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Fundamentos de Matemática Básica

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Prefeitura de Guaraciaba Do Norte - CE

Matemática

Conjuntos numéricos: números naturais, inteiros e racionais. Operações fundamentais:


adição, subtração, multiplicação e divisão........................................................................ 1
Noções de lógica............................................................................................................... 15
Resolução de problemas................................................................................................... 20
Regra de três simples....................................................................................................... 26

Matemática
Porcentagem..................................................................................................................... 27
Geometria básica.............................................................................................................. 29
Sistema monetário brasileiro............................................................................................. 46
Sistema de medidas: comprimento, superfície, volume, massa, capacidade e tempo..... 49
Fundamentos de estatística.............................................................................................. 55
Raciocínio lógico............................................................................................................... 57
Questões........................................................................................................................... 60
Gabarito............................................................................................................................. 68
Conjuntos numéricos: números naturais, inteiros e racionais. Operações fundamen-
tais: adição, subtração, multiplicação e divisão

O agrupamento de termos ou elementos que associam características semelhantes é denominado conjunto.


Quando aplicamos essa ideia à matemática, se os elementos com características semelhantes são números,
referimo-nos a esses agrupamentos como conjuntos numéricos.
Em geral, os conjuntos numéricos podem ser representados graficamente ou de maneira extensiva, sendo
esta última a forma mais comum ao lidar com operações matemáticas. Na representação extensiva, os números
são listados entre chaves {}. Caso o conjunto seja infinito, ou seja, contenha uma quantidade incontável de
números, utilizamos reticências após listar alguns exemplos. Exemplo: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, …}.
Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois são os mais utilizados em problemas e questões
durante o estudo da Matemática. Esses conjuntos são os Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais.

CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (ℕ)


O conjunto dos números naturais é simbolizado pela letra N e compreende os números utilizados para
contar e ordenar. Esse conjunto inclui o zero e todos os números positivos, formando uma sequência infinita.
Em termos matemáticos, os números naturais podem ser definidos como ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}
O conjunto dos números naturais pode ser dividido em subconjuntos:
ℕ* = {1, 2, 3, 4…} ou ℕ* = ℕ – {0}: conjunto dos números naturais não nulos, ou sem o zero.
ℕp = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais pares.
ℕi = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais ímpares.
P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.

Operações com Números Naturais


Praticamente, toda a Matemática é edificada sobre essas duas operações fundamentais: adição e
multiplicação.

1
Adição de Números Naturais
A primeira operação essencial da Aritmética tem como objetivo reunir em um único número todas as unidades
de dois ou mais números.
Exemplo: 6 + 4 = 10, onde 6 e 4 são as parcelas e 10 é a soma ou o total.
Subtração de Números Naturais
É utilizada quando precisamos retirar uma quantidade de outra; é a operação inversa da adição. A subtração
é válida apenas nos números naturais quando subtraímos o maior número do menor, ou seja, quando quando
a-b tal que a ≥ b.
Exemplo: 200 – 193 = 7, onde 200 é o Minuendo, o 193 Subtraendo e 7 a diferença.
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o subtraendo como subtrativo.
Multiplicação de Números Naturais
É a operação que visa adicionar o primeiro número, denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes
quantas são as unidades do segundo número, chamado multiplicador.
Exemplo: 3 x 5 = 15, onde 3 e 5 são os fatores e o 15 produto.
- 3 vezes 5 é somar o número 3 cinco vezes: 3 x 5 = 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15. Podemos no lugar do “x” (vezes)
utilizar o ponto “. “, para indicar a multiplicação).
Divisão de Números Naturais
Dados dois números naturais, às vezes precisamos saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro.
O primeiro número, que é o maior, é chamado de dividendo, e o outro número, que é menor, é o divisor. O
resultado da divisão é chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente, obtemos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural, e, nesses casos, a divisão não é exata.

Princípios fundamentais em uma divisão de números naturais


– Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o dividendo. 45 : 9 = 5
– Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor pelo quociente. 45 = 5 x 9
– A divisão de um número natural n por zero não é possível, pois, se admitíssemos que o quociente fosse q,
então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão
de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita impossível.
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Naturais
Para todo a, b e c em ℕ

1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)

2) Comutativa da adição: a + b = b + a

3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a

2
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)

5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a

6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a

7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac

8) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab – ac

9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.
Exemplos:

1) Em uma gráfica, a máquina utilizada para imprimir certo tipo de calendário está com defeito, e, após
imprimir 5 calendários perfeitos (P), o próximo sai com defeito (D), conforme mostra o esquema.
Considerando que, ao se imprimir um lote com 5 000 calendários, os cinco primeiros saíram perfeitos e o
sexto saiu com defeito e que essa mesma sequência se manteve durante toda a impressão do lote, é correto
dizer que o número de calendários perfeitos desse lote foi
(A) 3 642.
(B) 3 828.
(C) 4 093.
(D) 4 167.
(E) 4 256.
Solução: Resposta: D.
Vamos dividir 5000 pela sequência repetida (6):

5000 / 6 = 833 + resto 2.


Isto significa que saíram 833. 5 = 4165 calendários perfeitos, mais 2 calendários perfeitos que restaram na
conta de divisão.
Assim, são 4167 calendários perfeitos.

2) João e Maria disputaram a prefeitura de uma determinada cidade que possui apenas duas zonas eleitorais.
Ao final da sua apuração o Tribunal Regional Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da eleição.
A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral


João 1750 2245
Maria 850 2320
Nulos 150 217
Brancos 18 25
Abstenções 183 175
(A) 3995

3
(B) 7165
(C) 7532
(D) 7575
(E) 7933
Solução: Resposta: E.
Vamos somar a 1ª Zona: 1750 + 850 + 150 + 18 + 183 = 2951

2ª Zona: 2245 + 2320 + 217 + 25 + 175 = 4982


Somando os dois: 2951 + 4982 = 7933
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (ℤ)
O conjunto dos números inteiros é denotado pela letra maiúscula Z e compreende os números inteiros
negativos, positivos e o zero.
ℤ = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4,…}

O conjunto dos números inteiros também possui alguns subconjuntos:


ℤ+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos.
ℤ- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não positivos.
ℤ*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos e não nulos, ou seja, sem o zero.
ℤ*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não positivos e não nulos.
Módulo
O módulo de um número inteiro é a distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica
inteira. Ele é representado pelo símbolo | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +6 é 6 e indica-se |+6| = 6
O módulo de –3 é 3 e indica-se |–3| = 3
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
Números Opostos
Dois números inteiros são considerados opostos quando sua soma resulta em zero; dessa forma, os pontos
que os representam na reta numérica estão equidistantes da origem.
Exemplo: o oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0. Em termos gerais, o
oposto, ou simétrico, de “a” é “-a”, e vice-versa; notavelmente, o oposto de zero é o próprio zero.

4
— Operações com Números Inteiros

Adição de Números Inteiros


Para facilitar a compreensão dessa operação, associamos a ideia de ganhar aos números inteiros positivos
e a ideia de perder aos números inteiros negativos.
Ganhar 3 + ganhar 5 = ganhar 8 (3 + 5 = 8)
Perder 4 + perder 3 = perder 7 (-4 + (-3) = -7)
Ganhar 5 + perder 3 = ganhar 2 (5 + (-3) = 2)
Perder 5 + ganhar 3 = perder 2 (-5 + 3 = -2)
Observação: O sinal (+) antes do número positivo pode ser omitido, mas o sinal (–) antes do número
negativo nunca pode ser dispensado.

Subtração de Números Inteiros


A subtração é utilizada nos seguintes casos:
– Ao retirarmos uma quantidade de outra quantidade;
– Quando temos duas quantidades e queremos saber a diferença entre elas;
– Quando temos duas quantidades e desejamos saber quanto falta para que uma delas atinja a outra.
A subtração é a operação inversa da adição. Concluímos que subtrair dois números inteiros é equivalente a
adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
Observação: todos os parênteses, colchetes, chaves, números, etc., precedidos de sinal negativo têm seu
sinal invertido, ou seja, representam o seu oposto.
Multiplicação de Números Inteiros
A multiplicação funciona como uma forma simplificada de adição quando os números são repetidos.
Podemos entender essa situação como ganhar repetidamente uma determinada quantidade. Por exemplo,
ganhar 1 objeto 15 vezes consecutivas significa ganhar 30 objetos, e essa repetição pode ser indicada pelo
símbolo “x”, ou seja: 1+ 1 +1 + ... + 1 = 15 x 1 = 15.
Se substituirmos o número 1 pelo número 2, obtemos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 = 15 x 2 = 30
Na multiplicação, o produto dos números “a” e “b” pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.
Divisão de Números Inteiros

5
Divisão exata de números inteiros
Considere o cálculo: - 15/3 = q à 3q = - 15 à q = -5
No exemplo dado, podemos concluir que, para realizar a divisão exata de um número inteiro por outro
número inteiro (diferente de zero), dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
No conjunto dos números inteiros Z, a divisão não é comutativa, não é associativa, e não possui a propriedade
da existência do elemento neutro. Além disso, não é possível realizar a divisão por zero. Quando dividimos zero
por qualquer número inteiro (diferente de zero), o resultado é sempre zero, pois o produto de qualquer número
inteiro por zero é igual a zero.
Regra de sinais

Potenciação de Números Inteiros


A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado
a base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a , ou seja, a é multiplicado por a n vezes.

– Qualquer potência com uma base positiva resulta em um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é par, então o resultado é um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é ímpar, então o resultado é um número inteiro negativo.

6
Radiciação de Números Inteiros
A radiciação de números inteiros envolve a obtenção da raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro
a. Esse processo resulta em outro número inteiro não negativo, representado por b, que, quando elevado à
potência n, reproduz o número original a. O índice da raiz é representado por n, e o número a é conhecido como
radicando, posicionado sob o sinal do radical.
A raiz quadrada, de ordem 2, é um exemplo comum. Ela produz um número inteiro não negativo cujo
quadrado é igual ao número original a.
Importante observação: não é possível calcular a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto
dos números inteiros.
É importante notar que não há um número inteiro não negativo cujo produto consigo mesmo resulte em um
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que gera outro número inteiro. Esse número,
quando elevado ao cubo, é igual ao número original a. É crucial observar que, ao contrário da raiz quadrada,
não restringimos nossos cálculos apenas a números não negativos.

7
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros
Para todo a, b e c em ℤ

1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)

2) Comutativa da adição: a + b = b +a

3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a

4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0

5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)

6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a

8
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a

8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac

9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac

10) Elemento inverso da multiplicação: para todo inteiro a ≠ 0, existe um inverso a–1 = 1/a em ℤ, tal que, a
. a = a . (1/a) = 1
–1

11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.
Exemplos:

1) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado dos materiais em geral e
dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica
elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que
cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e
(-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total
de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Solução: Resposta: A.

50-20=30 atitudes negativas

20.4=80

30.(-1)=-30

80-30=50

2) Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00

9
Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00
Solução: Resposta: D.
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (ℚ)
Os números racionais são aqueles que podem ser expressos na forma de fração. Nessa representação, tanto
o numerador quanto o denominador pertencem ao conjunto dos números inteiros, e é fundamental observar
que o denominador não pode ser zero, pois a divisão por zero não está definida.
O conjunto dos números racionais é simbolizado por Q. Vale ressaltar que os conjuntos dos números naturais
e inteiros são subconjuntos dos números racionais, uma vez que todos os números naturais e inteiros podem
ser representados por frações. Além desses, os números decimais e as dízimas periódicas também fazem parte
do conjunto dos números racionais.

Representação na reta:

Também temos subconjuntos dos números racionais:


ℚ* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado pelos números racionais sem o zero.
ℚ+ = subconjunto dos números racionais não negativos, formado pelos números racionais positivos.
ℚ*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado pelos números racionais positivos e não nulos.
ℚ- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado pelos números racionais negativos e o zero.
ℚ*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado pelos números racionais negativos e não
nulos.

10
Representação Decimal das Frações
Tomemos um número racional a/b, tal que a não seja múltiplo de b. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:

1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:

2/5 = 0,4

1/4 = 0,25

2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:

1/3 = 0,333...

167/66 = 2,53030...
Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com uma característica
especial: existe um período.

Para converter uma dízima periódica simples em fração, é suficiente utilizar o dígito 9 no denominador para
cada quantidade de dígitos que compõe o período da dízima.
Exemplos:

1) Seja a dízima 0, 333....


Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3), então vamos colocar um 9 no denominador
e repetir no numerador o período.

3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
9

2) Seja a dízima 1, 23434...


O número 234 é formado pela combinação do ante período com o período. Trata-se de uma dízima perió-
dica composta, onde há uma parte não repetitiva (ante período) e outra que se repete (período). No exemplo
dado, o ante período é representado pelo número 2, enquanto o período é representado por 34.
Para converter esse número em fração, podemos realizar a seguinte operação: subtrair o ante período do
número original (234 - 2) para obter o numerador, que é 232. O denominador é formado por tantos dígitos 9
quanto o período (dois noves, neste caso) e um dígito 0 para cada dígito no ante período (um zero, neste caso).

11
Assim, a fração equivalente ao número 234 é 232/990

611
Simplificando por 2, obtemos x = , a fração geratriz da dízima 1, 23434...
495
Módulo ou valor absoluto
Refere-se à distância do ponto que representa esse número até o ponto de abscissa zero.

Inverso de um Número Racional

— Operações com números Racionais

Soma (Adição) de Números Racionais


Como cada número racional pode ser expresso como uma fração, ou seja, na forma de a/b, onde “a” e “b”

são números inteiros e “b” não é zero, podemos definir a adição entre números racionais da seguinte forma: a
b
e c , da mesma forma que a soma de frações, através de:
d

Subtração de Números Racionais

A subtração de dois números racionais, representados por a e b, é equivalente à operação de adição do


número p com o oposto de q. Em outras palavras, a – b = a + (-b)

a c ad − b
c
- =
b d bd

12
Multiplicação (produto) de Números Racionais

O produto de dois números racionais é definido considerando que todo número racional pode ser expresso
na forma de uma fração. Dessa forma, o produto de dois números racionais, representados por a e b é obtido
multiplicando-se seus numeradores e denominadores, respectivamente. A expressão geral para o produto de
dois números racionais é a.b. O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b ×
c/d, a/b.c/d. Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais
que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
dois números com sinais diferentes é negativo.

Divisão (Quociente) de Números Racionais

A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso
de q, isto é: p ÷ q = p × q-1

Potenciação de Números Racionais

A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o


número n é o expoente. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.

qn = q × q × q × q × ... × q, ou seja, q aparece n vezes.

Radiciação de Números Racionais


Se um número é representado como o produto de dois ou mais fatores iguais, cada um desses fatores é
denominado raiz do número. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.

Propriedades da Adição e Multiplicação de Números Racionais

1) Fechamento: o conjunto ℚ é fechado para a operação de adição e multiplicação, isto é, a soma e a


multiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.

2) Associativa da adição: para todos a, b, c em ℚ: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c

3) Comutativa da adição: para todos a, b em ℚ: a + b = b + a

4) Elemento neutro da adição: existe 0 em ℚ, que adicionado a todo q em ℚ, proporciona o próprio q, isto
é: q + 0 = q

13
5) Elemento oposto: para todo q em ℚ, existe -q em ℚ, tal que q + (–q) = 0

6) Associativa da multiplicação: para todos a, b, c em ℚ: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c

7) Comutativa da multiplicação: para todos a, b em ℚ: a × b = b × a

8) Elemento neutro da multiplicação: existe 1 em ℚ, que multiplicado por todo q em ℚ, proporciona o próprio
q, isto é: q × 1 = q

9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = a em ℚ, q diferente de zero, existe :


b
b a b
q-1 = em ℚ: q × q-1 = 1 x =1
a b a
10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em ℚ: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )

Exemplos:

1) Na escola onde estudo, 1/4 dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a
matemática como favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração representa os
alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2
Solução: Resposta: B.
Somando português e matemática:

O que resta gosta de ciências:

2) Simplificando a expressão abaixo

Obtém-se :
(A) ½
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
Solução: Resposta: B.

14
1,3333...= 12/9 = 4/3

1,5 = 15/10 = 3/2

Noções de lógica

PROPOSIÇÃO
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo. Elas
transmitem pensamentos, isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados
conceitos ou entes.
Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a proposição é verdadeira (V), e
uma falsidade, se a proposição é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores lógicos
verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tem-
po.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso.

“Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que são: V ou F.”
Classificação de uma proposição
Elas podem ser:
• Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a
proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem? – Fez Sol ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a televisão.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão
paradoxal) – O cachorro do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso,
nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou sentença lógica.
Proposições simples e compostas
• Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém nenhuma outra proposição como parte
integrante de si mesma. As proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., cha-
madas letras proposicionais.

Exemplos
r: Thiago é careca.
s: Pedro é professor.

15
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de
duas ou mais proposições simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas
P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.

Exemplo

P: Thiago é careca e Pedro é professor.


ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Exemplos:
1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
– A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7.
– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.
Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma
sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do
resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos
considerando a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interroga-
tiva.
Resposta: B.
CONECTIVOS (CONECTORES LÓGICOS)
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se
os conectivos. São eles:

OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA TABELA VERDADE

Negação ~ Não p

16
Conjunção ^ peq

Disjunção Inclusiva v p ou q

Disjunção Exclusiva v Ou p ou q

Condicional → Se p então q

Bicondicional ↔ p se e somente se q

Exemplo:
2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da lingua-
gem comum) ou símbolos (da linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras
formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação,
respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:

17
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbo-
lo ∧. A negação é representada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por
exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma proposição composta do tipo condicional (Se, então) é
representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.
TABELA VERDADE
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das propo-
sições simples que a compõe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos
valores lógicos das proposições simples componentes, ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.
• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram,
sendo dado pelo seguinte teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém
2 linhas.”
n

Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da
tabela-verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
CONCEITOS DE TAUTOLOGIA , CONTRADIÇÃO E CONTIGÊNCIA
• Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), V (verdades).

Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tau-
tologia, quaisquer que sejam as proposições P0, Q0, R0, ...

• Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F (falsidades). A contra-
dição é a negação da Tautologia e vice versa.

Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma
contradição, quaisquer que sejam as proposições P0, Q0, R0, ...

• Contingência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade (última coluna). Em outros termos a con-
tingência é uma proposição composta que não é tautologia e nem contradição.
Exemplos:
4. (DPU – ANALISTA – CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou
sua própria legenda, na qual identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estuda-
da e as vinculava por meio de sentenças (proposições). No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.

18
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era ina-
fiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q
como verdadeiras ou falsas.
( ) Certo
( ) Errado
Resolução:
Considerando P e Q como V.
(V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Resposta: Certo.
EQUIVALÊNCIA
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas dife-
rentes, apresentam a mesma solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES,
então são EQUIVALENTES.

Exemplo:
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.

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(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para
tal, trocamos o conectivo por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:

Resposta: B.
LEIS DE MORGAN
Com elas:
– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo
menos uma é falsa
– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são
falsas.
ATENÇÃO
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÃO CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
transforma: DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO

Resolução de problemas

A resolução de problemas é um aspecto fundamental da matemática que envolve a aplicação de conceitos,


fórmulas e raciocínio lógico para encontrar soluções para uma variedade de questões. Este processo não só
aprimora a compreensão matemática, mas também desenvolve habilidades críticas de pensamento. A seguir,
apresentamos um guia detalhado para a resolução de problemas matemáticos.
Etapas para Resolver Problemas Matemáticos

1. Compreensão do Problema
• Leia cuidadosamente o enunciado do problema e certifique-se de entendê-lo completamente.
• Identifique os dados fornecidos, as incógnitas a serem encontradas e as restrições dadas.

2. Planejamento
• Decida quais métodos matemáticos ou fórmulas são relevantes para o problema.
• Use diagramas, gráficos ou tabelas para visualizar o problema.
• Se o problema for complexo, divida-o em partes menores e mais gerenciáveis.

20
3. Execução
• Siga o plano desenvolvido e execute os cálculos necessários.
• Mantenha os dados e cálculos organizados para evitar confusões.
• Aplique o raciocínio lógico para seguir passo a passo até a solução.

4. Verificação
• Verifique se todos os cálculos foram feitos corretamente.
• Certifique-se de que a solução atende a todas as condições do problema.
• Veja se a resposta faz sentido no contexto do problema.

5. Comunicação
• Apresente a solução de forma clara e estruturada.
• Detalhe o processo e o raciocínio utilizados para chegar à solução.
• Utilize a terminologia matemática correta para evitar ambiguidades.
Técnicas Comuns para Resolução de Problemas
Ao resolver problemas, é frequentemente necessário traduzir a linguagem comum para a linguagem
matemática. Aqui estão algumas correspondências comuns:

Linguagem da questão Linguagem Matemática


Preposições “da”, “de”, “do” Multiplicação (* ou .)
Preposição “por” Divisão (÷)
Verbos “equivale a”, “será”, “é” Igualdade (=)
Pronomes interrogativos “qual”, “quanto” Incógnita (x)
Um número x
O dobro de um número 2x
O triplo de um número 3x
A metade de um número x/2
A terça parte de um número x/3
Dois números consecutivos x, x+1
Três números consecutivos x, x+1, x+2
Um número Par 2x
Um número Ímpar 2x - 1 ou 2x+1
Dois números pares consecutivos 2x, 2x+2
Dois números ímpares consecutivos 2x−1, 2x+1
O oposto de X ( na adição ) −x
O inverso de X ( na multiplicação) 1/x
Soma Mais, aumentar, ganhar, adicionar
Subtração Menos, diminuir, perder, tirar, diferença
Divisão Razão

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Exemplos de aplicação da técnica para a resolução de problemas

1 – O dobro de um número somado ao triplo do mesmo número é igual a 7. Qual é esse número?
Solução:

2x + 3x = 7

5x = 7
x = 7/5 = 1,4
Resposta: x = 1,4

2 – Um relatório contém as seguintes informações sobre as turmas A, B e C:


• As três turmas possuem, juntas, 96 alunos;
• A turma A e a turma B possuem a mesma quantidade de alunos;
• A turma C possui o dobro de alunos da turma A.
Estas informações permitem concluir que a turma C possui a seguinte quantidade de alunos:
A) 48
B) 42
C) 28
D) 24
Solução:
A + B + C = 96
A=x
B=x
C = 2x
Então A + B + C = 96 é equivalente à x + x + 2x = 96

4x = 96
x = 96/4
x = 24
Substituindo, temos
C = 2x
C = 2 . 24
C = 48
Resposta: Alternativa A

3 – Uma urna contém bolas azuis, vermelhas e brancas. Ao todo são 108 bolas. O número de bolas azuis
é o dobro do de vermelhas, e o número de bolas brancas é o triplo do de azuis. Então, o número de bolas
vermelhas é:

22
(A)10
(B) 12
(C) 20
(D) 24
(E) 36
Solução:
A + V + B = 108
A = 2x
V=x
B = 3 . 2x = 6x
Então A + V + B = 108 é equivalente à 2x + x + 6x = 108

9x = 108
x = 108/9
x = 12
Logo, temos que
V = x = 12
Resposta: Alternativa B

4 – Um fazendeiro dividirá seu terreno de modo a plantar soja, trigo e hortaliças. A parte correspondente à
soja terá o dobro da área da parte em que será plantado trigo que, por sua vez, terá o dobro da área da parte
correspondente às hortaliças. Sabe-se que a área total desse terreno é de 42 ha, assim a área em que se irá
plantar trigo é de:
(A) 6 ha
(B) 12 ha
(C) 14 ha
(D) 18 ha
(E) 24 ha
Solução:
S+T+H=42
S = 2 . 2x = 4x
T = 2x
H=x
Então S + T + H = 42 é equivalente à 4x + 2x + x = 42

7x = 42
x = 42/7
x=6
Substituindo, temos
T = 2x

23
T = 2.6
T = 12
Resposta: Alternativa B

5 – Maria e Ana se encontram de três em três dias, Maria e Joana se encontram de cinco em cinco dias e
Maria e Carla se encontram de dez em dez dias. Hoje as quatro amigas se encontraram. A próxima vez que
todas irão se encontrar novamente será daqui a:
(A) 15 dias
(B) 18 dias
(C) 28 dias
(D) 30 dias
(E) 50 dias
Solução:
Calculando o MMC de 3 – 5 - 10 :

3, 5, 10 | 2

3, 5, 5 | 3

1, 5, 5 | 5

1, 1, 1 | 1
MMC = 2 × 3 × 5 x 1 = 30 dias
Resposta: Alternativa D

6 – Uma doceria vendeu 153 doces dos tipos casadinho e brigadeiro. Se a razão entre brigadeiros e
casadinhos foi de 2/7, determine o número de casadinhos vendidos.
(A) 139
(B) 119
(C) 94
(D) 34
Solução:
O termo razão se refere à divisão.
Total = 153
B/C = 2/7
Adicionando o K (constante de proporcionalidade) para descobrir o valor, temos
B/C = 2K/7K

2K + 7K = 153

24
9K = 153
K = 153/9
K = 17
Substituindo, temos
C = 7K
C = 7 . 17 = 119
Resposta: Alternativa B

7 – Na venda de um automóvel, a comissão referente a essa venda foi dividida entre dois corretores, A e B,
em partes diretamente proporcionais a 3 e 5, respectivamente. Se B recebeu R$ 500,00 a mais que A, então
o valor total recebido por A foi:
(A) R$ 550,00.
(B) R$ 650,00.
(C) R$ 750,00.
(D) R$ 850,00.
Solução:
B – A = 500
A= 3K
B = 5K
Então B - A = 500 é equivalente à 5K – 3K = 500

2K = 500
K = 500/2
K = 250
Substituindo, temos
A = 3K
A = 3 . 250
A = 750
Resposta: Alternativa C

8 – Uma pessoa possui o triplo da idade de uma outra. Daqui a 11 anos terá o dobro. Qual é a soma das
idades atuais dessas pessoas?
(A) 22
(B) 33
(C) 44
(D) 55
(E) 66
Solução:
A=x

25
B = 3x
No futuro, B = 2A
Somando o tempo, que é 11 anos, temos

3x + 11 = 2 (x + 11)

3 x + 11 = 2x + 22

3x – 2x = 22 -11
x = 11
Substituindo na soma das idades, temos
A + B = 11 + (3 . 11)
A + B = 11+ 33 = 44
Resposta: Alternativa C

Regra de três simples

A regra de três simples é utilizada quando temos duas grandezas diretamente proporcionais ou inversamen-
te proporcionais entre si.
Passos utilizados numa regra de três simples

1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na mesma
linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.

2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.

3º) Montar a proporção e resolver a equação.


Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado percurso em 3 horas.
Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela:

1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)

---
400 3
--
---
480 X
--

26
2) Identificação do tipo de relação:

VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↑
480 ↓ ----- X↑
Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os números mantendo a primeira coluna e inver-
tendo a segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na segunda coluna
vai para cima

VELOCIDADE Tempo
---
400 ↓ 3↓
--
---
480 ↓ X↓
--

480x=1200
X=25

Porcentagem

Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu símbolo é (%). Sua utilização está tão disseminada
que a encontramos nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de calcular, etc.
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda muito na resolução do exercício.
Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor apenas
multiplicando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por
1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo:

ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:

10 x 1,10 = R$ 11,00
Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:

27
DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:

10 X 0,90 = R$ 9,00
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e
o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução

45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

Resposta: C.

28
Geometria básica

A geometria durante muito tempo foi a principal área desenvolvida da matemática, isso se deve aos seus
conceitos abordados que são originados de elementos concretos. Sua principal fonte foi, durante muitos anos,
o livro Elementos de Euclides (300 a.C.).
Mesmo assim, não conseguimos construir uma reta perfeita, assim como um círculo e um quadrado, que não
existem em nosso mundo, já que esses elementos possuem apenas duas dimensões, enquanto nós possuímos
três.
POSTULADOS E TEOREMAS
Nesse primeiro momento, iremos estudar os principais fundamentos da geometria, definidos por Euclides em
sua obra “Elementos”. Essa geometria a partir de postulados, axiomas e teoremas ganha o nome de geometria
euclidiana.
Comecemos então por certos elementos que não possuem uma definição certa, chamados de entes
primitivos. São eles:
• Ponto:

– Adimensional (0 dimensões);
– Não possui largura, altura ou profundidade;
– O ponto é representado por letras latinas maiúsculas: A, B, R, P, Z ,entre outras.
• Reta:

– Unidimensional (1 dimensão);
– Possui apenas largura;
– A reta é representada por letras latinas minúsculas: r, s, t, x, entre outras.
• Plano:

– Bidimensional (2 dimensões);
– Possui largura e profundidade;
– O plano é representado por letras gregas minúsculas: entre outras.

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Algumas definições importantes:
Euclides desenvolveu cinco axiomas que, durante alguns milênios, definiram os rumos da geometria
ocidental.
A palavra axioma origina-se do grego, significando “uma verdade que merece ser acreditada”, ou seja, uma
afirmação que não exige prova.
São os 5 axiomas de Euclides:
I - Entre dois pontos passa-se uma única reta:

II - Pode-se prolongar uma reta finita de modo contínuo em uma reta infinita de modo único:

III - Dado um centro e um raio, constrói-se um círculo:

IV - Todos os ângulos retos (90º) são iguais.


V - Dado um ponto fora de uma reta, pode-se traçar uma única reta paralela a reta dada:

30
Definição: Duas retas são paralelas se elas se encontram apenas no infinito
É equivalente a essa definição dizer que a intersecção das duas retas é vazia (não há pontos em comum
entre elas).
Mesmo que essas afirmações sejam axiomas para Euclides e não exigem provas, com o auxílio de régua e
compasso, conseguimos demonstrar facilmente os quatro primeiros axiomas.
RETAS E PONTOS
• Pontos colineares:
Dois ou mais pontos são ditos colineares se por eles passa uma reta contendo todos eles:

• Pontos coplanares:
Três ou mais pontos são coplanares, se por eles passa um plano contendo todos eles:

Posições relativas entre um ponto e uma reta


Um ponto pode pertencer a uma reta:

Um ponto pode não pertencer a uma reta:

Em uma reta há infinitos pontos:

31
Em um plano há infinitos pontos e retas:

Por um ponto P, passa-se infinitas retas:

Dois pontos definem uma única reta:

Três pontos definem um único plano:

Posições relativas de duas retas


Duas retas no espaço podem pertencer a um mesmo plano. Nesse caso são chamadas retas coplanares.
Podem também não estar no mesmo plano. Nesse caso, são denominadas retas reversas.
Retas Coplanares
a) Concorrentes: r e s têm um único ponto comum

32
-Duas retas concorrentes podem ser:

1. Perpendiculares: r e s formam ângulo reto.

2. Oblíquas: r e s não são perpendiculares.

b) Paralelas: r e s não têm ponto comum ou r e s são coincidentes.

Segmentos
Dados dois pontos, um segmento é limitado por eles:

Semirreta
Dado um ponto, uma semirreta é limitada em uma das extremidades, enquanto a outra é infinita:

33
Segmentos congruentes
Dois segmentos são congruentes quando possuem o mesmo comprimento:

ÂNGULOS
Define-se como a interseção de duas semirretas que compartilham uma origem comum.
Componentes de um ângulo
– Lados: referem-se às semirretas OA e OB.
– Vértice: corresponde ao ponto onde as semirretas se encontram, neste caso, o ponto O.

Ângulo Agudo
Define-se como um ângulo cuja amplitude é inferior a 90 graus.

Ângulo Central
– Na circunferência: refere-se ao ângulo que tem seu vértice localizado no centro da circunferência;
– No polígono: descreve-se como o ângulo formado com vértice no centro de um polígono regular,
estendendo-se seus lados até alcançar vértices consecutivos do polígono.

34
Ângulo Circunscrito: é um ângulo formado por lados que são tangentes à circunferência, com o vértice
localizado fora da mesma.

Ângulo Inscrito: trata-se de um ângulo cujo vértice se encontra sobre a circunferência.

Ângulo Obtuso: refere-se a um ângulo cuja medida excede 90 graus.

Ângulo Raso
Este é um ângulo que mede exatamente 180 graus;
Caracteriza-se por ter lados que são semirretas opostas entre si.

Ângulo Reto
É um ângulo que possui uma medida de 90 graus;
É formado por lados que se intersectam em ângulos perpendiculares.

35
Ângulos Complementares: são dois ângulos cuja soma de suas medidas é de 90 graus.

Ângulos Replementares: dois ângulos são considerados replementares quando a soma de suas medidas
é de 360 graus.

Ângulos Suplementares: são dois ângulos cuja soma das suas medidas é de 180 graus.

Portanto, se x e y representam dois ângulos, então:


– Se x + y = 90°, x e y são Complementares;
– Se x + y = 180°, x e y são Suplementares;
– Se x + y = 360°, x e y são Replementares.
Ângulos Congruentes: são ângulos que têm a mesma medida.

36
Ângulos Opostos pelo Vértice: são formados quando duas linhas se cruzam, sendo iguais em medida

– Ângulos Consecutivos: são aqueles que compartilham um lado comum.


– Ângulos Adjacentes: são ângulos consecutivos que, compartilham um lado e vértice, sem pontos internos
em comum.

Por exemplo, os ângulos AÔB e BÔC, AÔB e AÔC, bem como BÔC e AÔC, formam pares de ângulos
consecutivos.
Os ângulos AÔB e BÔC exemplificam ângulos adjacentes.
POLÍGONOS
Polígonos são linhas fechadas formadas apenas por segmentos de reta que não se cruzam. Ou seja, são
figuras geométricas planas formadas por lados, que, por sua vez, são segmentos de reta.
Elementos de um polígono

• Lados: cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos.


• Vértices: ponto de intersecção de dois lados consecutivos.
• Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos
• Ângulos internos: ângulos formados por dois lados consecutivos
• Ângulos externos: ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele consecutivo.
Classificação
Os polígonos são classificados de acordo com o número de lados, conforme a tabela.

37
Fórmulas
Diagonais de um vértice: dv = n – 3.
Total de diagonais:
Soma dos ângulos internos: Si = (n – 2).180°.
Soma dos ângulos externos: para qualquer polígono o valor da soma dos ângulos externos é uma constan-
te, isto é, Se = 360°.
Polígonos Regulares
Um polígono é chamado de regular quando tem todos os lados congruentes (iguais) e todos os ângulos
congruentes. Para os polígonos regulares temos as seguintes fórmulas, além das quatro acima:

Ângulo interno:

Ângulo externo:

Semelhança de Polígonos
Dois polígonos são semelhantes quando os ângulos correspondentes são congruentes e os lados corres-
pondentes são proporcionais.

Exemplo:
Um joalheiro recebe uma encomenda para uma joia poligonal. O comprador exige que o número de diago-
nais seja igual ao número de lados. Sendo assim, o joalheiro deve produzir uma joia:
(A) Triangular
(B) Quadrangular
(C) Pentagonal
(D) Hexagonal

38
(E) Decagonal
Resolução:
Sendo d o número de diagonais e n o número de lados, devemos ter:

Resposta: C
QUADRILÁTEROS
Quadrilátero é um polígono que satisfaz as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º
Tipos de quadriláteros

• Trapézio: 2 lados paralelos. Nesse caso abaixo, AB é paralelo a DC.

Área = [(B + b) . h]⁄2, onde B é a medida da base maior, b é a medida da base menor e h é medida da altura.
• Losango: 4 lados congruentes

Área = (D . d)⁄2, onde D é a medida da diagonal maior e d é a medida da diagonal menor.


• Retângulo: 4 ângulos retos (90º graus)

Área = b.h, onde b é a medida da base e h é a medida da altura.


• Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.

39
Área = L2, onde L é a medida do lado
Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes (iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares entre si (formam ângulo de 90°) e são bisse-
trizes dos ângulos internos (dividem os ângulos ao meio).
TRIÂNGULOS
Um triângulo é uma figura geométrica planas formada por três segmentos de reta que se encontram em três
pontos não alinhados, chamados vértices, e que formam três ângulos internos.
Elementos
• Mediana
A mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. Todo
triângulo tem três medianas.

Na figura, AM é uma mediana do ∆ABC.

• Bissetriz interna
A bissetriz interna de um triângulo é o segmento que divide um ângulo interno em duas partes iguais e se
estende do vértice desse ângulo até o ponto de interseção com o lado oposto. Todo triângulo tem três bissetri-
zes internas.

Na figura, AS é uma bissetriz interna do ∆ABC.

• Altura
A altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um ponto da reta suporte do lado oposto e é
perpendicular a esse lado. Todo triângulo tem três alturas.

40
Na figura, AH é uma altura do ∆ABC.

• Mediatriz
A mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a esse segmento pelo seu ponto médio.

Na figura, a reta m é a mediatriz de AB.

Logo, a mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo que é mediatriz de um dos seus lados.
Todo triângulo tem três mediatrizes.

Na figura, a reta m é a mediatriz do lado BC do ∆ABC.

Classificação
- Quanto aos lados
• Triângulo escaleno: três lados desiguais.

41
• Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais.

• Triângulo equilátero: três lados iguais.

- Quanto aos ângulos


• Triângulo acutângulo: tem os três ângulos agudos.

• Triângulo retângulo: tem um ângulo reto.

• Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso

Desigualdade entre Lados e ângulos dos triângulos


Num triângulo o comprimento de qualquer lado é menor que a soma dos outros dois.
Em qualquer triângulo, ao maior ângulo opõe-se o maior lado, e vice-versa.

42
SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ângulos internos tiverem, respectivamente, as
mesmas medidas, e os lados correspondentes forem proporcionais.
Casos de Semelhança

• 1º Caso: AA(ângulo - ângulo)


Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices correspondentes, então esses triângulos são
congruentes.

• 2º Caso: LAL(lado - ângulo - lado)


Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcionais e os ângulos compreendidos entre eles
congruentes, então esses dois triângulos são semelhantes.

• 3º Caso: LLL (lado - lado - lado)


Se dois triângulos têm os três lado correspondentes proporcionais, então esses dois triângulos são seme-
lhantes.

43
RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO
Considerando o triângulo retângulo ABC.

AB : hipotenusa = c

BC: cateto oposto a A e adjacente a B = a

AC: cateto adjacente a A e oposto a B = b


Temos:

Fórmulas Trigonométricas
Existe uma importante relação entre seno e cosseno de um ângulo, conhecida como relação fundamental.
Considere o triângulo retângulo ABC.

Neste triângulo, temos que: c² = a² + b²


Dividindo os membros por c²

44
Como

Todo triângulo que tem um ângulo reto é denominado triangulo retângulo.


O triângulo ABC é retângulo em A e seus elementos são:

a: hipotenusa
b e c: catetos
h: altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa
RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO
Chamamos relações métricas as relações existentes entre os diversos segmentos desse triângulo. Assim:
• O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa pela projeção desse cateto sobre a hipote-
nusa.
b2 = a . n
c2 = a . m
• O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela altura relativa à hipotenusa.
b.c=a.h
• O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.
h2 = m . n
• O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos (Teorema de Pitágoras).
a2 = b2 + c2
PERÍMETROS E ÁREAS
- Área: Medida da superfície interna de uma figura geométrica, indicando seu tamanho.
- Perímetro: Medida total do contorno de uma figura geométrica, somando o comprimento de todos os seus
lados.

45
Sistema monetário brasileiro

O primeiro dinheiro do Brasil foi à moeda-mercadoria. Durante muito tempo, o comércio foi feito por meio da
troca de mercadorias, mesmo após a introdução da moeda de metal.
As primeiras moedas metálicas (de ouro, prata e cobre) chegaram com o início da colonização portuguesa.
A unidade monetária de Portugal, o Real, foi usada no Brasil durante todo o período colonial. Assim, tudo se
contava em réis (plural popular de real) com moedas fabricadas em Portugal e no Brasil. O Real (R) vigorou até
07 de outubro de 1833. De acordo com a Lei nº 59, de 08 de outubro de 1833, entrou em vigor o Mil-Réis (Rs),
múltiplo do real, como unidade monetária, adotada até 31 de outubro de 1942.
No século XX, o Brasil adotou nove sistemas monetários ou nove moedas diferentes (mil-réis, cruzeiro, cru-
zeiro novo, cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, real).
Por meio do Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942, uma nova unidade monetária, o cruzeiro – Cr$
veio substituir o mil-réis, na base de Cr$ 1,00 por mil-réis.
A denominação “cruzeiro” origina-se das moedas de ouro (pesadas em gramas ao título de 900 milésimos de
metal e 100 milésimos de liga adequada), emitidas na forma do Decreto nº 5.108, de 18 de dezembro de 1926, no
regime do ouro como padrão monetário.
O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de 1965, transformou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro novo – NCr$,
na base de NCr$ 1,00 por Cr$ 1.000. A partir de 15 de maio de 1970 e até 27 de fevereiro de 1986, a unidade
monetária foi novamente o cruzeiro (Cr$).

46
Em 27 de fevereiro de 1986, Dílson Funaro, ministro da Fazenda, anunciou o Plano Cruzado (Decreto-Lei nº
2.283, de 27 de fevereiro de 1986): o cruzeiro – Cr$ se transformou em cruzado – Cz$, na base de Cz$ 1,00 por
Cr$ 1.000 (vigorou de 28 de fevereiro de 1986 a 15 de janeiro de 1989). Em novembro do mesmo ano, o Plano
Cruzado II tentou novamente a estabilização da moeda. Em junho de 1987, Luiz Carlos Brésser Pereira, minis-
tro da Fazenda, anunciou o Plano Brésser: um Plano Cruzado “requentado” avaliou Mário Henrique Simonsen.
Em 15 de janeiro de 1989, Maílson da Nóbrega, ministro da Fazenda, anunciou o Plano Verão (Medida Pro-
visória nº 32, de 15 de janeiro de 1989): o cruzado – Cz$ se transformou em cruzado novo – NCz$, na base de
NCz$ 1,00 por Cz$ 1.000,00 (vigorou de 16 de janeiro de 1989 a 15 de março de 1990).
Em 15 de março de 1990, Zélia Cardoso de Mello, ministra da Fazenda, anunciou o Plano Collor (Medida
Provisória nº 168, de 15 de março de 1990): o cruzado novo – NCz$ se transformou em cruzeiro – Cr$, na base
de Cr$ 1,00 por NCz$ 1,00 (vigorou de 16 de março de 1990 a 28 de julho de 1993). Em janeiro de 1991, a
inflação já passava de 20% ao mês, e o Plano Collor II tentou novamente a estabilização da moeda.
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de1993, transformou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro real – CR$, na
base de CR$ 1,00 por Cr$ 1.000,00 (vigorou de 29 de julho de 1993 a 29 de junho de 1994).
Em 30 de junho de 1994, Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda, anunciou o Plano Real: o cru-
zeiro real – CR$ se transformou em real – R$, na base de R$ 1,00 por CR$ 2.750,00 (Medida Provisória nº 542,
de 30 de junho de 1994, convertida na Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995).
O artigo 10, I, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, delegou ao Banco Central do Brasil competência
para emitir papel-moeda e moeda metálica, competência exclusiva consagrada pelo artigo 164 da Constituição
Federal de 1988.
Antes da criação do BCB, a Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC), o Banco do Brasil e o Te-
souro Nacional desempenhavam o papel de autoridade monetária.
A SUMOC, criada em 1945 e antecessora do BCB, tinha por finalidade exercer o controle monetário. A SU-
MOC fixava os percentuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, as taxas do redesconto e da assis-
tência financeira de liquidez, bem como os juros. Além disso, supervisionava a atuação dos bancos comerciais,
orientava a política cambial e representava o País junto a organismos internacionais.
O Banco do Brasil executava as funções de banco do governo, e o Tesouro Nacional era o órgão emissor
de papel-moeda.
Cruzeiro

1000 réis = Cr$1(com centavos) 01.11.1942


O Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942 (D.O.U. de 06 de outubro de 1942), instituiu o Cruzeiro
como unidade monetária brasileira, com equivalência a um mil réis. Foi criado o centavo, correspondente à
centésima parte do cruzeiro.
Exemplo: 4:750$400 (quatro contos, setecentos e cinquenta mil e quatrocentos réis) passou a expressar-se
Cr$ 4.750,40 (quatro mil setecentos e cinquenta cruzeiros e quarenta centavos)
Cruzeiro
(sem centavos) 02.12.1964
A Lei nº 4.511, de 01de dezembro de1964 (D.O.U. de 02 de dezembro de 1964), extinguiu a fração do
cruzeiro denominada centavo. Por esse motivo, o valor utilizado no exemplo acima passou a ser escrito sem
centavos: Cr$ 4.750 (quatro mil setecentos e cinquenta cruzeiros).
Cruzeiro Novo
Cr$1000 = NCr$1(com centavos) 13.02.1967

47
O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de1965 (D.O.U. de 17 de novembro de 1965), regulamentado pelo
Decreto nº 60.190, de 08 de fevereiro de1967 (D.O.U. de 09 de fevereiro de 1967), instituiu o Cruzeiro Novo
como unidade monetária transitória, equivalente a um mil cruzeiros antigos, restabelecendo o centavo. O Con-
selho Monetário Nacional, pela Resolução nº 47, de 08 de fevereiro de 1967, estabeleceu a data de 13.02.67
para início de vigência do novo padrão.
Exemplo: Cr$ 4.750 (quatro mil, setecentos e cinquenta cruzeiros) passou a expressar-se NCr$ 4,75(quatro
cruzeiros novos e setenta e cinco centavos).
Cruzeiro
De NCr$ para Cr$ (com centavos) 15.05.1970
A Resolução nº 144, de 31 de março de 1970 (D.O.U. de 06 de abril de 1970), do Conselho Monetário Na-
cional, restabeleceu a denominação Cruzeiro, a partir de 15 de maio de 1970, mantendo o centavo.
Exemplo: NCr$ 4,75 (quatro cruzeiros novos e setenta e cinco centavos) passou a expressar-se Cr$
4,75(quatro cruzeiros e setenta e cinco centavos).
Cruzeiros
(sem centavos) 16.08.1984
A Lei nº 7.214, de 15 de agosto de 1984 (D.O.U. de 16.08.84), extinguiu a fração do Cruzeiro denominada
centavo. Assim, a importância do exemplo, Cr$ 4,75 (quatro cruzeiros e setenta e cinco centavos), passou a
escrever-se Cr$ 4, eliminando-se a vírgula e os algarismos que a sucediam.
Cruzado
Cr$ 1000 = Cz$1 (com centavos) 28.02.1986
O Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de fevereiro de 1986 (D.O.U. de 28 de fevereiro de 1986), posteriormente
substituído pelo Decreto-Lei nº 2.284, de 10 de março de 1986 (D.O.U. de 11 de março de 1986), instituiu o Cru-
zado como nova unidade monetária, equivalente a um mil cruzeiros, restabelecendo o centavo. A mudança de
padrão foi disciplinada pela Resolução nº 1.100, de 28 de fevereiro de 1986, do Conselho Monetário Nacional.
Exemplo: Cr$ 1.300.500 (um milhão, trezentos mil e quinhentos cruzeiros) passou a expressar-se Cz$
1.300,50 (um mil e trezentos cruzados e cinquenta centavos).
Cruzado Novo
Cz$ 1000 = NCz$1 (com centavos) 16.01.1989
A Medida Provisória nº 32, de 15 de janeiro de 1989 (D.O.U. de 16 de janeiro de 1989), convertida na Lei nº
7.730, de 31 de janeiro de 1989 (D.O.U. de 01 de fevereiro de 1989), instituiu o Cruzado Novo como unidade
do sistema monetário, correspondente a um mil cruzados, mantendo o centavo. A Resolução nº 1.565, de 16 de
janeiro de 1989, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a implantação do novo padrão.
Exemplo: Cz$ 1.300,50 (um mil e trezentos cruzados e cinquenta centavos) passou a expressar-se NCz$
1,30 (um cruzado novo e trinta centavos).
Cruzeiro
De NCz$ para Cr$ (com centavos) 16.03.1990
A Medida Provisória nº 168, de 15 de março de 1990 (D.O.U. de 16 de março de 1990), convertida na Lei
nº 8.024, de 12 de abril de 1990 (D.O.U. de 13 de abril de 1990), restabeleceu a denominação Cruzeiro para a
moeda, correspondendo um cruzeiro a um cruzado novo. Ficou mantido o centavo. A mudança de padrão foi
regulamentada pela Resolução nº 1.689, de 18 de março de 1990, do Conselho Monetário Nacional.
Exemplo: NCz$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruzados novos) passou a expressar-se Cr$ 1.500,00 (um
mil e quinhentos cruzeiros).

48
Cruzeiro Real
Cr$ 1000 = CR$ 1 (com centavos) 01.08.1993
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de 1993 (D.O.U. de 29 de julho de 1993), convertida na Lei nº
8.697, de 27 de agosto de 1993 (D.O.U. de 28 agosto de 1993), instituiu o Cruzeiro Real, a partir de 01 de agos-
to de 1993, em substituição ao Cruzeiro, equivalendo um cruzeiro real a um mil cruzeiros, com a manutenção do
centavo. A Resolução nº 2.010, de 28 de julho de 1993, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a mudança
na unidade do sistema monetário.
Exemplo: Cr$ 1.700.500,00 (um milhão, setecentos mil e quinhentos cruzeiros) passou a expressar-se CR$
1.700,50 (um mil e setecentos cruzeiros reais e cinquenta centavos).
Real
CR$ 2.750 = R$ 1(com centavos) 01.07.1994
A Medida Provisória nº 542, de 30 de junho de 1994 (D.O.U. de 30 de junho de 1994), instituiu o Real como
unidade do sistema monetário, a partir de 01 de julho de 1994, com a equivalência de CR$ 2.750,00 (dois mil,
setecentos e cinquenta cruzeiros reais), igual à paridade entre a URV e o Cruzeiro Real fixada para o dia 30 de
junho de 1994. Foi mantido o centavo.
Como medida preparatória à implantação do Real, foi criada a URV - Unidade Real de Valor - prevista na
Medida Provisória nº 434, publicada no D.O.U. de 28 de fevereiro de 1994, reeditada com os números 457
(D.O.U. de 30 de março de 1994) e 482 (D.O.U. de 29 de abril de 1994) e convertida na Lei nº 8.880, de 27 de
maio de 1994 (D.O.U. de 28 de maio de 1994).
Exemplo: CR$ 11.000.000,00 (onze milhões de cruzeiros reais) passou a expressar-se R$ 4.000,00 (quatro
mil reais).
Banco Central (BC ou Bacen) - Autoridade monetária do País responsável pela execução da política fi-
nanceira do governo. Cuida ainda da emissão de moedas, fiscaliza e controla a atividade de todos os bancos
no País.
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - Órgão internacional que visa ajudar países subde-
senvolvidos e em desenvolvimento na América Latina. A organização foi criada em 1959 e está sediada em
Washington, nos Estados Unidos.
Banco Mundial - Nome pelo qual o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) é co-
nhecido. Órgão internacional ligado a ONU, a instituição foi criada para ajudar países subdesenvolvidos e em
desenvolvimento.
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - Empresa pública federal vinculada
ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que tem como objetivo financiar empreendi-
mentos para o desenvolvimento do Brasil.

Sistema de medidas: comprimento, superfície, volume, massa, capacidade e tempo

O sistema de medidas é um conjunto de unidades de quantificação padronizadas que são utilizadas para
expressar a magnitude de grandezas físicas como comprimento, massa, volume, temperatura, entre outras.
Essas unidades permitem que as pessoas comuniquem e compreendam quantidades de maneira clara e
consistente em diferentes contextos e aplicações.
O Sistema Internacional de Unidades (SI) é o padrão mais amplamente adotado no mundo, que surgiu da
necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.
COMPRIMENTO
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da
distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

49
UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m


Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação

1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km

1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda
divide por 10.
Exemplo:
(CETRO - 2012 - TJ-RS - Oficial de Transportes) João tem 1,72m de altura e Marcos tem 1,89m. Dessa
forma, é correto afirmar que Marcos tem
Alternativas
(A) 0,17cm a mais do que João.
(B) 0,17cm a menos do que João.
(C) 1,7cm a mais do que João.
(D) 17cm a mais do que João.
(E) 17cm a menos do que João.
Resolução: Marcos = 1,89m = 189cm
João = 1,72m = 172cm
189-172=17cm
Resposta:D
SUPERFÍCIE
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes
maior que a unidade imediatamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma
unidade até a desejada.

UNIDADES DE ÁREA
km 2
hm 2
dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectôme- Decâme- Metro Decíme- Centíme- Milímetro
Quadrado tro tro Quadra- tro tro Quadrado
Quadrado Quadrado do Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

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Exemplos de Transformação

1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²

1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.
Exemplo:
(CESGRANRIO - 2005 - INSS - Técnico - Previdenciário) Um terreno de 1 km2 será dividido em 5 lotes,
todos com a mesma área. A área de cada lote, em m2 , será de:
Alternativas
(A) 1 000
(B) 2 000
(C) 20 000
(D) 100 000
(E) 200 000
Resolução: Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de um lado.

1 KM = 1000m

1km² = 1000m x 1000m = 1000000m²


Como sao 5 lotes, todos de mesma area
1.000.000/5 = 200.000m
Resposta:E
VOLUME
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem
volume. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre ou-
tras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

UNIDADES DE VOLUME
km 3
hm 3
dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

CAPACIDADE
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e
seus múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³

1L=1dm³

51
UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Exemplo:
(FCC - 2012 - SEE-MG - Assistente Técnico Educacional - Apoio Técnico) Uma forma de gelo tem 21
compartimentos iguais com capacidade de 8 mL cada. Para encher totalmente com água três formas iguais a
essa é necessário
Alternativas
(A) exatamente um litro.
(B) exatamente meio litro.
(C) mais de um litro.
(D) entre meio litro e um litro.
Resolução:
21 x 3 x 8 = 504 ml = 0,504 L (entre 0,5 e 1L)
Resposta:D
MASSA
No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um cilindro de platina e irídio
é usado como o padrão universal do quilograma.

Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
Quilogra- Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
ma
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001
Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada

1 tonelada=1000kg
Exemplo:
(FUNCAB - 2014 - SEE-AC - Professor EJA I (1º Segmento)) Assinale a alternativa que contém a maior
dentre as massas representadas a seguir.

25kg / 42.000g / 1.234,3 dg / 26.000 cg / 2.000 mg


Alternativas
(A) 25 kg
(B) 42.000 g
(C) 1.234,3 dg
(D) 26.000 cg
(E) 2.000mg

52
Resolução: Primeiramente você deve passar todas as medidas diferentes para a mesma unidade de medi-
das, pois só assim você conseguirá fazer a comparação de quem é maior

25 kg = 25000g

42.000g= 42000g

26.000 cg = 260g

2.000 mg = 2g
1.234,3 dg = 123,43g
Resposta:B
TEMPO
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos
Transformação de unidades
Deve-se saber:

1 dia=24horas

1hora=60minutos

1 minuto=60segundos

1hora=3600s
Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao ginásio às 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e
25 segundos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?
15h 35 minutos

1 minutos 25 segundos
30 minutos
--------------------------------------------------
15h 66 minutos 25 segundos
Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para as horas, sempre que passamos de um para
o outro tem que ser na mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.

53
Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35
minutos. Quanto tempo ficou fora?

11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
-15h 35 min
--------------------------------------------------
Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma forma que conta de subtração.

1hora=60 minutos

15h 66 minutos 25 segundos


15h 35 minutos
--------------------------------------------------
0h 31 minutos 25 segundos
Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou o es-
tudo?

2h 40 minutos
x2
----------------------------
4h 80 minutos OU
5h 20 minutos
Divisão

5h 20 minutos : 2

5h 20 minutos 2

1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0

1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minutos


Exemplo:
(CONESUL - 2008 - CMR-RO - Agente Administrativo) Um intervalo de tempo de 4,15 horas corresponde,
em horas, minutos e segundos a
Alternativas
(A) 4 h 1 min 5 s.
(B) 4 h 15 min 0 s.
(C) 4h 9 min 0 s.
(D) 4 h 10 min 5 s.
(E) 4 h 5 min 1 s. Matemática

54
Resolução: Transformando 4,15h em minutos = 4,15x60 = 249 minutos.
249min = 4h + 9 minutos
Resposta:C

Fundamentos de Estatística

Estatística é a ciência que envolve a coleta, análise, interpretação, apresentação e organização de dados.
Esta ciência é fundamental para diversas áreas do conhecimento, como economia, saúde, engenharia, ciências
sociais, entre outras. A seguir, vamos abordar conceitos essenciais e detalhados sobre estatística, combinando
aspectos teóricos e práticos.
ESTATÍSTICA DESCRITIVA (DEDUTIVA)
O objetivo da Estatística descritiva é resumir as principais características de um conjunto de dados por
meio de tabelas, gráficos e resumos numéricos. Utiliza-se de várias ferramentas para organizar e simplificar os
dados.
Tabelas de Frequência
As tabelas de frequência servem para agrupar informações de modo que estas possam ser analisadas.
Podem ser de frequência simples ou de frequência em faixa de valores (classes).
• Frequência Simples: Contagem do número de ocorrências de cada valor.
• Frequência em Faixa de Valores: Agrupamento de dados em intervalos de classe.
Gráficos
Os gráficos facilitam a visualização e interpretação dos dados, direcionando a atenção do analista para as-
pectos específicos do conjunto de dados.
• Diagrama de Barras: Utilizado para dados qualitativos ou quantitativos discretos.
• Diagrama em Setores (gráfico de pizza): Utilizado para mostrar proporções em dados qualitativos.
• Histograma: Gráfico de barras adjacentes que representa a distribuição de frequência de dados contí-
nuos.
• Boxplot (Diagrama de Caixa): Resume a distribuição dos dados mostrando mediana, quartis e possíveis
outliers.
• Diagrama de Dispersão: Utilizado para visualizar a relação entre duas variáveis quantitativas.
• Gráfico Sequencial: Mostra a evolução dos dados ao longo do tempo.
Resumos Numéricos
Medidas numéricas fornecem informações importantes sobre a distribuição dos dados, ajudando a resumir
e interpretar os conjuntos de dados de maneira significativa.
• Medidas de Tendência Central: as medidas de tendência central incluem a média, a mediana e a moda,
sendo utilizadas para identificar o ponto central ou típico de um conjunto de dados.
• Medidas de Dispersão: as medidas de dispersão abrangem a amplitude, a variância, o desvio padrão e
o coeficiente de variação, sendo utilizadas para quantificar a variação ou a extensão dos dados.
• Outras medidas importantes incluem a simetria, que avalia o grau de simetria da distribuição dos dados;
a curtose, que mede o grau de achatamento da distribuição dos dados; e a identificação de valores extremos e
discrepantes, conhecidos como outliers, pois esses valores podem influenciar significativamente a análise dos
dados e as conclusões tiradas.

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ESTATÍSTICA INFERENCIAL (INDUTIVA)
A Estatística Inferencial utiliza informações incompletas (amostras) para tomar decisões e tirar conclusões
sobre a população. O alicerce das técnicas de estatística inferencial está no cálculo de probabilidades.
Estimação
Consiste em utilizar uma amostra para calcular estimativas de quantidades de interesse na população.
• Estimativas Pontuais: Representadas por um único valor.
• Estimativas Intervalares: Intervalo de valores dentro do qual a quantidade de interesse provavelmente
se encontra, com um certo nível de confiança.
Teste de Hipóteses
O teste de hipóteses envolve levantar suposições acerca de uma quantidade não conhecida e utilizar dados
amostrais para decidir se rejeitamos ou não a hipótese.
População e Amostra

• População: Conjunto completo de todos os elementos ou indivíduos que possuem uma característica
comum. Exemplo: Todos os alunos de uma escola.
• Amostra: Subconjunto da população, selecionado para análise. Deve ser representativa da população
para que as conclusões sejam válidas.
Métodos de Amostragem
• Amostragem Aleatória Simples: Todos os indivíduos têm a mesma chance de serem selecionados.
• Amostragem Estratificada: A população é dividida em subgrupos (estratos) e uma amostra é retirada de
cada estrato.
• Amostragem Sistemática: Seleciona-se cada k-ésimo indivíduo da lista populacional.
• Amostragem por Conglomerados: A população é dividida em grupos (conglomerados) e alguns grupos
são selecionados aleatoriamente para análise completa.
Variáveis e suas classificações
• Variáveis Qualitativas: Valores são expressos por atributos. Exemplos: sexo, cor da pele.
• Variáveis Quantitativas: Valores são expressos em números.
• Contínuas: Podem assumir qualquer valor entre dois limites. Exemplo: altura.
• Discretas: Assumem valores pertencentes a um conjunto enumerável. Exemplo: número de filhos.
Fases do Método Estatístico
• Coleta de Dados: Após planejamento cuidadoso, coleta-se os dados necessários. Pode ser direta ou
indireta.
• Crítica dos Dados: Os dados são criticamente avaliados para detectar falhas ou imperfeições. Pode ser
externa ou interna.
• Apuração dos Dados: Soma e processamento dos dados obtidos, organizados de acordo com critérios
de classificação.

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• Exposição ou Apresentação dos Dados: Dados são apresentados em tabelas ou gráficos para facilitar
o exame.
• Análise dos Resultados: Através de métodos da Estatística Inferencial, tiram-se conclusões e previsões
com base nos resultados obtidos.
Censo
O censo é a avaliação direta de um parâmetro utilizando todos os componentes da população.
─ Propriedades
• Erros processuais zero e 100% de confiabilidade.
• Alto custo e lentidão.
• Geralmente desatualizado (realizado a cada 10 anos).
• Nem sempre viável.
Dados Brutos e Rol
• Dados Brutos: Sequência de valores numéricos não organizados, obtidos diretamente da observação
de um fenômeno coletivo.
• Rol: Sequência ordenada dos dados brutos.

Raciocínio lógico

Este é um assunto muito cobrado em concursos e exige que o candidato (a) tenha domínio de habilidades
e conteúdos matemáticos (aritméticos, algébricos e geométricos) para sua resolução e também noções sobre
deduzir informações de relações arbitrárias entre objetos, lugares, pessoas e/ou eventos fictícios dados. Exer-
citar faz com que se ganhe gradativamente essas habilidades e o domínio dos conteúdos. Vejamos algumas
questões que abordam o assunto.
Questões
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Em um prédio há três caixas d’água chama-
das de A, B e C e, em certo momento, as quantidades de água, em litros, que cada uma contém aparecem na
figura a seguir.

Abrindo as torneiras marcadas com x no desenho, as caixas foram interligadas e os níveis da água se igua-
laram.
Considere as seguintes possibilidades:

1. A caixa A perdeu 300 litros.

2. A caixa B ganhou 350 litros.

3. A caixa C ganhou 50 litros.

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É verdadeiro o que se afirma em:
(A) somente 1;
(B) somente 2;
(C) somente 1 e 3;
(D) somente 2 e 3;
(E) 1, 2 e 3.
Resposta: C.
Somando os valores contidos nas 3 caixas temos: 700 + 150 + 350 = 1200, como o valor da caixa será
igualado temos: 1200/3 = 400l. Logo cada caixa deve ter 400 l.
Então de A: 700 – 400 = 300 l devem sair
De B: 400 – 150 = 250 l devem ser recebidos
De C: Somente mais 50l devem ser recebidos para ficar com 400 (400 – 350 = 50). Logo As possibilidades
corretas são: 1 e 3
02. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Cada um dos 160 funcionários da prefeitura
de certo município possui nível de escolaridade: fundamental, médio ou superior. O quadro a seguir fornece
algumas informações sobre a quantidade de funcionários em cada nível:

Sabe-se também que, desses funcionários, exatamente 64 têm nível médio. Desses funcionários, o número
de homens com nível superior é:
(A) 30;
(B) 32;
(C) 34;
(D) 36;
(E) 38.
Resposta: B.
São 160 funcionários
No nível médio temos 64, como 30 são homens, logo 64 – 30 = 34 mulheres
Somando todos os valores fornecidos temos: 15 + 13 + 30 + 34 + 36 = 128

160 – 128 = 32, que é o valor de homens com nível superior.


03. (CODEMIG – Advogado Societário – FGV) Abel, Bruno, Caio, Diogo e Elias ocupam, respectivamente,
os bancos 1, 2, 3, 4 e 5, em volta da mesa redonda representada abaixo.

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São feitas então três trocas de lugares: Abel e Bruno trocam de lugar entre si, em seguida Caio e Elias tro-
cam de lugar entre si e, finalmente, Diogo e Abel trocam de lugar entre si.
Considere as afirmativas ao final dessas trocas:
- Diogo é o vizinho à direita de Bruno.
- Abel e Bruno permaneceram vizinhos.
- Caio é o vizinho à esquerda de Abel.
- Elias e Abel não são vizinhos.
É/são verdadeira(s):
(A) nenhuma afirmativa;
(B) apenas uma;
(C) apenas duas;
(D) apenas três;
(E) todas as afirmativas.
Resposta: B.
Imaginem que isso é o círculo antes e depois:

Dessa forma podemos dizer que:


- Diogo é o vizinho à direita de Bruno. ERRADO: Diogo é o vizinho à direita de Elias
- Abel e Bruno permaneceram vizinhos. ERRADO: Abel e Bruno não são vizinhos
- Caio é o vizinho à esquerda de Abel. CERTO:
- Elias e Abel não são vizinhos. ERRADO: Elias e Abel são vizinhos
04. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV) Francisca tem um saco com moedas de 1
real. Ela percebeu que, fazendo grupos de 4 moedas, sobrava uma moeda, e, fazendo grupos de 3 moedas,
ela conseguia 4 grupos a mais e sobravam 2 moedas.
O número de moedas no saco de Francisca é:
(A) 49;
(B) 53;
(C) 57;
(D) 61;
(E) 65.
Resposta: B.
Fazendo m = número de moedas e g = número de grupos temos:
Primeiramente temos: m = 4g + 1
Logo após ele informa: m = 3(g +4) + 2
Igualando m, temos: 4g + 1 = 3(g + 4) + 2 → 4g + 1 = 3g + 12 + 2 → 4g – 3g = 14 -1 → g = 13
Para sabermos a quantidade de moedas temos: m = 4.13 + 1 = 52 + 1 = 53.

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05. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) Em uma festa com 15 convidados, foram servidos 30
bombons: 10 de morango, 10 de cereja e 10 de pistache. Ao final da festa, não sobrou nenhum bombom e
- quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache;
- quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu também bombom de cereja;
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
É possível que um mesmo convidado tenha comido todos os 10 bombons de pistache.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resposta: Errado.
Vamos partir da 2ª informação, utilizando a afirmação do enunciado que ele comeu 10 bombons de pistache:
- quem comeu dois ou mais bombons (10 bombons) de pistache comeu também bombom de cereja; - CER-
TA.
Sabemos que quem come pistache come morango, logo:
- quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache; - CERTA
Analisando a última temos:
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango. – ERRADA, pois esta contradizendo a informa-
ção anterior.

06. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) Em uma festa com 15 convidados, foram servidos 30
bombons: 10 de morango, 10 de cereja e 10 de pistache. Ao final da festa, não sobrou nenhum bombom e
- quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache;
- quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu também bombom de cereja;
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Quem comeu bombom de morango comeu somente um bombom de pistache.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resposta: Certo.
Se a pessoa comer mais de um bombom de pistache ela obrigatoriamente comerá bombom de cereja, e
como quem come bombom de cereja NÃO come morango.

Questões

1. (SAP/SP – Oficial Administrativo – MS CONCURSOS/2018) Um menino ganhou sua mesada de


R$120,00, guardou 1/6 na poupança, do restante usou 2/5 para comprar figurinhas e gastou o que sobrou
numa excursão da escola. Quanto gastou nessa excursão?
(A) 32
(B) 40
(C) 52

60
(D) 60
(E) 68

2. (IPSM - Analista de Gestão Municipal – Contabilidade – VUNESP/2018) Saí de casa com determinada
quantia no bolso. Gastei, na farmácia, 2/5 da quantia que tinha. Em seguida, encontrei um compadre que me
pagou uma dívida antiga que correspondia exatamente à terça parte do que eu tinha no bolso. Continuei meu
caminho e gastei a metade do que tinha em alimentos que doei para uma casa de apoio a necessitados. Depois
disso, restavam-me 420 reais. O valor que o compadre me pagou é, em reais, igual a
(A) 105.
(B) 210.
(C) 315.
(D) 420.
(E) 525.

3. (SABESP – Aprendiz – FCC) A partir de 1º de março, uma cantina escolar adotou um sistema de rece-
bimento por cartão eletrônico. Esse cartão funciona como uma conta corrente: coloca-se crédito e vão sendo
debitados os gastos. É possível o saldo negativo. Enzo toma lanche diariamente na cantina e sua mãe credita
valores no cartão todas as semanas. Ao final de março, ele anotou o seu consumo e os pagamentos na seguin-
te tabela:

No final do mês, Enzo observou que tinha


(A) crédito de R$ 7,00.
(B) débito de R$ 7,00.
(C) crédito de R$ 5,00.
(D) débito de R$ 5,00.
(E) empatado suas despesas e seus créditos.

4. (Fundação Casa – Agente Educacional – VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a res-
peito do uso adequado dos materiais em geral e dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como
da preservação predial, realizou-se uma dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no
entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse suas atitudes como positiva ou
negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou
como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.

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5. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MSCONCURSOS/2017) Um aparelho
de televisão que custa R$1600,00 estava sendo vendido, numa liquidação, com um desconto de 40%. Marta
queria comprar essa televisão, porém não tinha condições de pagar à vista, e o vendedor propôs que ela desse
um cheque para 15 dias, pagando 10% de juros sobre o valor da venda na liquidação. Ela aceitou e pagou pela
televisão o valor de:
(A) R$1120,00
(B)R$1056,00
(C)R$960,00
(D) R$864,00

6. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) A equipe de segurança de um Tribunal conseguia resolver


mensalmente cerca de 35% das ocorrências de dano ao patrimônio nas cercanias desse prédio, identificando
os criminosos e os encaminhando às autoridades competentes. Após uma reestruturação dos procedimentos
de segurança, a mesma equipe conseguiu aumentar o percentual de resolução mensal de ocorrências desse
tipo de crime para cerca de 63%. De acordo com esses dados, com tal reestruturação, a equipe de segurança
aumentou sua eficácia no combate ao dano ao patrimônio em
(A) 35%.
(B) 28%.
(C) 63%.
(D) 41%.
(E) 80%.

7. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) Três irmãos, André, Beatriz e Clarice, receberam de uma
tia herança constituída pelas seguintes joias: um bracelete de ouro, um colar de pérolas e um par de brincos
de diamante. A tia especificou em testamento que as joias não deveriam ser vendidas antes da partilha e que
cada um deveria ficar com uma delas, mas não especificou qual deveria ser dada a quem. O justo, pensaram
os irmãos, seria que cada um recebesse cerca de 33,3% da herança, mas eles achavam que as joias tinham
valores diferentes entre si e, além disso, tinham diferentes opiniões sobre seus valores. Então, decidiram fazer
a partilha do seguinte modo:
− Inicialmente, sem que os demais vissem, cada um deveria escrever em um papel três porcentagens, indi-
cando sua avaliação sobre o valor de cada joia com relação ao valor total da herança.
− A seguir, todos deveriam mostrar aos demais suas avaliações.
− Uma partilha seria considerada boa se cada um deles recebesse uma joia que avaliou como valendo
33,3% da herança toda ou mais.
As avaliações de cada um dos irmãos a respeito das joias foi a seguinte:

ANDRÉ Bracelete: 40% Colar: 50% Brincos: 10%


BEATRIZ Bracelete: 30% Colar: 50% Brincos: 20%
CLARICE Bracelete: 30% Colar: 20% Brincos: 50%

Assim, uma partilha boa seria se André, Beatriz e Clarice recebessem, respectivamente,
(A) o bracelete, os brincos e o colar.
(B) os brincos, o colar e o bracelete.
(C) o colar, o bracelete e os brincos.

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(D) o bracelete, o colar e os brincos.
(E) o colar, os brincos e o bracelete.

8. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCIÁRIOS- VUNESP/2017) Para imprimir 300


apostilas destinadas a um curso, uma máquina de fotocópias precisa trabalhar 5 horas por dia durante 4 dias.
Por motivos administrativos, será necessário imprimir 360 apostilas em apenas 3 dias. O número de horas diá-
rias que essa máquina terá que trabalhar para realizar a tarefa é
(A) 6.
(B) 7.
(C) 8.
(D) 9.
(E) 10.

9. (SEPOG – ANALISTA EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – FGV/2017) Uma


máquina copiadora A faz 20% mais cópias do que uma outra máquina B, no mesmo tempo.
A máquina B faz 100 cópias em uma hora.
A máquina A faz 100 cópias em
(A) 44 minutos.
(B) 46 minutos.
(C) 48 minutos.
(D) 50 minutos.
(E) 52 minutos.

10. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MSCONCURSOS/2017) Para a constru-


ção de uma rodovia, 12 operários trabalham 8 horas por dia durante 14 dias e completam exatamente a metade
da obra. Porém, a rodovia precisa ser terminada daqui a exatamente 8 dias, e então a empresa contrata mais
6 operários de mesma capacidade dos primeiros. Juntos, eles deverão trabalhar quantas horas por dia para
terminar o trabalho no tempo correto?
(A) 6h 8 min
(B)6h 50min
(C) 9h 20 min
(D) 9h 33min

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11. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCIÁRIOS- VUNESP/2017) Um terreno re-
tangular ABCD, com 40 m de largura por 60 m de comprimento, foi dividido em três lotes, conforme mostra a
figura.

Sabendo-se que EF = 36 m e que a área do lote 1 é 864 m², o perímetro do lote 2 é


(A) 100 m.
(B) 108 m.
(C) 112 m.
(D) 116 m.
(E) 120 m.

12. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) Considere um triângulo retângulo de catetos


medindo 3m e 5m. Um segundo triângulo retângulo, semelhante ao primeiro, cuja área é o dobro da área do
primeiro, terá como medidas dos catetos, em metros:
(A) 3 e 10.
(B) 3√2 e 5√2 .
(C) 3√2 e 10√2 .
(D)5 e 6.
(E) 6 e 10.

13. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FAURGS/2017) Na figura abaixo, encontra-se representada uma
cinta esticada passando em torno de três discos de mesmo diâmetro e tangentes entre si.

Considerando que o diâmetro de cada disco é 8, o comprimento da cinta acima representada é


(A) 8/3 π + 8 .
(B) 8/3 π + 24.
(C) 8π + 8 .
(D) 8π + 24.
(E) 16π + 24.

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14. No sistema monetário brasileiro, há moedas de 1, 5, 10, 25 e 50 centavos de real, além da moeda de 1
real. De quantas formas diferentes podemos juntar 40 centavos de real com apenas 4 moedas?
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5

15. No Brasil, o sistema monetário adotado é o decimal. Por exemplo:

205,42 reais = (2 × 102 + 0 × 101 + 5 × 100 + 4 × 10-1 + 2 × 10-2) reais Suponha que em certo país, em
que a moeda vigente é o “mumu”, o sistema monetário seja binário. O exemplo seguinte mostra como converter
certa quantia, dada em “mumus”, para reais: 110,01 mumus = (1 × 22 + 1 × 21 + 0 × 20 + 0 × 2-1 + 1 × 2-2)
reais = = 6,25 reais Com base nessas informações, se um brasileiro em viagem a esse país quiser converter
385,50 reais para a moeda local, a quantia que ele receberá, em “mumus”, é:
(A) 10 100 001,11.
(B) 110 000 001,1.
(C) 110 000 011,11.
(D) 110 000 111,1.
(E) 111 000 001,11.

16. Há 22 anos, em 1º de julho de 1994, entrava em vigor o real, moeda que pôs fim à hiperinflação que
assolava a população brasileira. Nesse novo sistema monetário, cada real valia uma URV (Unidade Real de
Valor), que, por sua vez, valia 2750 cruzeiros reais. Dessa forma, 33550 cruzeiros reais valiam:
(A) 10,50 URV.
(B) 11,70 URV.
(C) 12,50 URV.
(D) 12,20 URV.
(E) 13,70 URV

17. Uma pessoa fez uma compra no valor de R$ 19,55. Tinha com ela as seguintes moedas: 15 de R$ 1,00;
10 de R$ 0,50; 8 de R$ 0,25; 8 de R$ 0,10; 4 de R$ 0,05. Se fez o pagamento utilizando a maior quantidade
possível dessas moedas, então:
(A) sobraram 7 moedas.
(B) sobraram 8 moedas.
(C) dentre as moedas que sobraram, 2 eram de R$ 0,10.
(D) dentre as moedas que sobraram, 2 eram de R$ 0,25.
(E) dentre as moedas que sobraram, 3 eram de R$ 0,05.

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18. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCIÁRIOS- VUNESP/2017) Uma gráfica
precisa imprimir um lote de 100000 folhetos e, para isso, utiliza a máquina A, que imprime 5000 folhetos em 40
minutos. Após 3 horas e 20 minutos de funcionamento, a máquina A quebra e o serviço restante passa a ser
feito pela máquina B, que imprime 4500 folhetos em 48 minutos. O tempo que a máquina B levará para imprimir
o restante do lote de folhetos é
(A) 14 horas e 10 minutos.
(B) 14 horas e 05 minutos.
(C) 13 horas e 45 minutos.
(D) 13 horas e 30 minutos.
(E) 13 horas e 20 minutos.

19. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017) Renata foi realizar exames médicos
em uma clínica. Ela saiu de sua casa às 14h 45 min e voltou às 17h 15 min. Se ela ficou durante uma hora e
meia na clínica, então o tempo gasto no trânsito, no trajeto de ida e volta, foi igual a
(A) 1/2h.
(B) 3/4h.
(C) 1h.
(D) 1h 15min.
(E) 1 1/2h.

20. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO ADMINISTRATIVO- FGV/2017) Lucas foi de carro para o trabalho
em um horário de trânsito intenso e gastou 1h20min. Em um dia sem trânsito intenso, Lucas foi de carro para o
trabalho a uma velocidade média 20km/h maior do que no dia de trânsito intenso e gastou 48min.
A distância, em km, da casa de Lucas até o trabalho é:
(A) 36;
(B) 40;
(C) 48;
(D) 50;
(E) 60.

21. (FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Caxias do Sul - RS - Técnico em Contabilidade) Na lógica proposi-
cional, as proposições compostas são constituídas de conectivos e proposições simples. Na sentença “Doze
é número par, mas é múltiplo de três”, temos uma sentença composta com o conectivo da ______________ e
respectivo valor lógico ______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
(A) negação – falsa
(B) disjunção – verdadeira
(C) disjunção – falsa
(D) conjunção – verdadeira
(E) conjunção – falsa

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22. (FUNDATEC - 2022 - SPGG - RS - Analista Arquiteto) Os conectivos lógicos são palavras ou símbolos
utilizados para conectar proposições de acordo com as regras da lógica formal. A alternativa que apresenta uma
disjunção, uma conjunção e uma condicional, nessa ordem, é:
Alternativas
(A) p → q, p v q e p ^ q
(B) p → q, p ^ q e p v q
(C) p v q, p ^ q e p → q
(D) p ^ q, p v q e p → q
(E) p v q, p → q e p ^ q

23. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de São Cristóvão - SE - Agente Comunitário de Saúde) Con-
sidere as seguintes proposições.
• P: “Se eu sou convidado para a festa do chefe e me recuso a ir, eu sou taxado de antissocial.”
• Q: “Se eu sou convidado para a festa do chefe e vou, eu sou taxado de puxa-saco.”
• R: “Se eu sou taxado de antissocial ou de puxa-saco, eu fico constrangido.”
• C: “Se eu sou convidado para a festa do chefe, eu fico constrangido.”
Acerca dessas proposições, julgue o item a seguir.
A proposição R pode ser corretamente simbolizada por u Λ v → w, em que ^ e → representam conectivos
lógicos, enquanto u, v e w são proposições simples afirmativas.
Alternativas
( ) CERTO
( ) ERRADO

24. (INAZ do Pará - 2017 - DPE-PR - Técnico em Informática) Diz-se que duas preposições são equivalen-
tes entre si quando elas possuem o mesmo valor lógico. A sentença logicamente equivalente a: “ Se Maria é
médica, então Victor é professor” é:
Alternativas
(A) Se Victor não é professor então Maria não é médica
(B) Se Maria não é médica então Victor não é professor
(C) Se Victor é professor, Maria é médica
(D) Se Maria é médica ou Victor é professor
(E) Se Maria é médica ou Victor não é professor

25. (FGV - 2017 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário - Área Administrativa) O salão principal do
tribunal está preparado para um evento comemorativo e diversas pessoas foram convidadas a comparecer. Na
porta do salão está um funcionário que recebeu instruções sobre as pessoas que podem entrar e uma delas foi:
“Se tiver carteira de advogado pode entrar.”
É correto concluir que:
Alternativas
(A) se João entrou então tem carteira de advogado;
(B) quem não tem carteira de advogado não pode entrar;
(C) se Pedro não pode entrar então não tem carteira de advogado;

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(D) quem é advogado, mas não tem carteira, pode entrar;
(E) todos os que entraram são advogados.

Gabarito

1 D
2 B
3 B
4 A
5 B
6 E
7 D
8 C
9 D
10 C
11 D
12 B
13 D
14 B
15 B
16 D
17 C
18 E
19 C
20 B
21 D
22 C
23 ERRADO
24 A
25 C

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