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Vantagens e Fontes da Arbitragem

A arbitragem se destaca como um método eficaz de resolução de litígios devido à sua rapidez, discrição e flexibilidade, superando muitas vezes a justiça estatal. As fontes da arbitragem incluem legislações nacionais, como a lei n°08-05 do Marrocos, e convenções internacionais, como a Convenção de Nova Iorque, que estabelece princípios fundamentais para a arbitragem internacional. O documento explora as vantagens da arbitragem e as diversas fontes que a regulam, tanto em nível interno quanto internacional.

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Vantagens e Fontes da Arbitragem

A arbitragem se destaca como um método eficaz de resolução de litígios devido à sua rapidez, discrição e flexibilidade, superando muitas vezes a justiça estatal. As fontes da arbitragem incluem legislações nacionais, como a lei n°08-05 do Marrocos, e convenções internacionais, como a Convenção de Nova Iorque, que estabelece princípios fundamentais para a arbitragem internacional. O documento explora as vantagens da arbitragem e as diversas fontes que a regulam, tanto em nível interno quanto internacional.

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SEÇÃO 1 | O interesse da arbitragem

Não é possível contestar o sucesso atual da arbitragem como modo alternativo de


resolução de litígios, sem questionar as razões que justificariam hoje a sua
superioridade sobre a justiça estatal.

O estudo da arbitragem através das pessoas nos leva a fazer a seguinte pergunta:

Por que escolher a arbitragem ao invés de recorrer aos tribunais estatais?

Os promotores da arbitragem afirmam prontamente que as vantagens desta fórmula


as procedimentais estão relacionadas à sua rapidez (A), à sua discrição (B), à sua flexibilidade (C), com a competência
técnica e profissional dos árbitros(D).

A- A rapidez

A arbitragem é em princípio mais rápida do que a justiça estatal, pela razão essencial de que os
as partes têm o poder de fixar o prazo dentro do qual a sentença arbitral deve ser proferida, o que
est excluído para a justiça estatal, que está aprisionada por suas regras de procedimento e, acima de tudo,
vítima de seu encomprimento.

No entanto, essa rapidez não deve ser interpretada como má vontade de uma das partes que
tardará a designar seu árbitro ou usará meios dilatórios, obrigando seu adversário a fazer
nomear um árbitro ou o presidente do tribunal arbitral pelos tribunais38(*). Além disso, esta
a rapidez é menos certa nos arbitragens internacionais que envolvem interesses
muito importantes e confrontam tradições ou regras jurídicas frequentemente antitéticas,
alourdencent e alongam consideravelmente as operações ao acumular, por exemplo, os
desvantagens dos procedimentos escritos e orais, dos procedimentos inquisitoriais e
contraditórios39(*) ; o que leva tempo.

B- O caráter confidencial

A discrição é sem dúvida a vantagem mais apreciada no mundo dos negócios, é um fator
atraente muito forte. Ao lado de uma vontade de discrição em relação às autoridades públicas ou
fiscais, especialmente em uma época em que os meios de comunicação se apropriam da menor informação ao
risco de condenar qualquer arranjo. Esta prática de confidencialidade, geralmente
observada pelas partes assim como pelos árbitros, tem como consequência que poucas decisões
arbitrais são tornadas do conhecimento do público40(*).

A liberdade de diálogo das partes e de seus conselheiros com o organismo arbitral também é
mencionar como atração desta fórmula.

C- A flexibilidade

A flexibilidade da arbitragem não é duvidosa, uma vez que a resolução do litígio se dá por uma
procedimento de menor formalismo, flexível, eficaz e conhecido previamente pelas duas partes.
Assim como os árbitros, escolhidos entre profissionais sensibilizados com as dificuldades dos
as atividades profissionais em causa em cada litígio, repugnam a atribuir a totalidade das culpas
à charge da parte perdedora quando esta não tiver má-fé. Isso resulta,
especialmente para a arbitragem interna, um "recentramento" bastante frequente, a unanimidade dos árbitros
derivando de concessões mútuas, que desempenha um pouco o papel de um seguro jurisdicional
graças à qual um parceiro sabe com antecedência que, mesmo que esteja errado, sua condenação será mais
medida que perante os tribunais.

A flexibilidade de procedimentos livres das restrições do direito processual frequentemente sentida


como uma acumulação de formas inúteis. Sem dúvida os árbitros que organizam a
eles fazem isso ajustando muito cuidadosamente as restrições às necessidades de
l'espèce. Mais il ne faut pas oublier que, selon la formule de Jhering41(*) a forma é irmã
gêmea da liberdade.

SEÇÃO 2 | as fontes da arbitragem

A arbitragem é uma matéria que conhece uma diversidade de fontes, graças à iniciativa dos Estados.
incluindo em suas legislações textos que regem a arbitragem interna e internacional, ou
novamente, elaborando convenções internacionais que regem a arbitragem nas relações
entre eles.

Para isso, distingue-se entre as fontes nacionais (Parágrafo I) e as internacionais.


a arbitragem (Parágrafo II).

Parágrafo I/ As fontes nacionais da arbitragem

O essencial das regras materiais da arbitragem está contido no novo código de procedimento
civil30(*) que distingue a arbitragem interna da arbitragem internacional.

O legislador marroquino consagrou uma lei n°08-05 que revoga e substitui o capítulo VIII.
do código de processo civil31(*).

A contribuição da lei n°08-05 como sendo uma fonte interna da arbitragem, inspira-se na lei
tipo elaborado pela Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional
(CNUDCI) diz respeito particularmente à adaptação do procedimento de arbitragem à evolução de
a organização judiciária do Marrocos e o desenvolvimento dos procedimentos e órgãos de arbitragem
em adequação com as novas necessidades dos operadores econômicos confrontados com a lentidão
das procedimentos judiciais.

A lei nº 08-05 de 6 de dezembro de 2007 organiza a arbitragem interna em 60 artigos integrados no


Nouveau Code de Procédure Civile (art. 306 à 327-38), dont la rédaction a été totalement
inspirada pela lei francesa sobre a arbitragem.

En effet la composition du texte obéit à un ordre chronologique :

Ø A convenção de arbitragem (art. 306 a 327-1);

Ø O tribunal arbitral (art. 327-2 a 327-8);

Ø A instância arbitral (art. 327-9 a 327-21);

Ø A sentença arbitral e os meios de recurso (art. 327-22 a 327-38);


Em contrapartida, os textos que interessam ao direito da arbitragem internacional são muito mais
modestos, ao menos em volume. A seção II do Capítulo VIII intitulado 'A arbitragem
internacional''não compreende que quinze artigos (art. 327-39 a 327-54).

Quanto à seção III, ela diz respeito à 'mediação convencional' com quinze artigos (art.
327-55 a 327-70). Trata-se de um modo de resolução de disputas, por meio de um
mediador designado pelas partes para facilitar a conclusão de uma transação para resolver
um litígio.

Parágrafo II/ As fontes internacionais da arbitragem

O direito da arbitragem internacional é constituído pelas convenções internacionais graças


às quais se desenvolveu. Essas convenções são de dois tipos: bilaterais ou
multilaterais. Como seu número é significativo, não citaremos aqui mais que as principais.
convenções ratificadas pelo Marrocos.

O Estado marroquino é signatário da convenção de Nova Iorque de 10 de junho de 1958 relativa à


reconhecimento e execução de sentenças arbitrais estrangeiras32(*)A lei lembra que os
sentenças arbitrais internacionais são reconhecidas em Marrocos. Esta convenção constitui
o instrumento internacional mais importante em matéria de arbitragem, seu objeto é mais amplo
pois que ela fixa os grandes princípios sobre os quais repousa a arbitragem internacional, princípio de
validade das convenções arbitrais e afirmação da autonomia da arbitragem internacional.

A convenção de Washington de 18 de março de 196533(*)Este convênio criou o Centro


Centro Internacional para el Reglamento de Disputas Relativas a Inversiones (CIRDI) destinado a
oferecer aos investidores estrangeiros e aos Estados anfitriões uma estrutura de arbitragem que ofereça todas
garantias de imparcialidade.

A Convenção de Haia de 1º de março de 1954.

No que diz respeito às convenções árabes. O Marrocos ratificou várias, no que diz respeito à arbitragem:

A convenção do Kuweit relativa à criação do Instituto Árabe para a Garantia de


o investimento na data de 27 de maio de 1971, cujo primeiro protocolo prevê o procedimento de
mediação e arbitragem.

A convenção de Amã relativa à arbitragem comercial internacional de 14 de abril de 1987.

Sem esquecer os acordos bilaterais com vários países árabes, nomeadamente o Egito.
22/03/1989, o Líbano em 03/07/1997, o Kuwait em 16/02/1999, o Bahrein em 07/04/2000.

Finalmente, a especificidade da arbitragem internacional também se manifesta por algumas fontes.


secundárias, ora de origem pública, ora de origem privada. Sob este último termo, nós
pensar em várias convenções de arbitragem tipo estabelecidas por algumas instituições, a saber, a
Câmara de Comércio Internacional (CCI), a Comissão das Nações Unidas para o Direito
Comercial Internacional (CNUDCI), a Resolução de Conflitos Alternativa (ADR), a Organização
Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

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