A Grande Crônica das Terras Distantes
A Origem do Mundo e os Gigantes
O mundo não nasceu de um criador, nem foi moldado por deuses. Ele sempre esteve lá, indiferente,
esperando que nele algo florescesse. O que primeiro caminhou sobre ele foram os Gigantes,
colossais e antigos, criaturas que não tinham forma fixa, mas se moldavam conforme as
necessidades de sua existência. Eram os primeiros senhores da terra, incompreensíveis, feitos de
carne e pensamento. Seus corpos exalavam uma substância estranha, um fluido dourado chamado
Sérum, que alterava a realidade ao redor e era o segredo de seu poder.
Os Gigantes nunca foram deuses, mas seus corpos possuíam um poder que os fazia parecer como
tais. Mas algo aconteceu, algo os derrubou. Alguns dizem que eles entraram em guerra entre si,
outros que foram consumidos pelo mundo que um dia governaram. O que restou foram suas
carcaças e o Sérum espalhado pelo solo, impregnando a terra e dando origem às primeiras
civilizações humanas.
O Povo das Flores e o Gigante Caído
Muito antes das explorações e do surgimento das grandes civilizações, existiu um povo ancestral
chamado Os Vassaris. Sua cultura girava em torno das flores e das cores primaveris, que
consideravam sagradas. Acreditavam que cada cor possuía um significado espiritual, representando
emoções, destinos e presságios. Seus rituais envolviam a criação de pigmentos extraídos de pétalas,
que eram utilizados para pintar seus corpos em celebrações e ritos de passagem. Um dia, um
Gigante morreu e caiu no topo da montanha. Um Gigante é uma criatura sem forma específica,
sendo cada um único. Eles são colossais e suas formas apesar de seguirem um padrão e não serem
amorfos, eles não muito estranhos. Os gigantes vivem no céu, voando a uma distância tão colossal
que ninguém sabe de sua existência, apesar de surgirem relatos ocasionais tendo civilizações que
registram eles como Anjos ou Aliens.
A morte de um Gigante é um evento que ocorre muito raramente, a cada era 1 morreria, pois seu
tempo de vida é descomunal e existem poucos deles. E um deles morreu e sua queda foi na
montanha do povoado citado.
A morte do Gigante rasgou seu corpo, e seu sangue branco, chamado de Sérum, escorreu pela
montanha até o rio que o povo usava. Eles passaram a beber a agua contaminada comumente e após
séculos e séculos assim, eles começaram a mudar.
A ingestão do Sérum como alimentação é viciante, e o vício em Sérum torna os viciados em seres
magros, pálidos, sem pelos e causa uma certa demência. Ao longo de séculos, o contato constante
com essa substância transformou seus corpos e suas mentes, tornando-os resistentes aos efeitos
degenerativos que atormentavam outras raças. No entanto, essa resistência veio acompanhada de
uma conexão única com o ambiente ao redor: os Vassaris não apenas viviam na natureza, mas a
sentiam como uma extensão de si mesmos.
No entanto, sua relação com o Sérum não passou despercebida. Sua imunidade aos efeitos negativos
fez deles alvos de interesse e cobiça.
Os Anelados e a Divindade
A muito tempo, havia uma civilização. Os Anelados eram um povo humanoide, mas com
características estranhas. Eram altos e magros quase esqueléticos, de pele cinza escura, olhos
totalmente negros com um anel dourado como pupila. Seus membros eram alongados em especial
seus dedos anelares e eles possuíam um "chifre" que cresce em forma de halo em suas cabeças.
O Povo Anelado viviam em suas cidades, e sua Capital, a Cidade Anelada. Eles descobriram algo
sobre a verdade do mundo, e assumiram que para alcançar a divindade eles deveriam ir até os céus.
Eles então começaram a construir uma torre. Não é o céu literalmente, de fato quanto mais alto
melhor, mas não era apenas isso. Eles queriam alcançar o divino, que cria toda a vida, e por isso
eles precisavam de uma forma de unir a vida em sua forma mais bá[Link] de sua ascensão, os
Anelados subjugaram um povo que possuía uma característica incomum: eram imunes aos efeitos
viciantes e degenerativos do Sérum. A explicação para isso foi encontrada na própria história dessa
região: gerações de habitantes haviam consumido, mesmo que em doses ínfimas, vestígios do
Sérum presentes na água e no solo. Com o passar dos séculos, seus descendentes desenvolveram
resistência aos efeitos mais destrutivos da substância. Essa resistência os tornou alvo de
experimentos. Os Anelados queriam entender e replicar essa imunidade, mas seus métodos não
eram científicos, apenas práticos e brutais.
Eles utilizaram um procedimento terrível: um processo biológico de enraizamento, onde os corpos
dessas pessoas eram forçados a uma fusão com árvores que haviam se alimentado de solo
contaminado por Sérum. Presas às árvores, elas eram lentamente grudadas conforme ambas
cresciam e suas pedras se fundiam. Em vida, tornaram-se árvores, suas mentes fragmentadas em um
sono sem sonhos.
A Cidade da Fronteira e a Bússola Distante
As Terras Distantes foram descobertas quando um homem apareceu em uma vila após um festival,
entregando uma Bússola Distante antes de morrer. Essas bússolas, encontradas por exploradores
dentro das Terras, sempre apontam para um destino desconhecido.
Quem era esse homem? Ele pertencia a um grupo que já explorava as Terras muito antes de sua
"descoberta" oficial. Seu objetivo era atrair outros para lá, talvez como parte de um experimento ou
por saber que algo terrível estava prestes a acontecer.
Quem criou essas bússolas e por quê? Ainda é um mistério, mas talvez tenham sido os Primordiais,
seres antigos que apenas falam e influenciam. Eles não podem lutar, apenas persuadir.
Nascimento da Engrenata
Houve um Gigante que tombou em uma montanha, e sua morte mudou tudo. Seu corpo já não
pulsava com vida, mas o Sérum continuava a jorrar de suas entranhas. Uma civilização poderosa,
que buscava poder absoluto, encontrou essa fonte de energia e desenvolveu uma maneira de
processá-la. Eles criaram a Engrenata, um dispositivo mecânico implantado no corpo humano,
substituindo um rim e permitindo o consumo seguro do Sérum, conferindo aos usuários a
capacidade de manipular a realidade em pequenos graus. Isso iniciou uma revolução tecnológica e
social. Aqueles sem Engrenatas eram considerados inferiores, e poucos escapavam de sua
implantação.
Mas algo deu errado. Um Sérum modificado começou a circular no mercado negro, causando
mutações terríveis. Aqueles que o consumiam tornavam-se criaturas deformadas e irracionais. A
civilização dominante e a Guilda, que governava a Cidade da Fronteira, descobriram isso e criaram
uma força-tarefa para caçar esses seres. Mas a verdade era mais obscura: o Sérum corrompido não
foi um erro. Foi um experimento.
A Experiência da Criação de um Deus
O verdadeiro objetivo dessa civilização era criar um Deus. Eles não queriam se tornar divinos, mas
desejavam moldar uma divindade artificial, utilizando o corpo do Gigante morto como base. Se
conseguissem revivê-lo sob sua própria vontade, alcançariam um poder sem precedentes. O Sérum
mutado era parte desse plano, um passo na criação de algo que não deveria existir.
Os responsáveis por essa experiência eram um grupo seleto dentro da Guilda, conhecidos como
Ordem da Nova Aurora. Eram cientistas, alquimistas e estrategistas que acreditavam que a
humanidade precisava de um governante absoluto para alcançar sua verdadeira glória. Eles viam a
criação de um Deus como o único caminho para um mundo unificado sob uma ordem perfeita.
O processo começou com a coleta e purificação do Sérum em sua forma mais concentrada.
Descobriram que, ao misturá-lo com outro líquido feito a partir dos frutos das Árvores, o fluido
adquiria tempo de vida, essência vital e, principalmente, memórias, dando ao novo Sérum, agora
dourado, propriedades de autoconsciência. Mas esse era apenas o primeiro passo.
Para moldar a consciência do novo Deus, a Ordem precisava de uma "mente condutora". Eles
tentaram usar grandes líderes, sábios e até membros da própria Guilda, mas os resultados foram
desastrosos. O Sérum corrompia e consumia suas mentes antes que pudessem estabilizar o processo.
Foi então que descobriram um fenômeno inesperado: as crianças nascidas dentro do alcance do
Gigante caído apresentavam uma conexão inata com o Sérum. Elas podiam senti-lo, moldá-lo
instintivamente e, acima de tudo, sobreviver a ele por mais tempo continuar o experimento, a
Ordem precisava de mais frutos. Eles começaram a pegar crianças jovens e, desde cedo, as
expunham ao Sérum, viciando-as para que eventualmente pudessem ser transformadas em Árvores.
Tomavam cuidado para que a cristalização não as matasse, realizando cirurgias constantes de
remoção das pedras até que alcançassem um estado de imortalidade.
A Ordem começou a sequestrar e criar essas crianças em um orfanato de fachada, administrado pela
Guilda e pela civilização de Argos. Esse orfanato servia como um centro de triagem, onde crianças
com maior ressonância eram selecionadas para experimentos mais avançados.
O corpo desse Deus seria o próprio Gigante caído, reconstruído e reanimado. Para isso, a Ordem
estabeleceu uma instalação secreta dentro das Terras Distantes, onde os restos do colosso foram
mantidos e estudados. O plano envolvia rebombear Sérum em suas veias, utilizando uma versão
modificada do fluido combinada com outros elementos para estimular a ressurreição.
A ideia era que suas mentes diluídas no Sérum se tornassem fragmentos de uma inteligência
superior, uma psique coletiva que governaria o novo Deus. Mas algo deu errado.
O Deus que nasceu não era uma entidade benevolente, nem uma mente unificada. Ele era um tumor
consciente, um amontoado de pensamentos desconexos que sussurravam e gritavam ao mesmo
tempo. Um pesadelo vivo, preso em sua própria inconsciência. O experimento foi um fracasso, mas
a Ordem não desistiu.
Eles mantiveram a criatura aprisionada em uma câmara subterrânea, estudando sua estrutura e seus
padrões de pensamento. Mas o problema era que ele pensava de volta. Com o tempo, começou a
influenciar as mentes daqueles que o estudavam, corrompendo suas percepções e sonhos. Os
membros da Ordem começaram a desaparecer, muitos deles enlouquecendo e se transformando em
algo além da compreensão.
Há aqueles que acreditam que a Ordem nunca parou de tentar — que, em segredo, continuam os
experimentos, buscando a chave para a verdadeira divindade.
Os Testes do Sérum Divino
Utilizando Sérum, e o misturando com o extrato das Frutas das Arvores feitas a partir dos Vassari,
Argos e a Guilda conseguiram criar o Sérum Divino. Sérum que continha Memórias, energia vital e
Tempo. Eles o criaram com a intenção de ressuscitar o cadáver do Primeiro Gigante a morrer. Eles
fizeram testes antes, vendendo-o como Sérum normal, disfarçando sua cor.
Os Efeitos do Sérum Divino são praticamente os mesmos, o resultado inesperado porém, foi o que
houve após a morte do indivíduo. Eles voltavam a vida como criaturas horrendas, agora chamadas
de Bestas. A loucura de ter inúmeras memórias e tempos diferentes em um corpo tornava-os insanos
e violentos.
Para lidar com o cadáveres voltando a vida, a Guilda criou os Caçadores, um tropa secreta feita para
abater as Bestas.
A Ressonância
A Ressonância é a interação. Quando uma entidade existe, ela interage com outras entidades
e com o ambiente ao seu redor, a Ressonância é essa interação. Essa interação sempre acaba
moldando a entidade, mental ou fisicamente, seja com o passar do tempo, devido a um ferimento
causado pelo ambiente ou por outra entidade, a Ressonância sempre altera a entidade. Esse é um
fenômeno universal e ele serve como base para como a realidade funciona.
Deus
No início, ou fim, dependendo do ponto de vista, existia Deus. Deus não é “alguém”, Deus é
uma máquina, não de ferro e aço, mas sim um mecanismo natural para a criação da realidade.
Nunca houve um começo, e nunca houve um fim, pois Deus opera por uma lei, O Esquema Maior
das Coisas, onde tudo que pode existir é preso a um grande ciclo de repetição eterna. Mesmo que as
coisas avancem, não importa, pois sempre voltará ao que era.
A existência não é feita ex nihilo, “do nada”, Deus emana aspectos da sua criação ao mundo
na forma de Gigantes.
Deus também pode ser chamado de Motor Imóvel.
Os Gigantes
Os Gigantes são criatura colossais, sem forma coletiva como espécie. Cada gigante tem sua
forma própria, geralmente muito bizarras e distorcidas. Os Gigantes vivem, no céu, flutuando, tão
longe que quase nunca é possível ver um. Apesar disso, Deus e os Gigantes existem antes da terra e
do céu, um local chamado Pleroma. Pleroma não é um lugar físico nem espiritual, e somente Deus e
os Gigantes existem nele, acima de Raqiya, o Firmamento. Portanto, os gigantes não flutuam no céu
comum, e sim acima de Raqiya, sendo possível enxergá-los as vezes de uma forma “entre planos”.
Os Gigantes são emanados em pares, sendo um ligado ao outro. A função dos Gigantes é
nenhuma a princípio, eles são a forma de Deus. Portanto, os Gigantes existem seguindo o Esquema
Maior das Coisas.
Empíreo, a Primeira Cidade
Quando Deus começou a emanar a realidade, a primeira manifestação dela foi em Empíreo,
uma cidade que existe fora da realidade material, ela existe ao mesmo tempo no mundo físico e no
Pleroma, porém ela só é mostrada ao fim e no começo de um ciclo. Ela está lá pra ver o início de
tudo e estará lá para ver o fim.
Em Empíreo, Tudo é Um, a partir dela, as coisas começam a se individualizar, até que no
fim de tudo, voltem a ser um em Empíreo.
Empíreo se manifesta na realidade como os Três Faróis de Empíreo, três torre colossais que
ficam localizadas em pontos específicos do mundo. Esses faróis são o modo como Deus, o Motor
Imóvel vê o mundo, e corrige qualquer distorção que ele perceba como inválida com sua diretriz.
Divindade
A Divindade é uma coletividade. Ela permeia todas as coisas, desde de coisas vivas até as
inanimadas, existe um pouco de Divindade. A Divindade é a energia que rege o progresso, a
mudança e a evolução. Ela é um dos três fatores que equilibra O Grande Esquema das Coisas.
A Divindade, em essência, se parece com uma luz dourada, com fragmentos semelhantes a
poeira. Divindade pode ser cristalizada, gerando os Cristais Espirais, um metal dourado, com forma
semelhante a cristal que cresce em espirais.
Divindade em essência, é o Tempo, onde há Divindade o tempo passa, quanto mais
divindade, mais o tempo passa, no entanto, com Divindade acumulada, isso não ocorre.
Essa energia é atraída por padrões espirais, desenhos, esculturas e gravuras que desenhem
padrões espirais puxam Divindade pra eles, deixando-a, acumulada. Isso pode ser feito por pessoas,
dando Divindade a elas e um poder muito poderoso.
A Divindade, apesar de ser parte da Dualidade entre ela e Estagnação, ela tem uma
dualidade própria.
O potencial de evolução existe, mas se os humanos irão voltar as Bestas, ou alcançar os
céus, isso não é decidido. Assim como na Espiral, você pode seguir o fio para dentro ou para fora.
Estagnação
A Estagnação é o oposto da Divindade, não é uma energia, e sim uma espécie de Ferrugem
pétrea, de cor escura quase preta. A estagnação surge onde não há Divindade, essencialmente,
travando aquele local no tempo.
A Estagnação e a Divindade tem uma relação de Atividade e Passividade muito alternante,
seguindo o Grande Esquema das Coisas, o mundo é Estagnado pois o ciclo sempre recomeça, ou
seja, não importa quanto as coisas avancem, elas sempre voltam a ser o que era, e a Divindade atua
nisso como a força que move o mundo pra frente, até o fim dele. A Estagnação é o começo e o fim,
sendo a Divindade uma força que quebra a Estagnação, e depois e superado por ela no fim.
Porém depois de certos eventos, a Divindade e a Estagnação começaram a se comportar de
outras formas.
O Início do Mundo
Após a criação de Empíreo antes do começo de tudo, seus faróis passaram a iluminar o que
Deus estava criando. Todas as coisas nasceram conforme Deus, o Motor Imóvel, “enxergava” o
mundo. A origem da vida pode ser rastreada a até Empíreo, que acumulava tudo e assim, conforme
iluminava a terra, a vida foi sendo criada.
Toda vida é interligada entre si, originários de Empíreo. Porém, no início, somente Bestas
vagavam pelo mundo, sem inteligência, sem capacidade de escolher.
O Gigante Esquecido
Gigantes sempre foram emanados de Deus em pares, mas, por algum motivo, um Gigante
nasceu sozinho. Ele não tinha propósito, Gigantes em geral, não tem, ele servem como uma
manifestação de Deus e do Grande Esquema das Coisas, e refletem o estado atual dele. Porém, esse
Gigante solitário era pior, ele não tinha um par, sua existência era contra o Ciclo pois, ele não
compreendia Começo e Fim, para ele, ou era um, ou outro.
O Gigante esquecido fez algo inédito, viajou para fora do Raqiya por vontade própria e
visitou o mundo, foi o Primeiro Gigante a ser visto pelas primeiras raças. O Gigante então, em seu
desejo de entender o ciclo, e de finalmente ter alguém, se suicidou.
Essa foi a primeira corrupção da matéria, encharcada em sangue e carne divina. Do seu
corpo, surgiram os Vermes, a fonte de todo o mal da humanidade. Seu sangue e carne se espalhou
pela criação, e as bestas que consumiram seu corpo receberam inteligência.
Vermes
Os vermes são seres rastejantes, que impregnaram toda ser inteligente quando beberam e
comeram do Corpo e Sangue do Gigante Esquecido. Os vermes são a corrupção, refletindo o erro de
Deus na criação de um Gigante solitário.
Mas não só isso, existem Vermes maiores. Os Vermes Primordiais são grandes e
deformados, e acima de tudo, conflitantes. Existem dois principais e antagônicos, o Verme do
Progresso e o Verme da Estagnação, ambos disputam entre si pra atribuir ao mundo a sua forma de
existir, rastejando pela história e manipulando os humanos para fazerem o que eles querem.
O Anel Fechado
Os Três Poderes
Ressonância, Divindade e Estagnação. Equilíbrio, Avanço e Permanência. Essas são as três
forças que regem o mundo. O Anel Fechado aplica a regra da Estagnação no mundo, ou seja, nada
pode mudar. Quando ele quebrou e se Tornou a Espiral Dourada, a regra agora seria a Divindade, ou
seja, o mundo poderia avançar e evoluir. Mesmo com o mundo estagnado, a Divindade existe,
mesmo em um mundo que avança, a Estagnação existe, e enquanto as coisas existem, haverá
Ressonância entre elas. Uma quebra drástica entre essas forças é a única coisa que poderia danificar
a Ressonância.
Os Deuses Antigos
Um grupo de Seres vagantes no mundo estagnado do Anel Fechado, descobriu sobre a
Divindade, e como atraí-la usando as Espirais. Atraindo Divindade, essas criaturas se tornaram os
Deuses Antigos, e com sua nova força eles declararam Guerra contra os Gigantes num evento que
ficaria conhecido como a Queda dos Céus.
Depois de muita luta, os Deuses Antigos conseguiram matar um gigante, e nesse momento, o
Anel Fechado se quebrou, e sua unidade foi desfeita. Suas pontas sempre tentando voltar ao que era,
mas nunca se tocando, o Anel Fechado se tornou uma Espiral, a Espiral Dourada, e o mundo
finalmente conheceu a evolução e progresso.
A Cidade Anelada
Os Deuses Antigos criaram uma cidade, chamada de A Cidade Anelada, uma grande
metrópole divina, toda construída em padrões Espirais para concentrar Divindade para os Deuses.
Os Deuses usaram o corpo imenso do Gigante de algumas formas, a principal, alimentação.
Os Deuses Antigos tinham um estoque quase interminável de comida, que agora era necessária para
a recém-descoberta fome. Sendo assim, todos eles se empanturraram com a Carne e o Sangue do
Gigante morto.
Tríade
Carne, Sangue e Alma, a Tríade que compõe a vida. A Carne é a “nave”, a Alma é o ser e o
sangue é o meio pela qual a Alma existe na Carne. Um paralelo pode ser aplicado aqui usando a
Divindade a Estagnação e Ressonância. A Carne é imóvel e estática, mas pode ser alterada
conforme a alma, dinâmica, Divina. A Ressonância é o Sangue, que permite a aplicação da
Divindade no estático, permitindo a mudança.
Sangue e Carne
O Sangue dos Gigantes é conhecido como Sérum, um líquido branco e denso. O Sérum é
altamente viciante a ser ingerido, mas tem algumas funções. Ao ser processado pelo corpo, o Sérum
garante ao usuário uma forma de controle limitado do mundo ao seu redor. Quando o Anel Fechado
quebrou e se tornou uma Espiral, isso afetou os Gigantes também, assim sendo o Sangue deles, o
meio pelo qual a Alma deles existia no corpo, passou a refletir a natureza da Espiral, a natureza de
moldar a realidade.
A Carne dos Gigantes tem outra propriedade, a Carne se manteve como era. Sendo agora um
corpo morto, o Sangue não passaria mais a alma a Carne, portanto, a Carne ainda era ligada ao Anel
Fechado. Aqueles que consumiam a Carne dos Gigantes se tornavam imortais, representando a
estagnação que era o Anel Fechado. A Carne dos Gigantes, junto aos Imortais foi o último resquício
do Anel Fechado. Por muito tempo.
A Alma dos Gigantes
Com Corpo e Sangue, os Deuses Antigos eram quase onipotentes, mas faltava algo neles.
Mesmo com Corpo e Força Divina, eles não era Deuses de fato. Mas eles nunca souberam disso. O
que faltava a eles era uma Alma, uma alma de um Gigante, assim eles poderiam Ascender aos Céus
como os Gigantes originalmente faziam.
Estagnação
Com o tempo, eventualmente algo começou a se espalhar, a Imortalidade que os Deuses
Antigos tinham começou a trazer a Estagnação ao mundo. A Estagnação se revela como manchas
vermelhas escuras, como podridão, que causa uma doença chamada Doença da Petrificação, que
lentamente vai criando uma pedra no interior da vítima afetada, essa pedra vai lentamente crescendo
até cobrir todo o corpo da vítima, a Estagnando para sempre. Essa estátua é removida do tempo,
sendo indestrutível por qualquer meio conhecido. Além disso, nela fica armazenado o tempo de vida
que a vítima teve, tem e possivelmente teria, junto de suas memórias e também, sua Alma.
Os Deuses Antigos não estavam preparados quando começou, e rapidamente, a cidade
anelada foi consumida pela Estagnação, tornando todos os Deuses em Pedra. Depois disso, a
Estagnação se foi.
Os Anelados
Éons se passaram, e um novo povo surgiu. Eles inicialmente eram humanos comuns, mas
descobriram a Cidade Anelada, onde os Deuses Antigos viviam, e realmente passaram a os tratar
como Deuses, mesmo que houvesse apenas estátuas lá. Após anos vivendo em meio a Divindade
acumulada pela Cidade Anelada, os agora chamados Anelados, tiveram seus corpos deformadas,
refletindo a próprio Divindade. Seus dedos anelares esticaram, seus corpos agora eram magros,
altos e de pele cinza. Seus olhos eram negros, mas possuíam um anel que não se fechava em
dourado. Além disso, um chifre semelhante a um arco crescia em suas cabeças.
Os Anelados era um povo que reverenciava os Céus, e tinham a pretensão de alcançá-los,
eles queriam seguir os passos dos Deuses Antigos, mas por onde começar?
A Queda do Segundo Gigante
Os Gigantes agora estavam presos no ciclo da vida e da morte, suas almas agora refletiam a
Espiral Dourada, e assim sendo, um deles morreu. Sua morte foi seguido pela queda catastrófica
dele numa região remota.
Perto dessa região havia uma aldeia, lar de um povo muito ligado a natureza, em especial as
flores, chamados de Shamans. Os Shamans descobriram o Gigante, justamente num momento
terrível de seu povo, escassez. O Sangue do Gigante lavou as terras, florindo pastos e dando vida de
novo a um lugar decadente. Os Shamans devoraram o Gigante da mesma forma que os Deuses
Antigos fizeram, e assim se tornaram imortais também.
Shamans e a Estagnação
No entanto, diferente dos Deuses Antigos, a Estagnação nunca veio aos Shamans, que
viveram séculos e séculos comendo do corpo de carne quase infinita do Gigante. A diferença dos
Deuses Antigos e dos Shamans era só uma: Divindade. A Estagnação sempre vem quando a
imortalidade surge, a Estagnação da Vida, porém ela surge apenas onde há Divindade concentrada.
Veja, o Anel Fechado e a Divindade são ambos dois lados da mesma moeda, estagnação e avanço,
um representado por um círculo fechado enquanto o outro era uma espiral infinita. O mundo existe
seguindo essa lei, enquanto é o Anel Fechado, o mundo está parado, enquanto é a Espiral Dourada,
ele avança, entretanto um nunca exclui o outro do mundo. Mesmo quando o Anel Fechado mantinha
o mundo parado, a Divindade existia e vice-versa. Se a divindade surgia de padrões espirais, a
Estagnação surge da Imortalidade, mas surge onde houver Divindade, para que possa frear o avanço
do mundo, como se fosse energia positiva e negativa se atraindo para poderem se cancelar. Por fim,
a Estagnação é uma doença que só afeta aqueles que consumiram Sangue ou Carne de Gigante, por
isso, durante muito tempo, mesmo que a Estagnação crescesse na Cidade Anelada, nada ocorria
com os Anelados.
Shamans e Anelados
Séculos se passaram, e
Shamans e Anelados
Séculos se passaram, e os Anelados descobriram sobre os Shamans, seres que se tornaram
imortais devido a força concedida pela carne dos Gigantes. Então, os Anelados viram nos Shamans
algo divino, eles acreditavam que aquele povo era o mais próximo que havia dos Deuses Antigos
que vieram antes deles, e que eles seriam o meio para alcançar os Céus.
Então, os Anelados promoveram um verdadeiro massacre, capturando os pacíficos Shamans
e os transformando. Ao cravarem símbolos espirais na própria pele e carne dos Shamans, e
Divindade passou a se concentrar neles, e com isso, a Doença da Petrificação os afetava lentamente.
Os Anelados usavam os Shamans petrificados para construir uma imensa torre, chamada Torre
Espiral, que tinha a intenção de alcançar o Céu.
A Nova Deusa
Após muita tortura e perseguição, o ódio dos Shamans crescia. Os Anelados nem percebiam
o ódio, pois acreditavam que isso era o propósito divino dos Shamans. Mesmo assim, eles
cometeram um erro, e deixaram passar uma Shaman, que conseguiu fugir disso tudo. Em meio a
desgraça e desemparo, ela se encontrou com alguém, um ser primordial que contou a ela um
segredo, um de como se tornar um Deus Absoluto, onde os Deuses Antigos haviam errado. Ela
descobriu como conseguir uma Alma de Gigante.
Fracasso dos Anelados
Mesmo com a Torre alcançando alturas inimagináveis, ao ponto da própria torre servir quase
como uma cidade para os Anelados, eles não conseguiam alcançar o que chamavam de Céus. No
topo da torre, eles oravam para a Divindade, mas não recebiam mais do que Divindade comum,
atraída pelo padrão Espiral da Torre.
Método de Obtenção da Alma do Gigante
Não se sabe como a Nova Deusa obteve a Alma de um Gigante, tem algo a ver com a
Doença da Petrificação que congela o corpo e alma no tempo. Mas agora com um Alma de Gigante,
ela voltou até a Torre, e a subiu sozinha, com todos os Anelados apenas a observando, vendo uma
Deusa nascer.
Ao chegar ao topo, ela foi ascendida, toda a Divindade da torre, junto do Corpo, Sangue e
Alma dos Gigantes preencheu seu corpo e ela se tornou um Deus Absoluto.
O Esquema Maior das Coisas
Ao se tornar uma Deusa Absoluta, ela teve uma epifania, ela descobriu sobre o Esquema
Maior das Coisas, uma regra mais antiga ainda que o Anel Fechado e a Espiral Dourada, era
inescapável, era praticamente o Destino. Ela obteve ciência que era apenas uma peça, que nunca
teve vontade própria de verdade e que tudo está preso num grande ciclo infinito. Ela se enojou com
tal descoberta e passou a ativamente lutar contra esse esquema.
O Grande Esquema não é apenas uma ordem estrutural, mas um princípio que define o que
pode ou não ser concebido. Não se pode escapar dele porque ele é o próprio tecido da realidade.
Mesmo as tentativas de transcender acabam reforçando sua existência. A Deusa passou a ser apenas
uma espectadora da própria vida, sem poder real de mudar as coisas, mas ela começou a organizar
um plano.
O Nada
Se o Grande Esquema governa tudo que existe, a única forma de escapar seria ir para um
lugar que não exista dentro dele. Mas o que há além da realidade? Isso é algo que o próprio
esquema impediria que alguém descobrisse. Isso só poderia ser alcançado no Fim do Mundo, com o
fim de tudo, o Grande Esquema finalmente se revelaria, e esse era o plano da Deusa.
O GRANDE GOVERNO DA NOVA DEUSA
Após a sua ascensão, a Nova Deusa imediatamente começou a planejar como iria destruir o
Esquema Maior das Coisas e libertar a existência do destino. Além do seu reino, o chamado,
Império de Ouro, existiam outros reinos e civilizações.
O Grande Esquema da Deusa
Seu plano complexo era cheio de sacrifícios, ela não foi gentil com diversos povos, foi vista
como uma tirana cruel, e aceitou tudo como parte de seu plano para libertar o mundo. Dentre todos
os passos que ela fez, os mais importantes foram.
A Criação das Estradas da Divindade. Essas eram grandes estradas, que se ligavam a Estrada
dos Mártires, uma Estrada usada pelos Anelados para transportar Shamans para a base da Torre
Espiral. Cada Estrada da Divindade foi pavimentada usando seu próprio povo, os Shamans
petrificados, trancando essas estradas no tempo. Elas levavam a algumas cidades importantes.
As Torres Divinas. Em cada cidade principal de seu reino, muitas vezes anexadas a força, a
Nova Deusa criou Torres Divinas, que fariam parte de seu plano maior.
A Queda da Torre. Por fim, a ultima parte do seu plano foi derrubar a Torre Espiral. Ela,
como os Deuses Antigos, matou um Gigante e planejou sua queda para bem encima da torre. Sua
natureza agora mutável por estar ligado a Espiral Dourada foi capaz de quebrar a torre
originalmente indestrutível. A destruição da torre colapsou o mundo, Divindade e Tempo
condensados se espalharam aleatoriamente, resultando no que seria conhecido como As Terras
Distantes.
As Terras Distantes
As Terras Distantes são um local estranho. Elas não existem naturalmente e não podem ser
encontradas de forma comum. Elas são um local fora do tempo por assim dizer. No ano de 1712,
um homem apareceu numa vilazinha e entregou aos habitantes uma Bussola do Fim do Mundo, um
orbe detalhado com um pendulo dentro. Essa buscula sempre aponta para uma direção meio
aleatória, e quem a seguir, irá parar no início das Terras Distantes. O homem morreu logo após
entregar a bússola, dizendo que nas Terras Distantes eles poderiam ter tudo que quisessem.
Ao chegar nas Terras Distantes, você encontrará um paredão de pedra, no topo dele, as
Terras Distantes começam de fato. É um local de natureza mutável e bizarra, não seguindo leis
convencionais, quanto mais fundo você for, mais distorcido e bizarro ela se torna. Toda vez que
você entrar e sair das Terras Distantes, da próxima vez quer você for explorá-la, ela estará diferente,
pois ela nunca se mantêm igual.
De qualquer lugar das Terras Distantes, desde que aja visão clara, é possível ver a Torre
Espiral quebrada na distância, uma torre quebrada, com apenas a parte de cima, como se estivesse
vindo do céu, incapaz de ver o topo. Lá é o fim das Terras Distantes, mas não importa o quanto
andem, os exploradores nunca conseguem chegar até ela, se mantendo na mesma distância.