DIAGNÓSTICO
SITUACIONAL
DE ESTÁGIO
INTEGRANTES
Erika Solange Gomez Chipana - RGM: 32135068
Maria Carvalho Gonçalves - RGM: 31242367
Maria Thaís Alves Pereira - RGM: 31453015
DIAGNÓSTICO SITUACIONAL
UNIDADE DE ESTÁGIO
Localizado na Vila Monumento, zona sul de São Paulo
Instituição de Longa Permanência para Idosos - ILPI
Rede privada
Atendimento à idosos
Grau de dependência: 1,2 e 3
Atendimento 24 horas
Capacidade máxima de 43 leitos, dos quais, 40 ocupados.
ILPI:
Instituição de Longa Permanência para Idosos
A instituição possui estrutura física adequada; com dormitórios,
refeitório, área externa para convivência e posto de enfermagem,
mas enfrenta carência de recursos humanos, especialmente nas
áreas de fisioterapia e psicologia. Atendimento médico uma vez
por semana.
FRAGILIDADES
Negligência no manuseio de insumos na realização de procedimentos;
Fragilidade de interação familiar dos residentes;
Carência de atendimento nas áreas de fisioterapia e psicologia;
Equipe de enfermagem deficiente;
Realização de curativo sem técnica asséptica;
Higienização das mãos deficiente;
Utilização comunitária de seringas em pacientes em uso de Gastrostomia (GTT) e
cateter nasoenteral (CNE), além de reutilização de sondas.
Equipos de dieta sem data e tampa oclusora;
Compartilhamento de roupas entre os residentes;
Utilização da mesma luva para vários procedimentos, contaminando diversos espaços,
utensílios/dispositivos invasivos:( recipientes, GTT, CNE);
Quantidade insuficiente de colchões piramidais em todos os pacientes, principalmente nos
acamados;
Ausência de POPs;
Deficiência nos equipamentos de utilização dos pacientes (cama, cadeiras de roda e cadeiras
higiênicas);
Pacientes apresentando LPP;
Deficiência na mudança de decúbito.
Organograma hierárquico da equipe de enfermagem
QUANTIDADE
1 enfermeiro RT para todos os plantões
6 auxiliares de enfermagem
4 técnicos de enfermagem
PROJETO DE INTERVENÇÃO
INTRODUÇÃO
PONTO DE MELHORIA
Utilização comunitária de seringas em pacientes em uso de
Gastrostomia (GTT) e cateter nasoenteral (CNE), além de reutilização
de sondas.
DIAGRAMA DE ISHKAWA
OBJETIVO/ META:
Diminuir o risco de infecção cruzada em pacientes em uso de GTT
e CNE.
MATERIAL/ MÉTODO
Recursos Físicos:
Área exclusiva e limpa para preparo da dieta enteral;
Lavabo com pia, sabão líquido e papel toalha para higiene das mãos;
Leito com cabeceira articulada ou suporte que permita elevação entre 30–45º;
Local com boa iluminação e ventilação para avaliação e curativo do estoma.
Recursos Humanos:
Equipe de enfermagem
Recursos Financeiros:
Custos diretos
Aquisição regular de sondas.
Compra de insumos (seringas, equipo, tampas oclusoras, EPIs, antissépticos)
Reposição periódica de materiais - gaze, soro fisiológico - para curativos.
Investimento em dietas enterais industrializadas
Custos indiretos
Treinamento e capacitação da equipe
Adequação de infraestrutura física (área de preparo de dieta, armazenamento)
Manutenção preventiva de equipamentos ( exemplo bombas de infusão)
MOMENTO ESTRATÉGICO: Implementação de rotina
institucional para prevenção de infecção
MOMENTO TÁTICO - OPERACIONAL
- Observar a utilização correta das seringas ao administrar medicação, água, dieta via GTT e CNE. -
Enfermeiro.
- Higienizar as mãos antes e após a manipulação dos pacientes - Técnico/Auxiliar.
- Colocar data nos equipos e proteger a ponta ao desconectá-la - Técnico/Auxiliar.
- Realizar troca dos equipos na data correta - Técnico/Auxiliar.
- Armazenar as seringas identificadas com o nome do paciente em bandeja individual - Técnico/Auxiliar.
- Fiscalizar se o protocolo está sendo cumprido - Enfermeiro.
- Realizar reciclagem de treinamento do pessoal - Enfermeiro.
- Implantar POPs - Enfermeiro.
ESTRATÉGIA: ROTINA DIÁRIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM
Antes do manuseio:
Higienizar Reunir todo o material Utilizar Equipamentos
as mãos necessário, de Proteção
verificando validade Individual (EPI)
Durante o manuseio:
Realizar lavagem da sonda
Evitar tocar a extremidade do Usar técnica asséptica na com água filtrada e fervida
equipo ou a conexão da sonda conexão e desconexão do ou solução prescrita
com as mãos ou superfícies equipo. (geralmente 20-40 mL)
contaminadas. antes e após a
administração da dieta e
Após o manuseio: medicação
Descartar seringas, equipos e
Limpar e desinfetar a Lavar novamente as mãos
materiais de uso único sem
bancada utilizada após o procedimento.
reutilização.
otina de
R
Trocas e
Cuidados
Gerais
ESTRATÉGIA: ROTINA DIÁRIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM
CUIDADOS COM DIETA ENTERAL
Preparar a dieta em local limpo, exclusivo e com boa iluminação.
Higienizar as mãos antes de manipular a dieta.
-Identificar frascos e equipos com nome do paciente, data e horário de instalação.
-Manter dieta sob refrigeração até o momento de uso.
-Evitar deixar o equipo conectado por mais de 6 horas contínuas (ou conforme prescrição).
ORIENTAÇÕES GERAIS À EQUIPE
Nunca compartilhar materiais (seringas, equipos) entre pacientes.
Registrar todos os cuidados realizados e intercorrências no prontuário.
Educar e treinar periodicamente a equipe sobre prevenção de infecção e manuseio
seguro das sondas.
Comunicar imediatamente qualquer sinal de infecção ao enfermeiro responsável
AVALIAÇÃO:
Indicadores de Qualidade: Adesão à norma preconizada pela equipe
multiprofissional da instituição, visando a diminuição do risco de infecção
cruzada entre os residentes, para melhor qualidade de vida.
Para avaliar se a rotina está sendo eficaz, podem ser usados
indicadores como:
Taxa de infecção relacionada à GTT/CNE.
Adesão à higiene das mãos (por observação direta).
REFERÊNCIAS
Minicucci MF, Silva GF, Matsui M, Inoue RMT, Zornoff LAM, Matsubara LS, et al. O uso da gastrostomia
percutânea endoscópica. Rev Nutr. [online] 2005. [citado 2025]; 18(4): 554-59. Disponível em:
[Link]
Shimabukuro PMS, Morais RB, Carmo ACF, Lisboa TC, Taminato M. Complicações e cuidados pós-
gastrostomia em adultos e idosos: revisão de escopo. Acta Paul Enferm. [online] 2025. [citado 2025];
(38): 1-11. Disponível em: [Link]
format=pdf&lang=pt
Boás PJFV, Ferreira ALA. Infecção em idosos internados em instituição de longa permanência. Rev.
Assoc. Med. Bras. [online] 2007. [citado 2025]; 53(2): 126-29. Disponível em:
[Link]
Obrigada
pela
atenção!