INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como tema prevalência de gestorragia da primeira metade
em gestantes assistidas na maternidade municipal do Uíge no segundo semestre de 2025.
O sangramento na primeira metade da gestação é uma queixa comum e sintoma
responsável por inúmeras consultas obstétricas de urgência. A hemorragia obstétrica de
forma geral é a principal causa de mortalidade materna no mundo, e em particular na
Província do Uíge. No entanto, é essencial o seu entendimento para garantir a qualidade
do atendimento da paciente com esse tipo de intercorrência. O sangramento vaginal na
primeira metade da gravidez tem como causas o aborto, gravidez ectópica, lesões
cervicais ou vaginais, infeção uterina e doença trofoblástica. A avaliação inicial deve
indicar se há instabilidade hemodinâmica e o grau de dor e sangramento. O aborto pode
ser evitável, inevitável completo, incompleto ou retido, e pode ser manejado por conduta
expectante, medicamentosa ou cirúrgica.
Segundo Couto e Hase (2021) enfatizam que Quando a gestante apresenta
sangramento intenso com instabilidade hemodinâmica, deve-se pensar em gravidez
ectópica rota com grande hemorragia ou aborto incompleto com “choque cervical”
(oriundo da presença de fragmentos placentários no canal cervical desencadeando reflexo
parassimpático com bradicardia e hipotensão) ou hemorragia maciça devido ao quadro de
abortamento. É consenso que a história clínica e o exame físico constituem partes
importantes da avaliação da paciente com sangramento genital. Quando uma mulher em
idade reprodutiva, com vida sexual ativa, apresenta atraso menstrual, sangramento
vaginal, acompanhado de cólicas, devemos de imediato considerar uma urgência
obstétrica.
A deteção precoce e o manejo adequado de hemorragias na primeira metade da
gravidez são cruciais para preservar a saúde materna e fetal, prevenindo complicações
graves como abortos espontâneos, gravidez ectópica ou mola hidatiforme, além de reduzir
os impactos emocionais para a mulher.
O propósito desta investigação, será analisar a prevalência de casos de gestorragia
da primeira metade em gestantes assistidas na maternidade municipal do Uíge no segundo
semestre de 2025.
Nossa pesquisa estará estruturada da seguinte forma, dois capítulos: Capitulo I -
abordará todos os fundamentos teóricos que sustentarão nossa pesquisa, Capitulo II -
Apresentará o estudo de caso selecionado na maternidade Municipal do Uige e os
resultados obtidos na aplicação da análise feita a partir da amostra selecionada.
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Durante a minha permanência na maternidade municipal, chamou-me atenção a
frequência de casos de mulheres que corriam aquela unidade de saúde, preocupadas com
o corrimento de sangue constante enquanto grávidas. Para isso, pretendi fazer uma análise
sobre a prevalência de casos de gestorragia registadas naquela instituição, para saber das
causas, frequências e como têm tratado as mulheres que ocorrem a unidade levantando a
seguinte pergunta de investigação: Qual é a prevalência de gestorragia da primeira metade
em gestantes assistidas na maternidade municipal do Uíge no segundo semestre de 2025?
JUSTIFICATIVA
Sabendo da importância e a alegria de ter um filho nos braços e dar continuidade
da família, leva com que muitas mulheres, sofram com a perda de um filho. A hemorragia
na primeira metade da gravidez é um tema de extrema relevância científica, devido à sua
alta prevalência e ao impacto significativo que pode ter na saúde materna e fetal. Estima-
se que aproximadamente 20% das gestantes apresentem algum tipo de sangramento nesse
período, tornando-o uma das complicações obstétricas mais comuns. Este tema é crucial
por diversas razões: Diagnóstico Diferencial Complexo, Impacto Psicológico e Social.
Importância do Diagnóstico Precoce, Implicações na Pesquisa Científica, Relevância para
a Saúde Pública entre outras razões.
Portanto, a hemorragia na primeira metade da gravidez não é apenas uma
emergência clínica, mas também uma oportunidade para o avanço do conhecimento
científico e para a melhoria da assistência obstétrica. Sua abordagem exige esforços
integrados entre pesquisa, educação e prática clínica para reduzir os impactos adversos
sobre a saúde da mulher e do feto.
OBJETIVOS
Segundo Ndombele E.D (2018, p89) diz que “toda a pesquisa deve ter um objetivo
determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar”. Ele determina
o que o pesquisador quer atingir com a realização do trabalho de pesquisa. Neste sentido,
pretendemos com isso trabalhar, elaborando um objetivo geral e quatro específicos. Dos
quais passamos a descrever:
Geral
Analisar a prevalência de gestorragia nos primeiros meses da gestação em mulheres
assistidas na maternidade municipal do Uíge no segundo semestre de 2025.
Específicos
Diferenciar entre sangramentos normais (nidação, escape) e patológico (ameaça de
aborto, aborto em curso, gravidez ectópica e infecções);
Avaliar o estado físico e mental das gestantes e se há instabilidade hemodinâmica (queda
de pressão), o que exige intervenção urgente;
Apresentar o período de gestorragia das gestantes;
Descrever o número de consultas feitas;
Diferenciar o nível de conhecimento sobre os cuidados na gestação
HIPÓTESES
H1: É possível que o nível de prevalência da gestorragia nas mulheres venham a ser
superior nas ameaças de abortos;
H2: As gravidezes ectópicas podem ser apontadas como um factor predisponente a
gestorragia;
H3: As actividades diárias da gestante podem predispor a um quadro de gestorragia.
METODOLOGIAS
Metodologia é o estudo dos caminhos para se chegar a um determinado ponto,
com o objectivo de analisar as características dos vários métodos indispensáveis tais
como: capacidades, limitações e criticar os pressupostos quanto a sua utilização (Alves,
2022). Para a elaboração deste trabalho, utilizámos os métodos e técnicas que seguem.