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Estética Canina: Curso e Mercado Pet

Aprenda sobre raças

Enviado por

Edvania Souza
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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INTRODUÇÃO

Banho, tosa, condicionamento do pelo, corte de unhas e cuidado com os ouvidos


são os itens básicos de qualquer tratamento de beleza de cães e gatos.
No caso de algumas raças, o banho talvez seja um dos itens mais importantes do
processo. Isto porque, um banho inadequado para uma raça, pode prejudicar o aspecto do
pelo ou mesmo deixá-lo impróprio para a tosa.
Nos últimos anos o mercado pet tem crescido muito, impulsionado pelo aumento do
consumo de alimentos, acessórios, medicamentos, serviços veterinários, hospedagem,
banho e tosa.
Com esse curso você terá a base para iniciar o seu trabalho. O aprendizado é
suficiente para atuar imediatamente.
Utilize produtos de qualidade. Apostando neste diferencial, mesmo que isso não
influa no aspecto visual, o seu serviço será mais valorizado e seus clientes comprovarão o
resultado.
A experiência profissional evolui continuamente. Procure aprender novas técnicas,
acompanhando a evolução do mercado.

Perspectiva profissional

O mercado de trabalho

O mercado de trabalho tem se expandido cada dia mais, devido à conscientização


por parte das famílias brasileiras, que reconhecem a necessidade de possuir um animal
caseiro sempre limpo e com visual agradável, que seja um motivo de orgulho para seus
donos.

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O perfil do profissional

Para trabalhar com estética canina é imprescindível que o profissional goste de


animais, que seja paciente e dedicado. O profissional deve ter controle sobre a marcação
de horários, para evitar tumultos no ambiente de trabalho, bem como um bom
relacionamento com seu empregador.

Investimentos e atuação

Profissional independente – não é necessário investir um grande capital para atuar


nesta área, um profissional sem muitos recursos terá como opções: fazer banho e tosa a
domicilio; montar uma sala na própria residência; arrendar salas em clínicas veterinárias;
trabalhar como freelancer em canil e ou pet shop.
Profissional assalariado e comissionado – É aquele que trabalha como funcionário
registrado com um fixo mais comissões por trabalho executado. Esse tipo de contratação
é feita por algumas clínicas, hospitais veterinários e lojas (Pet Shops), podendo ser
negociado por empregador e empregado as seguintes formas de pagamentos:
- Só comissão;
- Fixo;
- Diário;
- Fixo mais comissão.

Relação afetiva – Você deve saber que o seu verdadeiro cliente, é o cão. O
proprietário é apenas quem paga pelos serviços executados.
Trate sempre o cão pelo nome, desta forma você sensibilizará o seu dono e estará
demonstrando uma atenção especial pelo animal. O cão se sentirá mais ambientado e seu
dono perceberá que ele não é apenas “mais um”.
Trate o cão com carinho, você só deverá usar mordaça em último caso.

É de extrema falta de profissionalismo e total irresponsabilidade fazer uso de


tranquilizantes para acelerar seus serviços, pois isso poderá causar problemas sérios para
a saúde do cão.

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O CÃO

O cão (Canis lupus familiaris), também chamado de cachorro, é um mamífero


canídeo e talvez o mais antigo animal domesticado pelo ser humano. Teorias postulam que
surgiu do lobo cinzento no continente asiático há mais de 100.000 anos. Ao longo dos
séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial dos cães
por suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos. O resultado foi uma
grande diversidade de raças caninas, as quais variam em pelagem e tamanho dentro de
suas próprias raças, atualmente classificadas em diferentes grupos ou categorias. As
designações vira-lata (no Brasil) ou rafeiro (em Portugal) são dadas aos cães sem raça
definida ou mestiços descendentes.
Com expectativa de vida que varia entre dez e vinte anos, o cão é um animal social
que, na maioria das vezes, aceita o seu dono como o "chefe da matilha" e possui várias
características que o tornam de grande utilidade para o homem. Possui
excelente olfato e audição, é bom caçador e corredor vigoroso, relativamente dócil e leal,
inteligente e com boa capacidade de aprendizagem. Deste modo, o cão pode ser
adestrado para executar um grande número de tarefas úteis, como um cão de caça, de
guarda ou pastor de rebanhos, por exemplo. Assim como o ser humano, também é vítima
de doenças como o resfriado, a depressão e o mal de Alzheimer, bem como das
características do envelhecimento, como problemas de visão e audição, artrite e mudanças
de humor.
A afeição e a companhia deste animal são alguns dos motivos da famosa frase: "O
cão é o melhor amigo do homem", já que não há registro de amizade tão forte e duradoura
entre espécies distintas quanto a de humano e cão.

Uma visão geral sobre comportamento canino

Para entender a forma como os cães relacionam-se com as pessoas e outros cães,
é importante conhecer um pouco sobre o comportamento social canino. Apesar de ter
passado pelo processo de domesticação, o cão doméstico, por ser um descendente do
lobo, ainda exibe diversos padrões comportamentais semelhantes aos seus ancestrais.
Caracteristicamente, o lobo é o animal mais social dentre os canídeos, vivendo em
grupos de indivíduos aparentados e com estrutura social flexível. Normalmente, apenas um

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macho e uma fêmea da matilha procriam, sendo chamados de alfa. Ambos têm como
função garantir a continuidade do grupo e, para tal, agem como líderes da matilha,
controlam o acesso aos alimentos e suprimem a procriação entre os demais membros do
grupo. Estes, por sua vez, auxiliam na criação dos animais jovens e na caça de presas.
Portanto, os indivíduos dominantes são os que mais se beneficiam da relação com o grupo,
pois conseguem ajuda para a criação de seus filhotes, para a caça de alimentos e
garantem a passagem de material genético para a próxima geração. Na matilha, as fêmeas
alfa demonstram agressividade com outras fêmeas durante a época de reprodução,
enquanto os machos alfa são agressivos com estranhos que se aproximam da matilha.
Interessantemente, os demais membros do grupo tendem a ser sociáveis com outros lobos
e demonstram uma necessidade de interação social própria.
Apesar das semelhanças com os lobos, o cão doméstico sofreu importantes
modificações no comportamento social através da íntima relação com o homem. A vivência
em um ambiente focado no homem, com poucas oportunidades para interagir com
indivíduos de sua espécie, faz com que poucos cães tenham a chance de construir
relacionamento sociais estáveis, livres da influência humana. Porém, muitas características
ainda estão presentes, como a necessidade de interações sociais e a hierarquização em
um grupo. (Texto adaptado do livro Behavior problems in small animals: practical advice for
the veterinary team, dos autores Jon Bowen e Sarah Heath).

A forma eficaz de se comunicar com os cães

"Senta", "deita", "vem" e "fica" - muitos cães "entendem" o significado destas


palavras e obedecem a estes comandos assim que são dados. Por outro lado, apesar do
adestramento, é comum observarmos proprietários nos parques gritando nervosos para
que seu cão deixe de perseguir outro animal ou volte para o dono; outros repreendem
algum comportamento inadequado do cão como se estivessem conversando com bebês,
implorando para que o cão obedeça. Quem já passou por isso, deve ter percebido que tais
métodos não funcionam para se comunicar com o cão. Imagine agora, se existisse uma
linguagem universal, a qual todas as espécies conseguissem entender. Parece difícil de
acreditar, mas todos os animais nascem sabendo essa linguagem instintivamente, inclusive
os seres humanos. Tal linguagem universal é chamada de energia.
Energia é a linguagem da emoção. Quando uma pessoa está mal porque rompeu

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relacionamento, brigou com amigos ou teve problemas no trabalho, a maioria consegue
"ler" que alguma coisa ruim aconteceu; quando alguém recebe uma boa notícia, recebe um
presente ou está vivenciando um bom momento, a maioria das pessoas "lê" a felicidade
alheia. O mesmo ocorre entre os animais: se olharmos alguns documentários sobre vida
selvagem, às vezes podemos observar presa e predador no mesmo ambiente, sem que
haja correria e luta; outras vezes vemos os animais em estado de caça e fuga. As presas
"leem" a energia dos predadores e sabem quando eles são ou não uma ameaça. Entre os
cães isso também acontece: às vezes basta a chegada de um animal instável, em um
estado mais excitado, que o resto do bando também começa a ficar mais agitado, ou a
responder com agressão.
É importante saber que os cães leem constantemente sua energia e eles nunca são
enganados, pois a energia não mente. Se a pessoa estiver projetando uma energia
frustrada, agressiva ou fraca, de nada adianta berrar para o cão para que ele desça do sofá
ou da cama. Ela não está projetando a energia correta de líder, uma energia calma e
assertiva. Para entender o que é esta energia, observe o terapeuta canino Cesar Millan, em
seu programa "O encantador de cães", atuando com os cães, ele sempre está calmo e
confiante da sua atuação, exigindo um comportamento adequado de seus cães, mas nunca
de forma agressiva ou frustrada; outro exemplo é o apresentador de telejornal Willian
Bonner, tanto no telejornal quanto em entrevistas, ele fala de maneira firme, porém sempre
calma.
O objetivo de projetar essa energia é obter dos cães a energia dos seguidores,
calma e submissa. Aqui, submissão quer dizer que o cão está em um estado descontraído
e receptivo, é a mesma energia transmitida por alunos assistindo atentamente a uma aula
ou de pessoas assistindo a uma palestra, ou seja, estão receptivos e são capazes de
conversar tranquilamente entre si. Entre os cães, esse estado de submissão pode ser
observado nos cães de busca e resgate, durante o trabalho, eles nunca estão em um
estado assertivo, mas sim de submissão ao condutor.

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ANATOMIA CINÓFILA DE UM CÃO

O PELO DO ANIMAL

O pelo, característico nos mamíferos, é importante no isolamento térmico e funciona


como barreira na agressão química, física e microbiana à pele.
A capacidade da pelagem de regular a temperatura corporal depende de seu
comprimento, espessura e densidade.
A pelagem modifica-se à medida que o mamífero cresce, e a do adulto quase
sempre difere daquela do jovem, de acordo com as necessidades de regulação térmica,
camuflagem, comunicação sexual e social. Os pelos não crescem continuamente, mas em

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ciclos. Frequentemente diz-se que raças como os Poodles, Old English Sheepdog e
Schnauzer apresentam pelagens que crescem o tempo todo, mas não houve pesquisa que
comprovasse tal afirmação.
A duração das fases do ciclo varia com a idade, região corporal, raça e sexo.
Tendo em vista que o pelo é predominantemente proteína, a nutrição possui efeito
profundo em sua quantidade e qualidade.

Tipos de pelos

Pelagem Normal: A pelagem normal típica é a do Pastor Alemão, do Welsh Corgi e


das espécies selvagens.
Pelagem Curta: Pode ser classificada como áspera e fina. A áspera é típica do
Rottweiler e de muitos dos Terrier. A pelagem curta fina é exemplificada pelos Boxers,
Dachshund e Pinschers-miniatura.
Pelagem Longa: Apresenta-se também em duas subdivisões: a fina e a áspera. A
pelagem longa fina é encontrada no Cocker spaniel inglês , Pomerânia e Chow-chow. A
pelagem áspera é representada pelo Poodle, Bedlington terrier e Kerry terrier.

Estrutura dos Pelos


Os fios dos pelos são formados por três partes:
1- Cutícula (parte externa)
É a parte mais superficial, responsável pelo brilho, maciez e a proteção dos fios.
Quando não agredida, caracteriza o aspecto uniforme dos cabelos. É formada por um
conjunto de placas, as escamas, que são sobrepostas umas às outras. Sua composição
básica é: aminoácidos (ceramidas e ácidos graxos essenciais) e minerais.

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Estrutura dos Pelos

▪Conjunto de placas - as escamas - que são sobrepostas umas às outras.

CÓRTEX
2. Córtex – ( O centro )
Esta é a parte central, responsável pelas características como elasticidade,
resistência e a cor dos fios. É formado por um conjunto de fibras unidas por uma alta
concentração de queratina rica em enxofre e grãos de melanina. As intervenções químicas
mais radicais, como coloração, alisamentos e hidratação, atuam principalmente nessa

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região, alterando a sua estrutura.

MEDULA

3. Medula – (A verdadeira estrutura)


A medula é a parte mais central do fio. Ela tem baixa densidade celular, sendo
composta em sua maioria por células mortas e ocas. Influi muito pouco sobre o
comportamento físico e químico da fibra.

GUIA DE RAÇAS

Bichon Frisé
Família: Bichon, companhia, cão da água
Grupo do AKC: Não esportistas
Área de origem: França
Função Original: companhia, artista
Tamanho médio do macho: Alt: 24-29 cm, Peso: 3-5 kg
Tamanho médio da fêmea: Alt: 24-29 cm, Peso: 3-5 kg
Outros nomes: Tenerife, Bichon Tenerife, Bichon a Poil Frisé
Posição no ranking de inteligência: 45ª posição

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Origem e história da raça

O Bichon Frisé tem origem no mediterrâneo, nascido do cruzamento entre o Barbet


e cães pequenos e de colo. Os cruzamentos acabaram gerando uma família de cachorros
conhecidos como Barbichon, nome mais tarde reduzido para Bichon. O Bichon Frisé não se
popularizou até receber um novo corte e uma maior divulgação nos anos 60. A raça foi
reconhecida pelo AKC em 1971.

Temperamento do Bichon Frisé

Alegre, saltitante e brincalhão, o jeito alegre do Bichon Frisé o tornou amado por
todas as pessoas. Ele é sociável com estranhos e com outros cães e animais de
estimação, e se dá muito bem com crianças. Ele é sensível, atencioso, afetuoso e gosta
tanto de carinho como de brincadeiras. Ele pode latir bastante.

Cuidados com o Bichon Frisé

Apesar de pequeno, o Bichon é um cachorro ativo e precisa de exercícios diários.


Ele se satisfaz com brincadeiras dentro de casa ou, melhor ainda, brincando no quintal ou
passeando na coleira. Seu pelo branco precisa ser escovado e penteado a cada dois dias,
além de tosar e acertar o corte a cada dois meses. Ele não solta pelos, mas os pelos
longos podem se enroscar. Pode ser difícil manter seus pelos brancos em alguns locais.
Esse cachorro não deve viver ao ar livre.

Saúde do Bichon Frisé

Principais Preocupações: luxação da patela.


Preocupações Menores: perda de dentes, catarata.
Exames Sugeridos: joelhos, olhos.
Expectativa de vida: 12-15 anos

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Cocker Spaniel Inglês

Família: Gun dog, Spaniel


Grupo do AKC: Esportistas
Área de origem: Inglaterra
Função original: espantar e capturar aves
Tamanho médio do macho: Alt: 40-43 cm, Peso: 12-15 kg
Tamanho médio da fêmea: Alt: 38-40 cm, Peso: 11-14 kg
Outros nomes: Cocker Spaniel
Posição no ranking de inteligência: 18ª posição

Origem e história da raça

A família Spaniel reúne um dos maiores grupos de cães e um dos mais


especializados. O Cocker Spaniel Inglês é um dos Spaniel de Terra. Os Cocker inglês e o
americano eram apresentados juntos até 1936, quando foi formado o English Cocker
Spaniel Club of América, e o Cocker Inglês foi classificado como uma variedade separada.
Após a divisão das raças, o Cocker americano ofuscou o inglês em popularidade, mas
apenas na América. No resto do mundo, o Cocker inglês é de longe o mais popular dos
dois.

Temperamento do Cocker Spaniel Inglês

O Cocker Spaniel Inglês possui um instinto caçador mais forte do que a versão
americana, e também preciso de muito exercício. Ele é carinhoso, curioso, expressivo,
devotado, dócil, leal e sensível. Esse é um cachorro bastante sociável que gosta de ficar
perto de sua família humana.

Cuidados com o Cocker Spaniel Inglês

Ele precisa sair ao livre todos os dias, de preferência fazendo longos passeios com

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coleira ou com atividades intensas no quintal. O Cocker Inglês é um cachorro tão social que
ele vive melhor dentro de casa e brincando ao ar livre. O pelo de tamanho médio precisa
ser escovado de duas a três vezes por semana, além de aparos na região da cabeça, e
cortes ao redor dos pés e da cauda a cada dois meses. É necessário limpar as orelhas
toda semana.

Saúde do Cocker Spaniel Inglês

Principais Preocupações: Otite, entrópio, ectrópio.


Preocupações Menores: cataratas, nefropatia familiar
Exames Sugeridos: audição (para o parti cor), olhos, quadril, (joelho)
Expectativa de vida: 12-14 anos

Observações: a surdez é o principal problema do parti cor. CHD é mais comum nos
de cores sólidas; PRA é do tipo PRCD.

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