Dr.
Henrique Lunardelli
Pouquíssimo se vê de multimídia na prova da
Coordenador de Cirurgia
Santa casa de BH... Vamos apostar em temas
quentes e clássicos que a gente sempre
aposta, porque SE aparecer, vai ser nessa linha. Prova da Santa Casa de BH é aquela prova que parou no tempo.
Prova antiga, de banco de questões, que cobra as mesmas
Abdome agudo obstrutivo
decorebas sempre.
Bridas Volvo de sigmoide
Espere uma prova de cirurgia com uma miscelânea global de
temas. Mas cai de tudo e sempre caem questões curtas e
repetidas. Uma prova muito direta e conceitual, com alguns
temas específicos. Uma prova bem confusa.
Lembrando também que geralmente são apenas 15 questões
por grande área, encurtando ainda mais a prova.
Se for apostar em dois temas pra CG, aposte em coloproctologia
e peroperatório. Estes temas sempre aparecem. Boa prova!
TCE
Hematoma epidural Hematoma subdural
Coloproctologia e doenças orificiais
Cirurgia do aparelho digestivo e neoplasias
Perioperatório - feridas, complicações, antibiótico
Hemorragia digestiva alta
Abdome agudo obstrutivo e inflamatório
Fases da cicatrização Jejum pré-op e nutrição
Precisamos conhecer as fases e processos da Perioperatório é tema batido nessa prova.
cicatrização fisiológica de feridas. Tema que adora Decore o tempo de jejum para cada tipo de alimento.
aparecer em provas deste estilo.
Líquidos claros: ta,
2h tesis
água, maltodextrina anes
Sim o u água
m
ele to ha mas
an
de m operar
Fase inflamatória = 4 - 6 dias 4h pode lmoço...
Leite materno no a
agora
Hemostasia (plaquetas) + Fagocitose (neutrófilos).
Macrófagos (Maestros): Dieta leve,
6h
(Inflamação e permeabilidade vascular). leite normal, fórmulas
fej Aque
uc
a b la
Fase proliferativa = 4 - 21 dias Comida sólida, 12h raba
. :
8h
• Matriz colágena (fibroblastos). carne gordurosa
• Neovascularização (cels. endoteliais).
• Epitelização (queratinócitos). Esses tempos são recomendações gerais, para
procedimentos sob anestesia geral, de pacientes
Maturação = 21 dias - 02 anos hígidos e de cirurgias sem grandes mobilizações do
TGI, com o objetivo de diminuir risco de
• Contração (miofibroblastos).
broncoaspiração mas manter trofismo e diminuir taxa
• Ganho de força tênsil. de catabolismo e resposta metabólica a cirurgia.
• Reorganização do colágeno (Tipo III em Tipo I). Recomendações podem variar. Para a prova, decore.
Hemorroidas Abdome agudo inflamatório
Doença chata e que traz grande desconforto ao Vamos ver as principais doenças.
paciente. Geralmente o quadro abre com incomodo na
região anal e perianal, associado a sangramento em Apendicite aguda - dor epigástrica que migra para FID
gotejamento e indolor. Precisamos conhecer os graus: + febre e inapetência. A mais comum. Diagnóstico
clínico. USG ou TC podem ajudar. Conduta =
I - Interna sem apendicectomia laparoscópica ou McBurney.
exteriorização
Diverticulite aguda - Inflamação de um divertículo
II - Protrusão com pericolônico. Manejo conforme Hinchey. ATB em todos.
redução espontânea Classificação de Hinchey
1 Abscesso paracólico pequeno, confinado ao mesentério do cólon.
III - Protrusão com
2 Abscesso grande, distante, localizado na pelve ou retroperitônio.
redução digital
3 Peritonite purulenta.
IV - Protrusão sem 4 Peritonite fecal.
redução
I - observação / II - drenagem /III e IV - Cirurgia
Lembrando que a hemorroida externa só tem um grau Pancreatite aguda - Dor abdominal em faixa + amilase
e se difere das hemorroidas internas pela localização ou lipase elevadas. Náuseas e vômitos. Hidratação,
(abaixo da linha pectínea). jejum e analgesia. ATB NÃO. TC se complicações. Tratar
Tratamento: causa base apos resolução do quadro agudo.
Tratamento clínico - MEV e medidas higieno-dietéticas
- Para todos os graus. Exclusivo para grau I. Colecistite aguda - Dor em HCD + febre ⟶ USG como
Ligadura elástica para grau II. exame padrão - espessamento de parede.
Tratamento cirúrgico para grau III e IV. Conduta de escolha é a colecistectomia por VLP.
Indicações de cirurgia bariátrica Síndrome de Ogilvie
Tema quente e atualizado. Precisamos saber as Queremos aqui lembrar de uma causa menos comum
principais indicações e contra-indicações para a de obstrução intestinal - a Síndrome de Ogilvie
realização desta cirurgia. (Pseudo-obstrução colônica aguda).
Pré-requisitos: O cólon e principalmente o ceco ficam muito
• Ausência de doenças psiquiátricas e distendidos e disfuncionais, por excesso de estimulo
endocrinológicas. simpático (TRM, imobilidade, politrauma, uso de
• Sem uso de drogas ilícitas. narcóticos, distúrbios metabólicos).
• Tratamento clínico prévio: pelo menos 2 anos.
• > 18 anos.
• Idade máxima de 70 anos.
Indicações:
• IMC ≥ 40.
• IMC 35-40 + comorbidades.
• IMC 30-35 + Comorbidades graves.
Lembrando que estas indicações estão sendo Achados = dilatação
ampliadas e atualmente a idade é apenas um pré- maciça dos cólons, sem
requisito relativo. A cirurgia é autorizada em ponto de obstrução
adolescentes e idosos se respeitarmos alguns critérios. mecânica.
Contra-indicações:
• Impossibilidade de compreender o procedimento. Tratamento = Suporte clínico, reversão da causa base
• Etilista ou usuário de drogas. e discutir Neostigmine.
• Cirrose + Hipertensão portal com varizes. A colonoscopia descompressiva também é uma
• Psicose grave. opção. O tratamento cirúrgico é a ultima conduta,
• Depressão grave. reservado para casos refratários ou com
• Doença pulmonar em estágio avançado. complicações, como choque ou peritonite difusa.
Eletrocardiograma Marcela Ciccone
Nos últimos 3 anos, foram cobrados um ECG de
taquicardia (sinusal), outro de ritmo de parada
(FV) e outro de doença sistêmica (amiloidose). A prova de Clínica Médica da Santa Casa de BH mescla
Vamos apostar aqui em um ECG de taquicardia questões mais “decorebas” que cobram conceitos mais diretos
(FA) e outro de doença sistêmica como por exemplo efeitos colaterais de medicações, com
(hipercalemia). questões que envolvem um pouco mais de raciocínio, cobrando
diagnósticos diferenciais e condutas.
Nos últimos anos caiu muuuuita infecto! Além dos temas
elencados abaixo, que foram mais frequentes, ITU, meningite,
endocardite, infecção de pele e partes moles, dengue, vacinação
também apareceram nas provas.
ECG 1: Taquicardia ⟶ Fibrilação atrial em D2
longo (ausência de onda P, RR iregular)
Não é uma prova que envolve muita multimídia. Nos últimos 3
anos, apenas 4 questões continham imagem, mas dessas, 3
eram eletrocardiogramas, então vale dar uma revisada!
Pneumonia, incluindo PAC, imunossupressão e tuberculose
ECG 2: Doença sistêmica ⟶ Hipercalemia
Apiculamento de onda T Antibióticos, Microbiologia e Sepse
Achatamento de onda P Diabetes Mellitus tipo 2
Onda T fica maior que QRS
Alargamento de QRS evoluindo para ritmo DPOC
sinusoidal
Anemia
Pneumonia adquirida na comunidade
Pacote da Sepse
Vamos relembrar o tratamento ambulatorial e
intrahospitalar:
Ambulatorial Coleta de culturas (de
Sem comorbidades, Sem comorbidades, preferência antes do ATB) e DVA precoce se não
fatores de risco ou uso fatores de risco ou uso exames laboratoriais houver resposta a
recente de ATB recente de ATB incluindo lactato reposição volêmica
(primeira escolha
Amoxicilina + Macrolídeo OU Expansão volêmica 30 ml/kg noradrenalina)
Amoxicilina OU Clavulin OU
Clavulin + Macrolídeo OU
Macrolídeo* EV nas primeiras 3 horas,
Quinolona**
objetivando PAM 65 mmHg Hidrocortisona se
choque apesar de
Paciente internado
Antibiótico precoce (em até noradrenalina ≥ 0,25
Enfermaria UTI 1h se sepse definida ou se mcg/kg/min há pelo
choque ou em até 3h se menos 4 horas
Cefalosporina 3a geração + Cefalosporina 3a geração +
sepse provável sem choque)
Macrolídeo OU Clavulin OU Macrolídeo OU Cefalosporina
Quinolona 3a geração + Quinolona
**Macrolídeos: Azitromicina ou Claritromicina
**Quinolona respiratória = Levofloxacino ou Moxifloxacino
Algumas decorebas de antibióticos Diabetes Mellitus tipo 2
Efeitos colaterais mais conhecidos
Antidiabéticos que reduzem risco
cardiovascular estão em alta!!!
Betalactâmicos no geral: reações alérgicas e NIA São eles: inibidores de SGLT-2 e
Clavulin e Tazocin: diarreia análogos de GLP1
Cefepime: diminuição de limiar convulsivo,
delirium
Quinolonas: delirium, tendinopatia, aneurisma
Tratamento inicial simplificado de acordo com a glicada
de aorta, alargamento de QT
Macrolídeos: alargamento de QT Metformina
Aminoglicosídeos: nefrotoxicidade e Hb1Ac 6,5 – 7,5% Sem melhora:
ototoxicidae terapia dupla
Vancomicina: nefrotoxicidade e Síndrome do
Homem Vermelho Terapia dupla
Clindamicina: infeccção por Clostridium Hb1Ac 7,5 – 9%
Sem melhora: tripla
Metronidazol: efeito dissulfiram
Terapia tripla
Hb1Ac > 9% sem
Antibióticos que cobrem Pseudomonas Sem melhora:
sintomas
quádrupla ⟶ TBI
Cefalosporinas: ceftazidima e cefepime
Piperacilina-tazobactam Hb1Ac > 9% com TBI (deixar também
Carbapenêmicos: meropenem e imipenem sintomas ADO)
Quinolonas: ciprofloxacino e levofloxacino
Polimixinas ADO: antidiabético oral / TBI: terapia baseada em insulina
Alguns lembretes de glomerulopatias
Classificação e Tratamento do DPOC
Síndrome Nefrítica
Hematúria, hipertensão, edema, proteinúria não
1 exacerbação com IH ou ≥ 2
E nefrótica, piora de função renal
[Link] pós estreptocócica: em geral autolimitada
moderadas
LABA + LAMA [Link] lúpica: classes I a VI, necessita biópsia
[Link] rapidamente progressiva: piora rápida de
função renal. Presença de crescentes.
Se Eos ≥ 300 considerar adicionar [Link] às vasculites ANCA: GPA, GEPA, PAM
[Link] por IgA: hematúria recorrente, em
ICS
geral sem síndrome nefrítica
Síndrome Nefrótica
A B
Até 1 exacerbação moderada
Proteinúria nefrótica, edema, hipoalbuminemia,
hipercolesterolemia, hipercoagulabilidade
SABA ou [Link]ões mínimas: bom prognóstico
LABA ou [Link]: principal causa em adultos. Primária ou
LABA + LAMA secundária (obesidade, HIV, etc).
SAMA ou
[Link]: Primária ou secundária (neoplasia,
LAMA HBV, etc)
[Link]: forma renal ou associada a discrasia
mMRC 0-1 mMRC 2,3 ou 4 plasmocitária
CAT < 10 CAT > 10 [Link]: síndrome mista
[Link] mellitus: em geral proteinúria nefrótica,
sem a síndrome
IH = internação hospitalar / ICS: corticoide inalatório
Dra. Isabela Pasotti
Professora GO
Na prova de Ginecologia e Obstetrícia costuma ser muito justa.
Prolapso Genital Em geral com questões que apresentam casos clínicos não
POP Q muito grandes e que gosta muito de questões conceituais,
incluindo questões sobre fisiopatologia de determinadas
condições.
Na parte da Obstetrícia temas clássicos costumam ser
cobrados, sendo de extrema importância compreender o tema
por completo, lembrando dos fatores de risco e saber
quando suspeitar.
Na Ginecologia, as questões de Uroginecologia são
praticamente uma certeza. É preciso saber diferenciar as
incontinências urinárias e identificar e estadiar um prolapso
genital.
Síndromes Hipertensivas na Gestação
Diabetes mellitus na gravidez
Sangramento de Primeira Metade
Incontinência Urinária
Prolapso Genital
Síndromes Hipertensivas na gestação Diabetes Mellitus na Gravidez
O rastreamento do Diabetes Mellitus na Gravidez deve
Sulfato de magnésio:
É o estabilizador de membrana, utilizado para prevenção ser universal (exceto se já possui diagnóstico de
eclâmpsia. diabetes prévio)
Quando?
Iminência de eclâmpsia, eclâmpsia, síndrome HELLP e
pré-eclâmpsia com deterioração clínica e/ou laboratorial,
crise hipertensiva (PAS >= 160 mmHg e/ou PAD >= 110
mmHg) e hipertensão de difícil controle.
É importante lembrar que basta 1 resultado de exame
alterado para o diagnóstico.
O tratamento inicial indicado de imediato baseado
Cuidados: em: dieta, atividade física e controle glicêmico
Se transporte/ ausência de bomba = Pritchard;
Se recorrência da crise convulsiva: administrar 2 g de
Será considerado descontrole glicêmico se >=
MgSO4 IV (em bolus)
30% de valores de hiperglicemia. Neste caso, o
Se depressão respiratória (intoxicação por MgSO4):
aplicar 10 mL de gliconato de cálcio a 10% (1 g) IV tratamento medicamentoso de escolha é com a
lentamente (3 min). insulinoterapia
Sangramento de Primeira Metade Climatério e TH
Gestação Ectópica Climatério:
Fase de transição entre o menacme e a menopausa.
Implantação e o desenvolvimento do blastocisto Está associado modificações endócrinas, biológicas
ocorrem fora da grande cavidade corporal do útero. e clínicas associadas ao hipoestrogenismo.
Terapia de reposição hormonal:
Ultrassonografia: anel tubário, formação anexial sólida
ou complexa e líquido livre Estrogênio + Progestagênio
É o que promove os Para proteção
benefícios endometrial
Pode ser via oral ou não Apenas pacientes
oral (preferida para DM, com útero OU
HAS e comorbidades) endometriose
Conduta expectante: Estabilidade hemodinâmica,
declínio dos títulos de beta-hCG, Beta-hCG <2.000 Quando prescrever?
mUI/mL, USG TV com ausência de embrião vivo, massa Na janela de oportunidade (até 10 anos do início da
tubária inferior a 5 cm e desejo de gravidez futura. menopausa ou até os 60 anos)
Tratamento medicamentoso (Metotrexato): Quais contraindicações?
Estabilidade hemodinâmica; diâmetro da massa anexial História atual ou suspeita de carcinoma invasivo de
<3,5 cm; beta-hCG inicial <5.000 mUI/mL e crescente; mama; Insuficiência hepática; Sangramento vaginal em
ausência de dor abdominal; desejo de gravidez futura. investigação; Doenças trombóticas/ tromboembólicas;
Doença coronariana; Doença cerebrovascular; Porfiria *;
Tratamento cirúrgico: ausência de critérios para Meningioma (progestagênio) * e Lúpus eritematoso
tratamento clínico sistêmico *
*Não constam no manual SOBRAC 2024
Incontinência Urinária Prolapso Genital
Classificação:
Incontinência urinária de esforço: Compartimento anterior: cistocele, uretrocele ou
É a perda de urina após realização de algum esforço, cistouretrocele.
como tossir, espirrar ou pular. Compartimento apical: prolapso uterino, o
Causas: prolapso da cúpula vaginal pós-histerectomia ou a
Hipermobilidade do colo vesical: Pperda>= 90 hipertrofia do colo.
cmH20 Compartimento posterior: Retocele.
Defeito esfincteriano intrínseco: Pperda<= 60
cmH20 POP Q:
Tratamento:
1a linha: Fisioterapia Pélvica e estrogenização local
2a linha (em caso de falha na primeira linha ):
Cirúrgico "Sling"
Estadiamento:
Incontinência de urgência: Estádio 0: pontos Aa, Ap, Ba e Bp estão todos em
Urgência, com ou sem perda urinária geralmente -3 cm. Pontos C e D se encontram entre o
associada a aumento da frequência urinária e noctúria. comprimento vaginal total menos 2 (comprimento
Tratamento: do colo do útero);
Mudança de estilo de vida (evitar alimentos Estádio I: Prolapso encontra-se antes de -1;
irritativos, como cafeína), micção programada Estádio II: Prolapso encontra-se entre -1 e +1,
Tratamento medicamentoso: anticolinérgicos independentemente do comprimento vaginal total;
(solifenacina, oxibutinina); agonistas adrenérgicos Estádio III: Prolapso encontra-se entre +2 e o
(mirabegron) comprimento vaginal total menos 2 (CVT -2).
Estádio IV: Prolapso encontra-se além do CVT -2, e
também depende do comprimento vaginal total.
Dra. Roberta Andrade
Doença de Kawasaki Subcoord. Pediatria
Febre ≥ 5 dias + 4 dos seguintes
Alteração em membros: Eritema ou edema
Erupção cutânea polimórfica A prova da SCM-BH foge do óbvio. Cobra especialidades como
(maculopapular, escarlatiniforme…) hematologia e reumatologia pediátrica, e algumas doenças raras
Alteração em lábios e cavidade oral: Fissura e pouco abordadas em outras provas.
e eritema labiais, língua em framboesa,
hiperemia faríngea Vale a pena revisar estes assuntos mais particulares desta
Linfadenopatia cervical unilateral e ≥ 1,5 cm prova. O lado bom é que são questões diretas e bem escritas, e
Hiperemia conjuntival, bilateral, sem os temas se repetem ao longo dos anos.
exsudato.
Boa prova :)
Hematologia | cobrado 7 vezes
Infecções de vias aéreas | cobrado 6 vezes
Neurologia | cobrado 5 vezes
SAGUIL, Aaron; FARGO, Matthew; GROGAN, Scott. Diagnosis and Management of Kawasaki Disease. American
Family Physician, v. 91, n. 6, p. 365‑371, 15 mar. 2015. Disponível em:
[Link] Reumatologia | cobrado 4 vezes
Reanimação neonatal | cobrado 3 vezes
Pneumonia Comunitária Bronquiolite
Principais agentes: vírus Faixa etária: Lactente
>7m - 5 anos: Pneumococo, Hemófilos, S. aureus Etiologia: VSR, influenza, parainfluenza, rinovírus,
coronavírus
Quadro Clínico: coriza, febre, tosse, no 3º-4º dia
QC: febre + tosse + TAQUIPNEIA desconforto respiratório e SIBILOS
Internação: <2m, Sat<92%, desconforto Raio-X se internação: hiperinsuflação, retificação
moderado/grave, toxemia, complicação, não arcos costais, atelectasia
melhora em 48-72h de ATB Condutas: hidratação/nutrição, O2 se
Sat<90%-92%, limpeza nasal
Complicações: desidratação, apneia, atelectasia,
TTO hospitalar: Peni Crista/Ampi (<2m: + Genta)
OMA
TTO ambulatorial: Amoxicilina VO
Derrame Pleural: toracocentese + USG
Drenagem: pus, Gram presente, pH <7,2; glicose < Não realizar: broncodilatador,
50, LDH > 1000, derrame grande, loculação corticoide, salina hipertônica.
Pneumonia necrosante: TC de tórax
TTO se BEG: Ampicilina ou Penicilina cristalina
TTO se TOXEMIA: Cefalo 3ª +/- Vanco +/- Oselta
Trombocitopenia Imune Anemia ferropriva e reposição de ferro
Principal anemia na infância!
FISIOPATOLOGIA: SINTOMAS:
Palidez cutâneo-mucosa
Autoanticorpos (IgG) →
aderem a antígenos da Intolerância aos esforços e astenia
membrana plaquetária →
é reconhecida por receptores Sopro sistólico panfocal + taquicardia;
FC dos macrófagos →
destruição no SRE Ferropenia: picacismo, queilite angular, glossite
atrófica
DIAGNÓSTICO: DIAGNÓSTICO:
↓ ↓
Microcítica ( VCM) e hipocrômica ( HCM) com
Trombocitopenia ISOLADA = Plaquetas < 100 mil ↑
anisocitose ( RDW)
Sem outros sinais e sintomas e demais exames ↓ ↓
Ferritina, ferro, IST e ↓reticulócitos; ↑
TIBC;
normais INVESTIGAÇÃO: 1 ano de idade ou se suspeita clínica
Exclusão de outras causas: infecção, HMG, Ferritina (>15) e PCR → CUIDADO COM
medicamentos, DAI, malignidade INFECÇÃO (eleva a ferritina)
TRATAMENTO: 3-6mg/kg/dia de Fe elementar por 6m
SINAIS E SINTOMAS: PROFILAXIA: para toda criança de até 2 anos!
1-2 anos: 1 mg de ferro elementar/kg/dia
PACIENTE HÍGIDO EM BOM ESTADO GERAL Termo e Peso Profilaxia
Idade de início
nascimento (mg/kg/dia)
Hematomas e petéquias, Sangramento mucocutâneo
RNT, AIG, PN > 2500 g 1 180 dias*
Pode ter desencadeante viral ou vacinação
Sangramento de SNC (0,5% dos casos) →
quando RNT PN < 2500 g ou
RNPT PN > 1500 g
2
Plaquetas <20 mil
30 dias
RNPT PN 1000-1500 g 3
RNPT PN < 1000 g 4
*Se fator de risco para anemia ferropriva, iniciar aos 90 dias.
TEA Reanimação neonatal ≥ 34 semanas
Triagem: M-CHAT-R/F para todos com 18 e 24m
Respirando e/ou chorando? Clampeamento
≥ 8: AR– intervenção e avaliação DX;
Tônus em flexão? oportuno (>60seg)
3-7: MR– entrevista de seguimento. Se ≥2 -
intervenção e avaliação DX; Não Sim + pele a pele
0-2: BR. Se <24 meses, repetir aos 24m.
DX: clínico - DSM-V Clampeamento imediato e
TTO: Interdisciplinar, avaliar farmacológico. Desconforto
passos iniciais
respiratório ou
Esquentar FC ≥ 100,
Dificuldades de Comportamento resp regular SatO2 baixa: CPAP
Secar
comunicação e + e/ou interesse Posicionar
interação social repetitivo/restrito Aspirar se necessário
Adrenalina e
FC < 100, resp
Expansão (SF)
irregular/apneia
TDAH
Triagem: SNAP IV (≥ 6/área sugere) FC < 60bpm
DX: Clínico - DSM V VPP por máscara (FiO2 21%) 30seg
Início precoce (< 12 anos), pelo menos 6 meses Oximetria e monitor cardíaco
Prejuízo funcional Massagem cardíaca
Pelo menos em 2 ambientes (3:1) + VPP cânula (Fi
TTO: treino parental, terapia cognitivo comportamental, FC < 100, resp 100%)
irregular/apneia
psicoestimulantes (> 6 anos)
Hiperatividade e/ou FC < 60bpm
Desatenção Checar a técnica
Impulsividade Máscara laríngea ou cânula traqueal
Luana Suleiman
Diagrama de Controle Subcoordenadora PREV
Na Preventiva, a SCM-BH mantém o mesmo padrão nos últimos
anos: temas clássicos e questões que misturam “decoreba” com
aplicação prática. A banca gosta de cobrar Legislação e História
do SUS, valoriza o papel da Atenção Primária na rede e dá
bastante destaque à Vigilância em Saúde. Às vezes, traz
conceitos menos explorados em provas, mas quem tem uma
boa visão geral da matéria costuma acertar.
Para não dizer que só cai Saúde Coletiva, sempre aparecem
questões de Medicina Legal, especialmente sobre como e quem
A SCM-BH não costuma trazer multimídia na deve preencher a Declaração de Óbito. A Epidemiologia tem
preventiva, mas pode cobrar esse tema de forma menos destaque, mas não deixam faltar uma questão de
conceitual! classificação de estudos. Fiquem atentos às dicas do
O diagrama de controle é um gráfico construído enunciado! Boa prova!!
com base na INCIDÊNCIA de uma doença em
anos anteriores.
A partir desses dados, podemos definir os limites
superior e inferior da faixa endêmica. Legislação e Princípios do SUS
Quando a incidência observada ultrapassa o Atenção Primária à Saúde
limite superior, estamos diante de uma EPIDEMIA.
Vigilância em Saúde
Já quando permanece dentro da faixa endêmica,
trata-se de uma ENDEMIA. Estudos Epidemiológicos
Declaração de Óbito
Legislação do SUS Princípios do SUS
Costumam cair de forma aplicada. Saibam os
Constituição 1988
conceitos e os utilizem para chegar à melhor resposta!
Criação SUS: Saúde direito de todos e dever do Estado
Ético/Doutrinários
Lei 8080/90
Universalidade: acesso para todos
Princípios do SUS + Funcionamento do sistema +
Competências e atribuições de cada esfera de governo Equidade: tratar desigualmente os desiguais
Integralidade: promoção, prevenção, cura e
Lei 8.142/90 reabilitação; Saúde em todos os níveis de atenção
Transferência automática de recursos fundo a fundo
Participação comunitária: 50% de usuários Organizativos
Conselhos: Mensal; permanentes e deliberativos,
Descentralização: divisão de poder (União, Estados,
formular estratégias e controlar execução
Municípios)
Conferências: 4/4 anos, avaliar e propor diretrizes
Regionalização: organização em Regiões de Saúde
Decreto 7.508/2011
Hierarquização: organização em níveis de
Região de Saúde: APS; Urgência e emergência; Atenção complexidade
psicossocial; Atenção ambulatorial
Participação Popular: Conselhos e Conferências
especializada e hospitalar; Vigilância em saúde
Portas de entrada: APS; Urgência e emergência; Atenção
NOVO PRINCÍPIO DO SUS: Atenção humanizada
psicossocial; Especiais de acesso aberto.
Atenção Primária à Saúde Vigilância em Saúde
Atributos Essenciais Atributos Derivados
Epidemiológica
Acesso de primeiro contato Doenças e agravos (transmissíveis e não transmissíveis)
Orientação familiar
Coordenação do cuidado Sanitária
Orientação comunitária
Integralidade Bens de consumo e serviços de interesse à saúde
Competência cultural
Longitudinalidade
Saúde do Trabalhador
Saúde de trabalhadores, incluindo doenças e agravos
Os serviços do SUS se articulam em rede, garantindo
relacionados ao trabalho
um cuidado integral e otimização de recursos. A APS:
É a principal porta de entrada do sistema; Saúde Ambiental
Resolve a maioria das necessidades em saúde; Fatores do meio ambiente que afetam a saúde humana
Se necessário, encaminha o paciente ao nível de
Notificação Compulsória:
atenção de maior densidade tecnológica,
Imediata (24h) X Semanal X Negativa
mantendo-se como coordenadora do cuidado.
COMPOSIÇÃO MÍNIMA Vigilância Sentinela: vigilância ativa em
Equipe de Saúde da Família (eSF): estabelecimentos estratégicos.
Médico, Enfermeiro, Auxiliar e/ou Técnico de
Enfermagem e Agente Comunitário de Saúde
Acidente de trabalho (imediata)
Equipe de Atenção Primária (eAP): Alguns
Acidente de trabalho com material
Médico e Enfermeiro destaques da
biológico (semanal)
Lista de
Doenças e Agravos Relacionados ao
eMulti: aumentar resolutividade e abrangência de ações Notificação
Trabalho (semanal)
Não é porta de entrada Compulsória
Esporotricose humana (semanal)
Não possui unidades físicas independentes
Estudos Epidemiológicos Declaração de Óbito
Ecológico: agregado, transversal (“foto”) e
Quem preenche?
observacional. Sujeito a falácia ecológica.
Transversal: individuado, transversal (“foto") e Causa externa =
observacional. Bom para levantar hipóteses. IML
Morte natural
Caso-controle: DOENÇA → EXPOSIÇÃO;
Parte de pessoas com (casos) e sem (controles)
desfecho. A partir disso, avalia a chance de exposição
no passado.
Médico SVO (morte sem assistência
Coorte: EXPOSIÇÃO → DOENÇA; assistente ou médica ou com causa básica
Parte de pessoas expostas e não-expostas. A partir substituto não definida)
disso, avalia a incidência do desfecho.
Prospectiva: exposição no presente e desfecho no
futuro;
Retrospectiva: exposição no passado, sendo Como preenche?
acompanhado até o desenvolvimento (ou não) do
desfecho.
Parte I – Sequência de causas:
Linha a: causa terminal ou imediata
Ensaio Clínico: individuado, longitudinal e
Linhas b e c: causas antecedentes ou consequenciais
experimental. Padrão-ouro para estudos de
Linha d: causa básica
intervenção em saúde.
Parte II – Condições que contribuíram para o óbito, mas
não relacionados diretamente à sequência principal.