FACULDADE INTEGRADA DE SANTA MARIA
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
ECONOMIA DO BRASIL
Acadêmica:
Amanda Guinalia
Ana Flávia Martins
Larissa Passos
Sabrina Delavechia Pallar
Orientador:
Profº Antônio Lima
Santa Maria, RS, Brasil.
2016
A EVOLUÇÃO DO SETOR EXTERNO DA ECONOMIA BRASILEIRA
2010 A 2014
Taxa de câmbio
A taxa de câmbio, no Brasil, é o preço em moeda nacional de uma unidade de
moeda estrangeira. Uma elevação da taxa de câmbio significa desvalorização.
Uma redução da taxa de câmbio significa valorização. Uma desvalorização
cambial tende a desestimular as importações e estimular as exportações, pois,
no mercado interno, encarece os bens importados e aumenta a renda dos
exportadores e, no mercado externo, barateia os bens que o país exporta. Uma
valorização cambial tem o efeito inverso.
Taxa de câmbio nominal = relação entre quantidade de moedas. Exemplo: R$
1,84/US$ 1.
Taxa de câmbio real = relação de preços entre o produto nacional e o produto
estrangeiro. Reflete a competitividade da produção doméstica em relação à
externa.
Taxa de câmbio efetiva = ponderação de diversas taxas reais de câmbio de
acordo com a importância dos parceiros comerciais.
Taxa de Câmbio Real: E = eP*/P
E = taxa real de câmbio
e = taxa de câmbio nominal
P* = índice de preços do país estrangeiro
P = índice de preços no mercado nacional
Grande parte das dificuldades da indústria de transformação brasileira decorre
da forte apreciação cambial de 2010-11. A situação começou a mudar com a
desaceleração da economia mundial, em 2012, mas somente em 2013 a taxa
de câmbio real voltou a um patamar próximo ao verificado em 2007. Em 2012-
13, houve um aumento cumulativo de 19,9% da taxa de câmbio real. Em outras
palavras, mesmo descontando-se a variação de preços no Brasil e no exterior,
a taxa de câmbio aumentou em quase 20% nos últimos dois anos.
Em meados de 2012 o bom cenário começou a ser modificado. E em 2013 foi
concretizada uma grande desvalorização do real. Existiram vários motivos
causadores dessa depreciação. Um deles foi à queda da taxa selic para 7,5% o
que fez com que fosse menos atrativo investir no Brasil. Outro e um dos
principais deles foi a melhoria da economia americana que fez com que o FED
reduzisse os estímulos monetários nos EUA.
Desta forma menos dinheiro circulou naquela economia, reduzindo quantidade
de moeda para empréstimos e investimentos. Além de que com a recessão
americana as taxas de juros lá aumentaram, e taxas de juros mais altas em um
país extremamente seguro de se investir como os Estados Unidos é garantia
de maior entrada de investimentos na América do Norte e menos no Brasil.
Tudo isto foi o bastante para que o câmbio ficasse entre 2,20 e 2,45 em 2013.
No ano de 2014 presenciamos dois tipos de situações diferentes. A primeira
delas foi no início do ano até meados de março, quando o real continuava
bastante depreciado, próximo de 2,40. Isto ocorreu pelos maiores cortes na
oferta de moeda americana e também com as notas negativas recebidas pelo
Brasil na Standards & Poor’s em relação à capacidade do país de pagar suas
dívidas, levando a um aumento da desconfiança externa. Porém, houve um
segundo cenário a partir do fim de março onde com a queda da aprovação da
presidente Dilma Rousseff as ações brasileiras valorizaram, mais investimentos
entraram no Brasil e o real sofreu uma apreciação, ficando por em período em
torno de 2,22.
Esta retrospectiva nos mostra que ações intervencionistas do Banco Central
podem ser úteis para amenizar variações cambiais, mas na maioria das vezes
não são tão eficiente devido à imensa quantidade de fatores externos que
influenciam a todo instante a economia doméstica. Trocas de ativos
financeiros, mercadorias, e até mesmo informações e notícias causam muitas
alterações nas variáveis macroeconômicas de um país. Por isso não vale a
pena pensar que políticas monetárias exageradas e frequentes demais são a
solução para o controle da economia de um país.
Divida externa
Impulsionada principalmente pelas despesas com juros, a dívida pública
federal, o que inclui os endividamentos no país e no exterior.
Em 2014, a dívida pública havia registrado crescimento menor, de 8,15%, ou
R$ 173 bilhões, enquanto que no ano anterior (2013), a expansão registrada
havia sido de 5,7%, ou R$ 115 bilhões, segundo números oficiais.
A dívida pública é a contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit
orçamentário do governo federal. Quando os pagamentos e recebimentos são
realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações
ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como
externa.
Gastos com juros:
O crescimento da dívida pública no ano passado (2015) está relacionado,
principalmente, com as despesas com juros, no valor de R$ 367,67 bilhões - os
maiores da série histórica. Em 2012, 2013 e 2014, respectivamente, as
despesas com juros da dívida pública somaram R$ 207 bilhões, R$ 218 bilhões
e R$ 243 bilhões, segundo números oficiais.
2010: A dívida externa brasileira subiu em junho para US$ 225,172 bilhões,
conforme estimativas divulgadas pelo Banco Central (BC). Em maio, o BC
estimava a dívida brasileira com o exterior em US$ 218,329 bilhões. Em março,
último dado fechado pela autoridade monetária, à dívida externa somou US$
211,532 bilhões.
A autoridade monetária também informou que as reservas internacionais
cresceram US$ 3,3 bilhões na comparação com maio, e chegaram a US$ 253
bilhões.
No mês, o BC comprou US$ 1,9 bilhão no mercado de câmbio à vista. As
receitas de juros somaram US$ 309 milhões, enquanto as demais operações
externas, que incluem principalmente as variações de preços e de paridades,
elevaram o estoque em mais US$ 1 bilhão.
2011: A dívida externa brasileira cresceu US$ 40,545 bilhões de janeiro a
dezembro do ano anterior, fechando 2011 em US$ 297,349 bilhões. A
expansão foi de 15,78% na comparação com 2010.
Desse volume, US$ 136,780 bilhões se referem a dívidas de bancos, US$
98,301 são do setor privado, US$ 57,836 bilhões são do governo e US$ 4,433
bilhões são da dívida da autoridade monetária.
O sistema bancário é o responsável por quase metade do total do
endividamento com credores de outros países. O total de US$ 136,780 bilhões,
em dezembro, responde por um crescimento de US$ 33,637 bilhões ante o
saldo apresentado no fim de 2010 (US$ 103,143 bilhões).
Os bancos praticamente dobraram as captações de longo prazo.
Já a dívida de curto prazo do sistema bancário diminuiu US$ 14,218 bilhões
entre 2010 e o ano passado, saindo de US$ 51,079 bilhões em dezembro de
2010 para US$ 36,861 bilhões no fim de 2011.
2012: A dívida externa somou US$ 316,831 bilhões no final de 2012, com
acréscimo de US$ 18,627 bilhões no ano, ou 6,24% a mais que os US$
298,204 bilhões registrados em dezembro de 2011, de acordo com o Relatório
do Setor Externo, divulgado pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco
Central (BC). As reservas internacionais cresceram, porém, um pouco mais,
alcançando expansão de 7,55% no mesmo período. A dívida externa de longo
prazo atingiu US$ 279,295 bilhões, enquanto a dívida de curto prazo aumentou
para US$ 37,535 bilhões, de acordo com o chefe do Depec, Túlio Maciel. Ele
disse que os principais fatores de variação da dívida foram às captações de
empréstimos tomados pelo governo e pelo setor bancário, a colocação de
títulos pelo setor não financeiro e as amortizações de títulos pelo Sistema
Financeiro Nacional (SFN). As reservas internacionais aumentaram US$ 26,6
bilhões no decorrer do ano e chegaram a US$ 378,613 bilhões no final de
dezembro, com expansão de 7,55% em relação aos US$ 352,012 bilhões
anotados em dezembro de 2011. Resultado, em grande parte, das compras do
BC no mercado à vista, no valor de US$ 12,7 bilhões; da remuneração das
próprias reservas, calculadas em US$ 4,4 bilhões; e das variações de preço e
paridade das moedas, que proporcionaram incremento de US$ 2,3 bilhões aos
estoques.
2013: A dívida externa bruta brasileira registrou pequena queda de 0,3%, para
US$ 312,02 bilhões, informou o Banco Central (BC). No fechamento de 2012,
a dívida externa brasileira estava em US$ 312,89 bilhões.
Do total da dívida externa brasileira no fim de 2013, US$ 66,3 bilhões eram do
governo, US$ 4,44 bilhões do BC, US$ 130 bilhões dos bancos e US$ 110
bilhões de outros atores do setor privado.
Ao mesmo tempo, o Banco Central lembra que as reservas internacionais
brasileiras somaram US$ 375,79 bilhões no fechamento de 2013. Mesmo com
queda no ano passado, a primeira em 13 anos, as reservas continuam, deste
modo, acima do patamar da dívida externa do país.
Segundo os números do BC, o Brasil continua sendo, assim, credor líquido, por
ter mais ativos (reservas internacionais) do que passivos (dívida externa). No
fim do ano passado, o país era credor líquido em US$ 86,3 bilhões - de acordo
com números oficiais.
Os dados da autoridade monetária mostram que, no fim de 2013, a dívida
externa de curto prazo (com vencimento previsto em até um ano) estava em
US$ 32,85 bilhões, pouco mais de 10% do patamar total (US$ 312 bilhões).
O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando
Rocha, argumentou que esse cenário propicia tranquilidade para as contas
externas brasileiras. A declaração foi feita apesar de o déficit em transações
correntes (balança comercial, serviços e rendas) ter batido recorde histórico no
ano passado, e de os investimentos estrangeiros não terem financiado o rombo
externo pela primeira vez desde 2001.
"As reservas em US$ 375 bilhões permitem ao Brasil ter uma posição de credor
líquido. As reservas são maiores do que a dívida externa. Muito além do
suficiente para pagar o serviço da dívida externa de curto prazo. Por outro lado,
quando olhamos o passivo externo da economia brasileira, cerca de 70% é
composto por investimentos", avaliou Fernando Rocha, do BC.
2014: A dívida pública federal, que inclui tudo o que o governo deve a credores
dentro e fora do país, subiu 8,15% em 2014, para R$ 2,29 trilhões, novo
recorde. As informações foram divulgadas pela Secretaria do Tesouro
Nacional, do Ministério da Fazenda. A estimativa do governo, divulgada no
início de 2014, era de que a dívida terminasse o último ano entre R$ 2,17
trilhões e R$ 2,32 trilhões.
Em 2014, os vencimentos de títulos públicos previstos somaram R$ 544
bilhões, ao mesmo tempo em que os encargos da dívida pública totalizaram R$
54 bilhões. O governo alocou, entretanto, R$ 121,8 bilhões em recursos
orçamentários para pagar os vencimentos.
EXPORTAÇÕES:
A balança comercial brasileira registrou em 2014 déficits (exportações menos
importações) de US$ 3,930 bilhões, o primeiro desde 2000, informou o
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O
resultado do ano passado também é o pior do comércio exterior brasileiro
desde 1998, quando as compras para outros países superaram as vendas em
US$ 6,623 bilhões. Antes de 2014, a última vez que o país registrou déficit no
comércio exterior foi em 2000, quando as importações superaram as
exportações em US$ 731,7 milhões. Em 2013, o Brasil havia registrado
superávit (exportações superiores às importações) de US$ 2,384 bilhões.
Apesar disso, o resultado já era o pior dos últimos 13 anos.
O Mdic também divulgou que, em dezembro de 2014, o Brasil registrou
superávit de US$ 293 milhões. As exportações somaram US$ 17,491 bilhões e,
as importações, US$ 17,198 bilhões.
Queda nas exportações
O valor das exportações brasileiras em 2014, de US$ 225,1 bilhões, é o mais
baixo desde 2010, quando foi vendido ao exterior um total de US$ 201,9
bilhões. Em 2013, o país exportou US$ 242 bilhões.
Levando-se em consideração o valor médio diário, no ano passado as
exportações para a Ásia foram 5,3% menores. As vendas para a China, que
em 2013 atingiram US$ 46,026 bilhões, em 2014 ficaram em US$ 40,6 bilhões
– 11,8% menos. Já as vendas para os países do Mercosul foram 15,2%
menores – passaram de US$ 29,533 bilhões em 2013 para US$ 25,053 bilhões
em 2014. As exportações para a Argentina puxaram esse resultado ao
registraram queda de 27,2% (US$ 19,615 bilhões em 2013 ante US$ 14,282
bilhões em 2014).
Queda do preço das commodities
O secretário de Comércio Exterior apontou que a queda no preço das
commodities ao longo de 2014 fez o Brasil perder US$ 12,9 bilhões nas
transações comerciais com outros países. Segundo ele, se fossem praticados
no ano passado os mesmo preços de 2013, apenas as vendas de minério de
ferro teriam rendido ao país US$ 8 bilhões a mais, fazendo com que o Brasil
registrasse superávit ao invés de déficit.
O secretário disse ainda que o Brasil exportou no ano passado cerca de 15
milhões de toneladas a mais do produto, e mesmo assim arrecadou menos. A
queda no preço do minério de ferro foi provocada pelo aumento da produção
mundial e pela menor demanda.
IMPORTAÇÕES:
2010
A invasão de importados no Brasil bate todos os recordes. Pelos dados oficiais
de 70 governos, o país está enfrentando a maior expansão de importações em
2010 entre os membros do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) e
entre todas as economias que tiveram seus dados compilados pela
Organização Mundial do Comércio (OMC). A comparação entre o que o Brasil
importou em dezembro de 2009 e setembro deste ano mostra um aumento das
importações de 46%. Em qualquer outra comparação entre 2009 e 2010, o
Brasil também lidera em expansão de importações.
O real valorizado e o crescimento do mercado doméstico são os principais
motivos do fenômeno. No fim de dezembro do ano passado, o Brasil importava
12,8 bilhões de dólares. Em setembro de 2010, esse volume já chegava a 18,7
bilhões de dólares. Em outubro, o volume chegou a cair um pouco, mas nada
que tenha modificado a trajetória. Setembro bateu recorde em volume de
importações no país. Em comparação com a média dos meses de 2006, o valor
é três vezes maior. Em relação a setembro de 2009, o Brasil também tem a
maior taxa de expansão, de 43%. Na China, a alta havia sido de 24%, ante
34% na Rússia. Nenhuma das 70 economias avaliadas teve variação tão
grande como a do Brasil entre dezembro de 2009 e o fim do terceiro trimestre
de 2010.
O Brasil já aparece nas estatísticas americanas como o parceiro comercial com
o qual os Estados Unidos têm o maior superávit. Com a Europa, a situação se
repete. O superávit que o Brasil tinha com os europeus desde 1999 foi zerado
no terceiro trimestre, ainda que o governo aposte que as vendas de fim de ano
fará com que o ano termine com superávit a favor do Brasil. O resultado
contrasta com os números de 2007, quando o país havia obtido saldo positivo
de 11,5 bilhões de dólares, amplamente favoráveis às contas nacionais.
2011
Produtos mais importados pelo Brasil e porcentagem do valor importado:
- Petróleo Bruto: 6,2%
- Automóveis: 5,3%
- Óleos Combustíveis: 3,5%
- Autopeças: 2,8%
- Medicamentos: 2,6%
- Nafta: 2,1%
- Componentes eletrônicos: 1,9%
- Peças de recepção e transmissão: 1,6%
- Cloreto de potássio: 1,5%
- Geradores e motores elétricos: 1,4%
- Compostos heterocíclicos: 1,3%
- Instrumentos de medição: 1,3%
- Gás Natural: 1,2%
2012
Em 2012, o coeficiente de participação de bens importados no consumo
doméstico foi 21,6%. O percentual é o maior desde o início da série histórica,
em 1996. De acordo com a entidade, o resultado reflete perda de
competitividade dos produtos industriais nacionais ante os importados.
As importações cresceram mais nos grupos informática, eletrônicos e óticos
(elevação de 6,4 pontos percentuais em relação a 2011), máquinas e materiais
elétricos (4,8 pontos percentuais), Farma químicos e farmacêuticos (4,6 pontos
percentuais) e máquinas e equipamentos (igualmente 4,6 pontos percentuais).
A participação nos insumos adquiridos pela indústria, que mostra o volume de
importados usado na produção nacional, ficou em 23,2%, com aumento de 1,9
ponto percentual em comparação com o resultado de 2011.
2013
O resultado do ano de 2013 representa uma forte piora em relação a 2012 -
quando foi contabilizado um superávit de US$ 19,39 bilhões nas transações
comerciais do Brasil com o exterior. Com isso, o saldo positivo da balança caiu
86% em 2013, informou o governo. Em 2011, o saldo positivo havia sido maior
ainda: de US$ 29,79 bilhões.
No último ano, ainda segundo números oficiais, as exportações somaram US$
242,17 bilhões, com média diária de US$ 957 milhões e queda de 1% frente ao
ano anterior, ao mesmo tempo em que as importações totalizaram US$ 239,61
bilhões no último ano – com média de US$ 947 milhões por dia útil e alta de 6,5%
sobre 2012.
De acordo com o governo, a piora do resultado comercial do ano passado está
relacionada, principalmente, com o processo de manutenção de plataformas de
petróleo no Brasil, que resultaram na queda da produção ao longo de 2013, e,
também, com o aumento da importação de combustíveis para atender à demanda
da economia brasileira.
Somente a chamada "conta petróleo", que engloba as transações comerciais deste
produto, e de combustíveis e lubrificantes, resultou em um déficit comercial
(importações maiores do que vendas externas) superior a US$ 20,27 bilhões em
2013 - contra um saldo negativo de US$ 5,59 bilhões no ano anterior.
O fraco resultado da balança comercial no ano passado também tem relação com
a crise financeira internacional - que diminui as exportações brasileiras.
Também houve, em 2013, atraso na contabilização da importação de combustíveis
e derivados. Isso aconteceu porque, em de 2012, a Receita Federal editou a
instrução normativa 1.282, que concedeu um prazo de até 50 dias para registro
das importações de combustíveis e derivados feitas pela Petrobras. Normalmente,
as empresas têm 20 dias para fazer o registro.
Com isso, cerca de US$ 4,5 bilhões em importações de petróleo e derivados que
aconteceram, de fato, em 2012 foram contabilizadas somente neste ano pelo
governo federal - impactando para baixo o resultado de 2013 na mesma
proporção.
Os dados oficiais mostram, porém, que o saldo comercial do ano passado só foi
positivo por conta da “exportação” de plataformas de petróleo que, na realidade,
nunca deixaram o Brasil. Essas operações somaram US$ 7,73 bilhões em 2013.
2014
Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que
vendas externas) de US$ 3,93 bilhões, o pior resultado para um ano fechado
desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o
primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior
ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.
De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado
aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities"
(produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e
alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos
principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com
importação de combustíveis.
REFERENCIAL TEORICO:
Froufe e Martins, do Estadão Conteúdo. Abril/2015.
Cury e Cardoso, do G1, em São Paulo e no Rio. Março/2015.
Revista Exame, ed. 04 de 2016.
[Link]/contasdogoverno, acesso em 18/06/2016.
[Link], acesso em 20/06/2016.
[Link], acesso em 18/06/2016.
[Link], acesso em 19/06/2016.
[Link], acesso em 20/06/2016.
[Link]/economia/noticia/2015/01/balanca-comercial-registra-em-2014-
[Link]
Agência Estado, São Paulo. Março/2012.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Dezembro/2013.
Coeficientes de Abertura Comercial, feito pela CNI em parceria com a
Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).