CONTROLE DE QUALIDADE FÍSICO-
QUÍMICO
CROMATOGRAFIA
PROF. DOUGLAS
MELO
CROMATOGRAFIA NO CONTROLE DE QUALIDADE DE
MEDICAMENTOS
CONTEXTUALIZAÇÃO
Q1 – Cromatograma com dois picos (A e B)
Indica que se trata de um experimento de
cromatografia onde foram detectadas duas
substâncias, A e B, gerando dois picos distintos no
gráfico.
2. Eixo X – Tempo (min)
Unidade: minutos (min)
Representa o tempo de retenção (tₙ), ou seja, o
tempo que cada substância leva para sair (ou eluir) da
coluna e ser detectada.
Cada substância possui um tempo de retenção
3. Eixo Y – Sinal (u.a.)
característico:
Unidade: u.a. (unidades arbitrárias)
t₀ (tempo morto): cerca de 1 minuto
Indica a intensidade do sinal detectado, que é
tA: cerca de 2,7 minutos
proporcional à quantidade da substância que saiu da
tB: cerca de 4,1 minutos
coluna naquele instante.
Picos mais altos → maior concentração da substância.
4 Linha laranja contínua
Representa o sinal cromatográfico detectado ao
longo do tempo.
Cada pico nessa linha corresponde a uma substância
separada.
5 Picos A e B
Cada pico corresponde a uma substância diferente:
Pico A: primeiro composto que interage menos com a
fase estacionária → sai primeiro.
Pico B: composto que interage mais com a fase
estacionária → sai depois.
O tempo de retenção (tₙ) de cada pico é determinado
pela linha pontilhada vertical.
6. Linha tracejada laranja – Tempo morto (t₀)
tempo morto (t₀) é o tempo que o solvente ou uma
substância não retida leva para atravessar a coluna.
Representa o limite inferior do tempo de retenção:
Substâncias que não interagem com a fase estacionária
saem nesse tempo.
Serve como referência para calcular fatores cromatográficos
como o fator de capacidade (k’):
7. Linhas pontilhadas verticais (em cada pico)
Marcam os tempos de retenção (tR) das substâncias A e B:
𝑡𝑅 𝐴 2,7 ≈min
𝑡𝑅 𝐵 4,1 ≈min
São usados para identificar as substâncias e calcular parâmetros como resolução
(Rs) e eficiência (N).
Letras “A” e “B”
Rótulos que identificam cada substância.
O posicionamento no topo do pico facilita a leitura visual
dos tempos de retenção.
9 Interpretação geral
O gráfico mostra duas substâncias bem separadas (sem sobreposição entre os
picos).
Isso indica que a fase estacionária e a fase móvel foram adequadamente escolhidas
para separar A e B.
A diferença de tempos de retenção revela que A tem menor afinidade pela fase
estacionária do que B.
EXERCÍCIOS DE SALA
1-O cromatograma abaixo apresenta o pico de um analito e de um padrão externo.
A equação da curva de calibração é:
ˊ
Area = 12 500 ⋅ 𝐶 + 500
Sabendo que a área do pico do analito é 25 500 e que a amostra foi diluída 1→5, determine:
a) A concentração do analito na amostra injetada;
b) A concentração na amostra original.
Resolução
25 500 − 500
𝐶inj = = 2,00 mg.L−1
12 500
𝐶original = 2,00 × 5 = 10,0 mg.L−1
2-No cromatograma de um fármaco foram obtidas as seguintes áreas de pico:
API (fármaco): 980 000
Impureza A: 12 000
Impureza B: 8 000
Assumindo resposta equivalente do detector para todos os componentes (ou seja, sem fatores de
resposta específicos), calcule a porcentagem em área de cada componente pelo método de
normalização. Resolução
Passo 1 — Somar as áreas de todos os picos relevantes
𝐴 𝑇 = 𝐴API + 𝐴Imp A + 𝐴Imp B
= 980 000 + 12 000 + 8 000 = 1 000 000
Passo 2 — Calcular a % de cada componente
𝐴componente
% componente = × 100
𝐴𝑇
API
980 000
%API = × 100 = 98,0%
1 000 000
Impureza A
12 000
%Imp A = × 100 = 1,20%
1 000 000
Impureza B
8 000
%Imp B = × 100 = 0,80%
1 000 000
3-Um método cromatográfico utiliza padrão interno (IS). Foram obtidos os seguintes
dados:
Situação (C_A) (mg·L⁻¹) (C_{IS}) (mg·L⁻¹) (A_A) (área) (A_{IS}) (área)
Padrão (STD) 20,0 25,0 240 000 300 000
Amostra (AM) — — 180 000 250 000
A amostra foi diluída 1→4 (DF = 4). Passo 1 — Calcular o fator de resposta (𝐹)
com o padrão
Pede-se: a concentração do analito na amostra original.
𝐴𝐴 /𝐶𝐴 240 000/20,0 12 000
𝐹= = =
𝐴𝐼𝑆 /𝐶𝐼𝑆 300 000/25,0 12 000
= 1,00
Passo 2 — Determinar a concentração do
analito na solução injetada da amostra
inj 𝐴𝐴am 180 000
𝐶𝐴 = 𝐹 ⋅ am ⋅ 𝐶𝐼𝑆 = 1,00 ⋅ ⋅ 25,0
𝐴𝐼𝑆 250 000
= 0,72 ⋅ 25,0 = 18,0 mg.L−1
Passo 3 — Corrigir a diluição para obter a
concentração na amostra original
orig inj
𝐶𝐴 = 𝐶𝐴 × DF = 18,0 × 4 = 72,0 mg.L−1
4-Um analista está quantificando um fármaco por HPLC usando curva
externa. O cromatógrafo gera o seguinte resultado para os padrões:
Padrão Concentração (µg/mL) Área do pico (unid. de área)
1 5 520
2 10 1040
3 15 1540
4 20 2050
O software do HPLC fornece a reta de calibração:
ˊ
Area = 102 ⋅ 𝐶 + 10 onde C é a concentração em µg/mL.
Uma amostra desconhecida foi injetada e o cromatograma mostrou um pico do analito com área = 1550.
Pergunta:
[Link] a concentração do analito na solução injetada (µg/mL)?
[Link] essa solução foi preparada dissolvendo 50,0 mg de comprimidos em 100,0 mL, a amostra apresenta o teor
correto de 10 mg/mL?
1) Concentração da solução injetada 2) Comparação com o teor esperado
Equação da reta: Teor declarado: 10 mg/mL
ˊ A solução foi feita dissolvendo 50,0 mg em
Area = 102 ⋅ 𝐶 + 10
100,0 mL.
Substitui a área da amostra (1550):
Teor teórico:
1550 = 102 ⋅ 𝐶 + 10 50,0 mg
Isola 𝐶: 𝐶 ˊ = = 0,5 mg/mL
1550 − 10 = 102 ⋅ 𝐶 teorica 100,0 mL
1540 = 102 ⋅ 𝐶
1540 = 500 𝜇g/mL
𝐶= ≈ 15,10 𝜇g/mL
102
% do rótulo, assumindo que 15,1 µg/mL deveria ser 500 µg/mL:
15,1
%= × 100 ≈ 3% Houve erro de preparo
500
EXERCICIOS
1- Um cromatograma apresentou os picos de um analito e de um padrão externo.
A curva de calibração para o analito é:
𝐴 = 8 000 ⋅ 𝐶 + 200
A área do pico da amostra foi 16 200, e a amostra foi diluída 1 → 10 antes da leitura.
Determine:
a) A concentração do analito na solução injetada.
b) A concentração na amostra original.
2-A curva de calibração de um analito obtida por CLAE foi:
𝐴 = 15 000 ⋅ 𝐶 + 1 000
A área medida da amostra foi 46 000, após uma diluição 1 → 4.
Calcule:
a) A concentração do analito na solução injetada.
b) A concentração da amostra original.
3-No cromatograma de um fármaco foram obtidas as seguintes áreas de pico:
•API (fármaco): 745 000
•Impureza A: 18 500
•Impureza B: 9 500
•Impureza C: 2 000
Assumindo resposta equivalente do detector para todos os componentes (ou seja, sem fatores de
resposta específicos), calcule a porcentagem em área de cada componente pelo método
de normalização.
4-No cromatograma de um comprimido analgésico foram obtidas as seguintes áreas de pico:
•API (fármaco): 563 000
•Degradante A: 14 000
•Degradante B: 7 000
•Componente desconhecido: 3 000
Assumindo resposta equivalente do detector para todos os componentes (sem fatores de resposta
específicos), calcule a porcentagem em área de cada componente pelo método de
normalização.