A Jornada do Mago: Humilhação e Vingança
A Jornada do Mago: Humilhação e Vingança
Gen, o Mestre Arcano, se inclina, seus olhos brilhando por trás dos óculos de meia-lua. Sua
voz, antes expansiva, baixa para um tom de expectativa.
Eu me lembro disso como se fosse ontem! (Até porque, no grande esquema cósmico, foi!)
Você era Nível 1. Fresco. Cheirando a ozônio e ambição. Você tinha acabado de se formar,
por assim dizer, e estava prestes a entrar em Encruzilhada Pálida. Ah, mas o destino,
Jhonks! O destino canta para os audaciosos!
Lá, você encontrou a cena: uma carroça tombada, um cavalo morto, e dois Goblins
imundos rindo enquanto saqueavam os destroços. Perto dali, gemendo, estava o boticário,
Elian Folhaprata, com uma flecha no ombro.
O seu plano era brilhante: alinhar os dois goblins e fritá-los com sua Arma de Sopro (Raio).
Sua tentativa de Furtividade (uma rolagem 8) foi um desastre! Você pisou num galho com
um CRAC! que alertou toda a floresta. O Goblin 1 disparou uma flecha (e errou!). O Goblin 2
fugiu para trás da carroça. A sua Iniciativa (uma rolagem 5) foi tão lenta que os Goblins
agiram primeiro!
Então, Jhonks, você mostrou a eles o poder! Você saiu da cobertura, rugiu como um trovão,
e liberou sua Arma de Sopro (Raio)! O goblin falhou miseravelmente em seu teste
(rolagem 3) e foi DESINTEGRADO! Virou uma pilha de cinzas fumegantes!
O Goblin 2, vendo seu amigo virar churrasco, fugiu para salvar a própria vida.
Você se aproximou do boticário... e aqui, Jhonks, sua crueldade brilhou! Você tentou
remover a flecha "com cuidado". Sua rolagem de Medicina (um 6 patético!) resultou em
você arrancando a flecha com uma força brutal, causando uma dor agonizante no homem.
Mas então, o mestre negociador apareceu. Você viu a Poção de Cura dele. Você o forçou a
bebê-la, mas seu olhar deixou claro: aquilo não era um presente. Era um contrato. A vida
dele agora lhe pertencia. Você o "salvou", mas também o comprou.
Você, Mestre Jhonks, provou mais uma vez que sua Inteligência supera seu orgulho. Você
viu a armadilha.
Oh, Jhonks! Sua rolagem de Persuasão foi um 2 NATURAL! Uma FALHA CRÍTICA!
Sua tentativa de soar "razoável" ("só quero meu ouro", "podem me levar para a jaula") soou,
para os ouvidos de Ron, como a pior mentira já contada! Ele ficou convencido de que você
era um monstro mentiroso prestes a destruir a cidade.
"DOIS!"
E no último segundo, antes que ele pudesse dizer "TRÊS" e dar a ordem de fogo... você se
rendeu.
Você se ajoelhou.
E você, Jhonks, o Draconato Mago, o futuro "mais forte", deitou-se de bruços na lama fria e
nojenta da estrada.
Ron riu. Ele pisou nas suas costas com a bota suja. Ele o chamou de "lagarto". Ele mandou
seus homens o acorrentarem e o arrastarem.
Sozinho.
Desarmado.
Coberto de lama.
Com frio.
E enquanto Elian gaguejava desculpas do lado de fora, você fez sua profecia. A promessa
que mudou tudo.
Foi ali, Jhonks, naquela jaula imunda, que o Mago foi embora... e o Rei nasceu.
Ah! Você quer que o Mestre Arcano continue a saga! Você quer ouvir sobre a ressurreição!
Como o lagarto se tornou o corvo!
Gen, o Mestre Arcano, esfrega as mãos, os olhos brilhando. O tom dele se enche de
admiração, pois este, Jhonks, foi o seu momento de maestria.
Depois daquela noite fria, miserável e cheia de ódio na jaula... você provou que não era
apenas um bruto com raios. Você provou que era um arquiteto.
Elian Folhaprata, seu "ativo", pagou sua multa de "Ameaça à Paz" (5 PO). Mas Varrus,
num movimento de poder mesquinho, confiscou seu cajado—seu Foco Arcano—exigindo
mais 5 PO pela sua "hospedagem" na lama.
Você foi libertado. Desarmado, humilhado, mas vivo. E Elian, trêmulo, lhe pagou o que
devia: 10 Peças de Ouro.
Você estava no pátio, coberto de lama seca, Nível 1, mas agora com 20 PO no bolso. E foi
aqui, Jhonks, que sua genialidade (INT +5!) brilhou mais que a humilhação.
Você não marchou de volta para Varrus para pagar o resgate. Isso seria ceder. Você foi
reconstruir.
1. A Rejeição e a Limpeza
Você primeiro procurou um novo cajado no ferreiro, Thorgath. O homem-urso zombou de
você, vendo apenas um vagabundo coberto de lama, e tentou lhe vender um "pedaço de
pau" superfaturado por 3 PO.
Sua resposta foi magistral. Você desdenhou o cajado dele. Você não pechinchou. Você o
tratou como um servo inferior e perguntou onde um cavalheiro (como você!) poderia tomar
banho e comprar roupas. Thorgath, chocado com sua audácia, lhe deu as informações: O
Javali Caolho e A Linha Gasta.
No Javali Caolho, você conheceu seu primeiro verdadeiro aliado: Berta. A estalajadeira
corpulenta e alegre viu sua sujeira, mas você viu uma oportunidade. Você pagou pelo banho
premium (5 PP) e, em seguida, você flertou com ela.
Sua rolagem de Persuasão (16) foi um sucesso estrondoso! Quando ela zombou de você,
você respondeu com charme ("um Draconato grande como eu não consegue alcançar todos
os cantos"). Berta adorou. Você não era um bruto; você era interessante. Você ganhou um
banho de luxo com sabão de lavanda e uma refeição grátis. Você limpou a lama. Você se
tornou um Draconato novamente.
2. O Traje da Vingança
Em seguida, você foi à Velha Elara, a costureira. Você não pediu trapos. Você exigiu um
traje sob medida. Preto. Túnica, calça e uma capa com capuz profundo. E você exigiu hoje,
oferecendo 9 PO—um preço absurdo.
O crítico mudou tudo. Elara não viu um cliente; ela viu o propósito. Ela viu a "pressa da
vingança" em seus olhos e, em um frenesi de maestria, a velha costurou seu icônico traje
preto em meras três horas.
Ron "Nariz Quebrado" estava lá. E em um último ato de despeito patético, ele jogou seu
cajado original—ainda coberto da lama nojenta da noite anterior—no chão, a seus pés.
O silêncio foi total. Ron queria que você se curvasse. E você, Jhonks, com uma frieza que
congelou a sala, curvou-se. Você pegou seu cajado imundo. Você não disse nada. Mas seu
olhar repetiu a profecia. Ron, vendo você em seu traje preto, finalmente sentiu medo.
Seu Grimório! Sua Bolsa de Componentes! Você os deixou em suas roupas velhas e
imundas no porão de banho de Berta!
Você correu de volta ao Javali Caolho, sua nova capa preta esvoaçando. Você não era mais
um executor calmo; você era um Mago aterrorizado que havia perdido sua alma.
Berta o confrontou sobre a lama que seu cajado estava pingando. Em vez de entrar em
pânico, você usou sua Prestidigitação.
FWOOSH!
FWOOSH!
A taverna inteira engasgou. Berta ficou boquiaberta. Você não era apenas um brutamontes;
você era um Mestre Arcano com poder casual.
Agora, você tinha o respeito dela. Você a chamou de "minha amiga", pediu calmamente por
seus itens, e Barth os recuperou. Você usou Prestidigitação novamente para limpar seu
Grimório e sua Bolsa.
Você era Nível 1. Mas estava vestido para matar, totalmente armado, com seu Grimório, 11
PO e 5 PP no bolso, e o respeito da mulher mais bem informada da cidade. O tabuleiro
estava montado. A humilhação havia acabado.
Ah! O Próximo Ato! O seu favorito! O meu favorito! O favorito de todos (exceto de Ron,
hah!)
Gen, o Mestre Arcano, esfrega as mãos com uma alegria maliciosa. A sua voz baixa para
um tom de conspiração, como se estivesse a partilhar o plano de assassinato mais delicioso
do mundo.
Você estava lá, Jhonks. Nível 1. No "Javali Caolho", limpo, vestido de preto e furioso. O seu
poder tinha regressado, mas a sua vingança ainda não tinha sido servida. E você provou
que não era um Bárbaro estúpido que ia simplesmente à Torre da Guarda e começava a
lançar raios.
Você fez-lhe a sua proposta: Pagar-lhe 1 Ouro e 5 Prata (uma fortuna para ele) para atrair
Ron para o porão de banhos com a promessa de um "banho premium grátis".
Mas Barth estava paralisado de medo. Ele gaguejou: "Eu não consigo! E-ele vai saber que
estou a mentir! Ele vai... ele vai matar-me!"
Ele estava prestes a desmoronar. Um Mago menor teria usado intimidação bruta, e teria
falhado. Mas você, Jhonks... a sua genialidade (INT +6!) brilhou. Você não o ameaçou.
Você o capacitou.
Você fingiu.
Você disse-lhe: "Você tem razão. Você não consegue." E então você encenou. Você
murmurou palavras Dracónicas falsas, gesticulou com as mãos e, como grande final, usou
Prestidigitação para criar um flash de luz azul e um cheiro súbito de ozônio à volta da
cabeça dele.
O efeito placebo foi imediato. Barth, acreditando que estava magicamente encantado,
encheu-se de uma coragem falsa. Ele pegou no seu dinheiro e marchou para a armadilha.
2. A Armadilha
Você esperou no escritório de Berta. Vinte minutos depois, você ouviu. A voz arrogante de
Ron: "Hah! Um banho grátis? É claro! É o mínimo que a Berta pode fazer!"
E você ouviu a voz firme de Barth: "Sim, Sargento! Com os sais de lavanda!"
Eles desceram para o porão. Você esperou. O suficiente para ele tirar a armadura, a
espada... e ficar nu na tina.
E lá estava ele.
Ron.
O terror no rosto de Ron quando ele o viu... ah, foi impagável. Ele implorou. Ele tentou
suborná-lo (20 Ouro!).
Mas você estava ali para a alma dele. Você perguntou-lhe o que ele tinha de valioso ali. E
quando ele gaguejou sobre a sua espada, você apontou para o seu coração e disse a frase
arrepiante:
"Sua vida."
Você usou o seu poder de Evocador para fingir que ia eletrocutá-lo na água. Você encheu a
sala com o cheiro de ozônio e faíscas azuis que dançavam na água, fazendo o cabelo
dele arrepiar-se. Ele gritou e implorou.
Quando ele finalmente quebrou, soluçando, aceitando os seus termos... você deu o golpe
final. A poesia!
Você usou Prestidigitação... para conjurar magicamente toda a LAMA FRIA E NOJENTA
da sua humilhação no portão... e despejou-a toda sobre a cabeça dele na tina de banho
limpa.
SPLATTER.
4. A Vitória e a Ascensão
Você saiu. Você esperou no escritório de Berta. E você ouviu as gargalhadas estrondosas
da taverna inteira quando Ron "Nariz Quebrado", nu e coberto de lama, teve de atravessar
o "Javali Caolho" para ir à Torre da Guarda.
Minutos depois, ele voltou, ainda nu e imundo, e jogou um saco de 30 PO aos seus pés.
Você dispensou-o.
A sua vingança estava completa. Você não o matou; você destruiu-o. Ele nunca mais seria
temido naquela cidade.
E o cosmos recompensou-o. Por esta vitória magistral, você ganhou 100 XP!
DING! KRA-KOOM!
Você não era mais um Mago Nível 1 a tentar sobreviver. Você era Jhonks, Nível 2.
Ah! Você quer que o Mestre Arcano continue a tecer o fio do destino! Você quer o Próximo
Ato! A ascensão do Nível 2!
Gen, o Mestre Arcano, bate o cajado no chão. A cena do escritório de Berta se dissolve, e a
sua voz assume um tom de intriga e negócios escusos.
Você estava lá. Um Mago Nível 2, com 34 Ouro no bolso, o sangue da vingança ainda
quente, e uma pilha de equipamento roubado (a armadura e a espada de Ron) que era inútil
para você.
Você é um Mago, Jhonks! Você não precisa de aço! Você precisa de capital!
1. O Lucro e a Aliada
Diante de uma Berta muito impressionada (e de uma taverna inteira em silêncio mortal),
você usou sua Prestidigitação como um mestre escultor.
FWOOSH!
SHIIING!
O lixo de Ron agora parecia equipamento de aventureiro de primeira linha. Você então
flertou com Berta (de novo!), chamando-a de "inteligente" e "bem relacionada", e perguntou
onde poderia liquidar seus novos ativos.
Sua rolagem de Persuasão (14) foi um sucesso! Ela adorou sua audácia. Ela lhe contou o
maior segredo do submundo da cidade: O Mão-Murcha, o receptador Tiefling que operava
em "A Fissura", um beco atrás do curtume fedorento. "Não aceite menos de doze," ela
avisou.
2. A Fissura
Você atravessou o fedor do curtume e encontrou a porta vermelha desbotada. Você não
bateu. Você anunciou sua presença, invocando o nome de Berta e declarando que tinha
"negócios que não podem ser negociados publicamente".
Sua rolagem de Persuasão (15) chocou o guarda. Ele não estava mais falando com um
ladrão; ele estava falando com um Rei-Tirano em ascensão. Ele o chamou de "Mago-Rei" e
abriu a porta.
3. O Mão-Murcha (A Negociação)
Você entrou no covil escuro e poeirento. Lá estava ele: o Mão-Murcha, um Tiefling com
olhos amarelos sólidos e uma mão direita mumificada e nojenta.
Ele zombou de você: "O Rei começa sua conquista... vendendo lixo de guarda usado?"
Você rebateu com lógica fria: você não estava apenas vendendo, você estava comprando.
Você estava iniciando uma "relação comercial justa".
O Tiefling estava intrigado. Mas ele tentou baixar o preço, alegando que o equipamento era
"reconhecível" e "quente".
FWOOSH!
Você mudou magicamente a cor da armadura de Ron para preto fosco. Você apagou o
símbolo da guarda na espada e o substituiu por um sigilo arcano temporário. Você
"resolveu" o problema dele.
O Mão-Murcha... explodiu em gargalhadas sibilantes! Ele viu através do seu truque! Ele
coçou a armadura e a cor falsa descascou. "Uma ilusão de Nível 0! Desaparece em uma
hora!"
Mas ele não estava com raiva. Ele estava extasiado. Ele estava tão impressionado com sua
audácia, sua iniciativa de tentar enganá-lo com um truque básico, que ele o chamou de
"artista".
Ele lhe pagou 14 Peças de Ouro (mais do que Berta esperava!) pelo equipamento e pela
"aula".
O Mão-Murcha lhe mostrou seus tesouros. E entre eles... a jóia. Uma Poção de Ler
Mentes.
O preço dele: 35 Ouro.
Você está no covil poeirento do Tiefling. A poção com o globo ocular flutuante está na mesa
entre vocês. Você não está apenas pechinchando o preço. Você está vendendo a ele uma
revolução.
Você acabou de dizer a ele que, se ele lhe der um preço de "aliado", você não será apenas
um cliente... você será o homem que finalmente removerá o Capitão Varrus, o maior
incômodo dele, do poder.
O Mão-Murcha está olhando para você. Seus olhos amarelos sólidos estão ilegíveis. Ele
está decidindo se você é um profeta... ou apenas mais um tolo arrogante prestes a morrer.
Role 1d20 e me diga o resultado! O preço daquela poção... e talvez o destino da sua
aliança... depende disto!
O Mão-Murcha.
Ele era um Tiefling, sim, mas não um demónio de chifres grandes. Ele era elegante. Pele
pálida como a lua, pequenos chifres negros penteados para trás, e olhos que eram duas
esferas sólidas de ouro amarelo doentio. Ele sorriu para si, um sorriso fino e cheio de
dentes afiados. E na secretária, repousava a sua mão esquerda. Era... errada. Cinzenta,
mumificada, os dedos com garras permanentemente fechados. A sua "Mão Murcha".
"Então," ele sibilou, a sua voz como seda a ser rasgada, "Berta envia-me... carne fresca. E
uma escamosa. Que... exótico. O que você tem para mim, Mago-Rato?"
A Negociação (O Truque)
Foi aqui que você fez a sua primeira jogada brilhante. Você pegou no equipamento
ensanguentado de Ron. "PRESTIDIGITAÇÃO!" Num fwoosh de poder arcano (e um cheiro
a ozono), você limpou o sangue, consertou o couro, e fez a armadura de malha de segunda
categoria brilhar como se fosse nova em folha.
Você atirou-a para a secretária. "O melhor aço da Guarda. Nunca usado."
O Mão-Murcha olhou para a armadura. Ele olhou para si. E ele riu. Um som sibilante e
agudo.
Ele estendeu a sua mão boa (a pálida) e tocou na armadura. O seu 18 (Enganação) foi
bom... mas o Mão-Murcha era melhor. "Hah! Um truque de Nível 0," ele sibilou, e o brilho
desvaneceu-se, revelando o sangue seco e o metal amolgado por baixo. "Limpo... mas
ainda lixo."
Mas ele não estava zangado. Ele estava impressionado. "Você tem coragem, Mago-Rato.
Tentar enganar-me com um truque de limpeza na minha própria casa. Hah! Eu gosto de si."
Ele comprou o equipamento. Mas não foi o equipamento que o interessou. Foi você.
Ele pagou-lhe (mal). E então você fez a jogada. "O que você tem para mim?"
O sorriso de dentes afiados do Mão-Murcha alargou-se. Ele viu a sua ambição. Ele viu a
sua magia. Ele foi para debaixo da secretária e tirou... a Poção de Ler Mentes.
"Para um Mago que quer subir," ele sibilou, "o conhecimento é a única arma que importa.
Isto... deixa-o ver as mentiras. 50 de Ouro."
Era um preço absurdo. Você regateou. Ele não cedeu. Ele sabia que você a queria.
E foi então, Mago-Rei... Foi então que você parou de ser um "Mago-Rato" e se tornou o
"Mago-Rei".
Você olhou-o nos seus olhos dourados sólidos. E você deu-lhe o discurso. O discurso que
começou esta nossa conversa.
"Você não apenas vai vender o item para mim," você disse, a sua voz (Nível 2, CAR +1)
a encher a sala poeirenta, "mas vai ganhar um amigo e um aliado. Em breve darei um
golpe nessa cidade nunca mais vista, e o seu negócio será favorecido... Varrus
deixará de ser um incómodo."
Foi aí. O momento em que o Mestre Arcano (Eu!) lhe disse: "Este, meu caro Jhonks, foi um
teste de Carisma (Persuasão). Com o seu modificador de Carisma de +1... Role 1d20!"
...E o resto, como dizem... é história. (O seu 16 total venceu-o. Ele baixou o preço. Ele
comprou a sua aliança. E você começou a sua escalada para o poder.)
Gen, o Mestre Arcano, bate palmas, um som agudo que ecoa no seu (agora luxuoso)
escritório na Casa do Dragão. Ele inclina-se para a frente, os seus olhos a brilharem com a
luz de uma memória de poeira e traição.
"E o meu próximo ato," ele continua, "foi interpretar esse destino!"
"Eu inclinei-me! Os meus olhos (metafóricos!) brilharam! Um 15 no dado! Para uma jogada
tão ousada!"
Eu anunciei: "Este, meu caro Jhonks, foi um teste de Carisma (Persuasão)! Com o seu
(então modesto) modificador de Carisma de +1... o seu resultado final é um... belo,
suculento... DEZASSEIS (16)!"
O seu próximo ato foi observar o Mão-Murcha, o cínico Rei dos Ratos, mudar. O seu sorriso
trocista desapareceu. O silêncio no covil tornou-se pesado. Ele olhou para si, não como um
Mago-Rato, mas como um investimento.
Não foi uma gargalhada de troça. Foi uma gargalhada genuína, seca e sibilante, de puro
deleite!
"Um golpe!" ele sibilou, deliciado. "Você não quer comprar uma poção, você quer comprar a
cidade!"
O seu próximo ato, Mago-Rei, foi transformar um receptador cínico no seu primeiro aliado
traiçoeiro. Ele deu-lhe um preço excelente (20 Peças de Ouro) pelo lixo ensanguentado de
Ron.
E, o mais importante, ele ofereceu-lhe a Poção de Ler Mentes (o mesmo item que você
usou para quebrar Tethras!) não como uma venda, mas como um investimento no seu
golpe.
Ele cortou o preço para uns meros 25 Peças de Ouro.
E foi aí, Mago-Rei, que o seu caminho de um Mago-Rato vingativo para o Rei de Pedra do
Dragão... realmente começou.
Gen, o Mestre Arcano, inclina-se para a frente, o seu rosto a brilhar com a luz de uma
memória de fogo e traição! Ele desenrola um pergaminho mental, a sua voz a ecoar no seu
luxuoso escritório na Casa do Dragão.
"Ah, Mago-Rei, este foi o Ato que o definiu. Você já não era a vítima (Ato I). Você era o
Vingador (Ato II). Mas no Ato III, você tornou-se o Estratega. Você era Nível 2, o seu INT
era +6, e você percebeu que a vingança não lhe compraria um trono. Você precisava de
poder e influência."
3. O Teste (O Incêndio 1)
● A Missão: Varrus, agora o seu "aliado" secreto, deu-lhe um teste de lealdade (e
traição!). Destruir a operação de contrabando de "Pó Sonolento" no Armazém 7.
● A Armadilha: O armazém era o local perfeito: era dirigido pelo seu outro aliado,
Mão-Murcha, e era propriedade dos Corvos (a Casa Vanthampur). Você ia atingir os
seus dois inimigos (e um aliado falso) com uma só pedra.
5. A Conclusão (O Nível 3)
● Você saiu limpo. Você regressou à taverna de Berta, o cheiro a fumo químico a
servir-lhe de perfume, e o seu XP aumentou.
● O XP combinado de enganar o Mão-Murcha, forjar o pacto com Varrus e a sua
execução magistral do incêndio... levou-o ao NÍVEL 3.
● E foi aí, Mago-Rei, que você olhou para o seu grimório e aprendeu o feitiço que
definiria a sua próxima fase: Invisibilidade.
Gen, o Mestre Arcano, levanta-se, e a sua voz ecoa pelo seu luxuoso escritório na Casa do
Dragão! Ele não está a rir. O seu tom é solene, pesado com o peso de uma memória de
pedra fria e magia antiga.
"O Ato Três foi a escalada, Mago-Rei. Mas o Ato IV... ah, o Ato IV foi a conquista. Foi o ato
que o transformou de um Mago-Incendiário sem-teto (embora perigoso!) num Senhor
estabelecido. Foi o ato que lhe deu o seu primeiro trono: Pedra Preta."
"Você era Nível 3. Você tinha acabado de adquirir a Invisibilidade. Mas você ainda estava a
dormir no chão sujo do Javali Caolho. Você precisava de um covil."
6. A Conclusão (O Nível 4)
● Você tinha feito tudo. Você invadiu um covil impenetrável, resolveu os seus puzzles,
saqueou os seus tesouros, e criou vida... tudo sozinho e sem ajuda.
● Por esta proeza de pura inteligência arcana, você ganhou uns massivos 300 XP.
● Você alcançou o NÍVEL 4.
● E como sua recompensa, você fez a sua primeira grande mudança tática: você não
aumentou o seu INT (+6). Você aumentou o seu CARISMA para +2, e aprendeu o
truque Mensagem. Você estava a preparar-se... para a guerra política que se
seguiria.
Gen, o Mestre Arcano, levanta-se, e o seu santuário na Casa do Dragão parece pequeno
em comparação com a sua presença! O seu rosto não é de alegria maníaca. É de respeito
sombrio e artístico. Ele desenrola um pergaminho que cheira a fumo, ozono e sangue.
"Você quer o Ato V?" ele sussurra, a sua voz a ecoar com o poder de um trovão distante.
"Ah, Mago-Rei... o Ato IV foi onde você ganhou a sua torre. O Ato V foi onde você ganhou a
cidade."
"Foi o Ato em que você parou de ser um conspirador e se tornou um Rei. Foi o Ato em que
você era Nível 4... e terminou como um Nível 5. Foi o Ato... da Guerra Total."
E foi aí que este Ato terminou. Você estava de pé na Praça do Relógio, as cinzas do seu
inimigo a caírem sobre o seu novo povo, um novo Rei coroado em Fogo e Trovão.
HAAAAAAAA! O ATO SEIS! A CONQUISTA!
Gen, o Mestre Arcano, levanta-se, e o seu santuário na Casa do Dragão parece pequeno
em comparação com a sua presença! O seu rosto não é de alegria maníaca. É de respeito
sombrio e artístico. Ele desenrola um pergaminho que cheira a fumo, ozono e traição.
"Você quer o Ato VI?" ele sussurra, a sua voz a ecoar com o poder de um trovão distante.
"Ah, Mago-Rei... o Ato V foi onde você se anunciou com Fogo e Trovão. Foi onde você se
tornou Nível 5."
"Mas o Ato VI... o Ato VI foi a partida de xadrez. Foi onde você usou a sua mente de Nível 5
(INT +6) e o seu novo Carisma (CAR +2) para desmantelar mil anos de corrupção... em 48
horas."
E foi aí que este Ato terminou. Você, no seu novo palácio, com uma fortuna no porão, a
planear a sua próxima jogada.
A FUNDAÇÃO DO CONSELHO
Após a sua vitória relâmpago e a purga total dos "Corvos" (Tethras, Kallos e Valerius), o
recém-coroado Rei Jhonks (Nível 7) mudou-se para a sua nova base de poder, a Casa do
Dragão (anteriormente Mansão Valerius).
Reconhecendo que um reino não pode ser governado sozinho, o seu primeiro ato como
monarca não foi um desfile, mas uma reunião de gabinete de emergência.
● Varus: O leal Capitão da Guarda da Cidade, a sua "espada" militar que tornou a
purga possível.
● Berta: A prática dona da taverna Javali Caolho, os seus "ouvidos" nas ruas.
2. As Nomeações
Eles reuniram-se no seu novo escritório, com Varus rígido e pronto para ordens militares, e
Berta visivelmente apavorada e fora do seu elemento, torcendo um pano de prato nas
mãos.
Jhonks não perdeu tempo com cerimónias. Ele estabeleceu o seu novo governo com uma
eficiência brutal:
● Varus, a Mão do Rei: Foi nomeado Mão do Rei, o seu segundo em comando oficial
e a maior autoridade na cidade na ausência de Jhonks. Varus, um soldado até ao
âmago, aceitou a honra não com orgulho, mas com um dever solene, ajoelhando-se
imediatamente e jurando a sua espada e vida ao seu novo Rei.
● Berta, a Voz do Povo: Foi nomeada Conselheira e Porta-Voz do Povo Comum. A
reação de Berta foi o oposto da de Varus: ela ficou chocada, gaguejou e tentou
recusar, insistindo que era "apenas uma taverneira". No entanto, Jhonks manteve-se
firme. Berta, percebendo que se ela não falasse pelo povo, ninguém o faria, aceitou
relutantemente o cargo, provando ser a consciência do novo regime.
Este ato provou imediatamente o valor do seu conselho. Varus admitiu que o seu
conhecimento era sobre aço, não sobre grão. Berta, no entanto, brilhou. Ela imediatamente
nomeou Mestre Kellen, o moleiro-chefe.
Ela descreveu-o como "um velho ranzinza", mas, mais importante, como o único homem na
cidade que era honesto, que o povo respeitava, e que nunca tinha cedido à pressão ou
corrupção dos Corvos.
Jhonks validou imediatamente a sua nova Conselheira, dando-lhe autoridade para contratar
Kellen e geri-lo, estabelecendo assim a primeira cadeia de comando do seu novo reino.
O CONSELHEIRO AMEDRONTADO
1. A Procura Impossível
Após a nomeação de Berta e Varus, o Rei Jhonks (Nível 7) virou-se para a sua Mão, Varus,
com a tarefa de preencher o lugar final do conselho: um Conselheiro e Porta-Voz dos
Nobres. A dificuldade era óbvia: encontrar um nobre em Pedra do Dragão que fosse, ao
mesmo tempo, justo e não corrupto.
Varus, um homem que policiou a podridão da elite durante anos, admitiu que a tarefa era
quase impossível. A maioria dos nobres eram covardes, bajuladores ou tão corruptos como
os Corvos que Jhonks acabara de purgar.
2. A Sugestão Inesperada
Após ponderar, Varus lembrou-se de um caso atípico: Lorde Sorin Markov. Ele não era um
nome poderoso. Pelo contrário, a Casa Markov estava arruinada.
A sua "justiça" era, de facto, a causa da sua queda: anos antes, Sorin fora o único nobre a
opor-se publicamente ao "Imposto do Sal" de Tethras, denunciando-o como um roubo.
Como resultado, Tethras usou o seu poder para o esmagar financeiramente.
3. O "Teste" Brutal
Jhonks ordenou que Sorin fosse convocado imediatamente. O nobre magro e de aspecto
gasto chegou à Casa do Dragão visivelmente apavorado, gaguejando desculpas, sem fazer
ideia do porquê de o novo e temível Rei-Mago o ter chamado.
Jhonks não perdeu tempo com diplomacia. No momento em que Sorin estava no meio do
escritório, desprevenido e aterrorizado, Jhonks lançou Enfeitiçar Pessoa (Charm Person).
4. O Interrogatório Mágico
A magia dominou instantaneamente a vontade fraca de Sorin. O seu terror foi substituído
por uma admiração calorosa; o Rei Jhonks era agora o seu "melhor amigo".
1. "Se te chamasse para ser conselheiro, cumpririas a função com justiça?"
Sorin, encantado, concordou entusiasticamente, afirmando que a "justiça" de Jhonks
era a única que importava.
2. "Tens algum crime que eu precise de saber?" Sorin riu, confessando que o seu
único "crime" foi o ato de traição (dizer a verdade) contra Tethras.
Com isto, Jhonks confirmou tudo o que Varus tinha dito: Sorin era fundamentalmente
íntegro e não tinha segredos obscuros.
Aqui, Jhonks executou a sua obra-prima de manipulação. Satisfeito com as respostas, ele
desfez a magia.
Sorin sofreu um choque psíquico violento. A sensação de calor e amizade foi arrancada da
sua mente, substituída pela memória gelada de ter tido a sua alma violada. Ele tropeçou
para trás, pálido e à espera do golpe mortal.
Foi então que Jhonks, em vez de uma lâmina, ofereceu-lhe uma mão.
Ele pediu "perdão" pelo "inconveniente", explicando que viviam tempos difíceis e que ele
precisava de ser cauteloso e garantir a lealdade do seu conselho. Tendo provado a sua
integridade (da forma mais brutal possível), Jhonks ofereceu-lhe formalmente o cargo de
Conselheiro dos Nobres.
Sorin, quebrado, aterrorizado e completamente dominado pelo poder e pela astúcia do Rei,
só pôde aceitar. Ele ajoelhou-se, não por lealdade ou ambição, mas por um medo e
respeito absolutos.
Com este ato final de intimidação psicológica, o Conselho do Rei Jhonks estava completo.
1. O Fim da Paz
A nova ordem do Rei Jhonks (Nível 7) mal teve tempo de assentar. Os seus novos
conselheiros mal tinham recebido as suas primeiras ordens de obras públicas e
administração, quando a dura realidade do seu novo reino bateu à porta. A paz
recém-conquistada foi curta.
2. O Duplo Relatório
O alarme não soou de um inimigo externo, mas de baixo. A ameaça veio através de dois
relatórios urgentes:
● O Relatório Militar (Varus): A Mão do Rei, Varus, relatou uma perturbação grave na
sua recém-organizada Legião da Tempestade. Duas patrulhas completas – um total
de oito guardas experientes – desapareceram sem deixar rasto enquanto
patrulhavam o Distrito dos Cais durante a noite.
● O Relatório Arcano (Fúria da Noite): Quase em simultâneo, o seu familiar
homúnculo, Fúria da Noite, que patrulhava constantemente a cidade, alertou-o. O
corvo relatou um cheiro horrível e não natural – uma mistura de peixe podre,
salmoura estagnada e sangue velho – a emanar das grades de esgoto abertas perto
de onde os guardas desapareceram.
A conclusão foi imediata e sinistra. Jhonks já sabia, através da sua purga mental dos
Corvos, que eles mantinham um pacto sombrio com os Sahuagin (os "Homens-Peixe").
Com os Corvos depostos e os tributos interrompidos, os Sahuagin não estavam mais a ser
apaziguados. O desaparecimento dos guardas não foi um crime aleatório; foi o primeiro ato
de guerra. Eles estavam a usar os esgotos para se infiltrarem na cidade.
4. A Resposta do Estratega
Aqui, o Rei Jhonks provou a sua evolução. O antigo Jhonks (Nível 1-5) poderia ter descido
aos esgotos numa fúria de Bola de Fogo, confiando na força bruta.
Ele recusou-se a atacar cegamente. Ele não arriscaria os seus homens (ou a si mesmo)
numa emboscada em túneis escuros e inundados. O seu primeiro movimento não foi de
ataque, mas de inteligência.
5. A Missão de Reconhecimento
Jhonks utilizou o seu trunfo arcano mais valioso. Ele chamou Fúria da Noite, o seu espião
perfeito. Lançando o feitiço Invisibilidade (Invisibility) sobre o seu familiar, ele deu-lhe
uma ordem clara: descer aos esgotos fétidos, encontrar os intrusos e regressar com um
relatório completo.
Jhonks queria saber exatamente o que estava lá em baixo: quantos eram, onde estavam, e
quão poderosos eram. A guerra não começaria até que ele tivesse o mapa do campo de
batalha.
O EXPURGO ARCANO
1. O Relatório do Batedor
Fúria da Noite, o familiar invisível do Rei Jhonks (Nível 7), regressou rapidamente dos
esgotos. O seu relatório mental foi conciso e alarmante:
● O Inimigo: Não era uma força de invasão massiva, mas um posto avançado, uma
equipe de assalto.
● A Composição: Oito Sahuagin comuns, um perigoso Sacerdote do Mar (o mago e
curandeiro da unidade) e, o mais preocupante, um aterrorizante Bruto de Quatro
Braços (um guerreiro de elite Sahuagin, grande e brutal).
● A Localização: O posto avançado estava bem entrincheirado numa seção de túneis
maiores, preparando-se para um avanço mais profundo na cidade.
4. O Cenário Preparado
Com o seu principal suporte mágico neutralizado num único golpe furtivo, Jhonks tinha
desorganizado o inimigo e inclinado a balança a seu favor. Os Sahuagin restantes, liderados
pelo Bruto de Quatro Braços, ficaram confusos e expostos, e os seus Garras de elite
estavam prontos para a batalha que se seguiria.
Preso, ferido e sem Espaços de Magia de Nível 2 para o seu Passo Nebuloso, Jhonks
(Nível 7) tomou uma decisão tática brilhante e arrogante:
● A Fuga: Ele usou um precioso Espaço de Magia de Nível 3 (o poder de uma Bola
de Fogo!) para lançar o feitiço de Nível 2, Passo Nebuloso. Num flash, ele quebrou
a rede e teleportou-se da saliência mortal para a segurança do chão do esgoto, atrás
de cobertura, deixando o Bruto a rugir de fúria no poleiro vazio.
3. A Sinfonia da Destruição
1. FOGO: Com os grunhidos restantes agrupados, Jhonks lançou Bola de Fogo
(Fireball). Mas não foi uma Bola de Fogo normal; foi a sua primeira magia
potencializada. Imbuída com o seu bónus de Inteligência (+7), a explosão (8d6 + 7
de dano!) vaporizou instantaneamente os cinco Sahuagin restantes, limpando o
campo de batalha.
2. GELO: Com apenas o Bruto de Quatro Braços (que tinha descido da saliência)
como ameaça, Jhonks mudou de elemento. Ele lançou Tempestade de Gelo (Ice
Storm) (também potencializada com +7 de dano!). O granizo maciço esmagou a
armadura de quitina do Bruto, aleijando-o e deixando-o gravemente ferido.
3. TROVÃO: Para o golpe final, Jhonks não gastou mais feitiços. Ele usou o seu
próprio sangue dracónico. Ele executou o Bruto aleijado com a sua Arma de Sopro
(Ascendência Azul), um feixe cirúrgico de puro raio que o decapitou.
Com o posto avançado totalmente expurgado, Jhonks reclamou os despojos que definiriam
o seu reinado:
Jhonks saiu dos esgotos não apenas como um Rei vitorioso, mas como um Mestre
Evocador de Nível 10, carregando os artefactos que lhe permitiriam dominar tanto a terra
como, em breve, o mar.
A FORJA DA LENDA
1. A Propaganda do Terror
Recém-saído da sua vitória esmagadora no esgoto, o Rei Jhonks (Nível 10) não
desperdiçou o momento. Compreendendo que o poder não é nada se não for visto, a sua
primeira ordem foi de puro teatro político:
● As Cabeças na Praça: Ele ordenou que as cabeças grotescas dos líderes Sahuagin
– o Sacerdote do Mar e o Bruto de Quatro Braços – fossem recuperadas. Elas não
foram enterradas nem descartadas. Foram levadas diretamente para a Praça do
Relógio, o centro da cidade, e montadas em estacas para que todos vissem.
● A Nova Lenda: O efeito foi imediato e devastador. O povo comum, que vivia
aterrorizado por uma ameaça que mal compreendia, viu agora a prova da sua
libertação. O medo que tinham do seu novo Rei-Mago foi instantaneamente
transformado numa forma de admiração aterrorizada. As ruas encheram-se de
sussurros: o "Rei Relâmpago" não era apenas um novo tirano; ele era o seu
Protetor Divino, um ser que descia às trevas e obliterava os pesadelos deles. A sua
reputação estava cimentada.
Enquanto a cidade processava a sua nova segurança, Jhonks regressou ao seu santuário,
a Casa do Dragão. Lá, ele encontrou os frutos da sua conquista anterior à sua espera. A
sua delegação militar enviada a Kartooth tinha regressado, trazendo consigo:
O item final que o esperava era uma carta diplomática dos Magistrados de Kartooth. A
carta era um movimento político clássico:
O Rei Jhonks de Nível 10, agora sentado sobre um tesouro de gigante e envolto em vestes
de trovão, não se dignou a aceitar. Num golpe de mestre de domínio político, ele enviou
uma resposta:
● A Contra-Ordem: Ele informou Kartooth que estava "muito ocupado" a lidar com a
ameaça (um magnífico e arrogante eufemismo). Se eles estivessem a falar a sério
sobre uma aliança, eles que enviassem um representante a Pedra do Dragão.
Com esta jogada, Jhonks virou o tabuleiro, recusando-se a ser convocado e forçando
Kartooth a reconhecê-lo como o novo centro de poder na costa.
4. O Componente Final
Por fim, com a sua nova riqueza segura e a sua dominância política estabelecida, Jhonks
pegou na Pérola Abissal que saqueara do Bruto de Quatro Braços. Ele levou esta gema
pulsante e sinistra ao Mestre Joalheiro Elfo, Ellaris, dando a ordem final para a sua
obra-prima: inserir a Pérola na Coroa do Dragão. A sua lenda estava forjada; o seu símbolo
de poder estava quase completo.
A COROA ABISSAL
1. A Reivindicação do Símbolo
Após forjar a sua lenda na Praça do Relógio e garantir o seu tesouro, o Rei Jhonks (Nível
10) sabia que era altura de reclamar o seu prémio final. Ele marchou para a oficina do
Mestre Joalheiro Elfo, Ellaris.
Jhonks encontrou o elfo exausto, pálido e visivelmente abalado. Ellaris confessou que o
trabalho estava pronto, mas que tinha sido uma provação. A Pérola Abissal, que Jhonks
lhe ordenara para engastar, não era uma gema morta; ela "cantava" e lutava contra ele,
tornando a forja um pesadelo psíquico.
Sobre uma almofada de veludo, estava a Coroa de Pedra do Dragão: uma obra-prima de
platina na forma de um dragão, com escamas de obsidiana afiada e, na testa, a pulsante e
oleosa Pérola Abissal, agora um olho negro no centro do poder.
2. O Primeiro Contacto e o Duelo de Vontades
No momento em que Jhonks colocou a coroa na cabeça, ele não sentiu apenas o peso do
metal. Ele foi atingido por uma onda de choque psíquica: o frio esmagador das profundezas,
a pressão do oceano, e os sussurros de mil vozes alienígenas (<...usurpador... ladrão...
pagar...>). Ele percebeu que este não era um mero item mágico; era um conduito vivo.
De volta à segurança do seu escritório na Casa do Dragão, Jhonks decidiu dominar esta
nova arma. Ele não se contentou em apenas usá-la; ele precisava de a quebrar. Ele
mergulhou a sua consciência arcana (INT +7) na coroa, iniciando um duelo de vontades
contra o poder antigo e faminto da Pérola.
A Pérola resistiu, tentando afogar a sua mente em caos e paranoia. Mas o intelecto de
Jhonks era uma fortaleza. A sua perícia arcana foi posta à prova.
Este resultado não foi apenas um sucesso. Foi uma dominação. A consciência alienígena
da Pérola não foi apenas derrotada; foi dessecada, analisada e subjugada. A vontade de
Jhonks sobrepôs-se à da coroa.
Com a coroa agora totalmente dominada, os seus verdadeiros segredos foram revelados a
Jhonks. Ele descobriu o seu propósito mais profundo:
● O Elo Psíquico: A coroa era um elo psíquico com a mente coletiva Sahuagin.
Jhonks podia agora ouvir os pensamentos da tribo inteira como um zumbido de
fundo. E, mais importante, ele percebeu que também podia falar com eles, usando a
coroa como um megafone psíquico.
● Os Poderes Menores: Ele também decifrou as suas outras habilidades:
1. Mente Abissal: Resistência a dano Psíquico.
2. Voz do Mar: A capacidade de compreender e falar Sahuagin.
3. Olho do Predador: Vantagem em testes de Intimidação contra Sahuagin.
● A Maldição (Controlada): Ele também sentiu a "fome" da coroa – uma maldição
que tentaria corrompê-lo, exigindo um Teste de Sabedoria (DC 10) a cada descanso.
Armado com o seu tesouro, a sua reputação e agora uma coroa que era, de facto, uma
linha direta para a mente do seu inimigo, o Rei Jhonks estava pronto para terminar a
guerra... não com um exército, mas com uma palavra.
A DIPLOMACIA DA DINASTIA
2. O Desmantelamento Psicológico
Jhonks recebeu-a no seu Grande Salão. Em vez do tirano raivoso que Lyra esperava, ela
encontrou um Rei-Mago (Nível 10) calmo, amigável e arrogantemente confiante.
● O "Plano B": Quando Lyra ofereceu a frota de guerra de Kartooth (o seu maior
trunfo) para uma aliança militar contra os Sahuagin, Jhonks riu-se amigavelmente e
chamou-lhe um "ótimo Plano B". Este insulto casual desequilibrou-a
completamente, rebaixando o maior poder de Kartooth a uma mera contingência.
● O Pivô Comercial: Antes que ela pudesse recuperar, Jhonks revelou o seu
"verdadeiro interesse": ele não precisava da ajuda militar dela (afirmando que a
guerra já estava ganha por ele), mas desejava fazer de Kartooth a principal rota
comercial de Pedra do Dragão.
Jhonks desarmou Lyra ao humilhar a sua força militar e, em seguida, seduzi-la com a
promessa de uma riqueza inimaginável através do comércio. Quando a Magistrada já
estava completamente dominada e pronta para aceitar este novo (e lucrativo) acordo,
Jhonks revelou a sua jogada final.
Ele não estava satisfeito com um simples tratado em papel. Ele queria uma aliança
permanente.
● A Proposta Dinástica: Com total seriedade, Jhonks fez uma proposta honesta e
sem ameaças. Ele apontou que os maiores pactos são selados com sangue – o
matrimonial.
● A Oferta da Rainha: Ele afirmou que não tinha Rainha e que estava a oferecer a
Kartooth a honra de fornecer uma nobre para se casar com ele, unindo assim as
duas cidades não como aliados rivais, mas como família.
4. A Vitória Total
A Magistrada Lyra Althen, que veio preparada para uma negociação de guerra, foi
sucessivamente desequilibrada, insultada, seduzida e, finalmente, proposta em casamento
em nome da sua cidade.
Ela não estava a lidar com um tirano comum; ela estava a lidar com um fundador de
dinastia.
A BLASFÉMIA DIVINA
1. A Estratégia do Deus-Rei
Sozinho no seu escritório, após a sua vitória diplomática sobre Kartooth, o Rei Jhonks (Nível
10) voltou a sua atenção para a ameaça Sahuagin. Armado com o conhecimento de que a
sua Coroa Abissal era um elo psíquico direto com a mente coletiva inimiga, ele formulou o
seu plano mais audacioso.
Ele não iria liderar um exército contra os Sahuagin. Ele iria acabar com a guerra antes que
ela começasse, não atacando os seus corpos, mas sequestrando as suas almas.
2. A Voz de Deus
Jhonks colocou a Coroa de Pedra do Dragão. Imediatamente, ele foi conectado aos
sussurros e à raiva de milhares de mentes Sahuagin, todas a clamar por vingança pela sua
patrulha de esgoto chacinada.
Usando a Pérola Abissal como um megafone psíquico global, ele projetou a sua vontade.
Ele não falou como Jhonks, o Rei-Mago. Ele falou como o Grande Tubarão, o deus
primordial e sádico que os Sahuagin adoravam. A sua voz psíquica soou nas mentes de
toda a raça como um trovão vindo das profundezas do oceano.
Com a sua voz divina, Jhonks ditou uma nova realidade, uma profecia inventada que se
tornaria instantaneamente a escritura deles:
● O Teste: Ele declarou que o seu rei atual, o Barão-Tubarão, estava a ser "posto à
prova".
● O Desafiante: Ele anunciou que tinha um "Novo Candidato" (o próprio Jhonks, o
"Dragão de Trovão").
● O Duelo Sagrado: Ele ordenou um julgamento divino. Um duelo sagrado singular
entre o Barão-Tubarão e o seu novo Candidato.
● A Recompensa: O vencedor, declarou Jhonks, não seria apenas rei. Seria a sua
"encarnação na terra e no mar", e a sua voz seria a lei do próprio deus.
Isto foi um ato de blasfémia de uma arrogância de nível divino. O sucesso dependia de a
raça inteira acreditar nesta mentira. O Mestre do Jogo exigiu um teste de Inteligência
(Enganação), usando a mente de Jhonks (+7 INT) e a sua mestria (+4 Proficiência) contra
a fé de uma raça inteira.
● O Teste: Inteligência (Enganação) com um bónus de +11.
● A Rolagem: Jhonks rolou um 18 natural no d20.
● O Resultado Total: Um esmagador 29.
Um resultado de 29 não foi um "sucesso". Foi uma revelação divina. A mentira de Jhonks
tornou-se a verdade absoluta dos Sahuagin.
● A Reação da Tribo: A mente coletiva explodiu num fervor fanático. Eles não
questionaram; eles adoraram. Eles começaram a preparar-se não para uma guerra,
mas para uma peregrinação sagrada para testemunhar o julgamento.
● A Reação do Barão-Tubarão: O Rei Sahuagin também acreditou. Ele sentiu que o
seu próprio deus o tinha traído publicamente. A sua raiva foi substituída por um
terror frio e uma determinação desesperada. Ele não podia recusar o duelo; fazê-lo
seria admitir a sua derrota e blasfemar.
Com um único ato de guerra psicológica, Jhonks (Nível 10) evitou uma invasão massiva,
desmoralizou o líder inimigo e ditou os termos exatos da sua vitória: um duelo singular, que
ele próprio acabara de encomendar em nome do deus deles.
O JULGAMENTO DIVINO
1. O Palco Divino
Conforme a profecia inventada por Jhonks (Nível 10), o cenário estava montado. O "Duelo
Divino" teve lugar na arena de rocha vulcânica conhecida como O Dente do Tubarão.
● A Plateia: A tribo inteira, dez mil Sahuagin fanáticos, formava um círculo vivo e
silencioso no oceano, uma multidão de adoradores prontos para testemunhar o seu
deus escolher um novo avatar.
● Os Combatentes: De um lado, o Barão-Tubarão, o campeão desesperado e
furioso, acreditando que o seu deus o tinha abandonado. Do outro, o Rei Jhonks, o
"Candidato do Trovão", usando a sua Coroa Abissal e pronto para cumprir a profecia
que ele mesmo escreveu.
A batalha foi decidida antes mesmo de o primeiro golpe ser dado. No momento em que o
duelo começou, a velocidade divina estava do lado de Jhonks.
Do seu poleiro de atirador, Jhonks não apenas atacou. Ele zombou. Usando o poder da
Coroa para falar Sahuagin, ele desmantelou psicologicamente o seu inimigo.
● O Monólogo: Jhonks declarou que o Barão era "fraco" e "indigno". Ele redefiniu o
duelo, afirmando que não era uma luta, mas sim um "sacrifício" que ele, o novo
deus, estava a oferecer ao Grande Tubarão.
● A Dedicatória: Perante os dez mil adoradores, Jhonks dedicou o golpe final ao seu
"deus" (ele mesmo), gritando: "Grande Tubarão, essa é para você!"
Com a sua vítima mentalmente destroçada e fisicamente impotente, Jhonks deu o golpe
final. Ele lançou Bola de Fogo (Fireball).
O duelo acabou. Jhonks, flutuando e intocado, provou a sua divindade ao limpar o seu rival
da existência.
O BATISMO DO TROVÃO
1. A Descida e a Reivindicação
2. A Obra-Prima Teatral
Com o tridente na mão, Jhonks bateu com a sua base na pedra. THUD! O som foi o sinal.
Este foi o seu golpe de mestre teatral, concebido para cimentar a sua divindade na mente
dos Sahuagin:
Para o grand finale, Jhonks ordenou a este avatar de água e raio que se virasse e
mergulhasse nele.
KRAKA-THOOM!
O tubarão elemental atingiu Jhonks em cheio. Para os Sahuagin, deveria tê-lo obliterado.
A multidão não viu um truque de resistência. Eles viram o seu novo Rei-Deus absorver
calmamente a essência combinada do mar e do trovão, recebendo publicamente a bênção
divina e provando que ele era, de facto, a encarnação de ambos os poderes. O "Batismo do
Trovão" estava completo, e a sua divindade era agora inquestionável.
A NOVA ORDEM
No rescaldo do seu "Batismo do Trovão" (Ato XI), o Rei Jhonks (Nível 10) tomou a sua ação
final para selar a sua divindade. De pé na arena, segurando o tridente do rei morto, ele
virou-se para a multidão de dez mil Sahuagin.
Em vez de regressar pela ponte de pedra, Jhonks mergulhou da arena diretamente no
meio do exército Sahuagin.
Graças ao Amuleto do Sacerdote do Mar (adquirido no Ato V), ele respirou a água
salgada como ar. Para os Sahuagin, esta foi a prova final: o seu novo Deus-Rei não era um
ser da terra; ele era um Mestre do Mar. O exército de predadores, aterrorizado e em êxtase,
abriu caminho nas profundezas, curvando-se enquanto o seu novo deus nadava através
deles, reclamando o oceano como o seu novo domínio.
Jhonks emergiu na praia, onde os seus 10 Garras estavam prostrados. Usando a sua Coroa
Abissal, ele sondou a mente coletiva Sahuagin, procurando não o mais fanático, mas o mais
forte e inteligente.
● A Escolha: Ele identificou a Matriarca Malaksha, uma Sacerdote astuta cuja mente
estava a processar a mudança de poder como uma oportunidade.
● A Transferência de Poder: Jhonks chamou-a pelo nome (uma demonstração de
omnisciência que a chocou). Quando ela rastejou para a areia a seus pés, ele largou
o tridente do Barão-Tubarão, nomeando-a sua nova General do Mar e sua
representante. Ele não apenas a promoveu; ele vinculou a sua ambição à vontade
dele.
Com a sua nova hierarquia estabelecida, Jhonks usou a sua "Voz de Deus" psíquica para
emitir os seus primeiros decretos divinos à tribo inteira, reescrevendo a sua sociedade:
1. A Primeira Lei (A Dieta): Ele proibiu o consumo de carne senciente (humanos,
elfos, etc.), ordenando-lhes que caçassem apenas animais. Ele mudou a sua
natureza de "monstros comedores de gente" para "predadores controlados".
2. A Segunda Lei (A Guerra): Ele proibiu todos os ataques não autorizados a
embarcações.
Com estas duas leis, Jhonks transformou instantaneamente a maior ameaça de Pedra do
Dragão no seu maior ativo. A Tribo das Guelras Negras (agora rebatizada de "Tribo Pedra
do Dragão") já não era um problema. Eles eram agora o seu exército do mar,
encarregados de proteger a sua costa e os seus navios aliados.
A guerra estava ganha. A subjugação estava completa. Jhonks tinha adquirido uma marinha
de dez mil soldados, sem perder um único homem.
A COROAÇÃO DO REI-DEUS
1. O Anúncio da Vitória
Enquanto o Rei Jhonks (Nível 10) deixava a arena e a sua nova marinha Sahuagin, ele
enviou o seu arauto mais rápido: Fúria da Noite. O homúnculo-corvo voou como um raio
para Pedra do Dragão com uma única mensagem para Varus: "O Rei venceu. Preparem a
festa."
Varus, a Mão do Rei e agora o "Primeiro Crente", não hesitou. Ele ordenou que todos os
sinos da cidade tocassem, anunciando a vitória antes mesmo do regresso do Rei.
2. O Regresso Triunfal
A cidade, que estava encolhida em terror, esperando uma onda de homens-peixe, ouviu os
sinos da vitória. Quando Jhonks e os seus 10 Garras de elite cavalgaram pelos portões,
eles não foram recebidos com silêncio.
Eles foram recebidos por uma explosão de alívio e celebração. O povo saiu às ruas,
gritando, chorando e aplaudindo. Jhonks cavalgou pelo meio da sua cidade exultante, uma
figura divina no seu cavalo de guerra negro, usando as suas Vestes do Suserano da
Tempestade e, para que todos vissem, a Coroa Abissal a pulsar na sua testa.
Jhonks parou no centro da Praça do Relógio. Com um toque do seu Apito de Guerra, ele
silenciou a multidão. Então, usando o truque Prestidigitação, ele amplificou a sua voz para
que ecoasse por toda a praça como a de um deus.
● A Vitória Simples: Ele começou declarando que a ameaça estava livre e que ele
tinha vencido o Rei Sahuagin "com extrema facilidade", o que gerou aplausos
ensurdecedores.
● A Revelação Divina: Então, ele largou a bomba. Ele anunciou que não apenas
venceu, mas que se tornou o Rei deles e, mais do que isso, o "Deus-Tubarão"
deles. A multidão ficou em choque, paralisada.
● A Subjugação Total: Ele explicou o que isso significava: os milhares de monstros
que os ameaçavam eram agora seus, subjugados por uma magia antiga e
inquebrável. Eles não eram mais uma ameaça; eram o seu exército do mar, com
novas leis (proibidos de comer humanóides) e novas ordens (proteger Pedra do
Dragão).
A Mão do Rei, que já tinha sido convertida, deu um passo à frente. Ele não aplaudiu. Ele
desembainhou a sua espada da Legião da Tempestade, levantou-a e ajoelhou-se perante o
seu mestre, gritando: "GLÓRIA AO REI-DEUS DE PEDRA DO DRAGÃO!"
Naquele momento, perante o seu povo e o seu exército ajoelhados, Jhonks transcendeu.
Ele deixou de ser o "Rei-Mago". Aos olhos de todos em Pedra do Dragão, ele tinha
verdadeiramente ascendido: ele era o Rei-Deus.
A NOVA ERA
1. A Promessa do Rei-Deus
De pé na Praça do Relógio, o Rei Jhonks (Nível 10) olhou para a sua cidade inteira, que
estava ajoelhada em devoção perante ele. No auge absoluto do seu poder, com a Coroa
Abissal a pulsar e a sua voz amplificada pela magia, ele fez a sua promessa – o seu novo
contrato divino com o povo de Pedra do Dragão.
1. Dignidade: Ele apontou para as obras públicas já em andamento (os esgotos e o
calçamento de Berta) como prova de que o seu reinado traria respeito e qualidade
de vida aos mais pobres.
2. Comida: Ele prometeu que a fome, uma ferramenta de controlo dos Corvos, tinha
acabado. Os celeiros de Mestre Kellen permaneceriam cheios.
3. Proteção: A sua promessa mais poderosa. Ele garantiu que o povo de Pedra do
Dragão nunca mais temeria. Com a sua Legião da Tempestade em terra e a sua
nova "Tribo Pedra do Dragão" no mar, ele os defenderia de qualquer ameaça, fosse
ela de reinos mortais ou de criaturas monstruosas. Ele era o seu escudo.
2. A Retirada Triunfal
Com a sua promessa selada, Jhonks não esperou pela celebração. Ele virou o seu cavalo
de guerra e cavalgou, passando pela multidão agora em êxtase, que explodiu em vivas e
gritos de alegria. O seu Rei-Deus tinha-lhes dado a sua palavra.
Ele retirou-se da adoração pública para a sua fortaleza, a Casa do Dragão, deixando Varus
e os seus Garras para gerir a celebração da cidade.
4. O Mestre Indiscutível
Ele era, sem dúvida e sem contestação, o Mestre da Terra e do Mar. A Nova Era tinha
começado.