Dr.
Henrique Lunardelli
Pseudocisto pancreático
Coordenador de Cirurgia
Coleção encapsulada homogênea líquida com
parede inflamatória bem definida, sem necrose.
Ocorre apos 4 semanas. A prova da Santa Casa.... Sempre nas rodas de fofoca....
Em 2024 deu até policia na porta kkkkk. Mas aparentemente
aprenderam e melhoraram. Espere uma prova clássica de
residência: polêmica, com decorebas, temas quentes e variados.
Conduta:
Drenagem
Na prova de cirurgia eles tendem a manter um padrão de casos
endoscópica se
gerais e específicos, variando as especialidades. Muitas
sintomas.
questões de trauma e abdome agudo, algumas questões de
hérnias e aparelho digestivo.
Além dos temas aqui abaixo, de uma olhada rápida em trauma
Necrose pancreática infectada
esplênico, hepático e em hérnias da parede abdominal. Mas
Coleção com presença de bolhas de gás, mais importante do que isso, mantenha a calma e prepare uma
heterogênea. Paciente internado, em grave estratégia de prova. Boa sorte pessoal!
estado geral, com SIRS e piora clínica com
sinais de infecção.
Diverticulite aguda e Apendicite aguda
Conduta:
Drenagem Pancreatite aguda e Colecistite aguda
percutânea +
Trauma de tórax, abdome e via aérea
atb.
Cirurgia do Aparelho Digestivo - Câncer de estômago
Cirurgia Vascular - TVP e DAOP
Trauma de tórax Abdome agudo inflamatório
Veja abaixo as principais lesões torácicas traumáticas. Vamos resumir as principais doenças que fazem parte
da síndrome do abdome agudo inflamatório.
Pneumotorax hipertensivo Apendicite aguda - dor epigástrica que migra para FID
+ febre e inapetência. A mais comum. Diagnóstico
Irpa + choque obstrutivo.
clínico. USG ou TC podem ajudar. Conduta =
MV ausente e percussão timpânica.
apendicectomia laparoscópica ou McBurney.
CD = toracocentese e drenagem de tórax.
Diverticulite aguda - Inflamação de um divertículo
pericolônico. Manejo conforme Hinchey.
Tamponamento cardíaco
Classificação de Hinchey
Hipotensão + hipofonese de bulhas + turgência jugular.
1 Abscesso paracólico pequeno, confinado ao mesentério do cólon.
CD = Toracotomia antero-lateral esquerda.
2 Abscesso grande, distante, localizado na pelve ou retroperitônio.
Hemotórax maciço 3 Peritonite purulenta.
4 Peritonite fecal.
Choque hipovolêmico.
MV ausente e percussão maciça. I - observação / II - drenagem /III e IV - Cirurgia
CD = drenagem de tórax e toracotomia. Pancreatite aguda - Dor abdominal em faixa + amilase
ou lipase elevadas. Náuseas e vômitos. Hidratação,
Pneumotórax aberto jejum e analgesia. ATB NÃO. TC se complicações. Tratar
causa base apos resolução do quadro agudo.
Irpa + ferimento aspirativo na parede torácica. Colecistite aguda - Dor em HCD + febre ⟶ USG como
CD = curativo em 3 pontas seguido de drenagem. exame padrão - espessamento de parede.
Conduta de escolha é a colecistectomia por VLP.
DAMAGE CONTROL Manto protetor no TCE
Termo usado na cirurgia do trauma. Devemos indicar a O trauma cranioencefálico é muito comum nos
cirurgia de Damage control para pacientes pacientes politraumatizados. Um trauma grave, de
politraumatizados graves, evoluindo com instabilidade difícil manejo e prognóstico. Todo médico, cirurgião e
hemodinâmica e choque refratário, por sangramento concorrente a vaga de residência precisa saber que as
exsanguinante. O objetivo desta cirurgia é evitar e medidas iniciais são as mesmas do ABCDE para
tratar a tríade letal, enquanto fazemos um controle qualquer paciente vítima de TCE.
rápido do sangramento e da infecção, para posterior Além disso, precisamos ter conhecimento do ‘Manto’
cirurgia definitiva. Ela é dividida em 3 grandes etapas. protetor. Medidas clínicas e de suporte que devem ser
1a etapa: instituídas para todo paciente vitima de TCE moderado
- Controlar infecção: ressecar alças e sepultar e grave, que deve ser acompanhado de perto e muito
cotos, drenagens, limpeza, lavagem. bem monitorizado, diminuindo assim riscos e
melhorando a condição geral do paciente, evitando
E
piora das lesões cerebrais.
- Controlar sangramento: ligaduras, rafias, patchs,
Controle temperatura, oxigenação, sangramento.
compressas, tamponar.
Mantenha uma boa ventilação e nutrição.
- Fechamento temporário da cavidade.
2a etapa:
- Controle da tríade letal em UTI
•Hipotermia
•Acidose
•Coagulopatia
3a etapa:
- Revisão cirúrgica em 48h/72h
Tratamento definitivo das lesões.
Fechamento completo da cavidade.
Melanoma Doenças orificiais
Diagnóstico e manejo do melanoma são assuntos que Coloproctologistas adoram doenças orificiais. As
podem aparecer. Uma neoplasia dos melanócitos, rara, principais doenças, que sempre caem nas provas, são:
mas com prognóstico ruim se demorarmos para Hemorroidas
diagnosticar. A nossa aposta off-label de hoje. Abscesso perianal
Fatores de risco: Histórico familiar, pele clara, Fissura perianal
exposição solar crônica.
Diagnóstico: ABCDE do melanoma, lesão de pele com Vamos resumir elas, com as palavras-chave pra prova.
as caracteristicas abaixo.
Hemorroidas = sangra em gotejamento, não dói.
Graus:
I - Interna sem exteriorização.
II - Protrusão com redução espontânea.
III - Protrusão com redução digital.
IV - Protrusão sem redução.
Tratamento clínico - MEV e medidas higieno-dietéticas
Ligadura elástica para grau II.
Tratamento cirúrgico para grau III e IV.
Abscesso perianal = infecção criptoglandular.
Suspeitou de melanoma? Manda pra biópsia! ⟶ Dor intensa, sinais flogísticos, febre.
Manejo: Biópsia excisional marginal e BRESLOW. Tratamento = Drenagem de urgência.
Breslow < 1mm = ampliar margens para 1cm.
Breslow > 1mm = ampliar margens para 2cm e Fissura anal = Dor intensa, sangue no papel.
discutir biópsia do linfonodo sentinela. Tratamento = pomadas anestésicas, amolecimento das
LFN + = Discutir esvaziamento linfonodal. fezes, evitar traumas. Em fissuras crônicas = cirurgia -
LFN - = Manter seguimento habitual. Esfincterotomia lateral interna.
Dr. Thomas Israel Dornelas
Um tema que pode estar presente na Professor da Clinica Médica
multimídia é IAMSSST
SÍNDROME DE WELLENS: Estenose DA Eita, Santa Casa... o hospital de tijolinhos da grande São Paulo
que sempre traz polemicas em sua prova de residência.
Mas, fora às brincadeiras, a prova de Clínica Médica costuma
ter uma dificuldade moderada. Alguns assuntos costumam a se
repetir, apesar da frequente mudança de banca.
A ideia aqui é trazer os principais tópicos que apareceram nos
últimos anos.
Achados típicos, caracterizados por alterações na onde, sendo Tipo Dá uma olhadinha com calma e faça uma excelente prova,
A: Onda T bifásica e Tipo B: Onda T simétrica e negativa, indicando pessoal! Espero vê-los como R1 em 2026, hein?
estenose de DA.
Onda T de Winter: Triarterial Grave
Infectologia | Tuberculose/Arboviroses
Cardiologia | Hipertensão / Síndrome Coronariana Aguda
Caracatreizado por InfraST ascendente em precordiais associado com
Pneumologia | TEP
onda T apiculada que se inicia abaixo da linha de base, indicando
comprometimento triarterial ou lesão grave de tronco de coronária Gastroenterologia | DRGE e PBE
esquerda.
Neurologia | AVCi/ Guillain-Barré
HIPERTENSÃO ARTERIAL - HIPERTENSÃO ARTERIAL - Fármacos
ATUALIZAÇÃO 2025 TRATAMENTO
MEV: todos
DIAGNÓSTICO Monoterapia: indivíduo frágil, > 80 anos, PAS
Medida ≥ 140 x 90 em 2 ocasiões; ≥130 e/ou PAD≥180 de alto risco ou estágio I de
Considerar MAPA ou MRPA sempre. baixo risco.
Terapia Combinada: Estágio I moderado e alto
METAS PRESSÓRIAS risco e estágio II e III.
Todos os grupos: < 130 X 80 FÁRMACOS - Efeitos Colaterais
Idoso frágil: Considerar maior valor tolerado DIU TIAZÍDICO:
4 HIPO: Volemia, Na, K e Mg.
ESTRATIFICAÇÃO 3 HIPER: Glicemia, lipidemia, uricemia (não
Pré-Hipertensão: PAS 120 - 139 e/ou PAD 80-89 usar na gota!!)
Estágio I: PAS 140-159 e/ou PAD 90-99 IECA/BRA:
Estágio II: PAS 160 – 179 e/ou PAD 100-109 Tosse por aumento de bradicinina
Estágio III: PAS ≥ 180 e/ou PAD ≥ 110 Não usar se K >5,5 e estenose bilateral de
FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR artéria renal
BCC: Edema, cefaleia. HAS SECUNDÁRIA
PREVENT Score
HAS RESISTENTE Pensar se início nos
A atual diretriz traz o Prevent Score como o de escolha,
Não controlada com 3 drogas extremos etários e
São fatores: idade, colesterol total, HDL, IMC,
de primeira-linha, sendo um quadro
tabagismo, DM, uso anti-hipertensivo e fármacos para
diurético. grave/refratário.
dislipidemia.
Entrar com Espiro!!!
PERITONITE BACTERIANA SECUNDÁRIA TROMBOEMBOLISMO PULMONAR
A clínica é SÚBITA com dor torácica, dispneia, hipoxemia.
A PBE é uma complicação das ascite que deve ser
O Escore de Wells deve ser utilizado como finalidade pré-
levantada como hipótese quando houver a associação
teste para classificar os pacientes em dois grupos:
de DOR ABDOMINAL + FEBRE + ASCITE.
TEP PROVÁVEL: Wells > 4
TEP IMPROVÁVEL: Wells <4
Em geral, ocorre por translocação bacteriana tendo a No TEP improvável podemos usar o escore de PERC
E. coli como principal agente associado. PERC O, excluí o diagnóstico.
PERC ≥ 1, indica-se a dosagem do D-dímero.
O diagnóstico é dado pela paracentese sendo: PMN No TEP provável, a dosagem do D-dímero deve ser
>250 + Cultura Monobacteriana!!! realizada.
Valores de D-dímero >500 falam a favor do diagnóstico,
O tratamento deverá ser feito com cefalosporina sendo indicado complementar a propedêutica com a
AngioTC.
terceira geração (Ceftriaxona é uma escolha!)
Quanto aos outros exames complementares:
ECO: Sinais de disfunção direita
DIFERENCIAIS Destaque ao aumento de câmaras diretas e
hipocontratilidade apical.
Ascite Neutrofilíca: PMN >250; Cultura negativa ECG: S1Q3T3 (mais específico).
Bacterascite: PMN <250; Cultura Positiva.
,
PROFILAXIAS
O tratamento do TEP deve ser
Primária: Para quem nunca teve, mas já tem: feito com anticoagulação por, pelo menos, 3 meses.
Varizes de Esôfago: Ceftriaxona/Norfloxacino 7 Preferencialmente devemos utilizar os DOACS.
dias. Reservar Varfarina se prótese valvar ou SAF!
Há evidências para o uso de inibidores da Xa (apixabana,
PTN ascite <1,5g: Norfloxacino contínuo.
edoxabana e rivaroxabana) e inibidores do fator IIa
Secundária: Todos os casos que já tiveram (dabigatrana).
Norfloxacino Se TEP instável/maciço: Considerar trombólise.
TUBERCULOSE PULMONAR SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ
O tratamento deverá ser EFEITOS COLETERAIS RIPE É uma pollirradiculoneuropatia aguda autolimitada por reação
feito com esquema RIPE autoimune reativa pós infecciosa (GECA e arboviroses!)
(Rifampicina, Isoniazoda, RIP: Hepatoxicidade
Pirazinamida e Etambutol) R: Asma/NIA Cursa com fraqueza flácida simétrica e ascendente, arreflexia,
por 2 meses, depois 4 I: Neuropatia periférica disautonomias e insuficiência respiratória aguda.
meses de RI. P: Uricemia e hepatotoxicidade
E: Neuromielite óptica O diagnóstico é dado com LCR com dissociação
albuminocitológica.
Lembrando que em
crianças e adolescentes, O diagnóstico radiológico pode
O tratamento tem como base imunoglobulina ou
formas pulmonares não revelar a presença de cavernas na
tuberculose latente reativa (pós plasmaférese.
graves e não bacilíferas,
depois pode ser feito só 2 primária) ou padrão de
meses de RI. distribuição difuso (miliar). ESCLEROSE MÚLTIPLA E GUILLAIN-BARRÉ
CONTROLE DE CONTACTANTES Esclerose Guillain-Barré
ASSINTOMÁTICOS: Solicitar RX + PPD DESMIELINIZAÇÃO Central Periférica
Se PPD ≥ 5, diagnóstico de TB latente, tratar com
Isoniazida + Rifapentina 3 meses. Crônico
CURSO CLÍNICO Agudo
Se PPD<5, repetir em 8 semanas. Recorrente
SINTOMÁTICOS : Solicitar RX + BAAR/TRM-TB
REFLEXOS Hiperreflexia Arreflexia
Se só puder 1 exames, é o TRm-TB. RIPE, se diagnóstico.
Banda Dissociação
COINFECÇÃO HIV-TB LÍQUOR
Oligoclonal Albuminocitológica
Se TB/HIV diagnosticada ao mesmo tempo: iniciar Lesões
RESSONÂNCIA Normal
tratamento com RIPE, iniciar TARV em até 7 dias Hiperintensas
com dose dobrada de DTG.
Fazer coleta de cultura de escarro. Imunoglobulina ou
TRATAMENTO Corticoide
Plasmaférese
Dra. Nicole Kemberly
Coordenadora de G.O.
Olá, querido aluno!
Placenta Prévia
Ultrassonografia placenta prévia: A prova da Santa Casa é sempre uma surpresa e que inclusive
passou por muitas mudanças nos últimos anos. Na Ginecologia e
Obstetrícia, gosta de enunciados mais curtos, com casos
clínicos diretos e uso de poucas imagens.
Os temas mais abordados da Ginecologia são os de Ginecologia
Geral e dentro da Obstetrícia, principalmente a Obstetrícia de
Alto Risco, cobrando as principais intercorrências obstétricas.
Imagem ultrassonográfica demonstrando uma
ultrassonografia transvaginal por placenta prévia,
Confie e leia os enunciados com calma!
recobre totalmente o orifício interno do colo.
Leiomioma Uma ótima prova! Estarei torcendo por você!
Ginecologia Geral | Infecção Ginecológica
Ginecologia Geral | Sangramento Uterino Anormal
Ginecologia Endócrina | Amenorreias e Climatério
Exame de ultrassonografia transvaginal
Obstetrícia de Alto Risco | Diabetes na gestação
evidenciando leiomioma subseroso.
Obstetrícia de Alto Risco | Síndromes Hipertensivas
Climatério e TH Amenorreias
Fase de transição entre o menacme e a menopausa. Entenda o fluxograma de investigação para amenorreia
Está associado modificações endócrinas, biológicas primária e secundária:
e clínicas associadas ao hipoestrogenismo. Amenorreia Primária
Terapia hormonal:
Útero presente + FSH/LH normais + Caracteres sexuais
Estrogênio + Progestagênio secundários (CSS) presentes ⟶ obstrução à saída do
fluxo menstrual
Útero presente + ausência de
É o que promove os Para proteção endometrial CSS + FSH/LH baixos ⟶ causas
benefícios Apenas pacientes com hipotalâmicas ou hipofisárias
Pode ser via oral ou não oral útero OU endometriose
Útero presente + ausência de
Quando prescrever? CSS + FSH/LH altos ⟶ causas
Na janela de oportunidade (até 10 anos do início da ovarianas
menopausa ou até os 60 anos)
Útero ausente ⟶ solicitar cariótipo
(Sd Mayer-Rokitanksy-Kuster-
Quais contraindicações?
Hauser ou Síndrome de Morris)
História atual ou suspeita de carcinoma invasivo de mama;
Insuficiência hepática; Sangramento vaginal em Amenorreia Secundária Afastar gestação
investigação; Doenças trombóticas/ tromboembólicas;
FSH diminuído ⟶ alterações SNC
Doença coronariana; Doença cerebrovascular; Porfiria *;
FSH aumentado ⟶ causas ovarianas
Meningioma (progestagênio) *.
FSH normal ⟶ outras alterações hormonais (prolactina,
*Não constam no manual SOBRAC 2024
tireoide)
Anticoncepção Gestação Ectópica
LARCS: “Long-Acting Reversible Contraception” Suspeita: sangramento + cólica + BhCG pouco crescente
(métodos contraceptivos reversíveis de longa duração)
GE Tubária (84 a 93%)
Características: Localização mais comum
Duração do efeito contraceptivo de pelo menos 3 é na ampola (até 80%).
anos
Facilidade de utilização Achados Ultrassonográficos
Alta eficácia Massa para-ovariana
(mais frequente);
Cálculo da eficácia: Anel tubário (mais
Índice de Pearl - quanto menor, mais eficaz: específico).
= Nº gestações x 100 mulheres x 12 meses / Nº de meses
total de exposição Tratamento
Ação: Cobre - espermatotóxico
DIU Cobre Expectante Metotrexato
Duração: 5 a 10 anos
GE íntegra até 4-5 cm GE íntegra até 4-5 cm
Ausência de BCF Ausência de BCF
Ação: espessamento do muco
Líquido livre na pelve Líquido livre na pelve
cervical
SIU Levonorgestrel BhCG < 5000 UI/L e BhCG < 5000 UI/L e
Duração: 8 anos (Mirena para caindo crescente
contracepção); 5 anos (Kyleena)
Ação: anovulação, Cirurgia
Implante espessamento do muco Impossibilidade de seguimento clínico
cervical Sem desejo reprodutivo
Etonogestrel
Recidiva de gestação ectópica
Duração: 3 anos
Laparoscopia se estável
2025: método disponível no Laparotomia se instável
SUS e plano de saúde
Diabetes e Gravidez Pré-Eclâmpsia
Gestante que tem PA ≥140x90mmHg após 20 semanas
Início do Pré-Natal < 20 semanas
COM proteinúria ou lesão de órgão-alvo
Glicemia de Jejum Predição de Pré-Eclâmpsia
1 Alto Risco ou 2 Riscos Moderados = AAS + CaCO3
≥ 126 92-125 < 92
Overt Diabetes
Normal
Diabetes Gestacional
Início do Pré-Natal Início do Pré-Natal Parto IMEDIATO na Pré-Eclâmpsia:
20-28 semanas > 28 semanas
Eclâmpsia
Descolamento prematuro de placenta
TOTG 75g (0-1-2h) TOTG 75g (0-1-2h) Edema pulmonar
24-28 semanas AGORA Comprometimento cardíaco
Piora laboratorial progressiva
IRA progressiva
Jejum: < 92 Jejum: 92-125 Jejum: ≥ 126 Sofrimento Fetal
1h: < 180 1h ≥ 180 1h: XXX
2h: < 153 2h: 153 - 199 2h: ≥ 200
Diabetes Overt
Normal
Gestacional Diabetes
Dra Camilla Castro
Síndrome do bebê sacudido Subcoord. Pediatria
TRÍADE CLÁSSICA: ENCEFALOPATIA +
A prova da Santa Casa de SP é uma avaliação que
HEMORRAGIA SUBDURAL +
cobra frequentemente emergências.
HEMORRAGIA RETINIANA
As questões são densas, exigindo leitura
interpretativa, raciocínio robusto e domínio de
condutas. As questões conceituais podem ter
dificuldade mais elevada por cobrar detalhes.
Atenção a cada palavra nas alternativas!
Desejo a você uma boa prova! Te vejo na live de
correção!
Infecto: vacinação, coqueluche, meningite
Emergências: convulsões, PALS, maus tratos
Imuno: anafilaxia
Dtsch Arztebl Int . 2009 Mar 27;106(13):211–217. doi: 10.3238/arztebl.2009.0211
Hemato: Anemia ferropriva e anemia falciforme
Parada Cardiorrespiratória Convulsões na emergência
O choque deve ser indicado assim que A causa mais comum é a Convulsão Febril
reconhecido o ritmo chocável (FV/ TVSP)! 3 meses a 5 anos (mais comum > 6 meses)
Nos ritmos não chocáveis (AESP/assistolia), deve-se Em vigência de febre (24h antes ou depois)
administrar adrenalina de imediato! Sem história de crise afebril e sem sinais de
inflamação/infecção de SNC e distúrbios metabólicos
RCP
Monitorize ABC + Monitorização + Glicemia
Ritmo chocável? Benzodiazepínico 2x
SIM NÃO Fenitoína
Choque RCP → Adrenalina Fenobarbital
Adrenalina a partir do 2º imediata e a
choque e amiodarona a cada 2-5 min
partir do 3º choque, RCP Terapia contínua em UTI com EEG
intercaladas contínuo (Tiopental, Midazolam)
Anemia ferropriva e reposição de ferro
Atualizações Vacinais - 2024/2025
Principal anemia na infância!
SINTOMAS:
Palidez cutâneo-mucosa ROTAVÍRUS
Intolerância aos esforços e astenia 1ª dose: até 11 meses e 29 dias
Sopro sistólico panfocal + taquicardia; 2ª dose: até 23 meses e 29 dias
Ferropenia: picacismo, queilite angular, glossite atrófica
DIAGNÓSTICO: POLIO - VIP ou SALK
↓ ↓
Microcítica ( VCM) e hipocrômica ( HCM) com Tchau VOP - não existe mais
↑
anisocitose ( RDW)
↓ ↓
Ferritina, ferro, IST e↓ reticulócitos; ↑ TIBC;
Doses: 2, 4 e 6 meses + reforço 15 meses
INVESTIGAÇÃO: 1 ano de idade ou se suspeita clínica
HMG, Ferritina (>15) e PCR → CUIDADO COM INFECÇÃO COVID
(eleva a ferritina) Pfizer (escolha) - 3 doses: 6, 7 e 9 meses
TRATAMENTO: 3-6mg/kg/dia de Fe elementar por 6m Moderna - 2 doses: 6 e 7 meses
PROFILAXIA: para toda criança de até 2 anos! Se imunodeficiente: 3 doses (ambas as marcas)
1-2 anos: 1 mg de ferro elementar/kg/dia
Termo e Peso Profilaxia MENINGO
Idade de início MenC: 3 e 5 meses
nascimento (mg/kg/dia)
MenACWY: 12 meses; entre 11-14 anos
RNT, AIG, PN > 2500 g 1 180 dias*
RNT PN < 2500 g ou SCR
2
RNPT PN > 1500 g
30 dias Dose Zero: aos 6 meses
RNPT PN 1000-1500 g 3
RNPT PN < 1000 g 4
*Se fator de risco para anemia ferropriva, iniciar aos 90
dias.
Anafilaxia Meningite
Etiologia:
Critérios diagnósticos:
Até 2 meses: E. coli, Klebsiella sp.,
1. Início agudo (min-horas) pele/mucosa E +1: Streptococcus agalactiae e Listeria
Respiratório (sibilo, estridor, dispneia) monocytogenes
Cardiovascular (hipotensão, síncope) > 2 meses: Neisseria meningitidis,
GI grave (vômitos repetitivos, cólica intensa) Haemophilus influenzae tipo B e
OU Streptococcus pneumoniae
Quadro clínico: febre, cefaleia, irritação
meníngea (Kernig e Brudzinski), sinais de
2. Início agudo de hipotensão ou hipertensão intracraniana, vômitos,
broncoespasmo ou estridor após contato com abaulamento de fontanela.
alérgeno conhecido (mesmo sem cutâneo) Obs: Meningococo: petéquias, púrpura
Tratamento - SBP:
Até 2 meses: ampicilina + cefotaxima
> 2 meses: vancomicina + ceftriaxona
Manejo:
→
Adrenalina IM imediata!
Decúbito dorsal com MMII elevados
Monitorar hemodinâmico, se necessário
expansão volêmica
O2 se SatO2 ≤95%
Beta-2 agonista inalatório SN
Dr. Darizon Filho - MFC
Forest Plot (Gráfico Floresta) Coordenador Preventiva
MedCoffer, a Santa Casa de São Paulo é mais uma das
instituições que tem trazido um forte apelo para as temáticas
relativas à Atenção Primária à Saúde e à prática da Medicina de
Família e Comunidade.
Podemos esperar questões sobre os atributos e ferramentas
desse nível de atenção bem como sobre nuances do
atendimento em MFC como método clínico centrado na pessoa
e a clínica ampliada (cujo ápice é o Projeto Terapêutico
Singular).
Outra característica dessa banca é a cobrança de análise crítica
das evidências, sendo importante dominarmos os papeis dos
O Forest Plot é a representação gráfica de uma estudos epidemiológicos e o nível de confiança que podemos
metanálise. Cada linha traz as principais depositar em seus resultados (estimativas). Espero que este
informações de cada estudo incluído. A linha material seja de grande ajuda e desejo uma excelente prova!
horizontal abaixo traz os valores possíveis da
medida de associação utilizada (Odds Ratio), a
linha vertical contínua representa o valor de
nulidade e a linha vertical tracejada é a
estimativa final (média ponderada) da Atenção Primária à Saúde
metanálise, também representada pelo Princípios do SUS
diamante. A largura do diamante e das linhas
horizontais são equivalentes aos respectivos Estudos Epidemiológicos
intervalos de confiança. A área dos quadrados
Níveis de evidência
representa o peso do estudo na análise.
Medicina de Família e Comunidade
Método Clínico Centrado na Pessoa Atributos da Atenção Primária à Saúde
Doença (disease) e enfermidade (illness) não são o Acesso / Primeiro Contato
mesmo. Enquanto a doença pode ter critérios muito Longitudinalidade
bem definidos, a enfermidade diz respeito a como Integralidade Essenciais
cada pessoa experiencia o processo de adoecimento. Coordenação do Cuidado
O MCCP nos auxilia atender a pessoa que busca ajuda,
considerando essa diferenciação. Ele pode ser feito a Foco na Família
partir de 4 componentes: Abordagem Comunitária Derivados
Competência Cultural
1º componente Explorando a saúde, a doença
e a experiência de doença Não confundir com:
S (sentimentos) I (ideias) F (função) E (expectativa) Princípios do SUS
UNIVERSALIDADE
2º componente Entendendo a pessoa como
INTEGRALIDADE Ético / Doutrinários
um todo
EQUIDADE
3º componente Elaborando um plano conjunto
de manejo de problemas Descentralização
Regionalização
4º componente Intensificando a relação entre Hierarquização
pessoa e profissional Participação Social Organizativos
Resolubilidade
Complementariedade
do Setor Privado
Critérios de Bradford Hill Estudos Epidemiológicos
A questão clássica desse tema descreve o estudo e
Nem toda associação possui causalidade. Para saber solicita ao candidato reconhecer o desenho. Deixo
se uma variável influencia, de fato, a ocorrência de abaixo as principais características para você acertar:
outra variável, devemos avaliar os critérios de
causalidade de Bradford Hill: Ecológico: agregado, sujeito a falácia ecológica
Transversal: avalia exposição e efeito no mesmo
Força da associação: estimada pelas medidas de momento. Utilizado para medir prevalência.
associação Caso-controle: DOENÇA ⟶ EXPOSIÇÃO
Consistência: efeito semelhante em outros estudos Parte de grupo de casos (comparado a grupo
controle) e avalia chance de exposição no passado.
Especificidade: único efeito para a exposição
Coorte: EXPOSIÇÃO ⟶ DOENÇA
Temporalidade: exposição precede o efeito Parte de grupo de expostos e não-expostos e
acompanha o surgimento (incidência) de doença.
Gradiente biológico: relação dose-resposta
Ensaio Clínico: experimental e individuado.
Plausibilidade: existência de racional biológico
Padrão-ouro para estudos de intervenções em
Coerência: associação consistente com a evidência saúde. Características desejáveis: randomização e
mascaramento. Melhor método de análise de
Evidência experimental: ECR já realizado desfechos: Intention-to-Treat (pois preserva a
randomização)
Analogia: associação semelhante a outras
envolvendo mesma exposição ou efeito Revisão Sistemática: estudo secundário, que
analisa outros estudos (primários) e tenta
sumarizar o conjunto de evidências. Se houver pelo
menos 2 estudos comparáveis, pode ser feita uma
metanálise (síntese estatística).
Sistema GRADE Projeto Terapêutico Singular (PTS)
Atualmente, a forma mais utilizada de estimar o nível Geralmente utilizado para casos complexos, deve ser
de confiança que temos em um conjunto de elaborado de forma interdisciplinar. É considerado uma
evidências é através do Sistema GRADE. A partir dele, das expressões ou concretizações da Clínica Ampliada.
estratificamos as evidências em 4 níveis de confiança: Não se trata de um olhar "médico-centrado" restrito ao
modelo biomédico, mas de uma abordagem ampliada,
Há forte confiança de que o
envolvendo os diversos atores integrantes do cuidado.
verdadeiro efeito esteja próximo
Tipicamente, o PTS é feito em 4 movimentos ou etapas:
ALTO daquele estimado.
Evidência de Ensaios Clínicos bem 1ª etapa Diagnóstico
delineados e observacionais bem
delineados e consistentes. Avaliação orgânica, psicológica e social que possibilite
uma conclusão a respeito dos riscos e da
Há confiança moderada no efeito
vulnerabilidade do usuário.
estimado.
MODERADO Evidência de ensaios clínicos com 2ª etapa Definição de metas
limitações leves ou observacionais
bem delineados e consistentes. Envolve a elaboração de propostas de curto, médio e
A confiança no efeito é limitada. longo prazo, que devem ser discutidas com a pessoa.
BAIXO
Evidência de ensaios com limitações Divisão de
3ª etapa
moderadas e estudos coorte e responsabilidades
caso-controle.
Confiança muito limitada na Definir as tarefas de cada um com clareza
estimativa. Há importante grau de
[Link]ência de ensaios e
4ª etapa Reavaliação
MUITO
BAIXO observacionais com limitações
momento em que se discutirá a evolução e se farão as
graves, não comparados e opinião de
devidas correções de rumo
especialistas.