Romanos 14:1-2 NVT
Aceitem os que são fracos na fé e não discutam sobre as opiniões deles acerca do
que é certo ou errado.
Por exemplo, um irmão crê que não é errado comer qualquer coisa. Outro, porém,
que é mais fraco, come somente legumes e verduras.
Paulo começa o capítulo 14 falando da diversidade de práticas e crenças que havia
dentro da comunidade cristã.
Algumas pessoas acreditavam que podiam comer qualquer coisa, enquanto outros
pela fraqueza da fé comiam somente legumes e verduras.
Entre os judeus convertidos a Cristo, ainda havia uma veneração pelas leis de
Moisés, e por esse motivo, não havia um comum acordo dentro da comunidade
quanto ao que podiam, ou não podiam comer.
Os fracos na fé não tinham uma visão clara da liberdade que Cristo os
proporcionou, e ainda tinham uma fé limitada e precisavam passar por um processo
de maturação.
Para que essas diferenças não causassem divisões ou conflitos dentro da
comunidade, Paulo incentiva a aceitação mútua e pede que as diferentes opiniões
sejam tratadas com respeito e compaixão.
Romanos 14:3 NVT
Quem se sente à vontade para comer de tudo não deve desprezar quem não o faz.
E quem não come certos alimentos não deve condenar quem o faz, pois Deus os
aceitou.
O objetivo do apóstolo é destacar a importância da unidade e do amor entre os
cristãos, para que juntos crescessem na fé.
No carta aos Hebreus capítulo 9 a palavra diz que os alimentos e bebidas e as
várias cerimônias de purificação; eram apenas regras externas que tinham um
tempo de validade.
Mas quando Cristo veio e entrou, uma vez por todas, no Lugar Santíssimo, Ele não
levou consigo sangue de bodes ou de bezerros para oferecer como sacrifício. Pelo
contrário, Cristo ofereceu O Seus próprio sangue e conseguiu para nós a salvação
eterna.
Servimos ao Deus vivo e não a práticas cerimônias que não valem nada, pois a
aceitação de Deus não esta condicionada a práticas alimentares.
Temos que ser cuidadosos e estar sempre atentos para que questões secundárias
não se tornem barreiras que causem divisões na comunidade cristã.
Romanos 14:4 VFL
Ninguém pode julgar o servo de outra pessoa. O seu senhor é que decide se o que
ele faz é bom ou não. Mas o servo do Senhor vencerá porque O Senhor tem poder
para fazê-lo vencer.
Após Paulo falar sobre a aceitação do povo gentio em relação ao povo judeu e suas
práticas, Paulo direciona sua argumentação ao povo judeu. Paulo destaca a
igualdade entre os servos de Deus e questiona a autoridade daqueles que julgam
outra pessoa.
Paulo diz que os antigos privilégios dos judeus como povo de Deus não lhes dava o
direito de julgar outro servo.
Todo cristão é um servo de Deus e será responsável de si mesmo perante o tribunal
de Cristo. Portanto, não temos o direito de usurpar o lugar de Deus com um
julgamento injusto e desmedido em relação a conduta de um irmão.
Mateus 7:1-2 NVT
“Não julguem para não serem julgados, pois vocês serão julgados pelo modo como
julgam os outros. O padrão de medida que adotarem será usado para medi-los.
Apesar de nossa negligência quanto as leis serimoniais, se pela fé nos mantermos
apegados a Cristo, Deus tem poder de nos fazer vencer.
Pois o valor de um servo de Deus não é determinado por práticas religiosas ou
opiniões alheias, mas por sua total submissão à Seu Senhor. Temos que fixar
nossos olhos na graça de Cristo e na misericórdia de Deus e não em julgamentos e
críticas Destrutivas.
Romanos 14:5 NTLH
Algumas pessoas pensam que certos dias são mais importantes do que outros,
enquanto que outras pessoas pensam que todos os dias são iguais. Cada um deve
estar bem firme nas suas opiniões.
O povo judeu foi educado na prática de considerar os dias de festas, jejuns e
sábados especialmente sagrados, e assim se mantinham, mesmo depois de se
converterem ao cristianismo.
Essa prática religiosa tinham como objetivo mantê-los como um povo separado.
Mas, o que muitos não entendiam é que o objetivo principal era a preparação da
nação para a “realidade”, da qual seus ritos eram apenas a sombra.
A palavra diz que com a chegada do Messias, não só a festa dos tabernáculos, mas
todas as outras festas, e dias especiais dos judeus desapareceram.
Isso não significa que seja errado um judeu se manter na prática de sua cultura,
mas também não é certo acreditar que essa cultura tenha algum valor quanto a
salvação.
Pois não vemos nenhuma menção na biblia dos apóstolos incluindo a observância
dessa cultura nos convertidos gentios.
Ao contrário disso, o que vemos é que essa prática fazia parte da cultura daquele
povo, e isso não deveria ser imposto aos convertidos gentios.
Paulo diz que "Cada um deve estar bem firme nas suas opiniões".
A fé crista não é definida pela cultura de um povo e sim pelo seu relacionamento
com Deus.
Na carta aos Gálatas capítulo 2 ao falar dos falsos mestres que se infiltraram no
meio cristão, Paulo diz que nem mesmo Tito, mesmo sendo grego não foi
constrangido, ou obrigado a circuncidar-se.
Gálatas 2:5 Mas em nenhum momento nós cedemos, pois queríamos que vocês
tivessem o verdadeiro evangelho.
Gálatas 2:14 Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do
evangelho, declarei a Pedro, diante de todos: “Você é judeu, mas vive como gentio
e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?
Como disse anteriormente, ninguém é justificado pela prática da Lei, mas
unicamente a fé em Jesus Cristo.
Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé, e não
pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado.
Colossenses 2:16-17 NVT
Portanto, não deixem que ninguém os condene pelo que comem ou bebem, ou por
não celebrarem certos dias santos, as cerimônias da lua nova ou os sábados. Pois
essas coisas são apenas sombras da realidade futura, e o próprio Cristo é essa
realidade.
Romanos 14:6 NTLH
Quem dá mais valor a certo dia faz isso para honrar O Senhor. E também quem
come de tudo faz isso para honrar O Senhor, pois agradece a Deus o alimento. E
quem evita comer certas coisas faz isso para honrar O Senhor e dá graças a Deus.
Paulo continua falando da diversidade de práticas que havia na comunidade cristã e
que cada indivíduo é livre para adorar a Deus sem se prender a regras e
religiosidade.
Paulo enfatiza a importância de cada intenção, tanto dos que consideram dias
especiais ou os que comem ou não comem e que isso deve ser feito para O Senhor.
No livro do profeta Jeremias O Senhor Deus diz.
Eu, O Senhor, examino o coração e provo os pensamentos. Dou a cada pessoa a
devida recompensa, de acordo com suas ações”.
(Jeremias 17:10 NVT)
A palavra diz que somos livres para adorar a Deus, mas o que não podemos fazer é
ficar presos a religiosidade, como se a guarda de um dia ou o fato de comermos ou
não comermos algo nos tornasse aceitáveis diante de Deus .
Gálatas 5:4 NVT
Pois, se vocês procuram tornar-se justos diante de Deus pelo cumprimento da lei,
foram separados de Cristo e caíram para longe da graça.
Romanos 14:7 NVI
Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si.
Nos versículos anteriores vimos que na comunidade cristã haviam muitas diferenças
de opinião e muitos julgamentos sobre vários assuntos secundários que poderiam
se tornar uma pedra se tropeço.
Por isso Paulo diz que "nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre
apenas para si.
O que Paulo está dizendo é que nenhum cristão deve viver apenas para satisfazer
suas próprias inclinações e desejos.
Paulo repreende os cristãos quanto ao individualismo, pois, como membros do
corpo de Cristo nossas ações não só afetam, mas influenciam e muitas vezes de
uma forma negativa a comunidade da fé a qual pertencemos.
Não podemos considerar apenas as nossas necessidades temos que nos preocupar
também com o bem estar da comunidade cristã.
2 Coríntios 5:14-15 NVI
Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um
morreu por todos; logo, todos morreram. E Ele morreu por todos para que aqueles
que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu
e ressuscitou.
Romanos 14:8 NTLH
Se vivemos, é para O Senhor que vivemos; e, se morremos, também é para O
Senhor que morremos. Assim, tanto se vivemos como se morremos, somos do
Senhor.
Aqui Paulo fala sobre vida e morte destacando que a vida do cristão não se resume
em apenas existir, mas em dedicar cada aspecto da vida ao Senhor.
Este versículo é um chamado a uma reflexão sobre para quem estamos vivendo ou
morrendo.
Em todas as condições de nossas vidas se vivemos ou se morremos somos do
Senhor, e somos chamados para fazer a Sua vontade, e promover a Sua glória.
Isso resume a totalidade da vida cristã.
Romanos 6:11 NTLH
Assim também vocês devem se considerar mortos para o pecado; mas, por estarem
unidos com Cristo Jesus, devem se considerar vivos para Deus.
Este é o chamado de Cristo para todos os cristãos.
“Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua
cruz e siga-me. (Lucas 9:23)
Essa é a condição imposta por Cristo, negar-se a si mesmo, é deixar de fazer a
nossa vontade para fazer a vontade de Deus e tomar diariamente a sua cruz, não
tem a ver com os problemas que enfrentamos, e sim com um reconhecimento diário
da sentença de morte do nosso eu e das nossas vontades. É confessar
publicamente que vivemos para Cristo e não para nos mesmos.
Gálatas 2:20 Paulo diz:
logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora
tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
Filipenses 1:20-21 NTLH
O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para
que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que
eu disser e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a
reconhecerem a grandeza de Cristo. Pois para mim viver é Cristo, e morrer é lucro.
Romanos 14:9
Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e tornou a viver: para ser Senhor
tanto de mortos como de vivos. Ou seja, Cristo morreu e tornou a viver para exercer
domínio sobre mortos e vivos.
Após trata de vários assuntos, como comidas e bebidas, a guarda do sábado, e das
festas judaicas, Paulo passa a tratar do assunto de maior importância e que é o
centro de toda escritura. "A morte e ressurreição de Cristo", ou melhor dizendo, o
motivo de Sua morte e ressurreição e o senhorio de Cristo sobre todos, tanto mortos
quanto vivos.
Paulo faz essa declaração para confirmar o que havia dito no versículo anterior que,
em todas as circunstâncias, se vivemos, ou se morremos somos do Senhor.
Filipenses 2:8 a palavra diz que Jesus foi humilde e obedeceu a Deus até a morte
— morte de cruz. Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nEle O nome
que é O mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome
de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de
joelhos e declarem abertamente que Jesus Cristo é O Senhor, para a glória de
Deus, O Pai.
Isso prova que aqueles que morrem não são aniquilados eternamente, nem se
tornam inconscientes. Pois, embora nosso corpo morra e retorne ao pó, ainda sim
estaremos sob o domínio de Cristo.
João 11:25-26 Então Jesus declarou: — Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê
em mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em mim não morrerá
eternamente. Você crê nisto?
Romanos 14:10-12 NAA
Você, porém, por que julga o seu irmão? E você, por que despreza o seu irmão?
Pois todos temos de comparecer diante do tribunal de Deus. Como está escrito:
“Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua
dará louvores a Deus.” Assim, pois, cada um de nós prestará contas de si mesmo
diante de Deus.
Neste versículo, Paulo fala do desprezo e do pré julgamento que havia entre judeus
e gentios.
A pergunta: Você, porém, por que julga o seu irmão? E você, por que despreza o
seu irmão? Nos desafia a refletir sobre nossas atitudes em relação a conduta dos
outros, principalmente de nossos irmãos da fé.
Muitas das vezes conseguimos ver com certa facilidade o cisco no olho de um
irmão, mas não enxergamos a trave que está no nosso olho.
Muitas vezes, nos apoiamos em pré julgamentos e aversões pessoais ao invés de
nos apoiarmos na palavra de Deus. Mas Paulo nos lembra que haveremos de
prestar conta de nós mesmos a Deus, e que não devemos julgar ou desprezar
nossos irmãos em Cristo.
2 Coríntios 5:10 Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cri sto,
para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo,
quer sejam boas quer sejam más.
Por qual motivo então julgamos e condenamos uns aos outros? A palavra nos
mostra que quando estivermos perante O tribunal de Cristo não precisaremos nos
preocupar com aquilo que nosso irmão tenha feito. Seremos responsáveis perante
Deus apenas por nossa conduta, e seremos julgados em sua justiça.
Mateus 7:2 diz que seremos julgados não só pelo fato de julgarmos, mas
principalmente pelo modo como julgamos os outros, e o padrão de medida que
usarmos será usado para nos medir também.
Romanos 14:13 NVI
Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de
não pôr pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão.
O problema não está no julgamento em si, mas na forma como julgamos. Pois, se
tivéssemos a capacidade de julgar de acordo com a palavra de Deus não haveria
problemas, mas devido a nossa carnalidade sempre fazemos um pré julgamento e
tal conduta precipitada é perigosa, pois pode se tornar uma pedra de tropeço para
os fracos na fé. Muitas vezes, não nos preocupamos com o impacto de nossas
ações na vida de nossos irmãos.
Por isso Paulo repreende tal pratica e exorta os crentes a não fazer juízo uns dos
outros.
Paulo diz que devemos ter cuidado com a forma que tratamos nossos irmãos em
Cristo.
A pedra de tropeço mencionada pelo apóstolo representa um obstáculo
desnecessário que pode fazer com que o outro tropece e caia em pecado.
Portanto, não devemos criar dificuldades para aqueles que são fracos na fé, ou que
ainda não tem uma consciência formada sobre sua liberdade em Cristo.
Mateus 18:7 O Senhor Jesus diz:
Ai do mundo por causa das pedras de tropeço! Porque é inevitável que elas
existam, mas ai de quem é responsável por elas!
O Senhor Jesus diz no Evangelho de Mateus diz que as coisas que fazem tropeçar
são inevitável, mas deixa claro que haverá consequências para os responsável por
elas.
Devemos nos atentar para o que a palavra diz e evitar ser o motivo de queda de
nossos irmãos, seja pelas nossas ações ou por um pré julgamento severo.
1 Coríntios 8:9
Contudo, tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês não se torne
uma pedra de tropeço para os fracos.
Romanos 14:14 NVT
Eu sei, e estou convencido com base na autoridade do Senhor Jesus, que nenhum
alimento é por si mesmo impuro. Mas, se alguém considera errado ingerir
determinado alimento, para essa pessoa ele é impuro.
A afirmação de Paulo de que nenhum alimento é por si mesmo impuro vai contra o
pensamento dos judeus legalistas que colocavam suas regras acima de Deus e das
necessidades das pessoas. Essa afirmação de Paulo não se baseia em um
pensamento humano como se o apóstolo quisesse apenas ir contra as leis
serimoniais dos judeus. Paulo afirma estar convencido com base na autoridade que
recebeu do próprio Senhor Jesus.
O intuito de Paulo é demonstrar que a impureza não setá nas coisas e sim na
consciência daqueles que as consideram impuras. Por isso que Paulo diz que se
alguém considera errado ingerir determinado alimento, para essa pessoa ele é
impuro.
As questões sobre comida e bebida eram levadas muito a sério pelos judeus, pois
haviam muitas proibições em suas leis serimoniais, mas Paulo chama os cristãos a
um entendimento mais profundo sobre a liberdade que receberam em Cristo para
que caminhassem juntos em amor e respeito mútuo.
Romanos 14:15-16 NTLH
Se você faz com que um irmão fique triste por causa do que você come, então você
não está agindo com amor. Não deixe que a pessoa por quem Cristo morreu se
perca por causa da comida que você come. Não deem motivo para os outros
falarem mal daquilo que vocês acham bom.
Paulo demonstra no versículo anterior que o preconceito da parte dos judeus sobre
certos tipos de alimentos era algo que não estava fundamentado na liberdade que
Cristo os proporcionou. Mas aqui Paulo volta sua atenção para os convertidos
gentios para que não fizessem mau uso da liberdade que receberam em Cristo.
Neste versículo Paulo nos ensina a importância da valorização do outro como
membro do corpo de Cristo. Paulo enfatiza a responsabilidade que cada cristão tem
em relação ao bem estar espiritual e emocional de seus irmãos em Cristo.
O que Paulo está dizendo é que não devemos permitir que nossas ações mesmo
que sejam consideradas boas se tornem motivo de ofensa para os outros. O
objetivo dessa exortação é garantir que nossas ações não se tornem um peso para
outros.
A ética e os princípios cristãos devem estar sempre alinhados com a ética e os
princípios celestiais.
Portanto devemos seguir sempre o exemplo de Cristo que se sacrificou por muitos
para que assim a prática da nossa fé seja um testemunho que edifica.
Romanos 14:17-18 NAA
Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no
Espírito Santo. Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e
aprovado pelas pessoas.
Neste versículo Paulo usa o que foi dito anteriormente para demonstrar que a
soberania de Deus não é definida por coisas materiais como comida ou bebida. É
verdade que pela prática dessas coisas os judeus tinham sido particularmente
caracterizados como povo separado e escolhido, mas os cristãos devem ser
distinguidos de uma maneira diferente.
Colossenses 2:16-17 Paulo diz que não devemos permitir ser julgados pelo que
comemos ou bebemos, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à guarda
do sábado. Pois tuda essa prática religiosa dos judeus era apenas a sombras do
que haveria de vir. Paulo afirma que a realidade, encontra-se em Cristo.
Paulo destaca a importância de agir com justiça, ou seja o cristão deve ser
conhecido com homem justo, e não pelas meras cerimônias e formas externas de
religião.
Na carta de Paulo a Tito 2:12 o apóstolo diz que a graça de Cristo nos ensina a
renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e
piedosa nesta era presente.
Ao falar da paz Paulo está dizendo que o cristão deve viver uma vida em completa
harmonia tanto com Deus quanto com as pessoas
Filipenses 4:7 NVI
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente
de vocês em Cristo Jesus.
Já a alegria no Espírito Santo é a felicidade produzida na mente do cristão pela
influência, ação, atuação e interferência do evangelho.
É quando sentimos uma felicidade espiritual sólida, que brota não só de um
sentimento, mas da certeza da misericórdia e do amor de Deus derramado em
nossos corações pelo Espírito Santo.
Paulo afirma que aquele que desse modo serve a Cristo é agradável a Deus e
aprovado pelas pessoas.
Romanos 14:19-20 NAA
Assim, pois, sigamos as coisas que contribuem para a paz e também as que são
para a edificação mútua. Não destrua a obra de Deus por causa da comida. Todas
as coisas, na verdade, são puras, mas não é bom quando alguém come algo que
causa escândalo.
Nestes versículos, Paulo demonstra preocupação com a armonia entre os cristãos,
por isso, o apóstolo destaca duas coisas na vida dos cristãos que devem estar
intimamente ligadas; e estas são a paz e a edificação mútua.
A paz neste contexto vai muito além de uma ausência de conflitos entre cristãos. A
paz da qual Paulo fala tem a ver em primeiro lugar com uma vida em armonia com a
palavra de Deus, e por consequência disso uma vida em armonia entre os cristãos.
Já a edificação mútua nos mostra que cada cristão, independente de quem seja é
importante para Deus pois é um membro do corpo de Cristo.
Portanto, a edificação mútua está ligada ao crescimento na fé, por isso a exortação
de Paulo pela busca das coisas que promovem a paz e a edificação.
Paulo acrescenta que todas as coisas são puras, mas nem todas são convenientes,
porque nem todas edificam.
Na carta aos Coríntios, ao falar sobre os limites da liberdade cristã Paulo diz:
“Todas as coisas são lícitas”, mas nem todas convêm; “todas as coisas são lícitas”,
mas nem todas edificam. Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de seu
próximo.
(1Coríntios 10:23-24 NAA)
Portanto, devemos nos esforçar ao máximo para promover a paz e a edificação
mútua, para que assim possamos agir como instrumentos de Deus e não como um
obstáculo no caminho um do outro.
A comida, porém, não nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se
não comermos, nem melhores se comermos. Contudo, tenham cuidado para que o
exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos.
(1 Coríntios 8:8-9 NVI)
É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que
leve seu irmão a cair. (Romanos 14:21 NVI)
Romanos 14: 22 NVI
Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso
permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que
aprova.
O conceito de liberdade segundo o padrão humano é ser livre para fazer a sua
própria vontade.
Mas segundo a palavra de Deus o conceito de liberdade é ser livre para servir a
Deus e ao próximo.
Não fomos libertos para continuar fazendo a nossa vontade, ao contrário, fomos
livres daquilo que nos prendia,
para não continuarmos escravos de nossos desejos.
A verdadeira liberdade é saber que uma coisa é lícita, mas escolher não fazer em
consideração a Deus e ao próximo.
Como pessoas livres que são, não usem a liberdade como desculpa para fazer o
mal; pelo contrário, vivam como servos de Deus. (1Pedro 2:16 NAA)
Paulo diz que nosso modo de crer a respeito de certas coisas deve permanecer
entre nós e Deus. O que Paulo está dizendo é que devemos estar satisfeitos com a
paz de consciência diante de Deus.
Romanos 14:23 NVI
Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e
tudo o que não provém da fé é pecado.
Nossa consciência e nossas ações devem estar ligadas à nossa fé. Por isso Paulo
faz esse contraste entre um ato que é feito na plena convicção da fé e outro que é
feito com dúvidas.
A exortação de Paulo é para que sejamos conscientes, pois mesmo sendo livres
nossa responsabilidade para com Deus deve ter um peso maior e todos nossos atos
devem ser na certeza da fé.