Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão
PJe - Processo Judicial Eletrônico
09/06/2025
Número: 0800038-69.2025.8.10.0059
Classe: PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
Órgão julgador: 1º Juizado Especial Cível e Criminal do Termo Judiciário de São José de Ribamar
Última distribuição : 08/01/2025
Valor da causa: R$ 30.000,00
Assuntos: Indenização por Dano Material, Perdas e Danos
Segredo de justiça? NÃO
Justiça gratuita? SIM
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? NÃO
Partes Procurador/Terceiro vinculado
ANA BARBARA DA SILVA LOPES (AUTOR) SILAS AROUCHE PAZZINI (ADVOGADO)
MULTIMARCAS ADMINISTRADORA DE CONSORCIOS WASHINGTON LUIZ DE MIRANDA DOMINGUES TRANM
LTDA (DEMANDADO) (ADVOGADO)
MENDES GERENCIAMENTO PROFISSIONAL LTDA WAGNE LIMA SILVA (ADVOGADO)
(DEMANDADO)
RAILSON B.P. REIS EIRELI (DEMANDADO) DRIELE MENDES LOPES (ADVOGADO)
WESGLEY SILVA SOUZA (TESTEMUNHA)
Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
15085 08/06/2025 17:43 Sentença Sentença
0995
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO
DO MARANHÃO
COMARCA DA ILHA DE SÃO
LUÍS
TERMO JUDICIÁRIO DE SÃO
JOSÉ DE RIBAMAR
1° JUIZADO ESPECIAL CÍVEL E
CRIMINAL
PROCESSO Nº 0800038-69.2025.8.10.0059
AÇÃO – PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436)
REQUERENTE:ANA BARBARA DA SILVA LOPES
REQUERIDO :MULTIMARCAS ADMINISTRADORA DE CONSORCIOS LTDA e outros (2).
SENTENÇA
ANA BARBARA DA SILVA LOPES moveu Ação de Obrigação de Fazer com dano material e
moral em face da MULTIMARCAS ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA E MENDES
GERENCIAMENTO PROFISSIONAL LTDA sustentando que, buscando adquirir um imóvel
encontrou um anúncio no Facebook uma casa à venda no bairro do Anil por R$ 15.000,00 (quinze
mil reais), entrando em contato com o responsável pelo anúncio, Sr. Wesgley Silva que solicitou à
autora que se dirigisse ao endereço das requeridas e, ao chegar, se surpreendeu com aplaca de
que se tratava de um estabelecimento que trabalha com consórcio.
Afirmou que, de logo, informou que não desejava adquirir consórcio e, sim adquirir a casa, mas o
Sr. Wesgley junto com outras duas pessoas que trabalhavam no local, lhe convenceram a efetuar
o pagamento de R$ 15.000,00 para a aquisição do imóvel e que intermediariam a compra.
Asseverou que, passados meses, as requeridas sempre dando desculpas de que não
encontravam imóvel para venda, desejou desistir do negócio e receber seu dinheiro de volta,
contudo, foi surpreendida com cobranças absurdas de parcelas de consórcio, o qual ela deixou
bem claro que não queria aderir e tampouco foi restituída do valor que pagou, sob a alegação de
que dependeria de sorteios
Juntou documentos e pleiteou a procedência do pedido, para condenar as Requeridas a
restituição do valor pago e dano moral no valor de R$ 15.000,00(quinze mil reais).
Designada audiência de conciliação, sem haver acordo, tendo as partes pleiteado a produção de
provas.
A primeira requerida contestou o feito, impugnando o pedido de assistência judiciária, arguindo
incompetência do Juízo em razão do valor da causa, incompetência pela complexidade da causa
e, no mérito, se opôs a pretensão autoral, juntou documentos e pleiteou a improcedência do
pedido.
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A segunda Requerida também contestou o feito impugnando o valor da causa e o pedido de
assistência judiciária e, no mérito, se opôs a pretensão autoral, juntou documentos e pleiteou a
improcedência do pedido.
Designada audiência de instrução, a segunda requerida não compareceu, mesmo devidamente
intimada, tendo sido ouvidas as partes, e determinado pelo magistrado a oitiva dos prepostos das
Requeridas como testemunhas do Juízo, que participaram do ato negocial, sendo ouvidas as
testemunhas, encerrada a instrução processo, ficando o processo concluso para sentença.
É o relatório.
DECIDO
Antes de adentrar ao mérito devo apreciar as preliminares, nos seguintes termos:
Nos termos dos artigos 3º e 54, da Lei 9.099/95, rejeito as preliminares em razão impugnação ao
pedido de assistência judiciária e complexidade da causa, tendo em vista a Requerente busca
simplesmente a devolução do valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), que entende ter sido
enganada.
MÉRITO
Em síntese, a Requerente sustenta que foi enganada pelas Requeridas, tendo em vista que
tomou conhecimento de venda de casa no Facebook, na aba de negócios Marketplace, no bairro
do Anil por R$ 15.000,00 (quinze mil reais) e logo se interessou e entrou em contato com o
responsável pelo anúncio o senhor Wesgley Silva (publicação do produto em anexo a esta
exordial) e que após descobriu que lhe foi vendido foi uma cota de consórcio.
A Requerente quando do seu depoimento neste Juízo, declarou dentre outros o seguinte: “ ...
Que encontrou no Facebook um anúncio de venda de casa por R$ 15.000,00(quinze mil reais),
feito pelo senhor Wesgley; Que se interessou pela compra da venda casa porque estava dentro
de suas condições financeiras; Que ao procurar o senhor Wegley, pagou o valor de R$
15.000,00(quinze mil reais), e ficou esperando a entrega da casa; Que sempre cobrou e o senhor
Wegley sempre dava uma desculpa, até quando soube que não havia comprado a casa, mas
uma cota da Consorcio.”
A Requerente juntou aos autos uma propaganda de venda de casa feita pelo senhor Wegleu
Silva, com foto deste, no Anil, pelo valor de R$ 15.000,00(quinze mil reais), com o seguinte teor(Id
138038424):
“ ....
Descrição
Disponível pra venda, documentação em dias, recém reformada. Mais
informações chame!!! ... Ver mais”(Negritamos)
Ouvido o senhor Wegley, onde o mesmo reconheceu o anuncia de venda de casa acima, como
sendo de sua lavra, como também a senhora testemunha, reconheceu o anúncio como tenha sido
feito pelo senhor Wagley.
A propaganda constante do ventre dos autos, de autoria do preposto das Requeridas, senhor
Wegley Silva, que foi reconhecida pela outra preposta da segunda demandada.
Dúvida não há de que a Requerente foi enganada pelas Requeridas, por meio dos seus
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prepostos, tendo em vista que a demandante comprovou, sem sobra de duvida, que foi em busca
de compra de casa por R$ 15.000,00(quinze mil reais), em razão de propaganda feita na rede
social, sendo que firmou este negócio, pagou o valor da avença e após, a preposta da segunda
demandada manteve contato com esta para informar que o que de fato havia sido vendido era
uma cota de consócio.
Esta prática da segunda Requerida, não é uma prática séria e honesta, mas sim enganosa, tendo
em vista que há o negócio de forma consciente e após vem este procedimento.
O negócio firmado pelas Requeridas com a Requerida, se encontra eivado pelo vício de
consentimento, o que é nulo de pleno direito, nos termos do artigo 166, II, primeira parte, IV, V e
VI, senão vejamos:
"Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando:
II - for ilícito, impossível ou indeterminável seu objeto;
IV - não revestir a forma prescrita em lei;
V - for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua
validade;
VI - tiver por objetivo fraudar lei imperativa;”
Sendo o negócio jurídico nulo, este não produziu nenhum efeito, segundo as regras do artigo
169, do Código Civil, vejamos:
“Art. 169. O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem
convalesce pelo decurso do tempo.”
A jurisprudência segue a norma de regência, vejamos:
“Ementa APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA. TEMPO DE SERVIÇO.
QUINQUÊNIO . MUNICÍPIO DE MIRACEMA DO TOCANTINS. CONCURSO
DECLARADO NULO ATRAVÉS DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. INDEVIDO
REFLEXOS DECORRENTES DO REGIME JURÍDICO ÚNICO DOS SERVIDORES
MUNICIPAIS. NULIDADE STRICTU SENSU . ATO NULO DESDE SUA ORIGEM.
EFEITOS EX TUNC. 1. A nulidade do concurso público através da Ação Civil
Pública n . 5002889-31.2013.827.2725 . Coisa julgada material (art. 5º, XXXVI, da
CF). O ato nulo não gera efeitos. "O negócio jurídico nulo não é suscetível de
confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo" (art . 169, do CC). 2. O
concurso público declarado nulo - strictu sensu - não produz efeitos, isto é, a
partir do ato de declaração de nulidade, os efeitos da nulidade retroagem ao
seu nascimento. Afigura-se inconcebível cogitar de "situações juridicamente
criadas", de "atos jurídicos formalmente perfeitos" ou de "efeitos futuros dos
direitos regularmente adquiridos", com fundamento em ato nulo . A declaração
de nulidade do ato (no caso o concurso público), fulmina-os desde instante do
nascimento, importa manifestar que tal concurso e os referidos atos não
produzem quaisquer efeitos válidos. 3. Apelação conhecida a que se nega
provimento. (TJTO , Apelação Cível, 0002009-17 .2019.8.27.2725, Rel . MAYSA
VENDRAMINI ROSAL , 3ª TURMA DA 1ª CÂMARA CÍVEL , julgado em
26/01/2022, DJe 07/02/2022 13:54:38)(TJ-TO - AC: 00020091720198272725,
Relator.: MAYSA VENDRAMINI ROSAL, Data de Julgamento: 26/01/2022,
TURMAS DAS CAMARAS CIVEIS”
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Diante da fraude perpetrada pelas Requeridas, por meios dos seus prepostos, o pedido de dano
material deve ser acatado, por ter sido comprovado, nos termos do artigo 186 e 927, do Código
Civil, vejamos:
“Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente
moral, comete ato ilícito.”
“Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem,
fica obrigado a repará-lo.”
A jurisprudência não deixa nenhuma sobra de ´duvida em caso de fraude, em caso desta
natureza, vejamos:
“CONSÓRCIO – VENDA DE COTA DE CONSÓRCIO SUPOSTAMENTE
CONTEMPLADA – FRAUDE PRATICADA PELA VENDEDORA, RESPONSÁVEL
PELA INTERMEDIAÇÃO DO CONSÓRCIO – RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
DA ADMINISTRADORA DO CONSÓRCIO, NOS TERMOS DO ARTIGO 34 DO
CÓDIGO DE DEFESA CONSUMIDOR – DEVOLUÇÃO INTEGRAL E IMEDIATA
DOS VALORES PAGOS PELO CONSORCIADO - dano moral configurado –
indenização arbitrada, PRUDENTEMENTE, em r$ 9.500,00 – sentença
procedente – NEGado provimento ao recurso(TJ-SP - AC:
10043093320178260590 SP 1004309-33.2017.8 .26.0590, Relator.: Lucila Toledo,
Data de Julgamento: 04/04/2019, 15ª Câmara de Direito Privado, Data de
Publicação: 04/04/2019)”
“EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE
VALORES C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - CONSÓRCIO
- FRAUDE - ARRESTO SISBAJUD - POSSIBILIDADE. Nos termos do art. 300, do
CPC, (Lei 13.105/15), a tutela de urgência será concedida quando houver
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o
risco para o resultado útil do processo . Evidenciada a existência de fraude
perpetrada pelo consórcio e havendo perigo de dano, com a perda de todo o
valor investido no negócio pelo consorciado, deve ser deferido o arresto online
através do Sisbajud, com o fim de garantir que os bens do consórcio não se
percam durante o transcorrer da lide.(TJ-MG - AI: 10000220172431001 MG,
Relator.: José Augusto Lourenço dos Santos, Data de Julgamento: 07/07/2022,
Câmaras Cíveis / 12ª CÂMARA CÍVEL, Data de Publicação: 12/07/2022)”
Assim, as Requeridas são responsáveis solidários pela fraude praticada pelos seus preposto,
nos ternos do artigo 34,do Código de Defesa do Consumidor, como se vê abaixo
“Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável
pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.”
A Requerente pleiteou dano moral em R$ 15.000,00(quinze mil reais), o que entendo excessivo,
no entanto, o valor de R$ 5.000,00(cinco mil reais), se afigura ser razoável por guardar parâmetro
aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, bem como por ter sido vítima dos ilícitos
acima descritos, forçando a demandante a provocar o Poder Judiciário, para ter o seu direito
reparado, sendo que a demandante desperdiçou seu precioso tempo, que hoje tem valoração na
seara judicial, por meio da Teoria do Desperdício do Tempo Produtivo do Consumidor, bem como
teve seu psiquê abalado por falta de cumprimento do contrato firmado com as Requeridas,
principalmente porque a falha na prestação do serviço por ter lhe enganado sobre a venda de
uma casa, quando na verdade foi uma cota de consorcio.
Número do documento: 25060817435418100000139983709
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Assinado eletronicamente por: JOSE RIBAMAR SERRA - 08/06/2025 17:43:54 Num. 150850995 - Pág. 4
Como se vê, as Requeridas violaram o direito da Requerente, o que sustenta a reparação civil do
pedido, nos termos do artigo 186 e 927, do Código Civil Brasileiro, verbis:
“Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente
moral, comete ato ilícito.”
“Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem,
fica obrigado a repará-lo.”
A reparação por danos morais, atende aos preceitos do artigo 6º, do Código de Defesa do
Consumidor e artigo 5º, X, da Constituição Federal(Sic):
“Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
...
VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos e difusos;”
“Artigo 5º ...
...
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das
pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação;”
A jurisprudência é no sentido de que quando o consumidor e ludibriado, gera dano moral, como
se vê abaixo:
“EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA DE DESFAZIMENTO DE
RELAÇÃO CONTRATUAL C/C DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE CLÁUSULAS,
REEMBOLSO DE PARCELAS ADIMPLIDAS E REPARAÇÃO POR DANOS
MORAIS - CONSÓRCIO - VENDA - PROMESSA FALSA DO VENDEDOR -
INDUÇÃO DA COMPRADORA A ERRO - NULIDADE DO CONTRATO -
RESCISÃO - DEVOLUÇÃO DAS QUANTIAS PAGAS SEM RETENÇÃO DE TAXAS
OU SEM IMPOSIÇÃO DE PENALIDADES - DANOS MORAIS - INDENIZAÇÃO
DEVIDA - Se a prova dos autos revela que o comprador da quota do consórcio
foi ludibriado pelo vendedor, tendo sido levada a erro, mediante promessa
falsa de certa contemplação na primeira assembleia, é de se ter por nulo o
contrato firmado, do que decorre a obrigação da administradora de consórcio
de devolver imediatamente as quantias pagas, sem a retenção de taxas e sem a
imposição de penalidades - Constatada a falsa promessa do vendedor da parte
ré, induzindo o consumidor a erro, é devido o reconhecimento de danos
morais.(TJ-MG - AC: 10000211088604004 MG, Relator: Evandro Lopes da Costa
Teixeira, Data de Julgamento: 08/03/2023, Câmaras Cíveis / 17ª CÂMARA
CÍVEL, Data de Publicação: 09/03/2023)”
Assim, o pedido deve ser acolhido parte e o processo extinto com resolução de mérito, na forma
do artigo 487, I, primeira parte, do Código de Processo Civil.
DISPOSITIVO
Número do documento: 25060817435418100000139983709
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Assinado eletronicamente por: JOSE RIBAMAR SERRA - 08/06/2025 17:43:54 Num. 150850995 - Pág. 5
Ante o exposto, ACOLHO em parte o pedido vestibular, e extingo o processo com resolução de
mérito, na forma do art. 487, I, primeira parte, do Código de Processo Civil.
Julgo procedente o pedido para determinar que as Requeridas, no prazo de 15 (quinze) dias,
restituam o valor de R$ 15.000,00(quinze mil reais), corrigido com juros de 1% ao mês, contados
do dia do pagamento e correção monetária do ajuizamento da reclamação, nos termos da Lei da
Selic.
Como se trata de obrigação de fazer, proceda-se a senhora secretária a intimação pessoal das
Requeridas, para cumprirem esta decisão, sob pena de multa diária para cada uma de R$
500,00(quinhentos reais), nos termos do artigo 537, §§ 3º e 4º, do Código de Processo Civil e
Súmula 410, do STJ.
Condeno a reclamada ao pagamento do valor de R$ 5.000.00 (cinco mil reais), a título de danos
morais, que deverá ser corrigido com juros de 1%, contados da citação e correção monetária
desta data, nos termos da lei da Selic.
Sem custas e honorários por se tratar de procedimento de Juizado Especial Civil em primeiro
grau de jurisdição.
P.R.I.
Termo Judiciário de São José de Ribamar/MA, da Comarca da Ilha de São Luís/MA, São José de
Ribamar/MA, Sexta-feira, 06 de Junho de 2025.
José Ribamar Serra
Juiz de Direito Auxiliar, respondendo pelo 1º Juizado Especial Cível e Criminal do Termo
Judiciário de São José de Ribamar (Portaria CGJ 3553-2024).
Número do documento: 25060817435418100000139983709
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Assinado eletronicamente por: JOSE RIBAMAR SERRA - 08/06/2025 17:43:54 Num. 150850995 - Pág. 6