Certa vez um antigo samurai de nome desconhecido vagava pela floresta de Junkai.
A lua
enfeitava a escuridão do céu como se fosse uma coroa de uma rainha, mas talvez nem mesmo
uma rainha conseguisse iluminar a vasta escuridão que cobria o guerreiro. As árvores pareciam
observá-lo silenciosamente, como se fossem cúmplices de um desonroso crime. Ele ouvirá que
espectros possuídos rondavam aquelas terras em busca de algo que pudessem se apegar,
materializar, ter ou possuir. O honrado guerreiro ouviu um grito na distância e partiu como uma
raposa astuta. O que ele viu o fez estremecer suas próprias estruturas. Durante 9 décadas os
índices de suicídios dentro da floreta aumentou, o samurai demorou nove anos pra achar seu
poder e seguir rumo a floresta, demorou nove meses para conseguir conhecimento o suficiente
para evitar os perigos, seguiu dentro da floresta por nove dias e viu nove jovens a sua frente,
possuídos. Para banir um espírito é preciso que ele esteja em algo ou preso em algo, por isso,
naquela noite a espada antes prateada se banhou em sangue.
Ele salvou a província da maldição, mas o preço não foi apenas a vida dos inocentes. Naquela
noite, as cinzas não voaram com o vento; elas grudaram em sua armadura, tornando-se
pesadas como chumbo. Quando os guardas vieram prendê-lo, ele não conseguia mais levantar
sua espada.
Um velho monge, ao vê-lo ser levado em uma jaula de madeira, disse-lhe:
'Tu cortaste o mal antes que ele florescesse, e isso é um mérito. Mas o sangue do
inocente clama da terra, e a justiça dos homens não pode ler o que está escrito no
coração dos deuses. Tu escolheste o caminho do carrasco, e agora o carrasco
deve ser o teu espelho.'
O samurai não foi preso pelo que evitou, mas pelo rastro de dor que deixou para trás. Pois
mesmo o remédio mais amargo, se for feito de veneno, ainda deixa o corpo doente."
As cidades francesas tornavam-se meras sombras no horizonte, desaparecendo conforme
Mahito voava para longe. Ele sentia a brisa gélida do ocidente batendo contra todo o seu corpo,
pode-se dizer que a própria natureza estava o acariciando com a liberdade
Em sua alma, o peso do dever cumprido trazia uma paz inquieta. Sua missão estava completa,
um fato que nem o tempo, nem os homens poderiam revogar. Uma cidade fora poupada. Vidas
foram preservadas e seus companheiros estavam seguros.
Mas isso não importava, aso menos não para ela. As maldições não têm coração, só alma.
Mas até insetos tem alma. Não são especias. São todos iguais, pra matar, brincar, no final não
importa. Afinal. Você veio da pior parte da humanidade, então ela vai cortar isso