos.
Art. 7-2-4 O número de Divisões de Serviço em viagem será fixado pelo Comandante e não deverá ser menor
do que três nem maior do que seis.
Art. 7-2-5 Em cada comissão, o serviço será iniciado pela Primeira Divisão; dentro da mesma comissão, o
serviço reiniciar­se­á com a Divisão que se seguir à que houver estado de serviço por ocasião da interrupção
da viagem.
Art. 7-2-6 O regime e o serviço de viagem serão cumpridos a partir da hora que for estabelecida ou a partir
do início do quarto em que estiver compreendida a hora marcada para o navio suspender, ou, em caso de
suspender imprevisto, logo depois dessa faina; cessará na hora que for determinada ou no fim do quarto em
que o navio fundear, amarrar ou atracar.
Art. 7-2-7 Quando o navio fundear, amarrar ou atracar, por menos de 24 horas, o regime e o serviço de
viagem poderão, a critério do Comandante, não ser interrompidos.

SEÇÃO II
SERVIÇO EM NAVIO NO PORTO E EM OM DE TERRA
Art. 7-2-8 Concorrem às Escalas de Serviço nos navios, em regime normal no porto, e nas OM de terra, os
Oficiais Intermediários e Subalternos da unidade.
§ 1o – O Comandante e o Imediato, mesmo sendo Oficiais Intermediários ou Subalternos, normalmente, não
concorrem às Escalas de Serviço.
§ 2o – A critério do Comandante, os Capitães-Tenentes com mais de seis anos de posto poderão ser
dispensados da Escala de Serviço; nesse caso, passarão a concorrer à Escala de Oficial Superior de Pernoite,
quando houver.
Art. 7-2-9 Os Oficiais que concorrem à Escala de Serviço serão distribuídos por Divisões de Serviço,
que se sucederão continuamente no serviço, cabendo a cada Divisão serviço por período de vinte e quatro
horas, iniciado às doze horas de cada dia.
§ 1o – Nas rotinas de domingo, o serviço da Divisão será iniciado às oito horas.
§ 2o – O Oficial mais antigo de cada Divisão de Serviço será o Chefe da Divisão de Serviço.
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Art. 7-2-10 O número de Divisões de Serviço será fixado por ato do COMIMSUP, levando em conta o tipo e a
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situação do navio ou OM, e, em circunstâncias normais, não deverá ser inferior a quatro nem superior a oito.

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§ 1o – Nos pequenos navios ou OM cujo número de Oficiais, excluídos o Comandante e o Imediato, for
inferior a quatro, o serviço será regulado por instruções especiais do COMIMSUP.
§ 2o – Quando o número de Oficiais ficar ocasionalmente reduzido a dois, o Imediato, sendo Oficial Intermediário
ou Subalterno, entrará na Escala de Serviço até ser removida a anormalidade.
Art. 7-2-11 Na situação em que o número de Oficiais por Divisão de serviço for igual ou inferior a dois far­ se­á
o serviço de estado.
Parágrafo único – Nas Divisões de Serviço com dois Oficiais, estes se revezarão em serviços de estado entre o toque
de alvorada e o de silêncio. No período do silêncio à alvorada, responderá por este serviço o Contramestre de
Serviço.
Art. 7-2-12 Quando houver mudança de regime de viagem para normal de porto, entrará de serviço a
Divisão que houver feito o último serviço de porto no caso de se haver iniciado o serviço de viagem antes de
meia­noite, e a que se lhe seguir, no caso contrário.
Art. 7-2-13 O navio, nos portos fora de sua sede, em caso de regime especial, acompanhará o estabelecido
para a área em que estiver estacionado.
CAPÍTULO 3
OFICIAL DE QUARTO
Art. 7-3-1 Em regime de viagem, o exercício de velar, durante um determinado período – denominado quarto –
pela segurança do navio, pela manutenção da disciplina e pelo cumprimento da rotina de bordo é de
responsabilidade do “Oficial de Quarto”.
Art. 7-3-2 O Oficial de Quarto é sempre aquele que, independente de sua antigüidade, estiver de serviço na estação
de controle da manobra do navio, em viagem.
§ 1o – O Oficial de Quarto, no exercício de suas atribuições, é o representante do Comandante.
§ 2o – O Oficial de Quarto, na execução de suas atribuições, será assessorado pelos demais Oficiais em serviço.
Art. 7-3-3 O Oficial de Quarto, sempre que julgar indispensável à segurança do navio, solicitará a presença do
Comandante na estação de controle da manobra.
Art. 7-3-4 O Oficial ao entrar de quarto não assumirá o serviço sem primeiro se inteirar, além do que está
mencionado nas Disposições Gerais sobre o Serviço:
- da situação tática,
- da posição do navio,
- do rumo a seguir,
- do regime de máquinas e
- da posição relativa dos demais navios, especialmente do Capitânia e do Guia, se navegando em
formatura.
- No período entre o pôr e o nascer do sol conhecerá, igualmente, das disposições constantes do Livro de
Ordens para a noite, do Comandante.
Parágrafo único – Quando houver qualquer divergência entre as informações recebidas e as ordens
do Comandante, ou se julgar conveniente, consulta­lo­á imediatamente.
Art. 7-3-5 A passagem de serviço será feita na estação de controle da manobra, perante o Comandante;
caso o Comandante não esteja presente, o Oficial que passa o serviço apresentar­se­á ao mesmo, participando­lhe
sua rendição.
Art. 7-3-6 O Oficial de Quarto não passará o serviço antes de ter minar qualquer manobra ou evolução
que tenha sido iniciada sob sua direção.

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Art. 7-3-7 O Oficial de Quarto não pode, sem ordem do Comandante, mandar fazer sinais, exceto:
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a) sinais de reconhecimento;
b) sinais de navegação, de marcha ou manobra do navio; e
c) sinais de emergência.
Parágrafo único – No Capitânia, porém, o Oficial de Quarto mandará fazer os sinais que o Comandante da
Força ordenar, diretamente ou por intermédio de um dos Oficiais do seu Estado­ Maior, fazendo logo ao
Comandante do navio a devida participação, se necessária.
Art. 7-3-8 O Oficial de Quarto, quando o navio navegar em formatura, empregará todos os esforços para
mantê­lo na posição ordenada, dando ciência ao Comandante quando não puder fazê­lo.
Art. 7-3-9 O Oficial de Quarto promoverá a fiel execução das manobras, movimentos e fainas ordenados
pelo Comandante da Força.
Art. 7-3-10 O Oficial de Quarto terá atenção à derrota do navio, registrando ou fazendo registrar nos
livros apropriados todos de elementos que a caracterizam, de hora em hora e/ou quando houver qualquer
alteração nas condições de navegação.
Art. 7-3-11 O Oficial de Quarto velará para que o navio siga a derrota e mantenha o regime de máquinas
determinado. Em ocorrência imprevista, manobrará, conforme as circunstâncias exigirem, mandando
imediatamente participar ao Comandante que houver feito.
Art. 7-3-12 O Oficial de Quarto acompanhará o aparecimento de qualquer luz, navio, terra ou derrelito,
determinando sua marcação e distância; cumpre­lhe executar, desde logo, qualquer manobra exigida pelas
circunstâncias e que, tratando­se de navio, deve ser feita de acordo com as regras do Regulamento
Internacional para Evitar Abalroamento no Mar, dando disso ciência ao Comandante, logo que possível.
Art. 7-3-13 O Oficial de Quarto, à noite ou em condições de baixa visibilidade, terá atenção para que as
luzes de navegação estejam acesas e sejam as únicas visíveis do exterior.
Art. 7-3-14 O Oficial de Quarto terá atenção para que estejam sempre prontas uma embarcação de socorro
e bóias salva­vidas para as fainas e exercícios de homem ao mar.
Art. 7-3-15 O Oficial de Quarto fará inspecionar, pelo menos uma vez durante o quarto, o aparelho de
governo e fará cumprir, com freqüência, a rotina de comparação das agulhas giroscópica e magnética.
CAPÍTULO 4
OFICIAL DE SERVIÇO
Art. 7-4-1 Em navio em regime normal, no porto, e OM de terra, o exercício de velar, durante um
determinado período, pela segurança, pela manutenção da disciplina e pelo cumprimento da rotina da OM
é de responsabilidade do Oficial de Serviço.
§ 1o – Em função da duração do período, o serviço será por Quarto ou de Estado.
§ 2o – O Oficial de Serviço, no exercício de suas atribuições, é o representante do Comandante.
Art. 7-4-2 Quando executando Serviço de Estado, o Oficial de Serviço poderá deixar de observar as
disposições relativas a atitude e local de serviço contidas nos itens ---(Ao Oficial de Serviço é
expressamente proibido sentar-se, bem como ocupar-se em leituras, conversas ou outros assuntos
não ligados ao serviço) e 324 (Oficial de Serviço deve permanecer no posto determinado pela
organização da OM), conforme detalhado no presente Capítulo e desde que assegurada a vigilância e
cuidado que deve empregar no serviço a seu cargo.
Art. 7-4-3 Quando em Serviço de Estado, durante as refeições, Oficial de Serviço far-se-á representar,
em seu posto, pelo Contramestre de Serviço.

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Art. 7-4-4 Quando em Serviço de Estado, no período compreendido entre a volta a exercícios e fainas e o
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silêncio, o Oficial de Serviço poderá observar repouso relativo na Sala de Estado ou Praça­d’Armas,

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continuando, entretanto, responsável pelo que ocorrer.
Parágrafo único – Esta disposição será também observada nos dias de rotina de domingo, durante o período
de recreação.
Art. 7-4-5 Quando em Serviço de Estado, no período compreendido entre o silêncio e a alvorada será
permitido ao Oficial de Serviço repouso completo.
§ 1o – Antes de se recolher, deverá certificar­se de que todas as precauções relativas à segurança da OM estão
devidamente atendidas; transmitirá ao Contramestre de Serviço instruções para o serviço noturno, sendo
responsável por qualquer omissão nessas instruções.
§ 2o – Interromperá o repouso sempre que for avisado de qualquer ocorrência que exija sua presença ou
providências.
Art. 7-4-6 Ao Oficial de Serviço compete dirigir as fainas a serem executadas fora do horário de expediente.
Parágrafo único ­ Quando pelo porte e demais características do navio, parte da faina tiver que ser executada
fora das vistas do Oficial de Serviço, far-se-á ele auxiliar por outro Oficial da Divisão de Serviço.
Art. 7-4-7 O Oficial de Serviço fará com que sejam tomadas as providências necessárias à segurança do
pessoal por ocasião de banho de mar, de exercícios, fainas, e transportes de pessoal ou material em que possa
haver risco de vida.
Art. 7-4-8 O Oficial de Serviço inspecionará as cobertas de rancho pessoalmente ou por intermédio de outro
Oficial da Divisão de Serviço, antes das refeições. Inspecionará as cobertas do rancho e a cozinha antes do
silêncio.
CAPÍTULO 5
OUTROS SERVIÇOS COMETIDOS A OFICIAIS
Art. 7-5-1 O exercício de velar, durante um determinado período, pelo funcionamento de setor específico
essencial ao desempenho tático­operativo ou administrativo da OM, poderá ser colocado sob a
responsabilidade de um Oficial pelo Comandante da OM.
§ 1o – As Organizações Administrativas e Regimentos Internos discriminarão esses serviços.
§ 2o – O Oficial a quem for atribuída a responsabilidade denominar­se­á Oficial de Serviço no Centro de
Informações de Combate (CIC), no Centro de Operações de Combate (COC), na Máquina, no Centro de
Comunicações etc., conforme aplicável.
§ 3o – No exercício dessas atribuições, o Oficial prestará assessoria direta ao Comandante e/ou ao Oficial
de Serviço.
Art. 7-5-2 A Organização dos serviços será estabelecida de acordo com o contido no Capítulo 2 deste Título,
conforme aplicável.
Art. 7-5-3 Na condução dos serviços, o Oficial é o responsável pela imediata e correta execução das
ordens recebidas do Comandante ou do Oficial de Serviço, pela operação dos equipamentos que lhe são afetos
e pela boa ordem, disciplina e segurança nos compartimentos onde exerce sua autoridade.
Art. 7-5-4 O Oficial responsável informará prontamente quaisquer ocorrências anormais ao Oficial de
Serviço, tomando simultaneamente as medidas que julgar oportunas e convenientes para a segurança do
navio, do pessoal e do material a seu cargo.
Art. 7-5-5 O Oficial responsável registrará as ocorrências do serviço no livro próprio e de acordo com as
normas em vigor.

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Art. 7-5-6 Nenhum Oficial assumirá o serviço sem ter tomado conhecimento das ordens em vigor, da
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situação dos equipamentos dos seus compartimentos e do pessoal de serviço.

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Art. 7-5-7 O Oficial que passar o serviço deverá informar ao que o suceder tudo o que se menciona no artigo
precedente, ficando responsável pelas conseqüências resultantes de qualquer erro ou omissão. A passagem de
serviço será comunicada ao Oficial de Serviço.
Art. 7-5-8 Nos navios em que o número de Oficiais não seja suficiente para os serviços, estes poderão ser
feitos por pessoal subalterno, de acordo com as normas em vigor.

CAPÍTULO 6
AJUDANTES DO OFICIAL DE SERVIÇO
Art. 7-6-1 Os Ajudantes são os Oficiais encarregados de auxiliar Oficial de Serviço no exercício de suas
atribuições.
Art. 7-6-2 Os Ajudantes não se afastarão de seus postos sem licença ou ordem do Oficial de Serviço.
Art. 7-6-3 Os Ajudantes passarão as inspeções, e farão as rondas que lhes ordenar o Oficial de Serviço, e
dirigirão os serviços e as fainas programadas.
Art. 7-6-4 Aos Ajudantes do Oficial de Serviço, quando em Serviço por Quartos, é expressamente proibido
sentar-se, bem como ocupar-se em leituras, conversações ou outros assuntos não ligados ao serviço.
Art. 7-6-5 Os Ajudantes não deixarão o serviço sem que tenham sido rendidos e se apresentado ao Oficial de
Serviço, obedecendo ao disposto nesta Ordenança. O Oficial, ao assumir o serviço, não o fará sem primeiro
inteirar­se:
a) das condições operativas e de segurança da OM;
b) das ordens do Comandante e do Imediato;
c) dos reparos ou fainas em que se achar empregada a guarnição, em andamento ou a executar;
d) das embarcações e viaturas que se acharem fora, a serviço;
e) da situação do pessoal que cumpre pena disciplinar; e
f) de tudo quanto possa interessar ao serviço.
- O Oficial que passar o serviço deverá informar, ao que suceder, tudo que se menciona no artigo precedente,
ficando responsável pelas conseqüências resultantes de qualquer erro ou omissão.
- A passagem do serviço será feita na presença do Comandante, após o que os Oficiais apresentar-se-
ão ao Imediato).
Art. 7-6-6 O mais antigo dos Ajudantes do Oficial de Serviço terá a seu cargo o cumprimento da rotina.
Art. 7-6-7 A critério do Comandante, o Oficial de Serviço no CIC, COC, Máquinas etc., poderá ser auxiliado por
outros Oficiais, em função da situação tática e do regime de viagem; esses Oficiais terão atribuições
específicas, definidas na Organização Administrativa e de Combate do navio.

CAPITULO 7 - OFICIAL SUPERIOR DE PERNOITE


Art. 7-7-1 Os Oficiais Superiores das OM concorrerão ao Serviço de Oficial Superior de Pernoite (OSP),
com a responsabilidade de, fora do expediente e na ausência do Comandante e do Imediato, supervisionar o
serviço e as demais atividades da OM.
Parágrafo único – A critério do Comandante, o OSP poderá baixar à terra após o Comandante e o Imediato,
mantendo Chefe da Divisão de Serviço informado acerca do local em que poderá ser encontrado em caso de
necessidade.

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TÍTULO IX - ASSUNTOS DIVERSOS


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CAPÍTULO 1
ATRIBUTOS DOS OFICIAIS E PRAÇAS
Art. 9-1-1 Os Oficiais e Praças, ao longo da carreira, deverão empenhar­se permanentemente no aprimoramento
DOS ATRIBUTOS MORAIS E PROFISSIONAIS indispensáveis para cidadãos que devem servir à Pátria e Marinha.
Parágrafo único – Será à luz desses atributos que seu desempenho deverá ser avaliado nos diversos cargos que
exercerem em suas carreiras.
Art. 9-1-2 Caberá ao Comandante, ou a Oficiais a quem ele delegar, emitir periodicamente, de acordo com a
legislação em vigor, suas avaliações acerca dos Oficiais sob seu Comando, em face dos atributos MORAIS e
PROFISSIONAIS previstos neste Capítulo, assim como em função de sua proficiência.
Parágrafo único – As Praças serão avaliadas da mesma forma por seus respectivos Encarregados de Divisão.
Art. 9-1-3 Para que haja máxima uniformidade quanto aos procedimentos de avaliação de desempenho do
pessoal, serão elaborados documentos nos quais sejam perfeitamente delineados e definidos os principais
atributos de ordem moral e profissional.
Art. 9-1-4 PRINCIPAIS ATRIBUTOS MORAIS ­ Os principais atributos morais que devem constar dos documentos
mencionados neste Capítulo são: Lealdade, Coragem Moral, Critério, Probidade, Discrição,
Tato, Presença de Ânimo, Cooperação, Conduta Militar e Conduta Pessoal.
Art. 9-1-5 PRINCIPAIS ATRIBUTOS PROFISSIONAIS - Os principais atributos profissionais que devem
constar dos documentos mencionados neste Capítulo são: Liderança, Iniciativa, Aptidão para o
Serviço, Capacidade de Decisão, Inteligência, Capacidade Profissional, Capacidade Administrativa,
Cultura Geral, Expressão Oral e Expressão Escrita.

CAPÍTULO 2
TRADIÇÕES NAVAIS

Art. 9-2-1 Os USOS, COSTUMES E LINGUAGEM DAS TRADIÇÕES NAVAIS devem ser preservados e
cultivados por todos na Marinha.
Parágrafo único – Deve ser dada especial atenção, nos estabelecimentos de formação de Oficiais e Praças, à
divulgação da tradição naval, com ênfase às suas motivações históricas.
Art. 9-2-2 O incentivo à prática dos usos, costumes e linguagem das tradições navais deve ser preocupação
constante de todo Comandante, Diretor ou Encarregado de OM, principalmente através de sua
disseminação em documentos internos rotineiros e de sua adoção em operações navais, fainas marinheiras e
cerimônias militares.
Art. 9-2-3 Em toda OM deverão existir instruções, elaboradas à luz da tradição naval, para o emprego
correto de ordens e expressões, especialmente as relacionadas às fainas marinheiras.

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CAPÍTULO 3
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TRATAMENTO VERBAL E ESCRITO

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Art. 9-3-1 O tratamento verbal que cabe aos Oficiais que podem exercer Comando é o seguinte:

PRONOME DE
VOCATIVO PRONOMINAL
TRATAMENTO
Almirantes Exmo. Sr. Almirante Vossa Excelência
Sr. Almirante V. Exa
Oficiais Superiores Ilmo. Sr. (posto) Sr. Comandante Vossa Senhoria
Comandante V. Sa
Oficiais Intermediários e Subalternos Sr. (posto) Sr. Tenente Senhor Sr.
Tenente

Oficiais Superiores, Intermediários e Ilmo. Sr. Comandante Sr. Comandante Vossa Senhoria
Subalternos no Exercício de Efetivo Comandante V. Sa.
Comando

Parágrafo único – O tratamento de “Comandante” é privativo dos Oficiais em exercício de Comando e


dos Oficiais Superiores que podem exercê-lo.

Art. 9-3-2 O tratamento verbal que cabe aos demais Oficiais é o seguinte:

PRONOME DE
VOCATIVO PRONOMINAL
TRATAMENTO
Almirantes Exmo. Sr. Almirante Sr. Almirante Vossa Excelência
Almirante V. Exa
Oficiais Superiores Ilmo. Sr. (posto) Médico, Intendente, Engenheiro, etc., Vossa Senhoria
conforme o quadro a que Pertencer. V. Sa
Sr. (posto) Médico, Intendente, Engenheiros, etc., conforme
o Quadro a que pertencer Sr. (posto) Médico, Intendente,
Engenheiro,etc., conforme o Quadro a que pertencer
Oficiais Intermediários Sr. (posto) Médico, Intendente, Engenheiros, etc., conforme Senhor Sr.
e Subalternos o Quadro a que pertencer Sr. (posto) Médico, Intendente,
Engenheiro,etc., conforme o Quadro a que pertencer

Parágrafo único – Aos Médicos, Dentistas e Farmacêuticos do Corpo de Saúde cabe, também e
privativamente, o título e tratamento “Doutor” ou “Senhor Doutor”.
Art. 9-3-3 O tratamento verbal que cabe aos Guardas­Marinha e Aspirantes é o seguinte:

VOCATIVO PRONOMINAL PRONOME DE TRATAMENTO


Sr. Guarda-Marinha Senhor
Guarda-Marinha
Guarda-Marinha Sr.
Sr. Aspirante Senhor
Aspirante
Aspirante Sr.

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Art. 9-3-4 O tratamento verbal que cabe às Praças é o seguinte:

VOCATIVO PRONOMINAL PRONOME DE TRATAMENTO


Sr. Suboficial Senhor
Suboficiais
Suboficial Sr.
Sr. Sargento Senhor
Sargentos
Sargento Sr.
Sr. Cabo Senhor
Cabos
Cabo Sr.
Marinheiros e Soldados Senhor
Marinheiros e Soldados Sr.

Art. 9-3-5 O tratamento na correspondência escrita será equivalente ao usado no tratamento verbal.
§ 1o – Na correspondência escrita, os Oficiais do Corpo da Armada distinguem­se pelo posto; os dos demais
Corpos e Quadros pelo posto seguido da designação própria do Corpo e/ou Quadro; as do QAFO pelo posto
seguido da abreviatura CAF.
§ 2o – Na correspondência escrita, as Praças do CPA distinguem­se pela graduação, seguida da designação
própria da especialidade; as do CPCFN pela graduação, seguida da designação própria do Corpo e da
especialidade; as do QAFP pela graduação seguida da abreviatura CAF.

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