I.
Introdução
A produção de tomate é uma atividade agrícola de grande relevância no distrito de Boane e em
toda a província de Maputo, contribuindo para a geração de renda e segurança alimentar local.
No entanto, o desempenho produtivo e a qualidade dos frutos ainda podem ser
significativamente aprimorados por meio de práticas de maneio melhoradas e balanceadas de
nutrição das plantas.
1.1 Problema
Observa-se que muitos produtores de tomate, tanto em Boane quanto na província de Maputo,
limitam-se a utilizar fertilizantes à base de NPK (nitrogénio, fósforo e potássio) e ureia, sem
incorporar nutrientes essenciais como cálcio, boro e enxofre, que são fundamentais para a saúde
do tomateiro e a sustentabilidade da produção.
Essa prática resulta em:
Redução da produtividade e qualidade dos frutos;
Maior vulnerabilidade das plantas a desequilíbrios nutricionais e fisiológicos;
Limitação da capacidade do tomateiro atingir seu potencial máximo de rendimento.
1.2 Justificativa
A limitação no conhecimento técnico-científico dos produtores impede a adoção de uma
adubação equilibrada, comprometendo o rendimento das culturas e a rentabilidade agrícola.
Diante desse cenário, a capacitação de 30 produtores do distrito de Boane surge como uma
medida estratégica para:
Fortalecer o domínio técnico dos agricultores em relação às técnicas melhoradas de adubação do
tomateiro;
Garantir a aplicação correta dos nutrientes nas diferentes fases de desenvolvimento da planta;
Maximizar a produtividade e a qualidade dos frutos, contribuindo para uma agricultura mais
modernizada
.
1.3 Objetivos
1.3.1 Objetivo Geral
Capacitar 30 produtores do distrito de Boane sobre adubação balanceada do tomateiro
1.3.2 Objetivos Específicos
Selecionar 10 produtores de cada uma das 3 cooperativas do distrito de Boane para participarem
da capacitação;
Implementar um campo de demonstração dos resultados das técnicas aplicadas;
Identificar as diferentes fases de aplicação de cada nutriente e realizar a aplicação correta;
Monitorar, avaliar e comparar os resultados obtidos durante o período de desenvolvimento do
tomateiro.
2 Revisão bibliográfica
O tomateiro (Solanum lycopersicum L.) pertence à família Solanaceae, a mesma da batata e da
berinjela.
De acordo com Liu et al. (2022), trata-se de uma espécie herbácea amplamente estudada devido
à sua importância econômica e ao seu uso como modelo em pesquisas genéticas e fisiológicas.
Origem e distribuição
De acordo com Bai e Lindhout (2007), o tomate é originário da região andina da América do Sul,
especialmente Peru e Equador, onde ainda se encontram espécies silvestres aparentadas. No
entanto, o processo de domesticação ocorreu posteriormente no México, de onde o cultivo se
espalhou para a Europa e, depois, para todo o mundo. Segundo Klee (2020), evidências genéticas
indicam que a domesticação envolveu múltiplas etapas de seleção natural e humana até resultar
nas variedades modernas.
Atualmente, o tomate é cultivado em todos os continentes, em sistemas de campo aberto e
protegidos, os principais produtores mundiais são China, Índia, Turquia, Estados Unidos e Brasil.
Importância e valor nutricional.
O tomate possui grande importância econômica e alimentar.:
De acordo com Ali et al. (2020), o fruto é fonte significativa de licopeno, vitamina C, potássio e
compostos antioxidantes, que contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares e
degenerativas. Além disso, é amplamente utilizado na alimentação humana, tanto na forma in
natura quanto processada (molhos, sucos e conservas).
Características morfológicas e botânicas
O tomateiro é uma planta herbácea de caule ereto ou semiereto, com folhas compostas e
alternadas. Segundo Liu et al. (2022), as flores são hermafroditas, de coloração amarela, e os
frutos são bagas carnosas de diferentes formas e cores, dependendo da variedade. As cultivares
podem apresentar hábito de crescimento determinado ou indeterminado, o que influencia o
maneio e o uso comercial do cultivo.
Condições edafoclimáticas
Conforme Filgueira (2013), o tomateiro se desenvolve melhor em temperaturas entre 18 °C e 25
°C, sendo sensível a temperaturas muito baixas ou elevadas. Temperaturas acima de 32 °C podem
prejudicar a polinização e o pegamento dos frutos.
Solo
Quanto ao solo, destaca que o tomate prefere solos bem drenados, de textura média e pH entre
5,5 e 7,0 , ricos em matéria orgânica. A irrigação deve ser cuidadosamente manejada, pois o
excesso de humidade favorece doenças fúngicas. Alvarenga (2013).
Densidade de plantio e produtividade
Segundo Campos et al. (2021), a densidade de plantio varia conforme o sistema de produção e o
hábito de crescimento da cultivar. Em cultivos de campo aberto, geralmente utilizam-se
espaçamentos de 1,0 a 1,2 m entre linhas e 0,3 a 0,5 m entre plantas, enquanto em estufas ou
hidroponia a densidade é mais alta.
Produtividade
A produtividade média do tomateiro em Moçambique pode variar de 60 a 120 t ha⁻¹, podendo
ultrapassar 200 t ha⁻¹ em sistemas protegidos de alta tecnologia (Alvarenga, 2013).
Sistemas de produção
De acordo com D’Amico et al. (2023), o tomate pode ser cultivado em dois sistemas, a saber,
sistemas tradicionais e sistemas protegidos.
Sistema tradicional
Características:
É o sistema mais comum entre os pequenos e médios produtores moçambicanos.
As plantas são cultivadas diretamente no campo, sem proteção física contra fatores climáticos.
Depende das chuvas ou de rega manual, moto-bombas.
Vantagens
Baixo custo inicia
Fácil maneio e manutenção.
Desvantagens
Alta exposição a pragas e doenças
Perdas por excesso de chuva ou calor.
Sistema protegido
Características:
Uso de estruturas cobertas que controlam temperatura, humidade e entrada de pragas.
Ideal para produção fora da época ou em regiões muito chuvosas.
Vantagens:
Maior produtividade (até 80–100 t/ha).
Possibilidade de produção o ano todo.
Desvantagens:
Alto custo de investimento inicial.
Exige formação técnica e monitoria constante.
Métodos de propagação
Segundo Filgueira (2013), a propagação do tomateiro é feita principalmente por sementes, e de
seguida proscede-se com o transplante.
3 Localização geográfica de Boane
O distrito de Boane está situado na província de Maputo, em Moçambique, tendo como sede a
vila de Boane. Faz fronteira:
Ao norte com o distrito de Moamba;
A oeste e sudoeste com o distrito de Namaacha;
Ao sul e sudeste com o distrito de Matutuíne;
A leste com o município da Matola.
O distrito possui uma superfície de 14,3 km², localizando-se a aproximadamente 22 km da capital
provincial, Maputo, e 30 km da capital do país, também Maputo.
3.1 Condições climáticas de Boane
O clima da região é sub-húmido, com deficiência de chuvas durante a estação fria, caracterizado
pela alternância entre períodos secos, induzidos pela alta pressão subcontinental, e incursões de
ventos húmidos do oceano. Eventualmente, vagas de frio podem provocar tempestades intensas
e chuvas torrenciais de curta duração.
A temperatura média anual é de 23,7°C, sendo que os meses mais frios são junho e julho,
enquanto os mais quentes são janeiro e fevereiro. A amplitude térmica anual é de 8,8°C.
Humidade
A humidade relativa média anual é de 80,5%, variando entre 86% em julho (máximo) e 73,5% em
novembro (mínimo). A pluviosidade média anual é de 752 mm, distribuída entre 563,6 mm no
período húmido e 43,6 mm no período seco. O período húmido ocorre de novembro a março,
enquanto o período seco vai de abril a outubro.
Hidrografia
O distrito de Boane é cortado pelos rios Movene e Umbelúzi. O rio Movene aflui pela margem
esquerda, encontrando-se com o Umbelúzi próximo à vila de Boane. Observa-se que, quase
todos os anos, o rio Movene seca durante o período de estiagem.
4 Módulos e Tópicos Abrangidos pelo Projeto
4.1 Competências Genéricas Identificadas
Gestão e planeamento agrícola (capacidade de tomar decisões informadas e monitorizar práticas
de fertilização)
Comunicação e trabalho em equipa (interação entre técnicos e produtores, troca de experiências
e aprendizagem colaborativa)
4.2 Módulos Vocacionais Relacionados ao Projeto
Produção hortícola e manejo da cultura do tomateiro
Tecnologia e ciência da fertilização (nutrição vegetal, equilíbrio de nutrientes, monitorização de
solos e plantas)
Boas práticas agrícolas e sustentabilidade (uso responsável de fertilizantes, melhoria de
qualidade, preservação de recursos)
5 Metodologia
Para a elaboração do projecto
Para a elaboração do projecto realizou-se a recolha das informações , que por sua vez recorreu-se aos seguintes
meios:
Pesquisa Bibliográfica: Recorreu-se a diversos livros, artigos e manuais.
Entrevista: Realizou-se uma visita na qual fez-se uma pequena entrevista aos produtores sobre os problema que
os aflige.
Observação: No âmbito da visita, usou-se também a observação para identificar possíveis problema frenquentes.
Para a realização do projecto
O projecto será executado da seguinte maneira:
1- Apresentação nas cooperativas
Realizar-se-á vistas em 3 cooperativa, cooperativa 25 de setembro, onde ocorrerá a capicitaçao.
Essas visitas são realizadas com o objetivo de apresentar o projecto ao líder local, chefe da cooperativa e aos
produtores.
Ainda nesse fase ocorrerá a escolha de 10 agricultores por cooperativa para participar na capatação.
2 Aquisição dos insumos
Nesta fase realizar-se-á aquisição dos insumos juntamente com os produtos.
3 Implementação do CDR
Nesta fase implementar-sé-a o campo de demonstração de resultados. Para cada cooperativa haverá um campo de
demonstração de resultados onde os produtores escolhidos irão desenvolver juntamente com o extensionista as
actividades.
4 Monitoramento e avaliação
Nesta fase ocorrerá o monitoramento da parcela e no fim ocorrerá avaliação e comparação dos resultados obtidos
5 Material e Método
Material e Método Função
Enxadas Para preparar-se os CDR
Plantulas Para realizar-se o transplante
Adubos Para realizar-se a adubação nas diferentes fases de
crescimento
Insecticida e fungicidas Para realizar-se o controle de insectos e fungos
Caixas Para realizar-se a colheita do tomate
Tutores e cordas Para realizar-se o tutoramento do tomateiro
Canetas e blocos de notas Para auxiliarem na tomada de nota
[Link]álise Fofa
Forças Oportunidades
Domínio técnico sobre a nutrição do solo Maior exigência no mercado por tomate de boa
Domínio de técnicas de oratória e retórica qualidade
Motivação pessoal para promover a Crescente procura por práticas melhoradas de
agricultura sustentável produção agrícola
Fraquezas Ameaças
Falta de experiência Resistência cultural à mudança por parte de
Falta de recursos financeiros alguns agricultores.
Instabilidade climática afetando os
resultados das práticas ensinadas.
Fraca comercialização de alguns adubos
essências para capacitação
Cronograma
tividades Data Emvolvidos
Apresentação do SDAE e 1 semana de Março Director do SDAE
apresentação do projecto ao Técnicos do SDAE
director do SDAE Extensionista
Apresentação nas 1 Semana de Março Extensionista
cooperativas Técnicos do SDAE
Lanche Produtores
Indroduçao das aulas teóricas 2 semana de Março Extensionista
Lanche Produtores
Implementação do CDR 2 semana de Março Extensionista
Produtores
Sementeira do Tomateiro 3 Semana de Março Extensionista
Produtores
Rega 3 Semana de Março Extensionista
Produtores
Monitoria 4 Semana de Março Extensionista
Rega 4 Semana de Março Extensionista
Produtores
Monitoria 1 Semana de Abril Extensionista
Produtores
Rega 1 Semana de Abril Extensionista
produtores
Monitoria 2 Semana de Abril
Rega 2 Semana de Abril
Transplante 3 Semana de Abril
Adubação de fundo 3 Samana de Abril
Rega 3 Semana de Abril
Tutoramento 4 Semana de Abril
Rega 4 Semana de Abril
Pulverização 1 Semana de Maio
Rega 1 Semana de Maio
Monitoria 2 Semana de Maio
Rega 2 Semana de Maio
Adubação com Boro e Nitrato 3 Semana de Maio
de fosfofo
Rega 3 Semana de Maio
Rega 4 Semana de Maio
Monitoramento 4 Semana de Maio
Rega 1 Semana de Junho
Monitoramento 1 Semana de Junho
Aplicação de Cálcio e sulfato 2 Semana de Junho
de potássio
Rega 2 Semana de Junho
Monitoramento 3 Semana de Junho
Rega 3 Semana de Junho
Colheita 4 Semana de
Junho
Avaliação 4 Semana de
Junho
Enceramento da capacitação e festa 1 Semana de
Julho
Execução
1• semana
Apresentação no serviço distritais das actividades econômicas
A presentaçao consiste em apresentar o projecto ao director do SDAE e firmar parcerias.
Apresentação na cooperativa
Está apresentação consiste em apresentar o projecto as 3 cooperativa onde será realizado a
capacitação, nomeadamente, Cooperativa 25 de Setembro, Cooperativa Mata fome.
E de seguida realizar-se a escolha de 10 produtores em cada cooperativa ,totalizando 30
produtores.
2•Semana
Introdução às aulas teóricas
A aula teórica irá se abordar sobre os macro e micronutrientes importantes na nutrição do
tomateiro, suas respectivas definições, e em que momento aplica-los.
Abordar-se-a também sobre oque é CDR e como irá funcionar o nosso CDR.
Implantação do campo de demonstração de resultados : Realizar o CDR em cada cooperativa
com o envolvimento exclusivo dos produtores escolhidos para capacitação.
3•Semana
Rega e sementeira
Realizar-se-a sementeira num alfobre com 4m de comprimento e 90 cm de largura, o compasso
entre as limas será de 15cm.
4, 5 e 6• Semana
Nestas fases ocorrerá a monitoria e a rega do alfobre. Considerando que o projecto será
implementado no época de inverno as regas seram realizadas num intervalo de 7 dias isso
porque nesse período a evapotranspiração é reduzida devido a temperaturas baixas.
Entrentanto em casos de sinais de estresse hídrico ocorrerá a devida correção.
7•Semana
Transplante
Na 7 semana que corresponde a mais ou menos 30 dias após a sementeira ocorrerá o transplante
do tomateiro, pós esta fase o tomateiro já reúne as condições necessárias para ser transladado
de um lugar para o outro.
Adubação de fundo
Durante o transplante realizar-se-a em simultâneo a adubação de fundo usando o NPK(12-24-12),
contendo Nitrogênio que dará bom vigor vegetativo a planta, fósforo que auxiliará no
desenvolvimento regular das raízes e potássio que auxiliará na defesa da planta contra doenças.
Rega
Realizar-se-á a rega pra suprir as necessidades hídricas da cultura
8•Semana
Tutoramento
Realizar-se-a o tutoramento quando a planta tiver inicialmente 15 cm e de seguida a cada 30cm.
Rega
Realizar-se-á a rega pra suprir as necessidades hídricas da cultura.
9•Semana
Pulverização
Realizar-se-á a pulverização preventiva usando fungicidas de contacto para servir como protector
contra a Cassimba.
Sendo época de inverno a incidência de pragas é reduzida, no entanto, as pulverizações com
insecticida só seram efetuado caso se registe infestação, ou seja, não haverá pulverizações
preventivas com insecticidas.
Rega
Nesta mesma semana também realizar-se-á a rega pra suprir as necessidades hídricas da cultura.
10•Semana
Monitoria
Realizar-se-á a monitoria para verificar se há alguma anormalidade na cultura, estresse hídrico,
pragas ou doenças.
Rega
Realizar-se-á a rega pra suprir as necessidades hídricas da cultura.
11•Semana
Adubação com boro
Realizar-se-á está adubação para maximininar e evitar que ocorra o aborto floral.
Rega
Realizar-se-á a rega para suprir as necessidades hídricas da cultura e evitar que ocorra a aborto
floral devido a flutuações na administração de água.
12•Semana
Monitoria
Realizar-se-á a monitoria para verificar se há alguma anormalidade na cultura, estresse hídrico,
pragas ou doenças e não há aborto floral nas culturas.
Rega
Realizar-se-á a rega pra suprir as necessidades hídricas da cultura e evitar que haja aborto floral.
13•Semana
Monitoria
Realizar-se-á a monitoria para verificar se há alguma anormalidade na cultura, estresse hídrico,
pragas ou doenças e verificar se há abordo floral nas culturas.
Rega
Realizar-se-á a rega pra suprir as necessidades hídricas da cultura e evitar que haja aborto floral.
14•Semana
Aplicação de cálcio e potássio
Realizar-se-á aplicação de cálcio e potássio quando iniciar a frutificação de modo a obter-se
frutos bem desenvolvidos, com elevado tempo de prateleira e livres de doenças como podridão e
rachaduras do tomateiro.
15•Semana
Monitoria
Realizar-se-á a monitoria para verificar se há alguma anormalidade na cultura, estresse hídrico,
pragas ou doenças.
Rega
Realizar-se-á a rega pra suprir as necessidades hídricas da cultura.
16•Semana
Monitoria
Realizar-se-á a monitoria para verificar se há alguma anormalidade na cultura, estresse hídrico,
pragas ou doenças.
Rega
Realizar-se-á a rega pra suprir as necessidades hídricas da cultura.
17•Semana
Colheita e avaliação
E por fim realizar-se-á a colheita e avaliação dos resultados obtidos, onde irá se avaliar o
rendimento caso foi satisfatório ou não.
20• Semana
Encerramento da capacitação e festa
É por fim realizar-se-á o enceramento da capacitação e por fim a festa de celebração alusivo ao
objectivo alcançado.
Orçamento
Item Disignação Quantidade Custo Unitário Custo Total
(MZN) (MZN)
Enxadas - 30 500 15 000,00 MT
Ureia 20 150 3000,00 MT
Camisetas 40 500 20 000 MT
Aluguer de
transporte
Mota 50 350 000 350 000,MZN
Adubo NPK 50 8000+3000 11 000,00 MZN
Cálcio 20 25+ 180 3075,00 MZN
Boro 15 750+300 1050,00 MZN.
Regadores
Caixas
Plantulas
Fungicidas
Caneta
Bloco de nota
Combustível
Enxofre Total Geral 408 125 MZN
Estimado
Resultado esperado
Com a capacitação, espera-se que os produtores sejam capazes de cultivar a cultura do tomate
de acordo com as técnicas transmitidas.
Que compreendam a importância dos macro e micronutrientes para o desenvolvimento saudável
das plantas.
Que sejam aptos a identificar anomalias causadas pela deficiência desses nutrientes e a realizar
as correções adequadas.
Que saibam reconhecer as fases corretas de aplicação dos nutrientes, bem como as quantidades
apropriadas a serem incorporadas.
Espera-se ainda maior eficiência no uso dos insumos agrícolas, evitando desperdícios e
promovendo um manejo mais sustentável do solo.
Constatação
Durante a capacitação, constatou-se um elevado interesse e participação ativa dos produtores,
demonstrando disposição para adotar práticas mais sustentáveis no cultivo do tomate. Observou-
se, entretanto, que a maioria dos participantes possuía conhecimento limitado sobre o papel dos
macro e micronutrientes no desenvolvimento das plantas, bem como sobre as quantidades e
períodos ideais de aplicação.
Verificou-se também que alguns agricultores enfrentam dificuldades quanto ao acesso a insumos
adequados , o que limita a correta nutrição das culturas. Ainda assim, a troca de experiências
entre os produtores e o extensionista favoreceu a compreensão prática dos conceitos abordados,
criando um ambiente de aprendizado colaborativo e motivador.
De modo geral, a capacitação contribuiu significativamente para o fortalecimento do
conhecimento técnico dos agricultores, despertando neles a consciência sobre a importância do
maneio equilibrado dos nutrientes e do uso racional dos insumos agrícolas.
Referências bibliográficas