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Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo

Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase)

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LEI Nº 12.594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012.

O Sistema Nacional de Atendimento SocioeducaBvo (SINASE) consBtui-se de uma políBca pública


desBnada à promoção, proteção e defesa dos direitos humanos e fundamentais de adolescentes e jovens
responsabilizadas(os) pela práBca de ato infracional.

A implementação do SINASE obje&va primordialmente o desenvolvimento de uma ação socioeducaBva


sustentada nos princípios dos direitos humanos.
Defende, ainda, a idéia dos alinhamentos conceitual, estratégico e operacional, estruturada,
principalmente, em bases é&cas e pedagógicas.

SINASE:
SISTEMAS
princípios regras critérios
ESTADUAIS PLANOS
DISTRITAIS POLÍTICAS
MUNICIPAIS PROGRAMAS

ADESÃO de atendimento a
adolescente em conflito com
a lei.
Medidas Socioeducativas

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS Responsabilização do adolescente quanto às


(ART 112 ECA) consequências lesivas do ato infracional, sempre que
OBJETIVOS: possível incentivando a sua reparação;

A integração social do adolescente e a garantia de seus


direitos individuais e sociais, por meio do cumprimento
de seu plano individual de atendimento; e

A desaprovação da conduta infracional, efetivando as


disposições da sentença como parâmetro máximo de
privação de liberdade ou restrição de direitos,
observados os limites previstos em lei.

1
Programa de A organização e o funcionamento, por unidade, das
atendimento condições necessárias para o cumprimento das
medidas socioeducativas.

base física necessária para a organização e o


Unidade funcionamento de programa de atendimento.

Pessoa jurídica de direito público ou privado que


Entidade de instala e mantém a unidade e os recursos humanos e
atendimento materiais necessários ao desenvolvimento de programas
de atendimento.

SINASE: Coordenado pela União


Responsáveis pela
- Estaduais implementação dos seus
respectivos programas de
integrado pelos sistemas - Distrital atendimento a
adolescente ao qual seja
- Municipais aplicada medida
socioeducativa, com
liberdade de organização
e funcionamento,
respeitados os termos
desta Lei.

Art. 1º Esta Lei ins&tui o Sistema Nacional de Atendimento SocioeducaBvo (Sinase) e regulamenta a
execução das medidas des&nadas a adolescente que pra&que ato infracional.
§ 1º Entende-se por Sinase o conjunto ordenado de princípios, regras e critérios que envolvem a execução
de medidas socioeducaBvas, incluindo-se nele, por adesão, os sistemas estaduais, distrital e municipais,
bem como todos os planos, polí&cas e programas específicos de atendimento a adolescente em conflito
com a lei.
§ 2º Entendem-se por medidas socioeduca&vas as previstas no art. 112 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de
1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), as quais têm por obje&vos:

2
I - a responsabilização do adolescente quanto às consequências lesivas do ato infracional, sempre que
possível incen&vando a sua reparação;
II - a integração social do adolescente e a garan&a de seus direitos individuais e sociais, por meio do
cumprimento de seu plano individual de atendimento; e
III - a desaprovação da conduta infracional, efe&vando as disposições da sentença como parâmetro
máximo de privação de liberdade ou restrição de direitos, observados os limites previstos em lei.

§ 3º Entendem-se por programa de atendimento a organização e o funcionamento, por unidade, das


condições necessárias para o cumprimento das medidas socioeducaBvas.
§ 4º Entende-se por unidade a base [sica necessária para a organização e o funcionamento de programa
de atendimento.
§ 5º Entendem-se por enBdade de atendimento a pessoa jurídica de direito público ou privado que instala
e mantém a unidade e os recursos humanos e materiais necessários ao desenvolvimento de programas de
atendimento.
Art. 2º O Sinase será coordenado pela União e integrado pelos sistemas estaduais, distrital e municipais
responsáveis pela implementação dos seus respec&vos programas de atendimento a adolescente ao qual
seja aplicada medida socioeduca&va, com liberdade de organização e funcionamento, respeitados os
termos desta Lei.

01 - Ano: 2024 Banca: CS-UFG Órgão: TJ-AC Prova: CS- UFG - 2024 - TJ-AC - Analista Judiciário - Pedagogo
Diante de questões complexas e mul&facetadas, uma ação do Poder Público que seja segmentada ou
isolada possui curto alcance. A noção de sistema responde justamente a isso, pois traz com ela a necessária
coordenação de ações numa direção comum e intencional. Este é o espírito da Lei no 12.594/2012, que
ins&tui o SINASE e o define como
Alterna&vas
A) sistema coordenado de inicia&vas do Poder Público, circunscritas à esfera federal e estadual, e sob
incumbência destas, que envolvem a execução de medidas socioeduca&vas e respec&vos programas
de atendimento, bem como todos os planos, polí&cas de acolhimento ao adolescente que tenha
incorrido em ato infracional.
B) conjunto ordenado de princípios, regras e critérios que envolvem a execução de medidas
socioeduca&vas, incluindo-se nele, por adesão, os sistemas estaduais, distrital e municipais, bem como
todos os planos, polí&cas e programas específicos de atendimento a adolescente em conflito com a Lei.
C) organização, pelo poder público, do arcabouço legal e procedimental das ações concernentes aos
adolescentes em conflito com a Lei, bem como da coordenação dos programas e ações de atendimento
desenvolvidos e ofertados pela União, pelos sistemas estaduais e municipais.
D) disposições,princípiosenormasque balizam a oferta e o desenvolvimento, pela União, de programas de
atendimento ao adolescente em conflito com Lei, incluindo-se nele, por adesão, os sistemas estaduais,
distrital e municipais de apoio ao adolescente em cumprimento de medidas socioeduca&vas.

02 - Ano: 2023 Banca: Ins&tuto Consulplan Órgão: Prefeitura de Nova Friburgo -


RJ Prova: Ins&tuto Consulplan - 2023 - Prefeitura de Nova Friburgo - RJ - Assistente Social
O Sistema Nacional de Atendimento
SocioeducaBvo – SINASE, Lei no 12.592/2012, é a legislação que regulamenta a execução das medidas
socioeducaBvas desBnadas a adolescentes que praBcam ato infracional. De acordo com o §2o do Art. 1o
desta normaBva, as medidas socioeducaBvas têm por objeBvos:
I. A responsabilização do adolescente quanto às consequências lesivas do ato infracional, sempre que
possível, incen&vando a sua reparação.
II. A integração social do adolescente e a garan&a de seus direitos individuais e sociais, por meio do
cumprimento de seu plano individual de atendimento.

3
III. A desaprovação da conduta infracional, efe&vando as disposições da sentença como parâmetro máximo
de privação de liberdade ou restrição de direitos, observados os limites previstos em lei.
Está correto o que se afirma em
Alterna&vas
A) I, II e III.
B) I, apenas.
C) III, apenas.
D) IIeIII,apenas.

União: - formular e coordenar a execução da política nacional de


atendimento socioeducativo.
- elaborar o Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo, em
parceria com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
COMPETÊNCIAS - financiar, com os demais entes federados, a execução de programas
e serviços do Sinase;

Estados: - formular, instituir, coordenar e manter Sistema Estadual de


Atendimento Socioeducativo, respeitadas as diretrizes fixadas pela
União.

Municípios: - formular, instituir, coordenar e manter o Sistema Municipal


de Atendimento Socioeducativo, respeitadas as diretrizes fixadas pela
União e pelo respectivo Estado.
- Elaborar o Plano Municipal de Atendimento Socioeducativo, em
conformidade com o Plano Nacional e o respectivo Plano Estadual.
-

CAPÍTULO II
DAS COMPETÊNCIAS
Art. 3º Compete à União:
I - formular e coordenar a execução da políBca nacional de atendimento socioeducaBvo;
II - elaborar o Plano Nacional de Atendimento SocioeducaBvo, em parceria com os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios;
III - prestar assistência técnica e suplementação financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas;
IV - ins&tuir e manter o Sistema Nacional de Informações sobre o Atendimento SocioeducaBvo, seu
funcionamento, en&dades, programas, incluindo dados rela&vos a financiamento e população atendida;
V - contribuir para a qualificação e ação em rede dos Sistemas de Atendimento Socioeduca&vo;
VI - estabelecer diretrizes sobre a organização e funcionamento das unidades e programas de atendimento
e as normas de referência des&nadas ao cumprimento das medidas socioeduca&vas de internação e
semiliberdade;
VII - ins&tuir e manter processo de avaliação dos Sistemas de Atendimento Socioeduca&vo, seus planos,
en&dades e programas;
VIII - financiar, com os demais entes federados, a execução de programas e serviços do Sinase; e
IX - garan&r a publicidade de informações sobre repasses de recursos aos gestores estaduais, distrital e
municipais, para financiamento de programas de atendimento socioeduca&vo.

4
§ 1º São vedados à União o desenvolvimento e a oferta de programas próprios de atendimento.
§ 2º Ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) competem as funções
norma&va, delibera&va, de avaliação e de fiscalização do Sinase, nos termos previstos na Lei nº 8.242, de
12 de outubro de 1991, que cria o referido Conselho.
§ 3º O Plano de que trata o inciso II do caput deste ar&go será subme&do à deliberação do Conanda.

§ 4º À Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) competem as funções


execu&va e de gestão do Sinase.

03 - Ano: 2021 Banca: IBADE Órgão: ISE- AC Provas: IBADE - 2021 - ISE-AC - Técnico Administra&vo e
Operacional - Auxiliar Administra&vo
O Sistema Nacional de Atendimento
Socioeduca&vo – SINASE, ins&tuído pela Lei 12.594/2012, é o conjunto ordenado de princípios, regras e
critérios que envolvem a execução de medidas socioeduca&vas. W é responsável pela coordenação do
SINASE, sendo ainda proibido a W o desenvolvimento e a oferta de programas próprios de atendimento.
Considerando essas informações, pode-se dizer que W é (são) o(a)(s):
Alterna&vas
A) União.
B) Estados.
C) Distrito Federal.
D) Municípios.
E) Conselhos Tutelares Municipais.

Art. 4º Compete aos Estados:


I - formular, ins&tuir, coordenar e manter Sistema Estadual de Atendimento SocioeducaBvo, respeitadas as
diretrizes fixadas pela União;
II - elaborar o Plano Estadual de Atendimento SocioeducaBvo em conformidade com o Plano Nacional;
III - criar, desenvolver e manter programas para a execução das medidas socioeduca&vas de semiliberdade
e internação;
IV - editar normas complementares para a organização e funcionamento do seu sistema de atendimento e
dos sistemas municipais;
V - estabelecer com os Municípios formas de colaboração para o atendimento socioeducaBvo em meio
aberto;
VI - prestar assessoria técnica e suplementação financeira aos Municípios para a oferta regular de
programas de meio aberto;
VII - garan&r o pleno funcionamento do plantão interins&tucional, nos termos previstos no inciso V do art.
88 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente) ;
VIII - garan&r defesa técnica do adolescente a quem se atribua prá&ca de ato infracional;
IX - cadastrar-se no Sistema Nacional de Informações sobre o Atendimento Socioeduca&vo e fornecer
regularmente os dados necessários ao povoamento e à atualização do Sistema; e
X - cofinanciar, com os demais entes federados, a execução de programas e ações des&nados ao
atendimento inicial de adolescente apreendido para apuração de ato infracional, bem como aqueles
des&nados a adolescente a quem foi aplicada medida socioeduca&va priva&va de liberdade.
§ 1º Ao Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente competem as funções delibera&vas e
de controle do Sistema Estadual de Atendimento Socioeduca&vo, nos termos previstos no inciso II do art.
88 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), bem como outras
definidas na legislação estadual ou distrital.
§ 2º O Plano de que trata o inciso II do caput deste ar&go será subme&do à deliberação do Conselho
Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.

5
§ 3º Competem ao órgão a ser designado no Plano de que trata o inciso II do caput deste ar&go as funções
execu&va e de gestão do Sistema Estadual de Atendimento Socioeduca&vo.

Art. 5º Compete aos Municípios:


I - formular, ins&tuir, coordenar e manter o Sistema Municipal de Atendimento Socioeduca&vo, respeitadas
as diretrizes fixadas pela União e pelo respec&vo Estado;
II - elaborar o Plano Municipal de Atendimento SocioeducaBvo, em conformidade com o Plano Nacional
e o respecBvo Plano Estadual;
III - criar e manter programas de atendimento para a execução das medidas socioeduca&vas em meio
aberto;
IV - editar normas complementares para a organização e funcionamento dos programas do seu Sistema de
Atendimento Socioeduca&vo;
V - cadastrar-se no Sistema Nacional de Informações sobre o Atendimento Socioeduca&vo e fornecer
regularmente os dados necessários ao povoamento e à atualização do Sistema; e
VI - cofinanciar, conjuntamente com os demais entes federados, a execução de programas e ações
des&nados ao atendimento inicial de adolescente apreendido para apuração de ato infracional, bem como
aqueles des&nados a adolescente a quem foi aplicada medida socioeduca&va em meio aberto.
§ 1º Para garan&r a oferta de programa de atendimento socioeduca&vo de meio aberto, os Municípios
podem ins&tuir os consórcios dos quais trata a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, que dispõe sobre
normas gerais de contratação de consórcios públicos e dá outras providências, ou qualquer outro
instrumento jurídico adequado, como forma de compar&lhar responsabilidades.
§ 2º Ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente competem as funções delibera&vas e
de controle do Sistema Municipal de Atendimento Socioeduca&vo, nos termos previstos no inciso II do art.
88 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), bem como outras
definidas na legislação municipal.
§ 3º O Plano de que trata o inciso II do caput deste ar&go será subme&do à deliberação do Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
§ 4º Competem ao órgão a ser designado no Plano de que trata o inciso II do caput deste ar&go as funções
execu&va e de gestão do Sistema Municipal de Atendimento Socioeduca&vo.
Art. 6º Ao Distrito Federal cabem, cumula&vamente, as competências dos Estados e dos Municípios.

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CAPÍTULO III
DOS PLANOS DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO

Art. 3º Compete à União:


II - elaborar o Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo, em parceria com
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;

Art. 7º O Plano de que trata o inciso II do art. 3º desta


Lei deverá incluir um diagnóstico da situação do
Sinase, as diretrizes, os objetivos, as metas, as
prioridades e as formas de financiamento e gestão
das ações de atendimento para os 10 (dez) anos
§ 1º As normas nacionais de referência para o seguintes, em sintonia com os princípios elencados
atendimento socioeducativo devem constituir anexo na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da
ao Plano de que trata o inciso II do art. 3º desta Lei. Criança e do Adolescente).
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios deverão, com base no Plano
Nacional de Atendimento Socioeducativo, Ex: LEI DO SEAS CE
elaborar seus planos decenais correspondentes, Art. 7o Fica criada a Comissão Estadual
em até 360 (trezentos e sessenta) dias a partir responsável pela condução dos trabalhos de
da aprovação do Plano Nacional. elaboração do Plano Estadual Decenal de
Atendimento Socioeducativo, composta pelos
seguintes membros:

Art. 8º Os Planos de Atendimento Socioeducativo deverão, obrigatoriamente, prever ações articuladas nas
áreas de educação, saúde, assistência social, cultura, capacitação para o trabalho e esporte, para os
adolescentes atendidos, em conformidade com os princípios elencados na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990
(Estatuto da Criança e do Adolescente).

Parágrafo único. Os Poderes Legislativos federal, estaduais, distrital e municipais, por meio de suas comissões
temáticas pertinentes, acompanharão a execução dos Planos de Atendimento Socioeducativo dos respectivos
entes federados.

LEI SEAS CE
ART 7
§ 9o A primeira avaliação do Plano Estadual de Atendimento Socioeducativo realizar-se-á no terceiro ano de
vigência desta Lei, cabendo ao Poder Legislativo Estadual acompanhar o trabalho por meio de suas comissões
temáticas pertinentes.

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