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Teorias Raciais e Imperialismo na África

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História

Teorias raciais e o
imperialismo na África

4o bimestre Ensino Fundamental:


Aula 16 Anos Finais
● Imperialismo; ● Compreender o que foi e como se
● Impacto das teorias raciais no constituiu o imperialismo;
continente africano durante o ● Relacionar o imperialismo aos
século XIX. impactos causados pelas teorias
raciais no continente africano
durante o século XIX.
Relembre

COM SUAS PALAVRAS


Na última aula…

…apresentamos o conceito de nacionalismo e seu


impacto na formação dos Estados nacionais, como
Itália e Alemanha.
Observe a imagem ao lado e responda:
quais foram duas das consequências desse
nacionalismo exacerbado nos séculos XIX e
XX?

Na aula de hoje, veremos de forma mais


aprofundada as teorias que embasaram esses
impactos! Reprodução – OLDANDBLUE/REDDIT, 2024. Disponível em:
[Link]
paganda_poster_showing_france/?tl=pt-br. Acesso em: 7 amio 2025.

Tradução nossa: A França poderá


levar a Marrocos livremente a
civilização, a riqueza e a paz.
Foco no conteúdo
Imperialismo (ou neocolonialismo)
● Prática econômica e cultural de
potências europeias sobre os
continentes da África, Ásia e Oceania;
● Desenvolvimento nos séculos XIX e XX;
● Pode ter várias formas, incluindo:
● controle econômico de uma nação sobre
outra por meio do comércio;
● investimentos e outras formas de
influência financeira;
● dominação militar direta, controle político
ou influência cultural.
● Caracterizado por uma desigualdade de
poder e de recursos entre as nações
envolvidas;
● Resultou em conflitos, opressão e
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, 2010. Disponível em:
exploração das nações ou povos
[Link] Acesso dominados.
em: 7 maio 2025.
Foco no conteúdo

Motivações do imperialismo

1 2 3 4
Industrialização e Mercados Oposição a outras Teorias raciais
suas bases consumidores potências e a “civilização”

Busca por Desejo de Necessidade de Crença de


matérias-primas ampliação dos ampliação de superioridade racial
(como cobre, trigo, mercados externos influência e e cultural, gerando
algodão etc.) e e dependência de conquista de bases imposição de ideais
mão de obra outros países. estratégicas fora de como “salvadores
abundante e seus países. da sociedade”.
barata.
De acordo com o que foi estudado, aponte a alternativa que
Pause e responda
NÃO apresenta uma característica do imperialismo.

Imposição forçada com guerras. Equidade entre diferentes etnias.

Ideal civilizacional. Personificação do nacionalismo.


De acordo com o que foi estudado, aponte a alternativa que
Pause e responda
NÃO apresenta uma característica do Imperialismo.

Imposição forçada com guerras. Equidade entre diferentes etnias.

Ideal civilizacional. Personificação do nacionalismo.


Foco no conteúdo

Fatores ideológicos e justificativas raciais ao imperialismo

Darwinismo social: algumas raças seriam


1 geneticamente superiores a outras. Como mais
evoluídos, teriam progredido mais rapidamente.
Além do darwinismo social, que
foi a categorização das Missão civilizadora: os europeus deveriam levar
sociedades e culturas como mais
ou menos evoluídas, houve
2 melhores condições de vida aos africanos e asiáticos,
auxiliando os “inferiores”.
também teorias que diferenciavam
Diplomacia do canhão: crença de que o avanço e o
os grupos humanos por
características “raciais”. 3 uso de recursos deveria se dar por meio da
superioridade militar, com o uso da força.
Essas teorias, hoje chamadas de
racistas, classificavam os seres Fardo do homem branco: dentro dessa missão
humanos a partir de aspectos
físicos, como cor da pele, altura, 4 civilizadora, os imperialistas abririam mão de suas
próprias vidas para ajudar “povos primitivos”.
cabelo etc.
Foco no conteúdo
Que situações, ideias ou argumentos você
Eurocentrismo já ouviu serem caracterizados como um
● Para além das teorias raciais, é preciso “pensamento eurocêntrico”?
compreender que elas fazem parte de um
conjunto maior, ao qual chamamos de
eurocentrismo. O eurocentrismo caracteriza-se
pela imposição do ponto de vista europeu
sobre os povos de outras culturas e etnias.

Uma das formas pelas quais o eurocentrismo se


manifesta em nosso cotidiano pode ser vista no
mapa-múndi. Se você reparar, a Europa aparece
no centro do mapa!
Para se opor a esse pensamento, o IBGE lançou
um atlas mundial que coloca o Brasil no centro
do mundo. Você pode conhecê-lo pelo link: Reprodução – FOBOS92/WIKIPÉDIA, 2015.
Disponível em:
[Link] [Link]
siones_blanco.PNG. Acesso em: 7 maio 2025.
divisoes-politicas-e-regionais/[Link]
Foco no conteúdo

Ideias eugenistas
● Teóricos raciais do século XIX, como
Arthur de Gobineau e Houston Stewart
Chamberlain, acreditavam que a raça
branca era superior a todas as outras
raças;
● O eugenismo acreditava que o contato
com outras raças poderia levar à
degeneração* da raça branca.
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, 2010. Disponível em:
● Para evitar que houvesse a “contaminação [Link] Acesso em: 7
maio 2025.
dos genes”, buscou-se isolar as
populações não brancas, vistas como
O logo da 2ª Conferência Internacional de Eugenia
inferiores. (1921) retratava a eugenia como base para a
“evolução humana”, integrando diferentes fontes de
GLOSSÁRIO forma harmoniosa, refletindo a continuidade dessas
ideias na sociedade.
*Degeneração: mudança para um estado pior, com
alteração da espécie e perda de qualidades.
Foco no conteúdo

Todas essas teorias – à época vistas como científicas, apesar de hoje


refutadas – deram respaldo para a inferiorização de pessoas, observada
até os dias de hoje por meio de permanências como:

O racismo é, por um lado, um O preconceito é um julgamento A discriminação é


comportamento, uma ação negativo e prévio dos membros considerada uma prática de
resultante da aversão, por de um grupo racial de pertença, racismo na qual se efetiva o
vezes, do ódio, em relação a de uma etnia ou de uma religião preconceito. Enquanto o
pessoas que possuem um ou de pessoas que ocupam racismo e o preconceito
pertencimento racial observável papel social significativo. [...] pairam no âmbito da doutrina
por meio de sinais, tais como: Trata-se do conceito ou opinião e do julgamento, a
cor da pele, tipo de cabelo etc. formados antecipadamente, discriminação é a adoção de
Ele é por outro lado um sem maior ponderação ou práticas que a efetivam.
conjunto de ideias e imagens conhecimento dos fatos.
referente aos grupos humanos
que acreditam na existência de
raças superiores e inferiores. (GOMES, 2005. p. 54) (GOMES, 2005. p. 55)
(GOMES, 2005. p. 52)
Pause e responda

A partir da interpretação dos fragmentos de Nilma Lino Gomes, no


que diz respeito especificamente ao racismo, podemos afirmar
que se caracteriza por ser um:

Comportamento de ódio,
Comportamento indiferente,
dirigido a pessoas por sua cor
dirigido a pessoas de todas as
de pele, seu cabelo ou sua
etnias e cores de pele.
etnia.
Pause e responda

A partir da interpretação dos fragmentos de Nilma Lino Gomes, no


que diz respeito especificamente ao racismo, podemos afirmar
que se caracteriza por ser um:

Comportamento de ódio,
Comportamento indiferente,
dirigido a pessoas por sua cor
dirigido a pessoas de todas as
de pele, seu cabelo ou sua
etnias e cores de pele.
etnia.
Foco no conteúdo
Link para vídeo

Os efeitos das teorias raciais:


● Dentre os diversos efeitos provocados As atrocidades belgas no Congo
pelas teorias raciais, estão os diferentes
tipos de violência, sendo sua
manifestação mais evidente a violência
física;
● Um exemplo foi a dominação Belga no
Congo, onde foram impostas leis
opressoras à população de trabalho
forçado;
● Aqueles que cometiam crimes ou não se
submetiam aos europeus tinham
cruelmente membros do corpo
amputados;
BBC NEWS BRASIL. As atrocidades belgas no Congo #shorts. Disponível
● Para saber mais, o vídeo indicado ao em: [Link] Acesso em: 7 maio
2025.
lado conta um pouco sobre esse
processo.
Na prática Atividade 1 Veja no livro!

TODO MUNDO ESCREVE

07 minutos
Todo povo colonizado — isto é,
todo povo no seio do qual nasceu
O trecho a seguir foi extraído
um complexo de inferioridade
do livro Pele negra, máscaras devido ao sepultamento de sua
brancas, de Frantz Fanon. originalidade cultural — toma
A partir de sua leitura, posição diante da linguagem da
responda às questões nação civilizadora, isto é, da
propostas. cultura metropolitana.
Quanto mais assimilar os valores
a) Como o trecho descreve a formação
culturais da metrópole, mais o
de um “complexo de inferioridade” nos
povos colonizados e qual o papel da colonizado escapará da sua
linguagem nesse processo? selva. Quanto mais ele rejeitar
b) Por que o autor associa a
sua negridão, seu mato, mais
assimilação cultural ao conceito de branco será. [...]
(FANON, 2008)
“branqueamento” e quais as
consequências dessa dinâmica para a
identidade do colonizado?
Na prática

Correção

a) Como o trecho descreve a formação de um “complexo de inferioridade” nos povos


colonizados e qual o papel da linguagem nesse processo?
Resposta: O texto mostra como a dominação cultural enterra a originalidade do
colonizado, fazendo-o enxergar sua própria cultura como inferior. A adoção da língua
e dos valores do colonizador reforça essa hierarquia, associando assimilação a
“progresso” e rejeição das raízes a uma simulação de “branqueamento” simbólico.

b) Por que o autor associa a assimilação cultural ao conceito de “branqueamento” e quais as


consequências dessa dinâmica para a identidade do colonizado?
Resposta: Porque o processo não é apenas físico, mas cultural: ao internalizar a
superioridade da metrópole, o colonizado rejeita sua história (“mato” ou “negridão”)
como algo a ser superado. Isso gera uma crise identitária duradoura, em que, mesmo
após a independência, a autoimagem do povo colonizado permanece marcada pela
violência psicológica do colonialismo.
Encerramento COM SUAS PALAVRAS

Acerca do que estudamos hoje, responda:

Como o imperialismo europeu do século


XIX utilizou as teorias raciais para
justificar a dominação e exploração do
continente africano?

Britânia, a guerreira de traje branco (seu nome está escrito no


capacete) conduz soldados e colonos britânicos em solo africano.
Reprodução – DOMINGUES, 2016. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7
maio 2025.
Referências

BOLSANELLO, M. A. Darwinismo social, eugenia e racismo “científico”: sua repercussão na


sociedade e na educação brasileiras. Educar, Curitiba, n. 12, p. 153-165, 1996. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 maio 2025.
DOMINGUES, J. E. O fardo do homem branco. Ensinar História, [s.d.]. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 7 maio 2025.
DOMINGUES, J. E. “O fardo do homem branco”: exaltação do imperialismo. Ensinar História, 6
ago. 2020. Disponível em: [Link]
imperialismo/. Acesso em: 7 maio 2025.
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008. Disponível em:
[Link]
content/uploads/2014/05/Frantz_Fanon_Pele_negra_mascaras_brancas.pdf. Acesso em: 7 maio 2025.
GOMES, N. L. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma
breve discussão. In: BRASIL. Ministério da Educação (MEC); Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade (SECAD). Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº
10.639/03. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2005. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 maio 2025.
HOBSBAWM, E. J. A era dos impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
Referências

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Continentes. Atlas Geográfico


Escolar, [s.d.]. Disponível em: [Link]
regionais/[Link]. Acesso em: 7 maio 2025.
LEMOV, D. Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso,
2023.
MONAGREDA, J. K. A raça na construção de uma identidade política: alguns conceitos
preliminares. Mediações, v. 22, n. 2, p. 366-396, 2017. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 maio 2025.
PEREIRA, J. Neocolonialismo: O fardo do homem branco em charges do século 19. Aventuras na
História, 25 abr. 2019. Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 7 maio 2025.
RANGEL, P. S. Apenas uma questão de cor? As teorias raciais dos séculos XIX e XX. Simbiótica,
v. 2, n. 1, 2015. Disponível em: [Link] Acesso em: 7
maio 2025.
ROSENSHINE, B. Principles of instruction: research-based strategies that all teachers should know.
American Educator, v. 36, n. 1, Washington, 2012. pp. 12-19. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 maio 2025.
Referências

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista, 2019. Disponível em:
[Link]
etapas-Educa%C3%A7%C3%[Link]. Acesso em: 7 maio 2025.
Identidade visual: imagens © Getty Images
Aprofundando
A seguir, você encontra uma seleção de exercícios extras,
que ampliam as possibilidades de prática, de retomada e
aprofundamento do conteúdo estudado.
Aprofundando

Leia o texto. Veja no livro!


O darwinismo social pode ser
definido como a aplicação das
Sobre o darwinismo social, é correto leis da teoria da seleção natural
afirmar que: de Darwin na vida e na sociedade
humanas. Seu grande mentor foi
o filósofo inglês Herbert Spencer
Foi uma teoria que defendia a igualdade [...], [criador da] expressão
A
social por meio da intervenção estatal. “sobrevivência dos mais aptos”,
que, mais tarde, também seria
B Teve como principal expoente Charles utilizada por Darwin. [...]
Darwin, criador do termo “sobrevivência
dos mais aptos”.
C Consiste na aplicação dos princípios da (BOLSANELLO, 1996)
seleção natural às relações humanas e
sociais.
D Foi formulado originalmente por Karl
Marx como parte da teoria da luta de
classes.
Aprofundando

Correção O darwinismo social pode ser


Leia o texto. definido como a aplicação das
Sobre o darwinismo social, é correto leis da teoria da seleção natural
afirmar que: de Darwin na vida e na sociedade
humanas. Seu grande mentor foi
o filósofo inglês Herbert Spencer
Foi uma teoria que defendia a [...], [criador da] expressão
A igualdade social por meio da
intervenção estatal. “sobrevivência dos mais aptos”,
. que, mais tarde, também seria
Teve como principal expoente Charles utilizada por Darwin. [...]
B
Darwin, criador do termo sobrevivência
dos mais aptos".
.
C Consiste na aplicação dos princípios (BOLSANELLO, 1996)
da seleção natural às relações
humanas e sociais.

D Foi formulado originalmente por Karl


Marx como parte da teoria da luta de
classes.
Aprofundando

Resolução

O darwinismo social consiste na aplicação dos princípios da seleção natural às relações


humanas, conforme descrito no texto. As demais alternativas apresentam equívocos: a
alternativa a atribui incorretamente ao darwinismo social a defesa de igualdade via
intervenção estatal, quando na verdade ele pregava o oposto; a opção b comete um erro ao
creditar a Charles Darwin a criação da expressão “sobrevivência dos mais aptos”, que na
realidade foi cunhada por Herbert Spencer; e a alternativa d faz uma associação
completamente equivocada entre o darwinismo social e a teoria marxista, quando na verdade
eram correntes ideológicas antagônicas.
Aprofundando

Leia o texto. "As teorias raciais do


século XIX, como o
Sobre o darwinismo social, é correto darwinismo social, foram
afirmar que: instrumentalizadas para
justificar a dominação
As teorias raciais foram desenvolvidas por europeia na África. Ao
líderes africanos para resistir ao colonialismo.
A classificar os povos
africanos como inferiores,
O imperialismo europeu na África baseou-se
B exclusivamente em motivações econômicas, sem surgiram teorias que
uso de justificativas ideológicas.
legitimaram a exploração
colonial como um “dever
C O darwinismo social e outras teorias raciais serviram
para apresentar a dominação colonial como um civilizatório”.
processo natural e necessário.

(PRODUZIDO PELA SEDUC)


D A ideia de “dever civilizatório” foi criada pelos
próprios africanos para modernizar suas
sociedades.
Aprofundando

Correção
"As teorias raciais do
Leia o texto.
século XIX, como o
Sobre o darwinismo social, é correto darwinismo social, foram
afirmar que: instrumentalizadas para
justificar a dominação
As teorias raciais foram desenvolvidas europeia na África. Ao
A por líderes africanos para resistir ao classificar os povos
colonialismo.
. africanos como inferiores,
O imperialismo europeu na África baseou-se
B exclusivamente em motivações econômicas, surgiram teorias que
sem uso de justificativas ideológicas.
.
legitimaram a exploração
O darwinismo social e outras teorias raciais colonial como um “dever
C serviram para apresentar a dominação
colonial como um processo natural e
civilizatório”.
necessário.
(PRODUZIDO PELA SEDUC)
D A ideia de "dever civilizatório" foi
criada pelos próprios africanos para
modernizar suas sociedades.
Aprofundando

Resolução

As teorias raciais (como o darwinismo social) e o imperialismo foram usados para justificar
a colonização como um suposto processo natural. As demais alternativas distorcem o texto:
a alternativa a inverte os papéis históricos, a opção b ignora o componente ideológico do
imperialismo, e a alternativa d atribui erroneamente a autoria do “dever civilizatório” aos
africanos.
Para professores
Slide 2

Habilidade: (EF08H123) Estabelecer relações causais entre as ideologias raciais e o


determinismo no contexto do imperialismo europeu e seus impactos na África e na Ásia.
(SÃO PAULO, 2019)
Slide 3

Dinâmica de condução: a seção Relembre busca trazer conexões entre a aula anterior e
o desenvolvimento do nacionalismo com o tema desta aula. Na aula de hoje, será
apresentado o conceito de imperialismo e como as potências europeias invadiram e
abusaram de nações consideradas “primitivas”. Caso algum dos estudantes já esteja
familiarizado com essa complexidade histórica, será interessante a pontuação com base na
análise do pôster, mas espera-se respostas mais associadas à última aula, como descrito a
seguir.

Expectativas de respostas: o nacionalismo exacerbado nos séculos XIX e XX levou à


autodeterminação de povos, com criação e unificação de Estados-nação, mas com custos
elevados em termos de guerras, repressões e xenofobia. Exemplos são os conflitos como
as Guerras Mundiais, a intensificação de tensões entre países, o surgimento de regimes
autoritários e os movimentos separatistas.
Slides 4 a 14

Dinâmica de condução: a aula deve apresentar as principais correntes de pensamento,


que inferiorizaram povos, por meio da tese da superioridade das raças europeias sobre as
africanas. Essas ideias eram vistas como “científicas” e foram usadas para legitimar
práticas como situações análogas à escravidão e a exploração econômica.
Para tornar o conteúdo mais acessível, é essencial usar os recursos multimodais
oferecidos, em especial as imagens e o shorts, que, a título de representação, visam
estabelecer as conexões entre as teorias raciais e o imperialismo.

Aprofundamento: Poema O fardo do homem branco completo


DOMINGUES, J. E. “O Fardo do Homem Branco”. Ensinar História, [s.d.]. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 7 maio 2025.
PEREIRA, J. Neocolonialismo: O fardo do homem branco em charges do século 19.
Aventuras na História, 25 abr. 2019. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 7 maio 2025.
DOMINGUES, J. E. “O fardo do Homem Branco”: exaltação do imperialismo. Ensinar
História, 6 ago. 2020. Disponível em: [Link]
branco-exaltacao-do-imperialismo/. Acesso em: 7 maio 2025.
Slides 15 e 16

Dinâmica de condução: professor, as atividades da seção Na prática foram planejadas


para levar os estudantes a uma análise crítica e dinâmica, e com interação, ao trabalhar o
conceito e o funcionamento do sistema imperialista, compreendendo suas implicações
históricas e sociais. Permita que os estudantes resolvam de forma autônoma as atividades
em seus materiais impressos, mas recomendamos fortemente fazer uma boa intermediação
do debate sobre a tabela, que sumariza os aspectos principais. As atividades podem ser
adaptadas conforme o nível e engajamento da turma, abordando ainda mais as teorias
raciais e o “fardo do homem branco”.

Aprofundamento: link seguro de exercícios possíveis para o conteúdo da aula de hoje


DOMINGUES, J. E. “O Fardo do Homem Branco”. Ensinar História, [s.d.]. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 7 maio 2025.
Slide 17

Dinâmica de condução: professor, faça a pergunta de forma oral para os estudantes e


esclareça os principais pontos, caso apresentem dúvidas. Para tanto, a seção
Encerramento vai ao cerne do objetivo da aula e, assim, visa questionar a justificativa
racial do imperialismo europeu na África.

Expectativas de respostas: inúmeras podem ser as hipóteses levantadas pelos


estudantes. Nesse sentido, cabe ao docente observar se aquilo que os discentes elencaram
relaciona o imperialismo aos impactos causados pelas teorias raciais no continente africano
durante o século XIX. Para tanto, é necessário observar se os estudantes reconheceram
que o imperialismo europeu na África se sustentou não apenas na força militar, mas numa
sofisticada construção ideológica que vestiu a exploração com roupagens científicas. As
teorias eugenistas e raciais do século XIX, como o darwinismo social, foram
instrumentalizadas para transformar a pilhagem colonial em um pretenso “dever
civilizatório”. Ao classificar os povos africanos como biologicamente inferiores, criou-se uma
falsa justificativa moral e científica para a dominação. Essa manipulação do conhecimento
serviu a um duplo propósito: legitimou a violência colonial perante a opinião pública
europeia enquanto desumanizava as populações nativas, apresentando sua exploração
como parte de um “processo evolutivo”. O legado perverso dessa distorção científica
persiste hoje nas fronteiras artificiais que ignoram identidades étnicas, nas desigualdades
estruturais entre nações e nas formas sutis de racismo que continuam a moldar as relações
globais. Compreender esse mecanismo histórico é essencial para desmontar narrativas de
superioridade que ainda ressurgem sob novas roupagens no mundo contemporâneo.

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