Controle de Acesso com Protocolo 802.1X
Controle de Acesso com Protocolo 802.1X
Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) – Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores – Campus Canoas
20 de junho de 2011
RESUMO
Este artigo descreve a utilização do protocolo 802.1X para garantir que somente usuários devidamente
registrados tenham acesso a uma rede corporativa. Somente os usuários que possuírem as configurações locais de
acordo com as regras pré-estabeleciadas e configuradas com o uso do protocolo 802.1X terão seu acesso à rede
autorizado. O protocolo é fundamentado na autorização de acesso em nível físico, garantindo que nenhum invasor
consiga obter um endereço IP e assim ingressar no segmento de rede, podendo assim ter acesso aos serviços
disponíveis no ambiente.
Palavras-chave: Protocolo 802.1X; RADIUS e Certificado Digital.
ABSTRACT
Title: “Access Control in network segments for authorized users in a business environment”
This article describes the 802.1X protocol utilization to ensure that only duly registered users have access to
a corporate network. Only users who have your local settings according to the pre-established rules and configured
using the 802.1X protocol will have access to your network provider. The protocol is based on physical level for
access authorization, ensuring that no invader can obtain an IP address and thus join the network segment, so it can
access the services available in the environment.
Key-words: 802.1X Protocol; RADIUS and Digital Certificate.
1 INTRODUÇÃO
Um dos grandes problemas enfrentados na tecnologia da informação é o fator segurança, o qual se
deve relatar como um dos mais críticos devido às informações sigilosas que podem ser obtidas por invasores.
Existem diversas ferramentas e tecnologias para evitar que tais dados não sejam obtidos de forma ilícita
através de acessos externos, contudo, um erro muitas vezes cometido é o descuido dos acessos internos pelos
segmentos lógicos de rede que podem comprometer níveis de segurança implementados.
Uma forma eficiente para garantir acesso físico aos segmentos lógicos em uma rede corporativa,
somente para usuários autorizados, é a implementação do protocolo IEEE 802.1X. O mesmo garante esse
tipo de acesso através da validação entre os elementos de rede e as estações de trabalho dos usuários. Estes
acessos podem ser através de switch para conexões com fio e também por acesso sem fio junto a um ponto
de acesso (AP).
Este artigo descreve o estudo realizado para implementar essa tecnologia em ambientes corporativos,
desde que as estações de trabalho e equipamentos de rede atendam os requisitos mínimos exigidos para seu
funcionamento. Em um ambiente de testes, simulando um segmento de rede local de uma empresa, será
utilizado o padrão 802.1X a fim de validar e garantir que acessos físicos nos segmentos estejam disponíveis
somente para usuários previamente autorizados. Cada um desses usuários deve possuir uma conta registrada
e válida além de um certificado digital único para receber um endereço lógico que possui os acessos
requeridos.
1 Artigo elaborado como Trabalho de Conclusão do Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores da Universidade Luterana do
Brasil. Campus Canoas.
2 Professora orientadora do projeto.
1
É necessário um servidor para armazenar a base de dados dos usuários contendo suas contas válidas
e também é necessário um servidor para autorização, autenticação e contabilização de acesso das solicitações
enviadas pelos usuários. Para que o envio de solicitação de acesso a rede de um usuário seja recebido pelo
servidor, são necessários elementos de rede capazes de transmitir as informações coletadas de cada estação
de trabalho, juntamente com seu certificado digital e informações da conta válida de login do mesmo.
O referencial teórico desse artigo contém informações essenciais para compreensão dos assuntos
abordados, tais como segurança, autenticação, certificados digitais e outros demonstrados na seção 2. A
seção 3 demonstra o desenvolvimento de um cenário com a utilização do protocolo 802.1X a fim de garantir
a segurança no processo de acesso aos segmentos de rede das estações de trabalho e usuários os quais devem
estar previamente registrados. A seção 4 apresenta a validação da implementação realizada. E, por fim, na
seção 5 estão as conclusões juntamente as referências utilizadas para a elaboração do artigo.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O presente capítulo tem como objetivo demonstrar os conceitos teóricos fundamentais para a
compreensão dos processos de autenticação segura nos segmentos de rede que o ambiente proporciona para
seus usuários.
2
documento de identidade. Quando for necessário efetuar uma autenticidade de um usuário, se utiliza o
certificado como forma de presença, o qual pode ser usado em vários meios, como controle de acesso a
recursos, autenticidade de programa na internet entre outras aplicações. (SILVA et al. p 25, 2008).
Certificado digital, também pode ser chamado por certificado de chave pública, é uma ligação entre a
chave pública de uma entidade e um ou mais atributos relacionados à entidade, armazenados em um arquivo
digital. O usuário pode ser uma pessoa ou um dispositivo de hardware, este certificado produz a garantia que
a chave pública pertence à entidade. Além disso, garante também que somente a entidade possui a
correspondente chave privada. (SILVA et al, p 26, 2008). A Figura 1 apresenta o certificado digital emitido
para uma conta de usuário.
“A assinatura de um certificado por uma autoridade certificadora faz com que duas partes possam ter
um ponto de confiança em comum, que seria a própria autoridade certificadora.” (SILVA et al. p 25, 2008).
3
aplicação utilizada deve aceitar. Depois de expirado esse período determinado o certificado se torna inválido,
em algumas situações é necessário que este certificado seja revogado antes do período de validade. Essa
situação pode ocorrer devido ao vazamento de chave privada ou mudança de dados do usuário equivalente.
Para este caso, a autoridade certificadora responsável pela sua emissão deve possuir o mecanismo que
permite mudar o estado de revogação dos certificados.
Uma aplicação que trabalha com certificados digitais deve obter a lista de certificados revogados
mais recentes e também verificar o número de série do certificado, que está se tentando usar na aplicação a
fim de analisar se o mesmo não está na lista de revogados. (SILVA et al. p 29, 2008).
A Infraestrutura de Chave Pública (ICP) é o que define o conjunto de padrões utilizados,
autoridades certificadoras, estrutura entre AC, métodos para validar certificados, protocolos
de operações, protocolos de gerenciamento, ferramentas de interoperabilidade e suporte
legislativo. (SILVA et al. p 31, 2008).
A Infraestrutura de Chave Pública (ICP) utiliza certificados de chaves públicas ou certificados
digitais que vinculam os usuários a uma chave pública. O certificado digital garante que uma chave pública é
verdadeira e pertence a quem ele diz pertencer. Uma ICP tem como objetivo implementar o suporte de um
sistema criptografado baseado em certificados digitais que se baseia em chaves públicas e privadas. A ICP se
responsabiliza pela geração de chaves e emissão de certificados digitais associadas a esse par de chaves.
Uma ICP possui uma hierarquia o qual forma uma cadeia de confiança, quando existir mais de uma AC as
outras entidades todas deve confiar na AC chamada de raiz ou principal. (INFOSEGURA, 2011).
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um servidor. (KERBEROS, 2011).
O processo de autenticação define os seguintes passos: o cliente envia uma solicitação para um
servidor de autenticação requisitando credenciais, o servidor responde com uma chave criptografada
denominada chave de sessão. O cliente envia para o servidor o bilhete que contém sua identidade e copia da
chave de sessão, todos criptografados na chave do servidor. Após o envio do bilhete a chave de sessão está
compartilhada entre o cliente e o servidor sendo possível autenticar o usuário. (KOHL 1993).
A proposta do protocolo Kerberos é que não seja armazenada uma chave privada e sim que o cliente
armazene o ticket e a chave de sessão, a qual dura um período limitado há aproximadamente oito horas
fazendo com isso, por exemplo, que um hacker consiga obter a chave privada de um usuário e tenha acesso
às informações se passando pelo mesmo (SILVA e DUARTE, 2011).
2.3.3 Protocolo RADIUS
O protocolo Remote Authentication Dial In User Service (RADIUS) foi inicialmente desenvolvido
para serviços de acesso discado, o qual pode ser também utilizado para disponibilizar acesso a segmentos de
redes junto com a arquitetura AAA. O protocolo serve para centralizar atividades de autenticação,
autorização e contabilização. O protocolo é definido pela RFC 2865 (RIGNEY et al., 2000) e sua
contabilização pela RFC 2866 (RIGNEY, 2000).
O processo de transação para autenticação de um cliente segue os seguintes passos:
• Suplicante: um host envia uma solicitação de acesso a um cliente RADIUS, por exemplo, um
elemento de rede como um Switch;
• Autenticador: o cliente RADIUS requisita as credenciais ao host de origem e os envia em forma
de mensagem RADIUS a um servidor de autenticação RADIUS;
• Servidor Autenticador: o servidor RADIUS verifica os dados enviados e procede com a
autenticação, autorizando ou não a requisição do cliente RADIUS.
Sendo o acesso autorizado ou negado é retornada uma mensagem ao cliente, no caso de autorizado o
cliente libera o acesso à rede ao host que solicitou a requisição de acesso. Todo o procedimento de
comunicação entre host e cliente RADIUS é realizado na camada de enlace do modelo OSI. O cliente e o
servidor RADIUS é tratado na camada de aplicação, somente após acesso concedido e autorizado que o host
poderá trafegar pela camada de rede e superiores (BARROS e FOLTRAN, 2011).
A Figura 2 demonstra a solicitação de um usuário através de seu host a um cliente RADIUS.
5
O protocolo 802.1X é dividido em RADIUS Accounting e RADIUS Authentication, onde o
Accounting é habilitado ou não para o uso dos clientes RADIUS. Caso habilitado, no momenta da entrega do
serviço é gerado um pacote de inicio de contabilização, contendo informações de usuário e tipo de serviço
utilizado que será entregue a um servidor de contabilização RADIUS. No final do serviço o cliente gera um
pacote enviando a parada da contabilização o qual pode conter, opcionalmente, estatísticas de tempo
decorrido e banda utilizada.
O RADIUS Authentication utiliza o protocolo UDP na porta 1812, é responsável por transportar as
informações de autenticação, autorização e configuração entre o Network Access Server (NAS) e o servidor
de autenticação.
O NAS funciona como um cliente RADIUS, o autenticador RADIUS, é responsável por transmitir
informações do usuário para um servidor RADIUS e agir sobre a resposta assim que retornado. Os servidores
RADIUS são responsáveis por receber as requisições de conexão de usuários, o qual autentica o mesmo e
após o processo de autenticação retorna as informações de configuração necessárias para a entrega de serviço
a um usuário
A solicitação de acesso de um usuário é transmitida para um servidor RADIUS pela rede, caso
nenhuma resposta seja retornada após um determinado período de tempo o cliente envia novamente a
solicitação. O cliente pode enviar a solicitação para um servidor alternativo caso o primário estiver
inacessível. Após receber o pedido do usuário, o servidor RADIUS consulta a base de dados de usuários para
encontrar o usuário informado na requisição, o mesmo consulta as condições da conta e valida ou não esse
acesso. (RIGNEY et al., 2000).
3 METODOLOGIA
O presente projeto propõe a implementação do protocolo 802.1X, visando aumentar a segurança em
um ambiente corporativo no nível de acesso físico em seus segmentos de rede disponíveis para os usuários.
Independente do tamanho da corporação pode ser utilizada a tecnologia para assegurar que não serão
validados os acessos aos segmentos de rede por pessoas não autorizadas.
O planejamento para realizar a devida configuração em uma rede corporativa, deve suprir todos os
pontos de conexão do ambiente. Estabelecer um mapeamento para distribuição da rede, realizar
levantamento do número de estações de trabalho para cada usuário e quantidade de elementos de rede
necessários. Os equipamentos disponíveis devem suportar todos os requisitos exigidos para o correto
funcionamento da tecnologia. A Figura 3 demonstra o fluxograma para acesso aos segmentos de rede
disponíveis para o ambiente proposto.
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Figura 3 - Fluxo para acesso ao segmento de rede
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O método EAP-TLS utilizado para o funcionamento do protocolo 802.1X neste ambiente, necessita
do certificado digital de usuário e também o certificado digital da conta de computador que o mesmo utiliza.
A ICP definida no ambiente garante através da AC a emissão de certificados para os usuários do ambiente,
onde a mesma é confiável somente para uso interno.
O método EAP-MS-CHAPv2 também configurado no servidor RADIUS é uma alternativa para
utilização no ambiente onde a autorização de acesso dos usuários para ingressar nos segmentos disponíveis
se dará através das informações de conta e senha de login.
A plataforma Microsoft foi utilizada para a implementação no ambiente de testes juntos com os
pacotes nativos do sistema operacional. O Active Directory (AD) é a tecnologia de diretório utilizada,
contendo objetos como: contas de usuários, contas de computadores, grupos e unidades organizacionais
(OU), o Domain Name System (DNS), ferramenta obrigatória para um ambiente contendo um AD que é
responsável pela resolução de nomes para o ambiente, o Internet Authentication Service (IAS) é o servidor
RADIUS e prove a autenticação das solicitações das estações de trabalho e, por fim, para distribuição de
endereços foi instalado o serviço de DHCP no servidor, pois esta plataforma é semelhante ao ambiente real,
sendo possível construir um ambiente semelhante para validar o processo de ingresso a rede com garantia de
autenticidade do usuário e seu dispositivo computacional.
A Autoridade Certificadora (AC) deve ser instalada para gerenciar a emissão dos certificados das
contas de usuários e contas de computador. O Internet Information Service (IIS) foi instalado para permitir
requisições dos certificados através da uma página web dentro do ambiente, a página por segurança, solicita
as credenciais da conta do usuário que deve estar previamente criado ao AD. Somente usuários cadastrados
no controlador de domínio podem solicitar seus certificados.
A versão Enterprise do Windows 2003 Server foi escolhida para evitar problemas na configuração
do servidor RADIUS, o IAS. A plataforma Microsoft versão Standard permite até cinqüenta clientes
RADIUS para atender requisições dos autenticadores, enquanto a versão escolhida possibilita configurar
mais clientes autenticadores de rede caso necessários, conforme o ambiente a ser implementado.
As requisições dos usuários são transportadas pelos clientes RADIUS, elementos de rede ou
autenticadores, até o servidor de autenticação RADIUS. O ambiente possui equipamentos de rede do
fabricante Cisco, switch composto por vinte portas Gigabit Ethernet para atender às conexões com fio e
quatro portas para extensões cascateáveis junto a outros equipamentos de rede na necessidade de interligar
mais pontos de distribuição. Para conexões em rede sem fio, o ambiente possui de um Access Point (AP).
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Figura 4 – Controlador de domínio do ambiente de teste
Para um controle mais detalhado foram criados Unidades Organizacionais (OU) para separar setores
do cenário, simulando um ambiente corporativo. Para mais organização na base de diretório do ambiente,
foram criados grupos distinguindo usuários que utilizam estações de trabalho com acesso a rede com fio e
grupos para os usuários que utilizam as estações por rede sem fio.
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conta de usuário e da conta de seu computador.
Para a distribuição de endereços IP foi instalado no servidor o serviço de DHCP Server, ferramenta
nativa do sistema operacional. Foram criados dois escopos para atender aos dois tipos de requisição, acesso a
rede de serviço para usuários devidamente autorizados e acesso ao segmento restrito para usuários que
pretendem ingressar na rede do ambiente e não tem permissão para tal. O escopo com nome de Serviço foi
configurado para distribuir endereços da rede IP [Link]/24 e o escopo nomeado de Restrito distribui os
endereços IP [Link]/24.
Para o funcionamento do serviço DHCP é necessário registrá-lo juntamente ao AD do ambiente.
Após criar os escopos, configurá-los de forma correta e ativar o serviço, a ferramenta está pronta para
atender as requisições dos clientes. A Figura 6 demonstra os acessos das estações de trabalho dos usuários
deste ambiente, a fim de realizar uma visualização rápida das solicitações.
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Figura 7 – Certificados emitidos para o ambiente
Caso o certificado do usuário seja revogado, o mesmo não terá seu acesso garantido aos segmentos
do ambiente. Também é necessário que cada estação de trabalho tenha seu certificado de máquina para o
sucesso no ingresso. Caso apenas o certificado do usuário ou da conta de seu computador estiver revogado, o
mesmo pode solicitar um novo certificado e por fim ter seu acesso garantido novamente.
Para um administrador restringir o acesso de um colaborador em definitivo, sua conta de usuário e
conta do seu computador do domínio devem ser bloqueadas e seu certificado digital revogado junto à
autoridade certificadora. As contas dos computadores dos usuários do ambiente são automaticamente
cadastradas ao inseri-las no domínio, o qual garante que somente esses computadores podem ter acesso ao
segmento da rede de serviço, juntamente com um usuário válido.
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que tenha suporte a ativação do protocolo 802.1X. O seu funcionamento corresponde à ativação da
configuração global do mesmo onde, devem ser informados entre os comandos necessários o endereço IP do
servidor RADIUS e a senha criada na configuração do IAS.
A configuração global do switch possui uma VLAN para o segmento da rede de serviço e outra
VLAN para o segmento restrito com os respectivos endereços IP [Link]/24 e [Link]/24. As portas
do switch, com exceção a porta um, dois e três, foram definidas para a utilização do protocolo 802.1X e com
isso por padrão todas encaminham para a VLAN restrita se não obtiver sucesso, a solicitação de acesso. As
portas em exceção foram utilizadas para o servidor RADIUS e o AP, a porta um conecta na placa de rede de
serviço e a porta dois conecta na placa de rede restrita.
Após as configurações globais do switch, devem ser adicionadas a cada porta de conexão do mesmo
as informações necessárias para ativar os pontos de rede, de forma que, toda requisição trafegue entre o host
cliente e o servidor RADIUS de forma segura. O autenticador recebe a solicitação do usuário e encaminha ao
servidor RADIUS as informações a fim de validar ou negar o acesso do solicitante ao segmento de rede. A
Figura 8 demonstra as configurações básicas do cliente RADIUS utilizadas no equipamento para
conectividade do segmento de rede com fio.
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então o usuário poderá ingressar ao segmento da rede de serviço via rede sem fio.
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O EAP-MS-CHAPv2 estabelece um túnel protegido na conexão entra a estação de trabalho e o
servidor RADIUS, o PEAP. As informações da conta do usuário e senha serão validadas no controlador de
domínio para garantir o acesso. O cliente RADIUS envia as informações até o servidor RADIUS para
garantir o acesso realizando a validação no controlador de domínio.
Uma tentativa de acesso não autorizado utilizando o MS-CHAPv2 será restringindo mesmo que um
atacante consiga interceptar uma conta e senha de um usuário, pois mesmo com essas informações em mãos
o objeto da conta do computador do atacante, não estará criado no controlador de domínio e não terá acesso
concedido o qual deve estar habilitado nessa conta.
A utilização do método EAP-TLS é o mais robusto entre os dois disponíveis no ambiente, porém não
impacta ao usuário e também não seria menos seguro a utilização do método EAP-MS-CHAPv2. Entre os
métodos disponíveis no ambiente, o uso entre um e outro está livremente aberto para a escolha do usuário e
seu acesso será devidamente registrado pelo servidor RADIUS definindo o método escolhido.
O uso do método EAP-MS-CHAPv2 em equipamentos pessoais de um usuário do ambiente não será
validado devido a este computador pessoal não ter sua conta de computador cadastrada no domínio, o que
impede o acesso.
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Figura 9 – Configuração da interface de rede estação de trabalho
Após este processo de configuração em uma estação de trabalho, a ativação do protocolo 802.1X está
apta para seu funcionamento. O controle de acesso das estações dos clientes serão todos monitorados e
somente o acesso estará garantido a quem possuir tais configurações. Toda requisição processada pelo
autenticador recebido por os usuários serão controladas.
O acesso a rede sem fio está definido através do método EAP-TLS para validação do certificado
digital do usuário junto ao servidor RADIUS assim como na rede com fio. O ambiente também permite
utilizar o método EAP-MS-CHAPv2 para autenticação dos clientes. O acesso ao segmento de rede serviço
através de conexão sem fio se encontra disponível apenas para os usuários autorizados e previamente
configurados.
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Figura 10 – Controle de acesso de usuário
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o domínio, serão visualizados somente por usuários autorizados. As VLANS criadas nos autenticadores da
rede permitem segmentá-la e garante que as redes não tenham acesso uma a outra. Uma falha de
configuração em permissões de compartilhamento comprometeria as informações armazenadas no servidor
de arquivos e seria possível o vazamento dos dados caso uma estação não autorizada estiver no mesmo
segmento de rede do servidor de arquivos.
A Figura 11 demonstra o teste realizado a partir de um computador sem as configurações, simulando
uma tentativa de acesso indevido. O equipamento em questão recebeu um endereço IP da rede restrita e
tentou acessar os compartilhamentos do Serverfile. A tentativa de acesso foi recusada e retornou erro
acusando que não foi possível encontrá-lo na rede.
A mesma solicitação de acesso ao servidor de arquivos, realizado pelo usuário Carlos Alberto, foi
concedida devido ao mesmo ter realizado o processo de autenticação e garantido seu acesso. A partir do
momento em que o usuário ingressou ao segmento da rede de serviço, todos os recursos para ele estão
disponíveis. A próxima etapa será controlada por permissões de acesso do compartilhamento, o mesmo não
encontrará dificuldades para continuar suas tarefas.
Uma possível falha de segurança nesse ambiente de testes poderia provir através do servidor
RADIUS por possuir conectividade direta entre os dois segmentos da rede. O firewall local do servidor não
impede encaminhamentos de uma rede à outra, um invasor poderia tentar invadir o servidor através da rede
restrita para ter acesso ao segmento da rede de serviço. Em um ambiente de produção o correto é a existência
de um firewall para impedir essa possível falha de segurança e bloquear a conectividade entre os dois
segmentos.
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A necessidade de extensão da rede, devido a um grande número de estações de trabalho deve ser
estudado e implementado através de uma rede estruturada para maior segurança e controle. O switch
principal ou switch core será responsável pela distribuição do cabeamento dos switches autenticadores onde
deve estar habilitado o Trunk das VLANS. Os autenticadores devem provir as configurações padrão do
protocolo 802.1X e devem ser criadas as VLANS iguais a configurada no switch core, para realizar a
autenticação dos usuários.
Por falta de recurso no servidor utilizado no ambiente, não foi gerado um segmento de rede para
atender uma VLAN específica de gerência do switch. Através de uma placa de rede distinta ou que
possibilite o uso de Trunk na interface seria capaz de adicionar essa VLAN para que somente o servidor
tenha esse acesso. Com isso, foi utilizada uma conexão remota via SSH habilitada no switch o qual utiliza
um canal criptografado a fim de efetuar configurações e ou alterações no mesmo.
O acesso a gerência do AP somente está habilitada através de HTTPS pelo seu IP configurado. Com
isso não é permitido o acesso a pessoas não autorizadas às configurações do equipamento. Para maior
segurança também é permitido ocultar seu SID predefinido para que não aumente as tentativas de conexões
por usuários não autorizados.
5 CONCLUSÃO
Com a implementação do protocolo 802.1X no ambiente simulado, foi possível solucionar o
problema de acesso físico não autorizado a um segmento de rede corporativo. Os testes dos acessos
simulados nesse ambiente são similares ao cotidiano em um ambiente real.
Com a restrição dos acessos indevidos, providos a partir dos segmentos da rede local, é possível
garantir que um invasor não consiga se conectar fisicamente aos segmentos disponíveis para este ambiente,
protegendo os seus serviços.
O protocolo 802.1X tem a função de garantir que todas as portas físicas disponíveis para acesso à
rede com ou sem fio, sejam monitoradas pelo servidor RADIUS, forçando dessa forma que todos os usuários
do ambiente devam estar com suas estações de trabalho previamente configuradas para garantir que sua
solicitação de acesso à rede seja atendida.
Os métodos disponíveis no ambiente, o EAP-TLS e o EAP-MS-CHAPv2, proporcionam um nível de
segurança elevado para garantir os acessos aos segmentos de rede, o padrão adotado foi o método EAP-TLS.
Esse método garante que, além da conta do usuário, a conta do computador também deve possuir um
certificado digital único para validar sua solicitação de acesso aos segmentos. Os certificados digitais são
validados na Autoridade Certificadora que os emitiu e a mesma verifica se estes não estão revogados. Após
essa verificação, o servidor RADIUS também valida as informações da conta do usuário e da conta do
computador no domínio, para garantir que os mesmos não estão desabilitados.
O método EAP-MS-CHAPv2 também possui a garantia de que somente usuários previamente
registrados tenham acesso ao segmento de rede de serviço, porém esse método, diferentemente do EAP-TLS,
atende apenas à política de validação da conta de usuário e do computador no domínio, através de um canal
protegido para verificação e validação das informações da conta e senha do usuário, juntamente com a conta
do computador e verifica se a mesma possui permissão de acesso no domínio.
Assim, mesmo um usuário que tentar acessar a rede de serviço com outro computador pessoal, que
não for o seu de uso dentro da empresa, não terá acesso garantido devido a esse computador não estar
cadastrado no domínio.
A autenticação e autorização de acesso ficam sob a responsabilidade do servidor RADIUS, onde
todas as requisições da rede serão encaminhadas por seus clientes RADIUS para validação. O servidor
possui as políticas de acesso determinando os métodos de autenticação que são solicitados às estações de
trabalho, tanto para conexões com fio e como para a conexão sem fio. O servidor RADIUS ainda é capaz de
auditar a utilização de banda, períodos de conexão entre outras informações através do RADIUS accounting.
O servidor RADIUS pode também definir dias de semana para que determinados grupos de usuários tenham
seus acessos garantidos.
O objetivo da proposta deste artigo foi alcançado com sucesso após a aplicação do protocolo 802.1X
em um ambiente de testes. Os testes realizados em estações de trabalho, tanto por conexão de rede com fio e
como para conexão de rede sem fio, foram aprovadas com o uso do protocolo para gerenciar e controlar seus
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acessos aos segmentos de rede. As configurações dos elementos de rede, com suporte ao protocolo, foram
atendidas com sucesso, garantidas por essa implementação. A plataforma escolhida para utilização nesse
ambiente atendeu todos os requisitos exigidos por essa tecnologia.
Por limitação do AP, a rede sem fio não permitiu que os usuários acessassem o segmento da rede
restrita para realizar as configurações por este meio. Fazendo com isso, que as configurações para acessar a
rede de serviço fossem realizadas de forma previa pelo meio de conexão com fio, para que pudessem enfim
acessar a rede de serviço disponibilizado no cliente RADIUS wireless. Utilizando outros modelos de AP este
problema pode ser solucionado permitindo acesso simultâneo a diversas VLANS.
Estudos futuros serão propostos para solucionar o problema de VLAN no AP utilizado em um
ambiente, e com isso, ser possível distribuir o segmento da rede restrita no mesmo meio de conexão.
Também será avaliada a necessidade de executar os processos de configuração dos clientes manualmente,
pode ser estudada a tentativa de executar esses procedimentos de forma automática aos usuários que
ingressem ao domínio.
Uma maneira de proteger uma rede corporativa junto ao protocolo 802.1X, seria exigir que, para
permitir acesso, o usuário possua o software antivírus padrão do ambiente instalado em sua estação de
trabalho e também que as atualizações automáticas de segurança do Windows estejam configuradas para
receber do servidor que as possui para esse ambiente. Será estudada uma maneira de configurar essas
restrições automaticamente com o controlador de domínio, através de Group Policy Object (GPO) para
garantir que no momento em que acesse a rede do ambiente, a estação de trabalho não possa contaminar o
ambiente com vírus e outras vulnerabilidades.
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