Resumo
Os térmitas, ou cupins, pertencem à subordem Isoptera, são insetos eussociais com castas
reprodutivas e estéreis (soldados e operários). Os cupins exploram variados recursos alimentares,
sendo xilófagos, humívoros ou folífagos, além de espécies que consomem fungos, algas, líquens,
fezes e até cadáveres. Estes insetos são vitais aos ecossistemas, promovendo decomposição da
matéria orgânica, reciclagem de nutrientes e modificações no solo. Reconhece-se cerca de 364 no
Brasil e aproximadamente 100 espécies na Caatinga. Este domínio fitogeográfico situa-se entre
depressões intermontanas semiáridas, estação chuvosa curta e irregular, apresentando um mosaico
vegetal heterogêneo, com cactáceas, bromélias, árvores decíduas e de distribuição descontínua. O
objetivo do presente estudo é caracterizar a estrutura das taxocenoses de cupins em duas áreas de
Caatinga, nos municípios de Passagem e São Mamede, localizadas no Estado da Paraíba, Nordeste
do Brasil. As taxocenoses de cupins foram amostradas por meio de protocolo baseado em transectos,
considerando a densidade de ninhos conspícuos, arborícolas ou epígeos, e utilizando o número de
parcelas ocupadas por cada espécie como medida indireta de abundância relativa. A identificação foi
realizada com chave dicotômica, literatura taxonômica prévia e comparação com exemplares da
UFPB e da UFCG. Foram registradas xx morfoespécies, distribuídas em xx gêneros e três famílias,
totalizando xx encontros, sendo a subfamília ___ a mais representativa. O grupo alimentar dominante
foi o dos xilófagos, seguido pelos humívoros, e a riqueza estimada correspondeu a x ± x (Chao2) e x
± x (Jackknife1). Amostras de ninhos de três espécies diferentes revelaram densidade média de 17,9
ninhos/hectare em Passagem e 17,9 ninhos/hectare em São Mamede. Portanto, conduzir pesquisas
sobre a diversidade de cupins é essencial para identificar e compreender seus padrões de variação.
Palavras-chave: Isoptera, Biodiversidade, Caatinga, Grupos Alimentares, Densidade de Ninhos.
ISRAEL: O presente estudo teve como objetivo caracterizar a estrutura da taxocenose de térmitas em
duas áreas de Brejo de Altitude localizadas nos municípios de Bezerros e São Vicente Ferrer, Estado
do Pernambuco, Brasil. A amostragem foi realizada através de transectos de 65 m x 2 m, totalizando
300 m2/por área. Em cada área, a densidade de ninhos foi estimada em seis parcelas de 1300m2.
Trinta e cinco morfoespécies foram registradas nas duas áreas, pertencentes a 21 gêneros e três
famílias, com 133 encontros. O grupo alimentar dos humívoros foi predominante, seguido pelos
xilófagos. Um total de cinco espécies construtoras de ninhos conspícuos foram registradas nas duas
áreas. A densidade média de ninhos conspícuos ativos foi de 2,6 ± 6,3 ninhos/ha (média ± dp) em
Bezerros, e de 21,8 ± 21,4 ninhos/ha em São Vicente Ferrer. A riqueza de térmitas das áreas
estudadas ficou dentro da amplitude já registrada para áreas de Brejo de Altitude. A ampliação de
estudos sobre a diversidade de térmitas em Brejos de Altitude poderá contribuir no reconhecimento
de padrões biogeográficos Neotropicais.
2. Referencial teórico
2.1. Diversidade de cupins
Os térmitas, popularmente conhecidos como cupins, pertencem à subordem Isoptera,
atualmente incluída na ordem Blattodea, junto às baratas (Krishna et al. 2013). São insetos
eussociais, caracterizados pelo cuidado cooperativo com a prole, a sobreposição de gerações e a
presença de castas reprodutivas, em sistemas que incluem castas estéreis, como soldados e
operários, e os alados (castas reprodutoras) (Wilson 1971). A revoada nupcial ocorre antes do pico
das chuvas, os alados deixam a colônia para acasalar e fundar novos ninhos; após o voo, perdem as
asas, tornando-se reis e rainhas de futuras colônias, processo crucial para a expansão e renovação
das populações (Moura et al. 2025; Lucena 2022). Dentro da ordem Blattodea, são reconhecidas
aproximadamente 7.600 espécies vivas, das quais cerca de 3.100 são cupins (Krishna et al. 2013),
com 629 espécies registradas na região Neotropical e cerca de 364 no Brasil (Constantino 2025).
Atualmente, os cupins estão distribuídos em dez famílias existentes, das quais cinco são
encontradas no Brasil: Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae, Termitidae e Heterotermitidae
(Krishna et al. 2013; Hellemans et al. 2024). Diversos tipos de recursos alimentares podem ser
explorados por estes insetos, que são classificados principalmente como: xilófagos, quando
consomem madeira viva ou morta; humívoros, ao se alimentarem de húmus agregado ao solo;
folífagos, quando se alimentam de folhas; e intermediários, quando utilizam madeira em
decomposição já incorporada ao solo (DeSouza e Brown 1994). Além desses, há espécies que
consomem fungos, algas, líquens, fezes e cadáveres de vertebrados (Bignell e Eggleton 2000).
A construção de ninhos é crucial para a segurança e manutenção microclimática da colônia
no ecossistema (Moura et al. 2017). Estas estruturas podem ser conspícuas, visíveis na paisagem,
como ninhos arborícolas e de montículo; Também podem se estabelecer em diversos micro-habitats,
incluindo camadas do solo, interior de madeira seca, raízes subterrâneas e na serrapilheira,
aproveitando a variedade de condições e recursos disponíveis nesses ambientes (Vasconcellos e
Ernesto 2015; Noirot e Darlington 2000; Vasconcellos et al. 2025a)
A ocorrência de cupins é mais intensa em regiões tropicais, especialmente em florestas
equatoriais úmidas e savanas, que concentram maior diversidade de espécies, abundância e
biomassa; essa diversidade é influenciada por diversos fatores, como variação na precipitação
pluviométrica, e tende a diminuir com o aumento da latitude e da altitude (Jones e Eggleton 2011;
Cancello et al. 2014). Eggeleton (2000) sugeriu que a principal restrição fisiológica é determinada pela
temperatura, temperaturas mais baixas ocasionam uma diminuição nas taxas metabólicas.
Apesar de serem constantemente rotulados como pragas urbanas, apenas cerca de 10% das
espécies de cupins são responsáveis por causar danos às atividades humanas. (Vasconcellos 2016).
Estes artrópodes desempenham um papel crucial na preservação e equilíbrio dos ecossistemas,
atuando como agentes essenciais na decomposição da matéria orgânica e na ciclagem de nutrientes
(Bignell e Eggleton 2000; Jones e Eggleton 2011). Além disso, algumas espécies formam galerias
subterrâneas, provocando mudanças significativas nas propriedades físicas e químicas do solo,
aumentando sua porosidade, aeração e capacidade de retenção de água (Holt e Lepage 2000;
Vasconcellos e Moura 2010).
2.2. Domínio fitogeográfico da caatinga
A região de Caatinga abrange uma extensão aproximada de 912.000 km², está situada
predominantemente na região Nordeste do Brasil, ocupando áreas significativas dos estados do
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe e uma porção de
Minas Gerais (Fernandes e Queiroz 2018). Ocupando uma zona de transição entre a Floresta
Atlântica (a leste), a Amazônia (a oeste) e o Cerrado (ao sul) (Leal et al. 2005). Essa região exibe
uma morfologia singular, composta predominantemente por depressões intermontanas, cujas altitudes
variam entre 300 e 500 metros. O clima semiárido, característico desse domínio, apresenta uma
expressiva variabilidade pluviométrica, com índices anuais que flutuam de 240 mm nas áreas mais
secas até 900 mm nas regiões de transição (Prado 2003; Leal et al. 2005).
Este domínio fitogeográfico constitui-se como a maior Floresta Tropical Sazonalmente Seca
(Silva et al. 2017a; Pennington et al. 2009), caracterizando-se por uma notável heterogeneidade
paisagística. Sua composição vegetal manifesta-se através de um complexo mosaico fisionômico,
representa um dos maiores exemplos de ambiente semiárido neotropical (Leal et al. 2005; Silva et al.
2017a; Sampaio 2010). Em termos de fitofisionomia, a Caatinga apresenta cactáceas, bromeliáceas,
caducidade foliar e baixa produção de fitomassa (Costa et al. 2007). A vegetação arbórea deste
domínio apresenta distribuição descontínua, concentrando-se em microhabitats com condições
edáficas específicas, determinadas por fatores como topografia, textura, profundidade e fertilidade do
solo (Silva et al. 2017b; Leal et al. 2005).
Na Caatinga, térmitas e formigas tornam-se recursos vitais para vertebrados durante a seca,
quando a disponibilidade de alimentos diminui (Vasconcellos et al. 2010a). Estudos na RRPN
Fazenda Almas-PB indicaram que esses insetos dominam a dieta de aves e lagartos: em análises de
54 espécies de aves, representaram 60% dos itens consumidos, com destaque no período seco
(Cavalcanti 2009). Em lagartos, corresponderam a 45% da dieta, sendo térmitas o item predominante
nestes répteis, com 23% (Vieira 2011). Padrões similares foram observados em estudos na Bahia,
com térmitas variando de 50-80% da dieta de alguns pássaros (Buainain e Forcato, 2016). Esses
insetos são de suma importância para a sustentação da fauna durante a estiagem, uma vez que a
reprodução dos vertebrados ocorre principalmente no período chuvoso, elevando a demanda por
alimento (Vasconcellos et al. 2025b; Araújo et al. 2017).
Embora se destaque entre os ecossistemas semiáridos por sua rica biodiversidade e elevado
número de espécies endêmicas, a Caatinga enfrenta intensa pressão antropogênica e poucas áreas
de conservação ambiental, resultando em significativa degradação de seus ecossistemas (Leal et al.
2005; Maciel 2010; Santos et al. 2011). Essa pressão antrópica tem acarretado elevados índices de
degradação ambiental, com progressiva perda de resiliência ecossistêmica e aumento do risco de
desertificação (Souza e Sousa 2018; Ramos et al. 2020).
2.3. Termitofauna em área de caatinga
A Caatinga enfrenta intensa fragmentação e degradação (Sá e Carvalho 2024), o que reforça
a necessidade de investigações sobre sua biodiversidade. Sabendo que os cupins desempenham
funções vitais, como decompor matéria orgânica, reciclar nutrientes em florestas tropicais e alterar,
fisicamente e quimicamente, as características do solo (Bignell e Eggleton 2000; Jones e Eggleton
2011), estudar sua taxocenose é de suma importância para compreender seu papel ecológico e
mapear a diversidade e o endemismo na região Neotropical.
Os primeiros estudos na Caatinga foram entre as décadas de 70 e 90, por Renato L. Araújo e
Eliana M. Cancello, respectivamente; posteriormente, nos anos 2000, foram iniciadas pesquisas mais
precisas sobre térmitas, lideradas por Adelmar Gomes Bandeira na Universidade Federal da Paraíba
(Bandeira e Vasconcellos 1999). O registro pioneiro de apenas oito gêneros de cupins na Estação
Ecológica do Seridó/Serra Negra do Norte (RN) (Martius et al. 1999) estabeleceu as bases para a
expectativa de diversidade termítica reduzida na Caatinga (Moura et al. 2019). Dados compilados de
pesquisas taxonômicas e levantamentos faunísticos indicam que já foram registradas cerca de 100
espécies diferentes de térmitas no domínio da Caatinga (Constantino 1995; Rocha e Cancello 2009;
Constantino e Carvalho 2012; Acioli e Constantino 2015; Oliveira e Constantino 2016; Rocha e
Cancello 2020).
Nas últimas décadas, inúmeras expedições científicas vêm sendo conduzidas para analisar
as comunidades de cupins no semiárido nordestino, permitindo análises comparativas e aplicação de
índices de similaridade entre diferentes localidades (Vasconcellos e Moura 2014). Apesar dos
avanços, a Caatinga ainda possui menos levantamentos publicados sobre diversidade de cupins em
comparação a outros domínios morfoclimáticos do país, com registros em apenas 11 localidades
documentadas na literatura científica (Martius et al. 1999; Mélo e Bandeira 2004; Vasconcellos et al.
2010b; Alves et al. 2011; Viana Junior et al. 2014; Vasconcellos e Moura 2014; Araújo et al. 2015;
Couto et al. 2015; Ávila et al. 2017; Ernesto et al. 2018).
Mesmo com a escassez de levantamentos em escala regional, pesquisas apontam que os
cupins correspondem a quase 60% dos macroartrópodes do solo nas camadas superficiais (0-30 cm),
com participação ainda maior entre 20 e 30 cm de profundidade (Araújo et al. 2010). Aparentemente,
a Caatinga possui um número reduzido de espécies endêmicas de cupins (Vasconcellos et al. 2025b).
Porém, ainda persistem lacunas significativas nas amostragens, e o conhecimento taxonômico de
certos grupos permanece bastante limitado, particularmente no caso dos Apicotermitinae. A única
espécie endêmica, associada a vegetação com distribuição de caatinga, na lista atual é Syntermes
cearensis, restrita ao sul do Ceará e oeste da Paraíba e do Rio Grande do Norte (Constantino 1995;
Ernesto et al. 2018).
3.
REFERÊNCIAS
Acioli ANS, Constantino R (2015) A taxonomic revision of the neotropical termite genus Ruptitermes
(Isoptera: Termitidae: Apicotermitinae). Zootaxa 4032(5):451–492.
[Link]
Ackerman IL, Constantino R, Gauch JR HG, Lehmann J, Riha SJ, Fernandes E (2009) Termite
(Insecta: Isoptera) species composition in a primary rain forest and agroforests in Central Amazonia.
Biotropica 41(2):226–233. [Link]
Alves WF, Mota AS, Lima RAA, Bellezoni R, Vasconcellos A (2011) Termites as bioindicators of habitat
quality in the Caatinga, Brazil: is there agreement between structural habitat variables and the
sampled assemblages? Neotropical Entomology 40(1):39-46. [Link]
566X2011000100006
Ávila RW, Almeida WO, Ferreira FS, Gaiotti MG, Lima SMQ, Morais DH et al (2017) Fauna da
Estação Ecológica de Aiuaba: integração de informações para subsídio de planos de conservação e o
uso sustentável. In: Mantovani W, Monteiro RF, Anjos L, Cariello MO (orgs) Pesquisas em unidades
de conservação no domínio da caatinga: subsídios à gestão. Editora UFC, Fortaleza, pp 405-438
Araújo HFP, Vieira-Filho AH, Barbosa MRV, Diniz-Filho JAF, Silva JMC (2017) Passerine phenology in
the largest tropical dry forest of South America: effects of climate and resource availability. Emu –
Austral Ornithology 117(1):78–91. [Link]
Araújo VFP, Bandeira AG, Vasconcellos A (2010) Abundance and stratification of soil macroarthropods
in a Caatinga Forest in Northeast Brazil. Brazilian Journal of Biology 70(3):737-746.
[Link]
Araújo VFP, Silva MP, Vasconcellos A (2015) Soil-sampled termites in two contrasting ecosystems
within the semiarid domain in northeastern Brazil: abundance, biomass, and seasonal influences.
Sociobiology 62(1):70-75. [Link]
Bandeira AG, Vasconcellos A (1999) Estado atual do conhecimento sistemático e ecológico sobre os
cupins (Insecta, Isoptera) do Nordeste brasileiro. Revista Nordestina de Biologia 13(1/2):37-45
Bignell DE, Eggleton P (2000) Termites in ecosystems. In: Abe T, Bignell DE, Higashi M (eds)
Termites: Evolution, Sociality, Symbiosis, Ecology, Kluwer Academic Publications, Dordrecht, pp 363-
387. [Link]
Buainain N, Forcato G (2016) Stomach contents of some poorly known Brazilian birds with focus on
species from the Caatinga biome. Rev Bras Ornitol 24(2):129–136. [Link]
Cancello EM, Silva RR, Vasconcellos A, Reis YT, Oliveira LM (2014) Latitudinal variation in termite
species richness and abundance along the Brazilian Atlantic Forest hotspot. Biotropica 46(4):441–450.
[Link]
Cavalcanti TA (2009) Dieta de aves em uma área de caatinga no Cariri paraibano, Brasil. Monografia,
Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, 132 pp.
Constantino R (1992) Abundance and diversity of termites (Insecta: Isoptera) in two sites of primary
rain forest in Brazilian Amazonia. Biotropica 24(3):420–430. [Link]
Constantino R (1995) Revision of the Neotropical Termite Genus Syntermes Holmgren (Isoptera:
Termitidae). Univ Kans Sci Bull 55(13):455–518
Constantino R (2005) Padrões de diversidade e endemismo de térmitas no bioma Cerrado. In: Scariot
AO, Silva JCS, Felfili JM (eds) Cerrado: ecologia, biodiversidade e conservação, Ministério do Meio
Ambiente, Brasília, pp 319–333
Constantino R, Schlemmermeyer T (2000) Cupins (Insecta: Isoptera). In: Alho CJR (ed) Fauna
silvestre da região do rio Manso-MT, IBAMA/ELETRONORTE, Brasília, pp 129–151
Constantino R, Carvalho SHC (2025) A taxonomic revision of the Neotropical termite genus
Cyrilliotermes Fontes (Isoptera, Termitidae, Syntermitinae). Zootaxa 3186(1):25–41.
[Link]
Constantino R (2025) On-line Termite Database. Brasília: UnB, 2025.
[Link] Acessado em 03 de agosto de 2025
Costa CCA, Dantas IM, Camacho RGV, Souza AM, Silva NF (2007) Produção de serapilheira na
Caatinga da Floresta Nacional do Açu-RN. Revista Brasileira de Biociências 5(S1):246–248.
[Link] Acessado em 2 de agosto de 2025.
Couto AAVO, Albuquerque AC, Vasconcellos A, Castro CC (2015) Termite assemblages (Blattodea:
Isoptera) in a habitat humidity gradient in the semiarid region of northeastern Brazil. Zoologia
32(4):281-288. [Link]
DeSouza OFF, Brown VK (1994) Effects of habitat fragmentation on Amazonian termite communities.
Journal of Tropical Ecology 10(2):197-206. [Link]
Eggleton P (2000) Global patterns of termite diversity. In: Abe T, Higashi M, Bignell DE (eds) Termites:
evolution, sociality, symbiosis, ecology. Kluwer Academic Publishers, Dordrecht, pp 25–51
Ernesto MV, Liberal CN, Ferreira AS, Alves ACF, Zeppelini D, Martins CF et al (2018) Hexapod
decomposers of Serra de Santa Catarina, Paraíba, Brazil: an area with high potential for conservation
of Caatinga biodiversity. Biota Neotropica 18:e20170410. [Link]
0410
Fernandes MF, Queiroz LP (2018) Vegetação e flora da Caatinga. Ciência e Cultura 70(4):51–56.
[Link]
Hellemans S, Rocha MM, Wang M, Arias JR, Aanen DK, Bagnères AG et al (2024) Genomic data
provide insights into the classification of extant termites. Nature Communications 15(1):6724.
[Link]
Holt JA, Lepage M (2000) Termites and soil properties. In: Abe T, Bignell DE, Higashi M (eds)
Termites: evolution, sociality, symbioses, ecology. Kluwer Academic Publishers, Dordrecht, pp 389–
407
Jones D, Eggleton P (2011) Global biogeography of termites: a compilation of sources. In: Bignell DE,
Roisin Y, Lo N (eds) Biology of termites: a modern synthesis. Springer, Germany, pp 477–498
Krishna K, Grimladi DA, Krishna V, Engel MS (2013) Treatise on the Isoptera of the World, Bulletin of
the American Museum of Natural History, New York. [Link]
Leal IR, Silva JMC, Tabarelli M, Lacher TE Jr (2005) Changing the course of biodiversity conservation
in the Caatinga of northeastern Brazil. Conservation Biology 19(3):701–706.
[Link]
Lucena EF, Silva IS, Monteiro SRP, Moura FMS, Vasconcellos A (2022) Accumulated precipitation and
air density are linked to termite (Blattodea) flight synchronism in a Seasonally Dry Tropical Forest in
north-eastern Brazil. Austral Entomology 61(3):78-85. [Link]
Maciel BA (2010) Unidades de conservação no bioma Caatinga. In: Gariglio MA, Sampaio EDS,
Cestaro LA, Kageyama PY (eds) Uso sustentável e conservação dos recursos florestais da Caatinga.
Ministério do Meio Ambiente, Brasília, pp 76–81
Martius C, Tabosa WAF, Bandeira AG, Amelung W (1999) Richness of Termite Genera in a Semi-Arid
Region (Sertão) in NE BRAZIL (Isoptera). Sociobiology 33(3):357-365
Melo ACS, Bandeira AG (2004) A qualitative and quantitative survey of termites (Isoptera) in an open
shrubby Caatinga in northeast Brazil. Sociobiology 44(3):707-716
Moura FMS, Haifig I, Lucena EF, Vasconcellos A (2025) Diferenciação de castas em cupins e os
padrões observados na região Neotropical. In: Arab A, Haifig I, Carrijo T (eds) Cupins da América do
Sul Termites, Editora UFABC, Santo André, São Paulo, pp 131-160
Moura FMS, Lucena EF, Silva IS (2017) Os cupins nos ecossistemas: biologia, importância ecológica
e diversidade. In: Silva E (org) Temas em ecologia e educação ambiental, Gramma, Rio de Janeiro,
pp 187-204
Moura FMS, Rodrigues LS, Meira FR, Santos MSR, Vasconcellos A (2019) Cupins do semiárido
brasileiro: conhecimento atual e perspectivas. In: Silva E (org) Recursos naturais e aspectos
socioambientais no semiárido brasileiro, Gramma Editora, Rio de Janeiro, pp 71-99
Noirot C, Darlington JPEC (2000) Termite nests: architecture, regulation and defence. In: Abe T,
Bignell DE, Higashi M (eds) Termites: Evolution, Sociality, Symbioses, Ecology, Kluwer Academic
Publishers, Dordrecht, pp 121–139
Oliveira DE, Constantino R (2016) A taxonomic revision of the neotropical termite genus Diversitermes
(Isoptera: Termitidae: Nasutitermitinae). Zootaxa 4158(2):221–245.
[Link]
Pennington RT, Lavin M, Oliveira-Filho AT (2009) Woody plant diversity, evolution and ecology in the
tropics: perspectives from seasonally dry tropical forests. Annu Rev Ecol Evol Syst 40(1):437–457.
[Link]
Prado DE (2003) As caatingas da América do Sul. In: Leal IR, Tabarelli M, Silva JMC (orgs) Ecologia e
conservação da Caatinga. Editora Universitária da UFPE, Recife, pp 3–74
Reis YT e Cancello EM (2007) Riqueza de cupins (Insecta, Isoptera) em áreas de Mata Atlântica
primária e secundária do sudeste da Bahia. Série Zoologia 97(3): 229-234.
[Link]
Ramos GG, Alves JB, Araujo MF, Ferreira VSG, Pinto MGC, Leite MJH, Vasconcelos ADM, Riveiro IR
(2020) Levantamento dos impactos ambientais de um trecho de mata ciliar em região de Caatinga no
sertão paraibano. Brazilian Journal of Development 6(7):52848–52859.
[Link]
Rocha MM, Cancello EM (2009) Revision of the Neotropical termite genus Orthognathotermes
Holmgren (Isoptera: Termitidae: Termitinae). Zootaxa 2280(1):1–26.
[Link]
Rocha MM, Cancello EM (2020) Comparative anatomy of the gut of the South American species of
Amitermes, with description of two new species and an identification key based on soldiers and
workers. Zootaxa 4751(1):75-104. [Link]
Sampaio EVSB (2010) Características e potencialidades. In: Gariglio MA, Sampaio EVSB, Cestaro
LA, Kageyama PY (eds) Uso sustentável e conservação dos recursos florestais da Caatinga.
Ministério do Meio Ambiente, Brasília, pp 29-48
Sá AA, Sousa CRC (2024) Biodiversidade e conservação da Caatinga: um desafio para a ciência.
Revista Contemporânea 4(12):e7136–e7136. [Link]
Santos JC, Leal IR, Almeida-Cortez JS, Fernandes GW, Tabarelli M (2011) Caatinga: the scientific
negligence experienced by a dry tropical forest. Tropical Conservation Science 4(3):276–286.
[Link]
Silva JMC, Barbosa LCF, Leal IR, Tabarelli M (2017a) The Caatinga: understanding the challenges. In:
Silva JMC, Leal IR, Tabarelli M (eds) Caatinga: the largest tropical dry forest region in South America.
Springer International Publishing, Cham, pp 3–19
Silva KST, Almeida AM, Silva TSF (2017b) Influência de determinantes ambientais na vegetação da
Caatinga. Sociedade e Território 29(1):183-198. [Link]
8396.2017v29n1ID10807
Souza HBDA., Alves, WDF, Vasconcellos A (2012) Termite assemblages in five semideciduous
Atlantic Forest fragments in the northern coastland limit of the biome. Revista Brasileira de
Entomologia 56(1): 67-72. [Link]
Souza MPS, Sousa PAG (2018) Aspectos ecológicos da termitofauna de um remanescente de
Caatinga da região neotropical, Brasil. Holos 34(6):34-51. [Link]
Vasconcellos A, Mélo ACS, Segundo EV, Bandeira AG (2005) Cupins de duas florestas de restinga do
nordeste brasileiro. Série Zoologia 95(2): 127-131. [Link]
47212005000200003
Vasconcellos A (2016) Cupins: mocinhos ou vilões? In: Bravo F, Calor AR (orgs) Conhecendo os
artrópodes do Semiárido. Métis Produção Editorial, São Paulo, pp 83–95
Vasconcellos A, Andreazze R, Almeida AM, Araújo HFP, Oliveira ES, Oliveira U (2010a) Seasonality of
insects in the semi-arid Caatinga of northeastern Brazil. Rev Bras Entomol 54(3):471–476.
[Link]
Vasconcellos A, Bandeira AG, Moura FMS, Araújo VFP, Gusmão MAB, Constantino R (2010b) Termite
assemblages in three habitats under different disturbance regimes in the semi-arid Caatinga of NE
Brazil. Journal of Arid Environments 74:298-302. [Link]
Vasconcellos A, Ernesto MV (2015) Térmitas (Isoptera) da Reserva Biológica de Pedra Talhada. In:
Studer A, Nusbaumer L, Spichiger R (eds) Biodiversidade da Reserva Biológica de Pedra Talhada,
Alagoas, Pernambuco - Brasil, Boissiera: mémoires des Conservatoire et Jardin botaniques de la Ville
de Genève, Genève, pp 243-249
Vasconcellos A, Ernesto MV, Moura FMS, Dambros CS (2025a) Métodos de amostragens de térmitas.
In: Arab A, Haifig I, Carrijo T (eds) Cupins da América do Sul Termites, Editora UFABC, Santo André,
São Paulo, pp 431-463
Vasconcellos A, Moura FMS (2010) Wood litter consumption by three species of Nasutitermes termites
in an area of the Atlantic Coastal Forest in northeastern Brazil. Journal of Insect Science 10(1):72.
[Link]
Vasconcellos A, Moura FMS (2014) Térmitas de oito ecossistemas inseridos no domínio do semiárido
brasileiro. In: Bravo F, Calor A (eds) Artrópodes do Semiárido: Biodiversidade e Conservação,
Printmídia, Feira de Santana, pp 99–109
Vasconcellos A, Moura FMS, Ernesto MV (2015) Térmitas em ecossistemas Neotropicais:
amostragens qualitativas e quantitativas. In: Lima MSCS, Carvalho LS, Prezoto F (eds) Métodos em
ecologia e comportamento animal, Editora UFABC, Terezina, Piauí, pp 165-186.
Vasconcellos A, Moura FMS, Ernesto MV, Constantino R (2025b) Térmitas da Caatinga: ecologia,
biogeografia e conservação. In: Arab A, Haifig I, Carrijo T (eds) Cupins da América do Sul Termites,
Editora UFABC, Santo André, São Paulo, pp 693-716
Vieira WLS (2011) Riqueza de espécies e utilização de recursos em uma taxocenose de Squamata
em Caatinga arbórea na região do Cariri, Paraíba, Brasil. Tese de doutorado, Universidade Federal da
Paraíba, João Pessoa, PB, 365 pp.
Viana Junior AB, Souza VB, Reis YT, Marques-Costa AP (2014) Termite assemblages in dry tropical
forests of Northeastern Brazil: Are termites bioindicators of environmental disturbances. Sociobiology
61(3):324-331. [Link]
Wilson EO (1971) The Degrees of Social Behavior. In: Wilson EO (org) The insect societies, Belknap,
Cambridge, pp 4-6