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Eremitas e Cavalaria na Idade Média

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Caetano Monteiro
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Idade Média

Os eremitas – Os mosteiros – Os cavaleiros de ordens cristãs

O exemplo dos apóstolos de Cristo

Os primeiros cristãos buscavam viver como os apóstolos de Cristo: com simplicidade,


oração, humildade e dedicação ao próximo, sem apego a bens materiais.

Os primeiros eremitas: Paulo de Tebas (O Eremita) 326 – 341

Paulo de Tebas é considerado o primeiro eremita cristão. Viveu isolado no deserto do Egito
entre 326 e 341, fugindo de perseguições e disputas familiares por herança. Viveu em uma
caverna perto do Mar Vermelho, com alimentação simples e em constante oração.

Santo Antão do deserto (O pai de todos os monges) 251 – 356

Santo Antão, inspirado por Paulo, viveu de 251 a 356 no deserto. É chamado de “Pai de
todos os monges” por ser o principal exemplo de vida monástica. Sua história foi contada
por Atanásio de Alexandria, o que ajudou a espalhar o modelo de vida monástica pela
Europa.

Outros querem imitar Antão e o procuram

Ele lhes ensina a vida em solidão

A fama de Antão cresceu e muitas pessoas foram ao seu encontro para aprender como
viver como ele: isolados, dedicados à fé e à oração.

Antão aceitou ensinar essas pessoas, formando os primeiros grupos de monges que viviam
afastados da sociedade, em oração, silêncio e trabalho.

Os primeiros mosteiros 476 a 1.000


Como viver totalmente sozinho era difícil, começaram a surgir os mosteiros, entre 476 e
1000. Nestes locais, os monges passaram a viver juntos, seguindo regras de oração,
trabalho e vida em comunidade.

“Ora et labora” → Reza e trabalha

Lema criado por São Bento de Núrsia e reforçado por Carlos Magno. Significa “Rezar e
trabalhar”. A rotina dos monges incluía longos períodos de oração e também trabalho
manual como agricultura, cópia de livros e cuidados com os necessitados.

As ordens cristãs

As principais ordens monásticas da Idade Média foram:

●​ Beneditinos: Seguiam a Regra de São Bento, com disciplina e equilíbrio entre


oração e trabalho.​

●​ Cluniacenses: Dedicados à liturgia e ao cuidado dos pobres, surgiram na Abadia de


Cluny.​

●​ Cistercienses: Defendiam a simplicidade e o trabalho duro, rejeitando luxos.​

●​ Cartuxos: Viviam em silêncio quase absoluto, com foco na oração e contemplação.​

●​ Premonstratenses: Focados na evangelização e na educação das comunidades.​

●​ Trinitários: Dedicavam-se a resgatar cristãos cativos, cuidar dos doentes e ajudar os


pobres.​

As ordens cristãs militares ou Ordens de Cavaleiros

Surgiram nas Cruzadas, unindo fé e combate. As principais foram:

●​ Hospitalários: Cuidavam dos doentes e peregrinos na Terra Santa.​

●​ Templários: Protegiam os peregrinos cristãos e criaram um sistema financeiro.​

●​ Teutônicos: Começaram cuidando de peregrinos, depois se tornaram uma força


militar na Europa Oriental.​
A cavalaria medieval (até + ou – Século XIV)

Um código religioso, moral e social para a nobreza

A cavalaria era um conjunto de regras que orientava o comportamento dos nobres, incluindo
valores militares, sociais e religiosos.

Coragem, habilidade militar, honra, lealdade, justiça, generosidade e


boas maneiras

O cavaleiro ideal deveria ser corajoso, ter habilidade em combate, agir com honra, ser leal
ao rei e à Igreja, lutar por justiça, ajudar os mais fracos e ter boas maneiras.

Originalmente era apenas um código marcial

No início, a cavalaria era apenas um código de guerra (marcial).

Depois, com influência da Igreja, passou a ter valores religiosos e sociais.

Também servia para diferenciar os nobres das pessoas comuns.

Relação entre religião e guerra / clero e cavaleiros

A Igreja incentivava os cavaleiros a lutarem em defesa da fé cristã.

O clero reforçou essa ligação entre religião e combate, principalmente nas Cruzadas.

Combater pela igreja / pelo monarca

Os cavaleiros juravam lutar e defender tanto a Igreja quanto o rei.

Iniciação e cavalaria → Literatura

O processo de se tornar cavaleiro e os valores da cavalaria inspiraram histórias, lendas e


livros, como os contos do Rei Arthur e os romances de cavalaria.
Cavalaria e status social

Ser cavaleiro era um símbolo de prestígio.

Com o tempo, só filhos de cavaleiros ou nobres podiam se tornar cavaleiros.

O título virou um sinal de classe social elevada.

Ordens de cavalaria e torneios

Os reis criaram ordens de cavalaria para premiar cavaleiros importantes.

Os torneios eram eventos onde cavaleiros demonstravam suas habilidades e conquistavam


fama e recompensas.

Códigos de honra e realidade da guerra

Apesar dos códigos de honra, as guerras eram violentas e cruéis.

Massacres, saques e mortes de inocentes eram comuns, mesmo entre cavaleiros.

Como se tornar um cavaleiro medieval?

Pajem → 7-10 a 13 anos

O menino começava a formação como pajem, cuidando de cavalos, caçando e aprendendo


boas maneiras e serviço à mesa.

Escudeiro → 14 a 18-21 anos

Passava a ajudar um cavaleiro, aprendia a lutar, a cuidar das armas, e também aprendia
música, dança e etiqueta.

Preparação → 18-21 anos

Fazia um ritual com banho, vigília de oração e aprendia a cerimônia de sagração. Recebia
espada e esporas.
Serviço → 21+ anos

Tornava-se oficialmente cavaleiro, servindo em combates, guardas e participando de


torneios.

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outra aula
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Perfeito! Aqui está exatamente como está na lousa, com todos os tópicos, símbolos, títulos
e divisões exatamente iguais. Só adicionei as explicações embaixo de cada um (como você
pediu), sem colocar nenhuma informação que não esteja na lousa ou nas fotos do caderno.

Idade Média
A Igreja Medieval – a atuação política do clero

Contexto

✶ A igreja herdeira do império romano

A Igreja continuou com a importância e a estrutura que o Império Romano tinha, assumindo
funções políticas e sociais.

✶ Sistema feudal – 3 classes sociais

A sociedade era dividida em três grupos principais: clero, nobreza e camponeses.

✶ O cristianismo como elemento de unidade e identidade europeia

O cristianismo era o que unia os povos da Europa e também definia a identidade deles.

✶ O âmbito espiritual – CENTRAL – integrador de todos os âmbitos da vida

A religião era o centro de tudo e influenciava todos os aspectos da vida das pessoas.

✶ Pensar individual e escolhas não são ainda uma realidade para todos

As pessoas ainda não tinham liberdade para pensar ou escolher por conta própria. A Igreja
decidia o que era certo.
✶ Sentimento de solidão – afastamento do divino e necessidade de uma guia

As pessoas sentiam-se afastadas de Deus e, por isso, viam a Igreja como a guia necessária
para suas vidas.

✶ A igreja como referência e autoridade que conduz a vida

A Igreja era a grande referência de como viver, sendo autoridade nas decisões.

✶ Condução em todos os âmbitos – influência religião, cultura e política

A Igreja tinha influência em todas as áreas: religião, cultura e também na política.

✶ Exerce autoridade sobre todas as classes sociais

A Igreja tinha poder sobre todas as classes sociais, do mais pobre ao mais rico.

PENSAMENTO MEDIEVAL

As primeiras comunidades cristãs ≠ Igreja Romana institucionalizada

✶ A igreja age em conjunto com as autoridades temporárias – Poder espiritual / poder


temporal

A Igreja trabalhava junto com os governantes da época, tendo poder religioso (espiritual) e
político (temporal).

✶ Forte desenvolvimento administrativo, de arrecadação, controle, jurídico e militar

A Igreja criou uma estrutura administrativa forte, com arrecadação de impostos, controle das
pessoas, criação de leis (jurídico) e poder militar.

✶ Direito romano e direito canônico

A Igreja usava as leis antigas de Roma (direito romano) e também criou suas próprias leis
internas (direito canônico).

✶ Os desenvolvimentos institucionais da Igreja serão adotados por reis e monarcas

Reis e monarcas copiaram o modelo de organização e administração da Igreja para usar


em seus próprios reinos.

✶ Cisma de oriente 1054 – Católicos Vs Ortodoxos

Em 1054, a Igreja se dividiu em duas: Igreja Católica (Ocidente) e Igreja Ortodoxa (Oriente).
✶ Fortaleceu unidade da Igreja e os reis perante ameaças externas e internas (mútuo
interesse)

A Igreja e os reis passaram a trabalhar juntos para enfrentar ameaças de fora e de dentro.
Essa relação beneficiava ambos.

✶ Calendário litúrgico – educação – arte – arquitetura – cultura – ciência – política

A Igreja influenciava o calendário (datas religiosas), a educação, a arte, a arquitetura, a


cultura, a ciência e também a política.

✶ A inquisição → 1184 Vs Heresias

A partir de 1184, surgiu a Inquisição, que combatia as heresias (ideias contrárias à Igreja).

✶ Ortodoxia Vs Heterodoxia

A Igreja defendia a ortodoxia (doutrina certa) e combatia a heterodoxia (ideias contrárias).

✶ Corrupção – decadência – Reformas

A Igreja enfrentou problemas de corrupção e decadência, o que mais tarde levou a


reformas.

BASES DO ESTADO MODERNO

outro quadro
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Idade Média

Origem do Islã

*Península arábica - S. VI → povos nômades ou seminômades. Comerciantes, politeístas,


sem unidade territorial ou religiosa

A Península Arábica no século VI era formada por povos nômades ou seminômades, que
viviam do comércio, eram politeístas e não possuíam uma unidade política nem religiosa.

*Diferentes dos persas e cristãos do Império bizantino


Os árabes tinham características diferentes dos persas e dos cristãos que pertenciam ao
Império Bizantino.

*KAABA

A Kaaba era um local sagrado citado na lousa, localizado em Meca.

*Maomé - de origem humilde - comerciante - em contato com os povos monoteístas →


judeus e cristãos

Maomé era de origem humilde, trabalhava como comerciante e teve contato com povos
monoteístas, como judeus e cristãos.

*UNIDADE Religiosa

O objetivo de Maomé era criar uma unidade religiosa entre os povos árabes.

*Maomé adquire riqueza mediante seu casamento e meios para desenvolver um projeto de
unidade arábico.

Maomé se casa com uma mulher rica e, com isso, passa a ter recursos para realizar seu
projeto de unificação dos árabes.

*Recebe uma revelação divina e uma missão → Se torna profeta e começa a pregar de cor
o conteúdo da revelação recebida

Maomé recebeu uma revelação divina, assumiu a missão profética e começou a pregar
oralmente a mensagem que havia recebido.

*Analfabeto

Maomé não sabia ler nem escrever.

A expansão do Islã

*Islã → Submissão a Deus (Alá)


A palavra Islã significa submissão a Deus, chamado Alá.

*Início da pregação e resistência dos comerciantes locais poderosos de Meca

Quando começou a pregar, Maomé enfrentou forte resistência por parte dos comerciantes
ricos de Meca.

*A Hégira → Fuga/exílio à cidade de Medina → Início do calendário islâmico

Devido à perseguição em Meca, Maomé fugiu para Medina. Esse acontecimento é chamado
de Hégira e marca o início do calendário islâmico.

*Ascensão de Maomé em Medina

Em Medina, Maomé conquistou apoio e fortaleceu seu papel como líder religioso e político.

*Campanha militar contra Meca

Maomé organizou e liderou uma campanha militar para retomar Meca.

*Expansão do Islã de 622 a 632

O Islã se expandiu rapidamente pela Península Arábica entre os anos 622 e 632.

*Unificação da Península arábica

Com a expansão do Islã, os povos da Península Arábica foram unificados sob uma mesma
religião.

*Os califas piedosos e a expansão do Islã na era pós-Maomé → A redação do Corão

Após a morte de Maomé, seus seguidores continuaram a expansão islâmica. As revelações


foram registradas no Corão.

*BATALHA DE POITIERS - CARLOS MARTEL - REINO FRANCO 732


Em 732, os muçulmanos foram impedidos de continuar a expansão na Europa pela vitória
de Carlos Martel, no Reino Franco, na Batalha de Poitiers.

*Contribuições dos árabes

●​ medicina​

●​ matemáticas (introdução do zero)​

●​ filosofia​

●​ alquimia​

●​ tradução de Aristóteles​

●​ Bibliotecas​

●​ Universidades​

●​ produtos​

●​ Cultura​

●​ processos​

●​ ciência​

●​ Invenções​

●​ Artes

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outro quadro

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Idade Média

MOTIVAÇÃO
●​ Liberar “Terra Santa” do controle muçulmano​

➝ Jerusalém era sagrada para os cristãos e estava sob domínio muçulmano desde
o século VII. A cruzada visava recuperar esse território.​

●​ Campanhas militares/religiosas organizadas por papas e governantes cristãos


europeus​

➝ Eram guerras aprovadas pela Igreja, com apoio dos reis, apresentadas como
obrigação religiosa para os fiéis.​

●​ Entre 8 e 9 cruzadas principais e oficiais​



➝ De 1095 a 1270 aconteceram várias cruzadas, com objetivos religiosos e
políticos, sendo 9 consideradas oficiais.​

●​ Mobilizaram todas as camadas da sociedade medieval → toda Europa​



➝ Participaram nobres, cavaleiros, camponeses e até crianças; o chamado às
cruzadas envolveu toda a Europa cristã.​

●​ Deram origem às ordens cristãs de cavaleiros e a cavalaria​



➝ Foram criadas ordens como a dos Templários, que uniam fé e combate militar,
ganhando prestígio e poder.​

●​ A primeira cruzada → pedido de ajuda de Constantinopla e toma de Jerusalém pelos


muçulmanos​

➝ O imperador bizantino pediu ajuda ao Papa para conter os turcos. Os cruzados
conquistaram Jerusalém em 1099.​

●​ As seguintes → contra os muçulmanos principalmente​



➝ As cruzadas posteriores visavam manter ou retomar os territórios cristãos
perdidos no Oriente.​

●​ Nobres e reis destacados são Godofredo - Barbarossa - Luis IX​



➝ Godofredo liderou a Primeira Cruzada, Barbarossa foi um imperador na Terceira
e Luís IX participou das últimas cruzadas.​

As Cruzadas 1095 - 1270

Algumas consequências
●​ Estados cristãos em Oriente médio​

➝ Reinos como o de Jerusalém foram criados, mas duraram pouco por causa dos
contra-ataques muçulmanos.​

●​ Início de ordens cristãs de cavaleiros​



➝ Organizações militares religiosas surgiram para proteger os fiéis e lutar contra
inimigos da fé.​

●​ Cruzadas em outras regiões da Europa​



➝ Houve cruzadas dentro da própria Europa contra hereges, como os cátaros na
França.​

●​ Consolidação da Cristandade, cultura e identidade europeia​



➝ A união cristã se fortaleceu, criando uma identidade comum entre os povos da
Europa.​

●​ Fim do Império Bizantino / poder dos Papas​



➝ O saque de Constantinopla na Quarta Cruzada enfraqueceu o Império Bizantino.
Já o Papa ganhou mais prestígio.​

●​ Impulso ao comércio mediterrâneo – Veneza​



➝ As cruzadas abriram rotas comerciais com o Oriente, e cidades como Veneza
enriqueceram.​

●​ Expulsão dos Mouros da Península Ibérica​



➝ As cruzadas se relacionaram com a Reconquista cristã da Península Ibérica,
tirando os mouros do poder.​

●​ Cristianização dos Bálcãs​



➝ Povos dos Bálcãs foram convertidos à fé cristã, ampliando o domínio religioso
europeu.​

●​ Maior xenofobia dos europeus contra os não cristãos, hereges e judeus, entre
outros.​

➝ As cruzadas estimularam perseguições a minorias religiosas e reforçaram o
preconceito.​

●​ Enfrentamento Oriente X Ocidente até hoje​



➝ As guerras entre cristãos e muçulmanos deixaram marcas profundas que
influenciam conflitos até hoje.​

●​ Literatura e arte de cavalaria (Lendas)​



➝ As histórias de heróis cristãos influenciaram as lendas medievais e a cultura
europeia.​

●​ Início da venda de indulgências​



➝ A promessa de perdão divino para cruzados foi usada pela Igreja como base
para vender indulgências futuramente.​

Absolvição dos pecados

●​ ➝ A Igreja oferecia perdão total dos pecados a quem lutasse nas cruzadas, o que
atraía muitos fiéis.​

Cruzada das Crianças 1212

●​ ➝ Milhares de crianças marcharam rumo à Terra Santa acreditando que Deus lhes
daria a vitória. A maioria morreu ou foi escravizada.​

outro quadro

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Idade Média

A Rota da Seda – 6.450 Km

Integração entre Ásia - Europa e África

A Rota da Seda ligava regiões distantes desses três continentes, possibilitando trocas
comerciais, culturais e tecnológicas entre civilizações asiáticas, europeias e africanas.
Geografia – Clima – culturas

Esses três aspectos influenciaram diretamente as rotas comerciais: o relevo e clima


determinavam os caminhos possíveis; e as culturas diversas enriqueceram as trocas, pois
cada povo trazia produtos e conhecimentos próprios.

Integração de diversas rotas comerciais

A Rota da Seda não era um único caminho, mas uma rede de rotas interligadas por terra e
mar que conectavam diferentes centros comerciais entre o Oriente e o Ocidente.

Comércio de produtos de luxo e tentativas de encontro entre Roma e


China (166)

Produtos como seda, especiarias e pedras preciosas eram considerados luxuosos e muito
procurados pelos romanos. Em 166 d.C., há registro de uma embaixada romana tentando
contato direto com a China para fortalecer o comércio.

O destaque de Veneza no comércio e as Viagens de Marco Polo (1271 –


1290)

Veneza se destacou como centro comercial europeu por intermediar produtos vindos do
Oriente. Marco Polo, comerciante veneziano, viajou para a China e relatou suas
experiências, o que ajudou a aumentar o interesse europeu pelo Oriente.

Unidade e abertura comercial sob o controle do Império mongol

Durante o domínio mongol, grandes áreas da Rota da Seda ficaram sob controle unificado,
facilitando o comércio, garantindo segurança aos mercadores e promovendo maior
circulação de produtos e ideias.

Ampliação da visão de mundo, da geografia, da cartografia –


Cosmopolitismo e desenvolvimento da política

As interações promovidas pela Rota da Seda contribuíram para um entendimento mais


amplo do mundo, incentivando o estudo da geografia e mapas (cartografia), além do contato
entre culturas (cosmopolitismo) e novas ideias políticas.
Etapas

●​ Origem → S. II a.C. Din. Qin​



A Rota da Seda começou a se formar no século II a.C., durante a dinastia Qin, na
China.​

●​ Era dos 3 Impérios – chinês – Parta – Romano (S. II a.C. – S. VII)​



Nesse período, o comércio se expandiu graças à presença desses três impérios
poderosos, que garantiam a estabilidade das rotas.​

●​ Era dos califatos (S. VII)​



Com a ascensão dos califados islâmicos, as rotas continuaram ativas sob domínio
muçulmano, contribuindo para a difusão da cultura árabe e islâmica.​

●​ Era dos Mongóis (1.206 – 1.368)​



Durante o Império Mongol, a Rota da Seda teve um de seus períodos de maior
segurança e expansão comercial, conectando ainda mais o Ocidente e o Oriente.​

O que se moveu?

●​ Arte / Arquitetura​

Obras de arte, estilos arquitetônicos e técnicas foram compartilhadas entre os
povos.​

●​ Religiões / filosofia​

Religiões como o budismo, o islamismo e o cristianismo circularam, junto com ideias
filosóficas de diferentes regiões.​

●​ Tecnologia​

Ferramentas, invenções e métodos de produção foram trocados entre as culturas.​

●​ Línguas​

A troca entre diferentes povos levou ao aprendizado e difusão de novos idiomas.​
●​ Ciência​

Conhecimentos científicos como medicina, matemática e astronomia circularam
pelas rotas.​

Doenças

A mobilidade intensa também possibilitou a disseminação de doenças, como a peste


bubônica, que se espalhou por rotas comerciais.

Os números arábicos

O sistema numérico que usamos hoje chegou à Europa através das rotas comerciais, tendo
origem na Índia e sendo difundido pelos árabes.

Os segredos

●​ da seda​

A técnica de produção da seda, inicialmente exclusiva da China, acabou sendo
transmitida a outros povos.​

●​ do papel​

O conhecimento de fabricação de papel, criado na China, foi compartilhado através
dessas rotas.​

●​ da pólvora​

Também de origem chinesa, a pólvora foi levada ao Ocidente através do contato
comercial e militar pelas rotas da seda.​

Elementos da civilização

Todos esses conhecimentos e produtos circularam graças à Rota da Seda, e ajudaram a


construir as bases da civilização moderna.

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