Genericamente, que demonstrações financeiras deverão ser preparadas para a prestação de contas de uma sociedade
por quotas?
b) Certificado de Contas pelo Revisor Oficial de Contas, balanço, demonstração dos resultados, demonstração dos
fluxos de caixa, anexo e relatório de gestão.
Qual o prazo de pagamento das retenções na fonte sobre os rendimentos do trabalho dependente dos trabalhadores?
c) Dia 20 do mês seguinte
3. Estão isentos de IRS os seguintes rendimentos:
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
4. Uma determinada entidade adquiriu no ano N um edifício e optou pelo custo histórico como base de mensuração.
Em N mais 5, a quantia escriturada desse edifício era de 100 mil euros. Assim, o balanço desta entidade evidencia esse
valor e essa informação. Em N mais 6, a entidade alterou a sua base de mensuração para o justo valor. Segundo o
relatório do perito, o seu justo valor corresponde a 200 mil euros. O balanço elaborado nessa data passou a evidenciar
o edifício por essa quantia. A quantia escriturada do edifício e refletida nos balanços nos períodos N mais 5 e N mais 6
é:
As quantias escrituradas não são comparáveis, pois em N+5 o edifício foi mensurado ao custo histórico, e em N+6
foi mensurado ao justo valor. A alteração da base de mensuração afeta a comparabilidade das demonstrações
financeiras entre períodos.
5. Quando deve ser desreconhecida uma perda por imparidade?
d) Quando não se espere futuros benefícios económicos do seu uso ou alienação.
(Em linguagem simples: a perda por imparidade é desreconhecida quando o ativo deixa de gerar benefícios futuros, ou
quando as condições que justificaram a imparidade deixam de existir.)
1. Uma entidade possui um prédio de escritórios com 5 andares. O prédio foi construído pela própria entidade e não
está construído ou impropriadar horizontal. Os serviços administrativos da entidade ocupam os primeiros 4 andares e
o 5º piso está arrendado a uma empresa. Como deve ser classificado este ativo? Justifique a sua resposta.
O prédio deve ser classificado como ativo fixo tangível, pois é utilizado maioritariamente pelos serviços administrativos
da entidade. Não estando constituído em propriedade horizontal, não pode ser separado em partes distintas, pelo que
o seu uso predominante determina a classificação.
2. Fundamente, de que forma é reconhecido o desgaste de um Ativo Fixo Tangível quando se utiliza o método do custo
ou o método do justo valor?
Quando se utiliza o método do custo, o desgaste do ativo fixo tangível é reconhecido através de depreciações
sistemáticas registadas como gasto durante a vida útil do ativo.
Quando se utiliza o método do justo valor, o ativo é reavaliado periodicamente e as variações do justo valor são
reconhecidas em capital próprio ou resultados, sendo a depreciação calculada com base no valor revalorizado.
3. Indique e distinga de forma justificada, qual o tratamento contabilístico a dar a dispêndios relacionados com grandes
reparações de um ativo, e dispêndios de manutenção.
Os dispêndios com grandes reparações devem ser capitalizados, pois aumentam a vida útil ou o desempenho do ativo.
Já os dispêndios de manutenção devem ser reconhecidos como gasto do período, por apenas manterem o ativo em
boas condições de funcionamento, sem lhe acrescentar valor económico futuro.
2. O refeitório da ESTGL possui os seguintes trabalhadores no mês de novembro: Chefe de Cozinha, com um Observação: a responsabilidade de entrega é da entidade, que paga a soma das duas partes; contudo
vencimento de base de 1800€, zero número de dependentes e uma taxa de IRS de 15%. Ajudante de cozinha com um contabilisticamente há distinção entre a obrigação por conta do trabalhador (descontada em folha) e o encargo da
vencimento de base de 1600€, número de dependentes 1 e taxa de IRS 12%. COPEIRO Com vencimento base de 850€, entidade. (Taxas conforme referências). Segurança Social+1
número de dependentes 2, taxa de IRS 1%. - Todos os trabalhadores trabalharam no dia 1 de novembro para assegurar
as refeições dos alunos com direito à refeição gratuita. - O ajudante de cozinha gozou férias entre 7 e 18 de novembro. 3) Lançamentos contabilísticos (registo do processamento da folha) — modelo simplificado
- Os trabalhadores recebem os subsídios de férias e Natal por duodécimos. - O chefe de cozinha descontou 1% da sua A — Reconhecimento da despesa de pessoal e das obrigações (na data de processamento da folha):
remuneração para o Sindicato dos Trabalhadores do Estado. - O copeiro foi admitido em 1 de junho de 2022, com
• Débito: 61 – Remunerações, ordenados e encargos sociais .................. €4 958,33
contrato de 6 meses. Em 14 de novembro, rescindiu o contrato para produção de efeitos em 30 de novembro. a) (reconhecimento do custo total bruto do mês)
Proceda ao processamento e respectiva contabilização das remunerações do mês de Novembro. b) Quanto e qual o
valor a pagar à Segurança Social relativo a encargos sociais. • Crédito: 451 / 4511 – Remunerações a pagar (salários líquidos) .......... €3 843,00
) Cálculo dos valores por trabalhador (novembro) (liquidos a pagar aos trabalhadores)
Cálculos com 2 casas decimais. • Crédito: 437 / 241 – Segurança Social a entregar (parte do trabalhador) .. €545,42
Chefe de Cozinha (base = €1 800) (retenções a entregar à SS)
• Vencimento bruto (inclui duodécimos): 1 800 × 7/6 = €2 100,00 • Crédito: 235 / 242 – Retenções de IRS a entregar ........................ €548,92
• Desconto Segurança Social (11%): €231,00 (retenções de IRS a entregar ao Estado)
• Retenção IRS (15%): €315,00 • Crédito: 471 / Outras retenções a entregar (Sindicato) .................... €21,00
(descontos sindicais a entregar ao sindicato)
• Desconto Sindicato (1%): €21,00 (Notas: códigos de contas podem variar conforme o plano de contas — use os códigos do plano de contas da entidade;
• Remuneração líquida a pagar: 2 100,00 − 231,00 − 315,00 − 21,00 = €1 533,00 acima é um exemplo típico.)
Ajudante de Cozinha (base = €1 600) B — Reconhecimento do encargo da entidade com a Segurança Social (TSU):
• Vencimento bruto: 1 600 × 7/6 = €1 866,67 • Débito: 62 – Encargos de pessoal (TSU) .................................. €1 177,60
• Desconto Segurança Social (11%): €205,33 • Crédito: 437 / Segurança Social a pagar (TSU entidade) .................. €1 177,60
• Retenção IRS (12%): €224,00 C — Pagamento aos trabalhadores (quando se efetua o pagamento bancário):
• Remuneração líquida: 1 866,67 − 205,33 − 224,00 = €1 437,33 • Débito: 451 – Remunerações a pagar ....................................... €3 843,00
Copeiro (base = €850) • Crédito: 57x – Banco / Caixa ................................................. €3 843,00
• Vencimento bruto: 850 × 7/6 = €991,67
D — Pagamento à Segurança Social (quando se efetua o pagamento à SS):
• Desconto Segurança Social (11%): €109,08 • Débito: 437 – Segurança Social a entregar (total) ....................... €1 723,02
(combina parte do trabalhador + parte da entidade)
• Retenção IRS (1%): €9,92
• Crédito: 57x – Banco ......................................................... €1 723,02
• Remuneração líquida: 991,67 − 109,08 − 9,92 = €872,67 E — Pagamento da retenção de IRS (quando se efetua):
Totais (mês de novembro)
• Débito: 242 – Retenções de IRS a entregar ................................. €548,92
• Vencimentos brutos totais = €4 958,33
• Crédito: 57x – Banco ......................................................... €548,92
• Total descontos Segurança Social (trabalhadores) = €545,42 F — Pagamento do desconto sindical ao sindicato:
• Total retenções IRS = €548,92 • Débito: 471 – Descontos sindicais a entregar ............................. €21,00
• Total descontos sindicais = €21,00 • Crédito: 57x – Banco ......................................................... €21,00
• Total líquido a pagar aos trabalhadores = €3 843,00
2) Quanto e qual o valor a pagar à Segurança Social (encargos sociais) — resposta à alínea (b)
A entidade deve entregar o total das contribuições (parte do trabalhador + parte da entidade).
• Parte do trabalhador (retida) = €545,42 (11% dos vencimentos brutos).
• Parte da entidade (TSU) = 23,75% sobre os vencimentos brutos = €1 177,60.
• Total a pagar à Segurança Social (valores a entregar) = €545,42 + €1 177,60 = €1 723,02.
1. No ano N, a sociedade XPTO adquiriu, para uso, na sua atividade corrente, um equipamento industrial por 125 mil Dados:
euros. No entanto, teve que suportar os seguintes gastos e rendimentos: - Gastos com direitos aduaneiros de 8.500
• Custo contabilístico = €138 300
euros. - Obras de adaptação do local para a sua instalação de 1400€
- Publicidade relativa à prestação de serviços do novo equipamento de 2.000€. • Vida útil = 4 anos
- Vencimento de funcionários da empresa que colaboraram na montagem da máquina a 700 euros. • Valor residual = €15 000
- Juros suportados relativos a um empréstimo contratado diretamente para financiarem a aquisição da máquina de Depreciável = 138 300 − 15 000 = €123 300
3.000 euros. Depreciação anual (quota constante) = 123 300 / 4 = €30 825,00 por ano.
- Formação administrada aos funcionários que trabalharem com a máquina 1000€. Quadro resumo (simplificado):
- Matéria-prima consumida em testes da máquina, 600€.
Período Dep. anual Acum. depreciação final do período Valor escriturado no final do período
- O consumo de matéria-prima durante a fase de testes originou para a empresa um subproduto que foi todo
vendido por 900 euros. A empresa concorreu e foi-lhe atribuído um subsídio estatal a fundo perdido para financiar Ano N 30 825,00 30 825,00 138 300 − 30 825 = 107 475,00
diretamente a aquisição do equipamento industrial nas seguintes condições: - 25% do valor de aquisição da máquina Ano N+1 30 825,00 61 650,00 76 650,00
a fundo perdido; - 20% a título de empréstimo sem juros a reembolsar daqui a dois anos de uma só vez. A vida útil,
Ano N+2 30 825,00 92 475,00 45 825,00
estimada do bem, é de 4 anos e tem valor residual de 15.000€. Para trabalhar com a referida máquina, o funcionário
responsável teve de obter formação adequada. Esta custou à empresa 1.000€. Ano N+3 30 825,00 123 300,00 15 000,00 (valor residual)
Pedidos: Lançamento contabilístico anual (para o ano N):
a) Em que situação é que o valor pago a título de juros relativos à aquisição da máquina fará parte do valor de
aquisição da mesma?
• Débito: 61x – Gastos com depreciações (resultado) ........... €30 825,00
b) Calcule o valor a contabilizar na conta 433, equipamento básico, fruto da aquisição da mesma. • Crédito: 28x – Depreciações acumuladas do equipamento ........ €30 825,00
c) Sabendo que a empresa utiliza o método das quotas constantes numa base anual, elabore o quadro das (Use os códigos de conta do plano da entidade; acima é a estrutura típica.)
depreciações e contabilize a depreciação anual referente ao ano N.
d) Quais os registos contabilísticos a efetuar durante o ano N, considerando que o subsídio do equipamento foi
recebido na totalidade neste mesmo ano? d) Registos contabilísticos durante o ano N — incluindo o subsídio recebido no ano N
a) Quando os juros fazem parte do valor de aquisição?
Os juros só devem ser capitalizados como parte do custo do ativo (ou seja, fazem parte do valor de aquisição)
quando são custos de empréstimos directamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um activo 1) Registo do activo (aquisição e custos diretamente atribuíveis)
qualificável — isto é, quando (i) o empréstimo financia especificamente esse activo e (ii) se trata de um período de
tempo em que são incorridos custos para preparar o activo para o uso pretendido.
Ao registar o custo total capitalizável (assumindo que tudo foi pago ou vencido):
No caso apresentado, o empréstimo foi contratado directamente para financiar a aquisição da máquina → os juros
de €3 000 devem ser capitalizados como parte do custo do equipamento (enquanto o activo estiver numa fase de
preparação/instalação/testes).
• Débito: 433 – Equipamento básico .......................... €138 300,00
b) Valor a registar na conta 433 – Equipamento básico • Crédito: 4xx – Fornecedores / Bancos ........................ conforme pagamentos/parcelas (ex.: €125 000 ao
Devem integrar o custo do activo os custos directamente atribuíveis para o trazer ao local e condição de fornecedor; €8 500 alfândega; etc.)
funcionamento. Não se capitalizam custos de publicidade nem formação (estes são normalmente gastos do (pode detalhar por pagamentos distintos; aqui consolidei no valor total capitalizado).
período).
125 000,00 (preço)
2) Registos relativos aos custos que são gastos do período
+ 8 500,00 (direitos aduaneiros)
+ 1 400,00 (obras adaptação)
+ 700,00 (vencimentos montagem)
+ 3 000,00 (juros capitalizáveis)
• Publicidade (€2 000):
+ 600,00 (matéria-prima em testes) o Débito: 62x – Gastos com publicidade ........................ €2 000
− 900,00 (venda do subproduto durante testes) o Crédito: Banco / Fornecedores ................................ €2 000
= 138 300,00 • Formação (€1 000):
Valor a registar em 433 – Equipamento básico = €138 300,00.
(Observação: os €2 000 de publicidade e os €1 000 de formação são despesas do período e não entram no custo do
o Débito: 62x – Gastos com formação ............................ €1 000
activo.) o Crédito: Banco / Fornecedores ................................ €1 000
c) Quadro das depreciações e contabilização da depreciação anual (método quotas constantes) 3) Registo da venda do subproduto (teste)
• Receita por venda (subproduto):
o Débito: Banco / Clientes ..................................... €900
o Crédito: 77x – Outros proveitos / Redução do custo do activo .. €900
(Se a entidade preferir, em vez de registar a venda como proveito separado, deduz-se diretamente do custo do
activo — o efeito económico é reduzir o custo capitalizado em €900; na prática o cálculo do b) já deduziu. Mas
convém registar a venda do subproduto.)
4) Registo dos juros (capitalizados)
• Se os juros foram pagos ou vencidos e são capitalizáveis:
o Débito: 433 – Equipamento básico .......................... €3 000
o Crédito: 62x / 25x – Juros suportados / Banco ............... €3 000
(Se os juros ainda não pagos, creditar fornecedores/juros a pagar.)
5) Registo do subsídio estatal (recebido na totalidade no ano N)
Temos dois componentes do financiamento estatal:
• 25% do valor de aquisição a fundo perdido (subvenção não reembolsável)
25% × 125 000 = €31 250
• 20% a título de empréstimo sem juros (a reembolsar daqui a 2 anos)
20% × 125 000 = €25 000