Vantagens e Fontes da Arbitragem
Vantagens e Fontes da Arbitragem
O estudo da arbitragem através das pessoas nos leva a fazer a seguinte pergunta:
A- A rapidez
A arbitragem é em princípio mais rápida do que a justiça estatal, pela razão essencial de que os
as partes têm o poder de fixar o prazo dentro do qual a sentença arbitral deve ser proferida, o que
est excluído para a justiça estatal, que está aprisionada por suas regras de procedimento e, acima de tudo,
vítima de seu encomprimento.
No entanto, essa rapidez não deve ser interpretada como má vontade de uma das partes que
tardará a designar seu árbitro ou usará meios dilatórios, obrigando seu adversário a fazer
nomear um árbitro ou o presidente do tribunal arbitral pelos tribunais38(*). Além disso, esta
a rapidez é menos certa nos arbitragens internacionais que envolvem interesses
muito importantes e confrontam tradições ou regras jurídicas frequentemente antitéticas,
alourdencent e alongam consideravelmente as operações ao acumular, por exemplo, os
desvantagens dos procedimentos escritos e orais, dos procedimentos inquisitoriais e
contraditórios39(*) ; o que leva tempo.
B- O caráter confidencial
A discrição é sem dúvida a vantagem mais apreciada no mundo dos negócios, é um fator
atraente muito forte. Ao lado de uma vontade de discrição em relação às autoridades públicas ou
fiscais, especialmente em uma época em que os meios de comunicação se apropriam da menor informação ao
risco de condenar qualquer arranjo. Esta prática de confidencialidade, geralmente
observada pelas partes assim como pelos árbitros, tem como consequência que poucas decisões
arbitrais são tornadas do conhecimento do público40(*).
A liberdade de diálogo das partes e de seus conselheiros com o organismo arbitral também é
mencionar como atração desta fórmula.
C- A flexibilidade
A flexibilidade da arbitragem não é duvidosa, uma vez que a resolução do litígio se dá por uma
procedimento de menor formalismo, flexível, eficaz e conhecido previamente pelas duas partes.
Assim como os árbitros, escolhidos entre profissionais sensibilizados com as dificuldades dos
as atividades profissionais em causa em cada litígio, repugnam a atribuir a totalidade das culpas
à charge da parte perdedora quando esta não tiver má-fé. Isso resulta,
especialmente para a arbitragem interna, um "recentramento" bastante frequente, a unanimidade dos árbitros
derivando de concessões mútuas, que desempenha um pouco o papel de um seguro jurisdicional
graças à qual um parceiro sabe com antecedência que, mesmo que esteja errado, sua condenação será mais
medida que perante os tribunais.
A arbitragem é uma matéria que conhece uma diversidade de fontes, graças à iniciativa dos Estados.
incluindo em suas legislações textos que regem a arbitragem interna e internacional, ou
novamente, elaborando convenções internacionais que regem a arbitragem nas relações
entre eles.
O essencial das regras materiais da arbitragem está contido no novo código de procedimento
civil30(*) que distingue a arbitragem interna da arbitragem internacional.
O legislador marroquino consagrou uma lei n°08-05 que revoga e substitui o capítulo VIII.
do código de processo civil31(*).
A contribuição da lei n°08-05 como sendo uma fonte interna da arbitragem, inspira-se na lei
tipo elaborado pela Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional
(CNUDCI) diz respeito particularmente à adaptação do procedimento de arbitragem à evolução de
a organização judiciária do Marrocos e o desenvolvimento dos procedimentos e órgãos de arbitragem
em adequação com as novas necessidades dos operadores econômicos confrontados com a lentidão
das procedimentos judiciais.
Quanto à seção III, ela diz respeito à 'mediação convencional' com quinze artigos (art.
327-55 a 327-70). Trata-se de um modo de resolução de disputas, por meio de um
mediador designado pelas partes para facilitar a conclusão de uma transação para resolver
um litígio.
No que diz respeito às convenções árabes. O Marrocos ratificou várias, no que diz respeito à arbitragem:
Sem esquecer os acordos bilaterais com vários países árabes, nomeadamente o Egito.
22/03/1989, o Líbano em 03/07/1997, o Kuwait em 16/02/1999, o Bahrein em 07/04/2000.