Belgravia sempre foi conhecida por suas luzes intermináveis, seus prédios
espelhados e sua rotina frenética. Mas, nas últimas semanas, algo havia mudado.
Moradores relatavam vultos refletidos em janelas onde não havia ninguém. Taxistas
viam passageiros desaparecerem de seus bancos traseiros. E câmeras de segurança
capturavam figuras distorcidas que caminhavam sem tocar o chão. Foi o suficiente
para acionar a Ordo Realitas, que enviou uma equipe para investigar.
Miguel liderava o grupo. Era experiente o bastante para reconhecer quando um caso
se tratava de mera histeria coletiva e quando envolvia, de fato, a influência do
Outro Lado. E tudo indicava que aquela cidade estava sendo corroída por um fenômeno
crescente. A investigação apontou para um evento específico: uma empresa de
tecnologia inaugurara recentemente um laboratório experimental dedicado a explorar
padrões de percepção humana através de estímulos auditivos e visuais avançados. Mas
algo dera errado — extremamente errado.
Durante a infiltração, os agentes perceberam que a instalação emitia uma frequência
baixa, quase inaudível, capaz de afetar a consciência. Nos corredores, sombras
pareciam se arrastar pelas paredes, fugindo da luz. O laboratório central abrigava
uma máquina colossal, cercada de cabos e monitores. A tela mostrava padrões
geométricos em constante mutação, e apenas encará-los por alguns segundos provocava
náuseas e alucinações.
Um técnico, em estado de choque, confessou que a máquina fora calibrada
erroneamente, alinhando-se a frequências que ultrapassavam a percepção humana — e
tocavam algo muito além. Portais minúsculos começaram a se abrir, liberando
entidades que se infiltravam na cidade como parasitas sensoriais. A equipe precisou
agir rápido. Miguel e os outros executaram um ritual sincronizado, usando a própria
frequência da máquina contra ela. As ondas reverberaram por todo o prédio,
colapsando as brechas e encerrando o fluxo.
Quando saíram, a cidade ainda brilhava, mas algo estava diferente. Era como se o
mundo inteiro respirasse aliviado. Miguel sabia, porém, que a realidade jamais
voltaria a ser exatamente a mesma. Após tocar o Outro Lado, nenhuma cidade
permanece [Link] sempre foi conhecida por suas luzes intermináveis, seus
prédios espelhados e sua rotina frenética. Mas, nas últimas semanas, algo havia
mudado. Moradores relatavam vultos refletidos em janelas onde não havia ninguém.
Taxistas viam passageiros desaparecerem de seus bancos traseiros. E câmeras de
segurança capturavam figuras distorcidas que caminhavam sem tocar o chão. Foi o
suficiente para acionar a Ordo Realitas, que enviou uma equipe para investigar.
Miguel liderava o grupo. Era experiente o bastante para reconhecer quando um caso
se tratava de mera histeria coletiva e quando envolvia, de fato, a influência do
Outro Lado. E tudo indicava que aquela cidade estava sendo corroída por um fenômeno
crescente. A investigação apontou para um evento específico: uma empresa de
tecnologia inaugurara recentemente um laboratório experimental dedicado a explorar
padrões de percepção humana através de estímulos auditivos e visuais avançados. Mas
algo dera errado — extremamente errado.
Durante a infiltração, os agentes perceberam que a instalação emitia uma frequência
baixa, quase inaudível, capaz de afetar a consciência. Nos corredores, sombras
pareciam se arrastar pelas paredes, fugindo da luz. O laboratório central abrigava
uma máquina colossal, cercada de cabos e monitores. A tela mostrava padrões
geométricos em constante mutação, e apenas encará-los por alguns segundos provocava
náuseas e alucinações.
Um técnico, em estado de choque, confessou que a máquina fora calibrada
erroneamente, alinhando-se a frequências que ultrapassavam a percepção humana — e
tocavam algo muito além. Portais minúsculos começaram a se abrir, liberando
entidades que se infiltravam na cidade como parasitas sensoriais. A equipe precisou
agir rápido. Miguel e os outros executaram um ritual sincronizado, usando a própria
frequência da máquina contra ela. As ondas reverberaram por todo o prédio,
colapsando as brechas e encerrando o fluxo.
Quando saíram, a cidade ainda brilhava, mas algo estava diferente. Era como se o
mundo inteiro respirasse aliviado. Miguel sabia, porém, que a realidade jamais
voltaria a ser exatamente a mesma. Após tocar o Outro Lado, nenhuma cidade
permanece inteira.