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Reflexões sobre Silêncio e Barulho

A autora expressa sua aversão ao barulho e sua busca por um silêncio verdadeiro, que não deixe vestígios de ruído. Ela reflete sobre a diferença entre barulho e silêncio, mencionando como o silêncio pode ser interpretado como um sinal de problemas. A autora também critica a ideia de um silêncio que finge ser barulho, considerando-o desagradável.

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Reflexões sobre Silêncio e Barulho

A autora expressa sua aversão ao barulho e sua busca por um silêncio verdadeiro, que não deixe vestígios de ruído. Ela reflete sobre a diferença entre barulho e silêncio, mencionando como o silêncio pode ser interpretado como um sinal de problemas. A autora também critica a ideia de um silêncio que finge ser barulho, considerando-o desagradável.

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eu não gosto muito de mim mesma que eu me faço muito barulho, e eu gosto de

silêncio. não sei qual tipo, porque eu nunca senti, mas silêncio. daqueles quietos,
que nem deixa rastro de que foi outra coisa se não silêncio. aquele silêncio que só
se escuta avião passando. quando passa. e se tem avião. silêncio que nem é muito
silêncio, mas que é só ausência de barulho, e já conta. de se fechar e falar: “ué,
será que aconteceu alguma coisa? silêncio que tem de ver se tá tudo bem. porque tá
tudo muito quieto. se tá quieto, é porque tem problema. nunca senti esse tipo de
silêncio, mas eu penso nele às vezes. no meio do barulho eu meio que tento forjar
ser quieta. ás vezes, funciona e a cabeça até se engana e pensa “ué, será que
aconteceu alguma coisa”, mas claro que aconteceu. nunca parou de acontecer. é só o
barulho fingindo ser silêncio, mas eu agradeço até porque, pior que barulho
fingindo ser silêncio é o tanto de silêncio fingindo ser barulho, e aí eu já não
gosto. porque ou é silêncio, ou é barulho; ou é barulho fingindo ser silêncio.
silêncio que finge barulho fica feio, e eu não gosto de coisa feia.

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