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Dicas para Prova de Residência Médica UEPA

O documento aborda temas relevantes para a prova da UEPA, destacando sinais semiológicos de condições cirúrgicas como apendicite e colecistite, além de discutir a classificação de hérnias e a abordagem de coledocolitíase. Também menciona a importância de temas de clínica médica, como diabetes e osteoporose, e fornece dicas para a prova, incluindo a necessidade de estar atento a casos clínicos e questões de múltiplas especialidades. O texto enfatiza a preparação para questões clássicas e a importância de revisar conceitos fundamentais na medicina.
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Dicas para Prova de Residência Médica UEPA

O documento aborda temas relevantes para a prova da UEPA, destacando sinais semiológicos de condições cirúrgicas como apendicite e colecistite, além de discutir a classificação de hérnias e a abordagem de coledocolitíase. Também menciona a importância de temas de clínica médica, como diabetes e osteoporose, e fornece dicas para a prova, incluindo a necessidade de estar atento a casos clínicos e questões de múltiplas especialidades. O texto enfatiza a preparação para questões clássicas e a importância de revisar conceitos fundamentais na medicina.
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Dr.

Henrique Lunardelli
Quero repetir e aproveitar o espaço para mais Coordenador de Cirurgia
uma bet ousada. Raramente cai multimídia
nesta prova, então vamos apostar em um tema Prova da UEPA é uma prova clássica.
bem mais quente e característico. Os sinais Uma prova muito rápida, cheia de questões decorebas e diretas.
semiológicos do exame físico abdominal.
Este tema é muito mais provável de aparecer. Prepare-se para encarar as boas clássicas questões de prova de
Se cair imagem eu peco perdão depois. residencia médica: Glasgow, Nyhus, Forrest e por ai vai.
Apendicite aguda: Eles não se cansam das classificações das doenças mais
Blumberg = DB+ em FID comuns da cirurgia geral.
Rovsing = dor referida à palpação de FIE
Dunphy = dor à percussão ou ao tossir Ao mesmo tempo espere questões surpresas e capciosas. Eles
Lapinsky = dor com MID estendido e elevado gostam de colocar especialidades na mistura, com casos
Lenander = diferença de To axilar e retal > 1°C difíceis. Todo ano caem questões de cirurgia vascular e de
urologia. Esse ano vai cair de novo.
Ten Horn = dor à tração suave do testículo direito
Aaron = dor epigástrica à palpação da FID
Boa sorte Medcofer e respira fundo. Você consegue!
Obturador = dor à rotação interna da coxa direita
Psoas = dor à extensão + abdução do MID

Colecistite aguda:
Murphy = parada abrupta da inspiração durante Trauma, ABCDE e TCE - escala de coma de Glasgow
palpação do rebordo costal direito em HCD
Abdome agudo inflamatório - colecistite e colangite

Pancreatite aguda: Hemorragia digestiva alta


Cullen = equimose central
Cirurgia Vascular - TVP e aneurismas
Grey-Turner = equimose em flancos
Urologia - Hiperplasia prostática benigna e câncer

Apendicite aguda Classificação de Nyhus - hernia inguinal


Fisiopatologia e fases da apendicite aguda são temas Tema decoreba master mas que infelizmente cai....
clássicos. Veja o fluxograma abaixo. Lembre-se
também que o tratamento é CIRÚRGICO! Nyhus I Hérnia inguinal indireta

Nyhus II Hérnia inguinal indireta com


anel inguinal interno dilatado

Nyhus IIIA Hérnia direta

Nyhus IIIB Hérnia Indireta com defeito


de parede posterior

Nyhus IIIC Hérnia femoral

Nyhus IVA Hérnia direta


s*

Nyhus IVB Hérnia indireta


iva
cid

Nyhus IVC Hérnia femoral


Re

Nyhus IVD Hérnia mista


Coledocolitíase Choque hipovolêmico hemorrágico
O manejo e a investigação de coledocolitíase e das Tabelas e decorebas é oque essa prova mais ama.
doenças agudas das vias biliares é tema batido. O ATLS 11 atualizou a tabela de classificação de choque
Sempre imagine que um paciente com Colelitíase e/ou - Ao invés de grau I e II agora é o choque leve.
Colecistite possa ser portador de Coledocolitíase. - Ao invés de grau III agora é choque moderado.
O tratamento para Colelitíase é a colecistectomia - Ao invés de grau IV agora é choque grave.
eletiva na maioria dos casos.
O tratamento para Colecistite é a colecistectomia de De qualquer maneira os parâmetros não mudaram
urgência na maioria dos casos. nada. E ainda pode ser que na prova eles cobrem a
Mas pacientes com suspeita de coledocolitíase nomenclatura antiga. Cuidado ao interpretar a questão.
precisam ser submetidos a confirmação e/ou
remoção do cálculo no colédoco, para depois Dicas para decorar:
seguirem com o tratamento dos cálculos na vesícula. - Taquicardia = choque grau II ou III (moderado)
- Hipotensão = choque grau III ou IV (grave)
- Veja as informações abaixo para marcar o X certo!

Cálculo em exame de
Alto risco:
imagem.
CPRE!
Colangite.

Dilatação de VB. Risco moderado:


Idade > 55 anos. - ColangioRNM
Alteração enzimas. - Colangiografia intra-op

Baixo risco:
Sem nenhum critério.
Colecistectomia VLP

Aneurisma de Aorta abdominal (AAA) Hiperplasia prostática benigna


Doença grave e potencialmente fatal. Vamos fazer uma breve revisão da HPB.
Algumas fontes e sociedades recomendam o rastreio
do AAA em populações de risco, com USG doppler. Fisiopatologia:
Caso o paciente apresente aneurismas grandes ou em • Zona da próstata onde ocorre: Zona de Transição
crescimento, precisamos da TC como padrão-ouro. • Desbalanço entre agonistas e antagonistas da di-
A indicação de cirurgia eletiva varia conforme hidro-testosterona que leva a maior proliferação
tamanho e sexo. Lembrando que os sintomáticos ou celular e menor morte celular no tecido prostático.
saculares sempre tem indicação.

Roto (urgência) Sintomas de Sintomas de


Mulheres 5 cm
Saculares armazenamento: esvaziamento:
Homens 5,5 cm sintomáticos • Aumento da frequência • Hesitação
• Urgência • Esforço
• Urgeincontinência • Jato fraco
AAA ROTO:
• Noctúria • Intermitência
Doença extremamente grave, geralmente causa de
óbito domiciliar em instantes. Pacientes que
Tratamento clinico:
sobrevivem geralmente são aqueles que o aneurisma é
roto contido. Principal local de rotura = póstero-lateral. • Alfa-1 bloqueadores (tansulosina) - 1a linha.
Fatores de risco ⟶ Idoso e tabagista. • Inibidor da 5-alfa redutase (finasterida) - 2a linha.
Diagnóstico ⟶ Dor abdominal súbita + choque • Antimuscarínicos (oxibutinina) - armazenamento.
hipovolêmico + sopro ou massa pulsátil abdominal. Inibidores da 5-alfa diesterase (tadalafila) - s/n.
Manejo ⟶ Suporte intensivo + transfusão + tomografia
na tentativa de cirurgia endovascular --> devemos Tratamento cirúrgico se:
operar de urgência. Refratariedade; Retenção urinária aguda; Cálculos
vesicais; ITUs de repetição; Hidronefrose ou
insuficiência renal aguda + obstrução urinária.
Dr. Luis F. F. Ferrari
Osteoporose Subcoordenador Clínica
Não encontramos muitos elementos multimídia
nas provas anteriores, mas o que caiu
Salve, salve MedCoffer,
previamente foi tabela de densitometria óssea
As questões de Clínica Médica da UEPA costumam cobrar temas
generalistas, muitas vezes de forma póetica (já caiu música do
Lembrem-se, falando-se em osteoporose Gilberto Gil, poema de Fernando Pessoa), sem muitos recursos
utilizaremos o T-score (mulheres pós- multimídia, no último ano a surpresa foi efeitos colaterais de
menopausa e homens > 50 anos) + FRAX substâncias/medicamentos.

Espere encontrar muita nefrologia, endocrinologia, cardiologia,


reumatologia e infectologia. Casos clínicos mais diretos e às
vezes até dentro das alternativas (não somente no enunciado).
E claro, fratura de fragilidade = diagnóstico!
No mais, lembrem-se: alternativa menos pior te pontua melhor!
Boa prova!

Tuberculose e Icterícias Febris

Vértebra Fêmur Distúrbios hidroeletrolíticos e gasometria


Úmero proximal
Insuficiência cardíaca e valvopatias
Rádio distal

Osteoporose e vasculites

Distúrbios da tireoide e Diabetes

Icterícias febris Valvopatias


Leptospirose foi um tema batido em 2024, contudo Como eles cobraram manobras semiológicas no ano
ainda tivemos diversas regiões do Brasil com alta anterior, vamos relembrar os principais fonogramas
incidência de enchentes. Vale a pena relembrar os
principais diferenciais!

E as alterações de pulso:
Insuficiência cardíaca Gasometria arterial
Aqui vale sempre padronizar sua interpretação, foco
na acidose metabólica
1º passo: olhar o pH 2º passo: metabólico ou respiratório?
pH normal: 7,35 - 7,45 Acidose metabólica: HCO3- < 22
pH < 7,35 - ACIDEMIA Acidose respiratória: PaCO2 > 45
pH > 7,45 - ALCALEMIA
Nas provas, a acidose metabólica
é mais cobrada
3º passo: há resposta compensatória?

PaCO2 esperada: 1,5 x [HCO3] + 8 ± 2


4º passo: cálculo do ânion-gap
AG= [Na+] – [Cl-] –[HCO3-]
VR= 8-12 mEq/L

ACIDOSE METABÓLICA DE ACIDOSE METABÓLICA DE


AG ELEVADO AG NORMAL
“Surgiu um novo ácido” “Hiperclorêmicas”
Ambulatorial
Intoxicações Perdas gastrointestinais de HCO3-
Lembrar da terapia quádrupla (ICFER) Diarréia
(metanol, etilenoglicol,
iSGLT2 pra todos! (ICFER, ICFEP, IC mid-range) aspirina) Fístulas
gastrointestinais/pancreáticas
1) Betabloqueador
Perdas renais de HCO3-
2) IECA/BRA Acidose láctica Acidose tubular renal
3) Antagonista dos receptores mineralocorticoides Fase inicial de insuficiência renal
4) iSGLT2 “Iatrogênica” - administração
excessiva de soluções salinas
5) INRA* Cetoacidose (p.e. correção de cetoacidose
Inibidor do receptor da angiotenstina e neprilisina diabética)
Sacubitril-Valsartana Insuficiência renal fase
avançada

Diabetes mellitus
Cai mais tratamento (efeitos colaterais/CIs), mas não Nódulos tireoidianos
se esqueçam da importante atualização sobre Lembrar das alterações sugestivas de malignidade:
diagnóstico (TOTG 1h) Hipoecocoico | Microcalcificações
Pré DM DM Margens irregulares | Mais alto que largo
Glicemia jejum (mg/dl) 100-125 ≥ 126 Extensão extratireoidiana | Linfonodo suspeito
HbA1c (%) 5,7-6,4 ≥ 6,5%
TOTG 1h (mg/dl) 155-208 ≥ 209
TOTG 2h (mg/dl) 140-199 ≥ 200
Glicemia aleatória (mg/dl) + sintomas ≥ 200

Tumor Idade Crescimento Metástases Prognóstico


Linfonodal >
PAPILÍFERO Todas Lento Bom
Distância
Distância >
FOLICULAR > 40 anos Lento Bom
Linfonodal
Ao
Sobrevida
diagnóstico
MEDULAR Todas Moderado em 10 anos =
Linfonodal +
20 – 90%
Distância
Frequentes
Letalidade >
ANAPLÁSICO Idosos Rápido Linfonodal +
90%
Distância
Dra. Isabela Pasotti
Professora de GO

IProva da UEPA de Ginecologia e Obstetrícia não costuma ter


Tricomoníase muitos mistérios!

É uma prova que gosta de caso clínico e que raramente


apresenta questões multimídias. Algumas vezes é uma prova
que se torna mais difícil por cobrar condutas de exceção, que
não são rotinas na prática.

Na Ginecologia espere encontrar aqueles temas clássicos:


Infecções genitais e Rastreamento de Colo do útero.
Colo em “framboesa” ou em “morango”. É
característico da tricomoníase. Na Obstetrícia, são cobrados os temas clássicos também de
Síndromes Hipertensivas e sangramento na gestação

Rastreamento de Câncer de colo do Útero

Úlceras genitais

Vulvovaginites
Colo “tigróide” ou “pele de leopardo”. Também
característico da tricomoníase, atingindo esse Síndromes Hipertensivas
aspecto após a aplicação do lugol.
Sangramento de primeira metade

Rastreamento de Câncer de Colo


Úlceras genitais
Atualização 2025
Para mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram
vida sexual (penetração) deve ser realizado o exame
de DNA-HPV oncogênico por PCR
Rastreamento não indicado <25 anos (riscos > benefícios).
Interromper aos ≥60 anos com último teste negativo.

DNA HPV oncogênico

Não detectado Detectado

Repetir em 5 anos 16 / 18 Outros


alto risco

Colposcopia
Citologia
Alterada = colposcopia reflexa

Normal = novo exame em 1 ano


Vulvovaginites Sangramento de Primeira Metade
Diante de uma questão de sangramento de primeira
Vaginose metade, 3 são os principais diagnósticos diferenciais
Candidíase Tricomoníase
bacteriana que se deve ter em mente:
Abortamento
Agente Candida Gardnerella Trichomonas Gestação Ectópica: implantação fora da cavidade
etiológico albicans vaginalis) vaginalis Doença trofoblástica gestacional

Branco, Branco- Amarelado, Diagnóstico Colo USG β-hCG


grumoso, acinzentado, esverdeado,
Corrimento homogêneo,
tipo "leite bolhoso,
coalhado" fino abundante
Ameaça de Fechado Sem Normal
aborto alteração para IG
pH vaginal <4,5 >4,5 >4,5
Aborto Restos
incompleto Aberto ovulares no Em queda
útero
Prurido Geralmente
assintomátic Prurido,
Sintomas intenso, disúria,
disúria a ou leve dispareunia
externa ardência Aborto Variável Útero vazio Em queda
completo

Microscopia Protozoários
(exame a
Pseudohifas, Clue cells móveis Estagnado
fresco) esporos (células-alvo) (flagelados) Aborto Fechado Embrião ou em
retido sem BCF
queda
Teste das
aminas Negativo Positivo Pode ser Útero vazio β-hCG
(odor amina) positivo Gestação Fechado + massa inadequado
(KOH 10%) ectópica anexial para IG

Fluconazol
VO, dose Metronidazol Metronidazol
Tratamento única ou VO ou VV, 7 VO, 7 dias Mola “floco de
(tratar hidatiforme Fechado neve” Muito alto
Nistatina por dias parceiro)
14 dias

Sangramento de 2ª metade Síndromes Hipertensivas na Gestação


Descolamento prematuro de placenta: HAC -> Aumento dos níveis pressóricos antes de 20
Sangramento vaginal vermelho escuro + Dor abdominal semana ou que permanece além de 12 semanas pós
+ Hipertonia uterina + Taquissistolia + Sofrimento fetal parto
Hipertensão gestacional -> Aumento dos níveis
Sangramento pode ser ausente pressóricos a partir de 20 semanas de gestação. Mas
O diagnóstico é iminentemente clínico sem proteinúria ou lesões de órgão alvo

Conduta: Pré-eclâmpsia- Aumento dos níveis pressóricos a


Estabilização clínica materna e amniotomia. partir de 20 semanas de gestação +
Para definição de conduta obstétrica, 2 perguntas: proteinúria significativa OU lesão de órgão-alvo

Instabilidade
Feto vivo?
Pré-Eclâmpsia sobreposta → Após 20 semanas de
hemodinâmica? gestação, ocorre o aparecimento ou piora da
proteinúria já detectada na primeira metade da
gravidez; 2) portadoras de HAC necessitam de
Se sim para alguma das duas = parto pela via mais
incremento das doses terapêuticas iniciais ou
rápida
associação de anti-hipertensivos; 3) na ocorrência de
Se não para as duas = preferir parto via vaginal (em no
disfunção de órgãos-alvo
máximo 6 horas).
Placenta prévia: Complicações Pré-eclâmpsia
Sangramento vaginal progressivo e recorrente
Eclâmpsia – convulsões tônico-clônicas
(vermelho-vivo) + Indolor + Tônus normal + Ausência
Síndrome HELLP – hemólise, elevação de
de sofrimento fetal
transaminases, plaquetopenia
O diagnóstico é ultrassonográfico
Iminëncia de eclampsia - Cefaléia, escotomas,
epigastralgia
Conduta:
Cesárea eletiva 36a semana de gestação
Dra. Laura Coimbra
Pneumonia + derrame pleural Professora de Pediatria

A prova da UEPA é bem estruturada. Os enunciados costumam


mesclar casos clínicos com questões diretas, garantindo um
bom equilíbrio entre raciocínio aplicado e conhecimento
objetivo.

As perguntas trabalham conceitos-chave da Pediatria de forma


clara, sem pegadinhas ou armadilhas desnecessárias, o que
valoriza o preparo consistente do candidato.

Case courtesy of Sally Ayesa, [Link], rID: 94572


No geral, trata-se de uma prova justa e previsível em seu perfil.

Conduta: Boa prova! ✨


Internação hospitalar
Exame de imagem
Se BEG: Penicilina cristalina ou ampicilina
endovenosa
Se grave: Ceftriaxone ou Cefotaxima ±
Vancomicina Infectologia| Bronquiolite, Pneumonia
Considerar toracocentese →
cultura e análise
Vacinação| PNI
bioquímica
Indicação de drenagem: pus, identificação Reumatologia| Febre Reumática, Vasculite por IgA
de bactérias no gram, pH<7,2, glicose<50,
LDH>1000, derrame extenso, septações/ Puericultura| Aleitamento, Introdução alimentar
loculações Intensiva| Sepse, choque

Bronquiolite Viral Aguda:


Atualizações Vacinais - 2024/2025
Palivizumabe x Nirsevimabe
ROTAVÍRUS
1ª dose: até 11 meses e 29 dias
PALIVIZUMABE
2ª dose: até 23 meses e 29 dias

Para quem:
POLIO - VIP Ate 1º ano: RN com IG até 28+6
Tchau VOP! Até 2º ano: DBP/cardiopatia com repercussão
Doses: 2, 4 e 6 meses + reforço 15 meses
Quando: sazonalidade VSR, 5 doses IM

COVID
Pfizer - 3 doses: 6, 7 e 9 meses
Moderna - 2 doses: 6 e 7 meses NIRSEVIMABE
(SUS/MS ainda não disponível)

MENINGO
Para quem:
MenC: 3 e 5 meses
Ate 1º ano: RN < 37 semanas
MenACWY: 12 meses; entre 11-14 anos
Até 2º ano: DBP/Fibrose Cística/ Anomalia via
aérea/ Cardiopatia/ T21/ Imunodef./ Doença
SCR Neuromuscular
Dose Zero: a partir de 6 meses, em algumas regiões
do Brasil Quando: independe sazonalidade, 1x, IM
Icterícia Neonatal Sepse
Fisiológica: início 2dv, pico 3-5 dv, até 12mg/dL, Tema atualizado em 2024!
resolve em 14d. SIRS não faz mais parte dos critérios diagnósticos;
Patológica: precoce (<24hv), BD (> 1mg/dL), > 12mg/dL, Não existe mais o termo sepse grave = toda sepse é
>14d uma infecção associada a quadro sistêmico grave,
com disfunções orgânicas instaladas (2 ou mais
pontos nos critérios de Phoenix);
Precoce: incompatibilidade Rh ou ABO - hemólise
Choque séptico= sepse + disfunção cardiovascular
Rh: Mãe (-) CI + e RN (+) CD + (1ou+ pontos nos critérios de Phoenix)
ABO: Mãe O e RN A ou B, CD e Eluato +/-, Esferócito
Disfunção PaO2/FiO2 ou Sat/FiO2 Suporte
RESPIRATÓRIA respiratório
Bhutani: avalia
risco; se >p95 - < 24hv: BT > 8-10mg/dL - FT
pode indicar FT Disfunção Lactato > 5 mmol/L, Uso de
CARDIOVASCULAR DVA, Hipotensão

Disfunção de Plaquetas < 100mil / INR > 1,3 /


Fototerapia: padrão (irradiância 8-10), alta intensidade Ddímero > 2mg/L /
COAGULAÇÃO
(≥ 30) se BT muito alta Fibrinogênio<100mg/dL

Disfunção
NEUROLÓGICA Glasgow < 10, Pupilas fixas

Exsanguineo: sinais de encefalopatia bilirrubínica


aguda (hipotonia, letargia, sucção débil), falha FT Tratamento 1ª hora: volume (com UTI até 60ml/kg;
sem UTI até 40ml/kg se hipotensão); DVA (quente =
Outras causas: oferta inadequada LM, noradrenalina; frio = adrenalina); hidrocortisona; ATB
cefalohematoma, policitemia (PIG, T21, clamp tardio) (sepse = 3h; choque = 1h; amplo espectro
direcionado); corrigir glicemia e Ca.

Febre Reumática Introdução alimentar


Início: 6 meses (com sinais de prontidão), mantendo
Critérios de Jones:
aleitamento materno até pelo menos 2 anos.
Maiores: cardite | artrite | coreia de Sydenham |
eritema marginado | nódulos subcutâneos
Com o quê? Frutas + papa principal
Menores: febre | artralgia | prolongamento de
PR | ↑VHS | ↑
PCR
Papa: 1 cereal/tubérculo + 1 leguminosa + 1 proteína
animal + 1 hortaliça

Confirmação: comprovação de infecção por


Orientações:
estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EGA)
Ofertar água;
Não adicionar sal até 1 ano (SBP) / o mínimo de sal
Para diagnóstico:
(MS);
Comprovação infecção EGA
Não ofertar açúcar até 2 anos, não ofertar
2 critérios maiores
ultraprocessados;
OU 1 critério maior + 2 menores
Alimentos potencialmente alergênicos: desde início
da introdução alimentar;
Tratamento: uso de penicilina (erradicação do
Evitar sucos, oferecer a fruta;
EGA)
Alimentos separados no prato;
Consistência: amassado (garfo). 1 ano = comida da
Profilaxia secundária: indicada para prevenir
família.
recorrência e progressão da doença cardíaca
reumática In natura Processado Ultraprocessado

Mensagem-chave: Diagnóstico clínico-laboratorial


pelos critérios de Jones + confirmação de infecção
estreptocócica; tratar com penicilina e garantir
profilaxia secundária.
Dr. Gustavo Toniatti
Antiga vs. Nova Pirâmide de Subcoord. de Preventiva
Evidências
Olá futuro(a) Residente!
Em sua forma, a prova de Preventiva da UEPA sofreu alguma
Antiga oscilação em sua última edição: o que antes era uma prova mais
carregada de textos cedeu lugar para enunciados mais diretos e
alternativas mais objetivas. Vamos ver como será a edição deste
ano...
Quanto ao conteúdo, temos uma prova repleta de Casos
Clínicos na APS. A dica aqui é raciocinar sobre os casos usando
Nova
o olhar da APS como pano de fundo. Nesse sentido, não deixe
de considerar aspectos como por exemplo MCCP e Prevenção
Quaternária na hora de assinalar sua resposta!
Saúde Pública e Epidemiologia não devem oferecer suspresas -
Antiga Pirâmide os temas cobrados tendem a ser os “classicões” aos quais
Há hierarquia fixa entre os estudos, sem estamos acostumados. Uma excelente prova para você!
refletir nuances de qualidade metodológica

Nova Pirâmide
Coloca revisões sistemáticas/meta-análises Casos Clínicos na APS
como uma lente que analisa os demais
estudos APS e PNAB
As linhas onduladas relativizam a hierarquia
Níveis de Prevenção
entre os estudos, valorizando a qualidade
do estudo e o contexto da pergunta Estudos Epidemiológicos e MBE
clínica, não apenas o tipo de delineamento
Notificação Compulsória

Pontos Altos da PNAB Equipes Multiprofissionais na APS


A banca tende a cobrar temas da APS contidos na Instituídas pela Portaria Nº 635/2023
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Nesse Modalidades de equipe: Ampliada, Complementar
sentido, nossa primeira BET é, na verdade, uma aposta e Estratégica
dupla:
Competências das eMULTI
1) O papel da APS na Rede de Atenção à Saúde (RAS):
Atendimento individual, em grupo e domiciliar
Atividades coletivas
A APS é Porta de entrada Apoio matricial
preferencial da RAS Discussões de casos
Coordenadora do Atendimento compartilhado
cuidado Ações de saúde à distância
Projetos terapêuticos e intervenções no território
Práticas intersetoriais

2) Composição mínima de equipes da APS:


O que as provas tentam confundir
Equipe de Saúde da Família (eSF): Médico,
Enfermeiro, Auxiliar e/ou Técnico de Enfermagem e As eMULTI NÃO são porta de entrada das Redes de
Agente Comunitário de Saúde Atenção à Saúde
Equipe de Atenção Primária (eAP): Médico e NÃO possuem unidades físicas independentes para
Enfermeiro funcionamento
Níveis de Prevenção Notificação Compulsória

Critérios para Notificação Compulsória

Magnitude: número de casos e/ou óbitos que a


doença causa.
Potencial de disseminação: capacidade de se
espalhar na população.
Transcendência: impacto social, econômico e
político da doença.
Vulnerabilidade: possibilidade de prevenção ou
controle eficaz.
Disponibilidade de medidas de controle: existência
Prevenção quaternária de ações e recursos para enfrentar a doença.
Evitar sobrediagnóstico, iatrogenias e
medicalização desnecessária
Ponderar Beneficência x Não Maleficência Acidente de trabalho ⟶ notificação
Demora/Espera Permitida imediata (24h)
Acidente de trabalho com material
Últimas
Prevenção quinquenária atualizações biológico ⟶ notificação semanal
Prevenir o dano no paciente, atuando nos SINAN Doenças e Agravos Relacionados ao
profissionais da saúde - cuidar da saúde de quem Trabalho ⟶ notificação semanal
cuida Esporotricose humana ⟶ notificação
Prevenção de Burnout semanal

Aplicações dos Estudos Valores Preditivos


Epidemiológicos E, para finalizarmos, vamos apostar neste assunto que
não dá as caras há algum tempo na UEPA. Quem sabe
Quando o assunto é Estudos Epidemiológicos, a UEPA
vem neste ano!
gosta de saber se você concegue reconhecer os
pontos fortes de cada desenho de estudo. Lembre-
se do seguinte: Doença Não Doença Total

Hipóteses de associação no Teste


Ecológico A B A+B
nível agregado POSITIVO

Teste
C D C+D
Hipóteses de associação no NEGATIVO
Transversal
nível individuado / prevalência
A+B+
Total A+C B+D
C+D
Fatores de risco / incidência /
Coorte
prognóstico
Valor Preditivo Positivo (VPP) = A ÷ (A + B)

Caso- Informações sobre doenças Valor Preditivo Negativo (VPN) = D ÷ (C + D)


controle raras / odds-ratio
Os Valores Preditivos são também chamados de
Probabilidades Pós-Teste. Eles variam segundo a
Ensaio Clínico Efeitos de intervenções prevalência populacional da doença (quanto maior a
prevalência, maior o VPP e menor o VPN; e vice-versa)

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