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DPOC: Definição, Diagnóstico e Tratamento

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo de ar, frequentemente causada por tabagismo e exposição a poluentes. No Brasil, a prevalência em adultos acima de 40 anos é de 17%, com fatores de risco adicionais como genética e poluição. O diagnóstico é confirmado por espirometria, e a avaliação da gravidade considera sintomas, limitação do fluxo respiratório e frequência de exacerbações.

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DPOC: Definição, Diagnóstico e Tratamento

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo de ar, frequentemente causada por tabagismo e exposição a poluentes. No Brasil, a prevalência em adultos acima de 40 anos é de 17%, com fatores de risco adicionais como genética e poluição. O diagnóstico é confirmado por espirometria, e a avaliação da gravidade considera sintomas, limitação do fluxo respiratório e frequência de exacerbações.

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DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA

CRÔNICA
(DPOC)
DEFINIÇÃO:

“Doença comum, evitável e tratável, caracterizada por sintomas


respiratórios persistentes e limitação de fluxo de ar devido à anormalidades
da vias aéreas proximais e/ou distais (alveolar) comumente ocasionadas por
exposição excessiva à gases ou partículas nocivas e influenciado pelo
hospedeiro”

GOLD 2019
EPIDEMIOLOGIA DA DPOC NO BRASIL

A prevalência de DPOC adultos > 40 anos :


Brasil - 17%
Centro-Oeste (25%)
Região Sudeste (23%)
Região Sul (12%)

Ciênc. saúde coletiva vol.25 no.11 Rio de Janeiro Nov. 2020 Epub Nov 06, 2020
FATORES DE RISCO
• Tabagismo – 80%
• Exposição via inalatória (vapores, partículas e fumaças) – 10-20% dos DPOC
é ocupacional,
• Poluição em ambiente fechado
• Genética - Deficiência de alfa 1 antitripsina- (2,8%)-AAT, também conhecida
como protease inhibitor (elastase neutrofílica, a tripsina e a protease-3)
• Poluição atmosférica, Crescimento e Desenvolvimento pulmonar, Estresse
Oxidativo, infecções,
• Desnutrição
PATOGÊNESE

• Estresse oxidativo
• Desequilíbrio entre proteinase e antiproteinase
• Células inflamatórias: macrófagos, linfócitos, eosinófilos
• Fibrose peribronquiolar e intersticial
FISIOPATOLOGIA

• Limitação de fluxo e aprisionamento de ar


• Anormalidade de troca gasosa
• Hipersecreção mucosa
• Hipertensão Pulmonar
• Exacerbações
• Características Sistêmicas
• CVF - Capacidade vital forçada – o volume total de ar que o
paciente forçadamente pode expirar em uma respiração.
• VEF1 – Volume expiratório forçado em um segundo - o volume de
ar que o paciente é capaz de expirar no primeiro segundo da
expiração forçada.
• VEF1/CVF – relação do VEF1 com a CVF expressa como uma
fração (anteriormente expressa com porcentagem).
DIAGNÓSTICO

• História Clínica, Exame físico, Radiológico


• ESPIROMETRIA
Deve ser confirmado pela espirometria. A presença de VEF1/CVF < 0.70 e VEF1 <
80% do predito após broncodilatação confirma o diagnóstico e a presença de limitação ao
fluxo aérea que não é completamente reversível

OBS: espirometria que se torna normal após broncodilatador não é DPOC!


ESPIROMETRIA

• Confirmar a presença de obstrução das vias aéreas


• Confirmar VEF1/CVF < 0,7 após broncodilatador (
exceto idoso < 0,65-0,7)
• Índice de gravidade da doença
• ASMA x DPOC
• Detectar DPOC independentemente da presença de
sintomas respiratórios.
• Monitorar a progressão da doença
• Avaliar a resposta da terapêutica
• Prever prognóstico e sobrevida em longo prazo
• Excluir DPOC e prevenir tratamento inapropriados se
a espirometria for normal
CASO CLÍNICO

A.A.M 96 anos, sexo feminino, queixa de “cansaço quando vai fazer o serviço de casa “,
Apresenta dislalia discreta.

ANAMNESE EXAME FÍSICO


EXAMES COMPLEMENTARES
Tosse crônica com secreção Hemograma, creatinina, eletrólitos –
Normotensa, RCR2T sinusal
normais
Broncoespasmo eventual
Eupnêica em repouso, MV Gasometria arterial na exacerbação em
Ansiedade e confusão mental eventual, 2018: PH 7.368 / pCO² 72.3 / pO² 43.6 /
difusamente reduzido sem
lúcida na consulta dif. em base (BE) 11.9 / HCO3 ([Link])
ruídos, saturação de O² 90% 40.8 / Saturação O² 79.3 / Co2 Total 35.9 .
Palidez quando está ansiosa
em ar ambiente. ECO + Rx tórax 2017 NORMAL
Ressecção de lesão neoplásica maligna na TC de tórax: 2019 enfisema centrolobular,
língua em 2017
Turgência de jugulares, sem
espessamento parietal bronquico
edema de MMII, hepatimetria
Tabagismo passivo, fogão a lenha ECO 2019: Aumento importante de
normal. cavidades cardÍacas direitas. Disfunção
HPP: HAS, Dislipidemia, Colelitíase, sistólica moderada do ventriculo direito.
Osteoporose“Bronquite” na infância Peso 64Kg, altura 1,58m Hipertensão arterial pulmonar moderada.
GASOMETRIA ARTERIAL

• PH 7.36
• pCO² 72.3mmHg
• pO² 43.6 mmHg
• Saturação O² 79.3%
• dif. em base (BE) 11.9
• HCO3 ([Link]) 40.8mEq/l
AVALIAÇÃO DE GRAVIDADE

• nível de sintomas
• grau de limitação ao fluxo respiratório (espirometria)
• frequência das exacerbações
• ocorrência de doenças associadas.

Lopes, Antonio Carlos. Tratado de Clínica Médica .


DISPOSITIVOS INALATÓRIOS
• Como escolher o melhor dispositivo:

-conhecer os dispositivos antes de prescrever

-capacidade cognitiva, destreza motora, fluxo inspiratório

-acessibilidade

[Link]/watch?v=iplBiPck9oE
ENFISEMA X BRONQUITE

• Alargamento anormal e • De natureza clínica e epidemiológica


permanente dos espaços aéreos • Definida como a presença de tosse produtiva
crônica por pelo menos três meses em cada
distais aos bronquíolos terminais. um de dois anos consecutivos, em um paciente
Ele é acompanhado pela em que outras causas de tosse crônica tenham
destruição da parede das vias sido afastadas. Esta definição, diferentemente
da observada no enfisema, é de natureza
aéreas, ou destruição das clínica e epidemiológica, não guardando, no
superfícies de troca gasosa – sem entanto, relação direta com a limitação ao
fluxo aéreo, podendo precedê-la ou mesmo
fibrose evidente
estar ausentes

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