INSTITUTO MEDIO POLITECNICO LIMPOPO
Modulo: CDEPDA
Curso: Gestão
Turma: CV -3
Nome: Erica Manuel Lourenço João---------------------------------------------------N
Índice
Introdução
A geometria euclidiana plana é uma das áreas mais antigas e fundamentais da matemática.
Os seus conceitos foram desenvolvidos ao longo de milénios, desde as civilizações egípcia e
babilônica até aos gregos clássicos como Tales de Mileto, Pitágoras, Euclides e, mais tarde,
matemáticos modernos. Este trabalho aborda cinco tópicos centrais e profundamente
interligados: o teorema de Pitágoras, o teorema de Tales, a semelhança de triângulos, a
homotetia e a trigonometria.
Estes temas não são isolados. O teorema de Pitágoras constitui a base para a definição
das funções trigonométricas em triângulos rectângulos. O teorema de Tales estabelece rela-
ções de proporcionalidade que são essenciais para demonstrar a semelhança de triângulos.
A homotetia é uma transformação geométrica que preserva ângulos e proporções, gerando
triângulos semelhantes. A trigonometria, por sua vez, permite quantificar relações entre
ângulos e lados, aplicando directamente o teorema de Pitágoras.
A relevância destes conceitos transcende a matemática pura, encontrando aplicações
em física, engenharia civil e mecânica, arquitetura, navegação, computação gráfica e mui-
tas outras áreas. Este trabalho tem como objectivo analisar cada um destes tópicos de
forma detalhada, apresentando definições, demonstrações seleccionadas, múltiplos exem-
plos resolvidos passo a passo e interconexões entre eles, com base em referências
bibliográficas de autores reconhecidos.
Objectivo Geral
Analisar de forma aprofundada os conceitos de trigonometria, teorema de Pitágoras, teorema
de Tales, homotetia e semelhança de triângulos, enfatizando suas inter-relações, provas,
exemplos e aplicações na matemática
Objectivos Específicos
⮚ Explicar o teorema de Pitágoras, incluindo sua prova, histórico e três exemplos
ilustrados com figuras
⮚ Descrever o teorema de Tales, com demonstrações, histórico e três exemplos práticos
com figuras.
⮚ Discutir a semelhança de triângulos, critérios de identificação e três exemplos com
⮚ figuras.
⮚ Explorar o conceito de homotetia, suas propriedades, histórico e três exemplos com
figuras.
⮚ Introduzir a trigonometria, funções trigonométricas, histórico e três exemplos com
figuras.
⮚ Integrar citações de mais de sete autores para embasar as explicações teóricas.
⮚ Incluir figuras detalhadas em cada tópico para facilitar a compreensão visual
Metodologia de Pesquisa
Esta pesquisa adota uma abordagem bibliográfica qualitativa, centrada na análise de fontes
secundárias como livros-textos, artigos acadêmicos e recursos digitais sobre geometria e
trigonometria. A seleção de materiais priorizou obras clássicas e contemporâneas, garantindo
uma perspectiva histórica e moderna. Foram consultadas bases de dados como Google
Scholar, JSTOR e bibliotecas digitais para obter textos de autores como Hahn (2017),
Grigorieva (2013) e Altshiller-Court (1952), entre outros. O critério de inclusão exigiu
relevância aos tópicos, com ênfase em demonstrações rigorosas e exemplos práticos. A
metodologia envolveu etapas como:
⮚ Identificação de conceitos chave;
⮚ Síntese de definições e provas;
⮚ Busca por exemplos ilustrativos;
⮚ Inserção de figuras criadas com TikZ para visualização;
Desenvolvimento
Teorema de Pitágoras
O teorema de Pitágoras é um dos resultados mais famosos da matemática, afirmando que,
em um triângulo retângulo com catetos a e b, e hipotenusa c, vale a relação a²+b² = c². Sua
origem remonta ao século VI a.C., atribuído a Pitágoras de Samos, embora evidência
sugiram conhecimentos prévios em outras culturas como a babilônica. Historicamente, o
teorema foi comprovado de diversas maneiras, incluindo por Euclides nos Elementos. Uma
prova clássica é por rearranjo de áreas: imagine quatro triângulos retângulos dispostos para
formar quadrados nos catetos e na hipotenusa. Grigorieva (2013) utiliza essa abordagem em
problemas avançados, mostrando como o teorema se estende a vectores e espaços
euclidianos. Em contextos modernos, Isaacs (2014) integra-o em geometria projectiva.
O teorema de Pitágoras é um dos resultados mais importantes da geometria eucludaa. Foi
atribuído ao matemático grego Pitágoras (seculo VI a.C), embora evidencias indiquem que já
era conhecido por civilizações anteriores como Babilónios, o teorema de pitagoras diz o
seguinte: Em um triangulo rectângulo (com um angulo de 90º), o quadrado da
hipotenusa (lado posto de angulo recto) é igual à soma dos quadrados dos catetos (os
dois lados que formam o angulo recto). Como podemos observar a figura a abaixo:
Fonte: Autor (2025)
2 2 2 2 2 2
AB =CB +CA ouc =a + b
Sendo BA=c é a Hipotenusa, CB=a e CA=B , são os catetos de triangulo.
Exemplos 1:
Uma escada de 5 metros de comprimento é encostada numa parede vertical, formando um
triângulo retângulo com o chão e a parede. A base da escada (distância do pé da escada à
parede) mede 3 metros. Qual é a altura que a escada atinge na parede?
Solução
Identificamos o triângulo retângulo:
Um cateto é a distância no chão: a = 3 m (base).
O outro cateto é a altura na parede: b = ? (o que queremos calcular).
A hipotenusa é o comprimento da escada: c = 5 m.
Aplicamos o teorema de Pitágoras:
a² + b² = c²
Substituímos os valores conhecidos:
3²+ b²= 5² ⇔ 9 + b²= 25 ⇔b²=25-9=16 ⇔b=4
consideramos o valor positivo, pois é uma medida de comprimento.
Teorema de Tales
O teorema de Tales, atribuído ao matemático grego Tales de Mileto (século VI a.C.),
estabelece que “uma linha paralela a um lado de um triângulo intercepta os outros dois
lados proporcionalmente”. Em um triângulo ABC, com uma paralela a BC cortando ABe
AC em D e E, respectivamente, tem-se AD / AB= AE / AC , figura a baixo. Historicamente,
Tales usou isso para medir a altura das pirâmides do Egipto usando sombras, demonstrando a
aplicação prática da matemática (Altshiller-Court, 1952).
A prova baseia-se em semelhança de triângulos ou propriedades de áreas. Kiselyov (1892)
apresenta-o em contextos planimétricos, como base para provas de similaridade. Lozanovski
(2016) utiliza-o em problemas olímpicos, conectando-o a construções geométricas avançadas.
Aplicações incluem cartografia, onde proporções ajudam em escalas de mapas, e engenharia,
para divisões proporcionais em estruturas.
Se varias rectas paralelas cortam duas transversais, os segmentos
formados nas transversais são proporcionais. No caso classico do
rianglo: uma recta parelela a um lado divide os outros dois
proporcionalmente.
AD AE DE
Eis a fórmula: = = .
AB AC AC
Semelhança de triângulos
A semelhança de triângulos ocorre quando dois triângulos têm ângulos correspondentes
iguais e lados proporcionais. Critérios incluem AA (dois ângulos iguais), SAS (lados e
ângulo proporcional) e SSS (lados proporcionais). Historicamente, deriva de Euclides, mas
Rusczyk (2007) explora em introduções modernas. Isaacs (2014) estende a espaços
inversivos.
Definição: Dois triângulos são semelhantes se os três ângulos são ordenadamente
congruentes e se os lados homólogos são proporcionais.
A figura abaixo mostra dois triângulos ABC e A ' B' C ' semelhantes. Lados homologo são
lados opostos a ângulos ordenadamente congruentes.
Fonte:
Os triângulos ABC e A ' B' C ' da figura são semelhantes.
^
A≡ ^
A ' temos que os lados a e a ’ são homólogos
^B≡ B
^' temos que os lados b e b ′ são homólogos
^ ≡C
C ^' temos que os lados c e c ′ são homólogos
Vértices homólogos são os vértices de ˆângulos ordenadamente congruentes.
Razão de semelhança ´e a razão de dois lados homólogos quaisquer.
A≡ ^
Temos que ∆ ABC ∼∆ A ' B ' C ′ see ^ A , ^B≡ B ^ ≡C
^' e C ^' e também,
'
a b c
= = =k, k e a razão de semelhança.
a' b' c'
Teorema fundamental de semelhança de triangulo
Teorema Fundamental: Se uma recta ´e paralela a um dos lados de um triângulo e encontra os
outros dois lados em pontos distintos, então o triangulo que ela determina ´e semelhante ao
primeiro.
Prova:
Seja DE ⃡ a reta paralela ao lado BC do triângulo ABC. Vamos provar que ∆ ADE ∼ ∆ ABC .
Para provar essa semelhança, precisa se provar que ele tem ângulos ordenadamente
congruentes e lados homólogos proporcionais.
1. Os três ângulos são ordenamento congruentes
D E
A=^
De facto, { ^ ^' (correspondente) E
^ =B ^' ,(correspondente)
^ =C
'
A (Comum) D
2. Os lados homólogos são proporcionais.
A
D E
B F C
De fato, pela hipo´tese, temos
Tracemos EF//AB. Temos:
Temos que o quadrilátero DBFE é um paralelogramo e, portanto, BF = DE (3). Substituindo
AE DE
(3) em (2), vem = (4).
AC BC
AD AE DE
Das relações (1) e (4), temos: = = e os lados homólogos são proporcionais. logo,
AB AC BC
os triângulos ADE e ABC são semelhantes.
Exemplo:
Casos de semelhança entre triângulos
o
1¯ caso: AA∼
Se dois triângulos possuem dois ˆângulos ordenadamente congruentes, então eles são
semelhantes.
A′ E
D
B C B′ C′B C
o
2¯ caso: LAL ∼
Se dois triângulos possuem dois lados correspondentes ordenadamente proporcionais
e os ângulos compreendidos entre esses lados são congruentes, então os triângulos são
semelhantes.
A
A′
C
C′
B B′
o
3¯ caso: LLL∼
Se dois triângulos têm os lados homólogos proporcionais, então eles são semelhantes.
Teorema fundamental Tales
Trigonometria
A trigonometria estuda relações entre ângulos e lados em triângulos, com funções como seno,
cosseno e tangente. Origens em astronomia grega com Hiparco. Selby (1975) liga ao cálculo.
A palavra Trigonometria é formada por três radicais gregos: tri (três), gonos (ângulos) e
metron (medir). Daí vem seu significado mais amplo: Medida dos Triângulos, assim através
do estudo da Trigonometria podemos calcular as medidas dos elementos do triângulo (lados e
ângulos).
Com o uso de triângulos semelhantes podemos calcular distâncias inacessíveis, como a altura
de uma torre, a altura de uma pirâmide, distância entre duas ilhas, o raio da terra, largura de
um rio, entre outras. A Trigonometria é um instrumento potente de cálculo, que além de seu
uso na Matemática, também é usado no estudo de fenómenos físicos, Electricidade,
Mecânica, Música, Topografia, Engenharia entre outros. Por tanto, trigonometria é um ramo
da matemática no qual se estuda as relações entre ângulos e distâncias, usando triângulos
rectângulos e a representação de fenómenos periódicos da vida real.
Ciclo trigonométrica
1. Circunferência orientada no plano cartesiano
A circunferência trigonométrica ou ciclo trigonométrico, tem centro na origem de um plano
cartesiano e raio de uma unidade. No ciclo trigonométrico, o ponto A (1, 0) é a origem de
todos os arcos, ou seja, ponto a partir do qual percorremos a circunferência até um ponto P,
para determinar o arco AP.
O eixo das abscissas e o eixo das ordenadas do plano dividem o ciclo em quatro quadrantes,
como na figura abaixo.
Fonte:
Triângulo Rectângulo
Já se fez a composição de um triangulo rectângulo quando se apresentou teorema de
Pitágoras, agora vamos falar trigonometria num triangulo rectângulo, sabe se que o triangulo
rectângulo é formado por catetos: são os lados do triangulo que formam o angulo recto e
hipotenusa que é o lado oposto ao angulo recto, isto é, lado maior de triangulo rectângulo.
As relações trigonométricas são as relações existentes entre os lados de um triangulo
rectângulo e os seus ângulos agudos.
Portano, seno é a razão entre o comprimento do cateto oposto um angulo agudo e o
cateto posto
comprimento da hipotenusa, num triangulo rectângulo. senα=
hipotenusa
Cosseno é a razão entre o comprimento do cateto adjacente um angulo agudo e o
cateto adjacente
comprimento da hipotenusa, num triangulo rectângulo. cosα=
hipotenusa
Tangente é a razão entre o comprimento do cateto oposto um angulo agudo e o comprimento
cateto posto
da adjacente, num triangulo rectângulo. tangα=
cateto adjacente
Exemplo:
conclusão
Este trabalho analisa conceitos fundamentais da geometria euclidiana plana: o teorema de
Pitágoras, o teorema de Tales, a semelhança de triângulos, a homotetia e a trigonometria.
O teorema de Pitágoras estabelece que, num triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é
igual à soma dos quadrados dos catetos, servindo de base para as funções trigonométricas.
O teorema de Tales afirma que uma reta paralela a um lado de um triângulo divide os outros
dois lados proporcionalmente, sendo essencial para compreender proporções e semelhança.
A semelhança de triângulos ocorre quando os ângulos correspondentes são iguais e os lados
proporcionais, identificada por critérios como AA, LAL e LLL. O teorema fundamental liga
diretamente a semelhança ao teorema de Tales.
A homotetia é uma transformação que preserva ângulos e proporções, gerando figuras
semelhantes a partir de um centro de homotetia.
A trigonometria estuda as relações entre ângulos e lados em triângulos, utilizando funções
como seno, cosseno e tangente, definidas em triângulos retângulos e estendidas à
circunferência trigonométrica.
Estes temas estão profundamente interligados: o teorema de Pitágoras fundamenta a
trigonometria, o teorema de Tales e a homotetia sustentam a semelhança, e todos juntos
permitem resolver problemas práticos em áreas como engenharia, arquitetura, física,
navegação e computação gráfica. Portanto, estes conceitos demonstram a utilidade da
geometria, oferecendo ferramentas poderosas para medir, calcular e modelar o mundo real.
Referência bibliográfica
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Geometry of the Triangle and the Circle. 2. ed. New York: Barnes & Noble, 1952.
GRIGORIEVA, Ellina. Methods of Solving Complex Geometry Problems. Basel:
Birkhäuser, 2013.
HAHN, Liang-Shin. Complex Numbers and Geometry. Washington: Mathematical
Association of America, 2017.
ISAACS, I. Martin. Geometry for College Students. Providence: American
Mathematical Society, 2014.
KISELYOV, Andrei Petrovich. Elementary Geometry. Moscou: Edição clássica russa,
1892 (reimpressões modernas).
LOZANOVSKI, George. Problems in Geometry (Compilação de problemas olímpicos).
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MAOR, Eli. The Pythagorean Theorem: A 4,000-Year History. Princeton: Princeton
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POSAMENTIER, Alfred S. The Pythagorean Theorem: The Story of Its Power and
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RUSCZYK, Richard. Introduction to Geometry. Alpine: Art of Problem Solving, 2007.
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