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Neo-Institucionalismo na Ciência Política

Analise do comportamento politico

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3.1.

Neo Institucional ismo;

O neo-institucionalismo defende que que há nas instituições sociais um grande


poder explicativo da realidade. Trata-se de um paradigma na ciência política
contemporânea e conta com algumas abordagens que são organizadas
metodologicamente e epistemologicamente de forma diferentes. Antes de caracterizar-
se como tal, o institucionalismo era pautado no que o autor chama de
'comportamentalismo' o que o aproximava da filosofia, de uma maneira mais
especulativa, abstrata e/ou indutiva. Somente no início do século XX, ocorreu de fato
uma ruptura com esse carácter especulativo e passou-se a defender métodos mais
positivos, com procedimentos verificáveis pautados em um realismo empírico, contando
com abordagens estatísticas e sócio psicológicas. Dessa forma, a abordagem neo-
institucionalista combinou em suas abordagens a orientação empírica do comportalismo
com seu rigor metodológico, com o formalismo do antigo institucionalismo. (p.4)

Hall and Taylor (1966), classificam as abordagens neo-institucionalista em 3:


Institucionalismo histórico, Institucionalismo sociológico e Institucionalismo da escolha
racional. Argumentam que a questão central dessas escolas consiste em tentar explicar a
origem a evolução e as mudanças das instituições e também em compreender como se
estabelecem as relações entre comportamento e instituição. A partir dessas questões
centrais, em função da diferença de respostas e de preocupação em responder uma ou
outra pergunta, originou-se uma divisão entre Institucionalismo histórico e
institucionalismo sociológico. Hall e Taylor elucidam que o institucionalismo histórico
foi desenvolvido em resposta ao grupo de teorias políticas e estrutural-funcionalistas
dos anos 60 e 70 . Por outro lado, o institucionalismo sociológico, originou-se da 'teoria
das organizações', quando alguns sociólogos começaram a desafiar a tradicional
distinção entre essas partes do mundo social que se diz refletir uma racionalidade formal
de meios-fins do tipo associado às formas modernas de organização e burocracia e
aquelas partes do mundo social que dizem exibir um conjunto diversificado de práticas
associadas à cultura (p. 6).

"Na verdade, o que ocorre é que quando Hall and Taylor (1996)
discutem institucionalismo histórico e institucionalismo sociológico,
em essência, estão a falar da mesma coisa: a escola sociológica do
neo-institucionalismo— também denominada institucionalismo
sociológico. O problema é o mesmo: surgimento, evolução e mudança
das instituições. Em ambos os casos, a análise é dinâmica e busca
apreender os processos sociais de moldagem do comportamento dos
indivíduos" (p. 7) [continuar]

Pelo ponto de vista do neo-institucionalismo histórico, Peres explica o neo-


institucionalismo como resultado do questionamento se pode entender que os resultados
das decisões políticas findam por virem das preferências de indivíduos que agem através
das instituições políticas, ou se as tomadas de decisões coletivas são pautadas por
alguma racionalidade oriunda do arranjo institucional. Dessa forma aprofunda um
pouco mais sobre o embate teórico entre essas duas tendências: o comportamentalismo e
o institucionalismo como base para o Neo-institucionalismo (Peres 2007). Esse novo
paradigma conquista hegemonia no interior da ciência política, uma hegemonia que se
deu através de inclusive comprovações estatísticas, além de ser o centro, o principal
campo da ciência política, organizando a comunidade, baseando-se na premissa básica
de que as instituições importam. No que tange aos pressupostos do
comportamentalismo, concebe que a ciência política deve se pautar no empirismo,
deixando-se influenciar pelo positivismo e o cientista deve privilegiar sua observação
limitando-se aquilo que é observável e que pode ser quantificado, mas que também a
pesquisa em questão deve ser pautada de uma maneira rigorosa por teorias com respeito
ao princípio de neutralidade axiológica, não podendo ser apenas descritivo.
Metodologicamente deve ter caráter analítico e multidisciplinar, 'seguindo a lógica do
sistema de inferência dedutivo. (Idem. p. 59). Dessa forma, o neo-institucionalismo
surge nos anos 60, como uma resposta revolucionária à ortodoxia behaviorista.
(Prosseguir)

3.2. Sistemas de governo em perspectiva comparada;


3.3. Legislativo e Executivo no Brasil;

3.4. Sistemas Eleitorais e o caso brasileiro;

3.5. Sistema Partidário brasileiro;

3.6. Reforma Política no Brasil.

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