Caatinga
Disciplina: Biogeografia
Estudantes: Ariany Gomes; Alice Morais e Lucas
Lacerda
Bioma:
Uma região geográfica que
contém comunidades
compostas por organismos
com adaptações similares.
Pág.873 no livro “A economia da natureza”
LOCALIZAÇÃO
CLIMA
SOLO
RELEVO
HIDROGRAFIA
FITOFISIONOMIAS
DIVERSIDADE DE FLORA
ESPÉCIES TÍPICAS DA FLORA
Tópicos
ENDEMISMOS DE FLORA
ADAPTAÇÕES DA FLORA
DIVERSIDADE DE FAUNA
ESPÉCIES TÍPICAS DE FAUNA
ENDEMISMOS DE FAUNA
ADAPTAÇÕES DE FAUNA
PRINCIPAIS IMPACTOS ANTRÓPICOS
PASSADOS E PRESENTES
CONSERVAÇÃO ATUAL
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
PROJETOS DE CONSERVAÇÃO
Características:
A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, com
biodiversidade adaptada às altas temperaturas e à falta de
água. Localizado na região Nordeste do Brasil, esse
bioma ocupa uma área de 826.411km2 e apresenta uma
flora e fauna rica em endemismo.
O nome “Caatinga” é de origem Tupi-Guarani e significa
“mata branca”, o que caracteriza bem o aspecto da
vegetação na estação seca, quando as folhas caem e
apenas os troncos brancos e brilhosos das árvores e
arbustos permanecem na paisagem seca.
Localização
A Caatinga é o ecossistema que recobre 11% do
território brasileiro e 70% da região Nordeste.
Nesta extensão, estão incluídos os estados do
Ceará, Rio Grande do Norte, a maior parte da
Paraíba e de Pernambuco, sudeste do Piauí,
oeste de Alagoas e de Sergipe, região central da
Bahia e parte do norte de Minas Gerais.
A Caatinga é considerada como um dos
ecossistemas brasileiros mais degradados
pelas atividades humanas, sendo estimado que
45,3% de sua área total já estejam alteradas, o
que a coloca como o terceiro bioma brasileiro
mais modificado, sendo ultrapassado apenas
pela Mata Atlântica e o Cerrado.
Fonte: EMBRAPA
Clima
O clima da região de ocorrência da
Caatinga, de acordo com a
classificação de Koppen, é semiárido e
quando comparado a outras formações
brasileiras, apresenta muitas
características extremas dentre as
quais estão: a mais alta radiação
solar, baixa nebulosidade, a mais
alta temperatura média anual, as
mais baixas taxas de umidade
relativa, elevados índices de
evapotranspiração potencial e,
sobretudo, baixos níveis de
precipitação pluviométrica.
Fonte: ResearchGate Fonte: EMBRAPA
Clima
As temperaturas médias anuais são bastante elevadas, e a maior parte da área
de ocorrência de Caatinga apresenta valores na faixa de 23º C a 27º C. Com base
em dados medidos e estimados, tem-se observado que, excetuando algumas
áreas de maior altitude dos estados do Ceará, Bahia e Pernambuco, onde são
registrados variações entre 23º C e 25º C, o Semiárido apresenta elevada
temperatura com média anual em torno de 26º C a 27,5º C. Nos meses mais
secos a temperatura do solo atinge 60º C.
Nas proximidades do equador, os valores são mais elevados durante todo ano.
Além dessas condições climáticas rigorosas, a área de caatinga apresenta
umidade relativa baixa, com valores próximos a 50% e ventos fortes e secos que,
associados aos demais elementos climáticos, determinam a aridez da paisagem.
Solos
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O solo da Caatinga é extremamente raso e pedregoso, em razão da pouca
capacidade de retenção da água das chuvas assim como pela pequena quantidade
de matéria orgânica gerada pelas espécies vegetais locais. O intemperismo,
principal mecanismo de formação dos solos, ocorre de maneira muito lenta na
Caatinga, em razão da pequena quantidade de chuvas e de matéria orgânica.
Entretanto, os solos da Caatinga são extremamente férteis, pois são compostos por
muitos minerais. Além disso, o processo de erosão química, chamado lixiviação, é
quase inexistente, devido à baixa pluviosidade. Essas características conferem ao
solo da Caatinga uma elevada fertilidade.
Latossolos, Argissolos, Planossolos, Luvissolos e Neossolos.
Solos
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Fonte::Mundo
Educação
Relevo
O relevo é, em geral, plano, mas define alguns
locais com maiores altitudes, e,
consequentemente, microclimas específicos
que podem estar associados à ocorrência de
espécies de caatinga de porte mais elevado, de
maior densidade foliar, etc.. Além disso, a
proximidade com o oceano, em alguns locais,
resulta na influência das frentes frias e maiores
índices pluviométricos e, consequentemente,
também influem na ocorrência das espécies
que compõem o Bioma.
Fonte: ResearchGate
Hidrografia
A hidrografia da Caatinga é formada
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principalmente por rios intermitentes, ou
seja, que secam durante o período mais
seco do ano. A rede hidrográfica local é
fortemente influenciada pelo clima
semiárido, que gera diminutas
precipitações ao longo do ano hidrológico.
O acesso à água é inclusive uma das
dificuldades encontradas pelas
populações que habitam a Caatinga.
Nessa região também há importantes rios
perenes, que não secam durante o período
mais seco do ano, com destaque para o
São Francisco.
Fonte: ResearchGate
Fitofisionomias
A fitofisionomia da Caatinga é
muito variada podendo-se
encontrar áreas de vegetação
arbustiva baixa e rala até florestas
densas que podem atingir até
cerca de 10m de altura (IBGE,
2004)
(foto: Marina Lapenta).
Fitofisionomias
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Durante os poucos períodos chuvosos algumas regiões isoladas
ganham uma paisagem de intenso verde principalmente nas Florestas
Ombrófilas Abertas e Estacional Decidual e Semi-decidual na região
dos estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco, algumas áreas da Bahia
e sul do Piauí (EMBRAPA).
Espécies tipícas da flora
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Embora pouco conhecidos, os frutos da Caatinga possuem uma
abundância de sabores e cores, e são fonte importante de nutrição.
Servem de alimento tanto para os seres humanos como para os
animais, dentre eles destacam-se: umbuzeiro, o juazeiro, o umarizeiro,
a quixabeira, o mandacaru, o maracujá-da-Caatinga, o cajueiro, o
jenipapo e a palmeira licuri.
Espécies típicas da flora
A Embrapa Semiárido, localizada em Petrolina-PE, realiza pesquisas sobre árvores nativas
da Caatinga, como Angico, Aroeira, Baraúna, Catingueira, Mulungu, Quixabeira e
Umburana. Esses estudos, integrados à linha de pesquisa em Recursos Naturais, realizam
projetos focados em árvores ameaçadas de extinção e na recuperação de áreas
degradadas, incluindo o armazenamento de sementes e a produção de mudas de
qualidade.
Árvores que armazenam água, como a barriguda e o umbuzeiro, também fazem
parte dessa rica flora.
Fonte: [Link]
Endemismos de flora
Há cerca de 1.000 espécies vegetais no bioma, dentre as quais 318 são
endêmicas, e onde se destacam plantas como:
Cactos ( mandacaru, xique-xique e facheiro)
Marmeleiro (Croton sonderianus)
Imburana
(Commiphora leptophloeos)
Adaptações da flora
Apresentando uma estrutura adaptada às condições áridas, por isso são chamadas
xerófitas, o que as permite resistir ao clima quente e à pouca quantidade de água.
Tem características como: folhas miúdas, cascas grossas, espinhos, raízes e
troncos que acumulam água, que são estratégias tanto para evitar a
evapotranspiração intensa quanto para possibilitar o armazenamento de água.
As espécies conseguem, assim, lidar com os meses de seca, rebrotando completamente
após as primeiras chuvas.
Por isso, a vegetação da Caatinga tem aspectos bem diferentes durante o período seco e o
chuvoso.
Sua fauna é surpreendente, diversa e singular, composta por
aproximadamente 1.307 espécies animais, dentre as quais 327 são
exclusivas do bioma
Diversidade
da fauna
Espécies típicas:
Onça parda
(Puma concolor)
A onça-parda ou puma,
também conhecida no Brasil
por suçuarana e leão-baio, é
um mamífero carnívoro da
família dos felídeos e gênero
Puma, nativo da América. Foi
originalmente classificada no
gênero Felis, mas estudos
genéticos demonstram que a
espécie evoluiu em uma
linhagem próxima à chita e ao
gato-mourisco.
•Veado-catingueiro
(Mazama
gouazoubira)
O veado-catingueiro, também
conhecido por veado-virá, virá,
virote, veado-branco, guaçutinga,
guaçucatinga e guaçubirá, é uma
espécie de cervídeo sul-americano
de pequeno porte, do gênero
Mazama.
Mocó
(Kerodon rupestris)
O Kerodon rupestris, popularmente
conhecido como mocó, é um
mamífero roedor pertencente à
família Caviidae, e é uma espécie
endêmica da caatinga brasileira,
adaptada então a condições de
calor intenso e escassez de água e
alimento.
Jiboia (Boidae)
Boidae é uma família de serpentes
não peçonhentas encontradas nas
Américas, na África, na Europa, na
Ásia e em algumas Ilhas do Oceano
Pacífico. Serpentes relativamente
primitivas, os adultos têm tamanho
médio a grande, sendo que as
fêmeas geralmente são maiores
que os machos.
Endemismos da fauna
Muitas das espécies de animais encontradas na Caatinga são
endêmicas, sendo 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de
peixes e 15 de aves.
Sagui-da-cara-
branca
(Callithrix geoffroyi)
O sagui-de-cara-branca ou sagui-
da-cara-branca, também
genericamente designado massau,
mico, saguim, sauí, sauim, soim,
sonhim, tamari e xauim, é uma
espécie de macaco do Novo Mundo
da família dos calitriquídeos e
gênero calitrix, endêmico do Brasil,
principalmente nos estados de
Minas Gerais e Espírito Santo.
Ararinha-azul
(Cyanopsitta spixii):
A ararinha-azul é uma espécie
de ave da família Psittacidae
endêmica do Brasil. É a única
espécie descrita para o gênero
Cyanopsitta. Outros vernáculos
associados a esta espécie são
arara-azul-de-spix e arara-
celeste.
Calango-da-Caatinga
(Ameivula ocellifera)
O calango-de-cauda-verde é um
réptil ameaçado de extinção. De
hábitos diurnos, se alimenta de
pequenos animais, como formigas,
grilos, gafanhotos e aranhas.
A reprodução ocorre em época de
chuva, período em que a fêmea
põe seus ovos, que pode chegar
até cinco em cada ninhada.
Pica-pau-anão-de-coleira
(Picumnus limae)
Sua plumagem é extremamente
variável e as populações de
plumagem mais escura eram até
recentemente tratadas como uma
espécie separada (picapauzinho-
canela Picumnus fulvescens), mas um
estudo taxonômico demonstrou que
a variação deste grupo é contínua e,
portanto, as duas supostas espécies
eram apenas divisões arbitrárias
dessa variação
Os animais que se encontram na região abrangida por esse
bioma apresentam características de:
Adaptação ao clima, como o desenvolvimento de hábitos
noturnos,
Adaptações Comportamentos migratórios,
Estivação (capacidade de algumas espécies de lidar com
de fauna condições climáticas hostis).
Durante a estivação, os animais reduzem suas atividades
metabólicas para conservar energia e água, permitindo-lhes
sobreviver em condições adversas até que as condições
ambientais melhorem.
Aumento do risco de seca;
Ameaças a biodiversidade;
Intensificação ao processo de
Principais desertificação;
impactos Insegurança alimentar;
Agravamento da crise hídrica;
devido as Maior risco de extinção das espécies;
mudanças Aumento da pobreza;
climáticas Desaceleração do crescimento
econômico;
Aumento do desmatamento;
Aumento da migração
Fonte: Letras Ambientais
Alagoas – 32,8%
Paraíba – 27,7%
Rio Grande do Norte –
27,6%
Pernambuco – 20,8%
Bahia – 16,3%
Sergipe – 14,8%
Ceará – 5,3%
Minas Gerais – 2,0%
Piauí – 1,8%
Mudança da vegetação
ao longo do ano
Fonte: Letras Ambientais
Parque Nacional ou Reserva
Ecológica e suas características
Parque Nacional do Catimbau (PE):
62.294 hectares; Caatinga arbórea, arbustiva, campos rupestres;
Chapadas de arenito; degradação
Estação Ecológica Raso da Catarina (BA):
9.977.200 hectares; paisagem homogênea e solos rasos. Criação ilegal
de gado pequeno (fundo de pasto); caatinga arbustiva e herbácea
Monumento Natural do São Francisco (AL, BA, SE):
26.736 hectares; Represa de Xingó; Canions do São Francisco;
Caatinga arbórea, arbustiva e rupestre
Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu (MG):
373.900 km2; 180 cavernas; zona de transição entre Cerrado e Caatinga;
há áreas contínuas bem preservadas
Parque Nacional da Serra das Confusões (PI):
823.843 hectares; Caatinga arbórea, arbustiva, floresta estacional;
trechos de transição Caatinga-Cerrado; corredor ecológico ligando à
Serra da Capivara;
Parque Nacional Serra das Confusões (PI): feições da
vegetação Caatinga, com fitofisionomias arbustivas | Foto:
Neison Freire / 2014
Parque Nacional da Serra da Capivara (PI):
135.000 hectares; Caatinga, Cerrado, Floresta Estacional; 1223 sítios
arqueológicos e cavernas; 173 sítios abertos à visitação
Parque Nacional Chapada Diamantina (BA):
152.000 hectares; Caatinga, com áreas de Cerrado e de Mata Atlântica;
carvernas, fontes, cachoeiras; relativamente conservada; tradicional
zona de mineração de ouro e diamante
Parque Nacional Serra de Itabaiana (SE):
Agreste; resquícios de Mata Atlântica; Caatinga; restos de cerimônias
religiosas de afrodescendentes são fonte de poluição
Parque Nacional Sete Cidades (PI):
3.600 hectares; transição Cerrado-Caatinga; formas de pedra causadas
pela intempérie
Parque Nacional de Ubajara (CE):
6.288 hectares; Gruta de Ubajara, a segunda maior do Brasil; 14 grutas
ou cavernas; ambiente de Mata Atlântica e Caatinga; bom estado de
conservação
Cachoeira do Cafundó, no Parque Nacional de Ubajara | Foto: Maristela
Crispim / 2018
Estação Ecológica de Aiuaba (CE):
11.525 hectares; Caatinga arbórea; bom estado de conservação;
cercada
Estação Ecológica do Seridó (RN):
1.123 hectares; Floresta Seca Arbustiva, Arbórea
Reserva Biológica Serra Negra (PE):
1.044 hectares; Característica fisiográfica de vegetação de Floresta
Atlântica; Brejo de Altitude; local de práticas religiosas de tribos
indígenas; bom estado de conservação
Espécies da flora do bioma
Mata Atlântica presentes na
Reserva Biológica Serra Negra |
Foto: Cid Barbosa / 2014
Parque Nacional da Furna Feia (RN):
8.517 hectares; 514 cavernas; Caatinga
Fonte: EcoNordeste
Projetos de conservação
Projetos finalizados
No clima da Caatinga - Fase 3;
Água Preservada;
Apague essa Ideia;
Caatinga - Um Novo Olhar;
Caatinga Preservada;
Cadeia produtiva da mamona/biodiesel;
Desenvolvimento de modelos para a conservação da Caatinga;
Ecodesenvolvimento no entorno da Reserva natural Serra das Almas;
Fortalecimento de Reservas Particulares do Patrimônio Natural na
Caatinga;
Sertão Verde - Aliando a conservação da natureza ao desenvolvimento
local sustentável;
Natureza Jovem - Protetora da Serra;
Luz Solidária;
Projeto 50.000 Carnaúbas
Fonte: Associação Caatinga
Referências bibliográficas
LETRAS AMBIENTAIS. Mudanças climáticas: 10 impactos sobre a Caatinga.
ISSN 2674-760X. . Disponível em:
<[Link]
impactos-sobre-a-caatinga#>. Acesso em: 11 de dezembro de 2023;
Crispim, Maristela. Conservação e Parques Nacionais da Caatinga. Eco
Nordeste: agência de conteúdo, 2020. Disponível em:
<[Link]
caatinga/>. Acesso em: 11 de dezembro de 2023;
Cria, Eduardo Lima. Projetos . Associação Caatinga. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 12 de dezembro de
2023;
Referências bibliográficas
Caatinga - Instituto sociedade, população e natureza (INSP).
Disponível em: [Link]
caatinga/#:~:text=H%C3%A1%20cerca%20de%201.000%20esp%C3%A9cies,%2C%2
0juremas%20e%20anjicos)%C2%B3;
Bioma Caatinga. Embrapa, 2022. Disponível em:
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tecnologica/tematicas/bioma-caatinga>. Acesso em: 12 de dezembro de 2023;
Caatinga. INCT: Bio Nat Biodiversidade e Produtos Naturais. Disponível em:
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dezembro de 2023;
Referências bibliográficas
Caatinga: Fauna e Flora. ISPN: Instituto Sociedade, população e natureza.
Disponível em: <[Link]
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2023;
Vicente, João Paulo. Caatinga. National Geographic. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 12 de dezembro de 2023.
O
B
R
I
G
A
D
A
Estação Ecológica Raso da Catarina (Bahia).
Fonte: SIMA Caatinga
Foto: Eraldo Peres