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Viabilidade da Lavra de Areia em Guarulhos

O documento apresenta o Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) para a lavra de areia na jazida localizada em Guarulhos, SP, sob a responsabilidade da Vogue Capital Consultoria e elaboração da Planet Green Engenharia. O PAE visa demonstrar a viabilidade técnica, econômica e operacional da atividade minerária, incluindo caracterização geológica, métodos de lavra e diretrizes de segurança e controle ambiental. O documento é essencial para a análise da Agência Nacional de Mineração (ANM) e para o avanço do processo de concessão de lavra.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Viabilidade da Lavra de Areia em Guarulhos

O documento apresenta o Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) para a lavra de areia na jazida localizada em Guarulhos, SP, sob a responsabilidade da Vogue Capital Consultoria e elaboração da Planet Green Engenharia. O PAE visa demonstrar a viabilidade técnica, econômica e operacional da atividade minerária, incluindo caracterização geológica, métodos de lavra e diretrizes de segurança e controle ambiental. O documento é essencial para a análise da Agência Nacional de Mineração (ANM) e para o avanço do processo de concessão de lavra.
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1.

IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA CONTRATANTE
Razão Social: VOGUE CAPITAL CONSULTORIA EM GESTAO EMPRESARIAL
LTDA
Nome Fantasia: *******
Endereço: AV IZABEL DE FREITAS PEREIRA CARON Nº 422
Bairro: JARDIM YPE CEP: 13.141-243
Cidade: Paulínia UF: SP
C.N.P.J.: 45.342.328/0001-24 Grau de Risco: ---
IE: Fone: (19) 3236-0321 CNAE: 71.19-7-02
Atividade: Atividades de estudos geológicos

1.1. EMPRESA RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO PAE

IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA CONTRATADA


Razão Social: PLANET GREEN ENGENHARIA LTDA
Nome Fantasia: PLANET GREEN
Endereço: Rua Rio Vermelho Nº. 304
Bairro: Jardim da Balsa I CEP: 13.470-692
Cidade: Americana UF: SP
C.N.P.J.: 27.913.004/0001-17 Grau de Risco 1
Inscrição Municipal: 98538 Fone: 19-997915953 CNAE: 71.12-0-00
Atividade: Serviços de engenharia
E-mail planetgreenengenharia@[Link]
Site [Link]

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2. LOCALIZAÇÃO DA EMPRESA

ESTADO DE SÃO PAULO MUNICIPIO DE GUARULHOS

EMPRESA: VOGUE CAPITAL CONSULTORIA EM GESTAO EMPRESARIAL

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3. INTRODUÇÃO

O presente Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) tem por finalidade


demonstrar, de maneira clara, objetiva e tecnicamente fundamentada, a
viabilidade da lavra da jazida de areia, localizada no Município de Guarulhos,
Estado de São Paulo, vinculada ao processo minerário nº
48053.820.695/2024-35.

Este documento reúne os resultados dos trabalhos de pesquisa mineral


executados na área autorizada, incluindo levantamentos geológicos,
geotécnicos, topográficos, avaliação de recursos, estudos hidrogeológicos,
caracterização do material e análises de viabilidade técnico-econômica,
contemplando todos os requisitos definidos pela legislação mineral vigente –
em especial o Código de Mineração, seu Regulamento e a Portaria DNPM nº
155/2016, que estabelece o conteúdo obrigatório para PAEs.

A elaboração do presente PAE busca comprovar que a jazida apresenta


condições favoráveis de explotação, com recursos minerários tecnicamente
aproveitáveis, parâmetros de lavra adequados, metodologia operacional
compatível com as características do depósito e sustentabilidade econômica
para o desenvolvimento da atividade mineral. Da mesma forma, o documento
demonstra que a futura operação é planejada em conformidade com os
critérios de segurança, eficiência e responsabilidade socioambiental,
assegurando o melhor aproveitamento do recurso mineral e atendendo ao
interesse público na gestão racional das reservas nacionais.

Assim, este Plano de Aproveitamento Econômico consolida as informações


essenciais para subsidiar a análise da Agência Nacional de Mineração (ANM),
permitindo a adequada avaliação da viabilidade técnica e econômica da lavra
proposta e, consequentemente, o avanço do processo para a fase de
concessão.

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4. OBJETIVO

O presente Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) tem por objetivo


demonstrar, de maneira estruturada e tecnicamente embasada, a viabilidade
técnica, econômica e operacional da lavra da jazida de areia situada no
Município de Guarulhos – SP, referente ao processo minerário nº
48053.820.695/2024-35.

Busca-se, por meio deste documento, apresentar:

 A caracterização geológica detalhada do depósito e suas


potencialidades;
 A definição do método de lavra mais adequado às características físicas
e geotécnicas da jazida;
 A estimativa de recursos e reservas minerais, conforme os parâmetros
de pesquisa levantados;
 O projeto operacional da mina, contemplando infraestrutura,
equipamentos, metodologia de extração e seqüência de lavra;
 A análise econômica que comprove a viabilidade do empreendimento;
 As diretrizes de segurança operacional e atendimento às normas
vigentes, especialmente a NR-22;
 As medidas de controle ambiental e de recuperação previstas para
garantir o desenvolvimento sustentável da atividade;
 O planejamento final de fechamento da mina, garantindo o uso futuro
adequado da área.

Dessa forma, o PAE tem a finalidade de subsidiar a Agência Nacional de


Mineração (ANM) com todos os elementos técnicos necessários para a
avaliação da concessão de lavra, assegurando que o aproveitamento do
recurso mineral será realizado de maneira eficiente, sustentável e em
conformidade com a legislação mineral brasileira.

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5. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA

A Figura 01 exibe, de maneira detalhada, o direito minerário, sob o número


820.695/2024, que é de propriedade da VOGUE CAPITAL CONSULTORIA EM
GESTAO EMPRESARIAL LTDA.

Figura 01 Mapa do Direito Minerário

5.1. Localização e Acesso


A área objeto do presente Plano de Aproveitamento Econômico (PAE)
está situada no Município de Guarulhos, Estado de São Paulo,
vinculada ao processo minerário nº 48053.820.695/2024-35, destinada à
lavra de areia. Trata-se de uma região inserida na porção nordeste da
Região Metropolitana de São Paulo, caracterizada por forte presença de
empreendimentos de mineração, atividades industriais e áreas de
expansão urbana.

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A poligonal minerária encontra-se georreferenciada conforme o sistema
geodésico vigente, situando-se em zona de fácil identificação e acesso,
entre importantes vias municipais e estaduais que facilitam a logística de
transporte de insumos e produtos. O entorno imediato é composto
predominantemente por áreas destinadas a atividades extrativas,
vegetação secundária e fragmentos de áreas antropizadas.

O acesso principal ao empreendimento se dá por meio de vias


pavimentadas e estradas vicinais em boas condições de trafegabilidade,
permitindo o deslocamento de caminhões, máquinas pesadas e veículos
de apoio. Partindo do centro do Município de Guarulhos, o acesso
ocorre por rodovias de grande circulação, até a chegada à estrada de
ligação local que conduz diretamente à área da jazida, garantindo
conectividade eficiente com a malha rodoviária regional.

A proximidade com importantes centros consumidores, como Guarulhos,


São Paulo, Arujá e municípios adjacentes, confere ao empreendimento
vantagem logística significativa, reduzindo custos de transporte e
ampliando a competitividade comercial da produção mineral. Além disso,
a infraestrutura instalada na região, composta por redes de energia,
serviços, mão de obra e equipamentos, contribui para a
operacionalização adequada da atividade minerária.

Portanto, a área apresenta condições favoráveis de acesso e logística,


atendendo plenamente aos requisitos necessários para o
desenvolvimento das operações de lavra e escoamento da produção,
conforme demonstrado neste PAE.

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Localização de Guarulhos no Estado de São Paulo

Acesso da ANM – SP até a Área da Jazida

O acesso dos servidores da Agência Nacional de Mineração – ANM/SP à área


da jazida objeto do processo nº 48053.820.695/2024-35, localizada no
Município de Guarulhos/SP, ocorre de forma direta, por vias pavimentadas,
contínuas e de fácil identificação, garantindo deslocamento rápido e seguro até
o empreendimento mineral.

Partindo da Superintendência da ANM em São Paulo, situada na Rua


Loefgren, nº 2225 – Vila Clementino – São Paulo/SP, o trajeto recomendado
segue o seguinte roteiro:

1. Saída da ANM/SP → Av. 23 de Maio


Os servidores devem deixar a unidade pela Rua Loefgren, acessando
diretamente a Av. 23 de Maio, uma das principais vias expressas da
zona sul de São Paulo.
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2. Av. 23 de Maio → Marginal Tietê
Seguir pela Av. 23 de Maio no sentido norte, passando pelo Complexo
Viário João Jorge Saad (Ibirapuera), chegando à ligação com o sistema
Marginal Tietê, via expressa que permite rápido deslocamento até as
rodovias que atendem o município de Guarulhos.
3. Marginal Tietê → Rodovia Presidente Dutra (BR-116)
Na Marginal Tietê, o acesso deve ser feito à Rodovia Presidente Dutra,
no sentido Rio de Janeiro / Guarulhos.
A Dutra funciona como principal eixo de ligação para a região onde se
encontra a jazida de areia.
4. Rodovia Presidente Dutra → Av. Renova dos Santos
A partir da Rodovia Presidente Dutra, o acesso se dá pela saída para o
bairro Bonsucesso, conectando-se diretamente à Av. Renova dos
Santos, via já inserida no contexto operacional da mineração e que
conduz de forma imediata até a portaria ou acesso interno da área
minerária.

A região é atendida por rodovias estaduais de alta capacidade, permitindo


fácil acesso para vistorias técnicas, fiscalização, transporte de equipamentos e
escoamento da produção mineral. A logística de acesso é direta e segura,
permitindo deslocamentos regulares de veículos leves e pesados, inclusive
caminhões de transporte de minério.

Essa infraestrutura viária adequada representa um importante fator de suporte


à operação mineral, garantindo acessibilidade tanto para fins administrativos
(ANM e órgãos ambientais) quanto operacionais.

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Mapa de acesso da Agência Nacional de Mineração - ANM São Paulo, Rua
Loefgren, 2225 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04040-030 ao direito
minerário, sob o número 820.695/2024, que é de propriedade da VOGUE
CAPITAL CONSULTORIA EM GESTAO EMPRESARIAL LTDA.
(Guarulhos- SP)

6. MEMORIAL DESCRITIVO

A área objeto do processo minerário nº 820.695/2024, com superfície total de


41,99 hectares, está devidamente delimitada e georreferenciada conforme os
vértices definidos no levantamento planialtimétrico oficial. A seguir, apresenta-
se a transcrição dos vértices que compõem o perímetro da área requerida, de
acordo com o sistema de coordenadas adotado:

Processo ANM 820.695/2024


Latitude Longitude
-23°22'40''643'' -46°22'28''453''
-23°22'43''406'' -46°22'28''453''
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-23°22'43''406'' -46°22'28''923''
-23°22'49''907'' -46°22'28''923''
-23°22'49''907'' -46°22'23''606''
-23°22'51''533'' -46°22'23''606''
-23°22'51''533'' -46°22'20''754''
-23°22'49''972'' -46°22'20''754''
-23°22'49''972'' -46°22'22''691''
-23°22'48''022'' -46°22'22''690''
-23°22'48''022'' -46°22'24''979''
-23°22'46''559'' -46°22'24''979''
-23°22'46''559'' -46°22'25''860''
-23°22'45''747'' -46°22'25''860''
-23°22'45''747'' -46°22'27''444''
-23°22'43''406'' -46°22'27''444''
-23°22'43''406'' -46°22'27''972''
-23°22'43''406'' -46°22'28''443''
-23°22'40''643'' -46°22'28''443''
-23°22'40''643'' -46°22'27''972''
-23°22'40''643'' -46°22'10''735''
-23°22'48''654'' -46°22'10''735''
-23°22'48''654'' -46°22'14''256''
-23°22'58''406'' -46°22'14''256''
-23°22'58''406'' -46°22'13''394''
-23°23'01''122'' -46°22'13''394''
-23°23'01''122'' -46°22'34''206''
-23°22'50''525'' -46°22'34''205''
-23°22'50''524'' -46°22'41''248''
-23°22'40''643'' -46°22'41''248''
-23°22'40''643'' -46°22'28''453''

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Representação gráfica: Processo ANM 820.695/2024

7. HISTORICO DOS EVENTOS ADMINISTRATIVOS

DADOS BÁSICOS DO PROCESSO


Processo 820.695/2024 Fase atual Requerimento de Lavra - LEILÃO
Substância Areia Área (ha) 41,99
EVENTOS DO PROCESSO
Descrição Data
350 - REQ LAV/REQUERIMENTO LAVRA PROTOC 17/11/2024

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8. CLIMA

O município de Guarulhos, localizado na Região Metropolitana de São Paulo


(RMSP), apresenta clima do tipo Tropical de Altitude (Cwa) segundo a
classificação de Köppen-Geiger, caracterizado por verões quentes e úmidos
e invernos amenos e mais secos.

8.1. Temperatura

As temperaturas médias anuais variam entre 18°C e 22°C, com boa amplitude
térmica devido à topografia local composta por áreas de serra e baixadas.

 Verão (dezembro a março): médias entre 22°C e 28°C, podendo atingir


picos superiores a 32°C.
 Inverno (junho a agosto): temperaturas médias entre 13°C e 17°C,
com mínimas ocasionais abaixo de 10°C, especialmente em noites de
céu limpo e maior perda radiativa.

8.2. Precipitação

Guarulhos apresenta regime pluviométrico típico da faixa sudeste, com forte


concentração de chuvas no verão.

 Índice pluviométrico anual: entre 1.300 mm e 1.600 mm.


 Estação chuvosa: primavera e verão, com grande ocorrência de
pancadas de chuva convectivas, temporais e episódios de alta umidade.
 Estação seca: inverno, com redução significativa das precipitações,
prevalência de dias secos e maiores períodos de estabilidade
atmosférica.

8.3. Umidade do Ar

A umidade relativa do ar mantém-se elevada durante grande parte do ano,


frequentemente superior a 70%, devido à proximidade com a Serra da
Cantareira e aos ventos úmidos que circulam pela RMSP.

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Durante o inverno, entretanto, podem ocorrer episódios de ar seco, com
valores abaixo de 40% em situações de bloqueios atmosféricos.

8.4. Ventos

Os ventos predominantes são oriundos do quadrante sudeste a leste,


influenciados pela circulação marítima e pela Serra do Mar.
A velocidade média costuma variar entre 1,5 m/s e 3,0 m/s, com
intensificações pontuais durante a passagem de frentes frias.

8.5. Influências Geográficas

O relevo irregular e a presença da Serra da Cantareira influenciam


diretamente o microclima local, criando áreas com maior incidência de neblina,
maior precipitação orográfica e temperaturas ligeiramente inferiores em regiões
mais elevadas.

8.6. Implicações para a Atividade Mineral

O clima de Guarulhos favorece operações de mineração ao ar livre, porém


algumas considerações devem ser observadas:

 Chuva intensa no verão pode exigir reforço no manejo de drenagem e


controle de sedimentos.
 Períodos secos no inverno facilitam operações de terraplanagem e
transporte.
 Neblina matinal pode reduzir visibilidade e exigir protocolos de
segurança adicionais durante o início da jornada.

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Tabela Climatológica Anual – Guarulhos/SP

Mês Temp. Temp. Temp. Precipitação Umidade


Média Máx. Mín. (mm) Relativa
(°C) Média Média (%)
(°C) (°C)
Janeiro 22,8 28,5 19,5 255 82
Fevereiro 22,6 28,2 19,3 210 80
Março 22,0 27,5 18,8 180 80
Abril 20,5 26,0 17,0 90 75
Maio 18,5 24,0 14,5 70 72
Junho 17,0 22,5 12,5 55 70
Julho 16,5 22,0 12,0 45 68
Agosto 17,5 23,5 12,8 35 65
Setembro 18,5 24,5 14,0 85 70
Outubro 20,0 26,0 16,0 135 75
Novembro 21,0 27,0 17,5 160 78
Dezembro 22,5 28,0 19,0 210 80
TOTAL / 20,8°C 26,2°C 16,3°C 1.535 75%
MÉDIA mm/ano
ANUAL

9. GEOLOGIA LOCAL
A gênese da areia próximo ao leito do Ribeirão Boava é fruto da alteração da
rocha basáltica. Esta originou o solo vermelho escuro (terra roxa) nas partes
mais altas do terreno e onde a lixiviação foi mais intensa, isto é, nas partes
mais baixas do terreno junto ao nível do aquifero freático, originou as areias.
Uma forte evidência é a linha de pedra (stoneline) basal, constituída por
matacões de arenitos silicificados, de grãos arredondados e com grandes
estratificações cruzadas. Este "stoneline" é típico de alterações de rocha em
clima tropical (Leconte, 1988 e Tandel, 1993), além do material síltico-argiloso
amarronzado encontrado abaixo deste horizonte. As areias junto as margens
do Ribeirão possuem igualmente características apropriadas para uso em
construção civil, tendo sua gênese associada ao sedimentos deste ribeirão.

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10. TOPOGRAFIA
O município de Guarulhos, localizado na Região Metropolitana de São Paulo,
apresenta uma topografia predominantemente suave ondulada a ondulada,
com variações altimétricas significativas em função de seu posicionamento
entre o Planalto Atlântico e a Depressão Periférica Paulista. A área onde se
insere o empreendimento, vinculada ao processo minerário em estudo, segue o
mesmo padrão geomorfológico regional, caracterizando-se por colinas amplas,
interflúvios alongados e vales pouco encaixados, resultantes de longos
processos de dissecação das rochas do embasamento cristalino.

As cotas altimétricas no município variam aproximadamente entre 700 m e


1.100 m, sendo que os pontos mais elevados estão associados às cristas do
Maciço da Cantareira, ao passo que as cotas mais baixas concentram-se nas
regiões de planícies aluviais, notadamente próximas aos cursos d’água. Na
área da jazida, a amplitude altimétrica é moderada, apresentando declividades
geralmente inferiores a 15%, o que favorece a implantação de estruturas de
apoio e acessos operacionais.

O relevo caracteriza-se pela presença de declives homogêneos, suaves a


moderados, com encostas estáveis compostas por solos residuais
desenvolvidos a partir das rochas metamórficas e ígneas regionais. Os topos
são, em geral, arredondados e bem drenados, refletindo condições típicas de
morros cristalinos da Serra de Itapeti e do sistema Cantareira. Os fundos de
vale possuem perfil mais aberto, com drenagem classificada como
subdendrítica, indicando bom escoamento superficial e ausência de feições
erosivas ativas de grande porte.

Do ponto de vista geomorfológico, a área enquadra-se no domínio de colinas


fracas a moderadamente onduladas, com cotas intermediárias representativas
do relevo guarulhense. Tais características conferem boa acessibilidade e
condições favoráveis para atividades de exploração mineral, possibilitando a
movimentação de equipamentos e o desenvolvimento das operações sem
necessidade de grandes intervenções de terraplanagem.
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A topografia local também favorece o controle natural da drenagem superficial,
evitando acúmulo significativo de águas pluviais e permitindo, com
intervenções mínimas, o direcionamento das águas de escoamento para
sistemas de contenção e decantação, conforme exigido pela legislação
ambiental e de mineração.

Em síntese, a topografia da área de Guarulhos mostra-se estável, funcional e


compatível com o desenvolvimento das atividades projetadas, não
apresentando restrições significativas quanto à declividade, estabilidade de
taludes ou drenagem, aspectos indispensáveis para garantir a segurança
operacional e o adequado aproveitamento econômico da jazida.

11. HIDROGRAFIA DA ÁREA

A hidrografia do município de Guarulhos integra o Alto Tietê, uma das mais


importantes unidades hidrográficas do Estado de São Paulo. A área objeto do
presente estudo está inserida em um contexto marcado pela presença de
cursos d’água de pequeno a médio porte, geralmente de regime perene,
associados a vales abertos e drenagem natural bem definida.

O principal sistema de drenagem de Guarulhos é composto pelos Rios


Baquirivu-Guaçu, Cabuçu de Cima, Taboão e Bananal, além de suas diversas
microbacias afluentes. Estes cursos d’água desempenham papel fundamental
na dinâmica hídrica regional, sendo responsáveis pela condução das águas
superficiais em direção ao Rio Tietê, que atua como drenagem principal da
região metropolitana.

Na área da jazida, observam-se córregos intermitentes e pequenos afluentes


que seguem o padrão de drenagem dendrítica a subdendrítica, típico de
terrenos cristalinos suavemente ondulados. A direção preferencial do
escoamento superficial acompanha as linhas naturais de declive, indicando um

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ambiente hidrográfico bem estruturado, com baixa susceptibilidade a processos
erosivos significativos.

Os cursos d’água presentes próximos ao empreendimento caracterizam-se por


calhas estreitas, leitos pouco profundos e margens estáveis, normalmente
recobertas por vegetação secundária de porte baixo a médio. A presença de
áreas de recarga natural é comum, principalmente nas porções mais elevadas,
contribuindo para a infiltração de água no solo e formação de pequenos lençóis
freáticos suspensos.

Quanto às águas subterrâneas, Guarulhos encontra-se sobre formações do


Sistema Aquífero Cristalino, composto por rochas ígneas e metamórficas
fraturadas, que apresentam aquíferos descontínuos, com permeabilidade
variável e capacidade de armazenamento restrita. Os poços tubulares
profundos existentes na região revelam níveis estáticos intermediários e
vazões compatíveis com o comportamento típico de aquíferos fraturados.

A dinâmica hídrica local não apresenta restrições relevantes para o


desenvolvimento da atividade minerária projetada, desde que observadas as
boas práticas de controle de drenagem, manejo de águas pluviais, proteção de
matas ciliares e implantação de dispositivos de contenção e decantação de
efluentes, em conformidade com as orientações ambientais vigentes e com a
legislação estadual e federal.

No geral, a hidrografia da área de Guarulhos caracteriza-se por uma rede de


drenagem bem distribuída, cursos d’água com comportamento natural estável e
condições que permitem a implantação de estruturas de mineração sem
impactos significativos sobre os recursos hídricos, desde que respeitadas as
medidas de gestão hidroambiental previstas no PAE e nos programas
ambientais correlatos.

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12. CARACTERIZAÇÃO DO DEPÓSITO MINERAL

A caracterização mineral da areia foi estabelecida através de uma análise


minuciosa, segmentada em três categorias principais: reservas medidas,
indicadas e inferidas. Esta divisão reflete níveis progressivos de conhecimento
e confiança sobre a quantidade, qualidade e potencial econômico do depósito.

12.1. Reserva Medida


Caracterizadas por uma confiabilidade elevada, as reservas medidas
representam áreas do depósito onde a quantidade, teor e características físicas
são conhecidos com precisão. Esta certeza deriva de investigações
detalhadas, como sondagens intensivas e observações diretas durante
operações de mineração. Os dados obtidos permitem uma avaliação precisa do
potencial mineral, posicionando as reservas medidas como a categoria mais
segura dentro da hierarquia de recursos minerais.

12.2. Reserva Indicada


Já as reservas indicadas são identificadas com um nível de confiança
moderado. Estimadas com base em dados geológicos e de exploração
adequados, essas reservas sugerem continuidade geológica e possibilitam
análises preliminares sobre a viabilidade econômica da extração. Embora
apresentem um risco ligeiramente superior às reservas medidas, as indicadas
são fundamentais para planejar a exploração e estimar o potencial econômico
do projeto de mineração.

12.3. Reserva Inferida


Por fim, as reservas inferidas se baseiam em informações mais restritas,
conduzindo a uma confiança comparativamente menor. Essa categoria reflete
áreas prospectivas, onde a presença do mineral é presumida com base em
indícios geológicos, mas sem a precisão necessária para estimativas
detalhadas de quantidade e qualidade. Embora detenham a maior incerteza, as
reservas inferidas indicam possibilidades de expansão dos recursos
conhecidos e são vistas como alvos para investigações futuras.
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Esta estrutura classificatória não apenas fornece uma base sólida para a
avaliação do recurso de areia, mas também estabelece diretrizes claras para
futuras atividades de exploração e desenvolvimento. É um pilar crucial para a
gestão eficiente do projeto, promovendo a otimização dos recursos disponíveis
e minimizando os riscos associados à exploração mineral. Dessa forma, a
caracterização cuidadosa das reservas de areia é vital para fundamentar
decisões estratégicas e assegurar o sucesso do empreendimento minerário.

13. QUANTIFICAÇÃO DAS RESERVAS

13.1. Reserva Medida

Com base nos trabalhos de pesquisa mineral executados na área, incluindo


sondagens, levantamentos topográficos, descrição de perfis e interpolação
volumétrica, foi possível definir a Reserva Medida com elevado grau de
confiabilidade. A área total mapeada compreende 443.600 m², sendo 230.000
m² considerados efetivamente exploráveis para fins de lavra. A espessura
média do pacote arenoso foi determinada em 7,50 m, o que permitiu a
estimativa volumétrica de 1.725.000 m³ de areia.

Para a conversão volume–massa adotou-se densidade aparente de 1,50 g/cm³


(equivalente a 1,50 t/m³), amplamente utilizada para materiais arenosos
semelhantes. Assim, a massa total correspondente à reserva medida é de
2.587.500 toneladas.

Os resultados obtidos, aliados à confiabilidade dos dados de pesquisa e à


continuidade lateral comprovada do minério, permitem classificar esta parcela
do depósito como Reserva Medida, atendendo aos critérios técnicos definidos
pela Portaria DNPM nº 155/2016.

Resumo da Reserva Medida:

 Área explorável: 230.000 m²


 Espessura média: 7,50 m
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 Volume: 1.725.000 m³
 Densidade adotada: 1,50 t/m³
 Massa total: 2.587.500 t

13.2 Reserva Indicada

Considerando a continuidade geológica lateral do depósito arenoso além da


área explorável, foi possível estimar uma Reserva Indicada para as regiões
adjacentes com base em premissas conservadoras, porém tecnicamente
justificáveis.

Assumiu-se uma espessura mínima de 2,00 m, porém, como parte da área já é


incorporada à reserva medida, considerou-se apenas 0,50 m adicionais como
incremento minerável sobre essa extensão. Dessa forma, para a mesma base
superficial de 230.000 m², estima-se um volume de:

Volume estimado:
230.000 m² × 0,50 m = 115.000 m³

Considerando a mesma densidade aparente de 1,50 t/m³, obtém-se uma


massa total de:

Massa total:
115.000 m³ × 1,50 t/m³ = 172.500 t

A reserva indicada representa a porção do depósito cuja existência é suportada


por dados geológicos indiretos e correlação com a área pesquisada,
apresentando nível intermediário de confiabilidade.

13.3 Reserva Inferida

A Reserva Inferida foi estimada adotando premissas conservadoras e


simétricas àquelas aplicadas à reserva indicada, considerando geometrias

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equivalentes e continuidade geológica plausível. Para efeito do PAE, estima-se
a reserva inferida em:

 Volume: 115.000 m³
 Massa: 172.500 t

A classificação como reserva inferida decorre da menor disponibilidade de


dados diretos, embora existam fundamentos geológicos que sustentam tal
estimativa.

13.4. Tabela Geral de Reservas


Classe de Área Espessura Volume Densidade Massa (t)
Reserva (m²) Média (m) (m³) (t/m³)
Reserva 230.000 7,50 1.725.000 1,50 2.587.500
Medida
Reserva 230.000 0,50 115.000 1,50 172.500
Indicada (incremento)
Reserva 230.000 0,50 115.000 1,50 172.500
Inferida (equivalente)
Total Geral — — 1.955.000 — 2.932.500

14. VIDA ÚTIL DA JAZIDA

Para dimensionamento da vida útil da jazida, adotou-se uma produção


planejada de 4.500 m³/mês de areia. Considerando a densidade aparente de
1,50 t/m³, a produção mensal corresponde a:

 Produção volumétrica: 4.500 m³/mês


 Produção em massa: 4.500 m³/mês × 1,50 t/m³ = 6.750 t/mês

Em termos anuais, tem-se:

 Produção anual em volume: 4.500 m³/mês × 12 meses = 54.000


m³/ano

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 Produção anual em massa: 6.750 t/mês × 12 meses = 81.000 t/ano

A vida útil foi estimada em dois cenários:


(a) apenas com a Reserva Medida (cenário conservador) e
(b) com o Total de Reservas (Medida + Indicada + Inferida).

14.1. Cenário 1 – Apenas Reserva Medida

 Reserva Medida (volume): 1.725.000 m³


 Reserva Medida (massa): 2.587.500 t

Com uma produção de 4.500 m³/mês (equivalente a 6.750 t/mês), a vida útil
estimada é:

 Em meses (volume): 1.725.000 m³ ÷ 4.500 m³/mês ≈ 383,3 meses


 Em anos (volume): 383,3 meses ÷ 12 ≈ 31,9 anos

Em termos de massa, o resultado é equivalente:

 Em meses (massa): 2.587.500 t ÷ 6.750 t/mês ≈ 383,3 meses


 Em anos (massa): ≈ 31,9 anos

Assim, considerando apenas a Reserva Medida, a jazida apresenta vida útil da


ordem de 32 anos para a produção prevista de 4.500 m³/mês (6.750 t/mês).

14.2. Cenário 2 – Total de Reservas (Medida + Indicada + Inferida)

 Volume total de reservas:


o Reserva Medida: 1.725.000 m³
o Reserva Indicada: 115.000 m³
o Reserva Inferida: 115.000 m³
o Total: 1.955.000 m³
 Massa total de reservas:

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o Reserva Medida: 2.587.500 t
o Reserva Indicada: 172.500 t
o Reserva Inferida: 172.500 t
o Total: 2.932.500 t

Considerando a mesma produção de 4.500 m³/mês (6.750 t/mês), obtém-se:

 Em meses (volume): 1.955.000 m³ ÷ 4.500 m³/mês ≈ 434,4 meses


 Em anos (volume): 434,4 meses ÷ 12 ≈ 36,2 anos

Em massa:

 Em meses (massa): 2.932.500 t ÷ 6.750 t/mês ≈ 434,4 meses


 Em anos (massa): ≈ 36,2 anos

Dessa forma, considerando o conjunto das reservas (Medida + Indicada +


Inferida), a vida útil potencial da jazida é da ordem de 36 anos, para a mesma
taxa de produção de 4.500 m³/mês (6.750 t/mês).

Tabela-Resumo da Vida Útil da Jazida


Cenário Reserva Massa Produção Vida Útil Vida Útil
Considerada Total (t) Mensal (meses – t) (anos –
(t/mês) t)
1 – Conservador Apenas 2.587.500 6.750 383,3 meses 31,9
Reserva anos
Medida
2 – Completo Medida + 2.932.500 6.750 434,4 meses 36,2
Indicada + anos
Inferida

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15. PLANO DE LAVRA PARA EXTRAÇÃO DE AREIA

A lavra será desenvolvida pelo método de cava a céu aberto em cava seca,
com desmonte mecânico direto, sem o uso de explosivos, adequada às
características do depósito de areia, que apresenta baixa resistência mecânica
e boa friabilidade.

O sistema de lavra adotado será do tipo bancadas progressivas, com avanço


por frentes sucessivas dentro da área explorável de 230.000 m², respeitando-
se os limites do polígono de lavra aprovado e as condicionantes ambientais.

A areia será extraída e utilizada no estado bruto, sem beneficiamento


industrial. As operações restringem-se basicamente a:

 Escavação mecânica do material;


 Carregamento direto em caminhões basculantes;
 Transporte até a área de expedição ou pátio de estocagem;
 Eventual retirada manual de impurezas grosseiras (raízes, blocos de
solo orgânico, resíduos).

15.1. Geometria da Lavra

A geometria da lavra foi definida considerando:

 Espessura média do pacote arenoso: 7,50 m;


 Área explorável: 230.000 m²;
 Volume total lavrável (reserva medida): 1.725.000 m³.

Para garantir estabilidade e segurança operacional, adotar-se-á:

 Altura de bancada operacional: até 3,50 m a 4,00 m, permitindo o


rebaixamento do pacote em 2 etapas;
 Inclinação geral dos taludes internos: em torno de 1V:2H
(aproximadamente 26°–30°), ajustada conforme comportamento
geotécnico observado em campo;

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 Largura mínima de bermas de segurança: não inferior a 4,00 m nas
transições de nível;
 Cota mínima de lavra: definida de forma a evitar o rebaixamento do
nível freático e interferências em cursos d’água, em consonância com o
estudo hidrogeológico e o licenciamento ambiental.

15.2. Desenvolvimento, Preparo e Sequência de Lavra

A lavra será implantada de forma gradual e setorizada, visando:

 Minimizar áreas abertas simultaneamente;


 Facilitar o manejo de drenagem superficial;
 Otimizar o acesso de máquinas e a segurança operacional.

A sequência geral de lavra seguirá as etapas abaixo:

1. Abertura de acessos internos


o Implantação de vias internas de circulação com largura mínima de
6,00 m a 8,00 m;
o Rampa com inclinação máxima de 10% a 12%, adequada à
operação segura de caminhões e carregadeiras;
o Compactação e regularização do leito de rodagem com material
próprio da jazida.
2. Decapagem e remoção de material estéril (se existente)
o Retirada da camada de solo orgânico e/ou estéril, quando
presente;
o Estocagem ordenada do solo orgânico em bota-foras controlados
para posterior uso em recuperação de áreas degradadas.
3. Lavra da primeira bancada
o Escavação do material arenoso até aproximadamente metade da
espessura útil (3,50–4,00 m);
o Avanço longitudinal da frente de lavra dentro do setor em
exploração;
o Manutenção de taludes estáveis e bermas de segurança.

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4. Lavra da segunda bancada
o Rebaixamento da frente de lavra até a cota final definida em
projeto, completando a espessura de 7,50 m;
o Ajuste dos acessos internos para permitir a operação em nível
inferior;
o Adequação constante do sistema de drenagem superficial.
5. Rotação de setores
o Conclusão da lavra de um setor e migração ordenada para o
setor seguinte;
o Início, sempre que possível, da recuperação/recomposição das
áreas exauridas em paralelo à continuidade da lavra em áreas
não lavradas.

15.3. Operação de Lavra e Fluxo Operacional

A rotina operacional diária seguirá o seguinte fluxo:

1. Escavação / desmonte mecânico


o Realizado por escavadeira hidráulica ou pá carregadeira,
atuando diretamente no corpo arenoso;
o Não há necessidade de detonações, corte com fio diamantado ou
equipamentos de grande porte.
2. Carregamento
o Carregamento direto da areia bruta em caminhões basculantes;
o Posicionamento dos caminhões em condições seguras, evitando
bordas de taludes e áreas instáveis.
3. Transporte interno
o Transporte da areia até o pátio de estocagem ou diretamente à
balança e área de expedição, conforme demanda;
o Operação em circuito interno sinalizado, com velocidade
controlada e segregação de fluxo entre máquinas e pedestres.
4. Estocagem e expedição

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o Formação de pilhas de areia bruta, por lote ou por frente de lavra,
de modo a manter rastreabilidade e facilitar controle de qualidade
visual;
o Expedição por carregamento direto em caminhões de clientes ou
frota própria, mediante controle de pesagem e registro de
volumes.

Não será implantada planta de beneficiamento. A areia será comercializada


no estado em que se encontra, desde que atenda às especificações
granulométricas e de limpeza visual estabelecidas.

16. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS


A lavra será realizada com um conjunto mínimo de máquinas de pequeno a
médio porte, suficiente para atender à produção planejada, com foco em baixo
consumo de combustível, manutenção simplificada e alta disponibilidade
mecânica.

Equipamento Especificação Função Principal


Escavadeira 20–30 t, caçamba Remoção de estéril local e extração
hidráulica ~1,2 m³ do minério (areia)
Pá-carregadeira Caçamba 2,5–3,5 Apoio à escavação, carregamento
m³ em caminhões e pátio de estoque

A escavadeira hidráulica atuará diretamente na frente de lavra, promovendo a


escavação do minério e o carregamento inicial. A pá-carregadeira será utilizada
tanto para apoio na frente quanto para organização das pilhas no pátio,
carregamento de caminhões de expedição e manutenção das vias internas.

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17. CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

17.1. Premissas Operacionais

Para o cálculo dos custos e despesas operacionais da lavra, adotaram-se as


seguintes premissas:

 Produção mensal:
o 4.500 m³/mês
o 6.750 t/mês (densidade 1,50 t/m³)
 Regime de operação:
o 22 dias/mês
o 8 horas/dia → 176 horas/mês
 Equipamentos principais:
o Escavadeira hidráulica 20–30 t – caçamba 1,2 m³
o Pá-carregadeira 2,5–3,5 m³
 Horas de operação consideradas para base de custo:
o Escavadeira: 100 h/mês
o Pá-carregadeira: 100 h/mês
 Consumo e preço de combustível (diesel):
o Escavadeira: 13 L/h (média de 12–14 L/h)
o Pá-carregadeira: 9 L/h (média de 8–10 L/h)
o Preço de referência do diesel: R$ 5,50/L
 Lubrificantes:
o Estimados em 10% do valor mensal de combustíveis.
 Mão de obra:
o Operador de escavadeira: R$ 3.500/mês
o Operador de pá-carregadeira: R$ 3.000/mês
o Supervisor de mina: R$ 4.500/mês
o Encargos sociais e benefícios estimados em 70% sobre salários
(INSS, FGTS, férias, 13º, etc.).
 Manutenção e peças:
o Estimada em R$ 6.000/mês considerando manutenções
preventivas, corretivas e insumos básicos.
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 Despesas operacionais indiretas (administrativas, EPIs, água,
energia de apoio, pequenos materiais, etc.):
o Consideradas como 15% dos custos operacionais diretos.

17.2. Custos Operacionais Diretos

a) Combustíveis

Tabela 1 – Consumo e custo mensal de combustíveis

Equipamento Consumo Horas/mês Diesel Cálculo Custo


(L/h) (R$/L) Mensal (R$)
Escavadeira 13 L/h 100 h 5,50 13 × 100 7.150,00
20–30 t × 5,50
Pá- 9 L/h 100 h 5,50 9 × 100 × 4.950,00
carregadeira 5,50
Total — — — — 12.100,00
combustíveis

b) Lubrificantes

Adotou-se, para efeito de estimativa, que o custo mensal de lubrificantes


corresponde a aproximadamente 10% do custo de combustíveis:

 Custo de combustíveis: R$ 12.100,00/mês


 Lubrificantes (10%): R$ 1.210,00/mês

c) Mão de Obra Operacional

Tabela 2 – Custo de mão de obra (salários + encargos)

Cargo Qtde Salário base Subtotal Salários


(R$/mês) (R$)
Operador de escavadeira 1 3.500,00 3.500,00
Operador de pá- 1 3.000,00 3.000,00
carregadeira
Supervisor de mina 1 4.500,00 4.500,00
Total salários base — — 11.000,00

Encargos e benefícios foram considerados em 70% sobre o total de salários:

 Total salários: R$ 11.000,00


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 Encargos (70%): 11.000 × 0,70 = R$ 7.700,00

Custo total de mão de obra (salários + encargos):

 11.000,00 + 7.700,00 = R$ 18.700,00/mês

d) Manutenção de Máquinas e Equipamentos

Para efeito de estimativa no PAE, adota-se um valor global de:

 Manutenção preventiva e corretiva, peças, pneus, filtros etc.:


R$ 6.000,00/mês

e) Resumo dos Custos Operacionais Diretos

Tabela 3 – Resumo dos custos diretos mensais

Item Valor Mensal (R$)


Combustíveis 12.100,00
Lubrificantes 1.210,00
Mão de obra operacional (c/ encargos) 18.700,00
Manutenção de máquinas e equipamentos 6.000,00
Total Custos Operacionais Diretos 38.010,00

17.3. Despesas Operacionais Indiretas

As despesas operacionais indiretas incluem custos administrativos


relacionados à operação de lavra (apoio de escritório, EPIs, pequenos
materiais, telefonia, energia de apoio, água para uso operacional, serviços
diversos, etc.).

Para efeito de dimensionamento, adotou-se que essas despesas


correspondem a 15% dos custos operacionais diretos:

 Custos diretos: R$ 38.010,00/mês


 Despesas indiretas (15%): 38.010 × 0,15 ≈ R$ 5.701,50/mês

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17.4. Custo Operacional Total e Custo Unitário de Produção

Custo operacional total mensal (OPEX):

 Custos diretos: R$ 38.010,00


 Despesas indiretas: R$ 5.701,50
 Total OPEX mensal:
38.010,00 + 5.701,50 ≈ R$ 43.711,50/mês

Para efeito de apresentação no PAE, pode-se arredondar para:

 OPEX mensal ≈ R$ 43.700,00

a) Custo unitário por tonelada

 Produção mensal: 6.750 t/mês


 OPEX mensal: R$ 43.711,50

Custo operacional aproximado: R$ 6,50/t (arredondado para duas casas


decimais)

b) Custo unitário por metro cúbico

 Produção mensal: 4.500 m³/mês


 OPEX mensal: R$ 43.711,50

Custo operacional aproximado: R$ 9,70/m³

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17.5 Tabela-Resumo dos Custos e Custo Unitário

Descrição Valor
Produção mensal (m³/mês) 4.500
Produção mensal (t/mês) 6.750
Total custos operacionais diretos (R$/mês) 38.010,00
Despesas operacionais indiretas (R$/mês) 5.701,50
OPEX mensal total (R$/mês) 43.711,50
Custo operacional unitário (R$/t) ≈ 6,50
Custo operacional unitário (R$/m³) ≈ 9,70

18. ESTUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICA

A viabilidade econômica do empreendimento mineral constitui etapa essencial


para demonstrar a capacidade da jazida de gerar retorno financeiro adequado,
garantindo sustentabilidade econômica, continuidade operacional e segurança
aos investimentos realizados. O presente estudo foi elaborado considerando
todas as etapas da operação mineral, desde a extração em mina até a venda
do minério no estado bruto, conforme as premissas tecnológicas estabelecidas
no plano de lavra.

O objetivo deste capítulo é avaliar — de forma quantitativa e qualitativa —


faturamento, custos de operação, encargos, tributos, fluxo de caixa, lucro
líquido, retorno sobre o investimento, indicadores econômicos e
horizonte de rentabilidade do projeto, com base em metodologia padronizada
e reconhecida pela Agência Nacional de Mineração.

18.1. Premissas Técnicas e Econômicas Adotadas

Para efeito de cálculo econômico-financeiro, foram estabelecidos os seguintes


parâmetros:

Premissas operacionais

 Produção mensal: 6.750 toneladas/mês


 Produção anual: 81.000 toneladas/ano
 Regime operacional: 22 dias/mês, 8 horas/dia
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 Preço médio de venda da areia bruta: R$ 120,00/t

Premissas financeiras e tributárias

 OPEX mensal (custos operacionais diretos e indiretos): R$


43.700,00/mês
 CFEM: 1% sobre a receita bruta da comercialização
 IRPJ:
o 15% sobre o lucro
o Adicional de 10% sobre parcela do lucro acima de R$ 20.000/mês
 CSLL: 9% sobre o lucro
 Taxa mínima de atratividade para avaliação econômica (TMA): 10% ao
ano

Investimentos (CAPEX)

O empreendimento necessita da aquisição de dois equipamentos principais:

Equipamento Valor (R$)


Escavadeira Hidráulica 20–30 t 450.000
Pá-Carregadeira 2,5–3,5 m³ 350.000
Investimento Total (CAPEX) 800.000

18.2. Estimativa do Faturamento Bruto

A receita gerada pela operação é obtida diretamente pela multiplicação entre a


produção mensal e o preço de venda do minério.

Receita Mensal

6.750 t × R$120 = R$ 810.000/mês

Receita Anual

810.000 × 12 = R$ 9.720.000/ano

Esse faturamento caracteriza o potencial econômico bruto da jazida, sendo a


base para todos os cálculos subsequentes.
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18.3. Custos Operacionais Totais (OPEX)

O custo operacional engloba combustível, lubrificantes, manutenção


preventiva e corretiva, mão de obra operacional, encargos sociais,
despesas administrativas e itens de consumo.

Com base nos cálculos detalhados no capítulo econômico, o custo operacional


consolidado é:

 OPEX mensal: R$ 43.700


 OPEX anual: 43.700 ×12 = R$ 524.400/ano

Esse custo representa o mínimo necessário para manter a mina em plena


capacidade produtiva, garantindo segurança, eficiência e cumprimento das
normas da NR-22.

18.4. Lucro Operacional Antes da CFEM e Impostos

Lucro Operacional = 810.000 − 43.700 = R$ 766.300/mês

Anual

766.300 × 12 = R$ 9.195.600/ano

Este é o resultado antes da incidência de encargos governamentais e


contribuições sobre a receita mineral e sobre o lucro.

18.5. Cálculo da CFEM – 1%

Por se tratar de areia utilizada in natura, a alíquota aplicável é:

 1% sobre a receita bruta de comercialização

Mensal

CFEM = 810.000 × 0,01 = R$ 8.100/mês

Anual

CFEM = 8.100 × 12 = R$ 97.200/ano

A CFEM reduz marginalmente o resultado operacional, mas não altera de


maneira significativa a atratividade da jazida.

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18.6. Lucro Antes do IRPJ e CSLL (LAIR)

LAIR = 766.300 − 8.100 = R$ 758.200/mês

Anual

758.200 × 12 = R$ 9.098.400/ano

Este é o valor que servirá de base para o cálculo dos tributos federais.

18.7. IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica

O cálculo segue a sistemática:

 15% sobre o lucro


 10% adicional sobre a parcela superior a R$ 20.000/mês

IRPJ – 15%

758.200 × 0,15 = 113.730

IRPJ – adicional 10%

758.200 − 20.000 = 738.200

738.200 × 0,10 = 73.820

Total IRPJ mensal

113.730 + 73.820 = R$ 187.550/mês

Anual

187.550 × 12 = R$ 2.250.600/ano

18.8. CSLL – Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido

Mensal

758.200 × 0,09 = R$ 68.238/mês

Anual

68.238 × 12 = R$ 818.856/ano

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18.9. Carga Tributária Federal Total

Mensal

187.550 + 68.238 = R$ 255.788/mês

Anual

2.250.600 + 818.856 = R$ 3.069.456/ano

A tributação federal total corresponde a aproximadamente 33,7% do lucro, um


valor compatível com projetos minerais de pequeno porte.

18.10. Lucro Líquido do Empreendimento

Após deduzir CFEM, IRPJ e CSLL, obtém-se o lucro líquido, que representa o
retorno real ao empreendedor.

Mensal

758.200 − 255.788 = R$ 502.412/mês

Anual

502.412 ×12 = R$ 6.028.944/ano

Esse valor demonstra a alta competitividade e lucratividade da operação,


mesmo sob regime tributário integral.

18.11. Indicadores Econômicos de Rentabilidade


Índice de Rentabilidade (IR)

Cada R$ 1,00 investido gera R$ 7,53 de lucro líquido anual.

ROI – Retorno Sobre o Investimento

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Excelente retorno, excepcional para empreendimentos minerais.

Payback
800.000 ÷502.412 ≈ 1,59 meses

O investimento é recuperado em menos de 2 meses, extremamente favorável.

18.12. Projeção Econômica para 10 anos

A projeção considera lucro anual constante, desconsiderando variações de


mercado, reinvestimentos e inflação.

Ano Lucro Líquido (R$) Acumulado


1 6.028.944 6.028.944
2 6.028.944 12.057.888
3 6.028.944 18.086.832
4 6.028.944 24.115.776
5 6.028.944 30.144.720
6 6.028.944 36.173.664
7 6.028.944 42.202.608
8 6.028.944 48.231.552
9 6.028.944 54.260.496
10 6.028.944 60.289.440

18.13. Fluxo de Caixa Econômico


Ano Fluxo
0 –800.000 (investimento inicial)
1 a 10 +6.028.944/ano

Fluxo extremamente positivo, característico de empreendimentos de alta


lucratividade.

18.14. Indicadores de Valor (VPL, TIR, B/C)

VPL – Valor Presente Líquido (TMA = 10%)

VPL ≈ R$ 35.600.000

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TIR – Taxa Interna de Retorno

Dado o fluxo altamente positivo:

TIR ≈ > 650%ao ano

B/C – Benefício/Custo

B/C ≈ 45,5

Cada R$ 1,00 investido gera aproximadamente R$ 45,50 em valor presente.

18.15. Conclusão da Viabilidade Econômica

Com base nas premissas adotadas e nos cálculos realizados, conclui-se que o
empreendimento mineral apresenta viabilidade econômica excepcional,
resultante de:

 Alta produtividade;
 Custos operacionais reduzidos;
 Vida útil extensa da jazida;
 Elevada margem bruta e líquida;
 Impacto tributário absorvível;
 Rápido retorno do investimento;
 Excelente desempenho nos indicadores econômicos clássicos (VPL,
TIR, ROI, IR, Payback).

Portanto, o projeto é plenamente VIÁVEL, atendendo plenamente às


exigências da ANM e demonstrando robustez financeira e capacidade de
sustentação ao longo de toda sua vida operacional.

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19. AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS
MITIGADORAS

São apresentadas a seguir os principais efeitos e impactos ambientais


decorrentes das operações de lavra e beneficiamento do minério, bem como a
avaliação desses impactos e as medidas mitigadoras propostas.

19.1 MEIO FÍSICO


As operações de lavra envolverão uma série de atividades geradoras de
impactos
ao meio ambiente, e os principais efeitos de tais atividades são os seguintes:
-Emissão de material particulado
-Emissão de gases
-Ruídos
-Geração de resíduos sólidos
-Alteração da topografia

Destes efeitos, podem ser considerados como poluentes a emissão de material


particulado, a emissão de gases, os ruídos, e a geração de resíduos sólidos.

20. IMPACTOS NA ATMOSFERA

a) Avaliação dos Impactos


Os principais efeitos causadores de impactos na atmosfera são a emissão de
material particulado e a emissão de gases.

20.1. POEIRA
Na lavra, a emissão de partículas sólidas para a atmosfera é um efeito
consequente da abertura de acessos, extração e beneficiamento do minério.

A contaminação do ar pela poeira advinda das atividades da lavra do minério


constitui um impacto de abrangência local, cujo raio de ação pode ser
aumentado ou diminuído durante o ano em função de regime dos ventos.

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20.2. GASES
Nas operações de mina, a emissão de gases é um efeito provocado pela
queima do combustível que aciona a máquina e equipamentos de lavra.

Nas atividades de desmonte mecânico, os gases são gerados pela queima de


combustível da máquina.
Os impactos na atmosfera decorrentes das emissões gasosas podem ser
considerados mais ou menos os mesmos da emissão de material particulado,
com o agravante de ser contaminação de origem química, potencialmente mais
nociva a saúde humana.

b) Medidas Mitigadoras
Para a minimização e controle da emissão de poluentes atmosféricos, gerados
pelas atividades da mina, diversas medidas deverão ser adotadas.

1) Quanto aos gases gerados, estes deverão ser minimizados por regulagem
constante dos motores e instalação de filtros nas descargas da máquina.
No caso dos trabalhadores da mina sujeitos à ação direta do material
particulado
em suspensão no ar, os mesmos deverão utilizar Equipamentos de Proteção
Individual (EPI), fornecidos gratuitamente pela empresa.

21. MEDIDAS DE SEGURANÇA NA MINA

As medidas de segurança a serem tomadas podem ser divididas em individuais


e coletivas.

São medidas a serem adotadas, que para alcançar plena eficácia dependem
da conscientização dos funcionários que as colocarão ou não em prática e
serão seus principais beneficiários. A VOGUE pretende adotar as seguintes
medidas de segurança:

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Conscientizar os funcionários sobre a importância de utilização de
equipamentos destinados a manter a integridade física dos mesmos, como
capacetes, luvas, roupas adequadas (macacões), botas, aparelhos de proteção
sonora.

Treinar dois funcionários nas técnicas básicas para realização de atendimentos


de primeiros socorros em caso de acidentes, e manter sempre na mina,
material correspondente.

Impedir a circulação de veículos e pessoas alheias ao trabalho de lavra na área


da mina.

22. MEDIDAS DE SEGURANÇA COLETIVA

Visa manter a integridade física de funcionários e pessoas que com frequência


encontram-se na área da mina (beneficiamento) como compradores de minério,
vendedores, motoristas de empresas de transporte de areia.

Entre os problemas gerados com a visita de pessoas estranhas tem-se o


aumento do fluxo de veículos na área da mina. Para ordenar esse tráfego de
veículos, serão colocadas placas indicando a velocidade máxima de 20 km/h
para caminhões e 30 km/h para veículos leves.

Deverá ser preparado um local para o estacionamento dos caminhões


carregados e para caminhões vazios. Nas estradas com trechos planos
deverão ser construídos redutores de velocidade.

Visando evitar acidentes será feito serviço de manutenção constante das


estradas internas ao empreendimento, que terão seu pavimento revestido com
cascalho. Essa manutenção será imprescindível na época chuvosa, quando é
comum a formação de atoleiros em estradas de terra de grande circulação de
caminhões.

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23. CUIDADOS OPERACIONAIS

Os cuidados operacionais compreendem o conjunto de normas, procedimentos


e boas práticas destinados a garantir a segurança das operações de lavra, a
integridade dos equipamentos, a proteção da vida dos trabalhadores e a
confiabilidade do processo produtivo.

Tais medidas são fundamentais para assegurar que a atividade seja


desenvolvida dentro dos padrões exigidos pelas Normas Reguladoras de
Mineração (NRM/ANM) e demais legislações aplicáveis de segurança e saúde
ocupacional.

24. CUIDADOS ESPECIAIS NA RETIRADA E TRANSPORTE DE MINÉRIO

O uso incorreto dos equipamentos como sobrecarga de caminhões que trazem


material para a área do bota-fora, a utilização de máquinas de forma
inadequada quanto à velocidade, ou mesmo a potência exigida, pode causar
uma depreciação mais acentuada nos equipamentos, tornando os mesmos
mais suscetíveis à falhas mecânicas e consequentemente a acidentes.

Dessa forma na área de lavra, as máquinas que executam remoção de


materiais como pá carregadeira e escavadeira operarão com velocidade
reduzida, os caminhões que transportam material estéril transitarão com as
caçambas cheias, no nível de sua capacidade.

25. OBRAS DE CONTROLE AMBIENTAL

A legislação ambiental atual exige que os empreendimentos minerários adotem


uma série de medidas de controle ambiental, visando reduzir ao máximo a
interferência das atividades destes empreendimentos no meio que o circunda.

Entre as medidas e obras de controle ambiental pode-se citar as seguintes:

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25.1. Disposição de material estéril
Na área do bota-fora deverá ser colocado o solo e o estéril retirado da área de
lavra. O solo, mais especificamente os primeiros 60cm em média de solo
orgânico deverá ser colocado em leiras de até 1,5m de altura por 2,0m de
largura. Para evitar o efeito erosivo das chuvas sobre as leiras a serem
formadas, prevê-se o plantio de espécies de gramíneas que formem raízes
entrelaçadas para segurar este solo.

A manutenção do estéril na área de bota-fora será temporária, pois com o


andamento dos trabalhos de lavra o mesmo será deslocado para sua aplicação
em obras de aterramento e recuperação da área onde tiver sido encerrada a
lavra.

25.2. Sistema de drenagem adequado


Como já mencionado ao longo da área de bola fora será depositado grande
quantidade de partículas sólidas.
As partículas originárias dessas áreas sob ação erosiva das águas superficiais
das chuvas podem ser levadas para as drenagens vizinhas à área do
empreendimento. Dessa forma ao longo de toda área e principalmente nos
arredores da área do bota-fora deverá ser construído um sistema de drenagem
composto de canaletas e bueiros.

Por este sistema as águas pluviais são captadas pelas canaletas. Intercaladas
as canaletas, existem bueiros, onde a água além de ter sua velocidade
reduzida por dissipadores de energia, permitiram a precipitação das partículas
sólidas.

Essas canaletas deverão ter um metro de largura por 0,60m de profundidade.


Nos locais onde houver quebra de relevo (taludes), as canaletas deverão ser
revestidas por concreto, ou sacos de ráfia contendo areia, para evitar
processos erosivos no interior das mesmas.

Os bueiros terão em média 5m a 6m de diâmetro e profundidade de 2m.


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Todas as águas captadas pelas canaletas serão direcionadas para a área da
cava, ou tanque de decantação.

25.3. Manutenção preventiva dos equipamentos


A manutenção preventiva dos equipamentos será uma norma adotada pela
empresa, visando reduzir interrupções das operações por problemas
mecânicos, e será também uma medida de redução de impactos ambientais,
pois com os equipamentos funcionando de forma adequada podem ser
reduzidos os seguintes fatores de poluição:
I. Ruídos (o motor com manutenção preventiva terá um menor nível
de ruídos);
II. Contaminação de óleo de solo e água: (a manutenção preventiva
reduz a contaminação do solo e da água por óleos e graxas)
III. Fumaça e nível de CO2 (com a manutenção preventiva de
motores de combustão, estes serão mantidos sempre regulados
evitando-se assim problemas de emissão de Monóxido de
Carbono em grandes quantidades)

25.4. Irrigação das vias de acesso


A finalidade será reduzir a grande quantidade de poeira formada nas vias de
acesso internas da área de lavra provocada pela circulação constante de
caminhões, veículos leves e equipamentos.

26. CONFORTO E HIGIENE NA MINA (NRM DA PORTARIA 237/12001)


Em atendimento as Normas Reguladoras da Mineração (NRM) - Portaria N°
237/2001, na mina, deverão ser:
I. Fornecidas refeições com composição nutricional compatível com as
atividades exercidas pelos funcionários, sendo que as mesmas serão
servidas no refeitório, em condições de conforto e higiene.
II. Fornecida água potável aos funcionários;
III. Mantidas instalações sanitárias em condições de higiene e conforto,
sendo que o tratamento do efluente será feito por meio de fossas
sépticas com sumidouro.
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27. MEDIDAS DE SEGURANÇA

Propõe-se as seguintes medidas de segurança na área da mina:


27.1. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Visando proteger a vida humana e os bens materiais será elaborado um


rigoroso Plano de combate a incêndio visando evitar os sinistros nesta área.

As instalações administrativas, máquinas e veículos serão equipados com os


extintores adequados e toda a equipe estará orientada quanto à utilização
correta dos mesmos.

27.2. CIPAMIN

Conforme é previsto pelas NRM, a COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO


DE ACIDENTES NA MINERAÇÃO CIPAMIN deverá ser instituída com a
finalidade de observar e relatar as condições de risca no ambiente de trabalho,
visando à prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho em todos
os setores da mina. Esta medida visa assegurar condições adequadas para o
trabalho e a segurança dos trabalhadores.

A CIPAMIN deverá ser constituída pelo empregador, seus empregados e


respectivos suplentes. Como haverá menos de 05 pessoas no setor de lavra,
de acordo com o NR-22 do Ministério do Trabalho, deverá ser eleito um
representante, que será treinado para promover a participação dos
trabalhadores nas ações de prevenção de acidentes e doenças profissionais.

27.3. Medidas de segurança individual


As medidas de segurança individual deverão seguir a NR 6 do Ministério do
Trabalho, devendo ser fornecido pela empresa os seguintes Equipamentos de
Proteção Individual (EPI), destinado à proteção de riscos susceptíveis de
ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador. Os prazos de validade e
demais termos de exigências cabíveis deverão seguir o proposto pela NR 6.
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I. Protetor auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de
ruídos capazes de afetá-lo.
II. Luvas: para proteção das mãos contra escoriações e vibrações.
III. Calçado dotado de perneira: para proteção umidade proveniente de
operações com uso d’água.

27.4. PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS


Em atendimento a N-22, deverão ser instituídas operações de emergência, que
visam manter atualizado um plano de emergência que inclua no mínimo:
I. Identificação dos riscos maiores.
II. Normas de procedimentos contra incêndios, acidentes com
equipamentos e acidentes envolvendo produtos e Insumos.
III. Localização fácil e eficaz dos equipamentos e materiais necessários
para as operações de emergência e primeiros socorros.
IV. Treinamento periódico das brigadas de emergência.
V. Simulação periódica de situações de salvamento com mobilização de
todas as dependências da área de lavra e arredores.
VI. Definição de áreas e instalações devidamente construídas e equipadas
para refúgio das pessoas e de primeiros socorros.
VII. Definição de sistema de comunicação e sinalização de emergência
abrangendo o controle interno e externo.

27.5. PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL


O PCMSO, ou Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, é uma
exigência legal no Brasil, regida pela Norma Regulamentadora NR-7, com o
objetivo de promover e preservar a saúde dos trabalhadores. Na indústria de
mineração, como em outros setores industriais, o PCMSO é crucial devido aos
diversos riscos ocupacionais associados às atividades de mineração.

Na mineração, os trabalhadores estão expostos a diversos riscos, tais como:

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Poeira Sílica: A inalação de poeira contendo sílica pode levar à silicose, uma
doença pulmonar grave. O controle regular da exposição à sílica e a
monitoração da saúde respiratória dos trabalhadores são essenciais.
Ruídos: A exposição contínua a altos níveis de ruído pode causar perda
auditiva. Medidas de controle de ruído e programas de conservação auditiva
são importantes.
Equipamentos pesados e máquinas: O manuseio de equipamentos pesados e
máquinas apresenta riscos de acidentes, como esmagamentos, cortes e
amputações. Treinamento adequado e medidas de segurança são
fundamentais.
Movimentos repetitivos e ergonomia: Atividades que envolvem movimentos
repetitivos ou posturas inadequadas podem levar a distúrbios
musculoesqueléticos. A análise ergonômica dos postos de trabalho é uma
parte importante da prevenção.
Ambientes confinados: Trabalhos em espaços confinados podem expor os
trabalhadores a riscos de asfixia, envenenamento por gases e explosões.
Procedimentos específicos e treinamentos para trabalhos em espaços
confinados são necessários.
O PCMSO na mineração deve ser elaborado e implementado considerando
esses e outros riscos específicos do setor. Algumas das principais
características e ações do PCMSO incluem:

Elaboração por um médico do trabalho: O PCMSO deve ser elaborado e


coordenado por um médico com especialização em medicina do trabalho.
Exames médicos ocupacionais: Incluem exames admissionais, periódicos, de
retorno ao trabalho, de mudança de função e demissionais, com o objetivo de
monitorar a saúde dos trabalhadores em relação aos riscos aos quais estão
expostos.
Registro e análise de dados de saúde: O programa deve manter registros
atualizados dos dados de saúde dos trabalhadores e analisá-los
sistematicamente para identificar possíveis exposições nocivas ou surtos de
doenças ocupacionais.

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Ações preventivas e corretivas: Com base na análise dos dados de saúde e
dos riscos ocupacionais, o PCMSO deve propor e implementar medidas
preventivas e corretivas para mitigar os riscos identificados.
Integração com o PGR: O PCMSO deve estar integrado com o Programa de
Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa, garantindo uma abordagem
abrangente da saúde e segurança dos trabalhadores.
A implementação efetiva do PCMSO na mineração requer um compromisso
contínuo com a saúde e segurança dos trabalhadores, além de uma
colaboração entre empregadores, trabalhadores e profissionais de saúde e
segurança ocupacional.

28. PLANO DE CONTROLE DE IMPACTOS NA MINERAÇÃO

28.1. Erosão e assoreamento

Para o desenvolvimento do empreendimento torna-se necessário a retirada de


solo orgânico existente sobre a área de lavra. Este material irá ser utilizado na
recuperação da área final do empreendimento. Dessa forma as possíveis
fontes de erosão seriam:
 taludes das frentes de lavra decapeados;
 taludes do tanque de decantação construídos;
 pilhas de solo orgânico na área de armazenamento de solo;

Os agentes do impacto seriam principalmente a chuva e o escoamento de


águas pluviais sobre as áreas fontes, que acabariam levando partículas sólidas
para as drenagens a jusante da área do empreendimento que receberiam um
grande número de partículas sólidas, sofrendo processo de assoreamento.

28.1.1. Mitigação

Construção de um sistema de drenagem que desvie as águas pluviais das

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frentes de lavra e das pilhas de solo orgânico armazenados na área de bota-
fora.

O sistema de drenagem será construído com canaletas de 0,40m de largura


por 0,40 m de profundidade com sistema de dissipadores de energia
associado.

Ao final do sistema de canaletas, as águas pluviais serão direcionadas à uma


caixa separadora de partículas sólidas, antes do retorno da água ao sistema de
drenagem natural. As dimensões indicadas para as caixas são de 1,0mx 1,0 m
x 1,5 m de profundidade.

Deverá ser feito o plantio de capim braquiária nos taludes do tanque de


decantação, nas pilhas de estéril e solo orgânico armazenado. A função do
plantio de capim será evitar a erosão pelo impacto provocado pelas gotas
d'agua da chuva.

28.2. Contaminação por óleos e graxas

O impacto é decorrente de eventuais acidentes ou por problemas mecânicos


dos motores.

28.2.1. Mitigação

Para evitar esse impacto, prevê-se a troca de óleo e graxas fora da área de
lavra, assim como manutenção constante para se evitar problemas que gerem
vazamentos de óleo lubrificante dos equipamentos. A lavagem de
equipamentos será realizada em dependência adequada, destinada para tal
fim.

28.3. Geração de poeira e ruídos

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A emissão de particulados no ar e ruídos deve-se à constante circulação de
máquinas, caminhões e veículos no local, assim como, uma parte dos ruídos
deve-se ao funcionamento de motores.

28.3.1. Mitigação

Quanto à poeira, com a umidificação das vias de acesso internas ao


empreendimento, pode-se reduzir bastante a concentração de material
particulado no ar.

Quanto aos ruídos, será realizado um programa de manutenção de motores e


equipamentos, além do fornecimento de protetores auriculares aos
funcionários.

29. MONITORAMENTO

Anualmente deverão ser checados os procedimentos de controle (mitigação)


quanto à sua eficácia na redução da intensidade dos impactos.

Na sequência são listados os impactos ambientais a serem monitorados com


as respectivas medidas de monitoramento.

Impacto Poeira: Deverá ser monitorado semestralmente.


Impacto Ruído: Deverá ser monitorado semestralmente
Impacto Erosão e Assoreamento: Deverão ser verificados mensalmente as
situações das canaletas e bueiros do sistema de drenagem para ver se estes
estão assoreados.

Plantio de espécies arbóreas na faixa de preservação permanente: Será feito


um acompanhamento do crescimento das mudas até o período de um ano e
meio. Nesse período o monitoramento verificará o desenvolvimento das

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mesmas, detectará a ocorrência de pragas e formigas, e indicará as práticas e
cuidados a serem observados a partir dos problemas surgidos.

30. PLANO DE SUSPENSÃO E RETOMADA DAS OPERAÇÕES


MINEIRAS

Por razões operacionais ou financeiras da empresa que comprometam às


atividades de lavra por mais de 6 meses, será implantado a Plano de
Suspensão da Mina, com implantação das seguintes atividades:

 Acerto dos taludes das Áreas de Lavra


 Reposição de solo orgânico e plantio de gramíneas nos taludes da área
de lavra paralisadas
 Retirada dos equipamentos da área de lavra
 Acerto do sistema de drenagem
 A retomada das operações deverá passar pelos seguintes cuidados
 Verificação das condições dos equipamentos
 Limpeza da área de lavra e beneficiamento
 Implantação dos equipamentos de lavra

31. PLANO DE FECHAMENTO DA MINA

A seguir estão sintetizadas as atividades de recuperação da área:

 Acerto dos taludes das áreas de lavra


 Retirada dos equipamentos da área de lavra
 Reposição de solo orgânico e plantio de gramíneas nos taludes da Área
de lavra
 Acerto final do sistema de drenagem
 Reflorestamento de porções de mala ciliar no interior da propriedade

31.1. Obras de terraplanagem e acerto topográfico dos taludes

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Após a paralisação do procedimento de lavra, serão executados os acertos de
taludes, para uma inclinação máxima de 45 graus.

O procedimento técnico para o acerto de taludes será o rampeamento, feito


com trator de esteira. Dessa forma para esse rampeamento, inicia-se o
desmonte pelo topo do talude, e vai consecutivamente acertando-se o mesmo.

31.2. Retirada dos equipamentos da área de lavra


Os equipamentos serão removidos, tendo-se a destinação correta para cada
um, seja para venda a terceiros ou para desmonte.

31.3. Reposição de solo fértil

A reposição do solo fértil que ficará armazenado na área de bota-fora um


procedimento essencial para o desenvolvimento do processo de recuperação.
Deverá ser feito em todos os taludes onde será feito o plantio de gramíneas.

31.4. Preparação de um sistema de drenagem final da área

Nos itens anteriores foram descritas diversas obras de recuperação da área.


Pelo fato da mesma encontrar-se em área do relevo movimentado, torna-se
necessário criar um sistema de drenagem que reduza a velocidade potencial
da água pluvial.

Para isso é proposto um sistema de drenagem em nível, com dissipadores de


energia com contenção de partículas em caixas.

32. PROJETO DE RECUPERAÇÃO E PLANTIO

O projeto de recuperação obedecerá a Resolução SMA 08 de 31 de janeiro de


2008 em vigor e contemplará um número mínimo de 80 espécies de mudas
nativas diferentes por hectare.
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O número de espécies a serem plantadas e as proporções de cada grupo
ecológico obedecera ao discriminado na Resolução SMA 08/08 Seguindo a
orientação da Resolução 08/08, no seu Art. 6º:

Artigo 6º
§ 1º - em relação ao número de espécies a ser utilizado nas situações de
plantio:
a. devem ser utilizadas, no mínimo, 20% de espécies zoocóricas nativas da
vegetação regional;

b. devem ser utilizadas, no mínimo, 5% de espécies nativas da vegetação


regional, enquadradas em alguma das categorias de ameaça (vulnerável, em
perigo, criticamente em perigo ou presumivelmente extinta);

c. nos plantios em área total, as espécies escolhidas deverão contemplar os


dois grupos ecológicos: pioneiras (pioneiras e secundárias iniciais) e não
pioneiras (secundárias tardias e climáticas), considerando-se o limite mínimo
de 40% para qualquer dos grupos, exceto para a savana florestada (cerradão).

§ 2º - em relação ao número de indivíduos a ser utilizado nas situações de


plantio:
a. O total dos indivíduos pertencentes a um mesmo grupo ecológico (pioneiro e
não pioneiro) não pode exceder 60% do total dos indivíduos do plantio;

b. nenhuma espécie pioneira pode ultrapassar o limite máximo de 20% de


indivíduos do total do plantio;

c. nenhuma espécie não pioneira pode ultrapassar o limite máximo de 10% de


indivíduos do total do plantio;

d. dez por cento (10%) das espécies implantadas, no máximo, podem ter
menos de doze (12) indivíduos por projeto.
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32.1. Alinhamento

O arranjo consistiu em plantar as pioneiras (P) e secundárias iniciais (SI) em


sulcos alternados com as secundárias tardias (ST) e climácicas (C), conforme
projeto.

32.2. Espaçamento

O espaçamento recomendado visa uma densidade condizente com as perdas


que ocorrem no campo.

A recomendação é de um espaçamento de 3 m x 2 m, com uma densidade de


1667 mudas por hectare.

32.3. Marcação das covas

As covas serão marcadas com uma estaca de bambu com 1 m de altura, para
servir de tutor das mudas e para facilitar a sua localização quando do processo
de manutenção ou replantio.

32.4. Abertura das covas

As covas fserão abertas com motocoveadores até a profundidade de 30 a 50


cm, com um diâmetro de 20 a 30 cm.

As covas serão abertas no dia do plantio, para não ressecar o solo e não se
encherem de água em caso de chuva.

32.5. Coroamento

O coroamento será realizado com cerca de 50 com ao redor das covas. O


coroamento é extremamente necessário para evitar a competição com
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invasoras agressivas, como gramíneas, que podem prejudicar o
desenvolvimento normal das mudas pela retirada de nutrientes do solo.

32.6. Aplicação de substrato para plantio na cova

A correção de fertilidade do solo será feita nas covas abertas para o plantio das
mudas e essa correção se dará através da aplicação do substrato na cova.

O substrato empregado no preenchimento das covas será composto por adubo


organomineral N-P-K 03-16-06 + micro-elementos, na quantidade de 300 g por
cova e solo original da cova.

32.7. Utilização de Biogel

A irrigação tem o objetivo de garantir o” pegamento” das mudas quando o


plantio é realizado fora da estação das chuvas, para superar eventuais
veranicos durante a estação das águas, em regiões muito secas ou em áreas
muito degradadas. A irrigação é feita para repor a umidade do solo fornecendo
a planta condições favoráveis ao seu desenvolvimento e sobrevivência em
situações que o solo apresente déficit hídrico.

Como essa época é seca, com poucas chuvas, foi misturado Biogel nas covas,
juntamente com o substrato. O Biogel é um polímero biodegradável de alta
absorção de água que retém a umidade no solo por meses, diminuindo o risco
de uma mortalidade excessiva por longos períodos de estiagem.

32.8. Plantio
A muda será plantada em uma profundidade tal para que o colo fique no
mesmo nível do solo ou um pouco abaixo, conforme o esquema abaixo.

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Foi realizado o amarrio no tutor através de cisal ou barbante, em “8”,
garantindo que a muda fique presa, porém sem danificar seu caule. Esse
processo é importante para evitar danos às partes vegetativas jovens.

32.8.1. Descrição e quantificação do processo


Proporção de mudas para plantio: P = 40%; SI = 20%; ST = 20%; C = 20%

32.8.2. Relação das espécies indicadas


BIOMAS / ECOSSISTEMAS: FES – Floresta Estacional Semidecidual;
FOD – Florresta Ombrófila Densa; MC
- Mata Ciliar;
REGIÕES ECOLÓGICAS: CE – Centro
CLASSE SUCESSIONAL: P – pioneira; SI – secundária inicial; ST –
secundária tardia; C – Clímax

CLASSE

FAMÍLIA INFORMAÇÕES
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO ECOLÓGICAS
BOTÂNICA FOD
Nº mudas

MC
FES

PIONEIRAS (Pioneiras e Secundárias iniciais)

Seguieira langsdorffii
1 Agulheiro Phytolacaceae 185 x Madeira
Moq.
Pterocarpus violaceus Fabaceae- Madeira/ Ornamental
2 Aldrago 67 x
Benth. Faboideae
Fabaceae-
3 Amendoim bravo Pterogyne nitens Tul. 80 x x Madeira
Caesalpinoideae
Anadenanthera Madeira/ Ornamental/
Fabaceae-
4 Angico branco 170 x Flores Melíferas
colubrina (Vell.) Brenan Mimosoideae
Madeira/ Flores
Áraça roxo
Psidium myrtoides O. Berg Melíferas/ Frutos
5 Myrtaceae 120 x Atrativos
Fauna
Araticum Madeira/ Frutos
6 Annona cacans Warm. Annonaceae 65 x x Atrativos
Fauna
Madeira/ Ornamental/
Aroeira pimenteira Shinus terebinthifolius Flores Melíferas/
7 Anacardiaceae 170 x x Frutos Atrativos
Raddi Fauna

Madeira/ Ornamental/
Aroeira salsa Flores Melíferas/
8 Shinus molle L Anacardiaceae 140 x x Frutos Atrativos
Fauna

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Madeira/ Ornamental/
Aroeira-brava Lithraea molleoides (Vell.) Flores Melíferas/
9 Anacardiaceae 90 x x Frutos Atrativos
Engl. Fauna

Madeira/ Ornamental/
Babosa branca Frutos Atrativos
10 Cordia superba Cham. Boraginaceae 240 x x Fauna

Cordia ecalyculata Madeira/ Ornamental


11 Café de bugre Boraginaceae 40 x
(Allemao) Taub.
Gochnatia polymorpha Madeira/ Ornamental
12 Cambara Compositae 120
(Less.) Cabrera
Peltophorum dubium
13 Canafistula Fabaceae- 165 x x Madeira/ Ornamental
(Spreng.) Taub. Caesalpinoideae
Senna bicapsularis (L.) Roxb. Fabaceae-
14 Canudo de pito 15 x Madeira/ Ornamental
Caesalpinoideae
Madeira/ Ornamental/
Croton floribundus
15 Capixingui Euphorbiaceae 120 x Flores Melíferas
Spreng.
Madeira/ Ornamental/
Allophyllus edulis (A. St.- Flores Melíferas/
Chal - chal
16 Hil., Cambess. & A. Sapindaceae 90 x x Frutos Atrativos
Fauna
Juss.) Radlk.
Cassia ferruginea (W. Schrad.)
Fabaceae- Madeira/ Ornamental
17 Chuva de ouro W. Schrad. ex DC. 55 x
Caesalpinoideae

Poecilanthe parviflora Fabaceae- Madeira/ Ornamental


18 Coração de negro 15 x
Benth. Faboideae
Lafoencia pacaria A. St.-Hil. Madeira/ Ornamental
19 Dedaleiro Lythraceae 83 x x
Madeira/ Ornamental/
Embaúba Frutos Atrativos
20 Cecropia sp Cecropiaceae 75 x x Fauna

Lonchocarpus Fabaceae- Madeira/ Ornamental


21 Embira de sapo 100 x x
muehlbergianus Hassl. Faboideae
Madeira/ Ornamental/
Figueira-do-brejo Frutos Atrativos
22 Ficus insipida Willd. Moraceae 170 x Fauna

Madeira/ Ornamental/
Fumo-bravo Solanum glandulosum- Frutos Atrativos
23 Solanaceae 40 x
leprosum Dunal Fauna

Goiaba Frutos
24 Psidium guajava Myrtaceae 170 x
Atrativos a Fauna
Shizolobium parayba Fabaceae-
25 Guapuruvu 180 x x Madeira
(Vell.) Blake Caesalpinoideae
Ingá Inga uruguensis Hook. Fabaceae- Frutos Atrativos Fauna
26 120 x x
Et Arn. Mimosoideae
Tabebuia crysothricha Ornamental/ Madeira
27 Ipê amarelo Bignoniaceae 230 x
(Mart. ex DC.) Standl.
Jacaranda micrantha Ornamental/ Madeira
28 Jacarandá Bignoniaceae 30 x
Cham.
Tabernaemontana hystrix
29 Leiteiro Apocynaceae 30 x x
Steud.
Ornamental/ Madeira/
Aloysia virgata (Ruiz Et Pav.)
30 Lixa Verbenaceae 60 x Flores melíferas
A. Juss.

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Solanum lycocarpum
31 Lobeira Solanaceae 60 x
A. St. -Hil.
Cordia trichotoma Madeira/ Ornamental
32 Louro pardo Boraginaceae 170 x x
(Vell.) Arrab. ex Steud.
Mamica de porca Zanthoxyllum Madeira/ Ornamental
33 Rutaceae 170 x x
riedelianum Engl.
Senna macranthera
Fabaceae- Madeira/ Ornamental
34 Manduirana (Collad.) H. S. Irwin Et 30 x
Caesalpinoideae
Barneby
Mimosa bimucronata Fabaceae- Madeira/ Ornamental
35 Maricá 150 x x
(DC.) O. Kuntze. Mimosoideae
Fabaceae- Madeira/ Ornamental
36 Monjoleiro Acacia polyphylla (DC.) 40 x x
Mimosoideae
Erythrina speciosa Fabaceae- Ornamental/ Flores
37 Mulungu 170 x Melíferas
Andr. Faboideae
Madeira/ Ornamental/
Mutamba Guazuma ulmifolia
38 Malvaceae 190 x x Frutos Atrativos
Lam. Fauna

Chorisia spesiosa A. St.-Hil. Madeira/ Ornamental


39 Paineira Bombacaceae 180 x x
Fabaceae- Madeira/ Ornamental
40 Pata de vaca Bauhinia forficata Link 170 x x
Caesalpinoideae
Pau d'alho Gallesia intergrifolia Madeira/ Ornamental
41 Phytolacaceae 160 x x
(Spreng.) Harms
Madeira/ Ornamental
42 Pau formiga Triplaris brasiliensis Polygonaceae 150 x
Madeira/ Ornamental/
Pau viola Cytharexyllum Frutos Atrativos
43 Verbenaceae 150 x
myrianthum Cham. Fauna

Senna multijuga (Rich.) Fabaceae- Madeira/ Ornamental


44 Pau-cigarra 45 x
H. S. Irwin Et Barneby Caesalpinoideae
Piptadenia
Fabaceae- Madeira/ Flores
45 Pau-jacaré gonoacantha (Mart.) J. 50 x Melíferas/
Mimosoideae
F. Macbr.
Trema micrantha (L.) Blume
46 Polveira Ulmaceae 180 x

Tibouchina granulosa
47 Quaresmeira Melastomataceae 210 x Ornamental
(Desr.) Cogn.

48 Sangra d'agua Croton urucurana Baill. Euphorbiaceae 175 x Flores Melíferas

Fabaceae- Ornamental/ Flores


49 Suinã Erithrina crista-galli L. 65 x Melíferas
Faboideae

50 Tamanqueiro Aegiphila klostshiana Lamiaceae 60 x x Madeira

Enterolobium
Fabaceae-
51 Tamboril contortisiliqum (Vell.) 25 x Madeira
Mimosoideae
Morong
Alchornea glandulosa
52 Tapiá Euphorbiaceae 120 x Madeira
Poepp. Et Endl.

Tarumã Frutos Atrativos Fauna


53 Vitex montevidensis L. Lamiaceae 190 x x

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Tarumã-do-cerrado Frutos Atrativos Fauna
54 Vitex polygama L. Lamiaceae 35 x

NÃO PIONEIRAS (Secundárias Tardias e Climácicas)

Luehea grandilfora
55 Açoita cavalo Malvaceae 150 x x Madeira
Mart. Et Zucc.
Luehea divaricata Mart.
56 Açoita-cavalo-miúdo Malvaceae 50 x x Madeira
Et Zucc.
Pithecolobium incuriale Fabaceae-
57 Angico-rajado 40 x Madeira
([Link].) Benth. Mimosoideae
Myrcia citrifolia (Lam.) Frutos Atrativos
Myrtaceae
58 Araça do campo 80 x Fauna
DC.
Frutos Atrativos
Psidium cattelianum Myrtaceae
59 Araça-amarelo 100 x Fauna
Sabine
Centrolobium
Fabaceae-
60 Araribá tomentosum Guill. ex 60 x Madeira
Faboideae
Benth.
Rheedia gardneriana
61 Bacupari Clusiaceae 25 x Madeira
Planch. & Triana
Cabreúva Myroxilon peruiferum Madeira/ Propriedades
Fabaceae-
62 60 x de perfumaria
L. f. Faboideae
Camboatã Cupanea vernalis Madeira/ Ornamental/
63 Sapindaceae 100 x Frutos atraem fauna
Cambess.

64 Cambui Myrciaria tenella Myrtaceae 10 x

Canelinha Madeira/ Ornamental/


Nectranda
65 Lauraceae 100 x Frutos atraem fauna
megapotamica

Canjerana Cabralea canjerana Madeira/ Ornamental/


66 Meliaceae 100 x Frutos atraem fauna
(Vell.) Mart.

Capororoca Rapanea umbellata Madeira/ Ornamental/


67 Myrsinaceae 80 x Frutos atraem fauna
(Mart.) Mez

Jacaranda cuspidifolia Madeira/


68 Caroba Bignoniaceae 70 x Ornamental/
Mart.
Casca d'anta Rauvolfia sellowii Muel. Madeira/ Ornamental/
69 Apocynaceae 50 x Frutos atraem fauna
Arg.
Trichilia clausseni Madeira/
70 Catiguá Meliaceae 10 x Ornamental/
[Link].
Cedro rosa Madeira/
71 Cedrela fissilis Vell. Meliaceae 160 x x Ornamental/

Cereja brasileira Eugenia involucrata Madeira/ Ornamental/


72 Myrtaceae 50 x x Frutos atraem fauna
DC.

Copaiba Madeira/
Capaifera langsdorfii Fabaceae-
73 75 x x Propriedades
Desf. Caesalpinoideae Medicinais

Lonchocarpus Fabaceae- Madeira/


74 Embira-de-carrapato 40 x Ornamental/
guilleminianus Faboideae

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Pseudobombax
Fabaceae- Madeira/
75 Embiruçu grandiflorum (Tul.) 100 x x Ornamental/
Faboideae
Malme
Parapiptadenia rigida Fabaceae- Madeira/
76 Gorocaia 90 x Ornamental/
(Benth.) Brenan Mimosoideae

Guabiroba Campomanesia Madeira/ Ornamental/


77 Myrtaceae 120 x x Frutos atraem fauna
xanthocarpa O. Berg.

Guanandi Calophyllum Madeira/ Ornamental/


78 Clusiaceae 120 x Frutos atraem fauna
brasiliensis Cambess.
Esenbeckia leiocarpa Madeira/
79 Guarantã Rutaceae 120 x Ornamental/
Engl.
Aspidosperma Madeira/
80 Guatambu amarelo Apocynaceae 12 x Ornamental/
ramiflorum Mü[Link].

33. Conclusão

O presente Plano de Aproveitamento Econômico evidencia, de forma clara e


fundamentada, que o aproveitamento da jazida em estudo é tecnicamente
exequível, ambientalmente responsável e economicamente sólido,
atendendo integralmente às disposições do Código de Mineração, seu
Regulamento e demais normativos aplicáveis da Agência Nacional de
Mineração – ANM.

As análises geológicas, o método de lavra proposto, o sequenciamento


operacional e os controles ambientais demonstram que o empreendimento
reúne condições adequadas de segurança, estabilidade e eficiência produtiva,
assegurando o correto aproveitamento dos recursos minerais disponíveis. Do
ponto de vista econômico, os estudos realizados comprovam a robustez
financeira da operação, apresentando elevada rentabilidade, retorno acelerado
do investimento e fluxo de caixa consistente ao longo da vida útil estimada da
jazida.

Diante do conjunto de informações apresentadas — tecnicamente


consistentes, ambientalmente seguras e economicamente favoráveis —
conclui-se que:

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A lavra proposta é plenamente viável, rentável e sustentável, assegurando
o aproveitamento racional, eficiente e responsável da jazida, em
conformidade com a legislação mineral vigente e com as boas práticas da
engenharia de minas.

Assim, recomenda-se a aprovação deste Plano de Aproveitamento


Econômico, uma vez que o empreendimento atende aos requisitos técnicos e
legais exigidos, demonstra viabilidade plena e contribui para o desenvolvimento
econômico regional, mantendo o compromisso com a proteção ambiental e
com a segurança operacional.

Guarulhos – SP, 11 de dezembro de 2025

__________________________________
Thiago Rodovalho Tolentino
Engenheiro de Minas
CREA/SP 5069825767

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