Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
(DPOC)
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
Caracterizada por
• sintomas respiratórios crônicos (dispneia, tosse e expectoração)
• limitação persistente ao fluxo aéreo, que não é completamente
reversível.
Doença progressiva decorrente da resposta inflamatória anormal das
vias aéreas e dos pulmões a partículas nocivas e gases inalados.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
• afeta 5% da população
• associada a uma alta morbidade e mortalidade.
• O tabagismo é o principal fator de risco, porém outros poluentes
(produtos químicos, poeira, pó de carvão, combustíveis e fumaças)
devem ser considerados na avaliação do paciente já que até 20% dos
pacientes com DPOC não têm história de exposição ao cigarro.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
• Estabelecer o diagnóstico corretamente é importante, pois o manejo
adequado reduz sintomas, frequência e gravidade das exacerbações,
melhora qualidade de vida e aumenta a sobrevida do paciente
DPOC Sinais e sintomas
• dispneia crônica e progressiva.
• Tosse – seca ou produtiva – presente em cerca de 30% dos pacientes
Nos períodos de exacerbação, costuma ser produtiva. No exame
físico, pode-se identificar murmúrios vesiculares diminuídos e sibilos.
Em casos de doença grave e avançada
• Fadiga
• perda de peso e anorexia.
• pior prognóstico ou outras doenças concomitantes, como câncer e
tuberculose.
DPOC Diagnóstico
• pacientes com quadro de dispneia, tosse crônica, seca ou produtiva,
que apresentam história de exposição a fatores de risco para a
doença (tabagismo ativo ou passivo, exposição a poluentes e outras
fumaças).
• Diante da suspeita clínica da doença, está indicada a realização de
espirometria, padrão-ouro no diagnóstico da DPOC.
DPOC Testes de função pulmonar
• necessários para a avaliação diagnóstica de pacientes com suspeita de
DPOC
• são usados para determinar a gravidade da limitação do fluxo aéreo,
avaliar a resposta aos medicamentos e acompanhar a progressão da
doença.
• Espirometria: exame de função pulmonar de escolha para o
diagnóstico de DPOC.
DPOC Espirometria
• realizada antes e após a administração do broncodilatador (geralmente o
salbutamol) para determinar se a limitação do fluxo de ar está presente e
se é parcial ou totalmente reversível.
• A limitação do fluxo aéreo irreversível ou apenas parcialmente reversível
com broncodilatador é característica da DPOC.
• Os valores mais importantes medidos durante a espirometria são o volume
expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e a capacidade vital
forçada (CVF).
• A presença de VEF1/CVF (Índice de Tiffeneau) pós-broncodilatador < 0,7
confirma a limitação ao fluxo aéreo persistente, ou seja, define o
diagnóstico de DPOC, conforme critérios da Iniciativa Global para Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD).
DPOC Exames de imagem
não essenciais nem suficientes para o diagnóstico
• radiografias simples de tórax
• tomografia computadorizada (TC)
São normalmente realizadas em pacientes com DPOC quando a causa
da dispneia ou de produção de expectoração não é clara e durante
exacerbações agudas para excluir processos complicadores
(pneumonia, pneumotórax, insuficiência cardíaca, por exemplo).
DPOC Exames de imagem
DPOC Avaliação
• é importante determinar o nível de limitação do fluxo aéreo;
• mensurar o impacto dos sintomas sobre a saúde do paciente;
• investigar história de exacerbações e risco de eventos futuros
(exacerbações, hospitalização ou morte).
DPOC Classificação de gravidade da limitação do
fluxo aéreo (classificação espirométrica)
• A classificação espirométrica tem valor prognóstico e varia de 1 a 4,
conforme a gravidade da limitação do fluxo aéreo.
• O valor a ser avaliado é aquele após a utilização do broncodilatador.
• A deterioração da limitação ao fluxo aéreo está associada ao aumento
de exacerbações, hospitalizações e risco de morte.
DPOC Classificação dos sintomas
• Existe uma fraca correlação entre o grau de limitação do fluxo aéreo
e os sintomas que impactam na qualidade de vida do paciente, sendo
necessário, portanto, avaliar o sintoma de maneira objetiva.
Orientase utilizar uma das escalas:
DPOC Classificação dos sintomas
• mMRC (Modified British Medical Research Council), varia de 1 a 4;
• CAT (COPD Assessment Test), que varia de 0 a 40
DPOC Classificação de risco de exacerbações
• diferencia pacientes de baixo e alto risco para eventos futuros,
conforme a história de exacerbação ou internação no último ano.
• Exacerbação: piora abrupta dos sintomas respiratórios que
necessitam de tratamento adicional.