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Análise da Tragédia Hamlet e Temas Centrais

O documento apresenta diretrizes para a redação dissertativa-argumentativa da UERJ, enfatizando a importância de um título obrigatório e a necessidade de argumentos fundamentados na obra 'Hamlet' de Shakespeare. Além disso, aborda as principais temáticas da peça, como vingança, moralidade e existencialismo, e sugere conexões com outras obras literárias e filosóficas. O texto também destaca a avaliação da fluidez e clareza na escrita, evitando prolixidade e propostas de intervenção.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Análise da Tragédia Hamlet e Temas Centrais

O documento apresenta diretrizes para a redação dissertativa-argumentativa da UERJ, enfatizando a importância de um título obrigatório e a necessidade de argumentos fundamentados na obra 'Hamlet' de Shakespeare. Além disso, aborda as principais temáticas da peça, como vingança, moralidade e existencialismo, e sugere conexões com outras obras literárias e filosóficas. O texto também destaca a avaliação da fluidez e clareza na escrita, evitando prolixidade e propostas de intervenção.
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redação uerj

HAMLET
a He s p a n h ol
r a: D o m ê nic
Tuto
S C a b o F r i o
PV
Redação UERJ
Modelo dissertativo-argumentativo
Nota máxima - 20 pontos
Título é OBRIGATÓRIO
Não há uma resposta única -
importante é apresentar
argumentos que sustentem a
opinião

Os argumentos precisam ser


buscados no próprio romance.
Referências incorretas serão
penalizadas - assim como citações
de pensadores aleatórios que não
articulem bem com os argumentos

Candidato defende uma opinião que


ele mesmo construir - argumenta
com propriedade

O texto deve ter referência direta aos


elementos da proposta da redação
Redação UERJ
● A verdade pode ser estabelecida por apenas uma perspectiva? (2017)
● É justificável cometer um crime para vingar outro crime? (2018)
● O que leva pessoas, em condições semelhantes às de Fabiano, a se considerarem inferiores às
demais?(2019)

● Mentiras programadas são justificáveis para conquistar e manter o poder? (2020)


● O princípio “certeza não é verdade” deve orientar as pessoas em suas vidas públicas e privadas?(2021)
● A capacidade de se opor a um destino socialmente estabelecido fortalece nossa humanidade? (2022)
● Qual seria, para você, a moral da história narrada em O menino do pijama listrado? (2023)
● O governo de uma nação pode exercer controle sobre o corpo feminino com base em princípios
religiosos?(2024)
Redação UERJ
A UERJ busca por um texto fluido!

Como fazer isso?

Uso de período mais curtos e objetivos;

Use conectivo somente quando necessário;

Evite palavras e estruturas prolixas, muito enem: outrossim, ademais, fica evidente que,

Evite tom de proposta de intervenção


William Shakespeare

Considerado o maior escritor da língua inglesa

Viveu de 1564 a 1616

Tragédias mais famosas : Hamlet, Otelo, Macbeth e Rei Lear

Suas obras são consideradas atemporais - transcende o tempo e a cultura


Uso do livro A UERJ avalia se o aluno consegue fazer uma
relação clara entre a questão-tema e o livro

na UERJ
Referências ao livro devem ser adequadas,
relevantes e críticas

Uso improdutivo da obra - no máximo 12


Neste clássico da literatura mundial, um jovem
príncipe se reúne com o fantasma de seu pai, que
alega que seu próprio irmão, agora casado com sua
viúva, o assassinou. O príncipe cria um plano para
testar a veracidade de tal acusação, forjando uma
brutal loucura para traçar sua vingança. Mas sua
aparente insanidade logo começa a causar
estragos - para culpados e inocentes. Esta é a
sinopse da tragédia de Shakespeare, agora em nova
e fluente tradução de Lawrence Flores Pereira, que
também oferece uma alentada introdução à obra. A
edição traz ainda um clássico ensaio do poeta T.S.
Eliot sobre o texto shakespeariano. Hamlet é um dos
momentos mais altos da criação artística, um
retrato - eletrizante e sempre contemporâneo - da
complexa vida emocional de um ser humano.
A peça Hamlet

A tragédia foi escrita entre 1599 e 1601

Narrativa típica do gênero teatral - composta por diálogos e monólogos

Presença da linguagem poética, reflexões filosóficas e introspectivas

Reflete o estado emocional e psicológico conturbados dos personagens - principalmente Hamlet

Foi escrita numa época em que a corte da Dinamarca guardava segredos e corrupções - dai a
emblemática frase “Há algo de podre na Dinamarca”
Personagens
Hamlet Cláudio Gertrudes
Protagonista da peça. Tio de Hamlet.
Rainha da Dinamarca e mãe de
Príncipe da Dinamarca Assume o trono da Dinamarca
Hamlet
Melancólico, introspectivo e, a todo após morte do pai de Hamlet
Retrato de alguém acomodado
instante, vive atormentado pela Assassino do próprio irmão
- muitas vezes alheias às coisas
morte de seu pai, o rei Hamlet. Caracterizado por ser
ao seu redor
Busca vingança e hesita bastante manipulador e ambicioso
antes de agir.

Ofélia Polônio Laertes


Filha de Polônio e irmã de Lorde da corte
Filho de Polônio
Laertes Personagem prolixo,
Busca por vingança a Hamlet
Poderia ter sido o interesse intrometido e manipulador
pela morte de seu pai e de sua
amoroso de Hamlet, mas a Pai de Ofélia e Laertes
irmã
relação acaba em tragédia Manipulado por tio Cláudio
Perde a sanidade mental após
a morte de seu pai
Personagens
Horácio
Melhor amigo de Hamlet
Serve como voz da razão e da
verdade para Hamlet
Principais temáticas de
HAMLET
1 4
Vingança Política
justiça, dever, corrupção
moralidade buscar pelo poder
manipulação
Vida humana
2
espionagem
existencialismo
morte/suicídio
relações humanas

3
Loucura
fingimento?
s e r
não Ato III - Cena I A prepotência do mundo, e o achincalhe

r o u Que o mérito paciente recebe dos inúteis.


Se Ser ou não ser – eis a questão

is a Será mais nobre sofrer na alma Podendo ele próprio, encontrar seu repouso

- e stão Pedradas e flechadas do destino feroz Com um simples punhal? Quem aguentaria

qu e Ou pegar em armas contra um mar de angústias – fardos,


Gemendo e suando numa vida servil,
E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono – dizem – extinguir Senão porque o terror de alguma coisa após a
Dores do coração e mil mazelas naturais morte –
A que a carne é sujeita; eis uma consumação O pais não descoberto, de cujos confins
Ardentemente desejável. Morrer – dormir – Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a

Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! vontade,

Os sonhos que hão de vir no sonho da morte Nos faz preferir e suportar os males que já

Quando tivermos escapado ao tumulto vital temos,

Não obrigam a hesitar: e é essa reflexão A fugirmos pra outro que desconhecemos?

Que dá à desventura uma vida tão longa. E assim a reflexão faz todos nós covardes.

Pois quem suportaria o açoite e os insultos do E assim o matiz natural da decisão

mundo, Se transforma no doentio pálido do pensamento,

A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, E empreitadas de vigor e coragem,

As pontadas do amor humilhado, as delongas da Refletidas demais, saem de seu caminho,

lei Perdem o nome de ação.


O que o monólogo
quer dizer?
Em essência, este monólogo expressa uma profunda crise existencial e o conflito interno entre o
sofrimento da vida e o medo da morte. Hamlet encontra-se num estado de extrema melancolia e
contempla o suicídio como uma rota de fuga, mas é paralisado pela incerteza do que vem depois.

O Dilema Central: Ação vs. Passividade

Hamlet inicialmente romantiza a morte, comparando-a a um simples sono

Ele chama a morte de "O país não descoberto, de cujos confins jamais voltou nenhum viajante". É essa
ignorância sobre o pós-vida que nos obriga a continuar vivos, preferindo os males conhecidos aos
desconhecidos.
O Catálogo de Sofrimentos Humanos → Hamlet lista as injustiças que tornam a vida
insuportável, o que ressoa universalmente até hoje:

O passar do tempo e o envelhecimento ("o açoite e os insultos do mundo").


A injustiça social ("a afronta do opressor").
O amor não correspondido ("as pontadas do amor humilhado").
A burocracia e a justiça lenta ("as delongas da lei").
A arrogância dos que têm poder ("a prepotência").

Ele argumenta que ninguém suportaria isso se pudesse resolver tudo com "um simples
punhal", não fosse o terror do que vem depois.

A Paralisia pelo Excesso de Reflexão → E assim a reflexão faz todos nós covardes
Yorick era o bobo da corte do rei. Bobo da corte é o
Ato V - Cena I
nome abreviado de bobo da corte ou simplesmente
tolo.

A caveira O simbolismo do crânio de Yorick não é

de Yorick
novidade. Shakespeare utilizou recursos
dramáticos para extrair sua essência simbólica,
como a adaga em Macbeth e o crânio em Hamlet.
O crânio de Yorick na cena do crânio em Hamlet
simboliza a morte, o destino final da vida. Hamlet
segurando o crânio representa a dualidade entre
vida e morte. Hamlet simboliza a vida, o crânio
em sua mão representa a morte.

Na famosa cena do cemitério (com o crânio de


Yorick), Hamlet percebe que, independentemente
de sermos reis, bobos da corte, conquistadores
Existencialismo (como Alexandre, o Grande) ou mendigos, todos
acabamos como pó.
Ligações com Hamlet
1. Vingança, Justiça e Dever
“Édipo Rei”, de Sófocles – destino, culpa, busca pela verdade.
“A Ilíada” (A ira de Aquiles e a destruição causada pela vingança).
“O Conde de Monte Cristo” (Dumas) – a vingança como motor de destruição.
Código de Hamurábi – punição proporcional e justiça.
Séries jurídicas como “How to Get Away With Murder” – moralidade e justiça subjetiva.

2. Moralidade, Fragilidade Humana e Dilemas Existenciais


“O Estrangeiro”, de Camus – absurdo da existência.
Nietzsche – “Assim Falou Zaratustra” – conflito interno, superação e niilismo.
“Crime e Castigo”, de Dostoiévski – culpa, moral e tormento psicológico.
Série “The Good Place” – ética, moral e consequências das escolhas.
Kafka – “A Metamorfose” – fragilidade, crise de identidade.

3. Morte, Sofrimento e Condição Humana


“A Morte de Ivan Ilitch”, de Tolstói – medo da finitude.
“A Montanha Mágica”, de Thomas Mann – existência e mortalidade.
Filme “A Lista de Schindler” – vulnerabilidade humana e dignidade.
Série “Six Feet Under” – reflexão contínua sobre morte e sentido da vida.
4. Loucura, Consciência e Psicologia
Michel Foucault – “História da Loucura” – construção social da loucura.
“O Médico e o Monstro”, de Stevenson – dualidade psíquica.
Filme “Coringa” (2019) – mente perturbada, sociedade e verdade subjetiva.
“O Iluminado”, de Stephen King/Kubrick – declínio psicológico.

5. Política, Poder, Corrupção e Manipulação


Maquiavel – “O Príncipe” – manutenção do poder a todo custo.
George Orwell – “1984” – manipulação, vigilância, controle da verdade.
“O Senhor das Moscas”, de Golding – corrupção do poder e natureza humana.
Série “House of Cards” – bastidores, corrupção e ambição.
Shakespeare – “Macbeth” – ambição desmedida, culpa e decadência moral.

6. Hipocrisia, Medo da Verdade e Aparência vs. Realidade


Platão – Mito da Caverna – dificuldade de encarar a verdade.
Oscar Wilde – “O Retrato de Dorian Gray” – aparência, máscaras sociais e decadência moral.
Sartre – Existencialismo – autoengano e liberdade angustiante.
Filme “Clube da Luta” – identidade, máscaras e desconforto com a verdade.
Série “Black Mirror” – ilusões sociais e a fragilidade da realidade.

7. Dores Existenciais, Crise de Sentido e Angústia


Albert Camus – “O Mito de Sísifo” – absurdo e questionamento da vida.
Clarice Lispector – “A Hora da Estrela” – vazio existencial.
Fernando Pessoa – heterônimos – angústia humana, desassossego.
Bergman – “O Sétimo Selo” – morte, sentido da vida e angústia.
Série “BoJack Horseman” – crise de identidade, autossabotagem.
Título
Alguns exemplos:
Escolha angustiante
Medo paralisante
Vingança cega
Vazio existencial
Honra corrompida
Dúvida mortal
Dois irmãos
Silêncio final
Antítese do pensamento
Abismo humano
Marionetes do poder
Dor de viver

Evite título com mais de 2 palavras.


Prefira nessa ordem: substantivo +
adjetivo/locução adjetiva;
O título deve ter relação com seu texto.
Qual a moral da história?
O Perigo da Inação e da "Paralisia pela Análise"
A Vingança é um Veneno Circular
A Morte é o Grande Equalizador
A busca por justiça e vingança pode levar à destruição não só de quem
vinga, mas de todos a sua volta
A corrupção e o poder são formas de destruir famílias e relações sociais

Nós devemos buscar sempre o que acreditamos ser o melhor. Como


disse o personagem Polônio ao aconselhar o filho Laertes:
– E, sobretudo, isto: seja fiel a ti mesmo. Jamais serás falso pra ninguém.
o escrever -
nã eis
ou aq
er ue
v

st
cr

ão
Es

Obrigada!

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