Técnicas Contemporâneas no Ensino de Violino
Técnicas Contemporâneas no Ensino de Violino
1
Tradução de autor.
iii
Agradecimentos À professora Andrea Moreira que me acompanhou durante o
estágio e que me inspirou a ser melhor docente;
Ao professor Vítor Vieira que, desde o primeiro contacto, elevou os
meus conhecimentos musicais;
A todos os alunos que por mim passaram;
A todos os que são família.
iv
Resumo O presente relatório, no âmbito do mestrado em ensino da música
da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo e da Escola
Superior de Educação do Porto, incide sobre a prática desenvolvida
no Conservatório de Música do Porto durante o ano letivo
2018/2019.
O primeiro capítulo caracteriza a instituição em questão bem como
referencia os documentos orientadores do processo de
ensino/aprendizagem do grupo de cordas. O segundo capítulo relata
as atividades desenvolvidas durante o estágio. Por último, o terceiro
capítulo descreve o projeto de intervenção realizado com a
orquestra de cordas do 3º ciclo onde foi aprofundada a música
contemporânea e as suas técnicas para cordas. A atividade foi
intitulada de Laboratório de Modernices.
v
Abstract The present report, subject of the Masters Degree in Music
Education of the Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo
and Escola Superior de Educação in Porto, focuses on the practices
that were developed in the Conservatório de Música do Porto during
the 2018/2019 school year.
vi
Índice
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Índice de Anexos
1
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
2
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Por todos estes motivos, a instituição, em 1992, foi agraciada com a Medalha de
Mérito Cultural Grau Ouro do Porto.
2
Regime integrado: os alunos frequentam todas as componentes do currículo no mesmo
estabelecimento de ensino; Regime articulado: a lecionação das disciplinas das componentes
de ensino artístico especializado é assegurada por uma escola de ensino artístico
especializado e as restantes componentes por uma escola de ensino geral; Regime supletivo: a
frequência é restrita à componente de formação artística especializada dos planos de estudo
dos cursos básicos de música ou às componentes de formação científica e técnica artística no
caso dos cursos secundários de música. (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino
Profissional, s.d.).
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
No referido ano letivo, o corpo docente era constituído por 190 docentes: 87 fazem
parte do Quadro de Escola, 84 são contratados, 7 em mobilidade por Doença e 5
pertencentes ao Quadro de Zona Pedagógica. Os restantes 7 professores estavam
ausentes, sendo que 5 se encontravam destacados noutras escolas e 2 em licença
sem vencimento.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Completando o seu lema, o CMP garante a preparação dos seus alunos para seguir a
sua formação no ensino superior bem como para o mercado de trabalho. De uma
forma geral, contribui também para a formação cultural dos indivíduos. Do ponto de
vista específico, o CMP dispõe o conjunto completo onde integram as várias áreas que
contemplam a formação musical: prática instrumental, prática continuada de música de
conjunto, ciências musicais, domínio interpretativo e familiaridade com o repertório
contemporâneo (Projeto educativo, s.d., pág. 11). Destaco exclusivamente este último,
uma vez que se relaciona diretamente com a temática desenvolvida no capítulo III.
Neste sentido, acrescento que a disciplina Grupo de Música Contemporânea,
integrada nas classes de conjunto do CMP como oferta educativa opcional, orientada
pelo professor Fernando Marinho tem como objetivo explorar repertório
contemporâneo para ensemble e destina-se a alunos do 11º e 12º ano de
escolaridade. Criada em 2010 e com formações diversas consoante as inscrições tem
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
investido na linguagem moderna bem como numa vertente mais teórico-prática incluir
a componente de introdução à técnica de direcção sugerida pelo professor
responsável. No ano letivo 2018/2019 os instrumentos participantes foram piano,
percussão, trompete, saxofone, fagote, clarinete, oboé, flauta, contrabaixo, viola e
violino. Destaco a atividade do grupo realizada nos dias 11 e 12 de maio em conjunto
com o estúdio de ópera e com o coro infantil com a performance da obra Pequeno
Limpa-Chaminés de Benjamin Britten.3
38. Criação de condições para que a atividade escolar se processe com normalidade,
garantindo um ambiente de serenidade que favoreça a concentração no estudo e no
trabalho.
3
Título original Let´s make an opera, op. 45, (1949).
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
O professor deve implementar exercícios técnicos desde o 1º ano até ao 8º ano, ainda
que não signifique que deixe de os fazer nos anos seguintes.
As escalas estão presentes em todo o percurso escolar, começando com uma oitava,
inserindo duas oitavas ainda durante o 4º ano do 1º ciclo e implementando as escalas
de 3 oitavas no 8º ano. A partir do 10º ano é acrescentado à escala a execução de
uma escala em notas dobradas, mais precisamente em intervalos de terceira, sexta e
oitava. Para uniformizar a execução, é acrescentado em anexo os padrões de arcadas
recomendadas.
Os estudos e as peças estão também sempre presentes. Nos dois primeiros anos
existe alguma flexibilidade em optar, uma vez que as peças tem maior impacto sob
ponto de vista motivacional uma vez que, normalmente possui acompanhamento de
piano ou do professor de violino e gera mais entusiasmo à prática do instrumento.
A quantidade dos conteúdos vai alterando, sendo que a partir do 9º ano instala-se a
execução obrigatória de andamentos de concerto (desde o 2º ciclo a peça pode
também ser considerada como andamento de concerto ou sonata) bem como a partir
do 11º ano os alunos terão de contactar com o repertório barroco, nomeadamente
andamentos de Fantasias de G. P. Telemann (Alemanha, 1681-1767) e/ou Partitas e
Sonatas de J. S. Bach (Alemanha, 1685-1750).
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Critérios de Avaliação
Domínios Instrumentos 1º 2º
3ºciclo Sec.
ciclo ciclo
- Responsabilidade Observação direta
Saber - Respeito/Cumprimento de
20% 15% 15% 10%
Estar regras
- Autonomia
Observação direta
Saber - Cognitivo, sensorial e Estudo individual
80% 85% 85% 90%
Fazer performativo Apresentação
Pública
4
Ver capítulo III.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
1. Introdução
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
O contacto que a professora Andrea tem com as línguas e com o canto faz com que
invista bastante na qualidade sonora dos seus alunos bem como no cuidado com a
afinação. O recurso frequente à entoação permite melhorar a acuidade auditiva dos
alunos bem como desenvolver outras competências musicais gerais. O seu percurso
académico, tal como foi destacado durante a prática educativa, incidiu na formação
musical infantil, estando assim muito preparada e familiarizada para lidar com crianças
em idade pré-escolar e 1º ciclo no que toca a estratégias de ensino e a relação
interpessoal.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
O professor Vítor Vieira foi meu docente na licenciatura em música, sendo que fazia
todo o sentido escolhê-lo como orientador de mestrado. Como professor de violino fez-
me rever e solidificar as bases técnicas bem como potenciá-las com vista a atingir
sempre melhores resultados. Teve também um especial contributo no método e
organização do estudo individual, ensinando-me variadíssimas estratégias para
melhorar a qualidade do trabalho. O seu gosto pela música contemporânea é cúmplice
do meu investimento nesta temática e da base da para este projeto. Como violinista, é
uma pessoa inspiradora.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
2 SET
0 OUT 5, 19, 26 5, 19, 26 5, 19, 26
1 NOV 16, 23 16, 23 16, 23 16, 23
8 DEZ 7 7 7 7
4, 11, 4,11,
JAN 4, 18 4, 18 11, 25 11, 25
18, 25 18, 25
2 FEV 1, 22 1, 22 1, 22 1, 22
0 1, 15, 1, 15, 1, 15,
MAR 1, 15, 22 8, 29 8 8 8
1 22, 29 22, 29 22, 29
9 ABR 26 26 26
MAI 3, 10 3, 10 3, 10 3, 10 17 17 17 17
JUN 14 14 14
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
O Pedro teve a professora Andrea como sua orientadora desde o início da sua
aprendizagem. Até ao 5º grau desenvolveu as competências necessárias para a
obtenção de um aproveitamento satisfatório. Aquando o ingresso no ensino
secundário, a sua dedicação foi diminuindo e a opção de continuar em regime
supletivo teve algum impacto no empenho do aluno. De destacar que a sua
continuidade no CMP depende essencialmente da vontade dos seus pais, não
significando que o aluno não demonstre gosto pelo instrumento. Todavia, a sua
prioridade é o percurso curricular que tem vindo a desenvolver no curso de ciências e
tecnologias. De uma maneira geral, revela algumas dificuldades técnicas agravadas
pela sua falta de hábitos de estudo.
A Sofia, tal como a Cristiana, convive com a música desde a sua gestação devido à
situação profissional de um dos seus ascendentes. É visível a sua capacidade auditiva
embora revele alguma dificuldade ao nível da reprodução. Facilmente deteta a
desafinação mas a ação de entoar é algo que detém alguma inibição e acanhamento.
Ingressou no CMP no 1º ano do 1º ciclo na variante de harpa. Juntamente com os
seus pais decidiram transitar para o violino no 5º ano, ano em que se encontra inscrita
atualmente. Realizou as provas impostas para este tipo situações tendo sido aprovada
devido à sua imediata adaptação ao instrumento. Demonstrou flexibilidade e boa
coordenação motora, bem como capacidades no reconhecimento auditivo das notas e
da sua afinação. A sua aprendizagem anterior facilita a leitura musical, fator positivo à
sua evolução futura. De forma a obter resultados mais rapidamente, a professora
propôs um acompanhamento extra para que a aluna venha a ingressar na classe de
conjunto de orquestra e para que o seu nível de conhecimento não se distancie muito
de outras crianças inscritas em violino no mesmo ano.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Tendo e conta o seu processo, a observação pode ser ocasional, caracterizada pelo
registo dos incidentes isolados da interação dos indivíduos ou de um fenómeno num
momento específico. Normalmente, este tipo de observação revela problemas de
objetividade oriundos de descrições detalhadas de comportamentos/fenómenos pouco
habituais; A observação sistemática centra a sua atenção nos processos e nos
resultados obtidos, inseridos num ambiente fechado e com controlo de variáveis; A
naturalista, tal como o nome indica, permite a investigação de fenómenos nos seus
contextos de ocorrência natural. Além disso, é também mais prática e acessível. A
meu ver, o tipo de observação que mais se enquadra no trabalho desenvolvido ao
longo do estágio é a observação naturalista, na medida em que, após recolhermos
todos os dados podemos analisá-los com maior exatidão e interpretá-los de forma
completa. Segundo Estrela (cit. por Santos, 1994) a observação natural regista os
dados recolhidos em “biografia” que são construídos a partir do que é observado.
Caracterizando, não é uma observação seletiva – o observador procede a uma
acumulação de dados, pouco seletiva, mas passível de uma análise rigorosa; o
observador preocupa-se com a precisão da situação, ou seja, com a apreensão de um
comportamento ou de uma atitude inseridos na situação em que se produziram, a fim
de se reduzirem ao mínimo as dúvidas referentes à sua interpretação; o observador
pretende estabelecer biografias compostas por um grande número de unidades de
comportamento, que se fundem umas nas outras e, por último, a continuidade é um
dos princípios de base que possibilita uma observação correta.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Por este motivo é que observar requer critérios específicos antes e depois da ação.
Quando planeamos uma observação centramos a nossa atenção num determinado
objetivo de estudo. No entanto, especialmente durante uma aula de individual há uma
grande probabilidade de o objetivo que definimos como prioritário ser sobreposto por
outro. Do ponto de vista pessoal e da minha experiência, penso que no momento pode
tornar-se complicado ter de decidir se mantemos o foco de observação e correr o risco
de os dados recolhidos serem insuficientes ou alterar o foco de observação e ter de
adaptar a grelha no momento. O ideal é que a grelha de observação tenha também
algum espaço para comentários ou observações. Sendo assim, optei por grelhas de
descrição, separando os acontecimentos segundo o conteúdo abordado pela
professora Andrea. De uma forma geral, considero que este formato foi o mais
indicado, uma vez que pude absorver o máximo de informação possível, desde
comentários específicos a analogias representativas bem como a distribuição temporal
dos conteúdos ao longo do tempo letivo.
São inúmeros os documentos que relatam as aulas observadas durante o ano letivo,
possíveis de serem consultados cronologicamente em anexo do presente relatório.
Todos eles são importantes para a perceção da continuidade do trabalho de cada
aluno e da organização estabelecida pela professora cooperante. Cada documento
está identificado com o nome do aluno, ano de frequência, bem como a data da aula.
A tabela principal contém a descrição pormenorizada da aula e no final, proponho uma
reflexão pessoal sobre a mesma.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Reflexão
É cativante a forma como a professora Andrea ensina, mais se aplica aos alunos mais novos.
A aprendizagem é bastante rápida devido a imagética criada pela professora. São tantos os
exercícios que aplica e que criam sorrisos à medida que os realizam. Tudo isto estimula à
aprendizagem e desperta o gosto pelo estudo do instrumento. Em relação à Sofia, questões
ligadas à técnica da mão direita são as principais a serem trabalhadas devido à sua
dificuldade de coordenação de movimentos. A meu ver, não só pelo recente contacto com o
instrumento, mas também pela grande diferença entre os movimentos na harpa (instrumento
anterior) e do violino.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
a contrariar esta tendência, uma vez que, de uma forma geral, aplica o princípio do
reforço positivo, salvo algumas exceções em que um determinado aluno necessitasse
de uma atitude mais rígida e realista de forma a consciencializar-se dos seus deveres
como aluno. No caso da Cristiana D., a professora não estava ainda satisfeita com a
expressividade, mas decide interpelá-la dizendo “Tocaste com muito boa sonoridade.
No entanto, podes ainda fazer mais cores, principalmente nas partes mais
expressivas”, em vez de o som não está suficientemente bonito, tens de melhorar!, por
exemplo. Outro exemplo é “Com certeza que trabalhaste isto muito bem, portanto
confia! Claro que pode melhorar, mas não deixes o pensamento entrar por um único
segundo a dizer que não vai dar certo”, mostrando que acredita no trabalho da aluna,
embora ainda haja aspetos a serem aperfeiçoados. Finalizando, destaco o comentário
final “Está no bom caminho! Vai ficar bem, mas ainda precisa de um pouco mais de
tempo para amadurecer.”, indicativo de confiança e segurança, demonstrando a
necessidade de aluna continuar a investir na qualidade do seu estudo individual.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
primeira página interrompe para dizer “tocaste com muito boa sonoridade. No
entanto, podes ainda fazer mais cores, principalmente nas partes mais expressivas”.
Numa passagem com notas dobradas diz “Com certeza que trabalhaste isto muito
bem, portanto confia! Claro que pode melhorar, mas não deixes o pensamento entrar
por um único segundo a dizer que não vai dar certo”.
Repetem algumas secções com problemas, utilizando dinâmicas de estudo
diferentes.
Vai referindo aspetos importantes para o músico:
- “Quando tocas, tens de estar convencida!”
- “As passagens difíceis têm de ser trabalhadas todos os dias!”
- “As passagens rápidas em situação de concerto devem ser pensadas como
se fossem lentas!”
Para melhorar a abordagem a certas passagens de carácter dolce e calma, por
exemplo, a professora recorre à analogia: “imagina o gato com as suas patas fofas a
aproximar-se ou a entrar numa sala desconfiado e à procura de algo”. Com isto, a
aluna fica mais sensibilizada para tocar no carácter certo.
13:00 Finalizam a aula e, enquanto a aluna arruma o material, a professora diz “Está no
bom caminho! Vai ficar bem, mas ainda precisa de um pouco mais de tempo para
amadurecer.”
Reflexão
Considero que o aspeto mais importante desta aula foi, sem dúvida, o recurso aos resumos.
Em todos os conteúdos a professora enumerou os aspetos que devem ser melhorados de uma
forma clara e concisa. A perceção pela aluna foi imediata e a organização do estudo individual
da semana será seguramente mais fácil.
Destaco ainda, sem menor importância, o constante reforço positivo dado pela professora,
grande fonte de segurança e confiança.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Reflexão
Penso que nesta aula foi possível verificar os efeitos que o reforço positivo tem nas crianças.
A professora elogiou, com razão, os feitos da Marta. O resultado, para além do brilho nos
olhos e do sorriso contido, foi um maior interesse da Marta em melhorar. Estimulou a
curiosidade da aluna para aspetos que não conhecia e para refletir naquilo que ainda pode
corrigir e aperfeiçoar. O mais curioso é que surgiu de forma espontânea por parte da aluna. A
meu ver, estreitou mais ainda os laços entre a professora e aluna. A professora Andrea é
muito simpática e carinhosa e, sem dúvida, que não é difícil criar uma boa relação com ela.
Ainda assim, há bastante preocupação por parte da mesma em comunicar e relacionar-se de
forma eficaz com os seus alunos.
Posso concluir que sou uma felizarda por tudo o que aprendi no estágio desenvolvido
ao longo do MEM e na escolha que fiz quanto à professora cooperante. A minha
participação e colaboração nas aulas foi sempre bem acolhida pela professora Andrea
Moreira que em todas as aulas interagia, comigo, questionando-me acerca de
determinados aspetos/conteúdos, solicitava-me sugestões e valorizava as minhas
escolhas e técnicas de estudo, aplicando-as nos seus alunos.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Reflexão
A professora começou a aula referindo a aproximação à prova final de ano. Não o faz para
criar nervosismo (podendo-se ter verificado pelo tom de voz) mas para colocar a aluna em
alerta e despertá-la a limar os últimos detalhes do repertório. Desde 1.03 que a peça Légende
tem vindo a ser trabalhada, todavia a professora decide alterá-la para a Meditation. Considero
que foi uma troca ponderada e muito favorável à aluna, uma vez que, intensifica as qualidades
interpretativas da mesma e, pelo gosto e aproximação ao estilo, revelou-se bastante acessível
ao nível da preparação técnica.
De referir, a abordagem motivadora e positiva que a professora Andrea revela constantemente
e que tem um impacto muito favorável na aluna. Além disso, transforma partes técnicas em
imagens do quotidiano, facilitando a sua perceção e desmobilização.
Considero importante refletir sobre o aluno Pedro S. Dos quatro alunos integrantes da
prática educativa destaca-se por não cumprir os requisitos mínimos de estudo
individual o que refletiu em todo o seu aproveitamento e rendimento na aula semanal
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
de violino. A professora Andrea, no início do ano letivo advertiu-me para este caso,
sugerindo que talvez fosse mais proveitoso assistir à aula de outro aluno de ensino
secundário, de forma a ser mais cativante e mais enriquecedor. Todavia, para além de
não ter outra disponibilidade coincidente com o horário da professora, considero que
os alunos menos empenhados e com mais dificuldades são também desafios diários
face à criatividade e dedicação do professor.
Agravando a situação, a falta de estudo regular também não permitia o avanço da sua
evolução e a obtenção de resultados positivos. Ainda assim, considero que a
observação destas aulas teve um impacto positivo e foi bastante útil na definição de
estratégias, bem como na reflexão acerca de possíveis situações semelhantes no
futuro. A propósito, durante o 3º período do corrente ano letivo fui professora de uma
aluna inscrita no 5º grau, ano importante para a conclusão do 3º ciclo do ensino
básico, que revelava fracos hábitos de estudo e algumas dificuldades técnicas que a
impediam de estar no patamar exigido para o nível referido. A ligação desta aluna com
o Pedro advém da necessidade que senti em estipular algumas estratégias para
contrariar a atitude e perceção de alguns alunos no sentido de os estimular e de
explorar o seu máximo potencial, reflexão instigada pela observação das aulas do
Pedro. Na minha opinião, a maior preocupação relativamente a este caso centra-se na
monitorização do estudo individual e acima de tudo, na criação de objetivos concretos
que o levassem, quase que pressionado, a estudar. Esta era também a situação da
minha aluna, cuja ação foi direta e imediata. Após cada aula, estipulávamos dois dias
em que a aluna teria de enviar gravações do conteúdo pedido, ao qual eu escrevia
comentários e novos objetivos a atingir para a nova gravação/aula seguinte. Esta
experiência foi extremamente bem-sucedida: a aluna enviou atempadamente as
gravações, foi-se tornando mais rigorosa com a qualidade da mesma bem como a
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Não penso que seja relevante destacar alguma das aulas do Pedro que tive
oportunidade de observar. Em suma, não houve grande diversidade de informação e
conteúdo, já que o papel da professora era mais de acompanhamento ao estudo e o
trabalho lento com grande foco na leitura. Posso concluir que pude consolidar algumas
técnicas de estudo e também explorar vertentes e diferentes possibilidades para a
resolução de dificuldades técnicas e outros problemas decorrentes da aprendizagem
do violino.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Reflexão
Nesta aula, a professora conseguiu abordar todos os aspetos essenciais à execução do
violino. Desde a correta utilização do arco, à colocação dos dedos da mão esquerda, ao
reconhecimento da afinação e à noção de altura da nota, a Sofia pôde estimular todas as
aptidões e estar mais orientada para o estudo individual. Como tenho vindo a verificar, a
professora recorre várias vezes à estratégia de cantar as músicas que estão a ser estudadas.
No entanto, a Sofia não gosta de cantar e praticamente não emite qualquer som durante o
exercício. Já por isso, a professora canta em simultâneo com o objetivo de estimular e, a longo
prazo, transmitir confiança para a aluna o vir a realizar sozinha.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Schon defende que (cit. por Nóvoa, 1992, p. 91) existem três dimensões essenciais à
reflexão sobre a prática: “primeira, a compreensão das matérias pelo aluno (Como é
que este rapaz compreende estes modelos? Como é que interpretou as instruções?
[…] ); segunda, a interação interpessoal entre o professor e o aluno (Como é que o
professor compreende e responde a outros indivíduos a partir do ponto de vista da sua
ansiedade, controle, diplomacia, confrontação, conflito ou autoridade?); terceira, a
dimensão burocrática da prática (Como é que um professor vive e trabalha na escola e
procura a liberdade essencial à pratica reflexiva?)”.
Apresentação da Aula
Disciplina Violino
Nome do(s) aluno(s) Marta R.
Regime de frequência 5º ano Integrado – Conservatório de Música do Porto
Tipologia da aula Ensino Individual
Duração 45 min.
Data 25 de Janeiro de 2019
Docente Cooperante Andrea Moreira
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Perfil do Aluno
A Marta revela bastantes facilidades para o estudo do instrumento. Integra o CMP desde o 1º
ciclo sendo orientada pela professora Andrea desde essa altura, o que se reflete no facto de se
encontrar bastante acima do nível médio de conhecimentos para o 5º ano. No entanto, a sua
percepção das indicações dadas nem sempre é imediata, sendo que a imitação e a
demonstração são ferramentas essenciais para uma aprendizagem mais eficiente. Durante o 1º
período aprendeu a 3º posição e a técnica do vibrato sendo que são os principais aspetos a
consolidar durante o ano letivo.
Conteúdos da Aula
Conteúdos Escala de Sol menor melódica em duas oitavas, com mudança de
programáticos e posição
didáticos Trabalho e consolidação da estrutura da mão esquerda na
tonalidade de sol menor;
Aplicação de diferentes distribuições do arco (opcional).
M. C. Festing, Andantino and Menuetto (da Sonata para violino op. 8
nº1)
Peça de carácter técnico e expressivo com vista à exploração da
tonalidade de sol menor e, na segunda secção, a respetiva
homónima. Caracterizada por diferentes esquemas rítmicos e de
arcadas, visando o uso de diferentes distribuições e velocidades
de arco. Domínio da mão esquerda ao nível 3º posição, trilos e
acordes. Contacto com a escrita barroca através da execução de
apogiaturas sobrevalorizadas. Aplicação de várias dinâmicas
expressivas e vibrato.
Objetivos da aula
Objetivos gerais Dominar as particularidades técnicas do instrumento;
Adquirir a postura correta;
Adquirir competências musicais através de reportório adequado ao
estudo do violino;
Desenvolver a autonomia para o trabalho individual do instrumento;
Promover a sensibilidade musical.
Objetivos Desenvolvimento A aluna deverá ser capaz de:
específicos técnico da mão Colocar todos os dedos de forma
esquerda coordenada e relaxada;
Articular diferentes combinações entre os
dedos;
Aplicar o vibrato.
Desenvolvimento A aluna deverá ser capaz de:
técnico da mão Utilizar o arco na íntegra (talão – ponta e
direita ponta – talão) e combinar ambas as
partes inferior e superior;
Aplicar os golpes de arco detaché e
martelé;
Usar diferentes velocidades no
movimento do braço direito.
Desenvolvimento A aluna deverá ser capaz de:
musical Relacionar as notas situadas na pauta
musical com a posição das mesmas na
escala/ponto do instrumento na 1º e 3º
posição;
Reconhecer e corrigir a desafinação;
Reconhecer e aplicar as dinâmicas
musicais;
Identificar momentos de repouso de
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
fraseado musical.
Tocar de forma correta com o
acompanhamento de piano.
Desenvolvimento da aula
Estratégias gerais Apresentar os objetivos propostos para a aula;
Rever o trabalho realizado individualmente pela aluna, orientado no
final da aula anterior e verificar a qualidade do mesmo;
Incentivar o sentido crítico da aluna, direcionando a sua atenção para
os possíveis erros existentes provenientes do estudo individual;
Orientar a aluna com soluções e estratégias para o seu
desenvolvimento musical;
Avaliar as atividades realizadas, tendo como referência os objetivos
propostos.
Sequência das Atividade 1 (2’) Preparação do material: a aluna abre o estojo do
atividades violino, aperta o arco, coloca resina no mesmo e dispõe as partituras
na estante. Após isto, a professora procede à afinação do instrumento;
Atividade 2 (3’) Segue-se a breve explanação dos objetivos propostos
para a aula e um pequeno aquecimento;
Atividade 3 (5’) A aluna executará a escala. Possíveis erros de
afinação serão observados e corrigidos com recurso ao piano e será
pedido entre duas a três arcadas diferentes;
Atividade 4 (20’) Em seguida, a aluna tocará a peça. A aula centrar-
se-á nos dois andamentos com correção da afinação, qualidade do
som, distribuição do arco, uso do vibrato, das dinâmicas e estilo
musical.
Atividade 5 (10’) Segue-se o momento de execução da peça com
acompanhamento de piano.
Atividade 6 (2’) A aula terminará com as indicações do trabalho de
casa e a avaliação do trabalho realizado.
Recursos Violino e arco (professora e aluna), piano, estante, partituras, lápis.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Apresentação da Aula
Disciplina Violino
Nome do(s) aluno(s) Pedro S.
Regime de frequência 6º grau Supletivo – Conservatório de Música do Porto
Tipologia da aula Ensino Individual
Duração 45 min.
Data 25 de Janeiro de 2019
Docente Cooperante Andrea Moreira
Perfil do Aluno
O Pedro revela algumas dificuldades ao nível do braço direito, no que toca ao controlo de
diferentes golpes de arco, a destacar o spiccato que tem sido alvo de atenção por parte da
professora cooperante. Demonstra ainda falta de hábitos de estudo, refletindo-se no seu
aproveitamento ao durante as aulas e ao longo do período. A salientar que o aluno não
transitou para o 7º grau no ano letivo anterior.
Conteúdos da Aula
Conteúdos H. Marteau, estudo nº 6 , op.14
programáticos e Trabalho específico da técnica de spiccatto.
didáticos F. Seitz, Concerto nº 4 em ré maior, op. 15 – 1º andamento
Aplicação dos conhecimentos técnicos já adquiridos e consolidação dos
mesmos. Domínio das posições e respetivas mudanças entre a 1º e a 5º
posição bem como os diferentes padrões entre os dedos. Foco especial
nas secções de spiccato.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Objetivos da aula
Objetivos gerais Dominar as particularidades técnicas do instrumento;
Adquirir competências musicais através de reportório adequado ao
estudo do violino;
Desenvolver a autonomia para o trabalho individual do instrumento;
Promover a sensibilidade musical.
Objetivos Desenvolvimento O aluno deverá ser capaz de:
específicos técnico da mão Tocar de forma afinada e estabelecer
esquerda corretamente os espaços entre os dedos;
Desenvolvimento O aluno deverá ser capaz de:
técnico da mão Utilizar o arco na íntegra (talão – ponta e
direita ponta – talão) e combinar ambas as
partes inferior e superior;
Aplicar os vários golpes de arco exigidos,
em destaque o spiccato por se revelar
mais complicado para o aluno;
Usar diferentes velocidades no
movimento do braço direito.
Desenvolvimento O aluno deverá ser capaz de:
musical Conhecer a estrutura das obras e
executá-las de forma contínua;
Reconhecer e corrigir a desafinação;
Reconhecer e aplicar as dinâmicas
musicais;
Revelar sentido musical.
Desenvolvimento da aula
Estratégias gerais Apresentar os objetivos propostos para a aula;
Rever o trabalho realizado individualmente pelo aluno, orientado no
final da aula anterior e verificar a qualidade do mesmo;
Incentivar o sentido crítico do aluno, direcionando a sua atenção para
os possíveis erros existentes provenientes do estudo individual;
Orientar o aluno com soluções e estratégias para o seu
desenvolvimento musical;
Avaliar as atividades realizadas, tendo como referência os objetivos
propostos.
Sequência das Atividade 1 (4’) Preparação do material: o aluno abre o estojo do
atividades violino, aperta o arco, coloca resina no mesmo e dispõe as partituras
na estante. Após isto, afinará o instrumento através do lá3 do piano;
Em caso de dificuldade, a professora retificará a afinação.
Atividade 2 (3’) Segue-se a breve explanação dos objetivos propostos
para a aula e um pequeno aquecimento;
Atividade 3 (3’) Como o aluno revela algum bloqueio no movimento do
braço direito, previamente à execução do estudo, será repetido
algumas vezes o padrão visual de V em cordas soltas.
Atividade 4 (10’) No estudo, serão aplicados algumas arcadas do
andamento de concerto. À medida que o aluno execute serão dadas
indicações relativamente à técnica de arco, afinação e outros aspetos
quando necessário.
Atividade 5 (20’) O aluno executará o concerto a partir do início.
Consoante as dificuldades e erros apresentados, serão trabalhadas as
secções específicas.
Atividade 6 (5’) A professora fará um resumo dos aspetos melhorados
e a melhorar e dará indicações relativamente aos trabalhos de casa. A
aula terminará com a avaliação do trabalho realizado.
Recursos Violino e arco (professora e aluno), piano, estante, partituras, lápis.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Autoavaliação do aluno O aluno refere que tem de praticar mais e que durante a semana
não o fez.
Heteroavaliação A professora partilha da mesma opinião do aluno. Refere que
pode vir a atingir melhores resultados e a desfrutar mais da
performance se adquirir métodos de estudo individual.
Avaliação do professor Os exercícios aplicados para a libertação do braço direito devem
continuar a ser aplicados. O aluno não revelou sentido musical
nem foi capaz de executar as obras de forma contínua. Os
objetivos referentes ao desenvolvimento técnico da mão direita
foram parcialmente cumpridos.
4. Reflexões Finais
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Outro ensinamento transmitido pela professora cooperante foi que não podemos
querer estudar pelos nossos alunos. Os hábitos de estudo dos alunos são cúmplices
do sucesso dos professores, mas quando existem lacunas neste campo a nossa tarefa
passa por perceber o que precisa de ser complementado. Levantar questões como o
meu aluno está motivado? Tem dificuldades na organização do tempo? Não gosta do
repertório? Conseguirei aliar-me aos pais para elevar o ritmo de trabalho? Entre outras
estratégias possíveis para combater este problema constante no ensino da música.
Sofia A. (5ºAno)
Marta R. (5ºAno)
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Pedro S. (6ºGrau)
Ao longo do ano, a Ana conseguiu estabelecer uma boa relação com os alunos, o que
também foi visível durante os momentos que lecionou. As suas aulas foram sempre
bem preparadas e planificadas. Ela foi muito cuidadosa em todos os pormenores
técnicos e interpretativos, reforçando os aspetos positivos e encontrando sempre forma
de ultrapassar as dificuldades reveladas.
A Ana está muito bem preparada para a função docente, tanto de ponto de vista
técnico-científico como do ponto de vista humano.
A Ana foi sempre assídua e pontual e planificou e preparou todas as aulas a que assisti
de uma forma cuidadosa e fundamentada de um ponto de vista técnico-musical e
pedagógico. Conseguiu manter um ótimo ritmo de trabalho e comunicar com os alunos
de uma maneira descontraída, acessível e clara. Demonstrou um bom domínio do
repertório que ensinou, o que lhe permitiu não só explicar todos os conceitos e técnicas
necessários, mas também exemplificar com qualidade e de uma maneira clara.
Mostrou também uma grande vontade de aprender e melhorar, não só na maneira
como integrava sugestões da minha parte ou da professora cooperante, mas também
como procurou encontrar soluções para problemas em que a metodologia planeada
não surtia o efeito desejado. Geriu bem o tempo de aula, definindo os objetivos iniciais
e cumprindo os planos das aulas.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Não tenho dúvidas que esta experiência foi muito positiva para a prática pedagógica da
Ana e que ela está muito bem preparada para a sua carreira como professora de
violino.
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Ana Tedim
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
1. Introdução
2. Problemática do estudo
Com base nas considerações iniciais, foco como problemática de estudo a pouca
incidência da música contemporânea no ensino do violino. De que forma são
estimulados os alunos para a audição e execução de música contemporânea? Os
professores de instrumento/classes de conjunto promovem a inserção de repertório
contemporâneo? Quais as principais razões para os docentes não o incluírem?
5
Internacionalmente conhecidas como extended techniques.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Como plano de melhoria proponho uma abordagem direta com a classe de conjunto
orquestra de cordas do 3º ciclo em regime integrado. É importante referir que este
projeto de intervenção abrange não só os alunos de violino mas também os alunos
dos restantes instrumentos de cordas friccionadas, a nominar a viola d’arco, o
violoncelo e o contrabaixo.
Este projeto tem como principais objetivos elucidar os intervenientes sobre as técnicas
de escrita musical moderna, contribuir para a formação de público para a música
contemporânea (numa perspetiva a longo prazo) e sensibilizar os docentes e
dirigentes pedagógicos para a inclusão de novo repertório no ensino da música em
geral. Para além destes, visando a aprendizagem dos alunos, este projeto pretende
ainda estimular a criatividade e também o contacto e exploração do instrumento
através de técnicas não tradicionais.
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Ana Tedim
3. Fundamentação teórica
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
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Ana Tedim
Isolda, de Richard Wagner, Bernstein escreve: “Onde nos encontramos nós? Somos
levados ao sabor da corrente, num mar em que a tonalidade é indefinida” (p.209).
Ainda contextualizando a escrita musical, o autor comenta: “Reparem que estes doze
sons começaram a ter, a partir desta altura, uma importância quase equivalente.
Vivem numa democracia anárquica e não numa sociedade organizada e governada
por uma tónica bem definida” (p.209). Refletindo, não deixam de ser os processos
tradicionais que permitem a evolução da música, dando-lhe novas cores, harmonias,
ritmos e timbres reorganizados e que devem ser valorizados e incentivados.
Esta tarefa cabe, essencialmente, ao educador que deve “ajudar a escutar o fenómeno
sonoro de maneira relativista, quer dizer, considerar qualquer sistema de organização
(modal, tonal, serial,…) como um caso particular no interior desta fonte inesgotável de
princípios de composição que é o mundo sonoro” (Bosseur, 1990, p.280). Dominique e
Jean-Yves Bosseur, com formação em composição e filosofia estética, transparecem o
pensamento de que “a pedagogia musical, quando é ministrada, parece dar pouca
atenção às múltiplas vias adoptadas hoje em dia pela música, como se o que contasse
fosse apenas inculcar no estudante um saber abstracto, museográfico, desfasado dos
dados atuais da evolução do pensamento e das suas interrogações” (p.280). De uma
forma geral, música do século XX e XXI é transmitida segundo ideias e comparações
com épocas antecedentes, principalmente com o pensamento do século XIX. Desta
forma, existe o risco de menosprezar o valor de ambas as obras, tendo em conta a
preferência. Citado por Porto (2013, p. 56), Paynter (1994) potencializa esta ideia
defendendo que a compreensão de uma obra de arte (referindo-se neste caso em
concreto a uma peça musical) só pode advir segundo a sua própria individualidade.
Transportando este princípio para o ensino, de forma a facilitar a perceção no
desenvolvimento musical, o docente deverá inicialmente encaminhar o pensamento do
aluno para uma reflexão sobre a obra a executar, abordando aspetos como o conceito
estético e estrutura da mesma, instigando assim à autonomia e individualidade
interpretativa. De forma a promover e aprofundar a audição de música erudita
contemporânea, “um dos objetivos fundamentais é educar o ouvinte para que não
persista em encontrar as mesmas intenções compositivas, os mesmos sons, o mesmo
tratamento técnico, nem o mesmo deleite que se obtém com obras de compositores
anteriores ao século XX” (Martinez, 2004; cit. por Porto, 2013, p. 76).
Importa agora aprofundar de que forma deve ser feita essa orientação. O professor
deve ter em atenção a cultura musical do aluno, isto é, quais as suas preferências
musicais, compositores, estilos e até mesmo formações de instrumentos. Desta forma,
o seu acompanhamento e a sua influência ativa deverão completar o universo musical
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
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6
Tonebars, é o termo utilizado no documento original como exemplo dos instrumentos
utilizados (Fédération Internationale Willems).
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
7
Os quatro domínios são: reprodução auditiva, execução através da leitura da partitura, tocar
de memória e improvisação, tendo em conta o documento original playing by ear, playing by
note-reading, playing from memory, improvisation (Fédération Internationale Willems).
8
In learning to speak, children first listen. (…). Soon after, children begin to imitate. (…). Then
they begin to think in the language. (…) Next, children improvise in the language. (…) Finally,
after several years of developing their ability to think and speak, children are taught how to read
and write (Gordon, 1997).
43
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
A autora defende que o material existente sobre as técnicas ditas não convencionais
estão direcionados para instrumentistas mais avançados, criando uma barreira para
alunos mais novos curiosos, por exemplo, e afastando-os da estética musical
contemporânea. Como já foi referido anteriormente, a escrita musical continua a
evoluir e há, por isso, uma consequente necessidade de evoluir as estratégias de
ensino. Se o professor se mantiver neutro à evolução, haverá cada vez mais
dificuldade em abordar o novo repertório. Por norma, e sem querer desacreditar o
papel dos pedagogos, o compositor vê-se obrigado a incluir nas suas obras uma
secção introdutória com orientações didácticas para a execução da peça em questão e
desta forma facilitar o contacto entre compositor e intérprete. Sendo assim, é
importante que os estudantes, professores e instrumentistas tenham acesso a mais
informação bem como a mais experiências com a técnica e escrita moderna.
Deste modo, tendo em conta os benefícios evidenciados por Susana Porto (2013) face
à estimulação da aprendizagem com a linguagem musical contemporânea descritos
anteriormente e o conceito estruturado por Mariana Krewer (2018) acerca das técnicas
específicas para o nível intermédio de ensino, será concebido um projeto onde se
possam cruzar estes dois panoramas. Serão selecionadas apenas algumas das
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Perante isto, surge a questão: de que modo é que a utilização das técnicas permitirá
uma aprendizagem positiva?
Uma das técnicas escolhidas é o molto vibrato. Não é uma técnica exclusiva do
período contemporâneo mas tem vindo a ser potenciada, daí a ter selecionado.
Conforme os conteúdos programáticos da disciplina de violino, o vibrato é instituído
idealmente no 3º grau. Nas aulas de instrumento, a sua aplicação é feita com
movimentos lentos e controlados. No entanto, este controlo pode gerar tensão que por
sua vez pode vir a limitar o movimento suposto, condicionando a qualidade do
movimento e o relaxamento do corpo. Experienciando a técnica e aplicando-a
indiscriminadamente o movimento torna-se gradualmente mais confortável. Ainda
9
Texto original: first, a more flexible left hand; second, mastery of a variety of extreme tone
colors and dynamic level changes; and last, the capacity of switching between different
techniques quickly, but in a controlled manner (Krewer, 2018, pág. 7).
45
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
10
Ver anexo I e ilustração 1.
46
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como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
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4.1. Sessão 1
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Ana Tedim
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Com isto, dei início à introdução das técnicas a serem estudadas durante a atividade.
De referir que algumas das técnicas, principalmente as técnicas executadas através
da mão/braço direito, surgiram inclusive em períodos musicais anteriores, todavia
foram e continuam a ser enfatizadas pelos compositores do período moderno. Como
material de apoio, foi distribuído um documento impresso em papel13 com uma tabela,
que incluía uma coluna em branco e outra explicativa com o nome e/ou descrição da
execução da técnica em questão. Durante a explicação e demonstração, os alunos
preencheram os espaços em branco com os símbolos expostos nas cartolinas
coloridas14, potencializando a consolidação das técnicas apresentadas. A seguinte
imagem mostra o documento distribuído, preenchido por uma aluna escolhida
casualmente no final da aula.
11
Ver 4.1.1.
12
Ver anexo III.
13
Ver ilustração 1.
14
Ver anexo I.
49
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Cerca de vinte minutos antes da aula terminar, propus um exercício que colocasse em
prática as técnicas apreendidas, bem como estimulasse a criatividade e autonomia
dos alunos. Numa sequência numerada, que foi estabelecida através da distribuição
aleatória de papéis numerados numa bolsa de pano, cada aluno teve 5 segundos para
executar um segmento que incluísse uma ou várias técnicas. Sendo assim, durante
180 segundos (cronometrados com relógio), foi possível criar 36 segmentos originais,
únicos, diversos e em tempo real de um ambiente musical moderno e contemporâneo.
Os alunos memorizaram o seu número, seguindo autonomamente a respetiva
progressão através de um sinal de entrada dado por mim a cada intervalo de 5
segundos. Na minha opinião, o resultado foi extremamente positivo: alguns alunos
destacaram-se por um segmento expansivo e com as técnicas bem executadas; os
mais novos que por sinal estavam mais tímidos, seguiram as indicações e executaram
de forma confiante a sua ideia; alguns mais distraídos, perderam-se na contagem, não
entrando na sua vez mas proporcionando um silêncio expectante do que se viria a
seguir. A energia de cada um contagiou todo o auditório e o exercício proposto
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
INQUÉRITO
I. Dados Gerais
Instrumento _________________________
5. Se sim, consegues lembrar-te qual ou quais foram as peças? Por favor, escreve o(s)
nome(s) e/ou os compositores.
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como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
8. Descreve algumas técnicas de escrita musical moderna que conheças para o teu
instrumento.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
III. Motivação
__________________________
53
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
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9
8
7
6 Violino
5
viola d'arco
4
Violoncelo
3
2 Contrabaixo
1
0
7º ano 8º ano 9º ano
O violino é o instrumento com mais predominância nas três turmas descritas. Por uma
questão de logística na formação de orquestras, é o instrumento com mais elementos,
divididos por dois naipes, o que justifica a sua proporção. Relativamente à viola d’arco,
há um maior número de alunos deste instrumento no 9º ano em oposição aos
contrabaixos que apenas se distribuem pelo 7º e 8º ano. Os violoncelos têm maior
número de alunos no 7º ano, evoluindo descendentemente até ao 9º ano com apenas
um aluno. Esta distribuição afeta diretamente na atitude geral dos naipes, sendo que o
naipe das violas é o mais homogéneo, com boa postura e bastante destreza técnica.
Os contrabaixos revelam alguma timidez no seu desempenho, limitando o suporte
harmónico do repertório escolhido.
15
Ver caítulo 3. Fundamentação Teórica.
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
17%
23%
60%
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como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
15%
36%
49%
33% 34%
0%
25% 0%
8%
A opção mais escolhida face à frequência com que os alunos ouvem música foi
raramente, seguindo-se às vezes e por fim nunca, demonstrando o pouco contacto
que os alunos têm com a audição de música deste período. No entanto, o gráfico 4
indica que o fazem normalmente a assistir a concertos, o que revela um maior
investimento nos programas de concerto em incluir música actual de forma a
proporcionar aos ouvintes uma experiência musical repleta.
56
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
8%
20%
72%
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A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
Sim Não
11%
89%
Mais uma vez, a maior fatia do gráfico revela o hiato existente na formação destes
alunos face à introdução da música contemporânea. Quatro alunos contrariam esta
tendência. Dois deles não especificam na sétima questão qual foi o evento em que
participaram para terem respondido afirmativamente à pergunta número 6; Um outro
aluno escreve “An American in Paris e o Concerto para viola de Joly Braga Santos”, ao
qual entendo que foi o repertório executado em algum estágio que integrou como
participante; o aluno restante refere que participou no “Festival Música Júnior”. Tendo
em conta estas quatro respostas afirmativas, destaco a última, uma vez que revelou
mais precisão e exatidão ao salientar as peças. No entanto, observo que existe
alguma confusão no conceito, dado que considera na questão número 1 música
contemporânea como “peças de um ritmo mais lento e calmo” e na sétima questão
evidencia pelo menos uma obra com uma linguagem mais moderna, o Concerto para
viola de Joly Braga Santos, composto em 1960.
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1 2 3 4 5
0%
22%
45%
11%
22%
0%
19% 14%
67%
59
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4.2. Sessão 2
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Na segunda sessão estiveram presentes 35 alunos: uma das alunas de violoncelo não
esteve presente na sessão 1 e uma aluna dos segundos violinos e outra de
contrabaixo faltaram à última sessão. Para que a aluna de violoncelo se integrasse
rapidamente na atividade, à revisão das técnicas acrescentei a contextualização da
temática, embora de forma muito mais sucinta comparativamente à exposição inicial
da sessão 1. Com a colaboração de 12 alunos voluntários, as técnicas de escrita
contemporânea para cordas friccionadas selecionadas foram expostas para que todos
pudessem relembrar ou aprender (no caso da violoncelista) e tiradas todas as dúvidas
existentes. Em seguida, o exercício realizado no final da sessão 1 foi novamente
praticado, culminando também no encadeamento de pequenas frases singulares de 5
segundos.
16
Ver anexo II.
61
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
como veículo para a sensibilização e aprendizagem de repertório contemporâneo.
Ana Tedim
17
Ver anexos IV e V.
18
Ver anexo VII.
62
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Ana Tedim
Terminou a atividade Laboratório de Modernices e gostaria de saber o que pensas e o que tens
a dizer sobre ela. Sê sincero! A tua opinião é muito importante para a conclusão do meu
trabalho.
Instrumento _________________________
1. Consegui compreender o que me foi explicado pela professora Ana Tedim durante as
duas sessões?
Sim
Não
Algumas vezes
63
A introdução de técnicas de execução contemporâneas para cordas na aula de conjunto
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Ana Tedim
20%
80%
6% 0%
20%
74%
À última questão, de resposta aberta, era solicitado aos alunos que, em poucas
palavras, descrevessem o que acharam da atividade e da peça criada para a mesma.
19
Ver gráficos 8 e 9.
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Ana Tedim
Conclusão
Analisando desde o início o meu desenvolvimento como docente, posso concluir que o
meu iceberg tem muito mais profundidade neste momento. O mestrado em ensino da
música contribuiu para que o meu conhecimento se alargasse no âmbito de assuntos
adjacentes à educação e às suas formalidades. Não basta saber tocar violino para
poder o ensinar, já que o violino não é o centro do ensino artístico, mas sim o aluno e
a sua forma de ver instrumento. A prática educativa supervisionada permitiu-me
também, num ambiente controlado, lidar com o processo ensino/aprendizagem de
forma segura e consciente através do contacto com uma profissional creditada e
experiente. A partilha de ideias foi fundamental para fortalecer a minha formação de
docente, desde sustentar o pensamento crítico enquanto observadora das aulas da
professora cooperante, planear conscientemente as aulas que lecionei bem como
auto-avaliar no final com vista a melhorar a minha prática.
Terminado este ciclo, sinto-me mais capaz de ensinar, inspirar e cativar os alunos que
por mim passarem, contribuindo favorável e afirmativamente para a sua formação
artística e pessoal.
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Referências bibliográficas
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Ana Tedim
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Ana Tedim
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Anexos
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